A diretoria do Sindipetro-NF e a categoria petroleira realizaram nesta quarta, 12, em Cabiúnas mais um Dia de Luta pela Incorporação dos Trabalhadores da Transpetro, que durou cerca de três horas. Desde a greve de 2015, o sindicato e os trabalhadores querem a incorporação dos cedidos da Transpetro à Petrobrás, assunto que já foi tema de várias reuniões, mas que no entendimento do NF só depende de vontade política.

Em junho do ano passado, os NF recebeu denúncias de que devoluções de cedidos à Transpetro estavam sendo realizadas e totalizaram cinco companheiros desde que a gestão da unidade retornou para a Petrobrás. Esses trabalhadores que foram devolvidos não tinham posto de trabalho garantido na região e nem garantia de manutenção do seu regime original.

Na época o NF descobriu não havia qualquer desativação da unidade/atividade que justificasse a retirada das pessoas da unidade. Isso só comprovava a existência de um projeto de devolução gradual dos cedidos que poderá prejudicar um grande número de trabalhadores. Por esse motivo, o sindicato cobrou um posicionamento claro da empresa sobre o futuro dos aproximadamente 450 cedidos da Transpetro no UTGCAB.

Entenda o histórico

O Sindipetro-NF e a FUP construíram a Pauta Brasil no ano de 2015 que culminou com uma greve nacional, quando os petroleiros e petroleiras resistiram a um projeto de desmonte da Petrobrás. 

Foi incluída na Pauta pelo Brasil, o item 8. que diz que “A COMPANHIA envidará esforços junto ao governo para a incorporação integral de sua subsidiária PETROBRÁS TRANSPORTE –“TRANSPETRO S.A, devendo, ao final do processo, assumir suas atividades como controladora”.
Após a greve terminada em todo país, as bases do Norte Fluminense mantiveram o movimento por mais uma semana, sendo um dos motivos, a necessidade de abertura de um canal de comunicação para tratar da incorporação dos trabalhadores da Transpetro de Cabiúnas à Petrobrás.

Em janeiro de 2016, aconteceu a primeira reunião onde a Gerente de RH da Transpetro alegou ter um parecer do jurídico da empresa que alertava que não era possível adotar a incorporação. Esse fato foi contestado pela assessoria jurídica do sindicato, que tem parecer favorável a incorporação. Durante esse processo, a Petrobrás mostrou interesse em incorporar os trabalhadores, mas a Transpetro tem se mostrado resistente. O que a subsidiária oferece é a cessão.

O sindicato vem alertando nas setoriais com os trabalhadores da base de Cabiúnas que as devoluções iriam acabar ocorrendo de forma gradativa e, de fato, o processo iniciou. Como sempre nenhum dos gestores envolvidos se compromete a escrever isso. Para mudar essa situação, só a mobilização efetiva da categoria com apoio do NF terá algum resultado.

O Sindipetro-NF tem denunciado em seus veículos de comunicação a precarização que a AMS - Assistência Médica Suplementar vem sofrendo por parte da Petrobrás, demonstrando total descaso com os beneficiários. Em diversas partes do país, a FUP já havia denunciado estão acontecendo problemas recorrentes de gestão e de operacionalização que precariza o benefício, comprometendo a qualidade do atendimento e deixando os usuários à própria sorte.  

Na quinta, 6, os beneficiários de Campos foram surpreendidos com a notícia de que o Grupo IMNE decidiu suspender o atendimento para os usuários do plano de saúde da Petrobrás, por falta de pagamento por parte da empresa. 

O Sindipetro-NF já entrou em contato com a Petrobrás e solicitou que o convênio com o Hospital Dr. Beda seja mantido, visto que é um dos hospitais de referência da cidade. Esse caso está sendo acompanhado pela direção sindical.

Veja matéria veiculada no Jornal Terceira Via de Campos:

Atendimento para usuários da Petrobras é interrompido pelo Grupo IMNE

O Grupo IMNE decidiu suspender, em caráter extremo, o atendimento para os usuários do plano de saúde da Petrobras, por tempo indeterminado, a partir das 18h desta quinta-feira (6). O motivo, segundo a diretora administrativa Martha Henriques, é a falta de pagamento por parte da Petrobras nos valores referentes aos serviços prestados.

“Estamos há meses tentando o diálogo, apresentando planilhas, mas a Petrobras não nos deu uma solução.Todo o processo de pagamento que antes era feito pela Petrobras foi terceirizado e, por isso, estamos há meses tendo dificuldades em receber. A atitude da gestão da Petrobras/SP é de uma irresponsabilidade imensurável. Eles sempre dão uma desculpa para não pagar o valor integral, além de sempre pagar em atraso”, informou a diretora.

A gestão da Petrobras passou a ser feita em São Paulo, por firma terceirizada, cujo objetivo é mostrar resultados financeiros, sem se importar com a saúde dos usuários que necessitam das unidades médico-hospitalares do Grupo IMNE, sendo, no entanto, renegados no atendimento. Pelo respeito aos usuários da Petrobras, o Grupo IMNE irá manter os atendimentos emergenciais e os pacientes internados em qualquer das unidades do Grupo continuarão recebendo atendimento – bem como os que estão em tratamento ambulatorial. Pacientes das áreas de oncologia e nefrologia também não sofrerão com a interrupção do tratamento.

Ainda segundo Martha Henriques, inúmeras tentativas de negociação foram feitas em vão. “Nós havíamos comunicado que, se isso persistisse, nós não íamos aguentar. Só que eles ficaram de resolver e não resolveram. Chegamos a um ponto que não temos mais como suportar essa situação”, afirmou.
Apesar da interrupção na prestação do serviço, o Grupo IMNE optou por manter os serviços de emergência e também os atendimentos para os pacientes que estão em algum tipo de tratamento. Atualmente, o atendimento é prestado para pacientes de Campos, Macaé e também do Espírito Santo.

A expectativa é que a estatal entre em contato com a direção do Grupo IMNE para resolver as pendências e, consequentemente, todo o serviço prestado seja restabelecido.

“Já mandamos todas as planilhas atualizadas e agora aguardamos o retorno da Petrobras para que possamos chegar a um denominador comum. Temos serviços e fornecedores a pagar e queremos poder voltar a prestar o serviço integral para todos os usuários”, informou.

 

Da Imprensa da FUP - Neste mês de setembro, os trabalhadores da Petrobrás comemoram dez anos de produção no Pré-Sal, cujos campos registraram em julho a marca histórica de 1,821 milhão de barris de óleo e gás por dia. Isso representa 55,1% de toda a produção nacional. São raros os países produtores de petróleo que realizaram essa façanha em tão pouco tempo.

A Petrobrás descobriu o Pré-Sal em 2006, realizou a primeira extração em 2008, chegou a 500 mil barris em 2014, dobrou a produção para 1 milhão de barris em 2016 e agora bate mais um recorde com 1,5 milhão de barris. Nenhuma outra empresa no mundo foi capaz de explorar com tanta eficiência uma nova fronteira petrolífera, a sete mil metros de profundidade, atingindo em uma década a produção diária de 1,5 milhão de barris.

Isso só foi possível, em função dos investimentos massivos que a Petrobrás recebeu nos governos Lula, que recuperaram a engenharia da empresa, fortaleceram as pesquisas em tecnologia, e fizeram da estatal brasileira uma das maiores petrolíferas do mundo.

O Pré-Sal brasileiro já produz mais óleo e gás do que Angola, Indonésia, Reino Unido, Malásia, Omã, Austrália, Índia, entre outras nações. As gigantescas reservas de Lula, Libra e Búzios figuram entre as dez maiores descobertas de petróleo do mundo.

Há países que sequer conseguem produzir a quantidade de petróleo extraída de um único poço do Pré-Sal. No campo de Nero, localizado na área de Libra, apenas um poço produziu em junho 58 mil barris de óleo e gás por dia. Isso é mais do que a produção diária de países como Síria, Tunísia e Iêmen.

Temer já entregou 30 bilhões de barris, ao preço médio de R$ 0,40
A despeito de toda a sua importância estratégica, o Pré-Sal está sendo entregue às multinacionais pelo governo Temer em troca de centavos. Desde o golpe, em 2016, já foram realizados cinco leilões de petróleo, onde foram entregues cerca de 30 bilhões de barris de petróleo de reservas preciosas do Pré-Sal e das áreas contíguas, localizadas no entorno desta fronteira.

Os valores médios pagos por cada barril leiloado ficaram em torno de R$ 0,40. Um barril de petróleo bruto contém cerca de 158 litros, o que torna ainda mais dramática a situação imposta ao povo brasileiro, obrigado a pagar preços absurdos pela gasolina, diesel e gás de cozinha.

Com o último aumento da gasolina esta semana, o litro já está sendo vendido nos postos a mais de R$ 5,00. Desde julho, o derivado acumula 69% de aumento nas refinarias da Petrobras, enquanto a inflação do período foi de 4,8%.

Em meio a essa tragédia anunciada, o governo realizará no dia 28 de setembro mais um leilão do Pré-Sal. A 5ª rodada da ANP no modelo de Partilha de Produção licitará 16,5 bilhões de barris de petróleo em cinco blocos nas Bacias de Santos e Campos: Saturno, Titã, Pau Brasil e Tartaruga Verde.

A ANP divulgou esta semana que 12 empresas participarão do leilão. Com exceção da Petrobrás, as demais petrolíferas que disputarão as áreas do Pré-Sal são todas multinacionais. Segundo estimativas feitas pelo Dieese, o preço médio ofertado por barril ficará em torno de R$ 0,40, variando entre R$ 0,12, no bloco de Pau-Brasil, e R$ 0,51, nas áreas de Saturno e Titã, consideradas as mais produtivas.

Além disso, o governo Temer corre para tentar aprovar no Senado o Projeto de Lei Complementar 078/2018, que autoriza a Petrobrás a abrir mão de 70% dos cinco bilhões de barris de petróleo da Cessão Onerosa e cujas reservas excedentes podem chegar a 15 bilhões de barris de petróleo. O projeto já foi aprovado a toque de caixa, em junho, na Câmara dos Deputados Federais e se passar pelo Senado, autorizará a entrega de mais 18 bilhões de barris de petróleo do Pré-Sal.

“Este governo e os parlamentares entreguistas estão doando nosso petróleo às multinacionais e acabando com as possibilidades de desenvolvimento, industrialização, emprego e renda que o Pré-Sal poderá gerar para o País. Estamos retrocedendo ao colonialismo”, alerta o coordenador da FUP, Simão Zanardi, ressaltando que só a mudança do projeto político poderá reverter esta situação. “O povo vai precisar escolher nas eleições de outubro se prefere manter essa política e pagar caro pelos combustíveis ou se quer de volta um país soberano, onde o petróleo seja utilizado em benefício da população e não das empresas estrangeiras”, afirmou.

 

Imprensa da CUT - A política do ilegítimo e golpista Michel Temer (MDB-SP) de reajustar os preços dos combustíveis quase diariamente continua pesando no orçamento do povo brasileiro. Cinco dias após o último aumento no preço da gasolina, a Petrobras subiu novamente o valor, nesta quarta-feira (5), e o combustível ficou 1,68% mais caro. O preço da gasolina nas refinarias passou de R$ 1,1704, que vigorava desde o último sábado (1º), para R$ 2,2069.

É o valor mais alto cobrado pelo preço do litro da gasolina desde julho de 2017, quando a direção da Petrobrás, comandada pelo então presidente Pedro Parente – nomeado por Temer após o golpe de 2016, mudou a política de preços e passou a acompanhar as variações cambiais e as oscilações do barril de petróleo no mercado externo.

De julho de 2017 até hoje, a gasolina aumentou 69% nas refinarias da Petrobrás enquanto a inflação do período acumulou 4,8%, segundo dados da subseção do Dieese da Federação Única dos Petroleiros (FUP). A variação do preço do diesel no mesmo período foi de 54%.

Na última sexta-feira, após três meses de congelamento devido ao acordo do governo que pôs fim à greve dos caminhoneiros e que envolveu subsídio governamental ao diesel, a Petrobras anunciou também o aumento de 13% no preço médio do produto comercializado nas refinarias do país.

“Esse será o cenário enquanto essa política equivocada continuar a ditar os preços da gasolina, diesel, gás de cozinha e demais combustíveis. O impacto no bolso dos brasileiros é muito grande”, diz o coordenador-geral da FUP, Simão Zainardi.

Segundo dados da subseção do Dieese da FUP, desde julho do ano passado até hoje, o preço médio de revenda da gasolina nas bombas de combustíveis foi de 27,4%. “É um valor muito superior à inflação do período [4,8%] e isso com certeza está afetando o orçamento de milhares de famílias brasileiras”, diz o economista do Dieese, Cloviomar Cararine.

O preço médio da gasolina nas bombas terminou a semana passada a R$ 4,446, segundo pesquisa da Agência Nacional do Petróleo, do Gás Natural e dos Biocombustíveis (ANP). Em algumas regiões do País, porém, o valor extrapola os R$ 5 reais. É o caso da cidade de Vassouras, no Rio de Janeiro, e do Rio Branco, no Acre, onde foram registrados valores que ultrapassam a média nacional – R$ 5,24 e R$ 5,15, respectivamente.

No Tocantins, outro estado que tem registrado altas constantes, o preço da gasolina alcançou R$ 4,99 em alguns postos, e esse valor ainda pode aumentar depois do reajuste desta quarta.

Para o presidente em exercício da CUT-AC, Edimar Batista Tonelly, um dos mais afetados pelo aumento absurdo no valor da gasolina no estado, é muito preocupante essa situação. “Isso porque os reajustes muito acima da inflação estão afetando no endividamento das famílias aqui do Acre. E não só daqueles que usam carro, mas de todos”, diz.

Ele explica que o preço do frete na região, por causa da localização geográfica, é caro e isso faz com que os aumentos sejam repassados para praticamente todos os produtos consumidos pela população do Acre.

“Está terrível a situação e espero muito que nas eleições de outubro possamos eleger um novo governo que reverta o golpe e coloque o país novamente nos trilhos, pois assim está insustentável”, lamenta.

Política de preços da Petrobrás

Segundo o coordenador-geral da FUP, Simão Zainardi, essa “calamidade com o bolso dos brasileiros” começou em 2016, quando a direção da Petrobras nomeada pelo ilegítimo Temer, que tinha assumido interinamente o governo, se reuniu com o Ministério de Minas e Energia e anunciou que a estatal não seria mais responsável pelo abastecimento dos combustíveis a nível nacional.

“E foi então que deram início à diminuição do papel do Estado, com incentivos para atrair as indústrias estrangeiras de petróleo para o Brasil e privatizar o setor de refino, entregando nossas riquezas”, denuncia o dirigente.

“Em julho do ano passado, ficou ainda mais claro esse movimento com a mudança oficial na política de preços e a queda drástica da carga processada em nossas refinarias com o aumento da importação”, conta.

Em 2017, foram importados mais de 200 milhões de barris de derivados de petróleo, número recorde da série histórica da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Em contrapartida, as refinarias da Petrobras passaram a operar com capacidade inferior a 73%. Em 2014, antes da crise política instalada no país, as refinarias estavam operando com 94% da sua capacidade.

“A maioria dessas importações, que chegaram a alcançar 800 mil barris de gasolina e 700 mil de diesel no mês de maio deste ano, veio da Shell, empresa petrolífera dos Estados Unidos, altamente interessada no nosso petróleo e na política de preços atrelada ao mercado externo”, denuncia Simão.

Já nos governos Lula e Dilma, diz o coordenador da FUP, a lógica era inversa. “As nossas refinarias estavam com a produção em alta, com condições de suprir o mercado interno e praticar preços acessíveis à população, pois era respeitado o valor da produção nacional”, diz.

“Agora, se der um probleminha na política externa, como foi o caso da guerra da Síria e a briga entre EUA e Irã, o brasileiro é quem vai pagar a conta nas bombas de combustíveis e no gás de cozinha. Imagina se o barril bate U$ 100. Isso é um absurdo”, diz o dirigente, lembrando que o barril de petróleo passou de U$ 40 em 2017 para quase U$ 80 em 2018.

“O povo vai precisar escolher nas eleições de outubro deste ano se prefere manter essa política e pagar caro pelos combustíveis ou se quer de volta os preços acessíveis”.

Via CUT Brasil

É possível que o leitor ou a leitora não goste da CUT. É da democracia. Mas mesmo quem faz restrições à Central há de concordar em um aspecto: ela não fica em cima do muro. E tem sido assim nestes tempos de massacre jurídico e midiático contra o maior líder operário brasileiro, nascido das lutas no ABC paulista em plena Ditadura Civil-Militar do pós-64 e que, na Presidência da República, governou mantendo o diálogo nacional, promovendo justiça social e realizando investimentos em políticas públicas “como nunca antes na história desse País”, como gosta de repetir.

E é por se portar desse modo, que a direção nacional da CUT decidiu, em reunião nos últimos dias 28 e 29, apoiar a candidatura do ex-presidente Lula à Presidência nestas eleições de outubro. Este apoio é condicionado, entre outros fatores, a um compromisso muito claro, registrado na resolução da Central: “Apoiamos a candidatura de Lula porque acreditamos no seu compromisso com a convocação de uma Assembleia Constituinte com o objetivo de revogar as medidas nefastas do governo golpista e de implementar as reformas estruturais necessárias ao resgate da democracia e ao fortalecimento da soberania nacional, criando condições para um novo ciclo de desenvolvimento, sustentável e com inclusão social, que atenda as demandas colocadas na Plataforma da CUT para as Eleições 2018”.

Portanto, contra todos os efeitos do golpe e seus afluentes, inclusive aqueles que tentam naturalizar o uso político do discurso técnico-jurídico para legitimar o ilegitimável, a CUT segue com Lula até o final, e espera que este final seja o respeito à vontade popular. É assim que deve ser numa democracia. Lula não está acima da Lei, mas também não pode estar abaixo dela, como tem sido tratado.

Até que todos os recursos possíveis sejam feitos, inclusive por meio de nova consulta à ONU — que teve desrespeitada uma recomendação explícita ao Brasil para que garantisse a candidatura Lula —, a Central manterá neste pleito a sua postura clara de defesa não de um nome, mas de um projeto de Nação que é a razão de ser do seu nascimento e da sua existência. O nome disso é coerência histórica.

Afinal, por meio destas eleições, “estamos convocados a derrotar o golpismo e mudar a história do País”, como chamou a Central, também na resolução que anunciou o apoio a Lula.

Sigamos firmes e fortes.

 

[Nascente 1056]

 

Solidariedade e arte no NF

Setembro 06, 2018 11:34

Nascente 1056 - Palestra no próximo dia 12 marca encerramento de exposição e terá arrecadação de alimentos

Com a realização de palestra com o tema “Trajetória de Vida”, o Sindipetro-NF encerra, na próxima quarta, 12, às 15h, a exposição do artista plástico Victor Paes de Carvalho, um rapaz autista de 19 anos que utiliza a arte como expressão e para contribuir em seu processo de sociabilização. A palestra será proferida pela petroleira Thaís Pessanha, uma trabalhadora cadeirante que, além de cumprir as suas responsabilidades na Petrobrás, abriu uma empresa para levantar recursos para a Fundação Pestalozzi de Macaé.

O sindicato também convidou alunos do ensino médio do Colégio Estadual Matias Neto e professores do artista para o evento. Victor é aluno do artista plástico Luciano Pauferro desde 2011. Realizada no Corredor Cultural do Sindipetro-NF, em Macaé, a exposição foi aberta no dia 9 de agosto. As visitas ainda podem ser feitas, no horário das 7h30 às 19h, de segunda a sexta. O NF fica na rua Tenente Rui Lopes Ribeiro, 257, no Centro.

Doações de alimentos

O acesso à palestra é gratuito e aberto à comunidade, mas solicita-se a doação de alimentos para a Pestalozzi (arroz, feijão, macarrão, óleo, farinha, sal, açúcar e fubá). O NF receberá as doações no momento do evento e também em suas sedes, em Campos dos Goytacazes e em Macaé, até o dia 3 de outubro.

As grandes obras do Neoliberalismo

Setembro 06, 2018 11:25

Nascente 1056 - P-36 nos anos FHC e ruínas do Museu Nacional nestes anos golpistas de MiShell Temer são Ícones trágicos de uma mesma ideologia entreguista e antipopular. NF sempre lutou contra esta política que quer reduzir o estado brasileiro a pó

A categoria petroleira viveu grandes tragédias e sabe que nenhuma delas é fruto do acaso. Um conjunto enorme de variáveis se forma ao longo do tempo, inclusive emitindo sinais, até que uma delas detona todo o castelo de fragilidades. O trágico incêndio que levou, de acordo com estimativas iniciais, pelo menos 90% do acervo do Museu Nacional e enorme parte do próprio prédio, traz elementos de um descaso histórico do Brasil para com a cultura e o conhecimento, mas está diretamente relacionado ao agravamento da política de desmonte do Estado brasileiro, baseado em opções econômicas ultrapassadas regidas por uma noção desumana de austeridade.

Esta política neoliberal é a que deixou a imagem do afundamento da P-36 como expressão icônica máxima dos anos FHC, e que agora deixa a imagem do Museu Nacional em chamas como ícone deste seu retorno violento por meio do Golpe de 2016.

Embora não expliquem tudo, os números são contundentes: entre 2001 e 2011, a área de museus teve aumento de 980% na destinação de recursos, de acordo com o Instituto Brasileiro de Museus (Ibran). Em uma década, a maior parte dela nos anos Lula, que tomou posse em 2003, os recursos destinados anualmente ao setor saltaram de R$ 20 milhões para R$ 216 milhões.

O cenário atual, para o Museu Nacional, era de cortes drásticos nos repasses. Nos últimos cinco anos, desde quando a direita começou a inviabilizar o governo Dilma no Congresso, criando o ambiente de insustentabilidade que daria o discurso de legitimação do impeachment, o orçamento da instituição caiu de R$ 1,3 milhão, em 2013, para R$ 643 mil, em 2017. Para este ano de 2018, o que estava previsto no orçamento era pouco mais de R$ 300 mil, dos quais havia recebido menos de R$ 100 mil.

Virada nas eleições

É contra essa marcha da insensatez, contra esse caminho para a barbárie, que o Sindipetro-NF, a CUT, a FUP, e milhares de outras entidades sindicais e dos movimentos sociais se insurgem. Nesta luta, as eleições não são a única frente, mas são extremamente importantes.
Para o sindicato, o Brasil que sairá das urnas de outubro poderá ser o que viverá o aprofundamento desse quadro nefasto destes anos de Golpe, ou aquele que retomará as condições de desenvolvimento com justiça social, distribuição da renda, geração de empregos, soberania energética, entre tantas bandeiras defendidas pela categoria petroleira e por todos os brasileiros e brasileiras que verdadeiramente amam o País.

Imprensa da FUP - Após um dia intenso de mobilizações da Brigada Petroleira, em Brasília, nesta terça-feira, 4, os trabalhadores conquistaram mais uma vez que fosse adiada a votação dos Projetos de Lei Complementar 77 e 78/2018, no Senado.

O PLC 77, que trata da privatização das Distribuidoras de Energia e de Sistemas Isolados da Eletrobrás no norte e nordeste foi aprovado nas comissões de Infraestrutura CI e de Assuntos Econômicos CAE do Senado. Segue para discussão no plenário, somente após as eleições, no dia 09/10, onde serão discutidos as emendas e os destaques apresentados ao Projeto de Lei.

Outra conquista da luta dos petroleiros foi o adiamento, também para depois da eleição, da votação do PLC 78,que obriga a Petrobrás a vender até 70% da área localizada no pré-sal da Bacia de Santos.

A Brigada continuará firme na capital Federal para acompanhar a sessão legislativa do Senado, nesta quarta-feira, e garantir que a matéria não entre na pauta para votação, como foi negociado entre os parlamentares.

A FUP parabeniza aos petroleiros que estão em Brasília lutando pela soberania, defendo a Petrobrás e os interesses do povo brasileiro.

[FUP]

 

O prazo de inscrições para o 14º Torneio de Futsal do Sindipetro-NF - Lula Livre começa hoje, 5  e segue até 10 de setembro. As inscrições podem ser encerradas antes do fim desse período se for atingido o número máximo de 16 equipes.

O torneio acontece de 13 a 28 de setembro no Ginásio Juquinha do Tênis Clube de Macaé (Centro). Os jogos iniciais serão sempre às 19h30 e 20h30.

O objetivo do torneio é promover a integração entre os trabalhadores e o sindicato. O evento reúne petroleiros da Petrobrás e da empresas privadas do setor petróleo.

Para participar todos os jogadores tem que fazer parte do sistema Petrobrás (crachá marrom ou verde). Cada time deve ter no mínimo oito atletas e no máximo 12, sendo que cada time deve ter no mínimo quatro jogadores com mais de 30 anos de idade  para efetivar a  inscrição.

Documentos necessários:  preenchimento da ficha inscrição mais documento com foto de cada atleta. Mais informações com Paulinho, funcionário do sindicato, em horário administrativo (22-2765-9550).

 

Imprensa da FUP - A Brigada Petroleira e os eletricitários estão novamente percorrendo os gabinetes dos senadores em mais uma semana de esforço concentrado, para impedir que sejam colocados em regime de urgência os Projetos de Lei Complementar que liberam a venda das distribuidoras da Eletrobrás e de 70% dos cinco bilhões de barris de petróleo que a Petrobrás contratou via Cessão Onerosa do Pré-Sal.

Por pressão de Temer e das multinacionais, os PLCs 78 (venda da Cessão Onerosa) e 77 (venda das distribuidoras da Eletrobrás) podem ser colocados novamente em pauta no Plenário do Senado a qualquer instante. Ajude a pressionar os senadores contra mais esse crime de lesa-pátria. Acesse o site #NaPressão da CUT: https://bit.ly/2MulP81

 

Imprensa da FUP - Mais uma vez, os movimentos sociais estarão nas ruas na sexta-feira, 07 de setembro, para o Grito dos Excluídos, manifestação popular que ocorre desde 1995. Essa será a 24ª edição, que tem como tema “Vida em primeiro lugar”, com o lema “Desigualdade gera violência: BASTA DE PRIVILÉGIOS”.

O Grito dos Excluídos é uma manifestação popular que nasceu a partir dos movimentos de base da Igreja Católica, com o objetivo de mobilizar a sociedade para temas relacionados ao combate às injustiças e às desigualdades sociais.

"Uma grande camada da sociedade vive à margem dessa mesma sociedade, sem direito à moradia, sem direito à alimentação adequada, sem direito à saúde, ao trabalho, e todos esses aspectos fazem parte da vida e da dignidade humana. Enquanto tivermos uma parcela, que seja um da sociedade que passe por essa situação, há sim sentido no Grito dos Excluídos, ainda que esse excluído não seja o que grite, mas os seus irmãos devem gritar por ele", explicou dom Eduardo Vieira dos Santos, bispo da Região Episcopal Sé da Arquidiocese de São Paulo e representante da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), na entrevista coletiva de lançamento das atividades do Grito.

Em todo o país, já estão ocorrendo mobilizações relacionadas ao Grito dos Excluídos, nesta Semana da Pátria. Mas a concentração principal das manifestações será no feriado de 7 de Setembro. As principais capitais e cidades terão atos, atividades culturais e protestos contra a violência e a exclusão social. Uma grande romaria reunirá milhares de trabalhadores que se deslocarão até a cidade de Aparecida, no estado de São Paulo.

Para a socióloga Rosilene Wansetto, uma das coordenadoras do Grito, os questionamentos propostos pela mobilização têm relação com o tipo de sociedade que se deseja construir. "A gente está discutindo um modelo de Estado. Hoje, ele privilegia o mercado e lucro e, ao povo, resta o Estado mínimo, como o corte de políticas públicas e sociais. É um momento importante para a gente discutir um projeto para a nação", afirmou, destacando que enquanto a PEC dos gastos não for revogada nada de diferente poderá ser feito no país. “É preciso que as pessoas questionem quais são as prioridades da população brasileira? Por que congelar investimentos na Saúde e Educação por 20 anos? Para que o Estado brasileiro está servindo”, questionou a socióloga.

Cartaz traz a mulher no centro das lutas

O cartaz do 24º Grito dos Excluídos é de autoria de Nivalmir Santana, artista plástico formado pela Belas Artes de São Paulo e Unesp. Ele  trabalha há mais de 28 anos com arte sacra em igrejas espalhadas por todo o Brasil. “O cartaz retrata a união dos marginalizados e do povo sofrido que luta por vida mais digna”, explicou.

O cartaz destaca a força da mulher como figura principal, “geradora da vida, que une as forças e luta com o povo sofrido, especialmente na atual conjuntura que vive o povo brasileiro”, como ressalta o artista plástico.

“A arte pretende trazer esperança, não se prende nas mazelas sociais e injustiças, mas olha para o bem comum,  amplia o olhar para ver de outra forma e anima os caminhantes nessa árdua e gratificante tarefa de construir o reino de Deus, começando aqui e agora”, revelou.

 [FUP, com informações do Grito dos Excluídos]

Imprensa da CUT - Pensar os transportes do Brasil como direito social e para o desenvolvimento econômico, sustentável e moderno foi a missão de representantes das entidades que integram a Frente Brasil Popular (FBP), como a CUT, no último sábado (1°), durante o Fórum Nacional de Transportes de Mobilidade Territorial e Logística. O grupo de trabalho (GT) responsável pelo tema, dentro do Projeto Brasil Popular, convidou especialistas no setor para subsidiar o debate e apresentar propostas.

O projeto, elaborado pela Frente, é constituído de mais de 30 temas e será entregue, em 2019, ao novo governo brasileiro.

No Brasil de hoje, o transporte rodoviário, tanto de passageiros, como de cargas (logística), impera sobre os demais modais. Segundo dados da Fundação Dom Cabral, 75% da produção do país passa pelas estradas brasileiras. Os transportes marítimos vêm em seguida com 9,2%. Transportes aéreos representam 5,8%. Ferroviários, 5,4%. Cabotagem e hidrovia são 3% e 0,7%, respectivamente.

Para Evaristo Almeida Prates dos Santos, que coordena o GT, é necessário pensar um Brasil a médio e longo prazo, e emergências de curto prazo, para que o país alcance uma infraestrutura de transportes compatível com a sociedade do século 21, igualitária, com distribuição de renda e democrática.

“O modo de fazer os deslocamentos de pessoas e mercadorias deve ser racional, o mais sustentável possível”, ele diz.

Evaristo classifica como desequilíbrio a concentração de transportes no modal rodoviário e afirma: “A gente precisa de trem, de hidrovia e outras formas de transportes que ofereçam alternativas econômicas, eficientes e sustentáveis tanto para empresas como para o povo”.

Maria Fumaça

A ferrovia, no passado, foi protagonista no setor de transportes. Até 1950 o Brasil andou nos trilhos, tanto urbanos, por meio de bondes, como no transporte de cargas. Evaristo avalia que as mudanças de acumulação econômica no processo capitalista relegaram a ferrovia ao segundo plano.

“A China constrói 3 mil km de ferrovia por ano. Outros países investem no transporte rápido sobre trilhos. O impacto ambiental é muito menor”, completa o especialista em transportes e mobilidade.

Evaristo acredita que o século 21 seja novamente do transporte sobre trilhos, porque, segundo ele, o modelo atual brasileiro vai contra tudo o que se fala sobre sustentabilidade.

“No Japão já existe o trem baseado na levitação magnética, que chega a 600km/h. A tecnologia avança em velocidade alta. Aqui, temos poucos trens de passageiros para transportes intermunicipais. E o trem é mais rápido que o automóvel”. Evaristo conta que em outros tempos, “era mais fácil ir de carro. Hoje, se você pega um trem em uma metrópole, você chega mais rápido do que por meio terrestre”.

A conclusão de Evaristo é de que quando a qualidade dos transportes é priorizada, melhora o nível de vida dos cidadãos. Um dos coordenadores da Central de Movimentos Populares (CMP), Benedito Roberto Barbosa (Dito), concorda. Ele aponta também que a falta de integração entre os modais de transportes, acentuam as dificuldades já vividas pelas populações mais pobres das cidades. Por isso, segundo ele, o transporte tem que ser pensando levando em consideração outros aspectos como habitação e saneamento.

“Trabalhadores sofrem com o alto custo, a qualidade ruim e a falta de integração de trânsito. Além disso, muitas vezes o transporte de ônibus não dialoga com trens e metrôs, o que dificulta a mobilidade, principalmente para quem tem baixa renda e mora longe do trabalho”, afirma Benedito.

Outros modais

Para o portuário Eduardo Guterra, secretário adjunto de Organização e Política Sindical da CUT, o modelo neoliberal faz que com que os transportes sejam pensados sob a lógica do lucro das corporações e não como política social para o desenvolvimento não só econômico, mas social. E a classe trabalhadora é que deveria ser a prioridade, o foco de políticas públicas que incrementem o setor.

Ele exemplifica com a gestão nos portos brasileiros que passa por um processo de tentativa de privatização. Atualmente, apenas os terminais dos portos são privatizados. “É como se fosse um condomínio, onde cada um cuida da administração de seu terminal, mas a gestão do porto é pública”.

Portaria privatizada

Eduardo Guterra faz a analogia para explicar: “O porto é uma fronteira do Brasil. Uma portaria, que se operar sob gestão privada, causa insegurança para soberania nacional”. Segundo o dirigente, o impacto não é só econômico. “Estamos falando em meio ambiente, saúde e segurança no trabalho, prostituição, tráfico de drogas e outros aspectos que estariam sob risco de o Estado perder totalmente o controle. Falamos de soberania”, diz Guterra.

Tem futuro?

Segundo o ex-secretário executivo do Ministério dos Transportes no Governo Lula, Kenji Kanashiro, o futuro dos transportes no Brasil depende de projetos que sejam elaborados a longo prazo, pensando na sociedade como um todo. A começar pelas tarifas cobradas.

No caso dos transportes rodoviários, basta trafegar por qualquer rodovia sob concessão para comprovar o alto preço dos pedágios. O mais caro do Brasil está no sistema Anchieta-Imigrantes, administrado pelo consórcio Ecovias, onde a tarifa é de R$ 26,20.

Rodovia Anchieta nos anos 1950

Kenji explica que atuação das concessionárias nas rodovias deveriam ter regulamentação mais severa do Estado. “Tem que ter algo para garantir o controle da prestação de serviço, o que não há com o golpista [e ilegítimo] Temer. O que há é uma entrega”.

Uma das propostas do Fórum de Transportes e Logística da Frente Brasil Popular é, justamente, um marco regulatório que controle o preço das tarifas modernize a aferição de preços. No Estado de São Paulo, por exemplo há um forma ainda antiquada de se calcular a tarifa, que é feita por fotocélulas que controlam a passagem dos veículos. Os valores são definidos de acordo com o número de eixos.

A primeira rodovia a ter a cobrança em São Paulo foi a Anchieta. Inaugurada em 1947 (pista norte) e 1953 (pista sul), a rodovia recebeu as primeiras cabines de em 1972. Em 1998, o então governador Mario Covas abriu a concessão para empresas privadas. O contrato firmado foi de 20 anos.

 caminhão trucadocavalo trucado e carreta três eixos

 

Quem dá mais gasto?

Um caminhão trucado (três eixos) danifica mais o pavimento do que uma carreta com três eixos e cavalo de dois eixos, que tem o peso mais distribuído, maior tração e por isso, desgasta menos o pavimento. “Isso não interessa ao concessionário que pode arrecadar mais da outra forma”, critica o ex-secretário.

“Uma coisa é termos um pagamento justo pelo investimento, mas a tarifa tem que estar também de acordo com a possibilidade do usuário. Em transportes de carga, a ideia é cobrar tarifas diferentes de acordo com o valor agregado dos produtos transportados”.

Ainda de acordo com Kenji, a proposta de cobrança de tarifa justa pode ser aplicada a todos os modais, não só o rodoviário. Inclusive para o cidadão. “Na maioria dos países do mundo, o usuário paga de 30 a 40% da tarifa. O Estado arca com o resto. Defendemos que haja subsidio”, completa.

 

 

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