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Editorial

Por que a diretoria do NF apoia Fernando Haddad

Como muitos representantes de entidades sindicais, empresariais ou instituições religiosas, entre outros, a diretoria do Sindipetro-NF tem lado nessa eleição e se posiciona de modo transparente. Como os dirigentes da CUT e da FUP, os sindicalistas do NF apoiam a candidatura de Fernando Haddad à Presidência da República. E as razões são claras:

1) Haddad assinou compromisso com a CUT para rever as reformas do governo Temer, que cortaram direitos trabalhistas e sociais.

2) Haddad é contra a privatização da Petrobrás e de outras empresas públicas estratégicas para o desenvolvimento do País.

3) Haddad tem o mais amplo, técnico e preparado programa para enfrentar os graves problemas brasileiros em todas as áreas.

4) Haddad traz o legado do governo Lula, que promoveu o desenvolvimento de baixo para cima, incluindo os mais pobres na economia, gerando emprego e distribuindo renda.

5) Haddad é um democrata, tem compromisso profundo com as liberdades de todos e todas, e jamais admitiria um regime autoritário, o que é essencial para a existência de qualquer entidade dos movimentos sociais.

6) Haddad fez uma gestão brilhante no Ministério da Educação, ampliando a rede federal de ensino, os programas de bolsas e de financiamento estudantil.

7) Haddad fez uma gestão brilhante também na Prefeitura de São Paulo, não se reelegeu em virtude da onda anti-petista construída e massificada pela mídia, mas seus feitos foram premiados e são admirados por urbanistas pela forma como olhou a cidade para as pessoas, para o bem estar, tendo como um dos símbolos dessa visão o aumento exponencial da rede de ciclovias.

8) Haddad, junto com Manuela, renova a política brasileira, com novas lideranças capazes de enfrentar um cenário reacionário na política no Brasil e no mundo.

9) Haddad vai recuperar a altivez do Brasil, com soberania mas sem xenofobia, com diálogo com todas as nações, sem falar fino com os mais fortes e grosso com os mais frágeis.

10) Haddad está fazendo uma campanha limpa, propondo o debate, sem fake news, com a postura que se espera de um Presidente da República.

O amor vencerá o ódio. A civilização vencerá a barbárie.

 

Capa

BOLSONARO É UM TEMER AINDA MAIS TEMERÁRIO

Programa ultraliberal do candidato coloca em risco todas as empresas estatais e os empregos gerados no setor privado em suas cadeias produtivas, avaliam especialistas

O amplo programa de privatizações do candidato de extrema direita, Jair Bolsonaro (PSL), prevê o desmonte total de praticamente todo o patrimônio público brasileiro. Se vencer as eleições no segundo turno, em 28 de outubro, ele pretende desnacionalizar, vender para grupos internacionais, ou fechar empresas que prestam serviços essenciais à população, como o fornecimento de água, energia e crédito bancário, além da chamada joia da coroa, o Pré-Sal brasileiro, a terceira maior reserva de petróleo do mundo. E tudo isso para pagar a dúvida pública e não para investir no Brasil e na qualidade de vida dos brasileiros.
Trabalhadores e especialistas alertam que, além das privatizações fecharem milhares de postos de trabalho, nenhum país do mundo se desenvolveu de forma sólida sem que tivesse como base uma indústria nacional forte, em especial nos setores estratégicos, como é o caso do petróleo.
Mentor é banqueiro ultraliberal
Não é o que pensa Bolsonaro e sua equipe que colocaram na mira do capital privado empresas públicas e estatais, como Petrobras, Eletrobras e Caixa Econômica Federal, entre outras. O mentor da plataforma econômica de Bolsonaro, o banqueiro e economista ultraliberal Paulo Guedes, já deixou claro em declarações à imprensa, mais de uma vez, que pretende promover a privatização de “todas” as estatais, justificando que essa seria uma forma de reduzir o endividamento público.
As intenções e declarações, tanto do presidenciável do PSL quanto do seu guru econômico, estão escritas também em seu plano de governo, que diz expressamente que algumas estatais serão simplesmente extintas, outras entregues à iniciativa privada e uma minoria poderá ser preservada.
No programa não há a especificação de quantas ou quais das 147 empresas da União seriam vendidas. A única definição é que “todos os recursos obtidos com privatizações e concessões deverão ser obrigatoriamente utilizados para o pagamento da dívida pública”, ou seja, nenhum centavo retornará em benefícios para o Brasil e os brasileiros.
Um Temer ainda mais agressivo
Especialistas e trabalhadores dos setores que estão na mira das privatizações contestam as justificativas de Bolsonaro e afirmam que as propostas do presidenciável não passam de uma extensão do desmonte do patrimônio público iniciado pelo ilegítimo e golpista Michel Temer (MDB-SP).
“O programa pretende seguir exatamente o que Temer já está fazendo no Brasil, ou seja, vendendo tudo. Estão abrindo mão do patrimônio que o povo brasileiro ajudou a construir, ignorando completamente que a maioria da população é contra a privatização”, diz o petroleiro e coordenador do Comitê em Defesa das Estatais da CUT, Roni Barbosa.
Além disso, completa o dirigente, a proposta desconsidera a importância do fortalecimento dessas empresas no investimento em tecnologia e ciência e na geração de postos de trabalho no Brasil e para os brasileiros e não para os estrangeiros. “A cadeia produtiva de petróleo, por exemplo, é responsável pela geração de milhões de empregos no país”, alerta Roni, que também é secretário de Comunicação da CUT.
Pré-sal não teria sido descoberto
O economista e técnico do Dieese da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Cloviomar Cararine, reforça a avaliação feita por Roni e acrescenta que essa proposta vai contra os interesses políticos, econômicos e estratégicos do país.
Se não fosse o Estado brasileiro, diz ele, provavelmente o Pré-Sal não teria sido descoberto. “Considerando os altos riscos envolvidos, uma empresa privada não arriscaria o investimento. A descoberta só foi possível porque uma empresa pública, a Petrobras, investiu na pesquisa tecnológica e confirmou a presença dessa riqueza em solo brasileiro”, explica.
O economista do Dieese lembra ainda que a proposta de privatizar tudo o que é possível para pagar a dívida pública já foi apresentada na década de 1990 e não resolveu o problema. “Além de abrir mão da soberania nacional, as privatizações não garantem o pagamento da dívida nem a melhora do serviço e/ou redução de tarifas”.
Privatizar não resolve crise fiscal
“Para que privatizar empresas públicas estratégicas, como a Petrobras, sem deixar claro qual o objetivo diante do debate em torno da dívida pública e de experiências passadas que se mostraram ineficazes?”, questiona.
É o que pergunta também o economista e técnico do Dieese da Federação Nacional dos Urbanitários (FNU), Gustavo Teixeira. Ele lembra que um setor que foi amplamente privatizado na década de 1990 foi a distribuição de energia elétrica.
“E, ao contrário da expectativa do governo, as desestatizações se mostraram incapazes de resolver a crise fiscal”, lembra Gustavo, citando a nota técnica do Dieese, que mostra que entre 1995 e 2003, a dívida líquida do setor público passou de 28% para 52% do Produto Interno Bruto (PIB).
“Além disso, não aumentaram a eficiência, os preços crescem acima da inflação e a qualidade do serviço ainda é muito inferior da desejada pela população”, diz o economista.
Isso sem falar que as estatais federais, nos últimos 15 anos, distribuíram mais de R$ 250 bilhões de dividendos para a União. "Por que, então, vender empresas que garantem dividendos para o governo e podem ser responsáveis por gerar receitas no futuro?", questiona.
Na contramão do mundo
Os dois economistas do Dieese denunciam, ainda, que as propostas apresentadas por Bolsonaro vão na contramão do que está sendo feito no mundo. Países classificados como liberais, como é o caso do Reino Unido, que aderiu à cartilha dos economistas da Escola de Chicago – a mesma de Paulo Guedes - na década de 1990, estão tendo de voltar atrás e reestatizar empresas estratégicas.
“É o caso do serviço de água e esgoto. Com tanto problema na qualidade e oferta do serviço, os ingleses decidiram reestatizar, pois perceberam que é um serviço básico e essencial à população”, diz Cloviomar Cararine, técnico do Dieese da FUP.
É possível verificar esse processo por meio de uma plataforma com o “mapa das reestatizações” criada pelo Observatório Corporativo Europeu e pelo Instituto Transnacional de pesquisa e defesa de um planeta justo, democrático e sustentável.
De acordo com a análise das informações coletadas, entre 2000 e 2015, foram identificados 235 casos de remunicipalização de sistemas de água, abrangendo 37 países e afetando mais de 100 milhões de pessoas. Acesse o site aqui.
“Até mesmo o governo liberal de Donald Trump, que o Bolsonaro tanto adora, está criando uma política de conteúdo local e proteção das empresas nacionais”, completa Cloviomar.

 

Petros

Liminar agora para Linhares

Mais uma cidade é abrangida por decisão pela suspensão da cobrança do equacionamento

O Sindipetro-NF conquistou sua sexta liminar referente à suspensão da cobrança do equacionamento do Plano Petros. Agora é válida para os trabalhadores que moram em Linhares no Espírito Santo.
Na visão do NF essa decisão só confirma que o equacionamento é danoso à vida dos participantes e assistidos, e também, como podem ser diferentes as decisões no nosso judiciário.
O passo seguinte é aguardar que a Petros seja intimada a cumprir a decisão e que ainda esse mês o desconto deixe de ocorrer.
O NF lembra que apesar do jurídico ter tentado a preservação do direito dos petroleiros com uma ação unificada, o entendimento do judiciário foi o de restringir aos municípios onde foi dada entrada cada ação, o que gerou a sua distribuição. O NF teve sucesso em seis processos, sendo que duas liminares foram cassadas.
A Liminar está valendo nas cidades de Macaé, Campos dos Goytacazes, Guarapari e Linhares. Em Rio das Ostras e no Rio de Janeiro foram cassadas
Suspensão nos contracheques
A Petros vem cumprindo as decisões de suspensão dos descontos. Quando a decisão sai a tempo de alteração da folha com aproximadamente 20 dias de intervalo, o contracheque seguinte já vem com a suspensão. Caso contrário, o desconto é feito e depois ressarcido (o referente ao mês corrente pós-liminar).
O Sindipetro-NF orienta ao petroleiro ou petroleira que resida em um dos locais listados acima com liminares vigentes (e possui o cadastro regular na Petros com equivalência de localidade), mas que ainda estão sendo descontados para enviar um e-mail para O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. com seus dados pessoais, comprovante de residência (conta de luz, gás, condomínio, telefone), contracheque que evidencia o desconto e FRE (se da ativa).
Essa atitude dará condição ao jurídico de entrar com uma petição indicando o descumprimento das liminares.
A luta continua
Apesar da recente queda de duas liminares (Rio de Janeiro e Rio das Ostras), o NF continua sua luta no combate contra a forma que esse equacionamento foi implementado, mantendo sua histórica responsabilidade com o Plano Petros e com a classe petroleira.
E ressalta a importância dos trabalhadores se manterem mobilizados e atentos ao contexto político que no futuro próximo será decisivo para a Petrobrás e também a Petros.

 

Normando

Democraticídio

Imagine uma família de pequenos agricultores. Vivem do que produzem, e têm uma vaca para o leite das crianças, e algum queijo e manteiga para a casa.
Agora imagine que você é o chefe da casa, e descobre que a vaca está infestada de carrapatos. Daí você tem duas opções:

Opção “B”

- Você xinga, fala grosso, esbraveja, pega uma espingarda e mata a vaca;

- Se alguém da família argumenta que as crianças vão ficar sem leite, você chama de “idiota”, diz que essa é a única solução, e solta um “quem manda aqui sou eu”;

Opção “H”

- Você não sabe o que fazer, mas procura saber, conversando ou lendo, e descobre que pode acabar com os carrapatos sem matar a vaca, e sem perder ou envenenar o leite.

É essa a opção que o Brasil tem pela frente. Escolher entre:

- quem promete acabar com a democracia,

ou...

- quem quer enfrentar nossos problemas com a cabeça, ouvindo a todos.
“Exagero! Ele não
vai acabar com a...”

O medo não alimenta apenas o ódio. Alimenta também a ilusão que permite aceitar a realidade. O carrasco anuncia que você se encaminha para a câmara de gás, mas você quer acreditar que vai para um chuveiro.
Bolsonaro já anunciou que é um ponto final na tênue democracia brasileira, e em muitas de suas instituições;

- Enquanto a Constituição afirma o pluralismo político, ele declara que “vai acabar com esses ativismos todos”: bit.ly/2Eqj1ct

- Enquanto a Constituição define a Educação como dever do Estado, ele anuncia a extinção do Ministério da Educação e, consequentemente, das universidades e institutos federais:
bit.ly/2LXlJWb

- Enquanto a Constituição tenta proteger a indústria e o desenvolvimento tecnológico nacionais, Bolsonaro quer acelerar a destruição do parque industrial do petróleo: bit.ly/2pW5YFp

Bolsonaro quer matar a vaca,
e... Manter os carrapatos

Você, com medo do desemprego, e raiva do PT, vai manter Temer, achando que Bolsonaro é mudança... Bolsonaro já declarou que “não tem resposta imediata" para o desemprego: bit.ly/2ynUEXz.

 

Curtas

Palestra hoje
O Sindipetro-NF promove hoje, às 18h, no Teatro da entidade em Macaé, a palestra "Quando o trabalho adoece e mata", com a professora Terezinha Martins. Doutora em psicologia pela PUC-SP, a palestrante é integrante do Departamento de Saúde Coletiva da UNIRIO. O evento dá continuidade ao Ciclo de Debates e Palestras sobre a questão de gênero e assédio, realizado pelo NF desde agosto.

Benzeno
Continuam as atividades de conscientização no mês de combate à exposição ao Benzeno. O sindicato, que realizou transmissão ao vivo no Facebook sobre o tema na semana passada (disponível em bit.ly/2yHSjG9), mantém contatos nas bases para conversar com os trabalhadores e trabalhadoras sobre as ações, políticas, jurídicas e de formação sobre o benzeno.

Zé de volta à FUP
Após quatro meses de licença para concorrer a uma vaga de Deputado Federal pelo estado do Rio de Janeiro, José Maria Rangel voltou nesta semana para a coordenação da FUP. Com 20.591 votos, mesmo não sendo eleito, José Maria pôde fazer o debate com a sociedade sobre as bandeiras de luta da classe petroleira, como os problemas da privatização da Petrobrás para a economia do país e as condições precárias de trabalho com o sucateamento das plantas e o aumento do desemprego.

Pelo ativismo
Mais de três mil entidades dos movimentos sociais e organizações da sociedade civil divulgaram manifesto para repudiar a declaração do candidato a presidente da República Jair Bolsonaro (PSL) em que sugere o fim dos ativismos no Brasil. O discurso do candidato é uma afronta à Constituição de 1988 que garante os direitos de associação e assembleia. Leia o documento em bit.ly/2PzechX.

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