O Judiciário não se curvou à Ditadura que se instaura no Brasil. Ele é protagonista dessa instauração.
 
Sob ameaça de armas de fogo, a sede do Sindipetro/NF teve sua grade assaltada, e porta arrombada, antes mesmo que fosse exibido o mandado judicial que determinava busca e apreensão do "Nascente" e do "Brasil de Fato".
 
A alegação é de que havia "possível prática de propaganda eleitoral"
 
A VERDADE
 
O "Nascente" apreendido (edição número 1062) informa à categoria os cenários da indústria do petróleo, conforme os planos de governo dos candidatos a presidente. Seu editorial, sim, se posiciona por Fernando Haddad, dado o interesse dos trabalhadores, do mesmo modo que, por exemplo, diversos editoriais do jornal "O Estado de São Paulo" se posicionaram por Bolsonaro, dado o interesse dos patrões.
 
Já o "Brasil de Fato" (edição 286) jornal independente existente há mais de uma década, e distribuído pelo Sindipetro/NF há mais de 5 anos, compara os candidatos e seus planos de governo.
 
O leitor pode acessar o conteúdo de ambas as edições apreendidas e fazer seu próprio juízo de valor:
 
 
 
Seguiremos na LUTA PELA DEMOCRACIA!
 
Diretoria Colegiada SindipetroNF_

Brasil de Fato - Nota pública do Brasil de Fato sobre ação arbitrária da justiça de Macaé que invadiu sindicato para confiscar jornais

Brasil de Fato vem a público repudiar com veemência o mandado de busca e apreensão de milhares de jornais tabloide, do Especial Eleições 2018, cumprido pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) neste sábado (20), na sede do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF), na cidade de Macaé (RJ).

A ação expedida pelo juiz eleitoral do município, Sandro de Araujo Lontra, sinaliza uma clara tentativa de censurar e coagir a imprensa alternativa. Todo o conteúdo presente no jornal é estritamente jornalístico, sendo que todas as informações contidas no tabloide foram devidamente apuradas e repercutidas, inclusive, em veículos da grande mídia.

Essa atitude alcança as raias do absurdo e fortalece a campanha de Jair Bolsonaro (PSL), baseada em notícias falsas e no incentivo a violência. Parte da grande mídia o apoia todos os dias sem qualquer constrangimento.

A medida é mais uma prova da partidarização de setores do Poder Judiciário, que querem assegurar um resultado eleitoral de acordo com os interesses da elite e do capital internacional.

Ao contrário da mídia tradicional, nunca escondemos nosso posicionamento editorial ao longo dos nossos 15 anos de vida, sempre comprometido com a verdade e o rigor jornalístico. Portanto, a ação se configura em mais um exemplo claro do delicado momento político que o país enfrenta, com um cerceamento cada vez maior da democracia e um aprofundamento de um Estado de Exceção que vem desde o golpe de 2016.

>>> Leia a edição apreendida pelo TRE do Brasil de Fato sobre o segundo turno das eleições 2018<<<

Importante ressaltar que diante dos milhares de escândalos de fake news pelo WhatsApp que dilaceram o processo eleitoral brasileiro, a justiça não tomou as medidas necessárias para coibir e impedir a disseminação de tais materiais. Essa foi uma ação de censura ao pensamento livre e crítico.

Reafirmamos que atitudes como essa não servirão para nos intimidar. Ao contrário, apenas fortalecem nosso compromisso com a verdade e com o povo brasileiro, e a necessidade de lutarmos para realizarmos as mudanças necessárias para o nosso país. Tomaremos todas medidas jurídicas cabíveis contra esses abusos.

O jornal Brasil De Fato reafirma seu compromisso com a democracia, a liberdade de imprensa e com uma visão popular do Brasil e do mundo. Superamos uma ditadura que lançou as artes, o pensamento, o jornalismo e toda sociedade no silêncio e na censura. A tortura é inadmissível e seguiremos denunciando candidatos que a apoiam e a incentivam. Assim como seguiremos nos contrapondo a quem quer a volta da mordaça.

Brasil de Fato - Uma visão popular do Brasil e do Mundo

Fiscais do TRE estiveram hoje, 20, na sede do SindipetroNF em Macaé em dia e horário em que não há expediente. O funcionário que recebeu os fiscais alegou que os mesmos tentaram pular a grade externa e ameaçaram, inclusive, atirar no local. 
 
Após a chegada de um dos diretores da entidade, que franqueou o acesso irrestrito e amplo aos fiscais, os mesmos decidiram apreender exemplares do Jornal Brasil de Fato e o Boletim Nascente (periódico semanal do sindicato), que são materiais de trabalho da entidade distribuídos há mais de 20 anos. 
 
Alegando propaganda eleitoral irregular, os fiscais apreenderam jornal com análise dos programas eleitorais das chapas que concorrem ao segundo turno e boletim  da entidade que existe há 21 anos,  em toda a história de nosso sindicato. Não havia cunho algum eleitoral e apenas questões de opinião. Vale registrar, ainda, que os jornais aprendidos não são fake news, muito pelo contrário, todas as matérias são assinadas e a circulação segue padrões rigorosos do jornalismo.
 
A diretoria do Sindipetro-NF, diante dessas atitudes arbitrárias da justiça eleitoral de Macaé, vêm a público manifestar seu repúdio diante da ocorrência. 
 
A categoria petroleira sempre foi favorável à mídia independente e alternativa. Não à toa, é item recorrente de debates entre a categoria, como deveríamos contrapor à mídia tradicional, que bateu na Petrobrás por anos sem se preocupar com a imagem da empresa.
 
Portanto, para esse sindicato, não há nenhuma irregularidade na prática que vem sendo realizada pela entidade, que tem compromisso estatutários com seus representados e com a população das cidades onde atua.
 
A diretoria do Sindipetro-NF estará a postos para todo e qualquer esclarecimento que for necessário. O Sindicato preparará, a partir de amanhã, a resposta que provará que o sindicato foi vítima do período truculento que o país vive, demonstrado pelo desrespeito do TRE.
 
 
 
Sindicatos da FUP assinam Termo Aditivo que prorroga negociação para adicional de dutos
 

Em cumprimento ao que foi acordado com a FUP nas reuniões de acompanhamento do Acordo Coletivo e de negociação da quitação da PLR 2017, a Transpetro prorrogou até 31 de agosto de 2019 o estudo em conjunto com as entidades sindicais, visando a conversão do Adicional de Gasodutos em Adicional Técnico de Dutos. Nesta sexta-feira, 19, sete sindicatos da FUP assinaram o Termo Aditivo ao ACT 2017/2019, com as devidas alterações no Inciso III, Parágrafo 6º da Cláusula 4ª.

O documento foi assinado pelos sindicatos de Duque de Caxias, Rio Grande do Sul, Bahia, Piauí, Natal, Amazonas e Minas Gerais. Os demais sindicatos assinarão o Termo na próxima semana.

Com a renovação da cláusula, a FUP e a Transpetro terão tempo suficiente para concluir o processo de negociação, cujo prazo de validade havia se esgotado em 31 de agosto, sem um acordo entre as partes. Em abril, a negociação entrou em um impasse, após a subsidiária tentar impor aos técnicos a função de dirigir os carros utilizados em serviço, além de querer excluir do adicional os técnicos de segurança do trabalho, o que não teve concordância da FUP.

O diretor da FUP e do Sindipetro Duque de Caxias, Paulo Cardoso, que assinou o Termo Aditivo com procurações dos demais sindicatos, destacou que as entidades sindicais buscarão a equidade de direitos, para que o adicional contemple todos os técnicos que atuem nas malhas de gás e óleo. “É uma importante vitória dos trabalhadores nessa conjuntura difícil. Vamos buscar na negociação garantir o adicional para todos os companheiros da malha, sem restrições”, afirmou.

[FUP] 

O Sindipetro-NF sediou ontem, 18, a palestra "Quando o trabalho adoece e mata", com a professora Terezinha Martins. Doutora em psicologia pela PUC-SP, a palestrante é integrante do Departamento de Saúde Coletiva da UNIRIO. O evento deu continuidade ao Ciclo de Debates e Palestras sobre a questão de gênero e assédio, realizado pelo NF desde agosto.

Antes de Terezinha falar, a diretora Conceição de Maria saudou os presentes e falou sobre a conjuntura quando alcançamos o pior patamar de desemprego na história do país com 14 milhões de desempregados. "Nós estamos na luta diária contra essa conjuntura, dizendo SIM à democracia, mas também vemos os trabalhadores adoecendo, por isso trazemos à tona esse conceito, para que juntos possamos pensar melhor essa questão" - disse.

Ao iniciar sua palestra, Terezinha Martins, afirmou que não podia falar em adoecimento e morte sem lembrar do inimigo que estamos enfrentando e levantou um cartaz onde se lia #Elenão. 

A professora explica que o assédio moral é uma violência que recai sobre os trabalhadores, expressa pela gestão do trabalho como uma forma de controle. Trata-se de uma tática pensada nas principais universidades do país, durante a era da reestruturação produtiva.

"Assédio é caracterizado por um conjunto de atos vexatórios e humilhantes dirigidos à um indivíduo ou a um grupo, que visa se livrar deles quem que haja ração ou solidariedade por parte dos colegas. Assédio é cerco, é deixar sem saída. É repetitivo. Grosserias eventuais, não são assedio. O gestor fazer hoje, pedir desculpas. Amanhã não fazer e depois fazer novamente e pedir desculpas, não pode ser caracterizado como assédio" - explicou.

Ela considera o Assédio Moral  como uma tática, disfarçada ideológica que diz uma coisa, pra mostrar o seu contrário, e deixa a pessoa sem saúde. Para os colegas de trabalho, o assediador transforma as características da pessoa em defeito, prejudica o trabalho dele e dá a entender que o assediado não está cumprindo suas tarefas cotidianas. Jogando os trabalhadores uns contra os outros.

Outros pontos da palestra: 

Quem assedia?
Quem está no poder. Vale ressaltar que poder nem sempre é sinônimo de hierarquia. Gestão é gestão em todas as instituições.

Três tipos de pessoas que mais sofrem assedio:
1º tipo - Militante ou ativista: são aquelas pessoas que chamamos: tipo consciente, pessoas que deliberadamente, como proposta de vida dizem: isso está errado.
2º tipo - Pessoas que estão adoecidas: trabalhou muitos anos e adoeceu. E não nos interessa se essa pessoa tinha uma pré-doença, se já foi contratada doente, não interessa se adoeceu no trabalho. Se ela adoeceu, quer dizer que as condições de trabalho que ela vive hoje, adoece. O que “interessa” é que a pessoa que está no poder, quer se livrar do funcionário doente.
3º tipo - “Técnico competente”: é o sujeito que só quer fazer bem o seu trabalho, e quando o sujeito faz muito bem o seu trabalho, isso evidencia que o chefe não é “aquela Brastemp toda”.

 

Formas de atuação do assediador: 

1) desconstrói o trabalho do trabalhador.

2) atua sobre a subjetividade, sobre o psiquismo do sujeito.

 

Como comprovar o assédio:

- Faça um diário e anote tudo que está acontecendo.

- Produza provas, inclusive gravações. 

- Evite perguntar oralmente, envie e-mails

- Reitere se a pessoa não responder o e-mail.

- Diga sempre o que está acontecendo em voz alta, para quem estiver ao lado ouvir.

- Denuncie ao Sindicato.

O Sindipetro-NF promove no próximo dia 25, quinta-feira, o Cinedebate Quinta Resistente, no teatro da entidade, na sede de Macaé. O filme exibido, a partir das 18h30, será "A onda" (Alemanha, 2009), seguido de debate com o professor Paulo Henrique Dantas e o advogado Normando Rodrigues.

Inspirado na construção de regimes autoritários e desumanos, com o da Alemanha sob o Nazismo, a trama do filme não poderia ser mais adequada aos tempos brasileiros atuais: " O professor Rainer Wenger (Jürgen Vogel) é colocado para dar aulas sobre autocracia, mesmo sendo contra sua vontade. Após alguns minutos da primeira aula, ele decide, para exemplificar melhor aos alunos, formar um governo fascista dentro da sala de aula", explica a sinopse.

O experimento ganha o nome de "A onda", e os participantes chegam a criar um uniforme e uma saudação. "Só que o professor acaba perdendo o controle da situação, e os alunos começam a propagar "A Onda" pela cidade, tornando o projeto da escola um movimento real. Quando as coisas começam a ficar sérias e fanáticas demais, Wenger tenta acabar com "A Onda", mas aí já é tarde demais", complementa.

Debatedores

Paulo Henrique Dantas é professor de Sociologia da rede municipal de Macaé, mestre em Ciências Sociais pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) e coordenador do Programa de Estudos em Direitos Humanos do CAp (Colégio de Aplicação).

Assessor jurídico da FUP e do Sindipetro-NF, Normando Rodrigues é graduado em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e mestre em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Foi professor da Faculdade Nacional de Direito da UFRJ.

 

Da Imprensa da CUT - A assessoria jurídica da coligação “O Brasil Feliz de Novo”, que reúne PT, PC do B e Pros em torno da candidatura de Fernando Haddad, entrou, nesta quinta-feira (18), com uma ação de investigação eleitoral judicial junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL), adversário de Haddad no segundo turno das eleições para Presidência da República, por abuso de poder econômico e uso indevido dos veículos e meios de comunicação digital.

Na ação, a coligação alega que há fortes indícios de que foram comprados pacotes de disparos em massa de mensagens mentirosas contra o Partido dos Trabalhadores pelo WhatsApp, de acordo com reportagem publicada pelo jornal Folha de S. Paulo.

As compras, segundo denúncia do jornal, foram todas realizadas por empresários que apoiam publicamente Boslonaro, como Luciano Hang, dono da Havan. Tais condutas revelam três tipos de crime eleitoral: doação de pessoa jurídica, utilização de perfis falsos para propaganda eleitoral e compra irregular de cadastros de usuários.

A ação pede a busca e apreensão de documentos na casa do dono da Havan e na sede da empresa, além da solicitação de todos os registros contábeis e quebra de sigilo bancário, financeiro e telemático de Hang e das empresas Quick Mobile Desenvolvimento e Serviços, Yacows Desenvolvimento de Software, Croc Service Soluções de Informática e SMSMarket Soluções inteligentes, que teriam contratado o serviço do WahtsApp.

“É uma ação que se chegar a suas consequências finais pode levar à inelegibilidade do candidato”, disse a presidenta nacional do PT, Gleisi Hoffmann, em coletiva de imprensa logo após visitar o ex-presidente Lula, mantido como preso político na sede da Polícia Federal, em Curitiba, desde 7 de abril deste ano.

“Onde é que está contabilizado na campanha do candidato esses R$ 12 milhões que hoje a Folha de S.Paulo traz na sua matéria?”, questiona Glesi se referindo aos valores que teriam sido pagos para que as mensagens mentiroas fossem disparadas via WahtsApp.

Segundo Gleisi, medidas cautelares também foram impetradas junto ao TSE para que essas práticas ilegais sejam interrompidas imediatamente. “É muito grave o que está acontecendo no país. Isso mostra que a tal onda política não é bem uma onda de convencimento da população e do eleitorado pelas causas ou pelas propostas do candidato”.

Mas, na verdade, continua Gleisi, “foi construída nos subterrâneos da internet com uma fábrica de mentiras, de ataques ao PT, de ataques ao Haddad e ao presidente Lula, induzindo a população a ter um entendimento errado sobre o que estava acontecendo”.

Para a senadora, Bolsonaro é um candidato ausente. “Ele diz que não tem controle sobre as ações violentas que ele incita seus seguidores a fazerem e diz que não tem conhecimento de doações empresariais, sendo que ele se reúne com esses empresários em convescotes. Quantas vezes ele não esteve com o dono da Havan, que é um dos patrocinadores?”, questionou.

Visita ao Lula

A presidenta nacional do PT disse que o ex-presidente Lula está confiante na virada e que conseguiu compreender somente agora o que está se passando no processo eleitoral, após ter o conhecimento das fraudes utilizadas pela campanha de Bolsonaro.

Imprensa da FUP - A Folha de S. Paulo desta quinta-feira (18) denuncia que empresários estão financiando ilegalmente a campanha do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). Segundo o jornal, esses empresários estão gastando milhões de reais para manter uma indústria de mentiras na rede social WhatsApp e estariam se preparando para uma grande ofensiva na semana da eleição, em 28 de outubro.

De acordo com a reportagem, as empresas estão comprando pacotes de disparos em massa de mensagens contra o PT no WhatsApp. Cada contrato de "pacote de mensagens" pode chegar a até R$ 12 milhões. A reportagem não especificou quantos pacotes foram contratados até agora.

O que indica o uso de caixa 2 na campanha do PSL é que, até o dia 14, o valor total de despesas declarado pela campanha de Bolsonaro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é de R$ 1,7 milhão. Já o valor que os empresários estão gastando sem declarar em apenas um pacote de mensagens mentirosas, grosseiras e violentas contra Haddad é sete vezes superior (R$ 12 milhões).

A rede de lojas Havan, de Luciano Hang, que já foi condenado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) por coagir trabalhadores a votarem em Bolsonaro, está entre as empresas compradoras, segundo a reportagem.

A prática é considerada ilegal por se tratar de doação empresarial de recursos, proibida pela legislação eleitoral. As mensagens contra Haddad e a favor de Bolsonaro são enviadas a partir de uma base de dados dos apoiadores do capitão reformado ou compradas de agências de marketing digital, o que também é considerado ilegal, pois a legislação proíbe a venda de dados de terceiros,

Em nota oficial, o Partido dos Trabalhadores condenou os métodos criminosos utilizados pela campanha de Bolsonaro são intoleráveis na democracia. "É uma ação coordenada para influir no processo eleitoral, que não pode ser ignorada pela Justiça Eleitoral nem ficar impune. O PT requereu ontem, à Polícia Federal, uma investigação das práticas criminosas do deputado Jair Bolsonaro".

"O PT levará essas graves denúncias a todas as instâncias no Brasil e no mundo. Mais do que o resultado das eleições, o que está em jogo é a sobrevivência do processo democrático".

A Polícia Federal foi acionada, nesta quarta-feira (17), pela coligação O Povo Feliz de Novo para que investigue as denúncias de irregularidades associadas às fake news, doações não declaradas do exterior, propaganda eleitoral irregular e uso indevido do aplicativo Whatsapp. 

Confira a nota na íntegra:

Reportagem da Folha de S. Paulo desta quinta-feira (18) confirma o que o PT vem denunciando ao longo do processo eleitoral: a campanha do deputado Jair Bolsonaro recebe financiamento ilegal e milionário de grandes empresas para manter uma indústria de mentiras na rede social WhatsApp.

Pelo menos quatro empresas foram contratadas para disparar mensagens ofensivas e mentirosas contra o PT e o candidato Fernando Haddad, segundo a reportagem, a preços que chegam a R$ 12 milhões. A indústria de mentiras vale-se de números telefônicos no estrangeiro, para dificultar a identificação e burlar as regras da rede social.

É uma ação coordenada para influir no processo eleitoral, que não pode ser ignorada pela Justiça Eleitoral nem ficar impune. O PT requereu ontem, à Polícia Federal, uma investigação das práticas criminosas do deputado Jair Bolsonaro. Estamos tomando todas as medidas judiciais para que ele responda por seus crimes, dentre eles o uso de caixa 2, pois os gastos milionários com a indústria de mentiras não são declarados por sua campanha.

Os métodos criminosos do deputado Jair Bolsonaro são intoleráveis na democracia. As instituições brasileiras têm a obrigação de agir em defesa da lisura do processo eleitoral. As redes sociais não podem assistir passivamente sua utilização para difundir mentiras e ofensas, tornando-se cúmplices da manipulação de milhões de usuários.

O PT levará essas graves denúncias a todas as instâncias no Brasil e no mundo. Mais do que o resultado das eleições, o que está em jogo é a sobrevivência do processo democrático.

COMISSÃO EXECUTIVA NACIONAL DO PT

[Com informações da CUT]

FUP convoca petroleiros a defender a democracia
 

Reunida na terça-feira, 16 de outubro, a direção da Federação Única dos Petroleiros (FUP) reafirmou a deliberação da sua VII Plenária Nacional (Plenafup), realizada entre os dias 01 e 05 de agosto, que aprovou por unanimidade o apoio à candidatura de Lula/Haddad à Presidência do país. A entidade reforça a importância do engajamento de todos os trabalhadores e trabalhadoras na campanha de Fernando Haddad e de Manuela D`Ávila em defesa da democracia, dos direitos sociais, da soberania nacional e contra o fascismo. Leia a convocatória da FUP aos petroleiros e demais trabalhadores brasileiros:

Juntos, derrotaremos o fascismo

Ao longo de sua história, a categoria petroleira sempre esteve à frente das lutas populares em defesa da democracia e da soberania nacional. Na resistência à ditadura militar, na construção da redemocratização do país, no enfrentamento às políticas neoliberais, no combate ao golpe de 2016, os petroleiros e petroleiras jamais se omitiram. Sempre que a democracia esteve em risco, a categoria se levantou contra o autoritarismo.  

Não será diferente agora. O atual momento exige um posicionamento firme de todos os brasileiros e brasileiras diante dos dois projetos antagônicos de Brasil que estão postos para a sociedade. É democracia ou fascismo. É direito ou opressão. É justiça social ou extermínio.  É civilização ou barbárie. É isso que está em disputa neste segundo turno da eleição presidencial.

A candidatura Haddad e Manuela representa o campo democrático e dos direitos sociais. A candidatura do capitão Jair Bolsonaro e do general Mourão é a militarização do Estado e a defesa de bandeiras fascistas, como a tortura, o racismo, a homofobia, a opressão das minorias.

A candidatura Haddad e Manuela tem compromissos com a defesa da soberania energética; com a redução das tarifas de luz e dos preços dos combustíveis; com a exploração do Pré-Sal de forma estratégica, para que esteja a serviço do povo brasileiro e não das multinacionais; com uma Petrobrás pública e transparente, voltada para o desenvolvimento nacional, gerando emprego, renda e tecnologia no país.

Bolsonaro, por sua vez, votou a favor da abertura do Pré-Sal para operação das empresas estrangeiras e já declarou que continuará entregando essa riqueza às multinacionais; defende a manutenção da atual política que fez disparar os preços da gasolina, diesel e gás de cozinha; apoia a desintegração do Sistema Petrobrás, com privatização das refinarias, terminais, gasodutos, oleodutos e de todo o setor logístico.

A candidatura Haddad e Manuela se compromete em revogar a reforma trabalhista e a Emenda Constitucional 95, que congelou os investimentos públicos por 20 anos. Bolsonaro e Mourão defendem mais cortes de direitos e maior redução dos investimentos públicos.

Está nas mãos dos brasileiros a escolha do Brasil que emergirá das urnas no dia 28 de outubro. A FUP e seus sindicatos reforça a importância da defesa da democracia, dos direitos sociais e trabalhistas e da soberania nacional. Nesta reta final da campanha presidencial, vamos intensificar a luta para derrotar o fascismo. Convocamos todos os trabalhadores e trabalhadoras a se engajarem nessa campanha, somando-se aos movimentos populares e democráticos em defesa da candidatura de Haddad e Manuela. 

Vamos garantir a democracia e um futuro melhor para o nosso país.

Petroleiros e petroleiras contra o fascismo!

Petroleiros e petroleiras pelo Brasil!

Federação Única dos Petroleiros – FUP

Como muitos representantes de entidades sindicais, empresariais ou instituições religiosas, entre outros, a diretoria do Sindipetro-NF tem lado nessa eleição e se posiciona de modo transparente. Como os dirigentes da CUT e da FUP, os sindicalistas do NF apoiam a candidatura de Fernando Haddad à Presidência da República. E as razões são claras:

1) Haddad assinou compromisso com a CUT para rever as reformas do governo Temer, que cortaram direitos trabalhistas e sociais.

2) Haddad é contra a privatização da Petrobrás e de outras empresas públicas estratégicas para o desenvolvimento do País.

3) Haddad tem o mais amplo, técnico e preparado programa para enfrentar os graves problemas brasileiros em todas as áreas.

4) Haddad traz o legado do governo Lula, que promoveu o desenvolvimento de baixo para cima, incluindo os mais pobres na economia, gerando emprego e distribuindo renda.

5) Haddad é um democrata, tem compromisso profundo com as liberdades de todos e todas, e jamais admitiria um regime autoritário, o que é essencial para a existência de qualquer entidade dos movimentos sociais.

6) Haddad fez uma gestão brilhante no Ministério da Educação, ampliando a rede federal de ensino, os programas de bolsas e de financiamento estudantil.

7) Haddad fez uma gestão brilhante também na Prefeitura de São Paulo, não se reelegeu em virtude da onda anti-petista construída e massificada pela mídia, mas seus feitos foram premiados e são admirados por urbanistas pela forma como olhou a cidade para as pessoas, para o bem estar, tendo como um dos símbolos dessa visão o aumento exponencial da rede de ciclovias.

8) Haddad, junto com Manuela, renova a política brasileira, com novas lideranças capazes de enfrentar um cenário reacionário na política no Brasil e no mundo.

9) Haddad vai recuperar a altivez do Brasil, com soberania mas sem xenofobia, com diálogo com todas as nações, sem falar fino com os mais fortes e grosso com os mais frágeis.

10) Haddad está fazendo uma campanha limpa, propondo o debate, sem fake news, com a postura que se espera de um Presidente da República.

O amor vencerá o ódio. A civilização vencerá a barbárie.

 

[Nascente 1062]

 

No próximo sábado, 20 de outubro acontece em Macaé um Ato pela Democracia, convocado por vários movimentos sociais, estudantis, sindicais, coletivos e partidos políticos . A concentração será às 10h em frente à Câmara Antiga no Centro, de lá os participantes sairão em caminhada pelo calçadão até a Praça Veríssimo de Mello onde acontecerá uma aula pública sobre a importância da democracia para o país e a diferença de viver num regime ditatorial. 

"Vamos constituir força juntos nesse ato pela democracia em nosso país! Pelo voto consciente, pela educação de qualidade, pela cultura, pela diversidade, pela segurança, pela saúde pública e por mais igualdade! Nós não daremos nosso voto precioso para quem aprova retirada de direitos e apoia ativamente a violência! Vamos seguir pelo amor e pelo diálogo! Vem comigo! Vamos juntos gritar: Democracia SIM!" - dizem os organizadores na página do evento no facebook.

Entenda as diferenças

Democracia é um regime político em que todos os cidadãos participam igualmente. Trata-se de um regime de governo onde o poder de tomar importantes decisões políticas está com os cidadãos (povo), democracia é o “governo do povo para o povo”. Em um país democrático os representantes são eleitos pelo voto popular,  o que subentende que então os eleitos são os representantes do povo, em que o poder é dividido em esferas, e as leis e ações do governo sempre passam por votações em suas esferas.

A principal característica da democracia é a figura do povo como centro, isto é, o os cidadãos tem direitos e deveres dentro da sociedade.

Na Ditadura, a população é obrigada a realizar tudo o que o Governo deseja sem reclamações e sem opiniões. O povo é obrigado a obedecer um líder  como nos regimes provenientes do Nazismo, do Fascismo, ou coletivos como os vários regimes militares que ocorreram na América Latina durante o século XX, inclusive no Brasil.  Quem escolhe os governantes são eles mesmos, sem necessidade de aprovação popular. A ditadura se caracteriza por um Ditador, uma pessoa que detém todo o poder e manda e desmanda como quer.

 

Documento reúne nomes de ex-ministros, incluindo do governo FHC, em defesa do "único candidato capaz de garantir a continuidade da democracia"

 DIVULGAÇÃO
notice

Mais de mil juristas, incluindo advogados, magistrados, ex-ministros, procuradores e acadêmicos, lançaram hoje (16) o manifesto Pela Democracia, Todas e Todos com Haddad!. O documento faz frente às ameaças contra a democracia representadas pela candidatura da extrema direita, de Jair Bolsonaro (PSL), nas eleições 2018. “Todos os povos têm momentos de união em torno de temas civilizatórios”, afirmam.

Para os juristas, este momento chegou no Brasil. Logo no início o manifesto traz uma frase do ativista pelos direitos civis nos Estados Unidos Martin Luther King Jr.: “O que me preocupa não é o grito dos maus, é o silêncio dos bons”. Ao evocar este princípio, o grupo de notáveis declara abertamente apoio ao candidato Fernando Haddad (PT), “pelo fato de ser o único, neste segundo turno, capaz de garantir a continuidade do regime democrático”.

Entre os signatários, o ex-ministro da Justiça José Carlos Dias (governo Fernando Henrique Cardos), os ex-ministros da pasta em governos petistas Tarso Genro, José Eduardo Cardozo e Eugênio Aragão, o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Sepúlveda Pertence, o ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Marcello Lavenère e os advogados Celso Bandeira de Mello, Dalmo de Abreu Dallari, Pedro Serrano, entre outros.

“Pensamos diferentemente sobre tantos temas”, afirmam os signatários, “Temos crenças, valores, ideias sobre tantos assuntos, mas em alguns pontos chegamos no mesmo lugar e isto é inegociável. Este lugar, este ponto sobre o qual não discordamos, é algo chamado democracia, que engloba a preservação daquilo pelo qual todos nós lutamos há tantas décadas – a dignidade das pessoas, o respeito aos direitos humanos e a justiça social”, completam.

O texto não cita diretamente Bolsonaro, mas perpassa pela crítica ao discurso de ódio movido pelo candidato, que já falou em “metralhar” opositores, além de discursar contra homossexuais, negros e mulheres. “Nós juristas e demais profissionais subscritores do presente manifesto, defensores da democracia e radicalmente contrários a violência física ou simbólica como forma de reprimir opiniões contrárias, declaramos apoio ao candidato à Presidência da República Fernando Haddad.”

Leia a íntegra do manifesto:

PELA DEMOCRACIA, TODAS E TODOS COM HADDAD!

“O que me preocupa não é o grito dos maus, é o silêncio dos bons” (Martin Luther King)

Todos os povos têm momentos de união em torno de temas civilizatórios. A união se dá em torno de assuntos que transcendem para além dos interesses individuais, corporativos e partidários. Parece que no Brasil é chegado esse momento. Pensamos diferentemente sobre tantos temas. Temos crenças, valores, ideias sobre tantos assuntos, mas em alguns pontos chegamos no mesmo lugar e isto é inegociável. Este lugar, este ponto sobre o qual não discordamos, é algo chamado democracia, que engloba a preservação daquilo pelo qual todos nós lutamos há tantas décadas – a dignidade das pessoas, o respeito aos direitos humanos e a justiça social.

Os avanços civilizatórios são como degraus. Subimos um a um. Unimo-nos para ajudar a todos nessa subida. Tolerância, solidariedade, direitos iguais e respeito às diferenças. É isso que nos move e é o combustível de todos os povos e nações que vivem e convivem em democracia. A democracia não existe sem pluralismo político, social e moral, algo inevitável numa sociedade complexa como a nossa. A democracia só aceita disputas entre adversários, não entre inimigos, só admite a política, não a guerra, formas pacíficas de disputa, não violentas.

A democracia só existe limitada pelos direitos dos indivíduos e das minorias, para que não se torne uma ditadura da maioria. Democracia é a paz com voz! Neste momento difícil da história do Brasil, nós, brasileiras e brasileiros de todos os credos, raças, etnias, profissões, filiações políticas, orientações sexuais e de gênero, damo-nos as mãos para pedir paz e, mais do que tudo, a preservação da democracia. Que reflitamos para saber o que queremos para o futuro de nosso país. Rejeitamos o rancor e a divisão entre brasileiros. Temos a Constituição mais democrática do mundo, que diz que nosso Brasil é uma República que visa a erradicar a pobreza, fazer justiça social, reduzir desigualdades regionais, incentivar a cultura e promover a solidariedade. Este é o nosso desejo neste momento de crise. O respeito às leis, à Constituição e aquilo que não se pode tocar nem ver: a democracia.

Por isso, nós juristas e demais profissionais subscritores do presente manifesto, defensores da democracia e radicalmente contrários a violência física ou simbólica como forma de reprimir opiniões contrárias, declaramos apoio ao candidato à Presidência da República Fernando Haddad, independentemente de eventuais diferenças programáticas , pelo fato de ser o único, nesse segundo turno, capaz de garantir a continuidade do regime democrático e dos direitos que lhe são inerentes, num ambiente de paz, de tolerância e de garantia das liberdades públicas.

Brasil, 16 de novembro de 2018

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