Além do ato que percorreu as ruas, na manhã desta quarta, 27, aconteceu a última mesa de debates do 13 º Congrenf cujo tema foi "O golpe é para privatizar a Petrobrás" com Iderley Colombini do Dieese-NF), Roberto Moraes  do IFF - Campos e William Nozaki do Geep da FUP.

Iderley Colombini falou um pouco da crise que atinge o Brasil e depois comentou as reformas do governo golpista de Mishell Temer. " A crise que se dá tem uma característica de acumulação de capital muito grande principalmente pelos EUA e a China. Isso impacta a América Latina, principalmente em relação à exportação de comodities"

Colombini alertou para o fato de que a Reforma Trabalhista fará uma grande alteração nas relação capital x trabalho, mudando a forma que hoje são feitas as negociações, enfraquecimento dos sindicatos e reduzindo o papel do Estado. Sobre a Reforma da Previdência, comentou que a proposta adia a entrada para a aposentadoria e reduz valores, no momento que desvincula do salário mínimo os pagamentos.

Ao falar a respeito da Petrobrás, o economista afirma que a empresa está em disputa, já que se trata de uma das maiores empresas de capital aberto no mundo e que atua de forma integrada. "A fragmentação da Petrobrás se dá por meio da pela abertura de capital e a venda das subsidiárias" - explica.

O que estamos assistindo hoje, é o retorno do projeto neoliberal de privatizar a empresa que teve início com a Medida Provisória MP 727, ainda no governo interino de Temer,  que criou o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI ) e resgatou a Lei nº 9.491/1997 que trata do Programa Nacional de Desestatização.

Em seguida, a aprovação do PLS 131/2015 no senado e PL 4.567/2016, retirou a operação única da Petrobrás e a participação da empresa nestes campos.

O projeto se consolidou ainda mais com a posse do Pedro Parente na presidência da Petrobrás que implementou a redução do efetivo (pelo PIDV), dos investimentos e do papel da empresa como motor do desenvolvimento nacional (via conteúdo local). A empresa passa a não ser integrada, focando no E&P e aos poucos propõe a redução dos direitos conquistados dos trabalhadores (via ACT). Para Colombini, só a atuação da categoria petroleira poderá mudar essa postura do governo.

William Nozaki do Grupo de Estudos Estratégicos e propostas para o Setor de Óleo e Gás da FUP anunciou que a Federação está montando um blog para divulgação dos estudos do GEEP e fazer o debate político com a sociedade.

Nozaki afirma que está em curso o desmonte do arranjo institucional que permeou o desenvolvimento do país . O pré-sal colocava o Brasil em uma posição internacional mais importante, que esse governo está tentando acabar. Isso envolve o desmonte da Petrobrás e sua entrega para empresas estrangeiras.

Esse projeto na área de Exploração e Produção se dá como  fim da participação obrigatória nos leilões do pré-sal , venda de blocos no pré-sal e o fim da política de conteúdo local. Na área do Refino com a adoção de um novo modelo de negócio fundamentado em “parcerias” com atores privados ou estrangeiros. Através também da saída do setor de biocombustíveis, acionista minoritário da BR Distribuidora e saída do negócio petroquímico e fertilizantes.

Uma das ferramentas utilizadas para destruir a imagem da empresa segundo Nozaki foi ligar a ineficiência da empresa aos casos de corrupção.  Para ele, a corrupção não é um problema endêmico da Petrobrás, mas um problema sistêmico de todo o setor de mineração.

Mostrou que segundo a OCDE - Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Econômico - organização internacional, composta por 34 países e com sede em Paris, França - o setor com o maior número de casos de corrupção é o de mineração e extração. Isso se deve ao tamanho econômico desses setores e ao volume de recursos envolvidos em suas ações. Para a OCDE , a corrupção se resolve com mais investimentos em mecanismos de governança e compliance. " A corrupção se minimiza com o aperfeiçoamento do gasto público e a avanço do investimento. Em três anos a Petrobrás perdeu 20 vezes mais com Impearments do que com corrupção. " - disse.

Nozaki fez uma denúncia que a operação lava jato é ineficiente economicamente, poisa  devolução de recursos para os cofres públicos é em quantia irrisória. Apesar de estimar um prejuízo de cerca de R$ 6,2 bilhões apenas na Petrobrás, a Lava Jato até agora só conseguiu efetivamente devolver R$ 662 milhões para a empresa, pouco mais de 10% de todo o valor desviado.

O baixo desempenho da Operação Lava jato deve-se a dificuldades econômicas e jurídicas intrínsecas a esse tipo de processo. Parte dos recursos desviados segue empatada sob forma de imóveis e outros patrimônios.

"Cada delação premiada inclui uma chamada cláusula de performance, ou cláusula de desempenho, que consiste em uma negociação onde o delator recebe uma porcentagem do dinheiro que a delação ajudou a encontrar. O caso do de Alberto Youssef é emblemático e ele receberá 2% de todo o dinheiro que ajudar a recuperar. O risco é de redistribuir dinheiro entre corruptos e corruptores, em volume maior do que as devoluções para os cofres públicos" - concluiu.

O blogueiro e professor do IFF de Campos, Roberto Moraes, lembrou que 90% das reservas mundiais de petróleo estão nas mãos das estatais e que até 2040, as matrizes econômicas ainda estarão baseadas  no petróleo e no gás natural.

Durante muitos anos a Petrobrás foi se verticalizando, crescendo e fortalecendo sua estrutura do poço ao posto. Com a entrada do governo golpista, a empresa vai sendo desmontada e passando para as grandes players internacionais e que entrarão posteriormente verticalizadas em nosso país.

"Estamos fazendo o contrário dos que grandes empresas estão fazendo em nível mundial. O presidente da Shell afirmou ao Financial Times que é fundamental para o sucesso de uma empresa de petróleo ter a presença em todas as cadeias de negócios da plataforma de produção à bomba de gasolina. O governo brasileiro faz o inverso do que as grandes empresas estão fazendo" - denunciou Moraes.

Reunida na tarde de hoje, a diretoria do Sindipetro-NF decidiu fazer um chamado contundente para que os petroleiros e petroleiras das plataformas da Bacia de Campos realizem assembleias ainda hoje, e enviem atas até às 12h de amanhã, para manifestarem adesão à Greve Geral Nacional desta sexta, 30. A categoria está em Estado de Assembleia Permanente.

As primeiras assembleias da categoria já aprovaram a participação na Greve, mas o sindicato considerou baixo o envolvimento dos trabalhadores e das trabalhadoras, diante da gravidade do momento nacional e da realidade de desmonte da Petrobrás.

A diretoria voltará se reunir na tarde dessa quinta, 29, para avaliar o retorno a este novo chamado à participação da categoria. Diante do quadro de adesão será feito um indicativo sobre a forma de participação na Greve Geral.

"Estamos dizendo claramente que foi baixa a adesão da categoria até agora, com poucas assembleias realizadas nas plataformas, mas sabemos da responsabilidade que cada um tem e que podemos reverter isso. Não podemos ficar inertes vendo a Petrobrás e o País afundarem do modo que estão, e não podemos aceitar precarização e corte de direitos", afirma o coordenador geral do NF, Marcos Breda.

 

Os petroleiros presentes ao 13o Congrenf realizaram um ato na manhã de hoje contra as mortes na Bacia de Campos. Por volta das 8h30 saíram em passeata percorrendo as ruas de Macaé carregando cruzes e um caixão para denunciar a gestão de insegurança nas empresas de petróleo.

O movimento seguiu até a delegacia de Polícia Civil, onde o Coordenador do Sindipetro-NF, Marcos Breda e o diretor Tezeu Bezerra, acompanhado protocolaram um pedido de abertura de inquérito sobre as atuais condições de segurança que os gestores da Petrobrás vem expondo a categoria petroleira. O pedido foi feito com base no artigo 132 do Código Penal (veja abaixo) para evitar que novas mortes venham a acontecer.

"Os trabalhadores estão unidos e a gente, enquanto Sindipetro-NF não podemos aceitar isso parados. Por isso estamos na rua e pedimos essa abertura de inquérito contra essa gestão de insegurança" - comentou Tezeu Bezerra, diretor do Sindicato.

Em paralelo, a representantes da categoria mantinham o ato na porta da Delegacia, panfletando um boletim feito especialmente para a data. Durante o ato, o Delegado de Polícia Civil se prontificou a receber o Sindipetro-NF para entender melhor a denúncia.

Os petroleiros retornaram em passeata pelo calçadão da Av. Rui Barbosa até o Sindipetro-NF. Durante todo o trajeto receberam apoio da população que se manifestava de alguma maneira, ou aplaudindo ou fazendo algum comentário positivo sobre o movimento.

 

Artigo 132 do Decreto Lei nº 2.848 de 07 de Dezembro de 1940

Art. 132 - Expor a vida ou a saúde de outrem a perigo direto e iminente:

Pena - detenção, de três meses a um ano, se o fato não constitui crime mais grave.

Parágrafo único. A pena é aumentada de um sexto a um terço se a exposição da vida ou da saúde de outrem a perigo decorre do transporte de pessoas para a prestação de serviços em estabelecimentos de qualquer natureza, em desacordo com as normas legais. (Incluído pela Lei nº 9.777, de 1998)

 

 

 

A última mesa de debates desta terça, 27, no 13° Congresso dos Petroleiros e Petroleiras do Norte Fluminense teve como tema "O Golpe é contra os trabalhadores e as trabalhadoras".  Participaram da mesa pelo Coletivo de Mulheres da FUP e  Sindipetro-BA, , Rosângela Maria Santos , pelo Dieese-RJ, Jéssica Naime e a advogada e ativista das mídias sociais, Maria Goretti Nagime, que foram moderadas pela diretora Conceição de Maria.

Rosângela Maria Santos fez uma grande explanação sobre os impactos da reforma trabalhista citando que a mídia dá muito destaque ao fim do Imposto sindical e que isso é absorvido pela mídia, porque as pessoas não reconhecem o papel dos sindicatos na construção da sociedade. Para ela o grande desafio é alcançar "corações e mentes" dos individualistas e conscientizá-los que a reforma aprofundará as desigualdades em nosso país.

Chamou atenção para o fato de que o cálculo das indenizações trabalhistas será proporcional ao salário da vítima. "Acho que o governo coloca preço em nossas vidas de acordo com a nossa posição social, Imagine por exemplo que numa empresa a engenheira e a faxineira tenham sido assediadas pelo chefe e entram na justiça contra ele. Se as duas ganham as indenizações serão diferentes para um mesmo crime" - explica.

Na visão de Maria Goretti Nagime o maior problema da Reforma Trabalhista é passar o negociado vale mais que o legislado. "A aprovação desse ponto fará valer a exploração da miséria humana, porque vai passar a valer a pessoa trabalhar por um prato de comida, por isso estamos na ruas" - disse alertando para o grave fato.

Jéssica Naime fechou as apresentações da noite e saudou uma mesa composta só por mulheres. Sua exposição também teve como base os antecedentes e o contexto da aprovação dasa reformas e suas consequências na vida do trabalhador brasileiro. "A crise veio como um divisor de água com a estratégia de empobrecimento de uma parcela da classe trabalhadora e de apropriação de riquezas numa velocidade muito rápida". Apesar dessa informação, Naime reafirmou ao final de sua fala que está confiante na capacidade de reação do povo. "Temos uma juventude politizada e podemos contar com ela para debater e fazer o enfrentamento nos espaços públicos" - concluiu. 

Quis a sorte que a capa do livro dos 20 anos do Sindipetro-NF, lançado em mesa do 13° Congrenf (Congresso Regional dos Petroleiras e Petroleiras do Norte Fluminense), tivesse em primeiro plano, em imagem de uma assembleia com centenas de participantes, o diretor Valter de Oliveira. Pois foi ele, que daqui a alguns dias se despede do mandato sindical após ter participado do movimento de fundação da entidade, quem recebeu a missão de contar na noite de hoje boa parte da história da categoria na Bacia de Campos.

Valter participou, junto ao também diretor do Sindipetro-NF, Marcelo Nunes, da mesa que reuniu ainda as responsáveis mais próximas pela produção do livro "20 anos do Sindipetro-NF - Uma história de lutas", Luisa Santiago (edição e organização), Fernanda Viseu (supervisão), Beatriz Passarelli e Juliane Furno (ambas responsáveis por pesquisa e texto).

As memórias do sindicalista, que começou a trabalhar na Petrobrás em 1982, e se aposentou "após 34 anos e 10 meses de empresa", emocionaram os delegados e delegadas do Congrenf e serviram para ilustrar as inúmeras lutas e conquistas destas duas décadas. Ele contou, por exemplo, que atuava em uma plataforma que não tinha telefone, a TV era apenas uma em área coletiva, e só pegava - quando pegava - sinal aberto de TVs locais, com um bombril na antena, e que a comunicação era feita por meio do rádio operado pela Base 60. E mais: "não tinha boletim sindical, mas mesmo assim a gente fazia a luta".

E foi de luta em luta que a sua geração fundou o Sindipetro-NF, sindicato do qual, anos depois, viria a ser diretor, e conquistou avanços como a participação nas investigações de acidentes e melhorias na segurança de voo, destaques feitos por ele, que durante os anos na diretoria participou de inúmeras apurações de acidentes com mortos e feridos.

Para Valter, o livro produzido pelo sindicato, em parceria com o NPC (Núcleo Piratininga de Comunicação), tem "uma característica histórica e cultural, um legado que a gente deixa para os novos trabalhadores".

Força da comunicação sindical

A editora Luisa Santiago, do NPC, também destacou o caráter de formação do livro. "É um material de formação, um livro que ensina, não só sobre a luta da categoria, mas a própria história do País", disse.

Ela se disse agradecida pela oportunidade de conhecer, por meio desse trabalho, a história do Sindipetro-NF. "A gente trabalha há mais de 20 anos, quando o Vito Gianotti [fundador do Núcleo Piratininga] começou para fortalecer a comunicação e a luta dos trabalhadores. E é isso que vocês estão fazendo", referindo-se à atuação dos petroleiros e petroleiras.

Luisa lembrou ainda a importância dos materiais produzidos pelo Departamento de Comunicação do Sindipetro-NF ao longo destes 20 anos, que foram fontes diretas da pesquisa para o livro, entre eles o boletim Nascente e a revista Imagem (atualmente Imagens). Na obra, a grande maioria das 244 páginas são ilustradas, contém trechos ou fazem referência a conteúdos destas duas publicações do sindicato.

Uma história de todos

Outra das responsáveis pela produção do livro, Juliane Furno explicou a organização da obra, uma tentativa de organizar uma história com milhares de acontecimentos e protagonistas: "É uma história construída pelo engajamento de vocês. Embora alguns não se enxerguem aqui, essa é uma história coletiva, é uma história da classe trabalhadora".

O livro é dividido em quatro partes: uma primeira que descreve o cenário político, econômico e sindical do País antes da criação do Sindipetro-NF; outra que registra o ambiente da própria criação da entidade, fundada em 1996; uma terceira que aborda o período de 2003 a 2016; e a última que descreve as principais batalhas do sindicato, tanto em relação às bandeiras específicas da categoria, quanto em relação às lutas amplas da classe trabalhadora no campo e na cidade - com ênfase na relação histórica do NF com o MST.

Jornalista do Sindipetro-NF, Fernanda Viseu contou parte do percurso de estruturação da comunicação do sindicato ao longo destas duas décadas. Ela, que também tem 20 anos de NF, lembrou momentos especiais da batalhada informação na atuação da entidade, como no caso da tragédia da P-36 e na greve de cinco dias em 2001. Ela destacou a importância do investimento na preservação da memória da luta dos trabalhadores, causando muita emoção nos delegados e delegadas ao afirmar que "o livro não é de um diretor, não é de um funcionário, não é das meninas que o fizeram [referindo-se às pesquisadoras], é de todos vocês".

Saúde, segurança e luta pela terra

Outro aspecto do livro foi observado por Beatriz Passarelli. É o que diz respeito à grande presença dos temas ligados à saúde e segurança na trajetória do sindicato, e consequentemente nas páginas da obra. "Ao longo do livro percebemos que essa é uma bandeira muito séria", disse, lendo como exemplo, em seguida, trecho de editorial do boletim Nascente, reproduzido no livro, que fala em "jamais esquecer" os acidentes para que eles não se repitam.

O moderador da mesa, Marcelo Nunes, que ao longo das intervenções fez várias observações sobre o papel de diretores, funcionários e pesquisadores na produção da obra, foi também quem observou com sensibilidade a presença de Valter na capa do livro, assim como a necessidade de que, quebrando o protocolo, o primeiro coordenador do Sindipetro-NF, Luiz Carlos Mendonça, mais conhecido como Meio Quilo, fosse chamado ao palco do Teatro do NF para também contar parte dessa história.

Prometendo não chorar, o que cumpriu apenas parcialmente, Meio quilo começou por lembrar de 1997, quando "Chiquinho Lan me chamou para conversar. Era sobre uma ocupação em Campos, onde hoje há um assentamento com 500 famílias". Para o sindicalista, reconhecido por sua atuação enérgica e relacionado a diversos movimentos sociais, "fazer uma ocupação é como parar uma plataforma, são lutas que se tocam".

Em um gesto de reconhecimento por sua trajetória, Meio Quilo recebeu das mãos de Paulo Sérgio Aguiar Bastos, o funcionário mais antigo em atividade no Sindipetro-NF, um exemplar do livro. Era a história feita pelo próprio Mendonça, Valter de Oliveira, e milhares de outros protagonistas, retornando em forma de narrativa. Tudo para que continue a ser construída.

 

Durante a parte da tarde do segundo dia do 13° Congrenf (Congresso Regional dos Petroleiros e Petroleiras do Norte Fluminense os participantes se reuniram em duas rodas de conversa para debater saúde e segurança dos petroleiros. Uma envolveu trabalhadores das bases administrativas, aposentados e pensionistas e, a outra reuniu trabalhadores de Cabiúnas e Plataformas.

Nas duas rodas foram denunciados problemas de assédio moral, baixo efetivo e debatidos os últimos acidentes ocorridos na Bacia de Campos. Os participantes também puderam contribuir apresentando sugestões e propostas para melhorar a atuação do sindicato e da categoria nos casos relatados.

Os debates acontecem até 18 horas, quando está marcado o lançamento do Livro: “SindipetroNF 20 anos - uma história de lutas” e às 19h30 a terceira mesa "O Golpe é contra os trabalhadores e as trabalhadoras" com Rosângela Maria Santos (Coletivo de mulheres FUP / Sindipetro-BA), Jéssica Naime (Dieese-RJ) e Maria Goretti Nagime (Advogada e ativista das mídias sociais).

Devido ao atraso na abertura do 13º Congrenf, não foi possível realizar na segunda 26, às 23h, a assembleia do Grupo E de Cabiúnas. Por conta dessa situação a diretoria do Sindipetro-NF remarcou para esta terça, 27, no mesmo horário a assembleia que avaliará o indicativo de realização de Greve Geral no dia 30 de Junho. 

O modelo indicado de greve em Cabiúnas para o dia 30 é o mesmo utilizado pela categoria na greve do dia 28 de Abril, com corte de rendição. 

 

Além de debater ideias e propostas para a pauta de reivindicações e para atuações no cenário político brasileiro, os delegados e delegadas do 13° Congrenf (Congresso Regional dos Petroleiros e Petroleiras do Norte Fluminense) têm a oportunidade de ter acesso a produtos agroecológicos produzidos no Assentamento Oswaldo Oliveira, na região serrana de Macaé, onde acontece o Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS).

De acordo com o assentado e dirigente do MST, Mauro dos Anjos, as frutas, verduras e legumes do assentamento não são cultivadas com o uso de agrotóxicos. Desde o início da luta pela desapropriação do local, em 2008, a proposta dos produtores é a de empreender um cultivo limpo, que prejudique a natureza e a saúde.

O Sindipetro-NF é um parceiro antigo do MST. Na sede de Campos dos Goytacazes, acontece a feira com produtos do Acampamento Luiz Maranhão. Em Macaé, a proposta é a de que a promoção da feira do assentamento Oswaldo Oliveira também se torne frequente nas atividades petroleiras e nos bairros.

Assentamentos do MST em todo o estado também participam, anualmente, da Feira Estadual da Reforma Agrária Cícero Guedes, no Largo da Carioca, no Rio.

Entre as atividades culturais do 13° Congrenf (Congresso Regional dos Petroleiros e Petroleiras do Norte Fluminense), que entra hoje no segundo dia, no Teatro do Sindipetro-NF, em Macaé, está a exposição e venda da primeira edição brasileira do livro "Canto épico a la ternura", que reúne as letras de 158 canções, de 100 compositores de 17 países, que registram a trajetória e a obra política do revolucionário Che Guevara, assassinado em 1967, aos 39 anos, na Bolívia.

De acordo com o petroleiro Marlúzio Ferreira Dantas, que integra a Associação Cultural José Marti, uma das responsáveis pela edição e divulgação da obra, o livro é mais uma contribuição para a memória do movimento revolucionário e para a formação de novas gerações. A reunião das canções foi feita, durante mais de 30 anos, pelo jornalista e professor Santiago Rony Feliú.

"Neste momento, em que na América Latina governos e ativistas progressistas buscam formas de interação e alternativas para combater o capitalismo e as investidas imperialistas, o pensamento de Che necessita manter-se ainda mais vivo", defendem os editores, em texto de apresentação do livro.

 

[Da Imprensa da FUP] Com uma das mais baixas participações dos eleitores, terminou nesta segunda-feira, 26, o processo eleitoral para escolha dos representantes dos trabalhadores nos Conselhos Deliberativo e Fiscal da Petros. A votação foi encerrada às 17h e logo em seguida, iniciada a apuração.

Dos 140.898 participantes e assistidos da Petros, 19.109 votaram para os Conselhos da Fundação, ou seja, apenas 13,56% dos eleitores. Nas últimas eleições, a média de participação foi de 19%.

Com 497 votos de diferença para a chapa apoiada pela FUP e por seus sindicatos, a dupla Ronaldo Tedesco e Marcos André venceu a eleição para a vaga do Conselho Deliberativo. Eles obtiveram 5.913 votos, contra 5.416 votos conquistados pelos petroleiros Rafael Crespo e André Araújo, que ficaram em segundo lugar. 

Seis duplas disputaram a eleição para o Conselho Deliberativo, que contou com a participação de pouco mais de 19 mil eleitores. Foram registrados 331 votos em branco e 191 votos nulos.

No Conselho Fiscal, a dupla vencedora foi Vânia Mattos e Cardoso, com 6.577 votos obtidos, enquanto a chapa apoiada pela FUP e por seus sindicatos, Arthur Ferrari e Maia, conquistou 6.456 votos. Uma diferença de apenas 121 votos. Ao todo, três duplas disputaram a eleição, que registrou 517 votos brancos e 246 nulos. 

Problemas na votação

Segundo o conselheiro deliberativo eleito, Paulo César Martin, em todo o país os participantes e assistidos da Petros reclamaram de dificuldades para votar por telefone. "Temos centenas de casos de petroleiros que não receberam a senha pelos Correios e também não conseguiram obter a segunda via por telefone, devido ao congestionamento das linhas da Petros", afirmou. Para ele, esse e outros problemas impediram muitos participantes e assistidos de votarem.

 

[Brasil de Fato e CUT Brasil] Michel Temer e seus aliados tomaram o poder em nosso país com a promessa de recuperar a economia e trazer estabilidade política. No entanto, passados mais de um ano do golpe, a crise política e econômica se aprofunda.

O desemprego aumentou e agora atinge 14 milhões de pessoas - 13,7% da população economicamente ativa. O crescimento econômico não foi retomado e não há perspectivas de que seja. E a baixa inflação – que o Governo Federal comemora como um resultado positivo – é um reflexo da baixíssima atividade econômica. 

As medidas econômicas do governo federal de Michel Temer e Henrique Meireles levam a essa situação, pois, em nome de “agradar” os investidores externos, estão jogando nossa economia na recessão: retiram recursos da economia real - dos salários dos trabalhadores brasileiros, dos programas sociais e das atividades produtivas – e garantem condições mais adequadas para os especuladores do mercado financeiro. E, se continuarem no poder, a reforma Trabalhista e a reforma da Previdência vão agravar ainda mais a situação econômica e social no Brasil.

Exigir a renúncia de Temer e novas eleições

E a corrupção, apontada como motivo para o impedimento da presidenta Dilma, piorou ainda mais com Temer. A aliança formada por Temer e seus comparsas do PMDB, a Globo, o PSDB de Aécio Neves e Geraldo Alckmin e grandes empresários da FIESP (Federação da Indústria do Estado de São Paulo) se mostra escandalosamente suja. Milhões de reais em maletas circulam por hotéis luxuosos e restaurantes requintados para garantir que empresários e políticos corruptos passem as reformas que retiram direitos do povo brasileiro.

O povo brasileiro, os que vivem do trabalho, tem uma missão: sair às ruas. A greve geral do dia 30 de junho é a próxima oportunidade. Mas precisamos ir além. Exigir a renúncia de Temer e a volta da democracia por meio de eleições diretas para a presidência do Brasil. Essa é a única alternativa para que possamos construir um projeto popular para o Brasil, a fim de recuperar os empregos dos trabalhadores e construir um novo sistema político democrático.

DIA 30 DE JUNHO - VAMOS PARAR O BRASIL CONTRA A REFORMA TRABALHISTA, EM DEFESA DOS DIREITOS E DA APOSENTADORIA

As Centrais Sindicais têm acompanhado cotidianamente os desdobramentos da crise econômica, política e social, bem como a mais ampla e profunda tentativa de retirada dos direitos dos trabalhadores, através da tramitação das Reformas Trabalhista e da Previdência no Congresso Nacional.

A ação unitária das Centrais Sindicais tem resultado em uma grande mobilização em todos os cantos do país, como vimos nos dias 08 de março, 15 de março, na Greve Geral de 28 de abril e no Ocupa Brasília em 24 de maio. Como resultado do amplo debate com a sociedade e das mobilizações, conseguimos frear a tramitação da Reforma da Previdência e tivemos uma primeira vitória na Reforma trabalhista, com a reprovação na CAS (Comissão de Assuntos Econômicos do Senado).

Mas ainda não enterramos essas duas reformas, e por esse motivo, continuamos em luta.

Nesse contexto, as Centrais Sindicais reunidas conclamam todas as entidades de trabalhadores a construir o dia 30 de junho de 2017 e o seguinte calendário de luta:

• 27 de junho: audiência dos Presidentes das Centrais Sindicais no Senado;
• 27 a 29 de junho: atividades nos aeroportos, nas bases dos senadores e no senado federal;
• 30 de junho: Vamos parar o Brasil contra a reforma trabalhista, em defesa dos direitos e da aposentadoria.
• No dia da Votação da Reforma Trabalhista no Senado: mobilização em Brasília

Estamos certos de que a unidade de ação é crucial na luta sindical sobretudo em momentos conturbados como o que atravessamos.

CGTB – Central Geral dos Trabalhadores do Brasil
CSB – Central dos Sindicatos Brasileiros
CSP Conlutas – Central Sindical e Popular
CTB – Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Brasil
CUT – Central Única dos Trabalhares
Força Sindical
Intersindical – Central da Classe Trabalhadora
NCST – Nova Central Sindical de Trabalhadores
UGT – União Geral dos Trabalhadores

 

Primeira mesa de debates no 13° Congresso dos Petroleiros e Petroleiras do Norte Fluminense discute, nesta noite, a conjuntura nacional, com exposições das lideranças sindicais de sociais Junéia Batista, da CUT (Central Única dos Trabalhadores), e Ricardo Gebrim, da FBP (Frente Brasil Popular), moderados pelo diretor do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra.

A dirigente da CUT destacou os impactos das reformas trabalhista e previdenciária contra os trabalhadores. Ela demonstrou o modo como esses ataques se articulam com a agenda que foi lançada ao País pelos golpistas por meio da "Ponte pelo futuro", pelo PMDB de Temer ainda quando este era vice-presidente.

Essa agenda golpista, de acordo com Junéia Batista, está baseada na noção de redução do papel do Estado, congelamento dos investimentos sociais, revisão nas estratégias de desenvolvimento, limitação da democracia - com criminalização dos movimentos sociais -, redução da participação popular na discussão de políticas públicas, extinção da política de valorização do salário mínimo, isenção das dívidas do grande capital e articulação entre grande mídia, congresso e judiciário.

Na questão previdenciária, uma preocupação apontada pela sindicalista é a de haver uma quebra do compromisso inter-geracional pela manutenção da Previdência. O risco, segundo ela, é de a juventude não querer mais contribuir, uma vez que precisaria de 49 anos de contribuição para ter direito a integralidade.

Na área trabalhista, algumas das consequências da reforma - também chamada "contrarreforma" em algumas das intervenções - destacadas por Junéia são o enfraquecimento dos contratos de trabalho e da entidades sindicais, redução do papel da Justiça do Trabalho, aumento da terceirização no setor público e um efeito nocivo maior para as mulheres.

Dirigente da FBP, Gebrim iniciou a sua análise fazendo uma relação entre três momentos com cenários golpistas no Brasil: 1954, quando o golpe foi adiado pelo suicídio de Getúlio Vargas; 1964, quando o golpe se consumou contra João Goulart; e 2016, contra Dilma Rousseff.

Ele mostra como as forças que protagonizaram esses momentos são basicamente as mesmas, envolvendo interesses estratégicos dos Estados Unidos, das grandes corporações transnacionais, o capital financeiro internacional e a burguesia nacional articulada a este capital. Gebrim também destaca que a base social dos golpistas tem sido a mesma nestes três períodos: a classe média alta, com a utilização dos discurso de combate à corrupção.

"Ouvimos o mesmo nestes três momentos: que Getúlio é o mais corrupto. Que Jango é o mais corrupto. Que Lula é o mais corrupto", comparou Gebrim.

No cenário atual, o expositor utilizou uma imagem para afirmar que há uma unidade de ação entre setores da Polícia Federal, setores do Ministério Público Federal e setores do Judiciário, formando o que ele chamou de "Partido Lava Jato". Estes comporiam um segmento do golpe, que está entrando em choque com a bancada parlamentar golpista, demonstrando que mesmo movimentos de golpe estão sujeitos divisões internas.

 

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