O telefone da sede do Sindipetro-NF em Macaé está mudo desde domingo, 15, após uma queda de luz. A previsão de conserto da operadora é às 17h de hoje, 16. Caso a categoria necessite entrar em contato com o Sindipetro, deve contactar os telefones celulares dos diretores ou a sede de Campos (22) 2737-4700.

São doze eventos paralelos que acontecerão no Auditório da Fundacentro

Do site da CNQ - A Semana da Segurança Química será realizada entre os dias 16 e 20 de outubro na Fundacentro, em São Paulo/SP, com 12 eventos paralelos. Ainda é possível se inscrever para alguns deles e se atualizar sobre programas internacionais voltados para área, entendendo o impacto deles na indústria, no governo e na sociedade em geral. Também será possível conhecer as experiências nacionais de diferentes instituições e entender com se dá a implementação da segurança química no Brasil.
Uma das discussões que possibilita essa aprendizagem será realizada por meio de dois painéis em 16 de outubro: “Atividades em segurança química”, na parte da manhã, e “Intersetorialidade e Regulamentação”. As atividades desse dia, que vão das 8h30 às 16h30, são feitas através de uma única inscrição.

Em 17 de outubro, haverá uma rodada de palestras sobre segurança química. Serão abordados temas como a recém ratificada Convenção de Minamata sobre o mercúrio, nanotecnologia, armas químicas, entre outros. Inscreva-se na atividade, que vai das 9h às 16h45.

Outra oportunidade será dada pelo Painel Segurança Química, Saúde e Meio Ambiente, realizado em 18 de outubro, das 9h15 às 17h. Serão discutidos temas como silicose, prioridades da Organização Mundial da Saúde - OMS para a segurança química, toxicologia ocupacional e convenções internacionais de Estocolmo, Roterdã e Basileia. Para se inscrever, basta acessar este evento no portal da Fundacentro.

Já o Seminário Segurança Química, Educação e Comunidade, voltado para a sociedade civil em geral, mostra como deve ocorrer a união de diferentes agentes para que a segurança química seja de fato implementada. Isso só é possível se a educação for um instrumento para disseminação de conhecimento não só para trabalhadores, mas para a comunidade como um todo.

Para tanto, serão discutidos temas como ensino de segurança química, com apresentações e debates com duas das principais universidades do Brasil - USP (Universidade de São Paulo) e UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), o papel das ONG’s e sindicatos, as ações educativas da Fundacentro e o projeto Educação em Segurança Química da Conasq (Comissão Nacional de Segurança Química). Além disso, haverá uma palestra sobre como a educação pode atuar frente às emergências e aos venenos agrícolas.

O Seminário Segurança Química, Educação e Comunidade ocorre em 19 de outubro, das 9h às 17h30. Para participar, faça a sua inscrição.

Confira a programação AQUI

Cerca de 400 trabalhadores da área de segurança patrimonial, da empresa Monitore, que presta serviço à Petrobrás em bases e aeroportos do Norte Fluminense, foram demitidos no último dia 24 e estão até hoje sem fazer as homologações e sem receber seus direitos.

O caso foi relatado pela categoria petroleira ao diretor Leonardo Ferreira. O Sindipetro-NF, embora não represente formalmente os trabalhadores da área de segurança, está solidário aos demitidos e cobra da Petrobrás a resolução do caso.

De acordo com Ferreira, as informações iniciais são as de que a empresa Monitore não teria feito o pagamento em razão de ter recursos não recebidos da Petrobrás. A companhia, por outro lado, não teria feito o pagamento em razão de a empresa não ter apresentado documentos exigidos que atestem a regularidade da relação trabalhista.

Há ainda a informação não oficial de que a Monitore teria se comprometido a resolver a situação até o próximo dia 19. O Sindipetro-NF continua a acompanhar o caso.

 

O Sindipetro-NF recebeu relatos de trabalhadores sobre a ocorrência, no último sábado, 14, de um incêndio na plataforma PVM-2, na Bacia de Campos. Não houve vítimas. O coordenador do Departamento de Saúde da entidade, Sérgio Borges, entrou em contato com a área de SMS da Petrobrás para questionar a posição da empresa sobre o caso.

De acordo com a companhia, o fogo teve como origem um curto-circuito em uma tomada no laboratório. O dano teria se restringido à própria tomada.

Ainda de acordo com a empresa, a Marinha e a ANP (Agência Nacional do Petróleo) foram informadas sobre a ocorrência e uma reunião extraordinária da Cipa foi convocada.

Os trabalhadores informaram que o curto-circuito foi provocado pelo acionamento indevido do sistema de dilúvio. Houve vazamento no teto e a água atingiu a tomada. A empresa afirma que apura a razão do acionamento indevido do dilúvio.

O incêndio foi combatido com o uso de extintores pela própria equipe de trabalhadores do local. A brigada de emergência não chegou a ser acionada.

O Sindipetro-NF orienta os trabalhadores a enviarem mais informações para a entidade sobre o caso, pelo e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. .

 


A plataforma P-53, na Bacia de Campos, tem ficado em funcionamento sem nenhum operador no turno da noite. O posto de trabalho permanece vazio neste período na unidade. A situação grave de baixo efetivo foi constatada pelo diretor do Sindipetro-NF, Tadeu Porto, durante embarque na última sexta, 13, para reunião de Cipa.

"Na própria reunião de Cipa foi falado que essa situação não é isolada e que o baixo efetivo tem acontecido frequentemente na plataforma", afirma o diretor.

Porto verificou que a unidade mantinha apenas quatro operadores na área, quando deveriam ser seis. De acordo com representantes da Petrobrás a bordo, a empresa não conseguiu achar ninguém a tempo para fazer um embarque extra.

A P-53 passou por um vazamento de gás em agosto e um princípio de incêndio em setembro, o que torna ainda mais grave o impacto da falta de efetivo para a segurança dos trabalhadores.

"A empresa tem se empenhando em embarcar trabalhadores de forma extra, fora de escala, no intuito de enfraquecer a greve que vamos fazer, numa clara atitude antissindical. Contudo, para repor o efetivo de uma plataforma muito complexa e que vem de dois acidentes consideráveis, a gestão implementa essa política de redução de custos que pode custar a saúde plena e até mesmo a vida da categoria", denuncia o sindicalista.

De acordo com ele, "a empresa foi incapaz de melhorar sua política de SMS e, pelo contrário, com a desculpa de redução de custos, quer retirar do Acordo Coletivo cláusulas valiosas para a saúde e segurança da categoria".

 

Da Imprensa da CUT - A Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Frente Brasil Popular realizarão, entre hoje (16/10) e o próximo domingo (22) de outubro, a semana de lutas e mobilizações contra as reformas e em defesa dos direitos da classe trabalhadora.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) se une às entidades e organizações do campo unitário e apoia a organização da semana de mobilização contra a Reforma da Previdência e em defesa da agricultura familiar para garantir a manutenção de políticas públicas fundamentais para o setor.

Nos dias 17 e 18 de outubro, as entidades mobilizarão suas bases em Brasília para uma ação de luta para pressionar o governo e o Congresso Nacional a recompor o orçamento da agricultura familiar.

No dia 19 de outubro, a União Nacional dos Estudantes realizará também um dia de mobilização nas universidades de todo o país em defesa da educação pública e gratuita sobre o lema “Universidade não se vende, se defende”.

As atividades programadas serão um “esquenta” para o Dia Nacional de Mobilização, previsto para o dia 10 de novembro, véspera da entrada em vigor da Reforma Trabalhista.

 

Imprensa da FUP - As reuniões do Grupo de Trabalho Paritário para debater novas estratégias para o Plano Petros 1 terão início no dia 06 de novembro. O GT, solicitado pela FUP, tem como objetivo desenvolver estudos complementares para a redução do impacto do Plano de Equacionamento do Déficit aos trabalhadores.

O Grupo será formado por representantes indicados pelos Sindicatos filiados à Federação, Petrobrás, Petros, além dos outros 5 Sindipetros não filiados. Da mesma forma serão feitas as indicações para a assessoria jurídica. Os nomes dos membros do GT devem ser encaminhados à Petrobrás até o dia 20/10, conforme ofício.

O Sindipetro-NF recebeu denuncia de que na quarta a noite, por volta das 21h um trabalhador havia perdido parte do dedo na UMS que está acoplada à P-51. O sindicato entrou em contato com o setor de SMS que afirmou que o trabalhador prensou os dedos na porta do banheiro e perdeu parte da unha. O trabalhador foi desembarcado para tratamento e precisou ter o restante da unha retirado.

O departamento de saúde segue apurando mais informações e acompanhando o caso. Caso a categoria tenha denuncias, encaminhar para o e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. .

Da Rede Brasil Atual - Uma das teses aprovadas em encontro promovido pela Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) aponta incompatibilidade entre a lei da "reforma" trabalhista (Lei 13.467, que entrará em vigor daqui a um mês) e convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT), "além da ausência de consulta tripartite prévia com relação a diversos institutos previstos na nova norma". A conclusão é da maioria da plenária no encerramento da 2ª Jornada de Direito Material e Processual do Trabalho, no último dia 10, em Brasília.

Segundo a Anamatra, que teve parceria de outras entidades no encontro, também houve reprovação ao item previsto na lei segundo o qual a jornada 12x36 (12 horas de trabalho por 36 de descanso) pode ser oficializada mediante acordo individual. Os magistrados afirmam que há necessidade de que essa modalidade de jornada "exige previsão em acordo coletivo ou convenção coletiva de trabalho", conforme previsto no artigo 7º da Constituição.

Outro tema de debate no encontro foi o da terceirização. Uma tese aprovada defendeu a proibição da prática na atividade-fim das empresas, diferentemente do que possibilitava outra lei aprovada este ano, que torna a terceirização irrestrita. Os magistrados também defenderam que a medida não pode ser aplicada na administração pública direta e indireta, apenas no setor privado. Além disso, trabalhadores terceirizados devem receber o mesmo salário das tomadoras de serviços, além de ter direito a iguais serviços de alimentação e atendimento médico.

CUT propõe projeto de lei de iniciativa popular para anular reforma

O presidente da associação, Guilherme Feliciano, rebateu a acusação de que o Judiciário sofre de "autismo institucional". "A 2ª Jornada é a prova viva de que a entidade rompe essas barreiras, chamando para o debate toda sociedade civil organizada no mundo do trabalho: auditores fiscais do trabalho, advogados trabalhistas, o Ministério Público do Trabalho, todos, conjuntamente com a Magistratura do Trabalho, discutindo as interpretações possíveis do texto da Lei 13.467/17. O debate foi absolutamente democrático", afirmou.

O evento, que reuniu mais de 600 juízes, procuradores, auditores e advogados, aprovou 125 enunciados a respeito da nova lei. Após revisão, a íntegra dos textos deverá estar disponível na semana que vem.

[Foto: Divulgação]

 

Da Imprensa da CUT - Central diz em nota assinada pelo presidente Vagner Freitas que a proposta é inconstitucional e busca consolidar golpe no país.

 

CUT REPUDIA DECISÃO DA CCJ E DEFENDE ESTABILIDADE

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) manifesta seu repúdio à decisão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal de aprovar uma proposta inconstitucional esrtabelecendo o fim da estabilidade dos servidores públicos. Esta é mais um passo que busca da consolidação do golpe em desenvolvimento no país.

O Projeto de Lei do Senado nº 116/17, de autoria da senadora Maria do Carmo Alves (DEM-SE), dispõe sobre a avaliação periódica dos servidores públicos da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, e sobre a perda do cargo público por insuficiência de desempenho do servidor estável.

A medida, se aprovada e sancionada pelo presidente ilegítimo Michel Temer (PMDB-SP), configurará mais um ataque à classe trabalhadora. A estabilidade no emprego público é uma contrapartida conquistada pela luta dos trabalhadores no serviço público, para compensar o não acesso a alguns benefícios garantidos na CLT aos trabalhadores da iniciativa privada, para evitar a perseguição política e para garantir a continuidade nas políticas e serviços públicos.

O PLS nº 116/17 coloca em cheque a estabilidade ao submeter os servidores estáveis à avaliação de ocupantes de cargos comissionados, muitas vezes incompetentes e politicamente subordinados a padrinhos políticos de caráter duvidoso.

O projeto é inconstitucional, pois este assunto é de competência exclusiva do poder Executivo. Entretanto, o desejo da maioria do Congresso Nacional em retirar direitos da classe trabalhadora atropela qualquer norma, lei e até mesmo a Constituição Federal, que diz na alínea “c” do parágrafo primeiro do Art. 61 que é exclusividade do presidente propor lei que trate sobre o Regime Jurídico Único dos servidores da União e sobre a estabilidade.

O significado do PLS nº 116/17 deve ser compreendido no âmbito das medidas de austeridade que estão sendo impostas ao país por uma coalizão política de corruptos, que age no sentido contrário ao que a maioria do povo decidiu nas urnas. O congelamento do orçamento para políticas sociais, a reforma trabalhista, a liberação da terceirização irrestrita, o fim da aposentadoria pelo sistema público e a demissão de servidores estáveis atendem a um único propósito: preservar o lucro dos empresários e garantir que os recursos dos impostos pagos pela população sejam abocanhados pelos banqueiros através dos títulos da dívida pública.

A CUT repudia o PLS nº 116/17 e orienta suas entidades a pressionarem as bancadas de parlamentares em todo o país para que rejeitem a mais este ataque contra os servidores e o serviço público.
Nenhum direito a Menos!”

Vagner Freitas
Presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT)

 

Da Imprensa da FUP - Está prestes a ser aprovada no Congresso Nacional a Medida Provisória 795/2017, que o presidente Michel Temer editou em setembro, com o objetivo de ofertar ao mercado uma série de incentivos fiscais à exploração de petróleo, que resultarão em uma renúncia de receitas na ordem de R$ 1 trilhão, segundo estudos realizados pela Consultoria Legislativa da Câmara.

A MP, que altera vários pontos da legislação tributária do setor petróleo (acesse aqui a íntegra do texto), foi submetida para análise em tempo recorde em uma comissão mista presidida pelo senador José Serra (PSDB-SP) e cuja relatoria é do deputado federal Júlio Lopes (PP-RJ). Ambos assumiram o compromisso com o governo de aprovar a Medida Provisória até 27 de outubro, quando a Agência Nacional do Petróleo (ANP) realizará a segunda rodada de leilões de áreas do pré-sal e pós-sal. No entanto, Serra recentemente renunciou do seu posto, deixando a Comissão sem presidente (saiba mais aqui).

Em discurso na Câmara na terça-feira, 10/10, o líder do PT, deputado Carlos Zarattini, afirmou que a proposta de Temer destrói a indústria nacional. “Esta medida provisória trata exatamente de abrir para a exploração do petróleo a importação de equipamentos fabricados fora do Brasil. O objetivo dessa medida provisória é dar aos equipamentos que vêm de fora o mesmo tratamento tributário dado aos equipamentos produzidos no nosso País. Isso significa acabar com o modelo de desenvolvimento brasileiro no ramo de petróleo e gás, entregar definitivamente às multinacionais essa exploração, e, ao mesmo tempo, permitir a importação de todo o tipo de equipamento. Desse modo, vamos enterrar as indústrias nacional, naval, de equipamentos e a tecnologia desenvolvida pela Petrobras", denunciou.

De acordo com o estudo realizado pela Consultoria da Câmara, o texto da MP 795 pode levar o país a deixar de arrecadar R$ 1 trilhão com o óleo do pré-sal, considerando toda a extração das reservas. Baixe aqui a íntegra do estudo

Para chegar ao valor, os consultores fizeram uma simulação considerando o preço do barril de petróleo Brent a US$ 60 (hoje está na casa dos US$ 56).

Pelas regras da medida provisória, a participação do Brasil em cada barril — na prática, a porcentagem que o país recebe de cada um deles — passará de 59,7% para 40%, uma das mais baixas do mundo.

O estudo mostra que, por exemplo, a China possui uma participação de 74%; os Estados Unidos, de 67%; a Rússia, de 66%, e o Reino Unido, de 63%.

Além da questão dos tributos em que a participação será reduzida, o estudo também questiona o incentivo fiscal para a importação de máquinas e equipamentos para a exploração, bem como materiais para a embalagem do óleo.

Confira aqui e aqui as notas técnicas com os estudos sobre a MP 795/2017.

Leia a íntegra do discurso do deputado federal Carlos Zarattini (PT/SP):

Senhor presidente, senhores deputados e deputadas.

Nós estamos participando da discussão na comissão especial da medida provisória 795. E fomos surpreendidos com a renúncia do presidente José Serra, presidente desta comissão, e do relator deputado Júlio Lopes. Essa medida provisória, ela trata exatamente de abrir, para exploração do petróleo, a importação de equipamentos fabricados fora do Brasil. O objetivo dessa medida provisória é dar aos equipamentos que vêm de fora o mesmo tratamento tributário dado aos equipamentos produzidos no nosso país.

Isso significa acabar com o modelo de desenvolvimento brasileiro no ramo do petróleo e gás. Entregar definitivamente às multinacionais essa exploração e, ao mesmo tempo, permitir a importação de todo tipo de equipamento, enterrando a indústria nacional, a indústria naval, a indústria de equipamentos, a tecnologia desenvolvida pela Petrobras e pelas empresas que fornecem à Petrobras.

É estranho até um silêncio de muitas entidades tão barulhentas quando lhes interessa como, por exemplo, a FIESP, que gasta milhões de reais de propaganda do SENAI para promover o seu presidente, mas não dá uma única palavra em defesa da indústria nacional de petróleo e gás.

Nós vimos também que já a ANP, Agência Nacional de Petróleo, abriu mão do conteúdo nacional no consórcio de Libra, de exploração do campo de Libra.

Vejam bem: estão isentos de conteúdo nacional os itens relativos a cascos e plantas. Ou seja, sistemas de equipamentos navais, materiais, tanques, queimadoras, turbinas e gás. Esta indústria está terrivelmente prejudicada por essas decisões da ANP e pela medida provisória 795.

Aliás, fez muito bem o senador José Serra porque, do jeito como estão as coisas criminalizadas nesse país, provavelmente ele seria considerado um criminoso por estar beneficiando a indústria estrangeira de produção de equipamentos de exploração de petróleo e gás.

Nós não podemos aceitar isso. E quero dizer: o PT não vai dar a menor condição, não contem conosco um único minuto para a aprovação dessa medida provisória. Ao contrário do que quer o governo, que quer privatizar tudo, entregar tudo, nós queremos desenvolver o Brasil. Nós queremos desenvolver nosso país, uma indústria com tecnologia, uma indústria geradora de empregos. E por isso não podemos abrir mão da indústria naval, da indústria de petróleo e gás.

O mesmo raciocínio nós temos que levar também em relação aos leilões. Um leilão onde a Petrobras se uniu à Exxon para explorar os principais campos de petróleo ainda em águas rasas é uma verdadeira vergonha! Quando foram divulgado os famosos papéis pela Wikileaks, papéis secretos, troca de informações, nós vimos que já ali, já estava desenhada a estratégia de ocupação dessa exploração de petróleo pela Exxon.

Segundo Assange, o Julian Assange, aquele que revelou os papéis, o que podemos ver nas mensagens é que o Departamento de Estado norte-americano está constantemente focado em tentar conseguir bons acordos e tentar manipular em nome da Chevron e da Exxon. Vejam bem: lá nos papéis do Wikileaks já aparecia a espionagem nos computadores da Petrobras.

Entre aspas, está escrito nesses papéis: "empresas interessadas no petróleo têm ido à embaixada americana para reclamar das condições, as condições da lei brasileira que determinou a forma de exploração do pré-sal. E alguns partidos políticos no Brasil estavam dizendo que prefeririam que a Chevron e Exxon-Mobil tivessem acesso mesmo sem a exclusividade dos 30% da Petrobras. Uma maneira de trocar favores com os EUA é facilitar à Chevron e a Exxon-Mobil o acesso a parte desse petróleo. Nas mensagens vazadas pelo Wikileaks, aparece um desejo constante das petroleiras americanas de ter o mesmo acesso que a Petrobras tem."

Portanto, está evidente. Agora está comprovado que a ação golpista, o objetivo dela, de aprovar imediatamente o fim da participação exclusiva da Petrobras nos campos do pré-sal é exatamente por conta dos interesses das multinacionais de petróleo e do Departamento de Estado norte-americano.

É disso que se trata. E, agora, vejam bem: nós agora estamos vendo toda a manipulação com o objetivo de entregar a Eletrobras. Não contente em levar as riquezas do petróleo, agora querem levar as riquezas da energia. Quem denuncia não somos nós do PT, não! Vejam só o comentário do senhor José Luiz Alquéres, um importante conhecedor do mercado energético do Brasil, que não comunga das idéias do PT. Mas ele diz: "a privatização não pode ser feita para arrumar trocados para o tesouro e, sim, para montar um sistema elétrico adequado para o século 21, para uma economia de baixo carbono. Preste atenção: só vemos em alguns momentos um mar de ignorante e lobistas, sem contar especuladores dando as cartas e fazendo proposições."

Ora, o senhor José Luiz Alquéres conhece o que é o mercado de energia, conhece como funciona o sistema elétrico nacional e ele sabe muito bem o que está se fazendo, o que está se armando com esse novo modelo elétrico em nosso país, com a privatização da Eletrobras. É um modelo em que vai ser descotizada - ou seja, descontratada - a energia barata produzida nas antigas usinas hidrelétricas e vai ser fornecida essa energia ao chamado mercado livre. Portanto, o preço da energia, que hoje é fornecido barato, vai ser aumentado substancialmente.

Ou seja, quem vai pagar essa privatização, pela segunda vez, é exatamente o consumidor brasileiro. E o povo brasileiro, através da Eletrobras, vai perder o controle sobre as águas, sobre a energia limpa das hidrelétricas, particularmente as de Minas Gerais, de Furnas e as da CHESF do Rio São Francisco.

Nós temos que denunciar isso. E é óbvio, é óbvio que não está em conta nesse modelo a chamada modicidade tarifária, porque o que interessa é a maximização dos lucros. É óbvio que o modelo de tarifa vai subir. E é importante a gente notar que quem está à frente desse modelo, desenvolvendo esse modelo, não é outro senão o secretário executivo do Ministério de Minas e Energia, senhor Paulo Pedrosa, ex-presidente da Associação Brasileira dos Grandes Consumidores de Energia e da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia Elétrica. Exatamente os que mais vão ganhar com esse novo modelo, onde os comercializadores do mercado livre, sem bater um prego na madeira, vão ganhar uma importante fatia de milhões, de bilhões de reais que estão envolvidos no mercado de energia.

Nós temos que denunciar isso porque, como diz o senhor José Luiz Alquéres, quem está operando essa transformação, essa manipulação, são lobistas que nada entendem do mercado de energia, ou aqueles que entendem e entendem tão bem que querem desviar bilhões de reais para interesses privados, tirando do consumidor, que é o povo brasileiro.

Muito obrigado.

[Com informações da Agência Câmara e do Buzzfeed]

 

 

Da Imprensa da FUP - Uma das alegações da Petrobrás para tentar justificar sua contraproposta que reduz direitos é o tamanho excessivo do Acordo Coletivo, que conta hoje com 182 cláusulas. Para acabar com a polêmica, a FUP protocolou nesta quarta-feira, 11, junto ao RH, uma nova formatação para o acordo, com 102 cláusulas, divididas em 10 capítulos que mantêm na íntegra todos os direitos previstos no ACT 2015-2017. Essa configuração proposta também garante as salvaguardas necessárias para preservar o Acordo Coletivo dos efeitos da contrarreforma trabalhista, que entra em vigor em 11 de novembro, dia seguinte à data de prorrogação do atual ACT.

Se a Petrobrás já não tinha justificativas econômicas para cortar e reduzir direitos da categoria, agora não tem mais a desculpa de que o ACT precisa ser reestruturado. Através de um trabalho minucioso feito em conjunto com suas assessorias econômica e jurídica, a FUP reorganizou o Acordo, fundindo cláusulas, de forma a preservar com mais objetividade cada uma das conquistas garantidas ao longo das campanhas reivindicatórias que marcaram a história dos petroleiros.

Ao contrário da Petrobrás, que fez uma “adequação” que reduziu o ACT para 114 cláusulas, jogando no lixo uma série de direitos, a reorganização feita pela FUP e suas assessorias sintetizou o acordo em 102 cláusulas, sem cortar qualquer conquista. Desta forma, preservamos não só os direitos garantidos pelos petroleiros ao longo dos anos, como a própria história do ACT, que é referência nacional para as categorias organizadas.

Não há mais desculpas para os gestores da Petrobrás se recusarem a atender às reivindicações dos petroleiros. Só motivações ideológicas e políticas justificariam o desmonte do Acordo Coletivo. Se a empresa insistir em retirar direitos, a categoria responderá com greve.

Acesse aqui a íntegra da nova formatação do Acordo Coletivo proposta pela FUP


[Foto: Imprensa da FUP]

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