Da Imprensa da CUT - O jornal Folha de S. Paulo afirma, em sua principal manchete de capa deste sábado (25): “Por mais verba, centrais podem apoiar Temer em reformas”. O presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Vagner Freitas, reagiu com indignação e afirmou nas redes sociais que o jornal “induz o leitor a erro”. Ele assegurou, enfaticamente: – “A CUT não está negociando com o governo ilegítimo e golpista de Temer a volta de qualquer tipo de imposto em troca do fim da aposentadoria e da CLT”.

O truque da matéria da Folha é que faz parecer ao leitor que ela trata de todas as centrais sindicais. Mas isso é falso. Na verdade, a matéria é um exemplo de “jornalismo-panfleto”. Apesar de ser assinada por dois repórteres, um de São Paulo e outro de Brasília, ela identifica uma única fonte: o secretário geral da Força Sindical.

Com base exclusivamente nesse sindicalista, o jornal afirma: “Centrais sindicais ofereceram ao presidente Michel Temer a abertura de negociações para apoiar as reformas da Previdência e trabalhista em troca de ajuda do governo para retomar a cobrança da contribuição assistencial —taxa paga por trabalhadores para financiar a atividade dos sindicatos”.

Para afirmar essa distorção, o jornal finge não existir a CUT, a maior de todas as centrais. Por isso a resposta de Vagner Freitas: “A CUT não negocia direitos conquistados com muita mobilização, luta, enfrentamentos com a polícia política dos governantes antidemocráticos por nenhuma negociata feita em gabinetes”.

Além disso, o jornal, negando regras básicas de jornalismo, afirma: “A Força diz ter o apoio da União Geral dos Trabalhadores (UGT), da Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST) e da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) para as negociações. As quatro entidades representam 37% dos trabalhadores do país”.

Há dois problemas graves nesse trecho: o primeiro é que a Folha diz que UGT, NCST e CSB apoiam a negociata com Temer, mas não ouviu nenhum representante dessas centrais! O jornal não ouviu o "outro lado" e ignorou até o resto do "mesmo lado". O segundo problema é que a matéria afirma que a Força Sindical mais as outras três centrais representariam apenas um terço dos sindicatos. Como então pode fazer uma manchete como se um dirigente da Força estivesse falando em nome de todas as centrais? A própria matéria prova que isso é uma grande distorção.

Para terminar, uma confusão grave na divulgação da matéria na internet: a Folha juntou ao texto do jornal impresso uma foto dos protestos de 15/3 em que o grande destaque são as bandeiras da CUT. É óbvio que quem só lê a manchete e vê a foto pensa que a CUT está fazendo acertos espúrios com Temer. Após protestos dos leitores contra essa deturpação, o jornal trocou a foto por uma em que se destacam jalecos e bandeiras da Força Sindical.

 

 

 

Nota de Vagner Freitas, presidente da CUT, nas redes sociais

Leia a seguir a íntegra da resposta de Vagner Freitas à matéria da Folha.

“A CUT não está negociando com o governo ilegítimo e golpista de Temer a volta de qualquer tipo de imposto em troca do fim da aposentadoria e da CLT.
A Folha de S Paulo deste sábado induz o leitor a erro.
Ao afirmar na manchete que "Por volta de contribuição, centrais oferecem oposição menor a reforma", o jornal inclui todas as centrais brasileiras em uma suposta negociação contrária aos interesses da classe trabalhadora.
A leitura da matéria prova a distorção do jornal que, sempre que possível, busca desqualificar a luta da CUT em defesa dos direitos da classe trabalhadora.
A CUT não negocia direitos conquistados com muita mobilização, luta, enfrentamentos com a polícia política dos governantes antidemocráticos por nenhuma negociata feita em gabinetes.
A luta da CUT é em defesa da classe trabalhadora. Colocamos um milhão de pessoas nas ruas contra os desmontes de Temer no último dia 15 e no próximo dia 31 vamos parar o Brasil contra a terceirização, contra o fim da aposentadoria e da CLT”.

 

A matéria da Folha de S.Paulo:

"Por volta de contribuição, centrais oferecem oposição menor a reforma

BRUNO BOGHOSSIAN, DE BRASÍLIA / PAULO GAMA, DE SÃO PAULO

25/03/2017 02h00

Centrais sindicais ofereceram ao presidente Michel Temer a abertura de negociações para apoiar as reformas da Previdência e trabalhista em troca de ajuda do governo para retomar a cobrança da contribuição assistencial —taxa paga por trabalhadores para financiar a atividade dos sindicatos.

Dirigentes da Força Sindical, comandada pelo deputado Paulinho da Força (SD-SP), se reuniram na terça (21) com Temer e com o ministro Ronaldo Nogueira (Trabalho) para apresentar a proposta.

Os sindicalistas pediram que o presidente edite uma medida provisória ou apoie a aprovação no Congresso de um projeto que regulamente a cobrança da contribuição.

Em troca, as centrais aceitariam reduzir suas resistências às propostas de Temer para alterar regras previdenciárias e trabalhistas.

A contribuição assistencial é descontada pelos sindicatos dos trabalhadores da categoria que representam, mesmo dos não filiados. Em fevereiro, o STF proibiu a cobrança da taxa de trabalhadores não sindicalizados.

O valor da contribuição é decidido por cada entidade em assembleias e convenções coletivas e usado para financiar as atividades sindicais. Além dessa taxa, as entidades cobram a contribuição sindical, que é obrigatória e equivale a um dia de trabalho.

Centrais, sindicatos, federações e confederações arrecadaram R$ 3,5 bilhões com a contribuição sindical em 2016. Estimam que a taxa assistencial, cobrada à parte, representa até 80% do orçamento de algumas entidades.

A Força diz ter o apoio da União Geral dos Trabalhadores (UGT), da Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST) e da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) para as negociações. As quatro entidades representam 37% dos trabalhadores do país.

"Se não houver a legalização da contribuição, os sindicatos fecham", disse o secretário-geral da Força, João Carlos Gonçalves.

Temer deve voltar a discutir o assunto com auxiliares nos próximos dias. O ministro do Trabalho disse ao presidente que o acordo com as centrais seria um passo importante para reduzir manifestações contra as reformas.

A Força convocou protestos e paralisações para 28 de abril, mas indicou ao Planalto que está disposta a suspender os atos caso haja acordo.

Auxiliares de Temer tratam a aproximação com cautela. Acreditam que o apoio das centrais aos dois projetos é inalcançável e que, ao ajudar na retomada da cobrança da taxa assistencial, o Planalto ajudaria a financiar opositores das reformas."

Imprensa da FUP - Nesta quinta-feira, 23/03, em preliminar feita durante a reunião da Comissão de Regimes de Trabalho, a FUP cobrou explicações à Petrobrás e à Transpetro sobre o pagamento do reajuste salarial dos trabalhadores que aderiram ao PIDV, a retirada do café da manhã nas UTEs e terminais e o descumprimento do Adicional de Sobreaviso na Bacia de Campos.

A Petrobrás acolheu os questionamentos e informou que as diferenças do reajuste aos Pidvistas não se efetivará no dia 24 de março, mas somente dia 10 de abril. Os demais pontos serão respondidos nas próximas reuniões.

Também foi cobrado um posicionamento da Transpetro sobre a situação dos adicionais diferenciados pagos para os trabalhadores cujas áreas foram unificadas na diretoria de Óleo e Gás. A subsidiária agendará uma reunião específica para tratar dessa questão, bem como discutir um acordo nacional de parada de manutenção em suas unidades.

A FUP novamente questionou o RH da Petrobrás sobre o tratamento dado às trabalhadoras lactantes das unidades operacionais no que diz respeito ao abono de duas horas garantido no termo aditivo ao ACT 2015/2017.

Outra cobrança feita à empresa foi em relação à mágica que ocorre na Engenharia da Petrobrás em Macaé, onde um supervisor divide o Adicional de Sobreaviso Parcial da seguinte maneira: 12 dias pra um e 18 para os demais, num claro descumprimento do ACT.

No tocante ao regramento de redução opcional de jornada/salários para os trabalhadores do regime Administrativo de horário flexível, a FUP apresentou à empresa uma contraproposta à minuta formalizada pela companhia, após as rodadas de negociação com as representações sindicais. Ficou definido que a Petrobrás apresentará um novo texto na próxima reunião, agendada para o dia 28, terça-feira.

FUP

A gerência de P-65 incorporou a gestão do óleo de Cabiúnas, com isso os problemas de SMS que cada uma das unidades tinha em separado, acabaram se somando e se tornando mais graves.

A gestão de SMS da UO-BC, responsável pela plataforma, está impondo uma forma de manuseio do agente anti-incrustante (biocida) apenas com equipamentos de proteção básicos (luva, óculos...) não levando em conta o que está escrito na FISPQ - Ficha de Informações de Segurança de Produtos Químicos.

A  FISPQ é um documento normalizado pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) conforme norma, ABNT-NBR 14725, que fornece informações sobre vários aspectos dos produtos químicos quanto à segurança, à saúde e ao meio ambiente.

A ficha desse biocida sugere o uso de proteção respiratória, das mãos , dos olhos, da pele e do corpo, sendo obrigatório o banho após a jornada de trabalho. Mas a gestão não leva em conta essa orientação e nem incluiu no procedimento/padrão de utilização do  produto.

Por conta do risco à saúde que os trabalhadores de Cabiúnas estão sendo submetidos, o Sindipetro-NF vai solicitar a realização de uma análise de risco do procedimento de operação e abastecimento do biocida, em conjunto com a Cipa e a revisão do padrão operacional segundo a NR-20.  A diretoria do sindicato pedirá ao Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho de Cabiúnas o PPRA, PCMSO e PRE dos trabalhadores envolvidos.

Até que seja resolvida essa análise de risco, o Sindicato também irá exigir a interrupção da operação do biocida e com base na NR-5 solicitar à Cipa uma inspeção de segurança na rotina de transferência de água produzida para Barra do Furado.

" Esta irregularidade já acontece há dois anos, com o conhecimento dos gerentes de SMS, operacional e de P-65, sem nenhuma solução. Agora vamos exigir resultados" - comenta o diretor do NF, Claudio Nunes.

Petroleiros que desembarcaram da plataforma P-32, na Bacia de Campos, no início da manhã de hoje, tiveram que esperar até às 12h para conseguirem transporte entre o Heliporto do Farol de São Thomé, em Campos dos Goytacazes, para Macaé. Eles estavam praticamente sem dormir desde ontem. O Sindipetro-NF está cobrando da Petrobrás uma posição sobre o caso.

O desembarque, que originalmente seria feito em voo às 12h35 de ontem, foi adiado e só teve o cancelamento confirmado no final da tarde. Os trabalhadores tiveram, então, que entrar no turno das 19h e trabalhar até às 2h da madrugada de hoje. Às 6h tiveram que acordar, para estarem prontos para tomar o voo às 7h, que chegou ao Farol de São Thomé às 8h30.

A gerência de transporte aéreo afirmou que só poderia ter programado um transporte no horário da chegada do voo com autorização da gerência geral. O Sindipetro-NF questiona a empresa sobre esta falha na programação, que desrespeita os trabalhadores. Para a entidade, quando um voo é cancelado, o voo substituto deve ser programado já levando em conta toda a sequência da logística, com o transporte em terra dos trabalhadores.

O problema enfrentado pelos petroleiros da P-32 hoje não é um caso isolado. Trabalhadores relatam que a situação tem se repetido quando os voos de desembarque são cancelados.

 

[Foto: Heliporto do Farol de São Thomé / César Ferreira]

 

Levantamento feito pelo jornal Valor Econômico, divulgado nesta semana, mostra que pelo menos 300 mil trabalhadores perderam seus empregos em empresas investigadas pela Operação Lava Jato, entre 2013 e 2016. O impacto estimado pela Associação de Empresas de Serviços do Petróleo, também citado pela publicação, é ainda maior: cerca de 440 mil demitidos no mesmo período. Este contingente é maior do que o número de habitantes, somados, das cidades de Macaé, Rio das Ostras e Quissamã. 

Não foi por falta de aviso. Há dois anos, em março de 2015, o então ministro da Advocacia-Geral da União, Luís Adams, havia alertado que o País deveria perder cerca de 500 mil empregos nas empresas do setor petróleo, com a Lava Jato. Na época, a Agência Brasil registrou: 

"Adams acredita que a melhor saída para que a investigação dos atos de corrupção na estatal [Petrobrás] não acabem comprometendo a economia brasileira pode estar na efetivação de acordos de leniência, quando os grupos envolvidos assumem suas culpas e se comprometem a fazer uma série de medidas para pagar financeiramente pelos crimes cometidos e evitar futuros desvios de conduta, em troca da volta à condição de poderem fechar contratos com a área pública. O acordo passa pela AGU e pela Controladoria-Geral da União (CGU)."

Adams advertiu que as 23 grandes empresas investigadas pela Lava Jato formavam o topo de uma cadeia produtiva que envolvia outras 50 mil empresas e que, juntas, respondiam por 13% do PIB brasileiro.

Sindicatos alertaram

Em dezembro do mesmo ano, Centrais Sindicais e representações patronais realizaram em São Paulo um encontro para firmar um “Compromisso pelo Desenvolvimento”, onde também defenderam a realização de acordos de leniência para salvar os empregos, sem comprometer a eficácia das investigações.

"O ponto mais claro de convergência entre as partes é a defesa da aplicação de acordos de leniência para “destravar” as atividades econômicas na cadeia de petróleo e gás, atualmente em compasso de espera por conta da Operação Lava Jato", registrou a CUT na época.

Para o Sindipetro-NF, como também ficou evidente com a operação Carne Fraca, a opção do aparato jurídico e policial pelo espetáculo, em detrimento da responsabilidade com as vidas de milhares de famílias, cobra o seu preço em desemprego e retração econômica.

Um dos diretores da entidade, Tezeu Bezerra, lembra que o sindicato e a FUP (Federação Única dos Petroleiros) sempre defenderam as investigações e a punição de todos os envolvidos em casos de corrupção, mas que também sempre alertaram sobre como o modelo de delação premiada — que preserva os executivos das empresas, mas não as empresas — era nocivo para os empregos. Em sintonia com o que defendem as centrais sindicais, ele afirma que o mais responsável seria o modelo do acordo de leniência.

Ainda de acordo com o levantamento do Valor Econômico, o número de empregados caiu, entre 2013 e 2016, de 251,9 mil para 107 mil na Andrade Gutierrez; de 27,4 mil para 8,3 mil na UTC; de 181,5 mil para 85 mil na Odebrecht; e de 3,5 mil para 469 na Engevix.

 

[Presidente da CUT, Vagner Freitas, fala em evento da Central, em 2015, realizado para defender empregos por meio de um "Compromisso com o Desenvolvimento" / Foto: Roberto Parizotti]

 

 


Em 15 dias o governo do ilegítimo Michel Temer pode assinar o fim do registro de trabalho em carteira.

Com a sanção do PL 4302, aprovado nesta quarta (22) na Câmara dos Deputados, as empresas poderão terceirizar as atividades fins. Não vai mais ter trabalhadores contratados diretamente, serão todos terceirizados, sem registro em carteira, sem direitos, sem garantia de férias, licença maternidade, aviso prévio e, muitas vezes, até sem o salário, mas o PIG (Partido da Imprensa Golpista) não explica nada disso.

O trabalhador ou a trabalhadora não poderão mais processsar a empresa contratante, terão que processar a terceirizada e esperar ganhar na justiça até seu próprio salário, caso a intermediadora de mão de obra feche sem avisar ninguém, muito comum hoje. A lei atual, que já precariza as relações de trabalho terceirizado, prevê a responsabilidade solidária, e isso garante que as empresas contratantes, automaticamente paguem as dívidas da terceirizada. O 4302 acaba até com essa possibilidade do trabalhador recorrer à Justiça com condições de ganhar a causa.

A CUT, que luta pelos direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras e fez de tudo para impedir a aprovação desse ataque brutal aos direitos duramente conquistados, convocou a classe trabalhadora para uma mobilização nacional no próximo dia 31 com o intuito de iniciar a construção de uma greve geral capaz de frear as barbáries que estão sendo impostas ao povo brasileiro.

O Projeto de Lei (PL) 4302, que amplia a terceirização, foi desenterrado no Congresso Nacional pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia, para adiantar os procedimentos na Casa e colocar em prática o projeto para beneficiar os empresários.

Os defensores da terceirização dizem que essa medida facilita a contratação da mão de obra tirando o Brasil da crise.

O presidente Nacional da CUT, Vagner Freitas, rebate o argumento falacioso. Segundo Vagner, a aprovação do Projeto de Lei que amplia a terceirização é uma manobra para implementar o mais rápido possível uma alteração na lei trabalhista, diminuindo a responsabilidade do Estado e dos empresários; dando segurança jurídica para precarizar e, com isso, aumentando ainda mais os lucros.

“Ele (Temer) viu a reação do povo nas ruas e nas redes sociais contra a reforma da Previdência no dia 15 e sabe que vai ser difícil explicar essas mudanças nas leis trabalhistas e na aposentadoria para a população. Então, pegou um projeto fantasma, desenterrou e aprovou a toque de caixa a tercerização geral e irrestrita”, explica Vagner.

"O PL 4302 foi um jeito rápido de tirar direito do trabalhador, diminuir investimentos sociais do governo e das empresas", continua o dirigente que lembra o risco do fim de outra garantia dos trabalhadores se a reforma (o desmonte) da Previdência for aprovada. Como alguém vai se aposentar se não vai mais contribuir com o INSS? Os jovens nem vão ter a experiência de ter seus direitos garantidos”, questionou Vagner.

Quanto à falta de conhecimento do trabalhador sobre o teor das ações do Congresso Nacional e das lutas e resistência que a CUT e o movimentos sociais fazem, o secretário Nacional de Comunicação da CUT, Roni Barbosa, alerta que essas explicações sobre os acontecimentos reais da política brasileira, as ações da CUT, dos movimentos sociais e sindicais nunca serão pautas nos canais de televisão da imprensa golpista que detém grande audiência.

Segundo Roni, além da mídia golpista apoiar os empresários, ela também será beneficiada com a terceirização sem limites. “Eles já terceirizam uma grande parte dos trabalhadores de comunicação. Com a sansão desse projeto a terceirização sem limites estará assegurando a anistia para patrões que descumprem as leis trabalhistas. Assim, por interesse próprio e de seus amigos a imprensa golpista não informa a população sobre a realidade”, explica Roni.

O dirigente denuncia que no Dia Nacional de paralisação, em 15 de março, a cobertura dos golpistas foi pífia. “Mais de 1 milhão de pessoas pelo país em milhares de cidades e a população que viu e sentiu as manifestações se frustrou ao ver os noticiários golpistas. O dirigente ressalta que foi fundamental o papel das mídias alternativas, como as redes sociais da CUT, TVT, RedeBrasilAtual e Frente Brasil Popular, em que milhões de pessoas foram informadas do Brasil real do dia 15 de março.

A CUT, além de ajudar a construir os grandes atos desse mês, a entidade tem feito audiências públicas, debates, seminários, ocupações nas sedes dos INSS, ido nas portas das empresas, panfletando nos transportes públicos para denunciar a retirada de direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras impostos pelo governo ilegítimo Michel Temer.

“Fizemos uma campanha nacional contra a reforma da previdência "Sua aposentadoria vai acabar, reaja agora ou morra trabalhando"e vamos lançar outra contra a reforma trabalhista. Também fizemos o ‘aposentômetro’, uma ferramenta digital que calcula quantos anos o trabalhador ou a trabalhadora vão ter que trabalhar para conseguir se aposentar”.

A Frente Brasil Popular, a Frente Povo Sem Medo e outras centrais sindicais têm sido grandes parceiras da CUT em todas as ações e também estão juntos na desconstrução da narrativa de uma mídia que só defende o lado dos empresários.

“A CUT tem feito sua parte, mas também sabemos que podemos melhorar. A comunicação precisa ser ampliada pelo povo. É de boca em boca, nas praças, nas empresas, nas famílias agricultoras, no campo, na cidade, nos sindicatos e em cada comunidade que isso precisa ser feito. Temos que ir pra rua no dia 31 dizer que BASTA! Não podemos deixar que acabem com nossos direitos arduamente conquistados”, destaca Roni.

"Só com o povo nas ruas para podemos barrar esses ataques", complementa Vagner.

"Dia 31 será um dia nacional de mobilização e a CUT estará junto com os movimentos sociais em cada canto desse país e convida todas as trabalhadoras e trabalhadores para juntar-se a nós nessa luta. Fomos 1 milhão dia 15 e agora podemos ser maiores”, conclui o presidente da CUT.

 

[Foto: Mais recente manifestação contra o fim da aposentadoria e a reforma trabalhista, em São Paulo / Roberto Parizotti]

 

 

O Sindipetro-NF avançou nesta semana no esclarecimento de um tema que vinha causando apreensão entre os trabalhadores da base de Cabiúnas. A categoria havia obtido informações de que os trabalhadores passariam a pagar pelo serviço de transporte de ônibus que é oferecido pela Transpetro. O sindicato cobrou esclarecimentos da gerência administrativa da empresa, que afirmou que não fará a cobrança e que formalizará essa informação.

O diretor do Sindipetro-NF, Claudio Nunes, lotado na base de Cabiúnas, explica que o caso mostra que o sindicato tem uma política de diálogo, e que, quando a gerência está aberta ao entendimento, podem ser feitos avanços para melhorar as condições de trabalho e a boa ambiência.

Para o sindicato, este exemplo do diálogo com a gerência administrativa deveria se estender a outras gerências, como a de SMS.

Na área de segurança, a entidade encontra muitas dificuldades para encontrar respeito à representação dos trabalhadores e ao cumprimento do Acordo Coletivo. Uma das barreiras recentes está na criação de dificuldades para a participação diretores do NF nas reuniões de Cipa. 

De acordo com Nunes, a empresa sempre responde com truculência quando o assunto diz respeito à cobrança por segurança no trabalho, postura que é condenada pelo sindicato.

 

Nota da CUT - A Central Única dos Trabalhadores (CUT-Brasil) vem a público denunciar o golpe promovido pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), com a votação a toque de caixa do PL 4302 que permite a terceirização de toda e qualquer atividade das empresas.

Um golpe, uma manobra espúria, pois tal PL 4302, proposto em 1998 no governo de Fernando Henrique Cardoso e que, depois de passar no Senado, ficou engavetado. O PL 4302 só foi ressuscitado agora, quando o PL 4330, aprovado na Câmara em abril de 2015, havia provocado um substitutivo global do senador Paulo Paim que proibia a terceirização das atividades-fim das empresas, tal como era o entendimento consagrado pela Justiça do Trabalho, e iria ser votado no Senado.

Rodrigo Maia, pressionado pela CUT e outras centrais sindicais, havia se comprometido em 13 de março passado a suspender a votação do PL 4302 por pelo menos 30 dias, para que o debate sobre a terceirização pudesse ser feito em toda a sua dimensão. Num verdadeiro “passa moleque”, o presidente da Câmara não honra o compromisso assumido com as centrais e submete a voto um PL que é, na prática, uma mini-reforma trabalhista regressiva que permite a terceirização de todos os trabalhadores e todas as trabalhadoras, atacando todos os seus direitos como férias, 13º Salário, jornada de trabalho, garantias de convenções e acordos coletivos.

Apoiando-se numa maioria de deputados golpistas e corruptos, atendendo à pressão de empresários que querem flexibilizar direitos e precarizar as relações de trabalho para aumentar os seus lucros, como Paulo Skaf da FIESP e seu infame “pato” usado na pressão pelo golpe do impeachment contra a presidenta Dilma, a Câmara dos Deputados acaba de cometer mais um golpe contra os direitos da classe trabalhadora, na noite deste dia 22 de março. Uma vez aprovado na Câmara, o projeto de lei vai diretamente à sanção do ilegítimo presidente Michel Temer.

A CUT não reconhece qualquer legitimidade nessa votação, feita na calada da noite e a toque de caixa, da atual Câmara dos Deputados, desmoralizada diante da opinião pública nacional e internacional pelos sucessivos atropelos de sua maioria à democracia e aos direitos da classe trabalhadora.

A CUT conclama toda a classe trabalhadora, as demais centrais sindicais, todos os setores da sociedade que compreendem que os direitos trabalhistas são parte essencial dos direitos humanos, á mais ampla mobilização para derrotar, nas ruas e locais de trabalho esse golpe desferido com a aprovação da terceirização em todas as atividades das empresas, abrindo a via para transformar empregos formais e regulamentados, em “bicos” de trabalho precário, temporário e parcial , com salários e direitos rebaixados, inclusive na administração pública.

A CUT confia na capacidade de luta de nosso povo e da classe trabalhadora, demonstrada na grande jornada de 15 de março passado contra o desmonte da Previdência e os ataques aos direitos trabalhistas. Vamos combater a terceirização ilimitada, a PEC 287 (Reforma da Previdência) e o PL 6787 (Reforma Trabalhista) que rasga a CLT,

A CUT indica a realização da Greve Geral de toda a classe trabalhadora no próximo mês de abril e convoca desde já um Dia Nacional de Mobilização em 31 de março.

Nenhum Direito a Menos

Abaixo o PL da Terceirização Ilimitada

Retirada da Reforma da Previdência e da Reforma Trabalhista.

Todos Juntos na Greve Geral!

Brasília, 22 de março de 2017

 

Direção Executiva Nacional da Central Única dos Trabalhadores

 

 

[Ilustração: FEM/MG-CUT]

O trabalho cotidiano de atendimento do Departamento de Saúde do Sindipetro-NF reúne relatos e evidências de que os casos de adoecimentos mentais, muito comuns entre petroleiros e petroleiras da Bacia de Campos, têm uma relação direta com a insistente permanência da prática do assédio moral no ambiente de trabalho da Petrobrás.

O caso típico é o daquele ou daquela que procura o sindicato com o registro de consequências avançadas do trabalho sobre a saúde mental. Com o tempo, descobre-se a associação entre o padecimento e uma história de exposição a chefias assediadoras.

Todo esse assédio é feito em um ambiente que agrava o seu potencial de dano à vítima: flexibilização do trabalho, cobrança por polivalência, redução do efetivo, aumento no volume de trabalho, redução na remuneração e política de gestão baseada na imposição do medo.

A propósito deste último ítem, o da política do medo, o sindicato tem percebido ainda um recrudescimento das relações, baseado na permissividade da gestão da empresa em relação aos abusos das gerências contra os subordinados. O clima geral de vale tudo contra o trabalhador, que tomou conta do País, parece autorizar as manifestações mais nefastas de autoritarismo dos chefes nos locais de trabalho.

O que durante algum tempo era feito com algum constrangimento se tornou explícito. E não há semana que o sindicato não receba alguma denúncia de que um gerente da Petrobrás, ou um chefe de empresa privada, tenha dado ordens fora de padrão, ameaçado com demissão, feito insinuações, procurado desestabilizar o trabalhador e até mesmo feri-lo em sua dignidade.

Todo trabalhador ou trabalhadora precisa entender que a sua dor é a dor de muitos, e que por isso não pode manter silêncio sobre casos que estejam ocorrendo consigo ou à sua volta. O sindicato possui canais de denúncia anônima e atua para enquadrar os capatazes que descontam as suas inseguranças e frustrações por meio do exercício de uma chefia despótica e criminosa. Normalmente não conseguem conquistar a liderança por meios legítimos e lançam mão do terror, no desespero de apresentarem resultados aos superiores. Tolerância zero contra estes canalhas assediadores.

 

[Confira aqui outros textos do Nascente da semana]

O Grupo de Trabalho Tripartite que discute a Norma Regulamentadora das plataformas está mantendo reuniões ontem e hoje, no Rio, para continuar o trabalho de elaboração do documento. Os diretores do Sindipetro-NF Sérgio Borges, Norton Almeida e Raimundo Teles participam da discussão.

Os debates também envolvem representantes da FUP, de centrais sindicais como a CUT, a CTB, CGTB e a NCST, além de representações patronais. Pelo governo, participam representantes da Fundacentro e da Marinha. O trabalho é coordenado pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

Entre os temas tratados estão a movimentação de cargas e a utilização de vasos, caldeiras e tubulações — sobre estes últimos, houve exposição do diretor Raimundo Teles na reunião.

A reunião de ontem também contou com a participação do Sindipetro Unificado de São Paulo, representado pelo diretor Itamar Sanches.

 

[Atualizado às 17:31]

Aconteceu ontem, 22, no Rio de Janeiro um debate da 13ª Jornada Nacional de Debates - Reforma da Previdência.  Essa atividade é uma iniciativa do DIEESE e das principais Centrais Sindicais (CUT, UGT, Força Sindical, CTB, NCST, CSP Conlutas, CGTB, CSB, Intersindical) que estão percorrendo todo o país para debater as causas da PEC 287/16, que trata da reforma da Previdência Social, proposta do governo golpista de Michel Temer (PMDB).

O diretor do Sindipetro-NF e representante do NF na regional Rio do Dieese, Antônio Carlos Pereira (Bahia), participou da mesa de debates e denunciou que a Reforma da Previdência faz parte de um plano arquitetado pelos neoliberais para destruir a classe trabalhadora.

Segundo Bahia, todos os representantes de Centrais e Sindicatos presentes destacaram os malefícios da proposta. "Só um presidente golpista seria capaz de fazer tudo isso", afirmou a diretora do SEPE-RJ/Intersindical, Rose Cipriano.

Tembém participaram da mesa representantes da CESTEH/Fiocruz , José Francisco Pedra Martins, pelo Sindipetro-RJ,  Arthur Ferrari e o Diretor Dieese e Bancário/CUT, Renato Lima.

O lançamento da 13ª Jornada Nacional de Debates ocorreu em 23 de fevereiro e reuniu mais de 200 pessoas no auditório do Sindicato dos Químicos de São Paulo. A atividade de ontem aconteceu no Sindicato dos Petroleiros do RJ e envolveu formadores de opinião, petroleiros e sindicalistas de diversas categorias.

Imprensa da FUP - Em um evento inédito nesta quarta-feira, 22, após a Petrobrás ter divulgado o balanço de 2016, a FUP e sua assessoria econômica realizaram uma apresentação ao vivo pelo facebook, denunciando a lógica entreguista dos gestores da empresa e se contrapondo com dados técnicos aos resultados financeiros apresentados pela companhia. Além de analisarem publicamente os principais dados do balanço da Petrobrás, o coordenador da FUP, José Maria Rangel, e os economistas Cloviomar Cararine, Rodrigo Leão e Eduardo Costa Pinto responderam às perguntas dos internautas. A apresentação teve um alcance de mais de 40 mil pessoas, ao longo dos 60 minutos de transmissão.

Logo no início, a assessoria da FUP destacou que os investimentos realizados entre 2007 e 2013 foram fundamentais para que o Pré-Sal possa hoje representar mais de 50% da produção da Petrobrás, com custos cada vez menores, que hoje giram em torno de 8 dólares por barril. Essa produção teve um impacto preponderante para os excelentes resultados operacionais que a estatal atingiu em 2016, mesmo com a gestão jogando contra a empresa. Além do lucro operacional de R$ 17,1 bilhões e da produção recorde de 2,94 milhões de barris diários de petróleo no final de dezembro, a Petrobrás registrou um aumento de 4% na geração de seu caixa operacional, chegando a 90 bilhões de barris de petróleo.  

Além disso, a produção dos campos do Pré-Sal aumentou consideravelmente a participação do óleo nacional na carga processada pelas refinarias (92% em 2016), reduzindo as importações e melhorando a qualidade e o rendimento da gasolina e dos demais derivados. “Tudo isso só foi possível em função dos investimentos feitos até 2013, o que coloca em xeque a política da atual gestão de reduzir drasticamente os investimentos e vender ativos”, destacou o técnico do Dieese Cloviomar Cararine.

O balanço de 2016 aponta cortes de 32% nos investimentos da Petrobrás e novos ajustes contábeis que reduziram os preços de seus ativos em R$ 21 bilhões, os chamados “impairments”. Para os assessores da FUP, essas medidas estão diretamente relacionadas ao prejuízo de R$ 15 bilhões registrado pela empresa. “Por três anos consecutivos, a companhia apresentou prejuízos e neste período realizou impairments de R$ 112 bilhões”, ressaltou Cararine, lembrando que esse valor é 17 vezes maior do que o montante que a empresa declarou em seu balanço de 2014 como perdas causadas pelos crimes de corrupção. “Nenhuma outra petrolífera no mundo utilizou baixas contábeis de forma tão recorrente como fez a Petrobrás, ainda mais com base em premissas tão voláteis, como preço do barril do petróleo, variação cambial e taxas de juros”, afirmou.

 

O economista e professor da UFRJ, Eduardo Pinto, desmistificou a narrativa da gestão de Pedro Parente, de que a crise financeira da empresa é um problema estrutural que implica em vender ativos. Ele questionou a meta da diretoria de reduzir em mais de 50% a relação dívida líquida/Ebtda, que era 5,3 em 2015 e passará para 2,5 em 2018. Uma “redução draconiana” que força a venda de ativos. “É uma estratégia deliberada da atual administração da Petrobrás, que joga contra o país e a própria empresa, já que vai perder caixa no futuro, se desfazendo de ativos estratégicos. Não é a toa que diversas petrolíferas no mundo estão hoje vendendo ativos para comprar campos do Pré-Sal”, revelou.

Rodrigo Leão, economista e mestre em Desenvolvimento Econômico, afirmou que a estratégia dos gestores de vender ativos, reduzir investimentos e sair do Pré-Sal dialoga diretamente com os interesses do governo de atrair investimentos estrangeiros, além de facilitar o acesso das grandes petrolíferas às reservas de petróleo brasileiras. “O setor de exploração e produção, que é a área nobre da companhia, já sofreu redução de 25% em seus investimentos entre 2015 e 2016, o que significa um corte de R$ 16 bilhões. O Pré-Sal é hoje um ativo que todas as empresas de petróleo estão de olho. O que a atual gestão está fazendo é abrir mão de ser protagonista destas reservas”, ressaltou.

O coordenador da FUP, José Maria Rangel, destacou que na greve de 2015, os petroleiros já alertavam que por trás do falso discurso do combate à corrupção, o que sempre esteve em pauta foi a entrega do Pré-Sal e a fragmentação da Petrobrás para atender aos interesses internacionais. “É preciso que fique claro que o problema da Petrobrás não é corrupção e sim os ataques que está sofrendo pela própria gestão, através dos drásticos cortes de investimentos e vendas de ativos, que estão acabando com a empresa. Para nós, cidadãos de bem deste país, qualquer real que é desviado é motivo de indignação. Ainda mais quando se trata dos bilhões que foram desviados pelo alto escalão da Petrobrás, criminosos que hoje se encontram em liberdade enquanto milhares de trabalhadores estão desempregados pelo desmonte que a Lava Jato provocou na indústria nacional”, afirmou.

“A crise que a Petrobrás sofre é a mesma crise que as outras empresas do setor sofrem, em função da queda dos preços do barril do petróleo. Sob a falácia de combate à corrupção, a direção da Petrobrás está levando a nossa empresa para um caminho sem volta. Estão sendo paralisadas atividades que são vitais para a companhia, como é o caso da perfuração. Os estragos que estão sendo feitos são algo que vamos levar anos para recuperar. É bom que toda a sociedade saiba disso. A direção da empresa tem que vir a público explicar o porquê de estar na contramão do mundo. Por que ela não quer o Pré-Sal quando o mundo inteiro quer? Por que deprecia seus ativos a ponto de abrir mão de R$ 112 bilhões em três anos?”, questionou o coordenador da FUP. 

 http://www.fup.org.br/ultimas-noticias/item/20819-esse-parente-nao-e-nosso

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