O Sindipetro-NF protocolou ofício hoje, na Petros, para dar ciência à Fundação sobre liminar obtida ontem, pela entidade, que suspende a incidência de descontos relativos ao equacionamento do Plano Petros 1. O documento tem como objetivo dar celeridade ao cumprimento da decisão.

A entidade foi representada pelo coordenador do Departamento Jurídico, Alessandro Trindade, pelo coordenador do Departamento de Aposentados, Francisco Antônio de Oliveira (Chicão), e pelo diretor Norton Cardoso, assessorados pela advogada Francine Brandão.

O ofício foi protocolado para a direção da Petros e, também, teve via entregue em mãos para a gerência jurídica da Fundação.

Abrangência

O sindicato também protocolou hoje, na 11ª Vara Cível, um recurso para buscar a ampliação da abrangência dos efeitos da liminar da juíza Juliana Leal de Melo — concedida com previsão de efeito para filiados residentes na cidade do Rio de Janeiro.

"Muito embora a liminar tenha nos contemplado, a juíza limitou a abrangência para a cidade do Rio de Janeiro, que atinge a poucos associados. Protocolamos um embargo de declaração para tentar abranger a todos os associados do Sindipetro-NF", explica a advogada Francine Brandão.

 

 

Da Imprensa do Sinergia - O apagão que atingiu quase todo o país na tarde desta quarta-feira (21) teve como causa falhas ocorridas durante testes realizados em horário comercial pela empresa chinesa State Grid, que opera o complexo de Belo Monte. A informação é de trabalhadores do sistema elétrico. A falta de energia afetou principalmente os estados do nordeste, além de Amazonas, Pará, e Tocantins, com repercussões nas demais regiões.

Eles afirmam que para esse tipo de procedimento – de "reaperto" em conexões de proteção do sistema de transmissão – a orientação geral para as empresas que operam no Sistema Eletrobras é que seja realizado fora dos horários de maior consumo, durante a madrugada ou feriados. Nos estados do Norte e Nordeste, o apagão paralisou semáforos e afetou a circulação de trens e metrôs. O comércio também teve de fechar mais cedo.

"Mas eles fizeram um teste como esse em circuitos com 4GW no horário comercial", reclamaram trabalhadores em grupos de comunicação internos. A subestação de transmissão da usina de Belo Monte onde ocorreu a falha teve de ser desligada, afetando todo o sistema. O único estado que não foi atingido pelo corte foi Roraima, que recebe energia da Venezuela.

"É como se fosse uma carreira de dominó. Se derrubar uma pedra, derruba todas na sequência. Essa tentativa de ligamento (o "reaperto") de linha de Belo Monte deu rejeição de carga no país inteiro", explica o diretor do Sindicato dos Eletricitários de Campinas e Região (Sinergia), Wilson Marques de Almeida.

Ele lembra ainda que Belo Monte e toda a sua linha de transmissão são controlados por operadores privados. "No momento, não conseguimos precisar ainda se é reflexo do sucateamento por parte da iniciativa privada, se é erro de operação ou se houve operação indevida."

Em nota divulgada nesta quinta-feira, 22, o Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE) alertou para os riscos de privatização da Eletrobras.

"O CNE entende que em um momento como esse ser oportuno montar um grupo de técnicos para analisar em paralelo as causas da ocorrência e do blecaute, assim como sobre as responsabilidades relacionadas, visto que a ocorrência poderá servir para nortear as decisões sobre o processo de privatização do grupo Eletrobras", diz a entidade, em nota.

"As notícias que chegaram ao conhecimento do Coletivo Nacional dos Eletricitários dão conta de que o Bipolo 1 de Xingu estava operando com um fluxo de 4 Giga Watts. Este equipamento teve projeto, fornecimento, montagem, testes e colocação em operação pelos chineses da State Grid. A State Grid a grande interessada na privatização da Eletrobras", denuncia o CNE.

"Por isso, é importante que seja realizada uma avaliação técnica em paralelo por um grupo especialmente constituído pelo Congresso Nacional, no âmbito das comissões dos projetos de lei que estão tramitando", afirma a entidade.

Leia abaixo, a nota na íntegra:

Ontem (21/03), parte do Brasil ficou às escuras, devido a um problema técnico ocorrido no Sistema Interligado Nacional – SIN. Tal problema traz à tona uma discussão necessária, que é sobre o processo de privatização do Setor Elétrico Estatal. É isso que o COLETIVO NACIONAL DOS ELETRICITÁRIOS – CNE quer aqui discutir.

As diversas manchetes não conseguiram traduzir o problema, e deram margem para todo o tipo de especulação, inclusive por parte do próprio ministro de minas e energia, Fernando Coelho, que como sabemos, pouco sabe sobre o setor, veja a notícia abaixo:

O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, disse que o apagão ocorreu após uma falha na usina de Belo Monte, no Pará. A Centrais Elétricas do Pará (Celpa) informou que um problema na geração de energia da usina de Tucuruí, nordeste do estado, pode ter causado o apagão. (g1.globo.com - 21/03/2018 16h56 )

O problema se deu na Subestação Xingu, na saída do bipolo CC da Belo Monte Transmissora de Energia - BMTE que ao contrário do que se chegou a afirmar não pertence à Eletronorte e não é em Tucuruí. Segundo se apurou, foram durante testes na linha de transmissão que transmitia 4GW de carga houve, e que após uma falha, a linha acabou saindo de serviço, provocando uma reação em cadeia. Segundo o O.N.S em sua página Às 15h48 do dia 21/03/2018 ocorreu uma falha de um disjuntor na subestação Xingu, no Pará. Em consequência, houve o desligamento automático de diversas linhas de transmissão em 500 kV, componentes dos troncos de interligação Norte/Nordeste/Centro-Oeste, Tucuruí/Manaus, Tucuruí/Vila do Conde, Elo cc 800 kV Xingu/Estreito e da UTE Belo Monte, entre outros, acarretando uma redução total de carga no SIN, da ordem de 18.000 MW.

Como se vê, a empresa estatal Eletronorte não teve qualquer responsabilidade com o problema, pois a SE Xingu é operada e mantida pela concessionaria Linhas de Xingu Transmissora de Energia (controlada pelo Grupo Espanhol Isolux). Ja a LT (CC) +-800kV Xingu/Estreito é de responsabilidade da BMTE (a qual construirá ou construiu um Estação Conversora na SE Xingu), concessionária formada por State Grid 51% Furnas 24,5% e Eletronorte 24,5%.

O CNE entende que em um momento como esse ser oportuno montar um grupo de técnicos para analisar em paralelo as causas da ocorrência e do blecaute, assim como sobre as responsabilidades relacionadas, visto que a ocorrência poderá servir para nortear as decisões sobre o processo de privatização do grupo Eletrobras.

As inúmeras propostas de privatização da Eletrobras que chegaram ao congresso, tanto o PL 9463/2018, como a MP 814/2017 tratam o tema Energia Elétrica como mercadoria, e isso vem sendo denunciado pelos trabalhadores através das campanhas publicitárias, dos debates, das mobilizações que tem feito em todos os cantos do país.

O apagão que houve no dia de ontem deve levar em consideração, por exemplo:

1 - A extensão da ocorrência;

2 - Os interesses diversos decorrentes do envolvimento e as responsabilidades de diversos agentes privados e estatais de G, T e D, dentre os quais principalmente a gigantesca chinesa State Grid;

3 - O ONS com relação aos estudos sistêmicos, programação e operação sistêmica;

4 - A Empresa de Pesquisa Energética - EPE e Aneel envolvidas no planejamento, consequentemente, também as obras que não foram realizadas de Transmissão devido aos 5000 km de LTs não construídos pela ex-gigantesca privada Abengoa;

5 - Os sinais da imprensa de omissão de informações sobre :

• A responsabilidade pela concessão da subestação Xingu;
• O tempo de operação do equipamento (novíssimo);
• O responsável pelo projeto e fornecimento dos equipamentos da SE Xingu;
• Responsável pelo O&M da Subestação Xingu;

As notícias que chegaram ao conhecimento do Coletivo Nacional dos Eletricitários dão conta de que o Bipolo 1 de Xingu estava operando com um fluxo de 4 Giga Watts. Este equipamento teve projeto, fornecimento, montagem, testes e colocação em operação pelos chineses da State Grid. A State Grid a grande interessada na privatização da Eletrobras.

Por isso, é importante que seja realizada uma avaliação técnica em paralelo por um grupo especialmente constituído pelo Congresso Nacional, no âmbito das comissões dos projetos de lei que estão tramitando.

Toda essa situação demonstra que privatizar um setor estratégico e deixar a vida da população, a economia, a indústria é a pior das escolhas para o nosso país. A ANEEL impõe pesadas multas às empresas nacionas, quando acontecem eventos dessa natureza, todavia, a informação que recebemos é que não haverá multa para a empresa do grupo State Grid.

Isso nos faz lembrar, os desastres naturais que houveram recentemente em Mariana, no Pará, onde ainda não se chegou aos culpados. A energia elétrica não pode ser visto somente como mercadoria, da forma como o governo está vendo, e servir apenas para fechar o rombo fiscal criado pelo próprio governo, e que agora começa a mostrar o quanto ficaremos vulneráveis.

 

COLETIVO NACIONAL DOS ELETRICITÁRIOS – CNE

ENERGIA NÃO É MERCADORIA.

 

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PEDRO VENTURA/AGÊNCIA BRASÍLIA

Agência CUT - A Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), ícone dos direitos trabalhistas no país, completa 86 anos nesta quarta-feira (21). Para  juristas ouvidos pelo Brasil de Fato, pouco há para ser comemorado. Há mais de quatro meses em vigor, a Reforma Trabalhista do governo Temer é apontada como principal responsável pelo desmonte desses direitos.

Noemia Porto, vice-presidenta da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), afirma que a CTPS é um "um grande símbolo de cidadania do trabalho". No entanto, a Juíza do Trabalho pondera que "em um século que já começa com uma reforma trabalhista extremamente abrangente, acho que o que fica colocado para o futuro é se ela [CTPS] ainda continuará sendo esse símbolo. Isso porque a Reforma acaba fazendo uma opção por contratos precários de trabalho".

Segundo Porto, as demissões em massa após a entrada em vigor da Lei 13.467/2017 - que instituiu a Reforma Trabalhista - são o principal sintoma disso, principalmente no ensino superior particular."Na prática, [as faculdades particulares] pretendiam mandar para fora empregados para contratá-los em modalidades precária. Essas demissões tomaram o espaço de muitas ações judiciais", afirmou a magistrada.

Já para a advogada trabalhista Paula Cozero, o principal impacto da Reforma Trabalhista até agora está no âmbito dos processos judiciais trabalhistas. "A reforma também é uma tentativa de enfraquecimento do judiciário trabalhista, então traz uma confusão para as normas processuais.  Além disso, há a nova modalidade do trabalhador ser condenado a pagar pelas despesas do processo. Isso dá bastante insegurança aos trabalhadores".

Os dados divulgados pela última Pesquisa Nacional por Amostra de Domícilios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que no último trimestre de 2017, mais de ¼ dos postos de trabalho gerados no país surgiram no setor privado sem carteira de trabalho assinada.

Retrocessos

A Lei 13.467/2017 criou, entre suas medidas, a figura do chamado trabalho "autônomo exclusivo", a partir do qual o profissional poderá prestar serviços de forma contínua para uma única empresa sem que isso seja caracterizado como vínculo empregatício. A Reforma Trabalhista também estabeleceu o conceito do trabalho intermitente e reiterou a lei da terceirização, aprovada anteriormente pelo governo de Michel Temer.

Para a advogada Paula Cozero, o desmonte da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) no país tem sido vendido pelo governo e pela mídia como um incentivo ao trabalho informal.

"Há um estímulo grande para as pessoas se virarem no mercado de trabalho, transvestido de empreendedorismo. A gente precisa cuidar desse discurso porque acabamos jogando muitos trabalhadores no mercado informal sem proteção. A carteira de trabalho representa ainda algum nível de proteção, mas não é a mesma que o trabalhador tinha há um tempo atrás", afirmou. Cozero apontou o aumento da jornada de trabalho como determinante para essa precarização da proteção do trabalhador.

Na opinião de Marcos Verlaine, analista político do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP), a reforma trabalhista foi "o maior ataque ao Direito do Trabalho desde a promulgação da CLT". Para ele, a questão mais preocupante trazida pela reforma trabalhista é a instituição do"negociado sobre legislado".

"Isso desconfigurou a CLT. Ela já permitia negociar acima da lei, nunca abaixo, então era um marco regulatório que permitia negociar para acrescentar direito. Então ficou latente que o objetivo da lei não era modernizá-la, e sim abrir mão da proteção do trabalhador para proteger a empresa e o capital", disse.

No dia 7 de março, uma sentença proferida no Mato Grosso condenou um vendedor pagar R$750 mil de indenização ao ex-patrão. Ele processava seu antigo empregador sob a acusação de irregularidades trabalhistas.

O Sindipetro-NF lamenta a morte do companheiro Luiz Fernando Taranto Gomes, que faleceu ontem, 21, após sofrer complicações pós-cirurgia. O sepultamento está marcado para às 15h, no Cemitério de Macaé.  

 Taranto como era conhecido atuava como supervisor em Cabiúnas e estava na ativa na Petrobras desde 87.

 O Sindipetro-NF se solidariza com os amigos e familiares.

Objetivo é enquadrar manifestações, ocupações urbanas ou rurais como atos de terrorismo, com penas de 12 a 30 anos de prisão

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O golpe de 2016 avança atacando o direito dos brasileiros de se manifestar e se posicionar conquistado com a luta pela redemocratização do Brasil. Com o apoio das bancadas conservadoras, como a ruralista e a da bala, os golpistas estão tentando aprovar novas leis classificando movimentos sociais e entidades sindicais como grupos terroristas.

Entre as propostas que tiram direitos conquistados, como o de se manifestar, está o Projeto de Lei (PL), do deputado Jerônimo Goergen (PP-RS), membro da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que altera o artigo da Lei Antiterrorismo (13.260/16) - criada para atender um interesse de ordem internacional especialmente para os Jogos Olímpicos de 2016 no Brasil. 

Na semana passada o deputado conseguiu as assinaturas necessárias para o avanço do seu projeto que altera a interpretação do que é terrorismo e exclui a salvaguarda do PL 13.260 para “manifestações políticas, movimentos sociais, sindicais, religiosos, de classe ou de categoria profissional, direcionados por propósitos sociais ou reivindicatórios”, prevendo pena de 12 a 30 anos.

“Isto não pode ser aprovado porque vai servir de instrumento de terrorismo do Estado ”, diz Vagner Freitas, presidente da CUT, sobre as consequências da aprovação do PL.

Para o presidente da Contag, Aristides Veras, o Congresso precisa rejeitar esse retrocesso. “É muita ignorância e atraso propor o cerceamento da liberdade. Não há ameaça de terrorismo no Brasil. Nós temos é uma ameaça à democracia feita pela quadrilha que está no Palácio do Planalto”. 

A Contag, as federações e os sindicatos de trabalhadores rurais e agricultores e agricultoras familiares também criticaram o Projeto de Lei. Segundo eles, a Reforma Agrária no Brasil só tem acontecido porque existem mobilizações e ações reivindicatórias para garantir o acesso à terra.

“Todas as nossas conquistas só vieram com o Grito da Terra Brasil, com a Marcha das Margaridas, reivindicando o nosso direito de ter um pedaço de chão para vivermos com as nossas famílias, porque acampamos na beira das estradas e pressionamos o Estado brasileiro a fazer a divisão igualitária da terra”, disse a Contag em nota.

Para o advogado Adriano Argolo, o PL é um ataque direto aos movimentos sociais, aos direitos e garantias que o povo brasileiro construiu na Constituição cidadã.

Segundo ele, o golpe deu alma nova aos legisladores conservadores, que estão propondo o desmanche total das conquistas populares e que foram transformadas em lei pela Constituição de 1988.

“É preciso urgente uma unificação de todos os movimentos sociais, de todos os partidos que tenham um compromisso com a democracia e com os direitos individuais e coletivos que estão na nossa Constituição para enfrentar essa tentativa fascista de criminalizar os movimentos sociais e o direito do protesto”.

Argolo afirma que a criminalização dos movimentos sociais é uma tônica em toda América Latina, com projetos semelhantes em Honduras e na Argentina.

Já a secretária de Mobilização e Relação com Movimentos Sociais da CUT, Janeslei Albuquerque, diz que o projeto de lei faz parte de um movimento na geopolítica internacional para que grandes empresas transnacionais tenham direitos sobre nossa água, os recursos naturais, a biodiversidade e o petróleo. 

“Eles veem nosso país como um território a ser saqueado. E para que isso aconteça precisam neutralizar as forças políticas e populares que fazem frente a esse projeto contra a soberania nacional. Eles querem aniquilar a resistência. É antinacional”.

Ainda, segundo ela, um projeto desse não pode conviver com movimentos sociais, pois é mais um instrumento de força repressiva do golpista e ilegítimo Temer, que a CUT vem denunciando. 

“É preciso fazer a população entender que o golpe não foi praticado por “meia dúzia de picaretas. O golpe não é apenas contra o PT, contra a Dilma. É contra o trabalhador”, finaliza

O Sindipetro-NF conquistou no final da tarde de hoje, na Justiça, decisão liminar que impede o início das cobranças referentes ao equacionamento do déficit relacionado ao plano Petros 1. Até que se discutam as bases do plano de equacionamento, como tem reivindicado a FUP e seus sindicatos, os filiados do Norte Fluminense, moradores do Estado do Rio de Janeiro, estarão amparados pela decisão.

Nesta quinta, 22, o Sindicato voltará à 11a Vara Cível para mostrar à juíza a magnitude que é a abrangência do sindicato, com filiados em todo país. Na tentativa que essa decisão ampare a todos.

O Departamento Jurídico da entidade alerta, no entanto, que esta não é uma decisão definitiva. Por isso, o sindicato orienta a todos a se manterem informados e mobilizados.

Mobilização continua

"A continuidade da mobilização e engajamento de todos é de grande importância no momento. Seguiremos na luta para mostrar o quão injusto é esse golpe que ocorre na Petros e na classe petroleira", afirma o coordenador geral do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra.

 

 

Redação CUT

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Na manhã desta quarta-feira (21), cerca de 700 participantes do Fórum Alternativo Mundial Água (FAMA) se deslocaram do Parque da Cidade, em Brasília, para protestar em frente à sede da Eletrobras contra a tentativa do governo ilegítimo e golpista de Michel Temer (MDB-SP) de entregar o setor elétrico brasileiro à iniciativa privada.

Para Moises Borges, do Movimento dos Atingidos por Barragens, a Eletrobras é pública e pertence ao povo brasileiro, por isso um governo ilegítimo, que não foi eleito nas urnas, não pode entregar para privatização um bem que é público. “Além disso, se privatizar as empresas do sistema Eletrobras, a luz vai aumentar e isso nós não podemos e nem vamos permitir. Viemos na frente da empresa para dizer justamente que ela é nossa, é pública, é do povo brasileiro”.

O ato ocorre um dia após os deputados da base de apoio do golpista Temer atropelarem o regimento da Câmara dos Deputados para acelerar a tramitação do Projeto de Lei (PL) 4963/18, que prevê a privatização da Eletrobras.

O presidente da comissão especial que debate o PL, Hugo Motta (PMDB-PB), além de ler só os títulos de cada capítulo do seu plano de trabalho para acelerar o processo, deixou de incluir a possibilidade de audiências públicas, seminários, visitas externas às hidrelétricas, e não incluiu nenhuma sugestão de entidades e especialistas do setor.

“Não sabemos qual vai ser o tamanho do impacto da privatização para a sociedade. Mas sabemos que terá aumento de tarifa e piora dos serviços. São as nossas crianças que não poderão mais usar a energia em casa, pois nossa tarifa ficará tão alta que não teremos mais condições de pagar”, denunciou a representante da Plataforma Camponesa e Operária de Energia, durante o ato desta manhã.

CUT - O número recorde de 12,7 milhões de desempregados no Brasil – o maior desde 2012 - tem deixado os trabalhadores e trabalhadoras mais vulneráveis a golpes e explorações. Tem de tudo na praça, desde anúncios que oferecem  vagas inexistentes, com bons salários e benefícios; a empresas que, em troca da vaga, cobram de R$ 2 mil a R$ 8 mil por ano dos trabalhadores para que comprem roupas da lojas que serão usadas como uniformes. Tem também empresas que cobram por cursos e treinamentos e depois dizem não ter emprego nenhum.

Isso é crime. A procuradora Eliane Lucina, do Ministério Público do Trabalho de São Paulo (MPT-SP), orienta os trabalhadores e trabalhadoras a procurarem o sindicato de suas categorias sempre que desconfiarem ou forem vítimas de golpes e fraudes.

Segundo ela, a fraude, na maioria das vezes, é feita antes do contrato de trabalho ser assinado e os sindicatos estão habilitados a fazer a denúncia no MPT.

Os golpistas estão sujeitos a dois processos: um de ordem civil e outro, penal. “O civil é uma ação pública aberta pelo MPT por delito trabalhista. De ordem penal, os envolvidos podem ser processados criminalmente por estelionato, vantagem ilícita, falsidade ideológica e fraude na Justiça comum”.

O MPT-SP não tem pesquisas com dados mais concretos, mas pelas denúncias que o órgão tem recebido, a procuradora Eliane Lucina diz que “o número de golpes a trabalhadores realmente vem aumentando com o desemprego”.

E os exemplos de exploração e golpes se multiplicam em todo país. Em São Paulo, a procuradora está trabalhando em uma denúncia de uma vendedora de uma grande rede de lojas, que foi obrigada a comprar a nova coleção de roupas da própria loja para começar a trabalhar. Ela só trabalhou um mês, na época do Natal, e gastou cerca de R$ 2 mil na compra de roupas que não precisava, conta Eliane Lucina.

“Para piorar, a loja não desconta o valor no contracheque, obriga seus funcionários a pagarem com o próprio cartão de crédito”, diz a procuradora, que abriu sindicância contra a rede de lojas, cujo nome só poderá revelar quando a empresa for notificada.

Para os homens que trabalham na mesma loja, a rede exige camisa social, mais cara que as camisas polos.  “São quatro coleções ao ano. Se pegar como exemplo os R$ 2 mil em compras de uma só coleção, os funcionários chegam a gastar R$ 8 mil ao ano. Um peso muito grande no orçamento”, diz a procuradora.

Segundo ela, um exemplo recente de golpe aconteceu em Brasília. Cada trabalhador pagou R$ 50 por uma vaga  numa empresa que não existia.

Outro golpe comum é quando a empresa oferece sociedade, mas na verdade o trabalhador está sendo contratado como PJ – pessoa jurídica.

“Tive um caso contra uma Clínica de Olhos que obrigou uma enfermeira a abrir uma empresa. Depois, ela descobriu que a Clínica colocou todos os funcionários registrados na sua empresa. No caso, ela foi ‘laranja’ sem prévio conhecimento”, contou a procuradora Eliane Lucina.

Os golpes mais comuns

- Empresas que fazem treinamento prévio com vendas. O trabalhador vende os produtos durante uma semana e ao final não é contratado. Trabalhou de graça nesse período;

- Empresas que oferecem baixos salários e altas comissões, mas as metas são inatingíveis e o trabalhador nunca consegue receber sua comissão. Quando a meta é atingida, o trabalhador descobre que não tem nenhum documento escrito e a empresa aumenta a meta;

- Agências de emprego cobram taxas para encaminhamento de vagas;

- Vagas em troca de cursos. Empresas oferecem vagas desde que o trabalhador faça um curso pago para conseguir o emprego. Depois do curso, ele descobre que a vaga não existe.

Disque Denúncia

O trabalhador que quiser fazer uma denúncia deve entrar no site do Ministério Público: www.mpt.mp.br e escolher o estado onde o golpe está ocorrendo.

Mais de 30 mil pessoas lotaram o centro do Rio em mais uma homenagem à defensora dos direitos humanos

O ato inter-religioso fechou a caminhada que percorreu a Avenida Rio Branco entre a Candelária e a Cinelândia - Créditos: Midia Ninja

O ato inter-religioso fechou a caminhada que percorreu a Avenida Rio Branco entre a Candelária e a Cinelândia / Midia Ninja

Brasil de Fato - Nesta terça-feira (20) milhares de pessoas voltaram ao centro do Rio para protestar e pedir justiça pelo assassinato da ex-vereadora do Psol, Marielle Franco, morta na semana passada, e seu motorista Anderson Gomes. A data marcou o sétimo dia do crime, e além de uma manifestação política de resistência, foi realizado um ato inter-religioso pela memória da defensora dos direitos humanos. Segundo a organização, mais de 30 mil pessoas estiveram presentes na manifestação que começou na Igreja da Candelária e foi até a Cinelândia.

As mobilizações em torno do do assassinato de Marielle tem movimentado milhares de pessoas no Brasil e no mundo. Jornais internacionais, como Washington Post trouxeram a questão em suas capas e a perseguição à lideranças políticas no Brasil voltou para o centro da política. No Rio, as mobilizações desde a semana passada, no centro da cidade e no Conjunto de Favelas da Maré no último domingo (18), todos lotados, marcam uma virada política nos movimentos de resistência aos retrocessos atuais.

“Essas mobilizações são um recado para aqueles que pensavam que era possível deter a luta pelos direitos humanos em um Brasil com uma democracia tão frágil. O mundo inteiro hoje está com os olhos voltados para o Brasil e mais do que simplesmente para cá, mais do que para Mari, mas para o que ela representava, as lutas que ela tocava”, disse Talíria Petrone, vereadora de Niterói pelo Psol  e amiga pessoal de Marielle. “Ela tinha lado, embora queiram dizer que não. E o lado dela era contra esse lado que fez essa execução. E é a favor das lutas da Mari que estão as mobilizações do mundo inteiro”, declarou.

Durante o ato, dentre os diversos posicionamentos, muito se falou na necessidade de intensificar a resistência nas ruas. A cantora Gaby Amarantos esteve presente e disse que a luta de Marielle conseguiu sensibilizar o país de uma forma que "dessa vez não deu pra ficar só em casa". “Eu espero sinceramente que a gente consiga discutir mais esse assunto, não só do genocídio do povo negro e das bandeiras que ela carregava. E que a gente consiga caminhar a uma união necessária nesse momento”, refletiu a cantora paraense. “Não dá mais pra cada um ficar de um lado, cada um na sua bolha, sem pensar em como tirar o Brasil dessa situação. Eu espero que isso aconteça”, afirmou.

Diversos políticos de esquerda também estavam no ato e ressaltaram a importância da cobrança de justiça para esse crime. “Eu acho que isso pode inclusive unir vários setores das forças progressistas porque é algo ainda mais revoltante dentro desse contexto. Não só de uma execução política, mas também uma execução política em um Estado que está sob intervenção”, chamou atenção o ex-ministro da relações exteriores, Celso Amorim (PT). “Então quando as pessoas perguntam se a intervenção já disse a que veio, eu não sei, mas ela já disse a que não veio, porque não soube proteger a Marielle”, declarou.

O deputado federal pelo Psol, Glauber Braga, disse que o partido ainda está muito abalado. “A gente ainda está impactado pelo que aconteceu, ainda trabalhando para que a investigação seja feita, se aprofunde. Que o mandante e o executor e a motivação sejam necessariamente esclarecidos. Além disso, estamos aqui para fazer a defesa do legado da Marielle, aquilo que ela defendia”, completou.

A deputada federal Jandira Feghali, do PCdoB, acredita que as mobilizações vão convergir para que crimes políticos tenham um freio. “Vai aumentar, vai se acumular e nenhum crime político mais vai ser aceito nesse país. Muito menos contra uma mulher que representa essa maioria da sociedade, que é o povo preto, pobre e que está na boca do fuzil todos os dias”.

Tanto Glauber, quanto Jandira fazem parte do grupo de parlamentares que fez um pedido de criação de uma comissão externa da Câmara dos Deputados para acompanhar a investigação da morte de Marielle.

Todas as gerações presentes

A aposentada Maria Soares, de 93 anos, foi mais uma vez à luta. Ela, que fez questão de caminhar junto as outras milhares de pessoas da Candelária à Cinelândia, contou que milita desde os 25 anos e já viu essa história outras vezes. “Isso acontece todo dia, é matança de indígenas, dos trabalhadores do campo. Todo mundo quer luta pra mudar esse estado de coisas é perseguido. É Chico Mendes, a irmã Doroty, mas a gente tem que continuar enfrentando”, foi taxativa. Mas em todos esses anos ela ainda se surpreende. “Eu fico aturdida com o que aconteceu. Foi uma perda muito grande pelo muito que ela poderia fazer ainda, mas por outro lado ela despertou muita gente, o mundo inteiro. Esse sistema não esperava essa repercussão”, disse esperançosa.

O ato uniu pessoas de vários movimentos sociais, pessoas que nunca tinham participado de grandes manifestações, de todas as idades e realidades. A estudante de psicologia Victória Benfica, 19, chamou atenção para o símbolo que Marielle é. “A morte da Marielle enquanto mulher negra, periférica, lésbica, e que lutava pelos direitos humanos e contra a intervenção militar é uma perda muito grande pensando no que ela representa e no que ela fez”, lamentou.“O que aconteceu com a Marielle é um aviso para todos nós, povo, de que eles não estão de brincadeira. E é sempre importante lembrar que isso tem a ver com o golpe que está em curso no país. Então todo mundo que está aqui está lutando também contra esse golpe, contra essa intervenção militar e pela democracia. O assassinato da Marielle é um tiro contra a democracia brasileira.”

A manifestação chegou à Candelária por volta das 19:30h onde um palco foi montado em frente à Câmara dos Vereadores. Lideranças religiosas e grupos culturais, como a Orquestra Música pela Democracia, esperavam os manifestantes para o início de uma cerimônia em homenagem à memória da lutadora no sétimo dia desde seu assassinato, na última quarta feira (14).

Frei Tatá, da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Nilópolis, na baixada fluminense, conhecia Marielle e disse que “a ficha ainda estava demorando a cair”. “É um momento muito difícil, mas também é muito bonito. Acho que todo mundo aqui está unido dizendo que a vida é muito mais forte que a morte”, disse o sacerdote franciscano. Marielle foi criada por uma família católica e mais tarde também se ligou à religiões de matrizes africanas. “O catolicismo acredita na ressurreição. As matrizes africanas também falam da vida, ao próprio Olorum, Olodumare. Muda os nomes, mas é o Deus da vida. Eu acredito que as nossas diferenças nesse momento são riquezas e que vamos afirmar que o humano não quer mais violência, basta de violência”, reforçou.

Por fim, o frei relembrou o significado do sétimo dia. “O sétimo dia para a Igreja Católica em um significado muito grande. No sétimo dia, Deus descansou da obra e no livro [sagrado, a bíblia] está assim: e Deus viu que tudo era bom. E voltou para o barro, mas disse que tudo era bom. Saiu do barro e do barro deu o melhor. Deu Marielle”, se emocionou. “E é bonito como que com 38 anos de vida a Marielle está dando esse exemplo para nós, de pessoa, de mulher, de cidadã, de parlamentar, ficou o exemplo. Ela era de um brilho muito grande", concluiu.

Edição: Raquel Júnia

A notícia do fechamento da FAFEN Bahia levou centenas de pessoas ao plenário da Câmara Municipal de Camaçari, na tarde desta terça-feira, 20/03, durante audiência pública para tratar sobre o assunto.

A diretoria do Sindipetro Bahia, vereadores, deputados estaduais e federais e o prefeito de Camaçari, Elinaldo, falaram para um plenário lotado composto por trabalhadores diretos e indiretos da FAFEN, representantes de diversos sindicatos, como Sindiquímica BA, Sindiquímica PR, Sindiborracha BA, Sinditicc BA e Sindicato dos Vigilantes BA. Além de comerciantes e a população de Camaçari. A audiência foi proposta pelo Sindipetro Bahia e organizada pelo vereador Marcelino (PT - Camaçari).

No rosto da maioria era possível ver estampada a preocupação com as consequências negativas que virão com o fechamento da FAFEN, que vão desde a perda de empregos e a redução na arrecadação de impostos até a quebra na cadeia produtiva, podendo provocar o fechamento de outras empresas do Polo Petroquímico de Camaçari.

Essa preocupação foi externada pelo diretor industrial do Grupo Unigel, Edson de Paiva Alves. Ele informou que o Grupo é o principal cliente da FAFEN, “95% da produção de amônia da FAFEN é direcionada à Unigel, e sem matéria-prima a gente também para”, desabafou o executivo que propôs articular forças junto ao COFIC para realizar uma reação em conjunto.

Aliás, a necessidade de união independente de ideologia ou partido político, esteve presente nas falas da maioria dos vereadores, deputados e do prefeito. O deputado federal Luiz Caetano (PT-BA) anunciou que irá propor uma sessão especial na Câmara Federal para tratar sobre o assunto. Já o deputado estadual Rosemberg Pinto (PT-BA) lembrou que não é a primeira vez que tentam fechar a FAFEN, “na década de 1990 conseguimos reverter isso e vamos conseguir novamente”, afirmou.

O deputado estadual Joseildo Ramos (PT-BA), propôs a criação de uma grande frente com todas as bancadas parlamentares do Nordeste para ir à Brasília mostrar a gravidade da situação. O prefeito, Elinaldo, informou que agendou uma reunião com o Diretor Executivo de Refino e Gás Natural da Petrobrás, Jorge Celestino, na quarta-feira, 21/03, às 14h, para tratar sobre o fechamento da empresa e suas consequências negativas. O diretor do Sindipetro Bahia, Radiovaldo Costa, que também participará da reunião, afirmou que levará argumentos fortes para que essa medida seja revertida.

Para Radiovaldo “é muito fácil o presidente da Petrobrás, em seu escritório, tomar uma decisão dessas como se estivesse fechando uma porta”. Com isso “ele opta por priorizar a importação de fertilizantes, gerando empregos em países como a Rússia, Alemanha e Estados Unidos e retirando milhares de postos de trabalho do Brasil, além de reduzir a arrecadação de municípios e estados”, denunciou Radiovaldo.

A Petrobrás anunciou o fechamento das plantas de fertilizantes da Bahia e Sergipe  e a venda das FAFEN`s  Paraná e Mato Grosso do Sul. Na quinta-feira, 22/03, acontece outra audiência pública, na Câmara Municipal de Dias D’ávila, organizada pelo vereador  Thiago Saraiva (PDT – Dias D’ávila).

Via Sindipetro Bahia

Trabalhadores e trabalhadoras do Sindipetro de Minas Gerais estão denunciando a cobrança, de forma indevida, referente ao equacionamento do Plano Petros 1. O Sindicato está entre os cinco que conseguiram uma liminar suspendendo o equacionamento pelo valor máximo e determinando a cobrança pelo mínimo.

Segundo o sindicato, apesar da decisão, a Petros descontou a primeira contribuição extra dos participantes e assistidos no pagamento efetuado no último dia 10 de março. Neste caso, a empresa está sujeita ao pagamento de uma multa, mas a 28ª Vara Cível de Belo Horizonte ainda não se posicionou sobre a petição do Sindicato.

A Petros também ainda não informou qual procedimento será realizado em relação aos beneficiários da liminar que tiveram os descontos em seu último contracheque.

 

Outros sindicatos

Além de Minas, outros quatro sindicatos também obtiveram liminar suspendendo o equacionamento pelo valor máximo e determinando a cobrança pelo mínimo. São eles: Sindipetro Unificado de São Paulo, Sindipetro São José dos Campos, Sindipetro Rio Grande do Norte e Sindipetro de Duque de Caxias.

No caso do Unificado de São Paulo, a Petros recorreu da liminar, mas a Justiça manteve a decisão que impede o equacionamento do PP-1 pelo teto. A medida ressalta que “a liminar concedida assegura situação menos gravosa aos participantes do plano de previdência” e, por isso, foi mantida.

 

             Nesta quarta-feira, 21, o MST realiza um teste no cinema itinerante do acampamento Luiz Maranhão, nas terras da antiga usina Cambaíba, em Campos dos Goytacazes. A exibição está programada para iniciar às 19h.

            A organização espera que companheiros de luta compareçam com suas famílias para assistirem um belo filme e ver de perto está linda estrutura de cinema que leva alegria muitas famílias.

           

 

 

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