Da Imprensa da FUP - Mais uma vez, o Conselho de Administração da Petrobrás protege os “agentes” do mercado, com salvaguardas vergonhosas para que continuem atuando impunemente contra os interesses da empresa. A decisão de afastar temporariamente João Elek Junior do cargo diretor de Governança, Risco e Conformidade é um escândalo. A sua demissão é o mínimo que deveria ter acontecido, diante de todas as evidências de conflito de interesses que pesam contra ele.

Mas o que esperar de um Conselho de Administração desmoralizado, que foi capaz de aprovar o teste de integridade de Pedro Parente, mesmo ciente dos conflitos de interesses que envolviam a sua indicação? Os mesmos conselheiros que atenuaram a punição de Elek sempre fecharam os olhos para o fato de Parente ser sócio da Prada, consultoria presidida por sua esposa, que tem por foco a maximização das fortunas de milionários, cujos recursos investidos no mercado financeiro são altamente impactados pelas decisões da Petrobrás.

Quando o CA aprovou o teste de integridade dele, a FUP questionou formalmente a empresa sobre os critérios que utilizou. “Foram considerados itens de verificação como participação societária, histórico falimentar, processos judiciais e/ou administrativos transitados em julgado, dentre outros”, respondeu a Ouvidoria Geral da Petrobrás, esclarecendo, no entanto, que ”o referido procedimento não possui caráter impeditivo vez que compete ao gestor, ou no presente caso, ao Conselho de Administração, a aprovação da indicação do profissional”.

Até mesmo o Programa de Prevenção da Corrupção criado pela Petrobrás condena “qualquer situação gerada pelo confronto entre os interesses do Sistema Petrobras e os particulares de seus empregados, que possa vir a comprometer os interesses do Sistema Petrobras ou influenciar de maneira imprópria o desempenho das atividades dos nossos empregados”.

A advertência que João Elek recebeu da Comissão de Ética Pública da Presidência da República, mesmo não tendo caráter punitivo, escancara a permissividade dos gestores da Petrobrás com os atos ilícitos cometidos pelo alto escalão. É muito grave o fato de um diretor ter contratado sem licitação, por R$ 25 milhões, a empresa onde a filha estava passando por processo de seleção.

Os fatos relatados no próprio comunicado da Petrobrás evidenciam o conflito de interesses e a omissão da empresa:

O processo seletivo da filha de Elek durou “de setembro de 2015 a março de 2016”
“O contrato da Petrobras com a empresa de auditoria (Delloit) foi assinado em 18/12/2015”
“Em março, o diretor comunicou à comissão de ética da Petrobras que sua filha havia sido contratada”.
Sendo a filha do diretor funcionária da Delloit ou em processo de admissão, qualquer uma dessas situações por si só já seria impeditivo para a contratação da empresa. Há conflito de interesses claro em ambos os casos.

É, portanto, inadmissível o Conselho de Administração da Petrobrás abonar esse tipo de conduta, ao afastar temporariamente João Elek, quando os fatos exigem rigor e punição exemplar, principalmente sendo ele diretor de Governança, Risco e Conformidade, diretoria com super poderes, que foi criada justamente para coibir situações potenciais de corrupção na empresa.

O próprio Elek autorizou demissões e suspensões de trabalhadores que não tinham envolvimento em fatos tão graves quanto o dele. Em entrevista esta semana à rádio CBN, ele defendeu rigor absoluto nos testes de integridade dos funcionários: “É claro que aquele que está querendo fazer uma coisa errada e vê alguém em seu caminho, reage de maneira negativa. Mas, de uma maneira geral, as pessoas aceitam porque o público interno da Petrobras tem um nível sócio-cultural e de valores muito bom. É uma pena que tão poucos tenham causado uma mágoa tão grande na reputação da empresa".

Se o Conselho de Administração não teve coragem de demitir o diretor por conflito de interesses, ele próprio deveria pedir para sair.

 

Em nota divulgada nesta quinta-feira, 24, se contrapondo ao anúncio do governo Temer que, além da Eletrobrás, incluiu em seu programa de privatização outras 57 empresas e projetos estatais, o Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas conclama todas as categorias organizadas e movimentos sociais a somarem força na manifestação do dia 03 de outubro que a FUP e o MAB organizam em defesa da soberania nacional. Nesta data, a Petrobrás, principal empresa pública do pais, completará 64 anos de existência e resistência à sanha dos entreguistas.

Leia a íntegra da nota do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas:



O Brasil não está à venda

O governo federal anunciou ontem, 23 de agosto, um pacote de privatizações que inclui 57 empresas e projetos, oficializando a ameaça de que passaria às mãos de investidores privados tudo que fosse “privatizável”. A lista inclui dezenas de aeroportos, terminais portuários e de energia (hidrelétrica, petróleo, gás), a Lotex (loteria da Caixa) e a Casa da Moeda, além da Eletrobras, cujo anúncio de venda havia sido feito no dia anterior. Com isso, as ofensivas ao patrimônio público feitas desde o início do golpe tornam-se reais, exigindo reação urgente em defesa da sociedade brasileira e seus trabalhadores.

É assim que, com esse objetivo, o da resistência, o Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas conclama todas as entidades que se opõem às privatizações a participar de um grande ato que será realizado no Rio de Janeiro no próximo 3 de outubro. Idealizada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) e o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), a manifestação pretende reunir representantes dos movimentos sindical, social e demais atores da sociedade civil para deixar claro que o desenvolvimento do Brasil passa necessariamente pela manutenção de bens, serviços e empresas públicas, e que essa riqueza não será entregue ao grande capital e multinacionais.

Nesse grande desafio é fundamental a organização e presença de todos aqueles que representam os trabalhadores e cidadãos brasileiros a partir do engajamento de entidades sindicais, associativas e sociais. Todas elas estão convidadas a participar do comitê, ajudando a divulgar em suas categorias e comunidades os grandes riscos a que estamos submetidos com as privatizações. Para mais informações e contatos, acesse o site e facebook do comitê (comiteempresaspublicas.com.br) ou entre em contato pelo e-mail  O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

O Brasil não está à venda. E essa resposta daremos com nossa mobilização crescente, ao lado de milhões de brasileiros.

Maria Rita Serrano - Coordenadora do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas

A postura de um chefe de plataforma da UO-Rio, denunciada nesta semana pelo sindicato e publicada nesta edição do Nascente, que pressionou dois trabalhadores contratados a realizarem, após a jornada normal, um serviço “rápido” que durou até às 5h da manhã do dia seguinte, totalizando 22 horas de atividade ininterrupta, é um sintoma nítido do agravamento da precarização do trabalho, que só tende a piorar com as consequências da reforma trabalhista. É só o começo se não houver uma grande reação nacional. O momento é de extrema vulnerabilidade dos trabalhadores.

Por outro lado, a postura dos trabalhadores da Petrobrás que denunciaram o caso nefasto ao sindicato é a mostra de que podemos ter esperança, de que ainda existe muita gente que não se cala ao ver companheiros serem massacrados por chefetes insanos e autoritários.

As relações de trabalho são, históricamente, relações de conflitos, que precisam ser assumidas como tal para que as normas que as regulamentam sejam concebidas para proteger o lado mais fraco, o de quem vende a força de trabalho. Para precarizar esta relação, contratar de forma cada vez mais barata, o Capitalismo busca manter um exército de reserva, formado por desempregados, e um ambiente o mais desregulado possível, para que a única voz reguladora seja, na prática, a do patrão.

Este caso na UO-Rio é apenas um exemplo, entre milhares que surgem cotidianamente na Bacia de Campos, do que a coação é capaz em uma empresa gestada pela lógica neoliberal. “Manda quem pode, obedece quem tem juízo”, é a lei que querem fazer imperar, manipulando as expectativas negativas que todos têm em um cenário de desemprego, perseguições e reduções salariais.

Vamos resistir! Fascistas, em todos os lugares, não passarão!

 

[Nascente 1006]

 

O 13º Torneio de Futsal do Sindipetro-NF -  "Gols de luta e resistência" - chegou à fase de semifinais.  Na terça, 22, as equipes Primos x Estrela e Furia Normatel x Comal se enfrentaram, passando para a nova fase apenas Primos e Furia Normatel. Nesta quinta, 24 acontecem mais dois jogos a partir das 19h30 entre Independente x Cata Cata e Submarino x Baker. 

Os jogos acontecem sempre nos dois horários 19h30 e 20h30, na quadra do Tênis Clube de Macaé (Ginásio Juquinha)Participam as equipes Barsemlona, Pré-Sal, Passa Drible, Fúria Normatel, Cata Cata F.C., Albacora, CABP, Submarino (Atual Campeão), Comau do Brasil, Quem nunca? F.C., Baker Drilling, Estrela F. C, Bola Cheia, Independente, Primos F. C. e Família F.C.

As partidas semifinais acontecem no dia 28 de agosto e  a grande final no dia 1º de setembro. Clique aqui e veja o álbum de fotos no facebook.

Começa nesta quarta, 23, o Seminário de Planejamento da Direção Nacional da Confederação Nacional do Ramo Químico – 1ª Etapa, no Hotel Mônaco, em Guarulhos/SP. A programação inclui a atualização sobre a Conjuntura Política, Econômica e Sindical com o técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio e informações sobre funcionamento da CNQ, Estatuto e atribuições das Secretarias.

O Seminário vai até o dia 25 e conta com a participação do diretor do NF, Wlson Reis, que faz parte da nova direção da Confederação.

Imprensa da FUP - Alvo de duras críticas da FUP, desde que assumiu a Diretoria de Governança, Risco e Conformidade da Petrobrás, em 2015, João Adalberto Elek Junior recebeu advertência da Comissão de Ética Pública da Presidência da República por ter violado a lei de conflito de interesses. Contratado a peso de ouro no mercado para ser o xerife que blindaria a companhia de crimes de corrupção, ele contratou  para serviços de auditoria e consultoria a empresa onde a filha trabalha, o que configura claramente conflito de interesses.

A notícia foi divulgada pela Revista Exame, que teve acesso ao processo onde Elek foi investigado.  A Delloitt, empresa onde a filha dele trabalha, foi contratada pela Petrobrás “SEM LICITAÇÃO, PELO VALOR DE R$ 25 MILHÕES”, segundo a reportagem.  A gestão da petrolífera saiu em defesa do diretor, afirmando que ele “recorrerá nos próximos dias da decisão da Comissão de Ética Pública”.

Em nota aos trabalhadores, a Petrobrás informou ainda que o Conselho de Administração montou uma comissão especial para analisar o caso e concluiu que “não há quaisquer indícios de conflito de interesses”.  Um dos argumentos é de que a filha de Elek teria sido admitida pela consultoria antes dele autorizar a contratação da empresa.  Esse fato por si só já seria suficiente para inabilitar qualquer possibilidade de contratação da Delloit.

Se o diretor da área de Conformidade não vê problemas em admitir a própria filha para auditar a Petrobrás, imagine o que mais pode ser permitido por sua diretoria, que tem poderes quase que absolutos para intervir em qualquer área da companhia?

Quando a Petrobrás anunciou em 2014 a criação da Diretoria de Governança, Risco e Conformidade e colocou nas mãos do mercado a indicação de seu titular, a FUP já alertava que o objetivo não era coibir a corrupção e sim enquadrar a gestão da empresa aos interesses privados. Todas as decisões da companhia, por exemplo, passam primeiro pelo crivo do diretor de governança. Ou seja, o mercado tem mais influência e poder sobre a Petrobrás do que o próprio Estado, que é o seu acionista controlador.

É no mínimo preocupante que um diretor com tanto poder esteja legislando em causa própria. A advertência que Elek recebeu da Comissão de Ética Pública da Presidência da República foi muito pouco, pois não tem caráter punitivo. A Comissão de Ética da Petrobrás até agora sequer se posicionou sobre o fato. Por muito menos, a empresa autorizou demissões e suspensões de trabalhadores que não tinham envolvimento em fatos tão graves quanto o dele.  

A FUP exige o afastamento imediato de João Elek, que não tem condições éticas, nem morais de continuar na gestão da Petrobrás, muito menos à frente da Diretoria de Governança, Risco e Conformidade.

Nesta quarta-feira, 23, o Conselho de Administração terá uma reunião extraordinária para avaliar o assunto. Os conselheiros tomarão as devidas providências ou continuarão fingindo que não há nada de mais em um diretor contratar a empresa de auditoria onde a própria filha trabalha?

Nesta quarta-feira, 23,  acontece o lançamento do 8º Encontro Nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens. Com o lema “ÁGUA E ENERGIA COM SOBERANIA, DISTRIBUIÇÃO DE RIQUEZA E CONTROLE POPULAR" , às 18h, no Parque Tecnológico de Itaipu - PTI. O evento contará com a participação de coordenadores do MAB - Movimento dos Atingidos por Barragens, do MST e de outros movimentos sociais, ativistas e sindicatos parceiros.

“O MAB tem uma grande importância, porque talvez seja o movimento que faça um enfrentamento mais direto ao capital internacional. Por isso, não estamos juntos apenas para prestar solidariedade, mas porque todos somos companheiros na luta contra o imperialismo.”, afirmou o coordenador da Federação Única dos Petroleiros (FUP) José Maria Rangel.

O Encontro Nacional do movimento ocorrerá no Rio de Janeiro durante os dias 1 a 5 de outubro de 2017, reunindo milhares de atingidas e atingidos por barragens de todas as regiões do Brasil e terá momentos abertos ao público e outros internos. 

"No período do 8º Encontro também vamos denunciar os dois anos do crime cometido pelas mineradoras multinacionais Samarco, Vale e BHP Billiton no Rio Doce/MG, onde os direitos de milhares de famílias atingidas estão sendo violados e as empresas e seguem impunes" - dizem os organizadores.

Serviço:
Quarta-Feira 23 de agosto
às 18h
Bloco: 03, Espaço: 04, Sala: 01 (B3 E4 S1 / 341) que fica no Parque Tecnológico de Itaipu - PTI.


O diretor do Sindipetro-NF, Eider Siqueira, esteve ontem, 22, no Porto do Açu, para uma setorial com os trabalhadores da Oiltanking, onde apresentou a nova diretoria. Os trabalhadores apresentaram sugestões em relação ao Acordo Coletivo vigente, que será apresentado em uma próxima mesa de negociação.

Em setembro do ano passado os trabalhadores Oiltanking Açu Serviços aprovaram a filiação ao Sindipetro-NF e esse ano, trabalhadores da Oiltanking Açu Logística também aprovaram a representação.

No último período a classe trabalhadora vive um cenário de intensa perda de nossos direitos, com maior destaque para a perda dos direitos da juventude trabalhadora (reforma do ensino médio, retirada de recursos da educação, congelamento dos investimentos em educação e saúde) e tantos outros ataques.  

Por entender que a luta passa pela  formação política que nos dias 26 e 27 de agosto, a Plataforma Operária e Camponesa de Energia realizará a 2ª etapa do Curso de Formação de Formadores do estado do Rio de Janeiro, na sede do Sindipetro-NF em Macaé.

Aprofundar o conhecimento sobre o atual estágio da produção de petróleo e energia no Brasil, principalmente no estado do Rio de Janeiro, e sua implicação para as áreas da educação, saúde, emprego e direitos, com a finalidade de criar as bases para intensificar o trabalho de base para a luta em defesa do pré-sal e da Petrobras são os objetivos principais do curso.

"A proposta desta formação é de médio e longo prazo e servirá para qualificar um grupo estadual de Formadores da Plataforma, que já começaram a desenvolver a tarefa de debater o tema em grupos regionais (Rio/Niterói e Baixada Fluminense). Este, portanto, é o segundo de uma série de encontros estaduais que devem se realizar nos próximos dois anos" - explicam os organizadores.

Qualquer pessoa  que queira ampliar seus conhecimentos sobre a temática pode participar. Para isso deve se inscrever até às 12h de sexta, 25, pelo telefone (22) 2765-9550.

Plataforma Operária e Camponesa

A Plataforma Operária e Camponesa da Energia foi criada em 2010, a partir de um esforço de trabalhadoras e trabalhadores eletricitários, petroleiros, engenheiros, atingidos por barragens e camponeses, com o objetivo de ser um espaço de diálogo para avançar na construção de um Projeto Enérgico Popular para o Brasil. No decorrer do tempo, outros trabalhadores e trabalhadoras foram se incorporando, dentre eles os/as da educação e a juventude, que passaram a construir a Plataforma com a perspectiva de defender os investimentos do petróleo para a educação, saúde e emprego.

 

Programação:

Sábado – 26/08

7h30 – Café

 9h30 - Mística de abertura

- Organicidade

- Resgate histórico da Plataforma nacional e estadual

10h  – O petróleo é nosso! A importância da Petrobrás e do pré-sal para o Brasil"

Roberto Moraes – Professor do Instituto Federal Fluminense

Tezeu Bezerra – Coordenador-geral do Sindipetro NF

 11h – Debate

12h30 – Almoço

14h – A Plataforma Operária e Camponesa da Energia: a luta pela construção de um projeto energético popular

15h - Comunicação popular e os desafios da esquerda brasileira no diálogo com os trabalhadores

Cláudia Santiago – Núcleo Piratininga de Comunicação

16h30 – Intervalo

17h  – Oficinas de comunicação

18h30 – Encerramento

20h – Ato de Lançamento do 8º Encontro Nacional do MAB

Confraternização

  

Domingo – 27/08

7h – Café

8h30 – Discussões estratégicas: construção e continuidade da execução dos planos de lutas

Encaminhamentos e avaliação

12h30 – Mística de encerramento

Retorno

 

Local:

Sede do Sindipetro-NF

Endereço: R. Tenente Rui Lopes Ribeiro, 257 - Centro, Macaé - RJ

Telefone: (22) 2765-9550

 

A diretoria do Sindipetro-NF realizou no dia 21, às 10h, uma mesa de negociação relativa ao ACT 2016/2017 com representantes da Frank´s. Como não houve consenso na negociação, porque não contempla o reajuste pelo ICV-Dieese do período que é de 8,57%, a diretoria do NF indica a rejeição da proposta apresentada.  

Participaram pelo NF os diretores, António Carlos Pereira (Bahia) e Sérgio Borges, além do assessor jurídico, Nestor Nogueira. " As empresas precisam reconhecer o trabalho desempenhado pela sua força de trabalho. O NF não aceitará que as empresas reduzam direitos dos trabalhadores representados pela entidade, por isso indicamos a rejeição" - afirma Bahia. 

 

Devido aos inúmeros ataques que Petrobras vem sofrendo após o golpe que colocou Mishell Temer na presidência e Pedro Parente na direção da empresa, o Sindipetro-NF realiza nesta quarta, 23 de agosto, às 20h, uma transmissão ao vivo no seu Facebook sobre o Desmonte da Petrobrás.

Participe e venha debater com a direção do sindicato a venda de ativos que incluem refinarias e 14 plataformas da Bacia de Campos e as propostas do movimento sindical inclusos na Pauta pelo Brasil. Clique aqui.

O Sindipetro-NF recebeu denúncia de trabalhadores da Petrobrás, em uma plataforma da UO-Rio, de que a gerência da unidade submeteu trabalhadores terceirizados a uma jornada extenuante e sem atendimento de condições obrigatórias de segurança. O caso é grave e está em apuração pela entidade.

O sindicato solicitou dos trabalhadores o envio de mais informações, a realização de uma reunião extraordinária de Cipa e a produção de um documento coletivo que detalhe a ocorrência. A plataforma está com efetivo reduzido.

As informações iniciais são as de que dois técnicos de instrumentação contratados, após um dia exaustivo de trabalho no guindaste, foram "convidados e autorizados" pelo Coman (Coordenador de Manutenção) a fazer um serviço após o expediente, sendo convencidos de que seria rápido o serviço.

De acordo com o diretor do Sindipetro-NF, Leonardo Ferreira, a tarefa consistia em instalar uma linha de tubbings — tubo de pequeno diâmetro — entre as bombas de produtos químicos.

"A PT (Permissão de Trabalho) deveria ser emitida com APN2 (Análise Preliminar de Nível de risco), já que a pressão da linha era de 180 Kgf/cm2, mas o trabalho acabou sendo executado com uma PT simples e com um número de GIM (documento de Gestão Interna de Mudanças) que, ao que tudo indica e ainda estamos apurando, pode ter sido inventado", relata o diretor.

O operador teria sido coagido a emitir a PT nestas condições irregulares e o serviço, que "era rápido", durou 10 horas, se estendendo até às 5 da manhã do outro dia, fazendo com que a jornada dos trabalhadores envolvidos durasse 22 horas.

O sindicato indica ainda que trabalhadores de outras plataformas onde estejam acontecendo situações semelhantes enviem denúncias coletivas para a entidade.

 

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