Brasil de fato - A Federação Única dos Petroleiros (FUP) comemorou a demissão de Pedro Parente do comando da Petrobras. Essa era uma das principais reivindicações da categoria, que realizou paralisações e protestos nessa semana em diversas cidades do país. 

Em um comunicado divulgado à imprensa na manhã desta sexta-feira (1), a empresa informou a saída do executivo da presidência. “A Petrobras informa que o senhor Pedro Parente pediu demissão do cargo de presidente da empresa na manhã de hoje. A nomeação de um CEO interino será examinada pelo Conselho de Administração da Petrobras ao longo do dia de hoje. A composição dos demais membros da diretoria executiva da companhia não sofrerá qualquer alteração. Fatos considerados relevantes serão prontamente comunicados ao mercado”, disse o comunicado.

Para a diretora da FUP, Cibele Vieira, apesar da vitória, não basta mudar o nome de quem preside. É preciso uma mudança substancial na política de gestão da estatal. “A gente considera uma grande vitória das mobilizações, da greve de alerta. Agora, não adianta nada vir outro e continuar fazendo a mesma coisa. O que a gente quer é alguém que volte a pensar a Petrobras para o povo brasileiro. Não adianta colocar outra pessoa e manter o preço atrelado ao preço internacional”.

Segundo Vieira, outra grande vitória do movimento grevista foi a ampliação do debate com toda a sociedade, que sofre com a política de preços da Petrobras. “Quando começou a greve dos caminhoneiros as pessoas não sabiam o que estava acontecendo dentro da Petrobras. Que a empresa estava reduzindo carga, para aumentar a importação de propósito, para conseguir vender as refinarias. Conseguimos colocar isso em pauta, debater com o povo e agora a gente pede soluções permanentes”. 

Depois de serem multados em R$ 2 milhões diários pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), os petroleiros anteciparam a retomada dos trabalhos na quinta-feira (31). Mas prometem seguir mobilizados rumo a uma greve por tempo indeterminado, caso não haja mudanças concretas na política de gestão da estatal. 

“A paralisação é contra o desmonte da Petrobras. Se eles cancelarem as vendas de refinarias, por exemplo, se mudarem a política de preços, podemos repensar. A gente não faz paralisação porque gosta, mas por um objetivo. Se for necessário, vamos sim fazer a greve por tempo indeterminado”, afirmou Cibele.

A Petrobras deve anunciar ainda nesta sexta o nome da pessoa que irá presidir a empresa.  

Érica Aragão, Rosely Rocha e Tatiana Melim / Da Imprensa da CUT - A demissão de Pedro Parente da presidência da Petrobras, um dia após a greve dos petroleiros - que sofreu perseguição do governo ilegítimo e golpista de Michel Temer e teve de ser suspensa devido à multa milionária imposta pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) - é uma vitória da categoria que denunciou à sociedade brasileira a absurda política de reajustes nos preços dos combustíveis e gás de cozinha alinhados ao mercado internacional. A decisão foi anunciada na manhã desta sexta-feira (1°), após reunião com Temer.

“Pedro Parente vai entrar para história como um péssimo gestor. Aquele que fez os brasileiros ficarem sem gasolina, sem energia elétrica, sem mantimentos. Ele não merece nem sequer passar mais na porta da Petrobras”, disse o coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros, José Maria Rangel, ao comentar a demissão de Parente, que estava no comando da estatal desde junho de 2016.

"As manifestações dos caminhoneiros e dos petroleiros conseguiram mudar a fama de bom gestor de Parente. Ele foi causador do segundo apagão do nosso País [no governo de FHC], que prejudicou imensamente a população brasileira, e agora sua política entreguista, de só olhar o mercado financeiro, causou uma crise de desabastecimento, além do desmonte de uma empresa que é patrimônio do povo brasileiro.”

Ao desmascarar os interesses privados e internacionais que passaram a pautar a gestão da Petrobras, os petroleiros, mobilizados em praticamente todas as refinarias, terminais e plataformas, conseguiram com que o representante da Shell colocado no Conselho de Administração da Petrobras renunciasse ao cargo no mesmo dia da greve, iniciada na quarta-feira (30).

Agora, como haviam anunciado, foi a vez de Pedro Parente, responsável pelo caos que se instalou no país pela paralisação dos caminhoneiros e por essa política de destruição de uma empresa que é estratégica para o crescimento e o desenvolvimento do Brasil.

A paralisação dos petroleiros, embora tenha sido impedida em sua totalidade pela Justiça, ao determinar uma multa de R$ 2 milhões por dia, saiu vitoriosa, segundo Deyvid Bacelar, do Sindipetro-BA.

Para ele, duas importantes reivindicações foram atingidas: a queda de Pedro Parente que foi colocado na presidência da Petrobras para favorecer o capital internacional e a conscientização da população que entendeu a política de preços da estatal praticada em prejuízo aos interesses de toda a sociedade brasileira que apoiou a greve da categoria.

“Saímos vitoriosos. A população apoiou a nossa paralisação e entendemos que apoiará também a greve dos petroleiros por tempo indeterminado para modificar de vez essa política prejudicial à Petrobras, aos petroleiros e à sociedade brasileira”, diz o dirigente.

Vídeo do coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros, José Maria Rangel, falando sobre a saída do Parente da presidência da Petrobrás: www.facebook.com/plugins/video.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Fcutbrasil%.

 

 

 

O coordenador geral do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra, está na sede da entidade nesta manhã e avalia com a direção do sindicato os impactos do pedido de demissão do presidente da Petrobrás, Pedro Parente, anunciado há pouco. Para ele, esta é uma vitória dos petroleiros e das petroleiras, que tiveram como uma das suas reivindicações na Greve de Advertência realizada nesta semana justamente a demissão do presidente da empresa.

"Esta é mais uma prova de que quando os trabalhadores se unem ninguém pode segurar. Apesar de toda a repressão que sofremos, apesar de toda a arbitrariedade de uma multa pesada e descabida, fizemos valer a nossa denúncia contra os desmandos deste presidente entreguista e ele não resistiu", afirma Bezerra.

A categoria petroleira, que está com greve por tempo indeterminado aprovada em assembleias e pode voltar a parar a qualquer momento, mantém o seu calendário de lutas. No Norte Fluminense, os petroleiros e petroleiras realizam, na próxima semana, o seu Congresso Regional e o Seminário de Greve.

[Foto: Elisângela Martins]

 

A imprensa está informando, no final desta manhã, que o presidente da Petrobrás, Pedro Parente, pediu demissão do cargo. A saída de Parente foi uma das reivindicações da Greve de Advertência da categoria petroleira, fundamentada em uma série de denúncias contra o executivo e na sua política de desmonte da companhia.

De acordo com as informações iniciais, o Conselho de Administração da companhia vai se reunir ainda hoje para nomear um novo presidente.

[Foto: ABr]

 

Érica Aragão / Da Imprensa da CUT - “Ele é inocente”.

Conclui a advogada da equipe de defesa do ex-presidente Lula em sua participação no “Ato Internacional de Solidariedade dos Trabalhadores e das Trabalhadoras pela libertação do ex-presidente Lula”, que aconteceu em Genebra, no fim da tarde desta quinta-feira (31).

“Ele sempre fez questão de dizer para seus advogados de defesa de sempre recorrer livremente de todas as violações e ilegalidades, porque ele nunca teve nada a esconder. Ele é hoje um homem prisioneiro político porque é inocente e está muito indignado, como qualquer cidadão, vítima de uma injustiça. Ele é consciente do momento que está vivendo e está muito chocado”, disse Valeska emocionada no fim da sua participação na atividade.

Mais de 150 sindicalistas, trabalhadores e trabalhadoras de dezenas de países de todos os continentes, que estão participando da 107ª Conferência Internacional do Trabalho, realizada em Genebra, na Suíça, marcaram presença no “Ato Internacional de Solidariedade dos Trabalhadores e das Trabalhadoras pela libertação do ex-presidente Lula" e todos ouviam atentamente a explicação sobre o processo da prisão política de Lula dada pela advogada da equipe de defesa do ex-presidente , Valeska Teixeira.

Durante o ato, um coro de “Lula livre” interrompeu a atividade.

Com tom de indignação, Valeska contou várias histórias de perseguição política do Juiz da Lava Jato, Sérgio Moro. A prisão coercitiva, com a invasão no apartamento dele, dos filhos, noras e netos e levou várias coisas que até hoje nunca devolveu, as divulgações ilegais de gravações dos advogados de defesa, a prisão política de Lula, com provas de inocência e com nenhuma certeza sobre a história do apartamento no Guarujá.

“É um juízo e tribunal de exceção que nenhum lugar do mundo permitiria. Esse é um ambiente que o ex-presidente Lula está sendo julgado”, denunciou Valeska.

Esperança

Valeska comemorou a decisão do Comitê dos Direitos Humanos da ONU, que advertiu o governo brasileiro que nenhum cidadão poderá sofrer a cassação dos seus direitos políticos sem que tenha precedido por um julgamento justo. A decisão admite julgar um mérito do artigo 25 referente ao um processo justo, independente e imparcial.

“O que coloca na verdade uma grande dúvida sobre como o jurista Sergio Moro poderá continuar conduzindo os processos relacionados ao ex-presidente sem causar danos ao Lula”, disse Valeska, que destacou a importância da decisão: “a decisão assegura a todo cidadão o direito de votar e ser eleito sem restrições infundadas”.

O auditório da casa Internacional das Associações, lugar usado por movimentos populares, em Genebra, ficou lotado de sindicalistas, trabalhadores e trabalhadoras de todos os continentes.

A organização do Ato Internacional de Solidariedade ao ex-presidente Lula foi feita por representantes de todas as seis centrais sindicais brasileiras, CUT, CSB, CTB, Força Sindical, Nova Central Sindical do Trabalhador (NCST) e União Geral dos Trabalhadores (UGT).

“A unidade das centrais é muito importante para o fortalecimento da retomada da democracia. A atividade foi para esclarecer o processo jurídico do ex-presidente Lula e dizer a importância da criação de comitês no mundo para explicar o que de fato está acontecendo com Lula”, disse o secretário de Relações Internacionais, Antônio Lisboa.

Lisboa disse animado que o ato foi muito representativo com gente de todos os continentes e destacou sobre a vinda da advogada da equipe jurídica de Lula, Valeska Teixeira.

“Por mais que as pessoas já não tenham mais dúvida com o que acontece com o Brasil e com o ex-presidente Lula sempre é bom mais esclarecimentos. Isso serve para indignar as pessoas e coloca-las em movimento. Eu acredito que a partir de agora vários outros comitês serão lançados”, destacou o secretário da CUT.

Lisboa se refere sobre outro objetivo do encontro. “Aqui foram criados vários comitês em defesa do Lula pelo mundo e a gente quer multiplicar ainda para que as informações sobre o verdadeiro acontecimento jurídico nos casos do ex-presidente Lula cheguem para todos e todas”, explicou ele.

A secretária Nacional da Mulher Trabalhadora, Junéia Batista, ficou contente em ver trabalhadores do mundo ouvindo a declaração da advogada que a mídia brasileira não conta. E sobretudo deles terem entendido que “é Lula livre e que ele tem direitos de participar da eleição”.

“A coisa importante de sentir é o apoio dos brasileiros que estão fora do Brasil, trazendo mais pessoas da região para apoiar o direito de Lula. Super importante esse apoio e o lançamento de vários comitês na Europa e América Latina, temos que continuar ter esperança para ter eleições com Lula Livre e Lula Presidente”, disse Junéia.

Centrais Sindicais Internacionais também saem indignadas

Victor Baez, secretário geral da Confederação Sindical das Américas (CSA) disse que Lula está sofrendo práticas de ditadura.

“É uma perseguição política contra Lula, que levantou um país que foi referência de todos os países do mundo. Tirou 40 milhões de pessoas da pobreza, o Brasil era um país de referência”, falou emocionado Victor.

Marita Lorenz da Central de Trabalhadores da Argentina (CTA) disse a importância dos comitês Lula Livre e a unidade das centrais, dos partidos progressistas e o movimento sindical unidos na campanha "Lula Livre".

“O PT está sofrendo um ataque político para não ter candidato, porque começou com a retirada da presidenta eleita democraticamente do poder e não querem que Lula ganhe a eleição. Seguiremos em luta por Lula Livre”, finalizou Marita.

O diretor da Central de Trabalhadores da Argentina (CTA), Pedro iniciou sua fala citando inúmeras políticas de Lula e chamou o governo do sindicalista Lula de Fenômeno, “Nós argentinos nos baseamos muito na história das lutas do Lula no ABC na década de 70, quando estávamos na ditadura militar. Lula foi condenado por construir coisas diferentes. Estamos seguros que o resultado disso tudo será positivo e vamos ter um governo popular na reconstrução do Brasil”, afirmou o sindicalista da Argentina, Pedro.

[Foto: Clair Siobhan Ruppert]

 

 

 

Assembleias realizadas pela categoria petroleira durante o dia aprovaram a suspensão da Greve de Advertência deflagrada à 0h de ontem. Além de divulgar documento que parabeniza os trabalhadores e trabalhadoras pela paralisação, a diretoria da entidade participa nesta noite de interação pelas redes sociais do sindicato.

O Sindipetro-NF recebeu atas das plataformas PCE-1, PPM-1, P-19, P-25, P-26, P-48 e P-63. Também foram realizadas assembleias em Cabiúnas e nas sedes da entidade, em Campos dos Goytacazes e Macaé. Todas as assembleias aprovaram a suspensão do movimento.

As plataformas que tiveram dificuldades para enviar resultados das suas assembleias para o sindicato ainda podem fazê-lo.

 

Aos companheiros e companheiras do Norte Fluminense

Categoria deixa sua marca no debate público sobre os combustíveis e denuncia privatização

Após assembleias hoje nas plataformas, em Cabiúnas e nas sedes do sindicato em Campos dos Goytacazes e em Macaé, a categoria petroleira na região formaliza a suspensão do movimento de greve, iniciado à 0h desta quarta-feira, 30, que tinha previsão de duração de 72 horas (com reavaliação a cada 24 horas), em caráter de advertência.

Cada trabalhador e cada trabalhadora sabe o quanto foram intensas essas últimas horas, em um momento crítico do País, e o quanto elas foram essenciais para que a categoria petroleira deixasse a sua marca cravada no debate sobre o futuro do setor petróleo e do Brasil.

Ocupamos todos os espaços possíveis para dialogar com a sociedade sobre os reais motivos da carestia nos preços dos combustíveis. Denunciamos o comportamento criminoso da gestão da Petrobrás, tomada de assalto por entreguistas traidores da pátria. Pautamos em larga escala a privatização em curso da empresa — que a imprensa esconde. Reorganizamos nossas forças e mostramos para a companhia que estamos prontos para uma Greve por tempo indeterminado. Tudo isso em pouco mais de 24 horas de paralisações e protestos nas bases petroleiras de todo o País.

Vivemos tempos sombrios. A dilapidação do Estado Brasileiro para atender às vozes ortodoxas do "mercado", aquelas que representam em números flutuantes as vontades de meia dúzia de grandes corporações e seus acionistas, avança em velocidade lancinante. Para tanto, não se furtam do uso cada vez mais banalizado da força militar e do aparato conservador jurídico, amparados que estão em uma plutocracia que, como é próprio das plutocracias, desconsidera o povo e as suas vontades.

Foi assim, de costas para o povo e distante de qualquer razoabilidade democrática, que uma ministra do TST (Tribunal Superior do Trabalho) considerou pertinente o pleito da Petrobrás e da Advocacia Geral da União, atribuindo caráter ilegal à greve dos petroleiros e estipulando multa milionária, injusta no mérito e desproporcional à realidade dos sindicatos envolvidos, para demonstrar de forma inconteste a sua parcialidade. Para tanto, nem mesmo ouviu os acusados ou esperou o movimento ter início, o que teria permitido avaliar com base em fatos as consequências da paralisação.

Querem nos dizer o que pode ser reivindicado ("pautas não políticas") e quando pode ser reivindicado ("não estão na data-base"), o que representa um retrocesso político inaceitável, uma clara suspensão dos direitos de expressão, organização e protesto, que será denunciado a organismos internacionais, como tem ocorrido com tantas outras arbitrariedades jurídicas do Brasil do pós Golpe de 2016.

Atordoado, desalentado, vitimado por condições cada vez mais restritas em oportunidades e esperanças, alienado por uma mídia comercial manipuladora, o povo brasileiro acaba por formar a sua opinião em meio a espasmos de grandes episódios e suas consequentes disputas narrativas, como ocorre com a paralisação dos caminhoneiros e com a nossa, dos petroleiros. Por isso, cada momento de disputa, por meio de ações contundentes, se torna ferramenta importante de conquista de corações e mentes. Todo esforço é válido e precioso.

Por isso, após uma discussão madura com a categoria e de avaliação do quadro nacional, com a responsabilidade institucional que cabe ao sindicato, deliberou-se em assembleias por esta suspensão, contabilizando-se as vitórias desta batalha e preparando-se para o embate da greve por tempo indeterminado, que será, como se vê, ainda mais difícil e, ao mesmo tempo, necessária aos que não se omitem em ocupar o protagonismo que lhes é de direito.

Parabéns a todos os petroleiros e petroleiras que estiveram e estão em luta. Nossa história não termina aqui. Seguiremos a escrevendo com coragem, consciência política, sabedoria estratégica e compromisso com o Brasil, este País que temos ajudado a construir há décadas, a despeito de todos os revezes e desafios.

 

Macaé, 31 de Maio de 2018

Diretoria do Sindipetro-NF

 

O Sindipetro-NF recebeu denúncia de que petroleiros e petroleiras da plataforma P-55, da Bacia de Campos, estão sendo submetidos a racionamento de alimentação a bordo. Diversos ítens estão em falta.

Na noite de ontem, de acordo com os relatos, havia apenas arroz e carne disponível, sem legumes, verduras e frutas, comprometendo regras de saúde e habitabilidade, que preconizam o equilíbrio nutricional. Na manhã de hoje havia apenas café com pão.

O sindicato cobrou da empresa explicações e o desembarque dos trabalhadores. Até a tarde de hoje a área de SMS da empresa não havia respondido à entidade sobre a situação da plataforma.

Os trabalhadores da P-55 e das demais unidades devem manter o sindicato informado sobre as condições de habitabilidade e segurança, pelo e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. .

 

Da Imprensa da FUP - Em vídeo distribuído aos trabalhadores do Sistema Petrobrás, o coordenador da FUP, José Maria Rangel, parabeniza a categoria pela greve de advertência, ressaltando que o movimento cumpriu o seu papel de explicar à população os interesses que movem a gestão da companhia.

“Estamos saindo de uma greve que é, sim, extremamente vitoriosa. Conseguimos dialogar diretamente com a pauta da sociedade, que não aguenta mais pagar o preço abusivo que está sendo cobrado no litro da gasolina, do óleo diesel e também pelo botijão de gás”, afirmou, ressaltando o orgulho de “caminhar lado a lado com vocês (petroleiros) nessas batalhas que estamos fazendo em luta da democracia e também da defesa do patrimônio público”.

José Maria declarou que a greve revelou a péssima administração do presidente da Petrobrás, Pedro Parente, o principal responsável pela crise que assolou o país nas últimas semanas. “Nós desmascaramos Pedro Parente, um péssimo administrador, que causou o segundo apagão em nosso país e que está entregando a nossa empresa para o capital internacional”, revelou.

O coordenador da FUP também destacou o papel que o Tribunal Superior do Trabalho cumpriu ao declarar a ilegalidade da greve e impor multas abusivas de R$ 2 milhões a cada entidade sindical que descumprisse a sentença arbitrária, que levou os petroleiros a suspenderem a greve. “Deixamos claro qual é o lado da justiça do trabalho, que é ao lado do capital, ao lado da criminalização dos movimentos sociais”, declarou José Maria Rangel.

Quanto às ilações e ataques que a dita grande mídia vem fazendo à greve dos petroleiros, o coordenador da FUP ironizou: “Ninguém mais acredita nessa mídia golpista. Eles deram o golpe e levaram o país para essa crise que hoje assola o povo brasileiro”.

[FUP / Foto: Nathália Gregory]

 

 

A diretoria do Sindipetro-NF realiza interação ao vivo, pelo Facebook, com a categoria e com a sociedade, nesta quinta-feira, 31, às 19h.

No "Face to Face", com o tema "Greve dos Petroleiros", os sindicalistas vão dialogar sobre a decisão de suspender a greve, após a decisão arbitraria do TST e sobre a greve por tempo indeterminado, que já foi aprovada pela categoria.

FUP - Com menos de 24 horas de greve dos petroleiros, o Tribunal Superior do Trabalho elevou de R$ 500 mil para R$ 2 milhões a multa diária às organizações sindicais que descumprirem a decisão arbitrária de suspensão do movimento, após a sentença política do tribunal que decretou a ilegalidade da greve. O objetivo é criminalizar e inviabilizar os movimentos sociais e sindicais.

"Referido montante incide tanto para o caso de continuidade do movimento grevista quanto para a hipótese de ação que obste o livre trânsito de bens e pessoas. Determino, ainda, sejam extraídas cópias dos autos para remessa à Polícia Federal, para fins de apuração de crime de desobediência, como postulado", destaca a sentença do TST, cuja íntegra segue abaixo.

A orientação da FUP é de suspensão da paralisação que se estenderia até a meia noite de sexta-feira, 01/06. "Um recuo momentâneo e necessário para a construção da greve por tempo indeterminado, que foi aprovada nacionalmente pela categoria", ressalta a entidade. Os sindicatos realizam assembleias ao longo do dia para avaliar o indicativo de suspensão do movimento.

Em nota divulgada aos petroleiros e à sociedade, a FUP critica duramente a decisão do Tribunal. "O TST joga o jogo do capital e não deixaria barato a greve dos petroleiros. As multas diárias de R$ 500 mil saltaram para R$ 2 milhões, acrescidas da criminalização do movimento. O tribunal cobrou da Polícia Federal investigação das entidades sindicais e dos trabalhadores, em caso de desobediência. Essa multa abusiva e extorsiva jamais seria aplicada contra os empresários que submetem o país a locautes para se beneficiarem política e economicamente. Jamais seria imposta aos empresários que entregam patrimônios públicos, aos que destroem empregos e violam direitos dos trabalhadores", destaca a Federação.

"Os petroleiros saem da greve de cabeça erguida, pois cumpriram um capítulo importante dessa luta, ao desmascarar os interesses privados e internacionais que pautam a gestão da Petrobrás. O representante da Shell que o mercado colocou no Conselho de Administração da empresa já caiu. O próximo será Pedro Parente", afirma a nota da FUP.

Após parecer do jurídico, que indica uma clara criminalização do movimento sindical através do lawfare trabalhista e em posse do quadro nacional, que aponta assembleias em diversas bases do país para avaliar o movimento, a diretoria do SindipetroNF indica, para suas bases, assembleias para avaliar a antecipação do fim da greve por tempo determinado.

As assembleias acontecerão nas plataformas do momento desse aviso até às 17h, com retorno de ata até as 18h, quando o sindicato comunicará a empresa. Nas sedes de Campos e Macaé, às 18h, haverá assembleia presencial para aqueles companheiros e companheiras que aderiram ao movimento mediante desembarque e se encontram em terra. Por fim, Cabiúnas terá assembleia às 15h para deliberar o indicativo.

Os ótimos resultados que obtivemos, como a queda da Shell no CA e as assinaturas na CPI do Parente, somado ao objetivo da greve de advertência, justificam o indicativo da diretoria em antecipar o fim da greve de amanhã para hoje.


Assim que o SindipetroNF receber o resultado das atas, comunicará a empresa a decisão da categoria.

Orientações

A greve continua no formato anterior, não trabalho, até a decisão final das assembleias as 19h. Diante do novo quadro, para as plataformas, o desembarque já não é mais necessário.

As turmas previstas para embarcar nas plataformas no movimento, irão realizar o embarque e participar das assembleias a bordo.

CongreNF

O SindipetroNF relembra a categoria que a participação para o congresso desse ano ainda está aberta, portanto, aquelas plataformas que ainda não elegeram delegados para o Congresso dos Petroleiros do Norte Fluminense poderá utilizar a assembleia para designar dois delegados para representar a unidade no Congresso.

Construção da greve por tempo indeterminado

A greve de advertência serviu para mobilizar a sociedade em torno da pauta petroleira, mas, também, serviu para um grande termômetro sobre a luta que se aventa. A Petrobras e o Governo golpista, entre outros ataques, já apontaram para o fim da AMS e para a privatização da nossa empresa, a começar pelas refinarias.

O Congresso será uma ótima oportunidade para avaliar o movimento e encaminhar ações de resistência que serão totalmente necessárias no futuro.

Indicativo

Suspensão da greve de 72h e repudio o autoritarismo da AGU, PETROBRÁS e TST

Confira aqui a ata da Assembleia:

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