A grande final do 13º Campeonato de Futsal acontece na próxima sexta, 1 de setembro. Disputam as premiações os times Primos x Fúria Normatel.
Para participar da festa que acontece depois do final do Torneio, cada jogador terá direito a levar mais uma pessoa. As pulserinhas serão entregues ao capitão de cada time pelo funcionário Paulinho.

O jogos acontece às 18h, na quadra do Tênis Clube de Macaé (Ginásio Juquinha)Participaram do Campeonato as equipes Barsemlona, Pré-Sal, Passa Drible, Fúria Normatel, Cata Cata F.C., Albacora, CABP, Submarino (Atual Campeão), Comau do Brasil, Quem nunca? F.C., Baker Drilling, Estrela F. C, Bola Cheia, Independente, Primos F. C. e Família F.C.

Da Imprensa da FUP - Matéria publicada nesta terça-feira, 29, pelo site Petronotícias, denuncia mais uma ação criminosa da gestão Pedro Parente. A Petrobrás teria vendido como sucata 80 mil toneladas de peças e aço das plataformas P-71 e P-72, que, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do Rio Grande e São José do Norte, estavam praticamente prontas para serem montadas. "Todo projeto, todo planejamento, todas as compras, o dinheiro que foi investido, a infinidade de horas trabalhadas, se tornaram sucata no Estaleiro Ecovix, em Rio Grande, no Rio Grande do Sul", revela a matéria do Petronotícias.

Leia a íntegra da reportagem:

PETROBRÁS VENDE COMO SUCATA DUAS PLATAFORMAS DE PETRÓLEO PRONTAS PARA SEREM MONTADAS EM ESTALEIRO DA ECOVIX

Vai parecer incrível esta notícia, mas é verdade. A Petrobrás, acredite, vendeu como sucata 80 mil toneladas de peças e aço que seriam as plataformas de petróleo P-71 e P-72, que estavam praticamente prontas para serem montadas. É isso mesmo, pode acreditar. Todo projeto, todo planejamento, todas as compras, o dinheiro que foi investido, a infinidade de horas trabalhadas, se tornaram sucata no Estaleiro Ecovix, em Rio Grande, no Rio Grande do Sul. A Gerdau, que não tem nada a ver com uma solução tão criativa, está cortando essa montanha de aço, que por acaso empregava mais de dez mil pessoas, e está transformando tudo em ferro fundido. Esta solução fantástica foi tomada pela alta direção da Petrobrás, por iniciativa de seu presidente Pedro Parente, que havia antecipado há meses que a empresa iria tomar esta decisão.

A previsão do Sindicato dos Metalúrgicos do Rio Grande e São José do Norte se confirmou. Os trabalhadores previam que até o final deste mês, o polo naval gaúcho sofreria este grande novo golpe. A Gerdau, que não tem nada a ver com o problema, iniciou os cortes dos blocos de aço que seriam utilizados na implementação das duas plataformas de petróleo para utilizá-los como sucata. A Ecovix, empresa responsável pela integração da P-71 e P-72 está em meio a um processo de recuperação judicial, mas que possui um projeto de reestruturação para equilibrar a sua situação financeira, não está comentando o assunto. Já a Gerdau, limitou-se a admitir que a empresa “participou do processo de licitação para a compra de sucata do Estaleiro Rio Grande e venceu”.

O Presidente do Sindicato de Metalúrgicos local, Benito Gonçalves, não poupa a direção da Petrobrás e considera um crime de lesa pátria o que está sendo cometido no Rio Grande do Sul:

“O que está sendo cometido é um crime. Conseguimos mandar um pedido para o juiz que administra a recuperação judicial da Ecovix para que ele possa pedir explicações para os cortes da chapa da P-72. Houve uma reunião no dia 22 de junho em Brasília, onde a Petrobrás disse que a única chance de fazer as plataformas no Estaleiro Rio Grande, salvar o emprego e usar todo material de duas plataformas que já está lá pronto para ser terminado, é se uma empresa que tivesse conhecimento tecnológico e financeiro assumisse o projeto. A Cosco, da China, se interessou. A Petrobrás agora não quer cumprir. Isso é um crime de lesa pátria. Esse material é todo livre de imposto para a construção de plataforma. O que acontece ? Compraram as chapas da Gerdau a peso de ouro, depois de dois navios praticamente prontos, vão picotar tudo e vender para Gerdau derreter e fazer novas chapas para vender novamente para a Petrobrás. A Gerdau comprou a preço de lixo.”

Em 2010, a Ecovix venceu a licitação para montar oito plataformas para a Petrobrás. Três ficaram prontas. Com a Operação Lava Jato, a empresa foi considerada inidônea pela Petrobrás, seus dirigentes chegaram a ser presos e hoje a empresa está em recuperação judicial. Em dezembro do ano passado, o contrato foi suspenso e 3.500 metalúrgicos foram demitidos. Mesmo depois de pagar por todo este material, a atual direção da Petrobrás descontinuou os projetos e mandou vender todas as peças como sucata. O Sindicato dos Metalúrgicos local entrou com uma ação judicial para reverter a situação.

Benito Gonçalves, mostra toda irritação ao falar sobre este problema:

“Há que se considerar toda qualificação desse pessoal, todo esforço para se transformar em metalúrgico e jogar a gente no lixo, junto com estas peças. Nada justifica utilizar um material já trabalhado para ser vendido como sucata”.

Esta decisão é o ápice do descaso da Petrobrás e do governo federal, através do Ministério das Minas e Energia, com o polo naval gaúcho. A estatal descontinuou uma série de encomendas que fez ao Estaleiro Rio Grande. A Gerdau levará todo material para alguma das suas usinas siderúrgicas localizadas na Região Metropolitana de Porto Alegre.

 

Imprensa da CUT - O ano era 1951. Depois de várias tentativas frustradas de acordo com os banqueiros, a categoria bancária decidiu entrar em greve em todo o país. A reivindicação era 40% de reajuste salarial. Mesmo reprimido pela polícia e boicotado pela mídia, o movimento durou 69 dias. A resistência foi, sobretudo, dos bancários da capital paulista, onde já se concentrava a maioria dos trabalhadores do setor financeiro. A decisão coube à Justiça, que concedeu 31% de aumento após rever os cálculos da inflação.
 
A mobilização foi um marco na história da categoria e resultou na criação de vários sindicatos pelo Brasil. Desde então, comemora-se o Dia do Bancário em 28 de agosto.
 
“Temos muito do que nos orgulhar”, diz a presidenta do Sindicato, Ivone Silva. “E isso não apenas pelo acúmulo de conquistas que nossa mobilização nos proporcionou, como jornada de seis horas, descanso aos sábados, vales refeição e alimentação e muitos outros direitos previstos em uma CCT com validade em todo o país. Mas também porque, ao longo de um século, a organização dos trabalhadores bancários foi fundamental na construção da história brasileira. Seja lutando em defesa da democracia, da soberania do país, por inclusão social e cidadania; seja resistindo contra o autoritarismo, o conservadorismo, a concentração de riquezas e a exploração.”
 
Fortalecer a luta – A dirigente destaca que o período que estamos vivendo, com o golpe em 2016, é de retirada de direitos e de entrega do patrimônio brasileiro. E que diante desse cenário, a resposta dos bancários será fortalecer a luta. “A herança do golpe é o sucateamento do Banco do Brasil e da Caixa. A venda das nossas terras e nossa matriz energética. A terceirização irrestrita [lei 13.429/2017] e o ataque aos direitos trabalhistas. Mas vamos responder com mais mobilização, em defesa dos bancos públicos, pela manutenção dos empregos e pela democracia no país.”
 
“Vamos continuar lutando pela manutenção e ampliação de nossos direitos. Por isso, entregamos à Fenaban um termo de compromisso que garanta respeito às cláusulas da nossa CCT. E o acordo de dois anos, que conquistamos em 2016, se mostrou ainda mais acertado porque nos deu fôlego para organizar a resistência contra os ataques da nova lei trabalhista”, acrescenta Ivone.

O Sindipetro-NF realiza nesta terça, 29, às 14h, uma assembleia com os trabalhadores da Frank's na sede do NF em Macaé para avaliar o indicativo do NF de rejeição à proposta apresentada pela empresa.

Na Frank's, por solicitação dos trabalhadores foram realizadas duas reuniões com o objetivo de definir pontos fundamentais para fechamento do ACT, que ainda não foram contemplados. Na mesa de negociação do dia 21 relativa ao ACT 2016/2017 com representantes da Frank´s, não houve consenso na negociação, porque não contempla o reajuste pelo ICV-Dieese do período que é de 8,57%.

O Sindipetro-NF recebeu da categoria relato de problema mecânico com aeronave na plataforma PVM-2, ontem. O aparelho recebeu manutenção a bordo e retornou para terra apenas com a tripulação.

As informações iniciais são as de que houve um corte no funcionamento da aeronave, provocada por um vazamento de óleo. Os mecânicos embarcaram, realizaram a manutenção e retornaram com o helicóptero.

O vazamento foi identificado durante o pouso na plataforma, para embarque de trabalhadores, na manhã deste domingo.

 

Da Assessoria do MAB - Diversas organizações do campo e da cidade estiveram reunidos neste final de semana (26 e 27 de agosto), na 2° etapa estadual de Formação de Formadores da Plataforma Operária e Camponesa da Energia na sede do Sindipetro Norte Fluminense em Macaé (RJ).

Essa formação faz parte de um processo que vem ocorrendo nacionalmente com o objetivo de estudar junto da sociedade a importância de defender os nossos bens energéticos e um desenvolvimento sob controle e para o povo trabalhador brasileiro. Mais de 15 estados de todo o país estão realizando cursos de formação e avançando no plano de defesa do nosso petróleo e do pré-sal para a educação, saúde, empregos, etc.

O primeiro dia da formação estadual do Rio de Janeiro contou com a presença de 70 pessoas de mais de 20 organizações do campo popular buscando aprimorar o entendimento sobre o setor energético brasileiro e, assim, construir a execução de um plano energético popular.

Roberto Moraes Pessanha, professor do Instituto Federal Fluminense e Tezeu Bezerra, coordenador geral do Sindipetro NF, facilitam o debate sobre as disputas imperialistas em torno do controle do petróleo e a importância de defender a Petrobras como uma empresa pública e integrada, ou seja, com o controle de todas as etapas de produção.

A comunicação popular é uma arma da Plataforma para o enraizamento de um sentimento nacional em relação a nossa soberania energética. Cláudia Santiago do Núcleo Piratininga de Comunicação, conduziu o debate sobre as maneiras de dialogar com toda a classe para esclarecer os trabalhadores da importância de manter a Petrobrás como patrimônio do povo brasileiro.

O conjunto das organizações presentes apontam pra construção de um grande conjunto de lutas, que serão realizadas no próximo período, especialmente no dia 03 de outubro, aniversário da Petrobrás, quando será realizado um grande ato em defesa das empresas estatais, assim como a Eletrobrás.

[Foto: Assessoria do MAB]

 

Da Imprensa da CUT - A Central Única dos Trabalhadores, por meio do seu Centro de Documentação e Memória Sindical (Cedoc/CUT) e da sua Secretaria de Cultura, organizou em parceria com o Arquivo Edgard Leuenroth, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) a exposição “1917–2017: 100 anos depois a luta continua! Nenhum direito a menos”.

No ano de 1917, aconteceu no Brasil o que veio a ser classificado pelos historiadores como a primeira Greve Geral realizada no país. Trabalhadores/as insatisfeitos pela precária condição social a que estavam submetidos, utilizaram-se do instrumento da greve como resistência e arma para lutar e modificar a realidade vigente.

Passados cem anos, 2017 se transformou no ano em que os direitos duramente conquistados pelos trabalhadores/as ao longo do século XX acabassem sendo solapados pelo Legislativo e Executivo golpistas, responsáveis pela derrubada – através de um golpe – da presidenta democraticamente eleita Dilma Rousseff.

A exposição reproduz imagens de trabalhadores/as em situações de trabalho no começo do século XX onde é possível ver as péssimas condições de trabalho, os interiores das fábricas, a exploração do trabalho infantil. Foi nesse contexto que ocorreu a greve geral de 1917, mostrada com reproduções de fotos de assembleias, da repressão policial e de páginas dos jornais da época, como A Plebe. Em seguida são mostradas fotografias das mobilizações em defesa dos direitos dos trabalhadores/as no último período e que culminou com a greve geral de abril 2017.

A exposição sobre o centenário da greve geral de 1917 é um instrumento essencial para resgate da memória e reflexão das lutas passadas. O exemplo dos trabalhadores/as que um século atrás lutaram para defesa dos seus direitos serve como incentivo às lutas atuais, mostradas nas imagens recentes. Os trabalhadores/as não aceitarão calados o que está acontecendo atualmente e continuarão lutando em defesa de sua classe.

Com essa exposição, a Central Única dos Trabalhadores e o Arquivo Edgar Leuenroth/Unicamp desejam através da celebração dos 100 anos da Greve Geral de 1917 e da homenagem a mulheres e homens que se levantaram contra a exploração e condições degradantes de trabalho, explicitar que o direito à vida é fruto de uma luta que perpassa anos, e que a defesa dos direitos conquistados com o sangue da classe trabalhadora, muito antes da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), não pode esmorecer diante dos atuais ataques da burguesia e do governo ilegítimo de plantão.

No dia 28 de Agosto, quando a CUT completa 34 anos, a exposição fará parte do 15º Congresso Extraordinário da CUT, que acontecerá até o dia 31 de agosto, na cidade de São Paulo. A partir da segunda semana de setembro a exposição estará aberta ao público em geral, no horário das 9 às 18h, no saguão da sede da CUT, na Rua Caetano Pinto, 575, Brás – São Paulo.

[Foto: Edson Rimonatto]

 

Da Imprensa da CUT - No mesmo dia que completa 34 anos, nesta segunda, 28, a CUT começa a discutir nacionalmente e internacionalmente os rumos da maior central sindical da América Latina.

Em São Paulo, uma delegação internacional de quase 100 pessoas de todas as regiões do mundo, mais de 720 delegados e delegadas de todo país e movimentos sociais do campo e da cidade, da Frente Brasil Popular e Povo Sem Medo, participarão da abertura da “15º Plenária/Congresso Extraordinário e Exclusivo: 100 anos depois...A luta continua! Nenhum Direito a Menos" da CUT, que vai até quinta (31)”.

É uma Plenária Estatutária que se transformou em um Congresso Extraordinário devido à gravidade do momento em que o nosso país vive e relembra no nome da atividade, os 100 anos da primeira Greve Geral do país e a luta continua.

“Muita coisa mudou desde o 12º Congresso da CUT, que aconteceu em 2015. A presidenta Dilma Rousseff estava no começo de sua segunda gestão em que o cenário era outro. Agora temos um presidente não eleito para executar um projeto derrotado nas últimas três eleições e que tira direito do povo todos os dias”, enfatizou a Secretária-Geral Adjunta, Maria Faria.

“Precisamos atualizar coletivamente a nossa análise de conjuntura, as estratégias e o plano de lutas, construindo a unidade com os movimentos sociais para enfrentarmos e lutarmos contra os retrocessos para a classe trabalhadora, em defesa da democracia e por um país mais justo”, completou a dirigente.

O Congresso extraordinário da CUT aconteceu em todas as regiões do país, trazendo sugestões e proposições de trabalhadores e de trabalhadoras de cada canto deste país para contribuir com as resoluções da Nacional para o próximo período.

A programação já está sendo divulgada e, praticamente, três temas nortearão os debates no Congresso para subsidiar o atual plano de lutas. “A captura das democracias pelo capital”, Conjuntura nacional e “Financeirização, Automoção e o Futuro do Trabalho”.

“Este Congresso tem como um de seus principais objetivos trazer para o centro dos debates, com os delegados e as delegadas, a verdadeira face da luta de classes que estamos vivendo, no qual a financeirização do campital faz o papel de "governar" o país", afirmou Maria.

“Também teremos um grande desafio para 2018. Temos que debater qual será o projeto que vai defender ou não a classe trabalhadora e a democracia no país. Nós como atores sociais, que somos, temos que discutir, sim, que país é este e que estado é esse que nós defendemos”, finalizou.

No dia 28, a abertura oficial do 15º Plenária/Congresso, que marcará os 34 anos da CUT, acontece a partir das 20h.

Serviço

Local: Espaço Immensità: Av. Luiz Dumont Villares, 392 - Junto ao Complexo Hoteleiro Wyndham Garden Convention Nortel - F. 11 5070-9000

Datas: Dias 28,29,30 e 31 de agosto de 2017

Horário: a partir das 9h

 

[Foto: Roberto Parizotti / CUT]

Os trabalhadores da Transpetro lotados em Cabiúnas começam a colher resultados positivos de uma ação jurídica impetrada pelo Sindipetro-NF, relativa ao pagamento da Remuneração Mínima por Nível e Regime (RMNR). A 3ª Vara do Trabalho de Macaé iniciou a emissão de alvarás para liberação e pagamento de valores inquestionáveis. 
 
Esses beneficiários que estão recebendo fazem parte das 253 ações individuais patrocinadas pelo Sindipetro-NF, posteriores à uma Ação Coletiva de 2010 contra a Transpetro, para cobrar o correto pagamento da Remuneração Mínima por Nível e Regime (RMNR) e que foi vitoriosa. 
 
"Sem sombra de dúvidas é uma grande vitória, mas a maior batalha a ser travada é em defesa da soberania nacional, da Petrobrás e suas suas subsidiárias" - afirma o coordenador geral do Sindipetro NF, Tezeu Bezerra.
 
Veja a nota da advogada Geovana de Oliveira do Departamento Jurídico do Sindipetro NF.
 
"Companheiros e companheiras
 
Façamos aqui uma rápida retrospectiva para refrescar nossas memórias sobre a luta que começa a se materializar em vitória hoje:
 
Em 2010, o SINDIPETRO/NF ajuizou a Ação Coletiva em face da TRANSPETRO para cobrar o correto pagamento da Remuneração Mínima por Nível e Regime (RMNR).
 
Dessa ação VITORIOSA se originaram 253 ações individuais patrocinadas pelo SINDIPETRO/NF e após alguns meses de tramitação (o que é um recorde em se tratando de um Judiciário moroso), tivemos os primeiros resultados práticos, concretos, tangíveis da batalha que o SINDIPETRO/NF trava há mais de 10 anos.
 
Diversos alvarás para liberação do valor incontroverso (aquele que não tem mais discussão) já foram expedidos pela 3ª Vara do Trabalho e seus beneficiários já estão recebendo o que lhes é de direito (embora o debate ainda continue nesses e nos demais processos).
 
Esse é mais um sinal que indica como a ATUAÇÃO e a UNIÃO da base é fundamental e que demonstra como o SINDICATO vem operando sempre em prol dos trabalhadores, a fim de que conquistem direitos e valores que lhes são devidos.
 
Essa vitória é de vocês, trabalhadores! Mas ainda existem outras batalhas pela frente até que possamos dizer que a guerra está ganha, como o batalha do Dissídio Coletivo que aguarda julgamento no TST e pode alterar toda a conjuntura da RMNR. Porém, a principal luta que temos que temos a travar é contra a privatização da Petrobrás e suas subsidiárias. 
 
A LUTA CONTINUA! E O MAIS IMPORTANTE: ESTAREMOS JUNTOS NELA!"

De 22 a 25 de agosto aconteceu mais uma auditoria da Operação Ouro Negro, dessa vez na P-55, unidade da UO-Rio e envolveu o Ministério Público do Trabalho, Marinha Agência Nacional do Petróleo e Ibama. Por uma conquista da categoria em Acordo Coletivo, o Sindipetro-NF também participou  da auditoria a bordo, através do diretor Raimundo Telles. No dia 21, as entidades se reuniram para análise de documentos na sede da Petrobras, em seguida ocorreu o embarque e o resultado dessa auditoria só será conhecido após uma reunião de consolidação dos dados.

UO-Rio dificulta embarque de sindicalistas

Mais uma vez, a prática da gestão da UO-Rio de dificultar o acesso do sindicato às suas plataformas foi comprovada pela diretoria do NF.  Segundo Raimundo, seu embarque estava programado para acontecer na terça, 22, às 13h, mesma data que os representantes dos órgãos representativos. Ao chegar no aeroporto de Campos, foi comunicado da transferência do vôo para às 15h45 do mesmo dia. Com a aproximação do horário de embarque  os passageiros foram divididos em dois grupos e o diretor sindical ficou no segundo grupo. Seu embarque  acabou não acontecendo por ultrapassar o horário de vôo ao pôr do sol.

Foi então reprogramado para o dia 23, às 7h, com transfer marcado pela UO-Rio para às 5h30. "Esse transfer não apareceu! Após eu ter realizado muitas ligações foi que um carro chegou às 6h30 para me buscar. Tudo numa clara tentativa de atrasar a minha subida a bordo" - reclamou Raimundo, que conta que ao chegar à auditoria já havia feito uma vistoria de campo e estava sendo finalizada.

Ao chegar a bordo às 10h, foi comunicado pela gestão que o desembarque estava programado e que desceria às 14h do mesmo dia. "Teria que acompanhar a auditoria durante três dias e a UO-Rio criou uma situação para que o dirigente sindical ficasse a bordo apenas quatro horas" - conta Raimundo.

Essa prática da UO-Rio foi relatada ao Ministério Público do Trabalho, ficando por este  compreendido que nas próximas auditorias da Operação Ouro Negro, o dirigente sindical embarque junto com a equipe de auditores.

Problemas encontrados pelo NF

O diretor Raimundo Telles constatou alguns problemas durante o embarque.  O primeiro foi percebido durante o briefing, ao perceber que há apenas uma Brigada de Incêndio composta na sua maioria por terceirizados. Ele explica que  isso demonstra o esvaziamento da mão de obra primeirizada e redução de efetivo, além de ser um problema, visto que há uma alta rotatividade entre os terceirizados. Isso faz com que os trabalhadores não tenham pelo conhecimento e adaptação à planta da unidade e dificulte a mobilidade durante um momento de pico.

Houve o relato de um acidente onde o trabalhador lesionou o dedo atingindo o tendão como uma "ocorrência equiparada" e denúncias dos trabalhadores terceirizados em relação aos Módulos de Acomodação Temporária sem higienização, com ruído, problemas de climatização, acesso e lotação do ambiente.

Para Raimundo, o trabalhador precisa entender que as auditorias da Operação Ouro Negro são uma grande oportunidade para relatar aos órgãos de governo situações que possam estar prejudicando a categoria e que devem ser modificados visando o bem estar do trabalhador. 

A morte no último dia 22, de um técnico mecânico que atuava na plataforma P-52, na Bacia de Campos, vítima de problemas cardíacos, volta a colocar em suspeição os procedimentos de atendimento médico da Petrobrás em suas unidades. Foi a terceira morte, em menos de dois meses, de petroleiros que passam mal a bordo na região.

O petroleiro José Carlos da Silva, da empresa Alfa Laval, o mais recente caso de morte em local de trabalho, tinha 65 anos e era cardiopata. Usava medicamentos e mantinha uma válvula. Estava no sétimo dia a bordo e, de acordo com relatos dos colegas, há pelo menos três dias sentia-se mal, queixando-se de falta de ar.

Na terça, 22, por volta das 12h, o trabalhador procurou atendimento, quando foi constatada a necessidade de desembarque. Foi chamado um voo de aproveitamento, em helicóptero comum, que pousou na unidade às 14h30. O petroleiro, no entanto, voltou a passar mal, retornou à enfermaria e passou a aguardar outro voo, de uma aeronave equipada para atendimento médico.

Somente às 16h50 o resgate médico chegou, deixando a plataforma com o trabalhador às 17h15. As informações iniciais são as de que José Carlos morreu durante o voo.

O Departamento de Saúde do Sindipetro-NF acompanha estes casos e avalia que a Petrobrás não atende com a urgência necessária, sendo precária a avaliação médica remota, feita de terra.

"Só em um segundo momento chamaram o helicóptero ambulância. Esse intervalo entre o trabalhador passar mal e o chamado ao aeromédico pode ter sido preponderante. Claro que não sabemos se o trabalhador ainda poderia estar vivo, mas aumentaria muito as suas chances", protesta o diretor do sindicato, Sérgio Borges.

Questionada pelo sindicato, a área de SMS da Petrobrás afirma que os procedimentos médicos foram corretos no caso, tanto na liberação para embarque de um trabalhador de 65 anos com o histórico de cardiopatia quanto no atendimento.

Os outros dois trabalhadores que morreram recentemente na Bacia de Campos, antes ou durante atendimento médico a bordo, foram João Carlos Pantoja Torres, em P-15, no dia 7 de julho, e Francisco Barros da Silva Neto, em PRA-1, em 31 de julho.

O sindicato também tem chamado a atenção para os impactos das cobranças, medo do desemprego, assédios, baixo efetivo e outras formas de pressão das gerências sobre a saúde dos trabalhadores, que provocam adoecimentos e mortes.

 

 

Da Imprensa da CUT - Em análise divulgada nesta quinta-feira (24), o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) aponta que o pacote de privatizações do ilegítimo Michel Temer (PMDB) tem como único objetivo arrecadar o máximo possível para fechar o rombo econômico.

De acordo com o departamento, a política recessiva ao invés de recuperar a economia, tem somente colocado o país numa espiral recessiva sem fim, com investimento e gasto privados travados pelos juros reais altos e expectativas pessimistas.

Ainda segundo o Dieese, o gasto público que poderia quebrar esta lógica recessiva está contraído, com corte de gastos que deprime a economia, promove queda da arrecadação e causa piora na situação fiscal e assim sucessivamente.

A avaliação sobre o programa de privatizações e concessões que envolvem 57 projetos, dentre eles principalmente a venda de parte da Eletrobrás (ficou de fora Itaipu porque é binacional e as usinas nucleares), além da concessão de 14 aeroportos (incluindo Congonhas em São Paulo), 16 portos e a desestatização de 2 rodovias, 4 projetos em Petróleo e gás, a Lotex (CEF) e a Casa da Moeda (responsável pela emissão de cédulas, moedas, passaportes, selos, dentre outros) é que a conta cairá no colo do trabalhador.

A expectativa é de possível aumento das tarifas de energia elétrica, gerando pressão inflacionária e de que a desnacionalização diminuí a capacidade de planejamento e estratégia nacional.

Confira o documento na íntegra.

 

[Foto: Marcelo Casal / ABr]

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