O Sindipetro-NF recebeu a informação da categoria que a Petrobras fez descontos nos contracheques dos trabalhadores, por conta da greve realizada nos dias 19 e 20 de fevereiro.

Para a diretoria do NF, os descontos fazem parte de mais uma atitude política da empresa, que abraçou a agenda golpista e que ataca os trabalhadores e trabalhadoras a qualquer custo. Vale relembrar, que a Bacia de Campos viveu, nos tempos em que o Brasil vivia uma democracia, greves mais fortes que não penalizaram a categoria.

Além disso, a vontade de prejudicar os trabalhadores foi tão afoita que a gestão da empresa cometeu diversos erros dentro da própria premissa do desconto: existem trabalhadores que tiveram três dias descontados de uma greve que durou apenas dois dias, e pessoas que só participaram um dia e foram descontados dois dias e ainda, outras que não participaram e foram descontadas.

A diretoria do NF e o departamento jurídico estudam as estratégias para agir contra os abusos cometidos. Por isso é importante que todos que sofreram descontos encaminhem o contracheque com desconto e o relatório de frequência do mês de fevereiro para o e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. .

Por fim, a categoria que participou dessa greve deve ter a certeza que ela lutou por uma causa que é de toda nação, diferente daqueles que não participaram e vão se beneficiar dessa luta. Essa greve foi essencial para ajudar a derrotar a Contrarreforma da Previdência e foi muito importante para a abrir caminho para a difícil luta pela RSR (horas extras justas), apesar de termos perdido no TST.

Imprensa da CUT - Mulher negra, cabocla, ribeirinha, camponesa e do Amazonia, Carmen Foro, vice-presidente da CUT, é uma das mulheres homenageadas pela ONU Mulheres, dentro da campanha #OTempoÉAgora.

No último sábado (31), Carmen teve sua foto estampada na página do Facebook da ONU Mulheres no Brasil e nesta segunda (02) a homenagem foi espalhada no Instagram e no Twitter da entidade por ser um das principais ativistas pelos direitos das mulheres do campo, das florestas e das águas e pela sua ação determinada pela igualdade de gênero.

 

A campanha, que teve início em 6 de março é uma das atividades da ONU Mulheres programadas para comemorar o Dia Internacional da Mulher que se estenderá durante o mês de abril. A ideia é expor as principais áreas do ativismo, com destaque para reivindicações feministas e o reconhecimento de brasileiras que têm atuado para o empoderamento das mulheres, fazendo a conexão com a mensagem global da ONU Mulheres: “#OTempoÉAgora – ativistas rurais e urbanas transformam a vida das mulheres”.

 “O #TempoÉAgora tem conexão com a urgência de transformações evocada pela Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável ao trazer a urgência de que agora é o momento de fazer mudanças estratégicas, investir e articular transformações políticas estruturais para a inclusão das mulheres e a garantia dos seus direitos humanos”, explica Nadine Gasman, representante da ONU Mulheres.

Carmen fez um post de agradecimento no mesmo dia, também pelo Facebook, onde ressaltou a luta coletiva.

Carmen, que também é suplente da secretaria de mulheres da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG), foi secretária da Mulher Trabalhadora na CUT e coordenou a Marcha das Margaridas por duas vezes, em 2007 e 2011. Ela destaca que a Marcha das Margaridas, que começou em 2000 e acontece de quatro e quatro anos, é a maior mobilização da luta coletiva das mulheres do campo, das águas e das florestas e que só nos governos populares tornou-se visível e vitoriosa.

“Conquistamos a obrigatoriedade de titulação conjunta no acesso à terra, Política Nacional de Documentação Civil- nenhuma mulher rural sem documento, o Pronaf Mulher, a Política Nacional de Saúde para a população do campo e da floresta, a Política de enfrentamento à violência contra as mulheres, com a implantação de 54 unidades móveis com serviços de atendimento, Política Nacional de agroecologia, entre outras pautas”, contou Carmen.

Para Carmen a homenagem da ONU Mulheres reconhece a luta e as conquistas das mulheres do campo, das águas e das florestas, mas ao mesmo tempo demonstra os imensos desafios no próximo período, “que não são poucos”, complementa ela.

“Além de reconquistar a democracia, teremos que recompor a visibilidade e o protagonismo das mulheres no desenvolvimento rural sustentável do nosso país”, finaliza a vice-presidenta da CUT.

Neste momento em que a Petrobrás e o setor petróleo enfrentam, no Brasil, uma crescente redução de efetivo, o sucateamento das instalações, o abandono de políticas de segurança no trabalho e a validação, pelo Ministério do Trabalho, da realização à distância de cursos previstos em Normas Regulamentadoras, o Sindipetro-NF considera especialmente importante que a categoria petroleira priorize o tema e participe do Seminário de SMS/Cipa, que está com inscrições abertas.

O evento, entre os dias 10 e 12 de abril, na sede do Sindipetro-NF em Macaé, é destinado a todos os trabalhadores e trabalhadoras, independentemente de fazerem parte de Cipas. Para se inscrever, é necessário preencher a ficha de inscrição disponível no site do sindicato.

Aqueles que moram fora da região terão direito a hospedagem, transporte e alimentação. Mais informações podem ser solicitadas pelo e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. .

Programação

Terça - 10/04
18h - Mesa de abertura - Conjuntura política
Quarta - 11/04
09h às 12h - Mesa: Curso de CIPA na prática. Das NRs aos acordos coletivos.
13h as 17h - Mesa: PPRA e PCMSO. Identificação de perigos, classificação de riscos e monitoramento da saúde.
Quinta - 12/04
09h às 12h - Mesa: O golpe na saúde mental. O impactos das contrarreformas na saúde do trabalhador(a).
13h às 16h - Mesa: Visões, estratégias e táticas de prevenção da categoria petroleira.



 

O Sindipetro-NF foi informado pelos trabalhadores da UTGCAB que a empresa definiu de forma unilateral como será a compensação dos dias de Carnaval, sem conversar com o sindicato ou a categoria. A proposta da empresa é que a partir do dia 4 de abril, sejam trabalhados mais 15 minutos por dia para compensar esse período, o que também atrasaria a saída dos ônibus.

A compensação dos dias de Carnaval nos meses de março e outubro está estabelecida no Acordo Coletivo, mas deve se conversada com os trabalhadores. Essa decisão desagradou a categoria que afirma querer sugerir novas propostas.

O NF enviou ofício à empresa solicitando adiamento da decisão da compensação e foi aceita pela gestão. Para debater a compensação e outros assuntos de interesse dos trabalhadores da UTGCAB, o Sindipetro-NF convoca reuniões setoriais a partir desta quarta, 7h, no portão da empresa.

Cabiunas Setoriais

Quarta 07h - Adm + Grupo D
Quarta 15h - Grupo C
Quinta 07h - Grupo E
Quinta 23h - Grupo A
Sexta 23h - Grupo B

Rede Brasil Atual - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva,  o pré-candidato à Presidência pelo Psol, Guilherme Boulos, o deputado estadual também do Psol Marcelo Freixo (RJ) e a pré-candidata pelo PCdoB, Manuela d'Ávila, estarão juntos, na noite de hoje (2) em um ato suprapartidário – e que inclui o PDT – em defesa da democracia, contra o fascismo e a violência como formas de expressão política,  e por justiça para Marielle Franco e Anderson Gomes, executados no dia 14 de março, no centro do Rio. O protesto será no Circo Voador, na Lapa, região central, a partir das 18h.

Será mais uma manifestação promovida em conjunto pelos principais partidos da esquerda brasileira, desde o assassinato da ex-vereadora do Psol e do motorista do carro que a levava para casa, após participar de um encontro de mulheres negras. Após o atentado da semana passada, contra ônibus da comitiva que acompanhava Lula pelos estados do Sul, Boulos e Manuela foram até Curitiba participar do ato de encerramento da caravana e expressar repúdio ao fascismo e à intolerância.

"Essas violências não dividem a sociedade entre a direita e a esquerda, mas entre democracia e barbárie. Todas as vidas têm o mesmo significado! Temos diferenças políticas, que são fundamentais e devem ser debatidas, mas o fascismo tem que ser combatido por todos nós", afirmou Freixo, ao defender, na semana passada, a unidade da esquerda contra o fascismo no país, diante da execução de Marielle e os tiros contra Lula. Ele destacou também que o Rio já teve 30 policiais mortos em 2018, além das muitas vítimas entre a população civil, especialmente negros e pobres.

Segundo a presidenta do PT, a senadora Gleisi Hoffmann (PR), a extrema-direita quer ocupar espaço na política por meio do ódio e da intolerância. "Está mais do que na hora de a esquerda brasileira, junto com os movimentos sociais, se unirem e gritarem ao mundo o que está acontecendo no Brasil. Nós não queremos retrocesso e é por isso e com esse objetivo que nós vamos estar reunidos no Rio de Janeiro em um grande ato nacional suprapartidário exatamente para enfrentar as forças do atraso."

"É muito preocupante essa violência porque demonstra na prática o que denunciamos há muito tempo, que essas organizações são fascistas e defendem o extermínio físico de quem pensa diferente. Vivemos um tempo em que esses setores saíram do armário com suas pedras, seus relhos, mas muito legitimados e amparados pelo poder estatal e é isso que mais preocupa. É uma escalada de violência simbólica e real contra o nosso campo", afirmou Manuela, em entrevista à revista CartaCapital.

O ato de hoje também defenderá o direito de Lula ser candidato nas eleições presidenciais de outubro e vai reafirmar a defesa da democracia, ao repudiar a condenação do ex-presidente sem provas, nos processos contra ele no âmbito da operação Lava Jato. habeas corpus de Lula será votado nesta quarta-feira (4) pelos ministros do Supremo Tribunal Federal.

Durante a manifestação será ainda realizado o lançamento carioca do livro Luiz Inácio Lula da Silva – A Verdade Vencerá. Publicado pela editora Boitempo, o livro traz a visão do ex-presidente sobre a perseguição judicial que tem como alvo impedir sua candidatura.

Por Caroline Scotti Vilain*

Findada a etapa marítima da 15ª rodada com 22 dos 47 blocos arrematados, com um bônus total de R$ 8,0 bilhões. Ao todo, 12 empresas participaram de ofertas vencedoras, das quais 10 estrangeiras e duas brasileiras (Petrobras e QGEP). Segundo a Brasil Energia, o maior bônus ofertado foi de R$ 2,8 bilhões, no consórcio vencido pela ExxonMobil (40%), QPI (30%) e Petrobras (30%) no bloco C-M-789, na Bacia de Campos. Não houve ofertas para os blocos terrestres oferecidos.

Desta vez, a formação de consórcios e a diversificação de operadoras marcaram a rodada. Petrobras, Shell e ExxonMobil se revezaram em alguns consórcios como operadoras e não operadoras. A ExxonMobil participou oito consórcios vencedores, sendo seis como operadora. A Petrobras e a Wintershall arremataram sete blocos, mas a estatal brasileira ficou como operadora em cinco deles e a alemã em quatro. A Statoil, a QPI Brasil, a Chevron e a Shell estiveram em quatro consórcios vencedores,.. ExxonMobil, Murphy e Queiroz repetiram a parceria da rodada anterior. Somente a ExxonMobil, a Petrobras e a Statoil foram responsáveis por 76% (cerca de 6,1 bilhões dos 8 bilhões) da arrecadação obtido mediante os bônus de assinatura. A ExxonMobil retornou aos leilões depois de uma ausência na 3a rodada do pré-sal e a Petrobras manteve seu papel de “puxar” a entrada de novas parceiras em áreas promissoras, neste caso da Bacia de Campos. O caso da Statoil, por sua vez, tem merecido uma atenção especial.

A norueguesa não atuou como operadora nesta rodada e as quatro áreas arrematadas pela empresa na Bacia de Campos demonstram uma tendência de continuar investindo em blocos vizinhos a concessões que já opera. Segundo a Brasil Energia, Anders Opedal, presidente da Statoil no Brasil, afirmou que a companhia olha para o país no longo prazo e destacou o bom ambiente regulatório, qualidade dos reservatórios e competência da indústria fornecedoras como diferenciais do país. “’Isto fortalece nossa posição em Campos, onde já temos licenças em Peregrino, Roncador e no BM-C-33 (Pão de açúcar)’, afirmou Opedal. Opedal destacou o conhecimento da Petrobras na geologia brasileira e a experiência da Exxon em águas profundas como diferenciais na escolha dos parceiros. De acordo com o executivo, a partir de agora a companhia norueguesa começará a avaliar a possibilidade de participar da 4ª rodada de partilha. ‘O Brasil está se tornando mais importante na nossa estratégia e já é uma das nossas três áreas chave’, concluiu.”

Embora não tenha sido o principal destaque do leilão, a participação da Statoil é mais um movimento da entrada sistemática da empresa norueguesa nas licitações realizadas pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nas áreas offshore do Brasil. A Statoil já havia ingressado na 3a rodada do leilão de partilha na oferta vencedora no bloco situado no campo Norte de Carcará. Antes disso, a norueguesa já comprado da Petrobras 66% da participação do bloco BM-S-8 na Bacia de Santos. Essas ações somadas às aquisições da 15a rodada colocam-na numa posição relevante nas áreas de Peregrino, Roncador e Carcará.

Além da participação nas licitações, a Statoil já deu início à campanha de perfuração no campo de Carcará, localizado na Bacia de Santos, no último dia 17 de fevereiro. O teste de produção deve se estender ao longo de março e está prevista também a perfuração de um poço exploratório em Guanxuma.

A avaliação da Zag Consultoria é de que as reservas em Carcará sejam muito maiores do que a estimativa feita para venda, uma vez que os reservatórios se encontram acima de um vulcão antigo, cujas rochas fraturadas poderiam ter ainda mais óleo. Além disto, este seria um petróleo de excelente qualidade, diferenciando-se de outras acumulações do pré-sal.

Na E&P foi publicada uma notícia afirmando que este campo era o “Johan Sverdrup” brasileiro. Este é o nome de um dos cinco maiores campos de petróleo na Noruega, estimado em conter entre 2 e 3 bilhões de barris de petróleo recuperáveis na área. As estimativas para Carcará eram de 2 bilhões. Somente na exploração de Johan, 14 mil pessoas já foram contratadas para a fase 1 do projeto no mundo todo e este será um dos principais projetos industriais na Noruega, gerando receitas para o estado, emprego e renda.

Esta foi a primeira vez que a Statoil atuou como operadora em campanha no pré-sal. Esta primeira experiência tem duração prevista de três a cinco meses com possibilidade de extensão de afretamento em até um ano e meio.

Para esta primeira campanha, a sonda West Saturn foi contratada, vinda da Espanha. A empresa que está locando o navio-sonda é a Seadrill. Também norueguesa, a empresa atualmente opera em Londres com atividades físicas no Bahamas. Uma de suas subsidiárias foi acusada em 2015 pela Petrobrás de processos ilícitos na locação de uma sonda em 2005.

A importância desta notícia está ligada, primeiramente, ao uso do Brasil como plataforma para internacionalização das companhias Norueguesas, assunto que já foi tratado por Rodrigo Leão, pesquisador do INEEP,  na Carta Capital. A Statoil já figura como a terceira maior exploradora e produtora de petróleo no país. Enquanto estas empresas procuram investir no pré-sal e no pós-sal brasileiros, a Petrobras está se desfazendo de diversos ativos valiosos para sua carteira.

Em que pese o fato a atuação da Petrobras ter sido importante para o sucesso de arrecadação nos leilões e também ter sido a empresa que mais blocos arrematou, a estratégia de venda de ativos da estatal brasileira contrasta com sua postura de venda de ativos.

Na realidade, a empresa tem focado cada vez mais sua atuação somente nas áreas do pré-sal e, ainda assim, de forma associada, isto é, realizando parcerias com empresas estrangeiras. Isso se deve, em primeiro lugar, a uma visão equivocada de desintegrar a atuação da Petrobras abrindo de vários ativos lucrativos. Tais ativos são uma espécie de “amortecedores” para momentos em que a baixa de preço do petróleo prejudicam os resultados do E&P. E, em segundo lugar, a politica do governo federal de acelerar os leilões dificultando uma participação mais agressiva da Petrobras e, com efeito, abrindo espaço para a entrada de empresas estrangeiras como a Statoil.

Enquanto a Noruega investe, a Petrobras desinveste entregando ativos seus valiosos a partir de estimativas baixas de reservas e com preços não condizentes com o mercado patrocinado por uma política de abertura do setor e aceleração dos leilões. Para além disto, deixa-se de gerar renda para o estado e empregos para os nacionais a fim de favorecer empresas estrangeiras que estão visando nossa matéria-prima. Fica a necessidade de se repensar a estratégia brasileira em torno do setor energético, um setor importantíssimo para o desenvolvimento nacional.

*Internacionalista (UFSC) e mestre em Relações Internacionais (UnB). Atualmente é pesquisadora do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (INEEP) da FUP e é consultora do Pacific Institute for Research and Evaluation (PIRE)

O Sindipetro-NF recebeu uma denúncia de que a empresa Actemiun, que atua em P-53, cancelou suas eleições de CIPA e por isso não faz reunião desde novembro de 2017.

A Actemium possui cerca de 80 trabalhadores a bordo de P-53. Ao não convocar eleições, a empresa está descumprindo a legislação, a NR-5, que trata das Comissões Internas de Prevenção de Acidentes. Compete ao empregador convocar eleições para escolha dos representantes dos empregados na CIPA, no prazo mínimo de 60 (sessenta) dias antes do término do mandato em curso.

O Sindipetro-NF vai pedir esclarecimentos ao SMS da Petrobrás - com base na cláusula 99 do ACT da Petrobrás, que trata da contratação de Prestadoras de Serviços dando ênfase também às questões de Segurança, Meio Ambiente e Saúde. Caso a empresa não resolva o problema o sindicato irá acionar o MTE.

Na nossa visão, a atitude das empresas de tentar inviabilizar as CIPAs tem a ver com o projeto do governo golpista que implementou a Reforma Trabalhista que desmonta os direitos conquistados com muita luta da classe trabalhadora.

Como previsto em conquista do Acordo Coletivo da categoria, o Sindipetro-NF vai participar das investigações do acidente com um duto, na última sexta-feira, na Bacia de Campos. A entidade indicou hoje o diretor Luiz Carlos Mendonça para integrar a comissão de apuração do caso.

As informações iniciais são as de que um duto rompeu no navio Skandi Vitória, provocando o escape de gás. Nove trabalhadores foram desembarcados, dois deles com problemas respiratórios. Eles foram levados para hospitais do Rio de Janeiro. De acordo com a Petrobrás, não houve feridos e a embarcação segue em operação.

A Skandi Vitória é um navio de lançamento de linhas, operado pelas empresas DOF e Technip. Construído em 2010, a embarcação pode atuar com até 120 pessoas, em áreas de profundidade de até três mil metros.

 

[Foto; Divulgação]

 

 

Jeferson Miola / No Blog O Cafezinho - Colocar a raposa dentro do galinheiro. É exatamente isso que o ilegítimo governo Michel Temer pretende fazer na Assembléia Geral da Petrobrás de 26/4/2018 que confirmará as indicações de José Alberto de Paula Torres Lima e de Ana Lúcia Poças Zambelli para o Conselho de Administração da Petrobrás, que é o principal órgão de governança da estatal brasileira.

Durante 27 anos, José Alberto de Paula Torres Lima foi funcionário da Shell, a multinacional petroleira anglo-holandesa que busca se apropriar de nacos da Petrobrás que estão sendo privatizados e desnacionalizados pela atual direção ilegítima da Petrobrás.

O currículo de José Torres Lima divulgado pela Petrobrás traz as seguintes informações:

“Foi membro do Conselho da Houston Grand Opera e da ACC American Chemistry Council. Com uma carreira de 27 anos na Shell, exerceu cargos no Brasil e no exterior. Atuou como Vice-Presidente de NBD e Ventures da Shell Chemicals de 2012 até maio de 2016, Vice-Presidente de GNL, Monetização de Gás e Energia Eólica da Shell Upstream Americas – Houston de 2009 a 2012, Presidente da Shell US Gas & Power de 2002 a 2006, Líder de Projetos de M&A na Shell International Gas – Londres de 2001 e 2002, e Gerente de Finanças e Planejamento Corporativo de 1989 a 1996, quando entrou na Shell Brasil. Atualmente, é membro do Conselho de Administração da Prumo Logística”.

A Prumo Logística, na qual José Torres Lima integra o Conselho de Administração, é uma poderosa multinacional que atua nas cadeias de energia, petróleo, gás e minérios. O controle majoritário da Prumo Logística é exercido pela EIG – Global Energy Partners [91,7%], que tem sedes em Seul, Hong Kong, Sydney, Whashington, Houston, Londres e no Rio de Janeiro. A Mubadala, com sede em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, detém 6,9% do controle acionário, e os acionistas minoritários 1,4%.

Além do ex-dirigente da Shell, o governo também indicou Ana Lúcia Poças Zambelli. No currículo dela, constam altos cargos exercidos em importantes multinacionais da área de gás e petróleo:

– foi Vice Presidente senior comercial da Maersk Drilling, companhia cujo “objetivo geral é se tornar um contribuinte significativo e estável para o lucro do Maersk Group, desenvolvendo e expandindo nossos negócios nos segmentos de ultra-águas ultra-profundas e ultra-severas”;- foi Presidente na América do Sul da Transocean, que define como sua missão “ser a principal empresa de perfuração offshore fornecendo serviços de construção de poços baseados em plataformas em todo o mundo … com um foco particular em ambientes tecnicamente exigentes”; e- foi Presidente no Brasil da Schumberger, empresa que se identifica como “fornecedora líder mundial de tecnologia para caracterização, perfuração, produção e processamento de reservatórios para a indústria de petróleo e gás. Fornece a mais abrangente linha de produtos e serviços do setor, desde a exploração até a produção e soluções integradas de poços e tubulações”.

A designação de pessoas com vínculos precedentes com as principais concorrentes mundiais da Petrobrás para ocuparem cargo estratégico na estatal, se insere no plano selvagem de dilapidação, privatização e desnacionalização do patrimônio brasileiro.

Nomear na Petrobrás agentes que sempre defenderam interesses de empresas concorrentes da estatal brasileira significaria o mesmo que Kim Jong-un designar Donald Trump para coordenar o programa nuclear da Coreia do Norte – a capitulação definitiva.

 

Os trabalhadores de P-55 encaminharam ao Sindipetro-NF um manifesto onde expõe toda indignação e revolta do grupo em relação aos descontos feitos pela gerência relativos aos dias da greve realizada em 18 e 19 de fevereiro. Clique abaixo para ver a íntegra:

O Sindipetro-NF recebeu denuncia de que na segunda, 27, por volta das 9h, um estoquista da hotelaria de P-32 entrou no container frigorífico de transporte de alimentos para buscar suprimentos e foi surpreendido pelo fechamento brusco da porta. Como não conseguiu acionar o dispositivo para abertura interna, só foi resgatado quando o supervisor ouviu as batidas na porta do container.

O trabalhador foi levado para a enfermaria, com quadro de hipotermia. No local, recebeu o protocolo médico para estabilização e desembarcou pelo resgate aeromédico para avaliação complementar em terra. Segundo relatos o trabalhador ficou muito abalado psicologicamente.

A Petrobrás ficou de criar uma comissão de investigação de acidente e a empresa contratada será convocada para reunião com UO-BC. O Sindipetro-NF pretende participar da Comissão, para verificar os fatos e denunciar erros, caso sejam identificados.

FUP - Nesta quarta, 28, a Federação ajuizou Ação Civil Pública contra os leilões da 15rodada de concessões de petróleo e gás.

A ação parte do fato do Ministério de Minas e Energia, na tarde do mesmo dia, ter retirado os dois principais blocos a serem leiloados, seguindo recomendação do Tribunal de Contas da União. Dois blocos que responderiam por 73% dos bônus de assinatura que a União pretende arrecadar.

Os demais blocos seguirão sob preço aviltante, como estes por agora retirados. E, tal como os dois retirados, outros blocos também são limítrofes ao polígono do Pré-Sal.

Além disso, a FUP torna a denunciar, no processo, o conflito de interesses de Pedro Parente: a Petrobrás disputará a leilão? Não disputará? Essa decisão, seja qual for, foi tomada para favorecer a Petrobrás, ou os investidores clientes de Parente na Prada Consultoria?

O processo tramita no TRF2.

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