O líder do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta (RS), em nome da bancada petista, apresentou nesta quarta-feira (3) representação junto à Procuradoria-Geral da República (PGR) para que o órgão investigue e apure o acordo firmado pela Petrobras junto à Corte Federal de Nova York, nos Estados Unidos. Pelo acordo, a estatal pagará US$ 2,95 bilhões de dólares, o equivalente a mais de R$ 9,6 bilhões, para encerrar demandas judiciais atualmente em curso. O dinheiro será pago a investidores americanos que requereram na justiça indenização por supostos prejuízos na aquisição de ações da Petrobrás através de títulos emitidos pela Bolsa de Nova York.

“É escandalosa a notícia de que Pedro Parente, [indevido] atual presidente da Petrobras, decidiu indenizar em R$ 10 bilhões investidores americanos. Até onde eu sei um agente público não tem essa autonomia para não recorrer e pagar antecipadamente uma condenação. É como se o Parente assumisse que a Petrobras é culpada e não vítima das empreiteiras. Sendo culpada, dá 10 bilhões aos americanos. Incrível como conseguiram fazer o maior assalto da história da humanidade. Todo suposto dinheiro recuperado pela Lava Jato foi entregue para os americanos”, avalia Pimenta.

Na representação, o líder petista argumenta que a proposta de acordo extremamente benéfica aos investidores estadunidenses impactará sensivelmente a empresa ao longo do atual e dos demais exercícios financeiros, reduzindo a capacidade de investimento da estatal e potencializando a perspectiva de eventual prejuízo vindouro. “Nessa perspectiva, é fundamental que o Estado brasileiro, a sociedade brasileira e os acionistas minoritários, no País, tenham todas as informações acerca da proposta de acordo entabulada, de modo que os interesses nacionais não sejam malferidos”, defende.

Em outro documento, desta vez, um requerimento de informação direcionado ao Ministério de Minas e Energia, Paulo Pimenta enumera uma série de questões que precisam ser elucidadas pelo governo. Tais como:

 

1.Quais são e quantas são as ações coletivas propostas por investidores estadunidenses contra a Petrobrás nas Cortes Americanas e quais os valores cobrados ou dimensionados para as lides?

 2. Em que estágio jurídico processual se encontram tais ações?

 3. Foram realizadas avaliações jurídicas acerca da possibilidade de êxito da empresa nas referidas lides? Ou, na eventualidade de insucesso, análises de eventuais valores de condenação, considerando a natureza e a relevância da causa, bem como a práxis processual norte americana?

 4. proposta de acordo foi discutida e aprovada no Conselho de Administração?

 5. Quais os parâmetros técnicos e objetivos que fundamentaram a proposta financeira final do acordo?

 

“Tratam-se de informações relevantes e fundamentais para que a sociedade brasileira possa avaliar não só a legitimidade, como a conveniência desse acordo, sempre na perspectiva de salvaguardar os interesses financeiros da empresa e o patrimônio nacional”, finaliza Paulo Pimenta.

No dia 1 de junho do ano passado, o NF denunciou em boletim específico e em seu  site que a Petrobrás estava querendo desativar os postos avançados de atendimento aos petroleiros no Norte Fluminense. Essa semana, petroleiros denunciaram que compareceram aos locais aos postos na região e todos estavam sem pessoal para atendimento. Nem o ramal para comunicação com o sistema Petrobrás está funcionando.

O petroleiro no Rio de Janeiro  terá que se deslocar até o Edise (Edifício Sede) localizado no Centro da cidade do Rio para resolver problemas como emissão de segunda via da carteira da AMS (Assistência Médica) ou de Recursos Humanos. O motivo do fechamento é que a "competente" gestão de Pedro Parente não renovou o contrato a tempo, deixando a categoria sem atendimento.

Em contato com o RH Corporativo, o Coordenador do NF, Tezeu Bezerra, foi comunicado que a questão do fechamento é nacional e não só na região, e que realmente o contrato não foi renovado ou feita nova licitação.

"Para nós é um absurdo que mais uma vez a categoria petroleira pague pela incompetência da gestão Parente. Essa decisão de deixar os posto sem pessoal para atendimento prejudica os trabalhadores, mas atinge ainda mais os aposentados e pensionistas que tem dificuldade de utilizar o botão compartilhado" - disse Tezeu Bezerra.

Para o NF, o adiamento na renovação mostra a falta de compromisso da empresa com seu trabalhador.

Para que servem os Postos?

Os postos avançados estão presentes em cidades como Campos dos Goytacazes e Cabo Frio e prestam diversos serviços administrativos aos trabalhadores, da ativa e aposentados, que precisam resolver pendências com a companhia, sem que necessitem fazer um deslocamento até à sede da empresa na região, em Macaé ou no Rio.

Imprensa Sindipetro PR/SC - Mais uma vez a sorte foi requisito básico de segurança na Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar/Petrobrás), em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba. No dia 26 de dezembro, uma enorme peça de 4 toneladas da Unidade de Craqueamento Catalítico Fluidizado (U-2200) se rompeu e caiu.

Essa peça é um contrapeso da estrutura do reator da unidade. As causas ainda não foram identificadas, mas a suspeita é de falha no suporte. Ao cair, a peça atingiu a plataforma do reator, deformando-a.

O estrago poderia ter sido maior caso a peça atingisse alguma tubulação de produtos inflamáveis, tendo em vista que no momento do acidente a unidade estava em operação.

O Sindipetro Paraná e Santa Catarina acompanha o caso e vai participar da Comissão de Investigação do Acidente.

Rotina Macabra | Infelizmente os acidentes se tornaram rotina na Repar e este é mais um caso que aumenta as estatísticas recentes de sinistros na refinaria. No início de dezembro houve um incêndio na Unidade de Reforma Catalítica (U-2222) causada por corrosão na tubulação de hidrogênio. Nestes dois casos as consequências poderiam ser agravadas se algum trabalhador estivesse próximo dos locais. 

Peça de 4 toneladas despenca e causa alerta na Repar

Um novo ano começa com velhos golpes sendo praticados. Nesta quarta-feira, 03, começou a ser analisado um acordo com Justiça dos Estados Unidos para que a Petrobras pague US$ 2,95 bilhões – o equivalente a R$ 10 bilhões – a investidores norte-americanos. O valor é uma indenização pelos supostos prejuízos causados aos investidores com os casos da Lava Jato.

A diretoria do Sindipetro-NF repudia tal iniciativa. Somos radicalmente contra a corrupção, mas a Operação Lava-Jato, com seu combate seletivo a corrupção, se mostra cumprindo seu objetivo que é quebrar a industria petrolífera brasileira e entregar o pré-sal para os estrangeiros. Prova disso, é o fato de que o dinheiro recuperado pela Lava Jato, conduzida por Sergio Moro, segue direto para os Estados Unidos.

A ratificação do acordo depende ainda de decisão do juiz Jed Rakoff, da primeira instância da Justiça americana, mas a tendência, uma vez que houve acordo entre as partes, é que ele aprove a admissão inicial do acerto. Feito isso, dez dias depois, a estatal brasileira pagará aos participantes da 'class action' um terço do valor negociado.

 

O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) divulgou nota defendendo a participação de seus militantes nos atos final em defesa da democracia e do direito do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disputar a eleição presidencial deste ano. 

A defesa do ex-presidente e diversos juristas têm afirmado que o julgamento-relâmpago do recurso de Lua contra condenação do juiz Sérgio Moro em segunda instância, marcado para 24 de janeiro, no TRF-4 de Porto Alegre, é parte do processo de perseguição judicial com objetivos políticos. 

O texto do MTST vai ao encontro do vêm afirmando as principais organizações do país – como CUT, Movimentos dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), União Nacional dos Estudantes (UNE), Frente Brasil Popular, Levante Popular da Juventude, entre outras – de que a operação é uma “clara tentativa” de retirar Lula da disputa.

“O MTST se coloca na luta em defesa do direito de Lula ser candidato. Trata-se de defender a democracia contra mais um passo do golpe, até porque esse julgamento tem se demonstrado profundamente antidemocrático, baseado mais em certas convicções do que em provas concretas. Por isso estaremos em Porto Alegre no dia 24 de janeiro construindo as manifestações”, afirma o movimento liderado por Guilherme Boulos.

“A antecipação do debate eleitoral de 2018 tem sido tema de inúmeras discussões no campo da esquerda. A coordenação do MTST tem debatido o convite feito pelo Psol a Guilherme Boulos, para a disputa presidencial, com serenidade e respeitando os tempos da construção coletiva”, assinala a nota. “Colocaremos nossa posição tão logo essa discussão se conclua internamente e junto com companheiros do Psol. Neste momento, porém, acreditamos que toda a esquerda deve se unir mais uma vez na luta por direitos e em defesa da democracia.”

A afirmação ocorre dias depois de o deputado estadual pelo Psol do Rio de Janeiro, Marcelo Freixo, um dos principais expoentes da legenda em nível nacional, defender a filiação e candidatura de Boulos, mas, ao mesmo tempo, colocar em dúvida a necessidade e a possibilidade de união das esquerdas no embate eleitoral deste ano.

A mobilização pela democracia e pelo direito do ex-presidente a um julgamento imparcial e a ampla defesa começa o ano reforçada. A CUT orientou todas as entidades sindicais filiadas a convocar suas bases a participar dos atos programados em defesa de Lula antes e durante o julgamento pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) em 24 de janeiro em Porto Alegre. Estão previstas caravanas para a capital gaúcha e concentrações por todo o Brasil. O presidente da CUT, Vagner Freitas, afirmou que o processo contra Lula converteu-se em “linchamento político", como parte de um “processo político de perseguição a Lula e ao que ele representa”.

Nos primeiros dias do ano, estima-se que o manifesto "Eleição sem Lula é Fraude", com adesão de personalidades como a ex-presidenta da Argentina Cristina Kirchner, o filósofo norte-americano Noam Chomsky, o compositor Chico Buarque, os escritores Raduan Nassar e Milton Hatoum, os jornalistas Hildegard Angel e Mino Carta, o jurista Fábio Konder Comparato, o economista e ex-ministro Luiz Carlos Bresser-Pereira, e inclusive Boulos, ultrapasse a marca de 100 mil assinaturas.

A Frente Brasil Popular, integrada por dezenas de entidades sociais, articula também uma campanha de arrecadação de fundos para custear despesas com a organização das manifestações. “A Frente Brasil Popular está organizando um grande encontro de solidariedade ao presidente Lula nos dias 23 e 24 de janeiro em Porto Alegre. Lá reuniremos movimentos sociais e populares, juristas, intelectuais, artistas, partidos de esquerda, e nomes internacionais em defesa da democracia e do direito de Lula ser candidato. Para garantir as condições de infraestrutura e receber as Caravanas que virão de diferentes locais do Brasil, estamos realizando uma vakinha virtual - acesse e saiba como contribuir -https://www.vakinha.com.br/vaquinha/em-defesa-da-democracia-e-de-lula-ser-candidato-fbp-rs,  vamos todos às ruas em defesa da democracia!”, diz a frente.

 

Fonte: CUT

Os trabalhadores de P-07 denunciaram ao Sindipetro-NF hoje, 2, que estão desde sexta-feira passada,29, sem comunicação por telefone ou internet na plataforma. Passaram o reveillon isolados e sem poder falar com suas famílias num momento de confraternização tão importante.

A diretoria do NF entrou em contato imediatamente com o RH da UO-BC para cobrar uma solução imediata e foi informada que até amanhã o problema estará resolvido. O equipamento que gera o link para o telefone e a internet quebrou. 

"Nós alertamos o tempo todo à gestão sobre a necessidade das plataformas terem um técnico de informática embarcado o tempo todo, para solução de problemas semelhantes, mas infelizmente a Petrobrás não reconhece e situações como essa tem sido frequentes. Continuamos a repudiar essa postura da empresa e vamos nos manter vigilantes nessa cobrança" - afirma o Coordenador do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra.

Defender Lula é defender a aposentadoria e os direitos trabalhistas. Se ganhar as eleições, Lula vai fazer referendo para discutir reformas com o povo. Os golpistas impõem medidas que tiram direitos

Roberto Parizotti/CUT

Imprensa da CUT - A CUT divulgou na quinta, 21, o calendário de luta, atos e mobilizações que serão realizados na semana do julgamento do ex-presidente Lula no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) em Porto Alegre.

O TRF-4 marcou, em tempo recorde, o julgamento de Lula no “caso triplex” para o dia 24 de janeiro. Para isso, os juízes precisaram de apenas seis meses e doze dias após a condenação de Lula pelo juiz Sérgio Moro, cuja sentença foi considerada “fictícia, abusiva e absurda” por juristas de renome nacional e internacional devido à falta de provas.

“Vamos defender Lula em Porto Alegre e em todo o país, com atos do dia 15 até o dia 24 porque defender Lula é defender a democracia, uma Justiça imparcial e abrangente e o fim da perseguição ao nosso ex-presidente”, diz o presidente da CUT, Vagner Freitas.

Para a CUT, afirma Vagner, está claro que parte da Justiça persegue Lula e quer impedi-lo de se candidatar nas eleições de 2018.  Isso completa o presidente da CUT Estadual, Douglas Izzo, “mesmo com mais de 56% dos brasileiros afirmando que Lula deve ser julgado pelo povo, nas urnas, não por Moro ou qualquer outro juiz, como mostrou a pesquisa CUT-Vox Populi”.

O secretário-Geral da CUT, Sérgio Nobre, concorda que defender Lula é  defender a democracia, uma Justiça isenta e, também, a classe trabalhadora.  Segundo ele, “uma derrota do Lula é uma derrota de todos os trabalhadores e trabalhadoras".

Por isso, diz Sérgio, “defender Lula é defender a aposentadoria, que corre risco de acabar com Temer, e os direitos trabalhistas que eles já atacaram”. O dirigente lembrou a promessa de Lula de que, se eleito, vai fazer um referendo popular para discutir a lei trabalhista e a Previdência Social do Brasil.

Agenda prevê atos e mobilizações em todo no país durante toda a semana do julgamento

Em São Paulo, já estão marcados os seguintes atos:

15/01 - Debate com juristas em defesa do Lula

21/01 – Ato em defesa de Lula, da democracia e por uma Justiça imparcial na Avenida Paulista;

22/01 – Debate com juristas sobre as contradições e falhas durante toda a investigação deste processo que indicam um julgamento político;

23/01 – Início de uma vigília que vai até o dia 24/01 em frente ao prédio da Justiça Federal, em São Paulo.

23/01 – No final da tarde, embarque dos dirigentes e militantes que irão de carros, ônibus ou avião para Porto Alegre.

23/01 – 11h00 – ato das mulheres em Porto Alegre

24/01 – Atos em todos os estados com todos que não puderam ir a Porto Alegre

24/01 – Acompanhamento do julgamento de Lula em frente ao prédio do TRF-4    

Rede Brasil Atual - O Dieese enfrenta aquela que, na avaliação de seu diretor técnico, Clemente Ganz Lúcio, é a mais severa crise entre as muitas de sua existência, sob impacto da situação difícil do próprio movimento sindical, que o sustenta, e do próprio Estado, parceiro do instituto em vários projetos. Há risco de fechamento, inclusive, e para evitar isso o Dieese lançou uma campanha de apoio institucional.

"O objetivo é garantir a sustentabilidade da instituição e permitir a intensificação dos trabalhos de assessoria às entidades sindicais, nesse momento em que direitos dos trabalhadores e a organização sindical estão ameaçados", afirma o Dieese, destacando a capacidade técnica do instituto. "Tempos difíceis trazem desafios que exigirão do movimento sindical ousadia, novas ideias, criatividade, capacitação, visão estratégica, táticas de negociação e muita unidade."

A situação inclui atraso de salários e dispensa de mão de obra, neste último caso nem tão recente. De dois anos para cá, o instituto cortou 70 dos seus funcionários, reduzindo o total para 270 – e deve diminuir mais. Projetos tiveram redução. A Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) deixou de ser realizadas em três regiões metropolitanas  (Belo Horizonte, Fortaleza e Recife) e está ameaçada em Porto Alegre. A pesquisa da cesta básica, que era feita nas 27 unidades da federação, perdeu seis capitais.

"O impacto é várias vezes mais severo do que já tivemos, porque é uma crise estrutural dos sindicatos. O Dieese sofre a consequência de uma pesada desestruturação. É também uma crise do Estado brasileiro", diz Clemente, apontando uma "acentuada queda de receita". Em torno de 70% da receita é sindical e 30%, não sindical. No caso de convênios com órgãos públicos, muitos estão com pagamento em atraso. Alguns sócios também estão inadimplentes.

"Há um risco de entidades sindicais fecharem. Esse mesmo risco pode atingir o Dieese", observa Clemente. A perda de receita se tornou mais acentuada após a "reforma" trabalhista –  que, em contrapartida, também pode exigir mais prestação de serviços. "A nossa ideia é que essas mudanças tragam aumento de demanda para o Dieese", diz o diretor técnico.

Na campanha de apoio, o instituto solicitou às entidades filiadas – aproximadamente 700 – o aporte de uma 13ª mensalidade. Para os não sócios, foi pedida uma contribuição, que dará acesso a alguns serviços. Pessoas físicas também podem participar. Confira como, aqui.

Nesta quarta-feira (20), o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, ex-presidente do instituto, divulgou um texto cujo título é Não podemos deixar o Dieese fechar. "Seus técnicos estão procurando, a duras penas, manter o trabalho, porque a interrupção de uma pesquisa joga tudo o que foi feito no lixo", escreveu, citando atraso nos salários desde setembro e uma dívida não paga do Ministério do Trabalho.

"Os trabalhadores perdem com o fechamento do Dieese, pois é o Dieese que tem a melhor capacidade e legitimidade para situá-los no contexto econômico e social. Toda luta e toda reivindicação precisa de dados e estatística que a justifiquem. (...) Sem mecanismos que questionem a realidade, com as estatísticas com fundamentos científicos, não há informação apurada e confiável." O instituto nasceu, nos anos 1950, justamente para contrapor-se a dados oficiais de inflação.

 

Sindicatos assinam ACT dia 5/01

Janeiro 02, 2018 15:07

assinatura

Imprensa da FUP - Os Sindicatos filiados à Federação Única dos Petroleiros - FUP (SP, NF, Caxias, RS, MG, ES, PE/PB, BA, AM, RN, CE/PI e PR/SC) assinarão o Acordo Coletivo de Trabalho 2017/2019 na próxima sexta-feira (05/01). A companhia aplicará todas as cláusulas pactuadas para os empregados dessas bases, que receberão os valores retroativos a setembro de 2017, no dia 17 de janeiro. Também assinam neste dia Transpetro e Fafen Araucária. 

FUP negociou o melhor acordo para os Petroleiros 

Em reunião nesta quinta-feira (28/12) com os Sindipetros RJ, LP, SJC, AL/SE e PA/AM/MA/AP, a companhia reiterou que já fez sua proposta definitiva e que não há mais como avançar. Atendendo solicitação dos cinco sindicatos, a Petrobrás encaminhou nova minuta do ACT com os ajustes, de modo que o conteúdo ficasse igual ao dos sindicatos filiados à FUP. A empresa aguarda posicionamento sobre a realização de novas assembleias com os empregados dessas cinco bases.

 

Quando em 2014 o Brasil atingiu o menor índice de desemprego de sua série histórica, apenas os mais pessimistas poderiam imaginar que, em menos de dois anos depois, o país sofreria um Golpe de Estado - "com supremo e com tudo" - que colocaria a perder todas as conquistas recentes da população.

De ataques diretos a Constituição cidadã de 1988 (como a PEC do fim do mundo, que inviabilizou investimentos em saúde, educação e segurança) até mesmo a destruição da CLT (com a permissão legal da terceirização predatória e a contrareforma que permite o empregador achacar seus trabalhadores e trabalhadoras), chegando à ameaça concreta da nossa soberania nacional (com a entrega das nossas terras, águas, floresta amazônica e do nosso Pré-sal) o Brasil foi vítima de investidas agudas de uma onda neoliberal que , não conformada em ser derrotada quatro vezes nas urnas, voltou à ativa pelos porões do autoritarismo e do estado de exceção.

Consequentemente, como argumentava quem esteve contra essa ruptura institucional desde o início, quem pagou o pato foi a classe trabalhadora, estudantil e o povo pobre desse país que viu sua renda ir embora para que ricos empresários aumentassem seu acúmulo de capital, enquanto o Governo, subserviente de interesses internacionais, vendia o país para comprar deputados.

Nessa conjuntura, onde milhões de trabalhadoras e trabalhadores foram demitidos, o país entrou numa espiral recessiva alimentada pela queda de consumo e arrecadação. E, obviamente, os petroleiros e petroleiras não ficaram alheios a essa conjuntura.

Vale recordar que em 2015, no nascimento do impeachment capitaneado por Eduardo Cunha, a categoria petroleira realizou uma de suas maiores greves para adiar a política de privatizações da empresa e se qualificar para discutir os rumos da Petrobrás e todo seu sistema.

Em 2016, com o Golpe já consolidado, a empresa rompeu a cultura de negociação de apenas discutir questões econômicas em anos pares, propondo mexer em cláusulas sociais - inclusive de saúde, meio ambiente e segurança - tentando destruir quase a metade do nosso Acordo coletivo. Ainda sim, no auge da força do governo golpista e seus parceiros como Pedro Parente, a categoria petroleira teve a sabedoria de manter intacto seu acordo.

Chegamos à 2017, onde a gestão da Petrobrás assume seu papel de coadjuvante do governo Temer e promove o maior ataque aos Acordos Coletivos da categoria petroleira dos últimos 20 anos: Tentando acabar com a Hora Extra, adicionais de Campo, Programa Jovem Universitário, promoções pleno/sênior para o nível médio e o acordo de dois anos. Parente mostrou, assim, o porquê era considerado o ministro mais alinhado à FHC na década de 90 e tentou impor à categoria sua lógica de destruição das relações de trabalho e investida sobre a soberania nacional.

Nessa difícil conjuntura, certamente a pior do século XXI, a categoria petroleira conseguiu manter seu acordo coletivo por mais dois anos, garantindo como ponto de partida a reposição inflacionária para o ano que vem e abrindo caminho para a inevitável luta vindoura: evitar a privatização do sistema Petrobrás. Além disso, petroleiros e petroleiras foram pioneiros em conseguir adicionar ao seu acordo quatro cláusulas de salvaguarda aos principais ataques da contrarreforma trabalhista.

Ademais, manter as conquistas não foi a única ação da categoria petroleira. De Brasília até São Paulo; do Rio de Janeiro até Campos, Macaé e região, os petroleiros e petroleiras do Norte Fluminense jamais abandonaram a luta, e foram às ruas enfrentaram a chuva, o cansaço, e a alta repressão do Estado para resistir aos ataques provenientes do Golpe.

Espera-se, assim, um novo ano de desafios colossais. Contudo, mesmo que a adversidade alcance níveis extraordinários, ela ainda estará aquém da capacidade de luta dos petroleiros e petroleiras que nunca se furtaram em defender suas conquistas, seus empregos, a Petrobrás e suas subsidiárias e, sobretudo, o Brasil

Nos encontramos, até a vitória,

em 2018 e sempre!

Diretoria Colegiada do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense

O SindipetroNF e os demais sindicatos da FUP agendaram, para a primeira Sexta-Feira do ano de 2018, a assinatura do Acordo Coletivo de Trabalho 2017-2019 da Petrobrás, Transpetro e demais subsidiárias. 

A reunião de assinatura ocorrerá às 10:00h da primeira Sexta-Feira do ano de 2018, dia 05 de janeiro, no Edifício Sede da Petrobrás, localizado na capital fluminense.

[Confira, em anexo, o documento que a Petrobrás enviou a FUP agendando a reunião de assinatura]

A empresa ainda enviará as minutas finais dos ACT's que serão minuciosamente analisadas pelo jurídico da FUP e de seus sindicatos. Atestada a compatibilidade das cláusulas com o que foi negociado com os sindicatos e aprovado pela categoria em assembleias por todo o Brasil, a assinatura ocorrerá normalmente.

Manutenção dos direitos em conjuntura adversa é conquista da categoria

A categoria petroleira começou o processo de negociação recebendo uma das piores propostas dos últimos anos, que incluía, entre outros itens: o fim da Hora Extra 100%; o fim dos adicionais de campo maduro e amazonas; o fim do programa jovem universitário;  o fim da promoção automática de pleno para sênior para o ensino médio; o fim da gratificação de férias a 100% e a mudança na sistemática de troca de turno.

A pior proposta da companhia foi apresentada numa conjuntura péssima para o Brasil. Após o Golpe 2016 a classe trabalhadora brasileira, no geral, passou a sofrer com o desemprego, a troca de empregos formais por "bicos" e com o baixo poder de compra.

[Confira, aqui, a mensagem de fim de ano da diretoria do SindipetroNF]

O Coordenador Geral do SindipetroNF, Tezeu Bezerra, em vídeo enviado para a categoria após a aprovação do ACT e manutenção do estado de greve contra a privatização ressaltou que a manutenção da essência do acordo coletivo e a respectiva garantia de direitos foi uma grande vitória da categoria: Em torno de 1600 trabalhadores e trabalhadoras participaram das assembleias que analisaram e acataram os indicativos da Federação, demonstrando a importância da democracia” argumentou Tezeu, ressaltando a importância de se “manter a essência do acordo nesse momento de Golpe que o país vive, considerando, ainda, as salvaguardas que conquistamos nos protegendo da contrarreforma trabalhista”.

Por fim, o coordenador do NF destacou a necessidade de continuarmos mobilizados pois “os golpistas não vão deixar de lado essa sanha de nos atacar e que ainda temos uma grande luta contra a privatização da empresa”.




A diretoria do Sindipetro NF foi informado sobre a ocorrência de um vazamento de gás, na UTGCab, especificamente no sistema de scrapers (sistema de envio, recebimento de Pig), no período de passagem de serviço do turno da noite para a turma de dia.
 
Segundo o NF pôde apurar, não foi acionado a sirene de emergência, contudo foi solicitado a presença da brigada de apoio.
 
Segundo os trabalhadores, o vazamento ocorreu devido ao rompimento de uma junta (ring) na tampa do canhão, sendo que, visualmente, dava para visualizar a nuvem de gás do CIC (Centro Integrado de Controle), ou seja, próximo de 1 km em linha reta.
 
O Sindipetro NF relembra que a mais de um ano a gestão da UTGCAB se recusa a participar da reunião de SMS Local, onde as demais bases locais da Petrobrás participam.  criando, assim, um ambiente inseguro e de incertezas, além, claro, de ser um claro descumprimento do Acordo Coletivo de trabalho.
 
A diretoria do NF salienta, por fim, que acidentes como esse devem servir de lição para que a gestão do terminal reavalie sua postura e venha construir um ambiente local seguro para os trabalhadores e trabalhadoras com o Sindicato.
 
Outro lado
 
A empresa informou ao sindicato que o vazamento foi detectado pelos operadores da unidade, no scrapers, especificamente na tampa do canhão onde está localizado do GASDUC II.
 
A companhia relatou, ainda, que foi acionado a Transpetro, que é responsável pelo equipamento, porém devida a gravidade da situação, foram os operadores da UTGCAB que isolaram o canhão do sistema, despressurizaram e abriram o mesmo trocando a junta danificada.
 
Por fim, a gestão comunicou ao NF que o Coordenador de Turno avalizou que não havia necessidade de acionar a sirene e que a brigada de apoio realizou as devidas ações de contenção.
 
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