FUP - Em um cenário de graves ataques contra o povo brasileiro, com os direitos dos trabalhadores sendo destruídos pelo interesse dos grandes empresários, os petroleiros garantiram a manutenção do ACT por dois anos e a FUP e seus Sindicatos filiados assinaram, nesta manhã do dia 05 de janeiro, o Acordo Coletivo de Trabalho 2017/2019, no Edifício Sede da Petrobrás, no Rio de Janeiro.

Na contramão do que vem ocorrendo em com outras categorias, e mesmo com a contrarreforma trabalhista instaurada no Brasil, a categoria barrou a retirada de direitos na Petrobrás e subsidiárias, inclusive na Araucária Nitrogenados e TBG, onde os trabalhadores já enfrentam o processo de privatização. Esta é uma vitória dos Petroleiros.

O reajuste retroativo a setembro será pago aos empregados das bases da FUP no dia 12/01.

Mesmo com acordo assinado, a luta da categoria contra a privatização da empresa continua. Os petroleiros estão em estado de greve e assembleia permanente, como foi aprovado.

Relembre o histórico da campanha salarial 2017 no portal da FUP. http://www.fup.org.br/campanha-reivindicatoria-2017

 

 

CUT - No primeiro dia de 2018 o trabalhador e a trabalhadora tiveram, mais uma vez,  direitos conquistados usurpados pelo golpista e ilegítimo Michel Temer (MDB-SP). O reajuste de 1,81% do salário mínimo é o menor aumento dos últimos 24 anos, desde a criação do Plano Real.  O valor passará dos atuais R$ 937 para R$ 954, conforme anunciado pelo governo golpista. 

Para o presidente da CUT, Vagner, Freitas, a redução do salário mínimo é mais um “descompromisso do governo ilegítimo com os trabalhadores e com a população mais carente do Brasil”. De acordo com Vagner, essa decisão vai “prejudicar ainda mais os aposentados e pensionistas caso a reforma da Previdência, que está prevista para ser votada no dia 19 de fevereiro, seja aprovada pelo Congresso Nacional.

"Enquanto compromete a qualidade de vida e a sobrevivência de milhões de famílias que dependem desse salário, o governo golpista perdoa dívidas de bilhões de reais dos banqueiros, grandes empresários e paga bilhões de dólares de indenização para os especuladores da Bolsa americanos”, denuncia o presidente.

Uma nota divulgada pela Executiva Nacional da CUT, assim que o governo ilegítimo anunciou a redução, a Central alertou que a medida de Temer  penaliza a classe trabalhadora com a  redução da renda.

“Um governo que gastou mais de R$ 15 bilhões em dinheiro público para se livrar da investigação de corrupção na Câmara dos Deputados, tira do bolso do trabalhador um dinheiro que poderia ser usado para comprar pelo menos 1 quilo de feijão (R$ 5,48) e outro de arroz (R$ 3,20) por mês. Isso é um crime contra a humanidade”, diz a nota

Segundo o Dieese, o reajuste é o menor já registrado desde 1999, quando o valor teve um incremento de 5,79%.

O cálculo do reajuste, regulamentado em lei, leva em conta o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos antes (no caso, o de 2016, que foi negativo em 3,6% e, por conta disso, desconsiderado), mais o INPC apurado no ano anterior. O governo ilegítimo acabou utilizando como referência o acumulado entre janeiro e novembro, que ficou em 1,81%.

Para o economista técnico do Dieese, Ilmar Ferreira Silva, o valor do salário mínimo deveria ser de R$ 3.731,39 “para suprir um trabalhador e sua família com alimentação, moradia e saúde”.

“O fato é que tudo indica que o governo não compartilha dessa visão de que é importante ter um aumento de renda da classe trabalhadora que recebe menos, que é a população que gasta o que recebe, gera atividade economia e ativa a economia”, diz.

No cálculo do Dieese, cada real de aumento tem um impacto de R$ 302,1 milhões por ano na folha da Previdência. O aumento dado, de R$ 17,00, representaria um gasto adicional de R$ 5,1 bilhões ao governo em 2018. 

Em 1994, no início do Plano Real, o valor necessário do mínimo, calculado pelo Dieese, era nove vezes superior ao oficial (R$ 590 a R$ 64). 

No governo Fernando Henrique essa diferença entre oficial e necessário oscilou de sete a oito vezes. Ainda na gestão do tucano um trabalhador que recebia salário mínimo chegou a precisar trabalhar 11 meses para alcançar o valor exigido pela lei.

Foi a partir de 2003, no governo do ex-presidente Lula, que essa diferença passou a ser reduzida de maneira mais definida, chegando a seu melhor patamar em janeiro de 2014, final do primeiro mandato da presidenta Dilma Rousseff, quando o mínimo era de R$ 724 e o necessário exigido por lei, R$ 3.118,00 (3,5 vezes mais). 

“Foi a partir de 2004 (no governo Lula) que houve uma grande recuperação do salário mínimo”, afirma Ilmar, que ressaltou ainda que as Centrais, em 2004, lançaram uma campanha pela valorização do salário, capitaneadas pela CUT que fez a proposta de valorização do mínimo, e o resultado disso foi uma trajetória de reajuste constante, que preservou o poder de compra dos brasileiros e ajudou a elevar os valores dos pisos salariais.

Fiscais de Logística denunciaram nesta sexta, 5, aos diretores do Sindipetro-NF, que a gerência de Logística, Manutenção e Suporte às Operações (LMS) anunciou que irá reduzir dois turnos do setor de almoxarifado e transferir esses trabalhadores para o regime administrativo, em sistema de sobreaviso. Essa decisão afetará em quase 40% a remuneração dos trabalhadores.

Segundo os trabalhadores, está sendo usada como desculpa para a transferência dos trabalhadores um inventário realizado em 2017. Durante esse processo de inventário, a empresa contratada apresentou diferenças enormes no apurado. Foi necessário a intervenção dos funcionários Petrobras, para mostrar que esses números eram bem menores e diferentes dos apresentados inicialmente.

Pelo trabalho realizado os trabalhadores receberam elogios verbais. Ainda assim, a gerência informou por e-mail que foram identificadas "diversas divergências" durante o processo, e que isso afetaria os GDs. Os dez trabalhadores menos pontuados foram "premiados" com a transferência para o ADM.

Na visão do NF e dos trabalhadores, o real objetivo da gerência era de enxugar o quadro. O gerente chegou a oferecer cinco vagas para trabalhar no Rio, mas não houve adesão.

O clima na Logística do Parque de Tubos está tenso. Os trabalhadores também denunciam que sofrem assédio moral do gerente, o que piora ainda mais ambiência do local. Além disso, reclamam que não possuem treinamento adequado para atuar.

O Coordenador do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra, cobrou uma posição da gerência que confirmou a redução dos postos de trabalho, alegando que o trabalho de logística no parque de Tubos foi reduzido.

O Sindicato solicitará uma reunião com a gerência para tentar uma solução para essa transferência e também discutirá o assunto em reunião colegiada onde definirá as principais ações a serem tomadas.

"Importante que os trabalhadores sempre denunciem ao sindicato os casos de assédio. Não vamos aceitar situações como essa!  Reiteramos também que os processos tem que se dar de forma transparente, sempre negociando com o sindicato, que representa a categoria" - afirma Tezeu.

Os trabalhadores da empresa Enfil S/A Controle Ambiental que é responsável pela manutenção no terminal Cabiúnas foram comunicados pela empresa que só receberão seus salários no dia 12 de janeiro. Esse atraso está deixando os trabalhadores insatisfeitos por saber que por lei a empresa é obrigada a realizar o pagamento com juros e correção monetária e a mesma se nega a cumpri-la. 

Em e-mail encaminhado ao Sindipetro-NF, os trabalhadores afirmaram a intenção de entrar em greve exigindo o pagamento na data correta. O NF se solidariza à reivindicação justa dos trabalhadores.


Há quatro meses, a gestão da UTGCAB aluga dois compressores de ar a diesel da Atlas Copco, para manter da unidade em funcionamento. Todas as válvulas são acionadas por ar comprimido. Esse sistema é essencial para a operação do terminal.

Os gastos com combustível e aluguel dos equipamentos chegam a mais de meio milhão de reais por mês, segundo o NF apurou.

Na unidade já existem compressores de ar elétricos próprios que estão instalados, mas encontram-se com problemas. Para reparar esse equipamentos a empresa gastaria uma pequena fração do que gasta com os alugados, mas alega falta de peças. Os trabalhadores consideram esses compressores eficientes.

Além disso,  através das passagens de serviço da Utilidade e do Processamento foram verificadas que as quedas do sistema continuam por causa do sistema provisório de ar comprimido, trazendo no mínimo instabilidade operacional.

O que está por trás desse contrato, já que não se conserta o que tem e aluga esses equipamentos de uma empresa privada? "Infelizmente esta situação não afeta somente negativamente a parte financeira da empresa, a saúde dos trabalhadores e do meio ambiente está incluso no pacote de mazelas da denúncia" - afirma o diretor Cláudio Nunes.

Dois vazamentos

Além do alto custo, os compressores alugados produzem muito ruído. Os técnicos operacionais de manutenção, próprios e terceirizados, tem reclamado ao NF sobre o aumento do ruído na área operacional, onde estão estes compressores alugados. Eles chegaram a cobrar a medição pelo SMS,  mas dizem que até hoje não foram informados via Diálogo Diário de SMS (DDSMS) se foi realizada, o que foi constatado e se há revisão de medidas de proteção.

Em menos de um mês já aconteceram  dois vazamentos de óleo diesel. O primeiro ocorreu no dia 29 de dezembro, quando foi solicitada inclusive a troca da brita que fica embaixo dos compressores.

Segundo os trabalhadores, a empresa reaproveitou quatro tanques de cloro com capacidade de 1 mil litros, para óleo diesel.

Eles denunciam que o abastecimento desses tanques é feito de forma precária. O trabalhador precisa segurar a mangueira durante toda a operação, já que elas não são adequadas. Também não há gatilho de desarme e nem proteção estática na mangueira. Isso tem provocado vazamentos na brita e por consequência no solo, além de exposição desnecessária dos trabalhadores, que ficam mais de duas horas inalando vapor do diesel, se o tanque estiver em 50%.

O segundo vazamento ocorreu hoje, 5 de janeiro. Às 9h30,  durante o abastecimento de diesel para o compressor de ar em Cabiúnas, houve rompimento de uma junta do flange da descarga da bomba do caminhão de abastecimento da BR distribuidora. Aproximadamente 20 litros de diesel vazaram na rua ao lado da unidade.

O Sindipetro-NF faz dois questionamentos à gestão. Primeiro, por que não realiza os reparos necessários nos equipamentos com problemas? E segundo por que não compra novos, caso os existentes não tenham solução?

Situação atinge outras unidades

Este problema não é restrito a UTGCAB ou a uma base de terra. Existem relatos semelhantes nas plataformas da UO-BC , como também levantamento de suspeitas de corrupção e problemas de segurança operacional (trabalhadores e equipamentos), com a mesma empresa. No manifesto da P-63 publicado no site do Sindipetro-NF  no dia 15 de junho do ano passado os trabalhadores relataram a mesma situação.

O NF solicita à categoria que encaminhem denúncias ao sindicato, caso em sua unidade esteja ocorrendo a mesma situação para o e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. .

Além disso, o Sindicato cobra a participação de representantes da UTGCAB nas reuniões de SMS local, onde situações como essa poderiam ser resolvidas. A empresa não participa desde o segundo semestre de 2016 e para o NF isso é um desrespeito e uma falta de compromisso com a saúde e segurança dos seus trabalhadores.  

 

Em dezembro de 2017, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.585,05, ou 3,83 vezes o mínimo de R$ 937,00, de acordo com o último levantamento divulgado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos - DIEESE. Em dezembro de 2016, o salário mínimo necessário era de R$ 3.856,23, ou 4,38 vezes o piso em vigor, que equivalia a R$ 880,00. Lembrando que o levantamento tem como base o valor necessário para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.

Ainda segundo levantamento do DIEESE, em 2017 o valor acumulado da cesta básica diminuiu nas 21 capitais do país. As reduções variaram entre -13,16%, em Belém, e -2,76%, em Aracaju. Porém, entre novembro e dezembro de 2017, o valor da cesta aumentou em 14 cidades. As altas mais expressivas foram registradas em Recife (1,31%), João Pessoa (1,42%) e no Rio de Janeiro (2,78%). As quedas foram anotadas em sete capitas, com destaque para Porto Alegre (-3,92%), Curitiba (-1,66%) e Vitória (-0,71%). O maior custo do conjunto de bens alimentícios básicos foi apurado em Porto Alegre (R$ 426,74), seguido pelo de São Paulo (R$ 424,36), Rio de Janeiro (418,71) e Florianópolis (R$ 418,61).

Com isso, em dezembro de 2017, o tempo médio de trabalho necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 86 horas e 04 minutos. Em novembro, a jornada necessária foi calculada em 85 horas e 58 minutos. Em dezembro de 2016, quando a pesquisa era feita em 27 capitais do país, a média foi de 98 horas e 58 minutos.

Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em dezembro, 42,52% do rendimento para adquirir os mesmos produtos que, em novembro, demandavam 42,47%. Em dezembro de 2016, quando a pesquisa era feita em 27 capitais, a média foi de 48,89%.

No Rio de Janeiro  

A cesta do Rio de Janeiro custou R$ 418,70 em dezembro de 2017, um aumento de 2,78% em relação a novembro. Foi o terceiro maior valor da cesta básica entre as 21 capitais pesquisadas pelo DIEESE. Em 12 meses, a variação foi de -5,64%. Entre novembro e dezembro, dos treze itens pesquisados, apenas a batata apresentou variação negativa, com recuo de 2,96%.

Em dezembro de 2017, o trabalhador carioca cuja remuneração equivale ao salário mínimo necessitou, para aquisição da cesta, cumprir jornada de trabalho de 98 horas e 19 minutos. Em novembro, esta jornada foi de 95 horas e 39 minutos. Já em dezembro de 2016, foram necessárias 110 horas e 56 minutos.

O custo da cesta no Rio de Janeiro, em dezembro de 2017, comprometeu 48,57% do salário mínimo líquido (após os descontos previdenciários). 

CUT - O advogado e deputado federal Wadih Damous (PT/RJ) afirmou nesta quarta-feira (3) que somente a forte mobilização popular será capaz de garantir o direito de o ex-presidente Lula ser candidato em 2018, de o Brasil resgatar a democracia e ainda contribuir para que os poderes públicos cumpram o seu papel constitucional. 

“O fascismo vem tomando conta do Judiciário desde os processos do mensalão. Veio num crescendo e recrudesceu agora, com a Operação Lava Jato”, criticou o parlamentar, ao comentar a necessidade de que haja uma grande manifestação em Porto Alegre no próximo dia 24, data do julgamento em segunda instância, no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), do recurso do ex-presidente Lula contra condenação do juiz Sérgio Moro no caso do triplex do Guarujá. 

Para Damous,  “esse processo penal se transformou em espetáculo e em instrumento de perseguição político-judicial-midiática contra o presidente Lula”. Segundo ele, “não se trata de saber se há ou não há crime. E não existe outra razão senão esta para a grande mobilização que deve ser promovida em Porto Alegre e em todo o país”.

A CUT, os movimentos sociais e partidos políticos de esquerda estão organizando caravanas a Porto Alegre, onde haverá uma grande vigília para acompanhar de perto o julgamento no TRF-4, e uma série de atividades em todo o país a partir do próximo dia 15.

Na avaliação do deputado – que já foi presidente da sessão carioca da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ) e presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB Nacional –, o Judiciário está tomado pela politização indevida e o Ministério Público Federal também se mostra cada vez mais “fascista, gozando de autonomia exacerbada”. 

Por isso, Damous ressaltou que não se mostra otimista com o desenrolar do processo penal contra Lula. “Meu otimismo é com a mobilização crescente para garantir que o presidente Lula tenha o direito de ser candidato e para que a soberania popular seja respeitada”, afirmou.

Sobre a possibilidade de o ex-presidente ser ouvido pelo TRF-4 no dia 24, como solicitou seus advogados de defesa, o parlamentar disse que “não há permissivo legal que possa ser usado para isso, mas como todos os ritos legais estão sendo negligenciados pelo Judiciário, o pedido da defesa pode até ser acatado”.

Para o deputado, só com mobilização popular será possível frear esta onda fascista e politizada do Judiciário. “É preciso também fazer com que o Poder Legislativo não continue sendo uma instância acovardada do Poder Judiciário. Precisamos aprovar a lei de abuso de autoridade e o projeto (de minha autoria) que transforma em improbidade administrativa todo recebimento de verbas acima do teto constitucional”, pontuou. 

A conselheira eleita para o Conselho de Administração da Transpetro em agosto, a baiana Fabiana dos Anjos, fez uma carta aos trabalhadores onde explica o porquê da sua primeira participação nas reuniões acontecer em janeiro desse ano e como será sua postura a frente do cargo.

Fabiana foi eleita legitimamente pelos trabalhadores mas foi enrolada pela empresa para tomar posse. Leia abaixo a íntegra da carta de Fabiana.

CARTA DA CONSELHEIRA DA TRANsPETRO

Primeiramente agradeço o apoio e a confiança dos colegas da Transpetro que me escolheram para representá-los no Conselho de Administração da Companhia.

Mesmo sendo declarada eleita em 23 de agosto de 2017, a minha posse somente foi aprovada em Assembleia Geral Extraordinária da Transpetro no dia 27 de dezembro. Com isso, a minha primeira participação em reunião do Conselho acontecerá somente no mês de janeiro de 2018.

Na primeira oportunidade que eu estiver participando do Conselho, abordarei a questão do prazo para o Conselheiro eleito representante dos empregados tomar posse. Acredito que deva constar em edital de convocação das eleições um prazo razoável, mas não tão longo quanto foi para a minha posse, e que haja definição do responsável pelo cumprimento desse prazo.

O ano de 2018 não será fácil, com certeza será de muita luta.

Convoco a todos e todas colegas da Transpetro a refletirem sobre a importância dessa empresa na vida de cada um de vocês, para a sociedade brasileira, para os trabalhadores terceirizados, para a Comunidade que se estabelece em torno de suas instalações e para a própria Petrobrás.

Pensem como defenderemos a Transpetro em 2018. 

Após o recesso parlamentar, já em fevereiro, o Projeto de Lei 6.102/2016 será apreciado na Câmara dos Deputados. Esse PL constitui uma ameaça para as atividades da Transpetro e abre caminho para a sua privatização e consequente enfraquecimento do Sistema Petrobrás.

No capítulo II, intitulado Transporte de Gás natural, em seu parágrafo único diz que “a empresa autorizada para o exercício da atividade de transporte de gás natural poderá explorar a atividade de qualquer modalidade de transporte de petróleo, seus derivados, e gás natural, biocombustíveis...”

No artigo 5°, §1° determina que “é vedada relação societária direta ou indireta, entre transportadoras e empresas ou consórcio de empresas que atuem ou exerçam funções nas atividades de exploração, desenvolvimento, produção... de gás natural”.

Estaremos juntos em 2018 na luta pela manutenção da Transpetro como empresa 100% integrada ao Sistema Petrobrás, e isso inclui barrar o PL 6.102/2016.

Juntos somos mais fortes!!!

Defender a Transpetro é Defender a Petrobrás e o Brasil.

Fabiana dos Anjos

RBA - A Medida Provisória 814, editada por Michel Temer no penúltimo dia útil do ano, é duramente criticada pelo engenheiro e professor da Universidade de São Paulo Ildo Sauer. “A vergonha caiu do telhado. Trata-se de uma negociata por meio da qual querem vender na bacia das almas a energia brasileira”, disse o especialista, em reportagem dessa terça-feira (2), na Rádio Brasil Atual.

Ildo Sauer é diretor do Instituto de Energia e Ambiente da USP e especializado em organização da indústria de energia e da produção e apropriação social da energia. Foi diretor da Petrobras na década passada e alerta que todo processo de privatização ocorrido no Brasil e em outros países teve como característica a oferta em preços muito baixos para os compradores, que depois passam a cobrar preços altíssimos pelos produtos e serviços.

Ele observa que isso já aconteceu muito no Brasil, no Chile em vários países que privatizaram bens públicos. “É por isso que segundo pesquisa recente do Datafolha 70% dos brasileiros dizem ser contrários às privatizações”, diz o professor, que alerta: o controle público da energia serve justamente para impedir que a tarifação abusiva – que é o que acontece em casos de privatizações – prejudique a população, a economia e a segurança nacional

Como a privatização da Eletrobras afeta sua vida

“Vendem-se ativos públicos na bacia das almas e depois os lucros privados são altíssimos, porque se altera o quadro regulatório”, afirma Sauer, acrescentando que nenhuma potência mundial privatiza suas matrizes energéticas. “Muitas usinas hidrelétricas dos Estados Unidos são operadas pelo corpo de engenharia do Exército”, diz. “E no Brasil, um governo usurpador, ilegítimo, quer se dar essa autoridade.”

A MP 814, publicada pelo Planalto no Diário Oficial da União na sexta-feira (29), altera a Lei 10.848/2004. A lei foi sancionada em 2004 pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, retirando a Eletrobras do programa de privatizações criado pelo governo Fernando Henrique Cardoso. “O Congresso tem a obrigação de rejeitar essa medida, e se não rejeitar é necessário que isso seja revertido por um futuro governo”, defende o engenheiro.

Devido ao mal tempo, o Aeroporto Cabo Frio está fechado hoje, 4, para embarques e desembarques. Isso está gerando um caos no saguão do aeroporto que está lotado. Como não há sistema de rede não há previsão para remarcação  de vôo, toda comunicação está sendo através de telefone.

Segundo o diretor Alessandro Trindade que está no local, a Petrobrás não liberou ninguém. Os voos desde 8h da manhã estão acumulando. 

O NF acompanha o caso para ver como será resolvido o problema de hotel e alimentação dos trabalhadores.

Carta Capital - O anúncio foi feito pelo pai, um dos condenados no escândalo do "mensalão" e então deputado federal Roberto Jefferson: a Deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) será a nova ministra do Trabalho.

Ela assume o lugar de Ronaldo Nogueira, que pediu demissão no último dia 27 alegando que irá se dedicar à sua campanha pela reeleição à Câmara dos Deputados. 

Entre lágrimas e pausas dramáticas, Jefferson disse que a nomeação de sua filha é um "resgate" à sua imagem após o mensalão. O dirigente do partido foi o pivô do escândalo político iniciado em 2005 e chegou a ser condenado e preso. "É o orgulho e uma emoção que me dá. É o resgate, sabe querida, é o resgate. Fico satisfeito", disse Jefferson de acordo com informações veiculadas pela imprensa. 

O nome da deputada foi levado ao presidente Michel Temer em uma reunião no Palácio do Jaburu na tarde desta quarta-feira, 03, entre Temer e Roberto Jefferson, presidente nacional do partido. Ainda segundo declarações de Jefferson à imprensa, Temer consultou o líder do PTB na Câmara dos Deputados, Jovair Arantes (GO), e telefonou para a nova ministra para saber se eles aceitariam o convite. E teve resposta afirmativa de ambos.

Cristiane encerra em 2018 seu primeiro mandato como deputada federal, foi eleita em 2014 justamente defendendo o legado do pai, que teria sido vítima de uma injustiça ao denunciar para a imprensa o mensalão.  

Em 2015, seu primeiro ano, Cristiane foi autora de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que restringe a reeleição de presidente, governadores e prefeitos. Pelo texto, só seria permitida a candidatura "para um único período subsequente, sendo proibida, a reeleição por períodos descontínuos".

No mesmo ano, servidoras da Câmara protestaram contra a proposta da deputada de aprovar um código de vestimenta para banir minissaias e decotes mais ousados dos corredores e salões da Casa.

Cristiane no impeachment de Dilma

No ano seguinte, em abril de 2016 Cristiane era também presidente de seu partido, o PTB e um de seus últimos atos à frente da sigla foi justamente fechar a questão a favor do impeachment da então presidente Dilma Rousseff.

Na votação na Câmara, no dia 17 daquele mês, Cristiane usou o símbolo dos favoráveis à saída da ex-presidente, a camisa da seleção brasileira, para declarar seu voto. No discurso, lembrou a cassação do mandado do pai, onze anos antes, e votou pelo afastamento de Dilma em "homenagem" ao pai.

Em 2017 Cristiane apoiou o governo de Michel Temer em questões decisivas, como a PEC do Teto dos Gastos Públicos e a terceirização para todas as atividades. Votou também a favor da reforma trabalhista e contra a abertura de investigação de Temer, que poderia afastá-lo da presidência da República.

Também no ano passado Cristiane foi contra Projeto de Lei 5069/2013, que cria uma série de dificuldades para mulheres vítimas de estupro serem submetidas legalmente a um aborto.

"Este projeto é um dos maiores retrocessos do Brasil para os direitos duramente conquistados pelas mulheres. Com sinceridade, vou fazer de tudo pra derrubá-lo no Plenário da Câmara", declarou à época da aprovação do projeto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

O projeto depende de aprovação em Plenário e não há data marcada para a votação. 

Suplente é irmão de Garotinho

Com a ida para o Ministério, Cristiane deixa aberto seu lugar na Câmara, que será ocupado pelo suplente Nelson Nahin (PSD-RJ), irmão do ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho. Assim como Garotinho, que ficou preso por cerca de um mês no final do ano passado por crimes eleitorais, Nahin também é ex-presidiário. 

O novo deputado foi preso com outras 12 pessoas, em junho de 2016, numa ação da Polícia Civil e do Ministério Público sob a acusação de participar de uma rede de exploração sexual de crianças e adolescentes em Campos de Goytacazes (RJ).

Como suplente, na atual legislatura, Nahin já assumiu mandato de deputado federal por duas vezes, em dezembro de 2015, por apenas um dia, e em janeiro de 2017, por cerca de duas semanas. 

FUP - A Petrobrás divulgou hoje que fez um acordo com investidores americanos, acionistas e detentores de títulos da estatal, para acabar com uma ação coletiva contra a empresa. O que devemos questionar enquanto categoria petroleira e também como brasileiros, já que a Petrobrás é uma estatal, é:

1. Por que a Petrobrás está pagando um valor maior do que aquele que ela mesma reconheceu como desviado pela corrupção?

O dinheiro que a Petrobrás reconheceu como desviado pela corrupção, é menor do que está sendo pago aos investidores americanos que é a quantia de US$ 2,95 bilhões, o equivalente a R$ 10 bilhões.

2. E se a Petrobrás sofrer mais ações desse tipo?

O mercado está aproveitando o momento e usa a Lava-Jato que disfarçada com o combate à corrupção, dá oportunidade a esse tipo de extorsão.

3. Afinal a quem a atual gestão atende?

Ao mesmo tempo em que a atual gestão da Petrobrás paga fácil para o mercado americano valores questionáveis, tenta renegociar a dívida interna tributária com o governo federal, ou seja, deixa de pagar dinheiro ao governo para pagar ao mercado financeiro americano.

No geral, decisões como estas do Pedro Parente, prejudicam a indústria nacional e apoiam e beneficiam os fundos financeiros americanos.

O que aconteceu hoje reforça e fornece mais elementos que aumentam a percepção e geram desconfianças sobre a possibilidade de existência de conflitos de interesse e tráficos de influência na companhia e no seu plano de privatizações.

William Nozaki, professor de Ciência Política e Economia na Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), salientou em texto publicado na revista Carta Capital que “a despeito de alardear a eficiência de seu novo programa de governança, compliance e de seus testes de integridade para a nomeação do alto escalão da companhia (background check), é no mínimo curioso notar que parte dos diretores e conselheiros da Petrobrás permanece atuando ou atuou em segmentos empresariais diretamente interessados no desmonte da Petrobrás, com destaque para conexões que deságuam no setor financeiro.”

 

 
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