RBA - Um grupo de senadoras de oposição permanece há mais de cinco horas na mesa diretora do plenário do Senado, o que causou a interrupção da sessão sobre o projeto de "reforma" trabalhista (PLC 38), que o governo tenta votar a todo custo. No escuro, já que a presidência da Casa mandou apagar a luz, elas já fizeram refeição na própria mesa e pretendem continuar no local até que possam votar ao menos um destaque ao projeto. A ideia é aprovar uma alteração ao texto, o que permitiria o retorno do PLC 38 à Câmara.

Desde as 14h, um acordo está sendo tentado, com Paulo Paim (PT-RS) e Jáder Barbalho (PMDB-PA) atuando como intermediadores. "O que nós queremos é o compromisso... A gente sabe que não cabe ao presidente (Eunício Oliveira), cabe aos senadores. O que nós queremos é barrar, porque esse é um caminho sem volta. Esse é o verdadeiro golpe. Eles estão acabando com as condições de trabalho", afirmou a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), em transmissão por rede social.

As parlamentares continuam conversando sobre as consequências negativas do projeto do governo. Às 16h14, a luz foi acesa, o que pode indicar a retomada da sessão, interrompida desde o meio-dia. "Convençam os trabalhadores e trabalhadoras que essa proposta de legislação trabalhista vai gerar empregos", desafiou Fátima Bezerra (PT-RN). "Não há legitimidade sem ser pela urna", acrescentou, com um bottom com a inscrição "Diretas Já". Segundo ela, o PSDB é o "principal fiador" da atual agenda conservadora.

Evento terá entre os debatedores Jaques Wagner, Guilherme Boulos e Gilmar Mauro e será transmitido ao vivo pela TVT

Atualizado às 10h50 de 11/07/2017

A Confederação do Ramo Químico da CUT – CNQ realizará seu VIII Congresso nos próximos dias 12, 13 e 14 de julho, no Espaço Hakka, localizado no bairro da Liberdade, em São Paulo. A programação, em sintonia com o momento atual, terá mesas de debates com importantes lideranças políticas e sociais, entre os quais, Jaques Wagner, Guilherme Boulos, Valter Sanches, Renato Rovai e Gilmar Mauro. O evento também marcará os 25 anos da entidade, que inicia agora um processo de transição para CNRQ-CUT, que obteve sua carta sindical em 2015.

“Será um momento de reflexão sobre os enormes desafios que se apresentam aos trabalhadores e trabalhadoras do ramo químico e aos movimentos sindical e social em geral, mas também de celebração dos 25 anos de luta do ramo químico da CUT, organizado em âmbito nacional”, destaca a presidenta da CNQ, Lucineide Varjão.

A organização estima a participação de cerca de 400 pessoas, entre delegações e convidados, além das entidades internacionais parceiras, como IndustriALL Global Union.

“Estamos trabalhando para realizar um congresso expressivo, com delegações de todo o país que terão o compromisso de eleger a nova direção e elaborar o plano de lutas do próximo mandato. E queremos que seja um momento agradável, que toque nossos corações e reforce os laços de solidariedade e companheirismo da classe trabalhadora”, pontua.

As mesas de debate serão transmitidas ao vivo pela TVT e poderão ser acompanhadas pelo website da entidade e pelas redes sociais. O código para transmissão ao vivo estará disponível em breve.

Confira a seguir a programação atualizada:

Dia 12 de julho – quarta-feira

Manhã

9h - Abertura

10h - Mesa Conjuntura Política e econômica

Tarde

14h30 – Balanço do Mandato

16h – Mesa Macrossetor Indústria da CUT e agenda de ações

17h – Eleição e Cerimônia de posse da nova direção da CNQ – com lançamento do vídeo CNQ 25 anos

Noite

20h – Coquetel e Jantar de Celebração dos 25 anos da CNQ-CUT

 

Dia 13 de julho – quinta-feira

Manhã

9h - Mesa As Políticas do Governo Temer - Reflexos para a Classe Trabalhadora, com Denise Gentil (UFRJ), ex-ministro Miguel Rosseto, e o Secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado da Bahia e ex-governador baiano Jaques Wagner

Tarde

14h30 – Mesa Formação Sindical, com Rosane Bertoti (CUT) e a educadora Cleoci Machado (Ubuntu)

16h – Mesa Organização do Ramo Químico e Políticas Sindicais em âmbito internacional e nacional, com Valter Sanches (IndustriALL Global Union) e Ari Arolaudo (CUT)

 

Dia 14 de julho – sexta-feira

Manhã

9h – Mesa Comunicação Sindical e Social, com Roni Barbosa (CUT) e Renato Rovai (Revista Fórum)

11h – Mesa Relação Movimento Sindical e Movimentos Sociais, com Guilherme Boulos (MTST), Gilberto Cervinski (MAB) e Gilmar Mauro (MST)

Tarde

14h30 – Plano de Lutas

17h – Ato de encerramento

Credenciamento de Imprensa e mais informações com Gislene Madarazo, assessoria de comunicação, no tel./whats app: (11) 9 9518 9340

 

Os trabalhadores da UTC foram pegos de surpresa essa semana com um processo de demissão em massa realizado pela empresa. Segundo os próprios trabalhadores, mais de mil pessoas haviam sido demitidas por telegrama e circulava a informação de que mais empregados lotados em Macaé iriam para a rua.

Durante a segunda, os trabalhadores realizaram um movimento na porta da Petrobrás contra essas demissões.  Segundo nota divulgada pela UTC, a Petrobras não decidiu aditar o contratos de manutenção offshore, interrompendo assim as atividades dos contratos que atendem as plataformas P18, P19, P20, P26, P33, P35, P37, P50, P52, P54, P55 e P62, localizadas na Bacia de Campos.

Apesar de não representar os trabalhadores da UTC, a diretoria do Sindipetro-NF se solidariza a esses trabalhadores  e procurou a Petrobrás para obter mais informações sobre a as demissões.

Segundo o Coordenador do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra, a Petrobrás informou que a  UTC teve uma perda judicial para a Companhia, mesmo assim, a UTC procurou a empresa para ajudar com problemas de fluxo de caixa. A Petrobrás também informou que fez o pagamento do mês de julho antecipado no dia 5, após pedidos da UTC para pagamento dos salários atrasados.

A Petrobras afirmou ao NF que não tem a informação de quantas pessoas serão demitidas e que não tem 4 mil trabalhadores nos contratos dela.

O Sindipetro-NF, através do diretor Tadeu Porto, acompanha os desdobramentos da notícia de que centenas de empregados da empresa UTC estão sendo demitidos em Macaé. "A entidade não irá se furtar de ajudar os trabalhadores e está à disposição dos empregados da UTC, para contribuir no enfrentamento a este momento crítico na vida de qualquer trabalhador ou trabalhadora" - afirma Porto.

O diretor lembra que há uma cláusula no Acordo Coletivo dos Trabalhadores da Petrobrás 2015/17, de número 175, que garante apoio a esses trabalhadores demitidos, através do Fundo Garantidor. "Essa cláusula constrói um tipo de política de proteção aos terceirizados. Vamos fazer um debate com a Petrobrás no sentido de ajudar o pessoal da UTC" - comenta.

Porto critica o golpe como foi arquitetado e focado nas delações premiadas e acordos de leniência. "O golpe da forma que foi fez com que empresas envolvidas no Lavajato muito além do que achamos necessário para manter a economia sólida e estável.  O Lavajato tem seus méritos por ter ajudado o país a descobrir casos de corrupção, mas não pode destruir o capital produtivo. Nos manteremos na luta contra o desmonte do Estado brasileiro" conclui Porto.

 

Imprensa da CUT - Às vésperas da votação final da Reforma Trabalhista no plenário do Senado, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) respondeu consulta das seis centrais sindicais brasileiras, feita em 16 de junho, que tratam da violação dos acordos internacionais que o Brasil assinou e tem a obrigação de respeitar.

De acordo com o documento da OIT, as convenções de número 98 (negociação coletiva), 151 (negociação coletiva para servidores públicos), 154 (promoção da negociação coletiva) e 155 (segurança e saúde dos trabalhadores) não podem ser desrespeitadas, conforme texto aprovado na Câmara e em discussão final no Senado.

Ainda conforme o organismo internacional, nas convenções 154 e 155, “as medidas adotadas por autoridades públicas para estimular e fomentar o desenvolvimento da negociação coletiva devem ser objeto de consultas prévias e quando possível, de acordos entre as autoridades públicas e as organizações de empregadores e trabalhadores”. Não é o que está previsto na matéria que será votada amanhã (11) pelos senadores, uma vez que em nenhum momento os trabalhadores foram previamente consultados.

Na resposta enviada às centrais, assinada pela diretora do Departamento de Normas Internacionais do Trabalho, Corinne Vargha, "a adoção de um projeto de lei que reforma a legislação trabalhista deveria ser precedida por consultas detalhadas por interlocutores sociais do país." Isso também não aconteceu já que as reformas estão avançando a toque de caixa após o golpe de estado jurídico, parlamentar e midiático que o Brasil sofreu há um ano.

O documento também destaca que "os estados membros têm a obrigação de garantir, tanto na lei como na prática, a aplicação efetiva dos convênios ratificados, motivo pelo qual não se pode validamente rebaixar por meio de acordos coletivos ou individuais a proteção estabelecida nas normas da OIT ratificados e em vigor em um determinado país”.

Segundo destacou o secretário de relações Internacionais da CUT Antônio Lisboa, para a OIT os convênios são o piso sobre o qual se constrói mais proteção para os trabalhadores. “Uma vez que o PLC 38/2017 não respeita as convenções da OIT, ele permite que se negocie coletivamente e individualmente a aplicação dessas normas, o que fere a obrigação internacional do Brasil de cumprir e garantir os acordos ratificados”, concluiu o dirigente.

Para a secretaria nacional de Relações de Trabalho, Graça Costa, essa resposta confirma a necessidade de barrar essa matéria para que se cumpram os compromissos internacionais. "Essa proposta vai contra as normas estabelecidas de proteção a classe trabalhadora".

Ainda conforme o Comitê de Peritos da OIT afirmou recentemente, “o objetivo geral das convenções 98, 151 e 154 é a promoção da negociação coletiva para encontrar um acordo sobre condições de trabalho que sejam mais favoráveis que os já previstos na legislação”.

O documento, assinado por representantes da CUT, CTB, UGT, Força Sindical, Nova Central e CSB, foi apresentado pela delegação representante dos trabalhadores na 106ª Conferência Internacional do Trabalho, realizada na sede da ONU (Organização das Nações Unidas), em Genebra, na Suíça.

Clique aqui para ver o documento da OIT na íntegra.

Fonte: CUT

 

 

[Da Imprensa da FUP] Os trabalhadores das refinarias seguem mobilizados denunciando os acidentes e riscos de vida em função do desmonte promovido pela gestão Pedro Parente. Nesta segunda-feira, 10, dia em que a FUP reúne-se com a Petrobrás para cobrar o cumprimento das cláusulas de SMS e de efetivos do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), os petroleiros realizaram uma série de manifestações nas unidades, com atrasos, operações padrão e suspensão de Permissões de Trabalho (PTs).

O Dia Nacional de Luta em Defesa da Vida é mais uma forma de pressão para que a Petrobrás suspenda definitivamente as reduções de efetivos que impôs arbitrariamente nas refinarias, sem discussão com os sindicatos, e cujo objetivo é cortar até 25% dos postos de trabalho. Essa medida, além de descumprir o ACT, também viola a NR-20, que, desde a sua implantação, em 2012, vem sendo negligenciada pelas gerências, que até hoje sequer discutiram com a FUP e seus sindicatos critérios e parâmetros para dimensionamento de efetivos, como determina a Norma Regulamentadora.

Retomada da greve

Para barrar o desmonte das refinarias, os petroleiros entraram em greve no dia 30 de junho. O movimento foi interrompido no dia 03, após os trabalhadores conquistarem liminares que obrigaram a Petrobrás a suspender as reduções de efetivos. Em algumas refinarias, como a Rlam (BA), a Abreu e Lima (PE) e a Regap (MG), a paralisação ainda prosseguiu nos dias seguintes.

Cada base está discutindo um calendário próprio de mobilizações, em resposta às medidas locais dos gestores, que utilizam estratégias diferenciadas de ataques em cada refinaria. No Paraná, por exemplo, os petroleiros da Repar e da SIX retomaram a greve no sábado, 08, com avaliações diárias. Na SIX, a categoria aprovou suspender o movimento no dia seguinte, já na Repar, a decisão foi pela continuidade da paralisação. No Rio Grande do Sul, os trabalhadores da Refap também aprovaram nesta segunda, 10, novos cortes na rendição dos turnos.

A orientação da FUP é que os sindicatos intensifiquem as mobilizações em todas as refinarias, orientando os trabalhadores a fazerem uso do direito de recusa em situações de risco, e também envolvendo as comunidades vizinhas, através de audiências públicas, denunciando os impactos que tanto o desmonte das unidades, quanto os cortes de postos de trabalho têm na segurança. As populações que vivem no entorno estão cada vez mais expostas aos riscos de uma grande tragédia anunciada e precisam participar deste debate.

Nesta segunda, 10, a FUP reúne-se com os gestores de SMS da Petrobrás para exigir o cumprimento do ACT e da NR-20. No dia 21, o Conselho Deliberativo da FUP volta a se reunir para discutir os desdobramentos da reunião com a empresa e das ações jurídicas e, assim, avaliar a retomada da greve.

 

Embora não represente formalmente os trabalhadores da UTC, o Sindipetro-NF acompanha com atenção, nesta manhã, os desdobramentos da notícia de que centenas de empregados desta empresa estão sendo demitidos em Macaé. O sindicato não tem ainda informações oficiais sobre o número de demissões — que variam entre 1.500 e 2.000 de acordo com notícias de sites e redes sociais.

O sindicato atuará para que a Petrobrás, a responsável final pelas contratações, garanta o pagamento de todos os direitos dos trabalhadores, por meio da retenção de repasses à empresa UTC, como previsto em Acordo Coletivo.

A entidade também destaca que as demissões em massa são consequência da política desenfreada de terceirização, que permite uma alta rotatividade de mão de obra e precariza as relações de trabalho, associada à irresponsabilidade da Operação Lava Jato — que, ao contrário de realizar acordos de leniência para preservar os empregos, premiou executivos delatores.

O Sindipetro-NF está à disposição dos empregados da UTC, para contribuir no enfrentamento a este momento crítico na vida de qualquer trabalhador ou trabalhadora.

[Da Imprensa da FUP] O Conselho Deliberativo da FUP discutiu novas estratégias de luta para barrar o desmonte nas refinarias e indicou que os sindicatos intensifiquem as mobilizações locais, tanto nas unidades, quanto nas comunidades do entorno, através de audiências e debates públicos. Na segunda-feira, 10, durante a reunião da Comissão de SMS com a Petrobrás, haverá um novo ato nacional em defesa da vida, envolvendo todos os trabalhadores do Sistema Petrobrás. No dia 21, o Conselho da FUP volta a se reunir para avaliar a retomada da greve. É fundamental que os petroleiros permaneçam alertas e mobilizados para os próximos enfrentamentos que virão. A luta é pela vida.

A greve que mobilizou os petroleiros em dez refinarias da Petrobrás foi uma dura resposta ao desmonte comandado pela atual gestão. De norte a sul do país, a categoria denunciou as consequências das reduções de efetivos e apontou que não medirá esforços para barrar os ataques que colocam em risco não só o patrimônio da maior empresa brasileira, como também os direitos e a vida dos trabalhadores.

As medidas arbitrárias conduzidas pela direção da Petrobrás fazem parte do pacote de privatização que vem sendo implementado pelo governo."Em 08 de junho de 2017, o Conselho Nacional de Política Energética, a pedido do Ministério de Minas e Energia, aprovou novas políticas para a reestruturação do mercado de refino e derivados de petróleo no Brasil. O principal objetivo é propor ações e medidas voltadas para a promoção e intensificação da livre iniciativa em uma 'nova configuração do mercado' brasileiro de combustíveis", alerta o economista do Dieese e assessor da FUP, Cloviomar Cararine, em um dos recentes materiais produzidos pelo Grupo de Estudos Estratégicos e Propostas para o Setor de Óleo e Gás (Geep/FUP).

Para atrair os investidores, Pedro Parente e sua turma não medem esforços, nem riscos. A ordem é reduzir custos com funcionários, flexibilizar e cortar direitos e, principalmente, enxugar os quadros operacionais. É o que as gerências estão fazendo, ao fecharem postos de trabalho, descumprindo deliberadamente o Acordo Coletivo, violando normas de segurança, como a NR-20, e expondo os trabalhadores e as comunidades vizinhas a sequências diárias de acidentes que evidenciam os riscos cada vez maiores de uma grande tragédia anunciada.

O caminho é a resistência

Os petroleiros das refinarias provaram que só a luta garante vitórias na dura batalha que toda a categoria trava para barrar o desmonte do Sistema Petrobrás. A greve foi fundamental para denunciar os riscos da gestão Pedro Parente e a iminência de um acidente de grandes proporções, em função dos cortes de trabalhadores e do sucateamento das unidades operacionais.

Assim que a categoria aprovou a paralisação, o Sindipetro Duque de Caxias conquistou a primeira liminar, suspendendo as reduções arbitrárias de postos de trabalho na Reduc. No primeiro dia da greve, outra importante vitória foi a resposta contundente da 6ª Vara do Trabalho de Paulínia, impedindo que os gestores da Replan retirassem mais de 50 trabalhadores dos quadros operacionais da refinaria. A liminar deixou claro o que está em risco nessa luta: “O não deferimento da medida pode ocasionar danos irreparáveis não só a vida/segurança dos trabalhadores, como também, a toda à sociedade e ao meio ambiente, na medida em que é fato notório que a atividade desenvolvida pela reclamada envolve risco extremo”.

Na Rlam, onde os petroleiros interromperam as atividades por seis dias, a greve impediu a redução de postos de trabalho não só na refinaria, como em todas as demais unidades operacionais do Sistema Petrobrás na Bahia. A liminar, conquistada no quinto dia da paralisação, proíbe os gestores da empresa de alterarem os efetivos “sem lastro em estudos reportados no parágrafo único da cláusula 91ª do ACT 2015/2017, com precisa avaliação sob o ponto de vista dos impactos no que tange a riscos de acidente, segurança e higidez do ambiente laboral em face da nova estrutura”.

Dissídio Coletivo

Tanto a greve, quanto essas decisões judiciais serão fundamentais para respaldar a Ação de Dissídio Coletivo de Natureza Jurídica que a FUP e seus sindicatos ingressaram no Tribunal Superior do Trabalho (TST), cobrando o cumprimento das cláusulas de efetivos e segurança do Acordo Coletivo de Trabalho, bem como da NR-20, que, desde a sua implantação, em 2012, vem sendo violada pelos gestores da Petrobrás, que até hoje não discutiram com as entidades sindicais critérios e parâmetros para dimensionamento dos efetivos.

Envolver a sociedade

Além das mobilizações nos locais de trabalho e denúncias ao judiciário, a orientação da FUP é que os sindicatos ampliem a luta contra o desmonte das refinarias, alertando as comunidades vizinhas para os riscos que correm. Nesta semana, foram realizadas audiências públicas nas Câmaras Municipais de Canoas, onde está localizada a Refap, e de Duque de Caxias, onde fica a Reduc. Em carta aberta à população, o Sindipetro-RS enfatizou a gravidade do problema: “O efeito imediato da diminuição de empregos é a precarização das condições de trabalho e o consequente aumento dos acidentes industriais. Trata-se de uma medida irresponsável, uma vez que os números mínimos de empregados já estão no limite ou até mesmo abaixo do quadro necessário para garantir a segurança operacional”.

 

[Da Imprensa da FUP] A campanha “Privatizar faz Mal ao BRasil”, que marcou a luta dos petroleiros no governo FHC contra a entrega da Petrobrás e de outras estatais brasileiras, foi resgatada pela FUP e será tema do seu 17º Congresso. Cerca de 400 trabalhadores participarão do evento, que será realizado entre os dias 03 e 06 de agosto, em Salvador, na Bahia.

O Congresso acontece em um momento de grandes desafios para a classe trabalhadora e, em especial, para os petroleiros que enfrentam o maior ataque da história da categoria. Além da privatização que atinge todo o Sistema Petrobrás, os trabalhadores lutam contra o desmonte de direitos e o fechamento de postos de trabalho, que coloca em risco a vida não só dos petroleiros, como das populações que vivem nos entornos das unidades operacionais.

“Privatizar faz Mal ao BRasil” foi o mote de resistência usado pela categoria no início dos anos 2000, quando Pedro Parente, então ministro de FHC e integrante do Conselho de Administração da Petrobrás, iniciou o processo de privatização das refinarias, alienando 30% da Refap para a multinacional Repsol, em uma negociata que causou prejuízos de mais de US$ 2 bilhões à companhia.

Nessa mesma época, ele também aprovou a mudança de nome da Petrobrás para Petrobrax e uma série de outras medidas que tinham por objetivo o sucateamento da empresa para facilitar a sua privatização. Hoje, Parente corre contra o tempo para concluir o que não terminou no passado: vender toda a estatal , das subsidiárias, aos campos de petróleo e refinarias.

Por isso, o 17º Confup será um Congresso decisivo para os petroleiros, com debates políticos fundamentais e discussões de estratégias para enfrentar os desafios da atual conjuntura, tanto no campo das lutas sociais, quanto nas questões relacionadas ao setor petróleo e aos direitos da categoria. As mesas de debates abordarão temas como a resistência aos ataques contra os direitos dos trabalhadores, as ações para barrar o golpe jurídico, parlamentar e midiático, a luta por igualdade de gênero, a articulação das forças sociais na reconstrução do projeto político, popular e democrático e a defesa da Petrobrás.

Entre os convidados que integrarão as mesas de debates estão ideranças sociais, como João Pedro Stédile (MST), Guilherme Boulos (MTST) e Wagner Freitas (CUT), o jornalista Mino Carta, o jurista Pedro Serrano, o economista e diretor do Dieese, Clemente Ganz, os acadêmicos Denise Gentil (UFRJ), Bianca Daebs (UFBA) e Eduardo Pinto (UFRJ e Geep/FUP), além dos deputados Paulo Pimenta (PT/RS) e Alice Portugal (PCdoB/ BA) e o ex-presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli.

O Congresso Nacional da FUP também elegerá a nova diretoria da entidade para o triênio 2017-2020. O evento será realizado no Hotel Fiesta, no bairro Pituba. Conheça a programação completa:

O Sindipetro-NF foi informado pela manhã que o Controlador de Trafego Aéreo, Joao Carlos Pantoja Torres, 53 anos, teve um infarto e faleceu a bordo de P-15. O resgate aeromédico chegou a ser chamado, mas o óbito acabou acontecendo às 20h09.

O Departamento de Saúde tem acompanhado casos de trabalhadores a bordo das unidades que sofrem infarto ou mal súbito e acredita que em algumas situações podem estar relacionados às pressões sofridas no trabalho. 

Pantoja trabalhava para a Air Lift . Seu corpo foi encaminhado para o IML de Macaé e o sindicato ainda não tem informações do velório. A diretoria do Sindipetro-NF lamenta a morte do trabalhador e se solidariza com sua família nesse momento de dor.

 

A diretoria do Sindipetro-NF vem tentando, desde o ano passado, contato com representantes da Perbras com a finalidade de dar continuidade às negociações. As tentativas feitas foram pessoalmente e por telefone, e-mail , além de protocolar ofício na empresa.

Diante do descaso da empresa, o diretor Antônio Carlos (Bahia) ligou para o preposto da empresa que se comprometeu a responder ainda hoje, 7. "Infelizmente o expediente da empresa acabou e o sindicato não recebeu resposta, o que mostra o desrespeito da empresa com a classe trabalhadora" - afirma Bahia.

O diretor sindical , Wilson Reis, que representava o Sindipetro-NF na comissão de investigação do acidente em P-51 assinou hoje o relatório e está de posse do documento. O incêndio que aconteceu em março desse ano foi debelado pelos trabalhadores. A brigada chegou a ser acionada, mas os petroleiros do setor atingido haviam conseguido combater o foco. Não houve feridos.

De acordo com as informações da área de SMS da UO-Rio, o incêndio começou por volta das 5h do dia 13 de março na área do Tubo de Despejo.

               A organização do 13º Torneio de Futsal do Sindipetro-NF realizou na quarta, 5, na sede do sindicato, em Macaé, reunião com os representantes das equipes para fazer o sorteio dos jogos. Participam as equipes Barsemlona, Pré-Sal, Passa Drible, Fúria Normatel, Cata Cata F.C., Albacora, CABP, Submarino (Atual Campeão), Comau do Brasil, Quem nunca? F.C., Baker Drilling, Estrela F. C, Bola Cheia, Independente, Primos F. C. e Família F.C.

                De acordo com o diretor do Sindipetro-NF, Wilson Reis, o torneio é um momento de integração, que aproxima a categoria do sindicato e contribui na formação política, como demonstra o próprio slogan da edição desse ano: "Gol´s de luta e resistência" . "Antes do sorteio, reunimos as equipes e fizemos uma conversa sobre a realidade política do País", explica Reis.

                O sindicalista também destaca a consolidação do evento e a grande procura dos trabalhadores. Nesta edição, três equipes não conseguiram se inscrever em razão de ter sido ultrapassado o limite de 16 times. Segundo Reis, será estudada, para a edição de 2018, a possibilidade de ampliação do número de participantes.

                Além de Reis, participaram da reunião com os atletas para o sorteio dos jogos os diretores Benes Oliveira, Eider Cotrim, Marcelo Nunes e Guilherme Cordeiro, assim como o funcionário do Sindipetro-NF que dá suporte à organização, Paulo Aguiar.

Homenagem

                Antes da primeira partida, no dia 9 de agosto, será feita uma homenagem à atleta Lívia de Oliveira, que morreu aos 21 anos, vítima de acidente com uma van na BR 101, em Rio Bonito (RJ). Ela seguia, no dia 21 de maio, com a sua equipe de futsal feminino, News Macaé, para participar de jogos em Magé (RJ).

                As partidas serão realizadas até o dia 1º de setembro, na quadra do Tênis Clube de Macaé. Confira abaixo a tabela dos jogos.

 

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