O diretor Raimundo Teles participou, na última sexta-feira,10, da reunião mensal que a gerência da atividade de inspeção da UO-RIO realiza com os Técnicos de Inspeção e Profissionais Habilitados (PH) por meio de vídeo conferência. Esta participação é resultado da política desenvolvida através de diálogos propostos pelo Sindipetro-NF, uma vez que há participação direta da instituição no acompanhamento da Certificação do SPIE.

Durante a reunião o diretor reforçou a necessidade da participação dos Técnicos de Inspeção nas reuniões de CIPA, onde a integridade das instalações são objetos de questionamentos, Raimundo orientou aos profissionais sobre o direito de preencher o formulário que deve ser fornecido durante a realização do exame médico periódico, conforme cláusula 116ª do nosso ACT, para registro das suas considerações.Também afirmou que a participação de um dirigente sindical neste tipo de reunião estabelecerá para os trabalhadores da atividade uma melhor liberdade de participação, facilitando a interlocução da instituição na defesa dos seus interesses.


A próxima participação ocorrerá em julho, onde se espera a consolidação definitiva desta política.

Os movimentos sociais em Macaé estão de luto pela perda, na última sexta-feira, do militante Carlos Alberto Martins. Ele foi vítima de um AVC (Acidente Vascular Cerebral) e morreu aos 71 anos.

Carlinhos, como era mais conhecido, foi um dos fundadores do PT e militante aguerrido, tendo organizado manifestações de grande repercussão na cidade. Nos anos 80, foi um dos líderes da campanha das Diretas Já. Na década seguinte foi candidato a prefeito.

Em uma rede social, um sobrinho e afilhado do militante, Roberto Mansilla, descreveu o tio como tendo sido "acima de tudo um companheiro de uma dimensão humana impressionante. Alegre, brincalhão, piadista, gostava de estar atuando com os mais jovens, pois dizia que poucos ´velhos como eu continuam revolucionários´".

Ele destacou a atuação de Carlinhos em lutas contra a ALCA (Área de Livre Comércio das Américas), o Plano Colômbia, e contra as privatizações dos governos de Fernando Henrique Cardoso.

O Sindipetro-NF manifesta as suas condolências aos amigos, familiares e militantes de Macaé.

 

Da Rede Brasil Atual - São Paulo – Foi realizado na noite deste domingo (12) um ato de resistência contra a precarização e ameaça de fechamento da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj). O ato ocorreu nas dependências da Escola de Desenho Industrial (ESDI) da instituição pública universitária, ameaçada de fechar seus portões por conta da crise que assola o estado.

A ESDI inaugurou hoje o seu novo portão da rua do Passeio, número 80, para abrir as portas e dizer ao governo do estado que permanecerá aberta à sociedade e ao compromisso com uma universidade pública, gratuita, de qualidade, colorida e diversa, informou o coletivo Mídia Ninja. O evento teve shows de BNegão, Jards Macalé e outros artistas.

As aulas do atual período letivo na Uerj ainda não puderam começar. Em carta à comunidade e à população o conselho universitário denunciou o abandono da instituição pelo governo do estado, que desde julho de 2016 deixou de repassar recursos financeiros para a manutenção das atividades.

O conselho também denuncia que os serviços de manutenção e limpeza foram afetados e que elevadores e restaurante também tiveram de ser paralisados, ou funcionar precariamente. Faltam também materiais básicos, como papel, e o pagamento dos salários dos servidores tem sido irregular.

“O ano de 2017, para a Uerj, portanto, não pôde ainda nem sequer começar desde sua plenitude às suas condições mínimas, tendo o quadro de precariedades impostas se agravado, ao atingir servidores e estudantes e a manutenção de nossa instituição como um todo”, afirma a carta do conselho.

 

O grupo de trabalho tripartite que elabora proposta de texto para a NR (Norma Regulamentadora) das plataformas se reuniu na semana passada, nos dias 7 e 8, na FUP, no Rio. O diretor do Sindipetro-NF, Sérgio Borges, que representou a entidade no encontro, estima que até o final do ano o documento seja concluído.

De acordo com Borges, cerca de 40% da proposta está redigida, mas ainda faltam muitos temas para tratar, o que exige tempo e aprofundamento. Uma nova reunião do GT está marcada para os dias 22 e 23 de março.

Depois de concluída esta etapa, o texto segue para avaliação na Comissão Nacional Tripartite Permanente.

Os trabalhadores podem participar da elaboração da proposta, por meio de envio de sugestões para O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ou O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. .

 

Da Imprensa da CUT - Na última quinta-feira (9), em São Paulo, 23 presidentes de CUT’s estaduais e representantes de 14 ramos se reuniram com a direção Executiva da entidade para a apresentação da campanha contra a Reforma da Previdência.

Sob o mote “Reaja agora ou morra trabalhando”, a CUT pretende dar inicio a um movimento que deve tomar as ruas do país pela preservação de direitos históricos conquistados pela classe trabalhadora. O presidente nacional da Central, Vagner Freitas, alertou que a PEC 287 está atrelada ao golpe que derrubou a presidenta Dilma Rousseff.

Segundo Vagner, esse governo, que não foi eleito, "precisa fazer essas reformas para pagar o preço dos que financiaram o golpe e a PEC 287 faz parte desse projeto para se adequar ao congelamento dos gastos primários por 20 anos. A proposta dos golpistas não é reformar a Previdência e sim acabar com ela, para que os bancos vendam planos de previdência privada. Estamos debatendo com as demais centrais de que não devemos emendar essa reforma (PEC 287) e sim derrotar essa reforma”, afirmou Vagner Freitas.

De acordo com o dirigente CUTista, “o Temer está no governo há 9 meses e aumentou o desemprego e piorou a situação no Brasil. Diziam que bastava tirar o PT que tudo se resolveria e tudo piorou. É um golpe de destruição do Estado, destruição de uma política de direitos sociais construída lentamente desde os tempos de Getúlio Vargas”, encerrou.

A campanha contra a Reforma

A estratégia para tomar as ruas dos muncípios do Brasil contra a Reforma da Previdência começa por levar à classe trabalhadora as informações sobre as regras impostas pela PEC 287. Para tanto, a CUT lançará um hot site com diversas ferramentas, entre elas, o Mapa da Previdência e uma calculadora que auxiliará o trabalhador na difícil missão de decifrar a idade com que irá se aposentar, caso as novas regras prevaleçam.

Durante o encontro, Vagner Freitas lembou que "a maioria dos munícipios brasileiros tem menos de 100 mil habitantes". Esse dado é importante, pois essas cidades terão seus orçamentos afetados, já que os aposentados são fundamentais para a composição da economia local. "Se passar, essa Reforma quebrará os munícipios", afirmou o presidente da CUT. Por isso, será decisiva a pressão feita nas ruas das cidades, sobre os prefeitos e sobre a base dos deputados e senadores que irão votar a Reforma.

Pelo país, insatisfação

Durante o encontro, os sindicalistas apresentaram as estratégias para levar à população os malefícios da Reforma da Previdência proposta pelo governo ilegítimo de Michel Temer e que começará a ser apreciada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados.

A presidenta da CUT-Maranhão, Maria Adriana, afirmou que a estratégia na região será debater os prejuízos causados pela PEC 287 na vida das mulheres trabalhadoras, do campo e da cidade. “Nós estamos preparando uma grande ação para o dia 8 de março, junto com os trabalhadores rurais e a Frente Brasil Popular, com 10 manifestações espalhadas pelo estado. E durante o Carnaval, um grupo de mulheres irá divulgar nos blocos a violência contra a mulher contida nessa Reforma da Previdência”, afirmou Maria Adriana.

Carlos Veras, presidente da CUT-Pernambuco, lembrou que a preocupação com o tema já é anterior à campanha e que os sindicalistas na região se ocuparam da matéria durante o período do recesso parlamentar em Brasília. “Iniciamos essa campanha no final do ano passado. Vamos fazer 185 audiências públicas no Estado e vamos criar, com representantes dos movimentos sociais, uma Comissão Permanente contra a Reforma da Previdência inseridos”, encerrou o dirigente sindical.

Coordenadora da Secretaria Geral da Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar (Fetraf), Josana de Lima, salientou o papel da comunicação na expansão da campanha, para garantir que os argumentos que combatem a PEC 287 cheguem até a classe trabalhadora que atua no campo. “O foco dos rurais é discutir nos municípios. Não acredito que a maioria dos brasileiros aceitou o golpe, quem aceitou foi a maioria dos deputados e senadores e não o povo”, concluiu Josana.

A presidenta da CUT-Santa Catarina, Anna Julia, explicou que a campanha da CUT será implementada no estado em ações que já estão em andamento. "Aprovamos um calendário em dezembro e fizemos várias atividades. Em janeiro, começamos com a greve dos servidores públicos de Florianópolis. Estamos em fevereiro e a greve ainda continua".

Acesse os materiais da campanha clicando aqui.



[Foto: Roberto Parizotti]

Da Imprensa da FUP - Em reunião com a Petrobrás, nesta quinta-feira, 09/02, a FUP cobrou esclarecimento sobre o desconto de INSS no contracheque do acerto do reajuste salarial. A companhia afirmou que é apenas uma questão contábil, e, que, quem já paga pelo teto não terá desconto no pagamento de fevereiro, enquanto quem não paga pelo teto terá cobrada apenas a diferença.

A federação requereu explicações sobre o fato de não ter sido aplicado o reajuste fechado no Termo Aditivo no Adicional de Polidutos para os trabalhadores da Petrobrás cedidos a Transpetro. Segundo a empresa, os acertos serão feitos no dia 25/02. Outro ponto cobrado pela FUP foi a implementação imediata do abono de 2 horas para as lactantes. A companhia respondeu que o objetivo é estar disponibilizando tal conquista bem antes do prazo estipulado, de 31/03, já que estão sendo fechados os últimos procedimentos internos.

Quando ao termo da redução de jornada com redução proporcional de salário, de forma opcional, foram discutidos na segunda reunião os seguintes itens: objeto, requisitos, solicitação do pedido e horário de trabalho. Para a FUP é fundamental que qualquer alteração de regime nas unidades administrativas sejam negociadas com os sindicatos, que a redução de jornada não gere terceirização no posto de trabalho, que o Sindicato participe em todas as etapas do processo, desde o momento de solicitação, passando pelo início e até retorno à jornada de 8 horas, quando for o caso.

Para garantir a transparência no processo de redução de jornada, com a garantia dos direitos dos trabalhadores e a liberdade de escolha, a FUP estará na próxima quinta e sexta, dias 16/02 e 17/02, em reunião com a Petrobrás. A federação continuará na luta para que nenhum trabalhador seja vítima de assédio ou sofra pressão para reduzir suas horas. A negociação continua!

 

O SindipetroNF recebeu na noite de ontem, 11 de Fevereiro de 2017, um manifesto dos petroleiros e petroleiras embarcadas na P-33 contra a desmobilização da plataforma. 

O documento, assinado por diversos trabalhadores e trabalhadoras das empresas que compõem o POB (People on Board) da unidade, destaca, com muita propriedade, que a P-33 é um exemplo para toda a Petrobrás - desde o tratamento de RTI's até a política de redução de custos - e que o tratamento da gestão acerca do futuro da plataforma, com a falta de informações e gerentes praticando a política individualista do "farinha pouca meu pirão primeiro", acarreta num clima de instabilidade incompatível com a grandeza da Petrobrás:"A situação atual é de apreensão e angústia entre os trabalhadores da Petrobrás e contratadas , o que está contribuindo com uma sensação de insegurança e desmotivação, podendo acarretar algo mais grave como acidentes e estresse  entre outras", diz o manifesto.

Primeira interdição da Bacia de Campos 

A P-33 foi a primeira plataforma a ser interditada no Norte Fluminense e tal fato só ocorreu graças ao amplo engajamento dos petroleiros e peroleiras e com as denúncias do SindipetroNF. Esse exemplo dado pela categoria da plataforma, certamente foi crucial para que houvesse uma mudança significativa na política de SMS da empresa.

Esse fato é relembrado no manifesto "assim como nos levantamos para pedir socorro às autoridades constituídas e à Diretoria de E&P para salvar a P-33 da péssima integridade da época, agora nos levantamos contra sua desmobilização onde depois de tantas lutas e sofrimentos conseguimos colocar a casa em ordem e tornar a P-33 num exemplo de eficiência".

Diretoria do NF irá cobrar soluções para o caso


O sindipetroNF lamenta que a companhia venha se comportando dessa maneira e reitera seu total apoio a todos trabalhadores e trabalhadoras da P-33. Nesse sentido, a diretoria do NF irá solicitar esclarecimentos para a gerência da UO-BC e encaminhar a FUP a demanda de tentar dialogar com a diretoria da empresa.

Confiram o documento enviado:

MANIFESTO DA FORÇA DE TRABALHO DE P-33

Assunto: Desmobilização da Plataforma P-33

 

Bom dia Senhores!

Viemos através deste, manifestar nossa preocupação eminente diante da grave situação que nos encontramos, no tocante a descontinuidade das atividades de operação da produção na unidade e eventual desmobilização da Força de Trabalho. O cenário está se mostrando sombrio, sem definição e clareza que o assunto requer com corte de 150 empregos diretos e  350 indiretos em valores aproximados . Da última visita à Unidade do Gerente Setorial, Gerente do Ativo  etc, estes foram  enfáticos  em afirmar que em maio próximo a produção irá  cessar, ficando somente esta realidade concreta mostrada à Força de trabalho. Somos uma unidade de produção e injeção de água  no reservatório de marlim, cuja integridade foram em grande parte saneadas pelas duas UMS que aqui estiveram, somos líder em nosso ativo de retiradas de RTI’s e exemplo em redução de custos segundo dados da própria gerencia  e cuja força de trabalho fazem o possível e o impossível para manter estas metas determinadas pela E&P. Até ao momento nenhuma mostra de preocupação do RH , da Gerência do Ativo e da Diretoria de exploração e produção  sobre um plano de mobilidade de pessoal com relação a movimentações futuras e garantias de regime de trabalho e sobre tudo uma definição clara sobre o descomissionamento de nossa unidade . O que mais nos assusta e nos inquieta é saber que uma unidade que passou por uma intervenção e duas campanhas de UMS com  gastos e quantias exorbitantes, estar no Plano de Negócios da Petrobras como deficitária pois como   já dissemos anteriormente os próprios índices da P-33 explanados pela nossa gerência local desmentem isto. A força de Trabalho daqui é composta de antigos e novos colaboradores, profissionais que a acompanham desde o seu projeto original no exterior, com novos que vieram juntar forças e  Isto não está sendo colocado na mesa para apreciação pelas lideranças ao nosso ver. Saimos recentemente de um quadro indesejável de acidentes altíssimos, consequente da falta de reposição de pessoal devido a aposentadorias oriundas dos PIDV’s entre outras, para uma melhoria destacável com relação ao SMS, fruto do engajamento de todos. Outra questão relevante é notar que o antigo Gerente Setorial e um dos Geplat’s que estavam engajados a recuperar os índices de melhorias da P-33 e que tinham uma ótima interface com os colaboradores, foram transferidos e promovidos pra outras Unidades, deixando uma sensação de “salve-se quem puder” e “farinha pouca, meu pirão primeiro”. O atual Gerente juntamente com outros gerentes do ativo Marlim aqui estivera como já destacamos  e categoricamente afirmara que nos planos da diretoria encontra-se a desmobilização da P-33 e assim como nos levantamos para pedir socorro às autoridades constituídas  e à Diretoria de E&P  para salvar a P-33 da péssima integridade da época, agora nos levantamos contra sua desmobilização onde depois de tantas lutas e sofrimentos conseguimos colocar a casa em ordem e tornar a P-33 num exemplo de eficiência e não somos melhor porque  nos faltam maior apoio de outras gerencia como TBM, US-LOG e PCM de terra para melhorar mais ainda nossos índices embora saibamos também da limitações de tais gerencias. Somos uma unidade com capacidade de produção de 50,000 bbl/d e com capacidade de compressão de 1.100.000 m3 de gás por dia, hoje temos um dos melhores óleos enquadrados de MARLIM e um tratamento de agua descartada que como poucas unidades possuem e vejam os senhores que gastamos milhões de reais para instalação  desses equipamentos na última UMS  e hoje querem jogar tudo no lixo.

A situação atual é de apreensão e angústia entre os trabalhadores da Petrobrás e contratadas , o que está contribuindo com uma sensação de insegurança e desmotivação, podendo acarretar algo mais grave como acidentes e estresse  entre outras. Desta forma, solicitamos ao Sindipetro NF esclarecimentos junto à Petrobras  e a Gerencia da P-33 um posicionamento imediato quanto a situação e as  demais ações para equacionar este assunto e estamos ansiosos pelo prazo que se finda e aguardamos uma resposta incisiva o mais breve possível da diretoria de Exploração e Produção, temos a certeza que dias melhores virão. Obrigado a todos que leram este simples manifesto – P-33

Força de Trabalho contratada e Petrobras.

CAMPO DE MARLIM  -  OP-33  -  P-33

Bacia de Campos- RJ, 11 de fevereiro de 2017, 91 TRABALHADORES SE REUNIRAM ÀS 20 HS NESTA UNIDADE.

Segundo informações da categoria, na noite da última sexta-feria a plataforma P-48 sofreu um abalroamento em sua popa por um rebocador. Ainda segundo os relatos, o impacto foi sentido em todo casario e o alarme foi acionado.

O SindipetroNF apurou que não houve danos aparentes no casco, todavia o sindicato orienta os petroleiros e petroleiras da P-48 a realizar uma reunião extraordinária de CIPA caso acreditem que esse acidente trouxe algum tipo de dano para a plataforma ou mesmo para os trabalhadores e trabalhadoras embarcados que passaram pelo susto do impacto no casario e do alarme de emergência.

Resposta do SMS

Consultada, a gerência de SMS da Uo-Rio respondeu que houve sim o abalroamento e que "não houve danos que comprometam a segurança da unidade". Ainda segundo a gestão, o fato já foi comunicado à Marinha, não houve feridos e a unidade está operando em segurança: "O alarme foi acionado conforme previsto no plano de emergência. Vamos investigar o que motivou a falha na embarcação de apoio", completa a mensagem enviada ao sindicato.

O SindipetroNF lamenta que o comunicado do SMS tenha existido apenas depois que a gerência foi acionada pela diretoria e lembra que, como representante legítimo dos trabalhadores e trabalhadoras, deveria ser avisado de acidentes o mais rápido possível. "A Uo-Rio, infelizmente,vem sistematicamente enfraquecendo as suas relações com a instituição sindical e, consequentemente, se afastando dos trabalhadores que fazem dela referência na produção mundial de águas ultraprofundas" diz Tadeu Porto, diretor de comunicação do SindipetroNF. Para Porto, esse tipo de atitude antissindical é precedente de tragédias e a gerência da Uo-Rio deveria rever sua postura: "A P-36 não afundou por simples explosão, mas por uma série de erros que, entre outras coisas, atropelou as vozes dos petroleiros e petroleiras que já alertavam para os problemas na unidade. Que a empresa não se esqueça desse fato, pois não queremos ver a farsa virar  outra tragédia", ressaltou o diretor.  

 

O descaso da gestão da Petrobrás com a política de SMS (Saúde, Meio Ambiente e Segurança) ocasionou, mais uma vez, a interdição de uma plataforma de prodiução na Bacia de Campos.

A P-40, plataforma localizada no campo de Marlim Sul, teve que ter suas atividades paralizadas depois que a Marinha esteve a bordo para uma auditoria e encontrou o TOG desenquadrado na unidade.

Segundo informações obtidas pelo SindipetroNF, a Plataforma está realizando as operações necessárias para fechar todos os poços sendo que, no momento, seis destes já se encontram fechados.

Além disso, o sindicato também teve ciência que itens como a super utilização de andaimes e a má iluminação da plataforma também foram itens que chamaram a atenção dos auditores.

Para o coordenador do Departamento de Saúde do SindipetroNF, Sérgio Borges, a interdição é, também, fruto da política de arrocho da Petrobrás que se intesificou com o neoliberalismo de Temer/Parente. "Precarização, PIDV e desinvestimento. Mais uma vez a gestão totalmente equivocada compromete a integridade das plataformas da Petrobrás, expondo seus empregados a riscos desnecessários e provocando uma interdição que resultará em prejuízos catasróficos", afirmou Borges.

Quem vai ser punido pela parada da P-40?

Sobre a ingerência na plataforma, o coordenador do SindipetroNF, Marcos Breda, foi taxativo: "O diretoria irá cobrar, imediatamente, a responsabilização da gerência da P-40, do Ativo Marlim Sul e da Uo-Rio sobre mais esse descaso que poderia ter virado uma tragédia se não fosse a denúncia da categoria via sindicato. Vazamento de óleo é crime ambiental gravíssimo e o sindicato vai denunciar para todos os órgãos cabíveis".

Breda ainda destacou, ainda, que as tais Regras de Ouro, até agora, se mostraram apenas uma ferramenta institucional para punir os trabalhadores e trabalhadoras e livrar a gestão da empresa "Se repararmos bem, aquelas regras de ouro na verdade são regras para arrancar o couro do peão. Não existe absolutamente nenhuma determinação para serviços de planejamento e gestão, comumente ligados as lideranças, justamente para que a empresa possa ter um método interno de assédio àqueles petroleiros e petroleiras que lutam por uma empresa mais segura"

Sindicato na CIPA da plataforma

Um item discutido com a presença do diretor do SindipetroBA e da FUP, Leonardo Urpia, já adiantava um problema na P-40 que foi encontrado pelos auditores da Marinha: o mal funcionamento do Vaso "Slop" na unidade. Urpia participou das discussões com os demais cipistas da P-40 e o sindicato irá recolher a ata de CIPA para avaliar possíveis outras denúnicas que possam garantir saúde e segurança dos trabalhadores e trabalhadoras a bordo.

 

O Sindipetro-NF realizou ontem, na sede da entidade, em Macaé, reunião setorial unificada com os petroleiros do Terminal de Cabiúnas, da Transpetro, com trabalhadores de todos os grupos da unidade. A categoria aprovou um Manifesto (confira abaixo) que destaca os seus principais pontos de luta.

Além de diretores do NF e da assessoria jurídica, a setorial contou com a participação do presidente do Sindipetro-RS, Fernando Maia, que lembrou que a luta dos trabalhadores em seu estado foi essencial para a retomada do controle total da Petrobrás sobre a Refap (Refinaria Alberto Pasqualini), em Canoas. Parte da refinaria havia sido vendida pelo governo FHC em 2001. Depois de quase uma década de pressões de trabalhadores, a companhia, em 2010, no governo Lula, voltou a ter 100% da refinaria.

Durante a setorial, o assessor jurídico do Sindipetro-NF, Carlos Eduardo Pimenta, deu informes sobre as ações pela incorporação dos funcionários da Transpetro à Petrobrás, destacando que o caso de Cabiúnas está servindo de referência para outras bases do país.

Para o coordenador geral do NF, Marcos Breda, a setorial “foi uma iniciativa importante para que a diretoria do sindicato pudesse ouvir os companheiros de Cabiúnas, principalmente em relação à luta da incorporação dos cedidos da Transpetro naquela base, e muitos outros assuntos que preocupam a categoria”.

Para marcar a atividade, os trabalhadores plantaram uma muda de árvore, da espécie Pau Ferro, em frente ao terminal de Cabiúnas, simbolizando a resistência da categoria. O plantio contou com a participação de militantes camponeses de Macaé.

“A ideia é alimentar sempre a luta. Não é uma simples árvore, é um símbolo para lembrar que a luta é feita em todos os momentos”, disse o diretor do Sindipetro-NF, Claudio Nunes, que é lotado no terminal.

Confira abaixo o manifesto dos trabalhadores de Cabiúnas.

Unificar Cabiúnas é unificar a Transpetro, a Petrobrás e o Brasil

Reunidos no SindipetroNF no dia 09 de Fevereiro de 2017, petroleiros e petroleiras da Transpetro discutiram amplamente os problemas do terminal que, certamente, são reflexos da nefasta conjuntura que sempre prejudicou o povo brasileiro mas que se intensificou com a ofensiva neoliberal que tomou conta do país após a ascensão de um presidente ilegítimo mediante um Golpe de Estado.

Nas falas que foram realizadas nesta setorial unificada, existiu uma convergência unânime nas palavras daqueles que se expressaram acerca da necessidade de estarmos unidos nesse momento em que a gestão da Transpetro e da Petrobrás desejam, a qualquer custo, atacar todos nossos direitos e conquistas.

Na maioria das intervenções foi destacado que as atitudes individuais que cedem a política assediadora da empresa, enfraquecem a resistência da categoria, uma vez que deixam petroleiros e petroleiras isolados nas ações de luta contra essas perseguições injustas e que não tem o menor pudor de atropelar seja quem for.

Foi salientado, por exemplo, que a campanha “Regras de Ouro” realizada pelo Sistema Petrobrás atinge, na prática, apenas os executantes de serviço deixando as gerências livres para julgar apenas aqueles trabalhadores e trabalhadoras que incomodam, criando uma política fascista de perseguição àqueles que procuram contrapor os erros dessa gestão. Tal política é impossível de se combater sem que haja unidade.

Além disso, todo o aspecto jurídico acerca da nossa incorporação foi detalhado pela nossa assessoria jurídica sindical, e nos forneceu um respaldo maior para que a justa incorporação dos trabalhadores e trabalhadoras da Transpetro da UTGCAB saia, seja mediante vias judiciais ou seja na luta que nos é tão familiar.

Saímos desse encontro com a certeza de que temos totais condições de lutar por nossos problemas do dia a dia com o viés de que, com essa batalha, podemos unificar cada vez mais os trabalhadores e trabalhadoras da UTGCab e, assim, ganhar forças para a batalha da incorporação que, não diferente da nossa história de conquistas, será exemplo não só para trabalhadores e trabalhadoras de todas as subsidiárias da Petrobrás mas para todos brasileiros e brasileiras que, não diferentemente de nós, enfrentam uma onda reacionária e fascista que buscam destruir os movimentos sociais que nos representam.

Portanto, esperamos que o Sindicato mantenha essa política de diálogo horizontal, franco e transparente com a categoria para que possamos avançar cada vez mais nesse pleito da incorporação e, por fim, conclamamos a todos interessados, principalmente os petroleiros e petroleiras de Cabiúnas, para participar dos próximos passos dessa difícil disputa afinal, não seremos conhecidos como aquela geração que, por receio ou indiferença, sentou no meio fio e apenas assistiu a banda da resistência passar.

Assim, como a resiliência de uma muda, cujas partes se unem para enfrentar intempéries de diversas naturezas e se transformar numa árvore e tornar nosso ambiente mais saudável, a nossa incorporação virá com a nossa força e união!

Afinal, unificar Cabiúnas é unificar a Transpetro, a Petrobrás e o Brasil!

Macaé, 09 de fevereiro de 2017.

 

 

As sedes do Sindipetro-NF em Campos dos Goytacazes e em Macaé não terão funcionamento hoje. A decisão tem caráter de prevenção, para não expor os funcionários da entidade a um cenário ainda incerto em relação às condições de segurança pública. A diretoria, no entanto, continua a sua atuação e acessível pelos celulares e redes sociais.

 

 

A primeira turma do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) julgou, ontem, improcedente recurso da Petrobrás que tentava reverter a condenação por dano moral coletivo imposta à empresa, em razão do bloqueio de diretores do Sindipetro-NF às instalações da companhia durante a greve de 2015.

De acordo com o assessor jurídico do Sindipetro-NF, Carlos Eduardo Pimenta, o relator do caso no TRT, desembargador Alexandre Teixeira, e os demais componentes da primeira turma do TRT, entenderam que "não há justificativa plausível para a proibição de ingresso, nas dependências da reclamada, de dirigentes sindicais, sendo tal atitude impeditiva ao livre exercício da atividade sindical, a qual é protegida pelo artigo 8º da Carta Magna".

"Desta forma, tanto o bloqueio realizada no Terminal de Cabiúnas, atual UTG-CAB, quanto nas dependências da Petrobrás, foram considerados ilegais e repreendidos pelo judiciário", explica o advogado.

 

 

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