Diretores do Sindipetro-NF participam, na manhã de hoje, de concentração no portão da Reduc (Refinaria Duque de Caxias) para levar aos trabalhadores da base a manifestação de apoio da entidade à Chapa 1 (Unidade Nacional Contra o Golpe), nas eleições para a direção do Sindipetro-Caxias. A votação começou hoje e segue até a próxima quinta, 9.

Para o coordenador geral do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra, uma característica importante da Chapa 1 é o equilíbrio entre renovação e experiência, com jovens militantes e sindicalistas com grande histórico de luta, como o candidato à reeleição na presidência, Simão Zanardi.

Bezerra destaca que o momento brasileiro exige unidade dos trabalhadores e trabalhadoras para enfrentar os efeitos do golpe, que se associa aos ataques aos direitos sociais e trabalhistas. A Chapa 1 tem o apoio de todos os sindicatos filiados à FUP.

"Não nos esqueçamos que muitos dos que estão do outro lado estiveram apoiando, juntos com Bolsonaro, juntos com os patos da Fiesp, esse golpe que hoje quer entregar a Petrobrás, entregar o pré-sal e faz essa destruição dos direitos da classe trabalhadores", destaca.

O coordenador do NF lembra ainda a atuação importante da atual diretoria do Sindipetro-Caxias na luta pela segurança no trabalho. Em razão de denúncias do sindicato aos órgãos fiscalizadores, a refinaria passou por interdições e a categoria passou a ficar mais atenta em relação à defesa da vida.

 

Da Imprensa da FUP - A forte reação dos petroleiros às ameaças de retirada de direitos esvaziou a chantagem dos gestores da Petrobrás de usarem a contrarreforma trabalhista na tentativa de pressionar a categoria. A empresa recuou e prorrogou o Acordo Coletivo até 30 de novembro. Na reunião desta sexta-feira, 03, com o RH, a FUP tornou a ressaltar que as mudanças que a gestão Pedro Parente quer fazer têm motivações meramente políticas, pois a maioria das corporações está repactuando as convenções trabalhistas na íntegra em função da insegurança jurídica que o país vive. É o caso da Vale, cuja data base dos trabalhadores é em dezembro, mas a empresa já propôs a renovação do acordo.

Mais do que nunca, é fundamental que os petroleiros mantenham-se mobilizados, participando ativamente das setoriais e atos convocados pela FUP e seus sindicatos. Na próxima sexta-feira, 10, é Dia Nacional de Luta contra o desmonte dos direitos que o golpe vem impondo à classe trabalhadora. Golpe que teve o apoio de agrupamentos políticos da nossa categoria que ainda hoje tentam dividir e confundir os petroleiros com discursos oportunistas. São os mesmos que até bem pouco tempo atrás chamavam a FUP de traidora por ter pactuado Acordos Coletivos “rebaixados”, que agora eles se dizem defensores.

Se hoje temos um Acordo Coletivo que é referência para várias categorias, é devido à força da nossa organização sindical, que, mesmo sob ataque destes setores sectários, soube assertivamente conduzir as lutas e negociações que garantiram os direitos e conquistas que a gestão Pedro Parente quer destruir.

Por isso, é fundamental que os petroleiros e petroleiras de todas as bases se somem às paralisações e atos regionais chamados pela FUP e seus sindicatos. Além da luta para barrar a contrarreforma, vamos denunciar a política de insegurança que tem multiplicado o número de acidentes nas áreas operacionais, transformando as unidades em bombas relógio. A Replan e a Reduc estão na iminência de uma grande tragédia anunciada, como estamos constantemente alertando.

É bom lembrar que várias conquistas do Acordo Coletivo referentes à SMS estão na mira do desmonte que a gestão Pedro Parente quer impor aos trabalhadores. O RH insiste em manter a maior parte dos pontos da proposta que já foi rejeitada pela categoria. O objetivo da empresa é finalizar até o dia 10 uma nova formulação. Esta semana, portanto, será determinante para a preservação do nosso ACT.

A resposta dos petroleiros não pode ser outra se não a mobilização. O Acordo Coletivo, como a FUP vem afirmando, terá o tamanho da nossa resistência. Nossas conquistas foram arrancadas na luta, fruto da nossa organização sindical, e é na luta que preservaremos cada um dos direitos que garantimos ao longo destes últimos anos. Nossas conquistas vêm do nosso movimento.

 

O Sindipetro-NF recebeu manifesto dos petroleiros e petroleiras da plataforma PCH-2, na Bacia de Campos. A categoria denuncia ações antissindicais da gestão da Petrobrás, que está embarcando supervisores da unidade em outras plataformas para preparar equipes de contingência para atuar na greve que se aproxima. 

A diretoria do sindicato vai encaminhar a denúncia para a Comissão de Ética da entidade. Confira abaixo a íntegra do documento.

Ontem sábado, 04, aconteceu mais um acidente na P-37 envolvendo um caldeireiro da empresa ELFE que estava embarcado na P-37 e poderia ter sido mais uma perda de vida. Durante a execução de uma retirada de parafusos para remoção de flange e substituição de válvula no processo de produção da plataforma o trabalhador foi surpreendido com uma pressão que não estava sendo marcada pelos instrumentos do processo.

O número e a gravidade dos acidentes estão mostrando que cada vez mais estamos mais próximos de uma catástrofe, porém a gestão da empresa faz questão de querer se enganar com divulgação de números menores de acidentes, onde na verdade o que tem acontecido um aumento da sub notificação.

A gestão de segurança Petrobrás informou que o trabalhador desembarcou em uma aeronave médica, houve atendimento médico em seguida foi liberado.

"O sindicato está indicando o diretor Guilherme Fonseca na comissão de investigação, que é garantida pelo ACT, para mostrar,mais uma vez, que o baixo efetivo e a insistência da empresa em não querer ouvir os trabalhadores e seus alertas sobre a atual situação de insegurança são um problema grave e tem gerado esses acidentes. Não iremos deixar barato mais esse acidente e temos clareza que os trabalhadores mostrarão na luta essa insatisfação." diz Tezeu Bezerra, coordenador geral do Sindipetro do Norte Fluminense.

Há poucos meses, novos cipistas assumiram seus mandatos nas Comissões Internas de Prevenção de Acidentes na UO-Rio e UO-BC e já começaram a chegar reclamações desses trabalhadores eleitos sobre assédio e pressão das chefias. Segundo o diretor Sergio Borges, a chefia não entende o papel isento dos cipistas. "Fica claro que os chefes imediatos não entendem, ou não querem entender, qual é o papel da CIPA e que eles devem agir de forma independente" - afirma.

Borges conta que a gestão atua como se os cipistas quisessem causar "problemas", ao invés de entender  que o papel desses profissionais é relatar os ocorridos e apontar soluções que devem ser implementadas pela gestão. Borges exemplifica da seguinte forma "quando um cipista registra em ata a falta de efetivo na unidade, ele está apenas sinalizando para a gestão, para os trabalhadores, para o sindicato e para os órgão públicos, que essa falta de trabalhadores pode gerar acidentes na plataforma e adoecimentos para aqueles que ficam sobrecarregados".

A direção do Sindipetro-Nf está atenta ao tratamento que a gestão da Petrobras está aplicando aos cipistas eleitos, principalmente nesse momento no qual o efetivo da empresa foi drasticamente reduzido e a segurança operacional das instalações está comprometida. A diretoria entende que o comprometimento com a saúde, segurança e o meio ambiente deve ter prioridade máxima e não poupará esforços para que a companhia entenda isso.

Erros passados

Para Borges, a atitude da empresa deixa claro que ela ainda não consegue aprender com erros passados. Durante o processo eleitoral da ultima CIPA, a gestão da UO-BC tentou manipular a eleição, transferindo diversos trabalhadores que eram candidatos para outras unidades. A diretoria do Sindipetro-NF denunciou ao Ministério do Trabalho, iniciou uma campanha de boicote ao processo elitoral e fez duras cobranças a gestão de SMS da companhia. O Sindicato conseguiu reverter o problema e tratou de forma específica várias denúncias pontuais. Também existiram casos onde os trabalhadores não quiseram o envolvimento do sindicato.

Outro fato que aconteceu na UO-BC foi a denúncia de um coordenador de manutenção que obrigou alguns cipistas a renunciar dos seus mandatos, para que fossem transferidos da unidade. A atuação do sindicato ficou prejudicada nesse caso por falta de comprovação e de não ter autorização dos envolvidos. Mesmo nesses casos, a diretoria sempre questiona a gestão, informa aos órgãos fiscalizadores, e também orienta aos trabalhadores que enviem denuncias para subsidiar as lutas do sindicato.

Na visão da direção do NF, esse comportamento da Petrobrás tem reflexos que prejudicam a atuação da CIPA. A UO-BC está tendo dificuldades no processo eleitoral, porque não atingiu o número mínimo de candidatos em várias plataformas, e alguns problemas deixam de ser registrados em ata por medo de retaliação por parte dos trabalhadores. Enquanto isso, o número de acidentes nas instalações da Petrobrás continua subindo.

Borges alerta que "na luta de classes as empresas sempre tiveram o institucional em suas mãos para perseguirem e assediarem trabalhadores, que se posicionam quando os interesses são conflitantes, quando, priorizam a produção em detrimento da segurança operacional. Contudo, sempre que os trabalhadores se unem e se organizam dão a resposta correta e equilibram a correlação de forças".

"Por isso, cada vez mais se torna necessário o engajamento dos trabalhadores. Pois nessa guerra não passaremos ilesos. Ou aceitamos carregar as cicatrizes e marcas das perseguições resistindo e lutando contra a violência dos assédios, ou sofreremos as consequências de uma política de SMS que mata e adoece nossos companheiros" - disse Borges.

O Sindipetro-NF orienta que qualquer caso de assédio ou perseguição aos trabalhadores, principalmente aos cipistas, sejam documentados e informados para que as providências sejam tomadas através do e-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. .

Rede Brasil Atual - Dois anos após a Samarco cometer o crime ambiental de Mariana, apenas 3 mil das 23 mil barragens no país são fiscalizadas

No próximo domingo, 5, o crime ambiental de Mariana, cometido pela Samarco (subsidiária da Vale e da BHP Billinton), completa dois anos. De lá para cá, apenas 3 mil das 23 mil barragens existentes no Brasil são fiscalizadas como deveriam, demonstra um relatório divulgado pela Agência Nacional de Águas (ANA). O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) alerta que os dados ainda estão incompletos.

O relatório de segurança de barragens de 2016 mostra que 25 barragens, localizadas em oito estados, estão com as estruturas tão danificadas que correm o risco de romper. O coordenador nacional do MAB, Gilberto Cervinski, acredita que este número pode ser ainda maior, já que o relatório está incompleto.

O levantamento feito pela ANA foi baseado no questionário respondido por apenas 9 dos 43 órgãos fiscalizadores federais e estaduais do país. "A ANA tem a responsabilidade de juntar as todas informações e criar um relatório único. Ela só conseguiu catalogar e classificar 3.200 até agora", lamenta.

O relatório faz parte da política nacional de segurança de barragens – uma lei de 2010 que obriga o poder público a monitorar a segurança de barragens, e exigir das empresas medidas para evitar acidentes. Segundo a ANA, há quase 23 mil barragens no país. “Deveria ser obrigação das empresas passarem todas as informações e também dos órgãos fiscalizadores de cobrarem e fiscalizarem de perto", afirma.

O coordenador do MAB denuncia que a maioria das barragens comprometidas não recebe manutenção e aponta a privatização como causa principal desse descaso. "As barragens privatizadas guardam as informações e não revelam a real situação, porque apostam que não vai ter rompimento."

 

Imprensa da FUP - Na tentativa de impedir a venda da Araucária Nitrogenados, mais uma subsidiária da Petrobrás que está sendo privatizada pela gestão de Pedro Parente, a FUP ingressou com uma Ação Civil Pública na 42ª Vara Civil do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, contestando a legitimidade do processo. Em função dos impairments realizados pela atual gestão da petrolífera, a Fábrica de Fertilizantes do Paraná vale contabilmente zero reais (R$ 0,00). A unidade está sendo entregue através de uma negociação de venda casada, que inclui também a Fábrica de Fertilizantes do Mato Grosso do Sul (UFN-III), cuja planta sequer entrou em operação, pois teve a obra paralisada em dezembro de 2014, com 80% do projeto concluído. 

A entrega destas duas unidades significará a saída da Petrobrás de um setor fundamental para a soberania do país, pois o Brasil já importa cerca de 70% de fertilizantes nitrogenados para atender à demanda interna. Na Ação, a FUP chama a atenção para os “acordos de confidencialidade” firmados entre a Petrobrás e empresas que já manifestaram interesse na compra da fábrica de Araucária, como grupos chineses e a norueguesa Yara, que tem forte atuação no mercado internacional de fertilizantes.

“Com uma produção nacional que o mantenha dependente de vultosas exportações, o “preço” dos fertilizantes no importante mercado brasileiro continuará elevado e atraente para os exportadores internacionais”, alerta a FUP em um dos trechos da Ação. É bom lembrar que até 2014, o atual presidente da Petrobrás comandava a multinacional Bunge, que era uma das líderes do setor no Brasil. Sua gestão foi marcada por uma forte reestruturação que fez a empresa abandonar a área de fertilizantes, vendendo todos os ativos que tinha no país (usinas, fábricas, distribuição), mesmo sendo o Brasil o quarto maior mercado do planeta.

 Conflito de interesses

A Ação da FUP coloca sob suspeita a participação de Pedro Parente na venda de ativos estratégicos do Sistema Petrobrás, já que existem conflitos de interesse diretos com o cargo que acumula na Presidência do Conselho de Administração da BM&F Bovespa, cujos índices de compra e venda de ações são fortemente influenciados pelas decisões da estatal.

Além disso, Parente é sócio da Prada Assessoria, consultoria de investimentos dirigida por sua esposa e cujos negócios vão de vento em popa desde que ele assumiu o comando da petrolífera brasileira. Cada desinvestimento que ele autoriza impacta profundamente o mercado de ações, beneficiando investidores da BM&F Bovespa e clientes diretos da Prada. Não à toa, a consultoria aumentou em 78% a sua carteira de clientes nos últimos dois anos, principalmente após a nomeação de Pedro Parente para a Petrobrás.

A Ação Civil Pública da FUP pode ser acessada no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, através do número 0280939-82.2017.8.19.0001

FUP

 

 

Nesta sexta-feira, 03, a partir das 15 horas, começa uma nova mesa de negociação da FUP e seus sindicatos e representantes da Petrobrás. A negociação será transmitida através do link www.radarfup.com.brO prazo de vigência do Acordo Coletivo está se aproximando e os gestores da empresa continuam ameaçando os trabalhadores com a redução de direitos.

Em documento enviado à FUP , a Petrobrás dis que irá “apresentar a última proposta da companhia na semana de 06 a 10 de novembro”, que antecede a entrada em vigor da contrarreforma que desmonta a legislação trabalhista.

Petroleiros da brigada de emergência da plataforma PNA-2, na Bacia de Campos, resgataram quatro pescadores na noite da última quarta, 1, por volta das 20h, após naufrágio da embarcação em que estavam. Um quinto pescador foi resgatado por um barco de pesca. Todos passam bem.

De acordo com relatos recebidos pelo Sindipetro-NF, confirmados pela área de SMS (Segurança, Meio Ambiente e Saúde) da Petrobrás, a embarcação ficou à deriva após uma falha mecânica e se chocou com uma das bases da plataforma, naufragando em seguida.

Os quatro pescadores foram resgatados pelos petroleiros com uso de um bote e levados para a plataforma, onde receberam os primeiros cuidados e passaram a noite. Ontem, foram desembarcados em helicóptero da Petrobrás e levados para o Hospital Público de Macaé.

O quinto pescador, regatado pelo barco de apoio, retornou para sua cidade de origem, São Francisco do Itabapoana, no barco pesqueiro.

 

[Atualizado às 11h38 para correção na informação sobre resgate do quinto pescador, que foi realizado por barco de pesca, e não por barco de apoio, como informado inicialmente]

 

 

O auditório do Sindipetro-NF, em Campos dos Goytacazes, recebe na próxima semana, nos dias 7 e 8, conferências  que integram a II Jornada de História da UFF Campos (Universidade Federal Fluminense).

A primeira delas, na terça, 7, às 19h, terá como tema "100 anos da Revolução Russa: projetos revolucionários em disputa", com a professora Natália Reis e com o professor Márcio Lauria.

Na quarta, 8, também às 19h, a conferência será sobre "História das Mulheres: processos revolucionários e trajetórias de luta", com as professoras Lana Lage e Bárbara Araújo.

A II Jornada de História da UFF Campos é um evento gratuito e aberto à comunidade, organizado por estudantes e professores da universidade.

Neste ano, o evento tem como tema geral "Luto/a", "simbolizando nossa tristeza pelos ataques a todos os setores da economia, sociedade e política, mas também nossa constante luta contra", como explicam os organizadores.

Além das conferências no auditório do Sindipetro-NF, haverá atividades da jornada dentro do campus da UFF.

 

Que fique bem claro. Não estamos em um país democrático. Não estamos atuando sob regras republicanas. Nossas instituições estão tomadas, sem nenhum constrangimento, pelas forças reacionárias que aplicaram o Golpe de 2016. Na Petrobrás não é diferente. Só com muita força vamos impedir o maior retrocesso no Acordo Coletivo em toda a história da companhia. Será uma guerra dura, mas que precisa ser feita. O retorno hoje à mesa de negociações, às vésperas da data limite imposta pela Petrobrás para a implantação das mudanças da reforma trabalhista, não significa qualquer alívio neste ambiente de tensão. Pelo contrário: requer ainda mais atenção e mobilização.

O Golpe, como agora todo sabem — até mesmo os paneleiros, embora talvez não o admitam — foi uma resposta das elites e da especulação financeira a um projeto nacional, de avanços das políticas públicas e de ascensão do consumo das classes populares. Esse rancor ideológico, essa adesão irresponsável a uma agenda de demolição das conquistas do período anterior, está assentado na noção de que só o deus mercado salva, de que o mundo é dos indivíduos fortes e que a competição, a truculência, o autoritarismo, são necessários para manutenção da ordem social. Não passa pela cabeça dessa gente que os trabalhadores possam ter direitos e salários dignos, que possam ser felizes no trabalho e em momentos de folga, que possam ter garantidas condições seguras nas áreas operacionais e administrativas.

Por isso, o confronto de hoje, na mesa de negociações, e os confrontos dos próximos dias, devem ser compreendidos sob uma conjuntura maior de enfrentamentos. A categoria petroleira — e em momento dessa gravidade isso inclui todos, absolutamente todos empregados e empregadas da Petrobrás e subsidiárias, independentemente dos cargos que ocupem — não pode e não vai aceitar qualquer corte de direitos. Do contrário, estaria dado o aval para que a dilapidação das relações de trabalho avançasse ainda mais sobre todos os trabalhadores e trabalhadoras do País, em cenário de exploração cada vez mais acentuado.

Nossa data limite é o 11 de novembro, quando entram em vigor a nefasta contrarreforma trabalhista. Se a gestão da Petrobrás insistir em cortar direitos, verá a força de uma categoria que não se curvou nem diante dos tanques do Exército enviados por FHC. Que não ousem duvidar da capacidade de luta dos petroleiros e petroleiras.

[Nascente 1016]

 

Faltando apenas 10 dias para a implementação da Contrarreforma Trabalhista imposta pelo Governo Golpista de MiShell Temer, dirigentes e categoria petroleira do Norte Fluminense ocuparam os aeroportos na manhã desta quarta, 01, para denunciar a retirada de direitos e a necessidade da categoria se mobilizar.

O diretor Alessandro Trindade que estava no aeroporto de Cabo Frio disse que haverá muita luta e resistência da classe operária contra as reformas. "Não vamos admitir a retirada de direitos! Os trabalhadores tem que vir par a luta!" - afirmou. 

O Sindicato também aproveitou o momento para intensificar a coleta de assinaturas ao Projeto de Lei de Iniciativa Popular (PLIP) que exige a revogação dessa iniciativa do governo, na data considerada o Dia Nacional de luta Contrarreforma Trabalhista pela CUT. "Essa reforma precariza as relações capital x trabalho e colocam o trabalhador numa situação desfavorável, legitimando a escravidão moderna" - disse o diretor Guilherme Cordeiro, em entrevista à TV NF.

As principais centrais sindicais do país estão convocando para o dia 10 uma mobilização nacional com paralisações e protestos.

 

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