CUT - A argumentação do governo golpista e ilegítimo de Michel Temer (MDB-SP) para justificar o pífio aumento do salário mínimo (SM) é a inflação baixa. O problema é que, na hora de pagar as contas, os trabalhadores e as trabalhadoras acham que o custo de vida está cada vez mais alto e, com um reajuste menor do salário mínimo, que atinge a maioria dos trabalhadores e dos aposentados, os mais pobres são os mais sofrem as consequências reais dessa sopa desses números tão exaltados pela mídia.

A Subseção do Dieese da CUT fez um estudo sobre o impacto dos aumentos de preços no orçamento das famílias que sobrevivem com apenas um salário mínimo para ajudar a entender o que está acontecendo com o poder de compra da classe trabalhadora. Os dados derrubam a justificativa do governo para um aumento do SM menor do que os R$ 965 que o Congresso havia aprovado dentro no Orçamento da União para 2018.

“A sensação de que o gasto no supermercado e com as contas dos serviços públicos está pesando muito mais do que expressa a inflação total é real porque esses preços, que têm um impacto maior na renda dos trabalhadores que ganham salário mínimo, subiram muito nos últimos anos e a queda de alguns preços em 2017 não foi suficiente para aliviar o bolso”, diz a técnica do Dieese, Adriana Marcolino.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC, usado como base para o reajuste do SM) foi de 2,07% em 2017. Mas, o acumulado 2016/2017 é de 8,79%), o que vem derrubando o poder de compra da classe trabalhadora.

Enquanto o salário mínimo teve reajuste de 1,81%, o menor dos últimos 24 anos – R$ 954, a partir de 1º de janeiro deste ano –, os brasileiros que ganham o piso viram os gastos com serviços públicos, como água, luz e gás, explodirem na gestão Temer.

Em 2014, os gastos com serviços públicos representavam 26,1% do salário mínimo que na época era de R$ 724,00. Em 2017, esses gastos aumentaram para 31,4%.

Mas, a corrosão do poder de compra da classe trabalhadora não parou com os preços abusivos cobrados pelo governo. As despesas básicas e essenciais, como alimentação e moradia, também estão pesando no bolso dos trabalhadores. Segundo o Índice do Custo de Vida (IVC-Dieese), a inflação acumulada da cesta básica de 2016/2017 foi de 8,03% e o da habitação, 8,39%. Só o botijão de gás aumentou 37,65% no mesmo período.  

Segundo a técnica do Dieese, em janeiro de 2014, os trabalhadores que ganham o salário mínimo gastavam R$ 354,19 do salário mensal (na época R$ 724) com alimentação; mais R$ 71 com luz; R$ 16,82 com água; e R$ 50 com botijão de gás. Já em dezembro do ano passado, passaram a gastar R$ 424,36 com alimentação, R$ 127,88 com luz, R$ 24,15 com água e R$ 89 com gás.

Salário mínimo

O governo Temer não reajustou o salário mínimo pela inflação nos últimos dois anos, como manda a Lei 13.152, de 2015. O INPC divulgado nesta quarta-feira (10) chegou a 2,07%. Isso já havia acontecido em 2017, quando o mínimo havia sido reajustado em 6,48%, para um INPC de 6,58%.

De 2003, no primeiro ano do governo Lula, até 2016, o salário mínimo acumulou aumento real de 77%. Começou a perder para a inflação exatamente nestes dois últimos anos, a partir da gestão do golpista Temer.

A Lei 13.152, que implementou a política de valorização do salário mínimo, estipula reajuste com base no Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes, que valeria como aumento real, e pelo INPC do ano anterior. O PIB, de fato, não cresceu, deixando o mínimo sem ganho real. Mas o governo descumpriu a segunda parte, ao não aplicar o INPC.

“O principal objetivo da Política de  Valorização do Salário Mínimo, uma conquista da CUT e das demais centrais sindicais durante o governo Lula, é recuperar o valor do piso nacional para melhorar a vida das pessoas”, diz o presidente da CUT, Vagner Freitas.

“O problema é que Temer não entende de pessoas”, completa Vagner.

Imprensa da CUT - Um dos itens da nova lei trabalhista, que alterou a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) retirando direitos da classe trabalhadora, foi avalizado pelo seu mais ferrenho defensor, o presidente do TST (Tribunal Superior do Trabalho), Ives Gandra Martins. Mal o ano começou, ele autorizou 129 demissões de professores do Centro Universitário Ritter dos Reis (UniRitter), que foram dispensados em massa, sem que o sindicato tivesse sido comunicado.

Antes da nova lei trabalhista, as empresas eram obrigadas a avisar os sindicatos quando pretendiam demitir em massa. Os sindicatos negociavam e se não conseguissem impedir as demissões, negociavam algumas compensações, como aviso prévio, alguns meses a mais de salário e extensão do plano de saúde por ano ou dois anos.

Gandra usou justamente o artigo 477-A da nova lei, que entrou em vigor no dia 11 de novembro do ano passado, para revogar decisão de segunda instância do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-4) que havia confirmado decisão liminar de primeira instância que proibia as demissões na UniRitter.

Em sua decisão, o ministro criticou a decisão dos juízes gaúchos por, segundo ele, interferirem no gerenciamento dos recursos humanos, financeiros e orçamentários da universidade ao impedir a instituição de ensino de demitir em massa.

Para o assessor jurídico da CUT, Paulo Roberto, "Gandra diz na decisão que o juiz do tribunal exigiu uma negociação coletiva e que a reforma Trabalhista assegurou o direito dos empregadores sem necessidade de negociação, e não é bem isso".

Segundo o assessor, "antes da aprovação da reforma, nós tínhamos a jurisprudência do Superior Tribunal do Trabalho, que se baseava em interpretação da Constituição Federal para dizer que no caso de dispensa coletiva era necessário estabelecer uma negociação. Para demitir essa quantidade de funcionários era necessário conversar com o sindicato".

Na avaliação de Paulo Roberto, devem existir regras para contemplar os trabalhadores e trabalhadoras no caso de demissão em massa. "O movimento sindical sempre defendeu isso. Sem isso, as demissões provocam um impacto social, prejudicando, a própria comunidade".

Segundo o advogado, os sindicatos procuram negociar alguma compensação para os demitidos, tais como aviso prévio, extensão do plano de saúde por ano ou dois anos, algum tipo de compensação ou até impedir as demissões.

 A "reforma trabalhista" de Temer não só impede essa prática como contraria a Convenção nº 154 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) que determina a negociação coletiva e a participação do sindicato em questões de interesse comum.

Casos semelhantes se espalham pelo país

Casos de demissão em massa, como o da UniRitter, têm se espalhado pelo Brasil nos últimos meses, em função da reforma Trabalhista que entrou em vigor o ano passado, provocando alterações nas relações de trabalho de várias empresas, gerando demissões, legalizando bicos e mudanças no contrato de trabalho.

No Rio de Janeiro, a Universidade Estácio de Sá demitiu cerca de 1200 professores. As demissões foram autorizadas pela Justiça do Trabalho do Rio de Janeiro, por meio do desembargador José Geraldo da Fonseca. As demissões tinham sido suspensas por uma liminar do Ministério Público do Trabalho (MPT), mas a decisão do desembargador deferiu um mandado de segurança impetrado pela instituição e autorizou a homologação das dispensas.

Outro caso que chama atenção é o novo regulamento do Banco de Brasília que traz novidades danosas inspiradas pela nova lei como a demissão sumária, a demissão sem justa causa e a suspensão de contrato de trabalho. No regulamento, o funcionário que estiver respondendo a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) poderá ter seu contrato de trabalho suspenso enquanto durar o processo. Além disso, o bancário poderá ainda ser demitido sumariamente, sem processo administrativo, caso o banco entenda que ele cometeu falta grave.

Para a secretaria nacional de Relações de Trabalho da CUT, Graça Costa, fatos como esse vão se repetir frequentemente. "A pressão sindical e política contra a aprovação da lei da reforma foi grande, mas a insensibilidade demonstrada pelo governo e sua base de apoio demonstraram mais uma vez que papel estão cumprindo: a destruição de direitos trabalhistas consagrados na CLT, de benefícios e o desmonte do sistema de organização sindical e de negociações coletivas brasileiro".

Graça afirma mais uma vez que o que se pretende não são mudanças limitadas e pontuais, mas retroceder ao início do século quando não haviam direitos mínimos para os trabalhadores brasileiros. 

"O carro chefe dessa lei é dar à negociação entre empresários e trabalhadores força de lei. Mas na prática não é assim. Aparentemente os sindicatos teriam mais liberdade de negociação. Mas quando se trata de uma relação totalmente desigual a "liberdade" não existe e o resultado favorecerá o mais forte. A decisão do ministro Gandra confirma isso", finaliza a dirigente.

O Sindipetro-NF participará de uma comissão para investigar um acidente ocorrido nesta semana na P-32. Na ocasião, o técnico de manutenção da Petrobrás, Enir Rogério Silva, 48, sofreu queimaduras de 1º e 2º grau, enquanto realizava a manutenção elétrica no painel de alimentação geral do guindaste.

Ele teria encostado a chave em um borne energizado, causando curto-circuito, vindo a sofrer queimadura de 2° grau na mão esquerda e de 1° grau na mão direita, antebraço esquerdo e região cervical.

De acordo com a Petrobras, o técnico recebeu os primeiros socorros a bordo da plataforma, em seguida ele foi encaminhado para um hospital de Macaé.

Seguindo a Cláusula 121 do ACT, o Sindipetro NF indicou um representante para compor a comissão que investigará o ocorrido que será o diretor Benes Junior.

(atualizada em 11/01/2018 às 9h30)

 

Entre os dias 19 e 21 de janeiro, o Movimento dos Sem Terra - MST realiza em Macaé um encontro estadual.  O evento, que tem a abertura programada para às 9h, acontece na Casa de Formação da Família de Deus, que fica na Praça São Pedro, em Barra de Macaé.

Na ocasião, o MST fará um balanço da conjuntura do último período, projetando as ações e lutas para este ano.

O Sindipetro-NF apóia as ações do movimento por entender a importância de construir coletivamente a luta em defesa da Reforma Agrária Popular no Estado.

 

FUP - Desde o dia em que passou a vigorar, em novembro de 2017, a reforma trabalhista (Lei 13.467/17) que retira os direitos dos trabalhadores, dá a liberdade para as empresas realizarem demissões em massa sem que haja qualquer negociação prévia com o sindicato da categoria. Foi o que aconteceu aos professores da UniRitter, no Rio Grande do Sul. O ministro do Tribunal Superior do Trabalho, Ives Granda, autorizou a demissão em massa de 150 profissionais de ensino utilizando os argumentos da nova Lei. Granda alegou que a não demissão comprometeria o planejamento de aulas, programas pedagógicos e a situação econômica da instituição. 

A regra que dispensa a demissão em massa, sem a intermediação sindical, está prevista no artigo 477-A da CLT que diz: “As dispensas imotivadas individuais, plúrimas ou coletivas equiparam-se para todos os fins, não havendo necessidade de autorização prévia de entidade sindical ou de celebração de convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho para sua efetivação”.

Já prevendo a má-fé na utilização da nova Lei que proteje apenas os interesses do patrão e deixa de lado qualquer segurança para o empregado, a Federação Única dos Petroleiros assessorada pelo departamento jurídico, exigiu que constasse no Acordo Coletivo 2017/2019, assinado no dia 05/01, uma cláusula (42 para Petrobrás e 31 no ACT Transpetro) de proteção aos direitos trabalhistas. Onde em seu parágrafo 2o diz que “A Companhia não promoverá despedida coletiva ou plúrima, motivada ou imotivada, nem rotatividade de pessoal (turnover), sem prévia discussão com a FUP e os Sindicatos”. 

Esta é uma garantia que a FUP e seus Sindicatos conquistaram para os trabalhadores do Sistema Petrobrás. Em meio a um cenário de golpe, privatizações e demissões em massa que vem ocorrendo no Brasil, as cláusulas 42 e 31 garantem o direito do trabalhador ser devidamente representado por sua entidade, onde esta pode buscar o melhor para seu associado. Sem constrangimento ou assédios.

Por que é importante a participação do Sindicato?

Os sindicatos são organizações de representação dos interesses dos trabalhadores, criadas para compensar o poder dos patrões na relação contratual sempre desigual e reconhecidamente conflituosa entre capital e trabalho. 
Uma das principais atribuições das entidades sindicais é a prática de negociações coletivas, que asseguram aos trabalhadores, por elas representados, a possibilidade de ampliar direitos garantidos por lei e adquirir novas conquistas. 
Nesse sentido, para que os trabalhadores, como parte estruturalmente mais fraca na relação capital-trabalho, tenham chances de sucesso nos processos negociais. As entidades representativas, utilizando-se de recursos políticos e financeiros, enfrentam o poder das corporações empresariais em defesa dos empregados. 
Segundo o CNES (Cadastro Nacional de Entidades Sindicais), até o ano de 2015, haviam 11.173 entidades sindicais representativas de trabalhadores no Brasil. Estima-se, de acordo com dados da Rais (Relação Anual de Informações Sociais), que cerca de 50 milhões de trabalhadores são representados por essas entidades.

A gerência da PRA-1 tentou, de forma totalmente arbitrária, impedir o contato entre o Sindipetro-NF com os trabalhadores na plataforma. Esse tipo de ação é totalmente inaceitável para o NF e pode gerar sérios prejuízos a segurança do trabalhador.

De acordo com o diretor Alexandre Vieira, assim que ele chegou à plataforma solicitou a ida as áreas com pendência na ATA de CIPA. Inicialmente o gerente da unidade informou que não poderia permitir, devido a uma orientação da gerencia da base. Após a informação veemente que isto configura prática anti-sindical foi feito um novo contato com a gerencia de base, que permitiu o acesso a área.

Contudo, em outras praticas a gerencia não recuou e continuou com a proibição de reunião entre o sindicato e trabalhadores a bordo da unidade. Inclusive o Geplat da unidade escoltou o representante sindical até a base da GANGWAY da UMS-Carapebus solicitando que o mesmo somente retornasse para a reunião no dia seguinte.

Como se não bastasse tamanhos absurdos contra a classe, o diretor também foi impedido de falar sobre a influência das práticas anti-sindicais na segurança da unidade para que a informação fosse incluída na ATA de CIPA. Essa atitude descumpre a NR-5,  no disposto 5.28.1 que diz que "não havendo consenso, e frustradas as tentativas de negociação direta ou com mediação, será instalado processo de votação, registrando-se a ocorrência na ata da reunião".

Mesmo com tais atitudes da gerência, alguns trabalhadores conseguiram contato com a representação sindical e passaram algumas informações de segurança que necessitavam constar na CIPA. O que reforça, que essa situação, causou prejuízos a segurança da unidade e dos trabalhadores a bordo. Já que quando o trabalhador não se sente a vontade e seguro, ele se cala. O Sindipetro-NF destaca que a participação do sindicato nas reuniões de CIPA é um direito adquirido pelos trabalhadores e trabalhadoras. Inclusive, uma das lutas da categoria foi manter tal direito, dentro das clausulas do ACT recém assinado.

O Sindicato reforça ainda que esse tipo de atitude além de ser anti-sindical, também fere os direitos e liberdades fundamentais presentes no Art 5º da Constituição Federal de 1988. Configurando-se ato inconstitucional. 

Por fim, esperamos que a gestão de SMS da Petrobras corrija esse equívoco e entenda que ouvir as demandas de segurança dos trabalhadores é uma benéfico para a empresa. Pois quando a relação entre empregados e empresa é conturbada tanto a empresa quanto os trabalhadores são prejudicados.

CUT - Foi lançada nesta segunda-feira (8), em São Paulo, a campanha “Cadê a prova?” para mostrar que, mesmo provando sua inocência, Lula foi condenado pelo juiz da 13.ª Vara Criminal Federal de Curitiba, Sergio Moro, no caso do tríplex do Guarujá que pertence à empreiteira OAS.

Apesar da falta de embasamento jurídico, quando o caso chegou ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), em Porto Alegre, onde no próximo dia 24 será julgado o recurso do ex-presidente contra a decisão do juiz do Paraná, o presidente do tribunal, Carlos Eduardo Thompson Flores, antes mesmo de ler, deu entrevistas elogiando os termos da sentença de seu colega.  

São as inconsistências do processo e o uso político da Justiça que a campanha – com peças como banners, vídeos e cartazes divulgados em redes sociais – vai mostrar para a população que a condenação de Lula não tem qualquer fundamento jurídico.

“Todo o processo foi político e midiático, para impedir que o ex-presidente seja candidato e eleito, como mostram todas as pesquisas de intenção de votos feitas até agora”, disse o presidente da CUT, Vagner Freitas.

As peças publicitárias alertam, entre outras coisas: “Disseram que o tríplex era de Lula. O documento da Caixa diz o contrário”, “Condenação sem prova é injustiça. Eleição sem Lula é fraude”, “Condenar Lula? Cadê a prova?”

A campanha foi aprovada por representantes da CUT, CTB, Força Sindical, NCST, UGT, Intersindical e de movimentos sociais, como MTST e Marcha Mundial das Mulheres, em reunião realizada nesta segunda-feira (8), na sede da CUT.

Os sindicalistas e representantes de organizações sociais reafirmaram seu apoio ao ex-presidente, em defesa da democracia e do direito de Lula ser candidato na eleição de outubro e debateram uma agenda de mobilização com manifestações em todo o país até o dia 24.

Na capital gaúcha, milhares de pessoas são esperadas para uma grande vigília, que começará no dia 23 e ocupará as ruas até o desfecho do julgamento, cujo início está marcado para as 8h30 do dia 24. Em São Paulo, estão programadas vígilia que começa na noite do dia 23 e um grande ato político, às 18h do dia 24, na Avenida Paulista, com a presença do ex-presidente Lula, que será recebido pela militância.

“O julgamento do ex-presidente é uma fraude e sua condenação é parte do golpe contra a democracia e os direitos dos trabalhadores no Brasil”, destacou o secretário-Geral da CUT, Sérgio Nobre.

“Impedir a candidatura de Lula representa a condenação do povo brasileiro e vai aprofundar ainda mais a retirada de direitos, com a reforma da Previdência que quer acabar com a aposentadoria, o desmonte da legislação trabalhista e da soberania nacional, com as privatizações”, disse o dirigente.

O secretário-Geral da CUT informou que na reunião foi aprovada também a criação imediata do Comitê Nacional Sindical e Popular em defesa de Lula: “O principal objetivo do Comitê e desta campanha publicitária é o de conscientizar a população de que não há uma prova sequer contra o ex-presidente. É deixar claro que ele é principal vítima de um ataque sórdido que, neste momento, tem à frente o Judiciário e a mídia, atendendo os interesses da elite financeira e dos partidos que tomaram de assalto o poder no Brasil”.

O vice-presidente nacional do PT, Alexandre Padilha, que também participou da reunião, disse que, em todo o país estão sendo organizados atos em defesa de Lula e da democracia.  

“Até o dia 24, vamos intensificar a mobilização em todo o Brasil, porque defender Lula é defender a democracia. E esta campanha vai contribuir para esta mobilização”, afirmou Padilha, se referindo ao “Cadê as provas?”.

Em suas intervenções durante a reunião, os dirigentes ressaltaram a falta de legitimidade do processo na 13ª Vara Federal de Curitiba e da condenação imposta ao ex-presidente no caso do apartamento tríplex no Guarujá (SP).

Eles lembraram que as 87 testemunhas arroladas no processo conduzido por Moro inocentaram Lula e que a rapidez com que o TRF-4 marcou o julgamento em segunda instância mostra claramente que o objetivo é impedir a candidatura do ex-presidente.

Os participantes da reunião recordaram ainda que o golpe contra a candidatura do ex-presidente fica mais evidente ainda quando se constata que o TRF-4 colocou o julgamento de Lula à frente de outros sete processos com datas anteriores.

Confira, a seguir, as declarações dos representantes das demais centrais e dos movimentos sociais:

“O que está em debate é a defesa da democracia. Por isso, temos de intensificar a mobilização” – Antonio Carlos Cordeiro (Intersindical)

“A defesa de Lula não anula as outras pré-candidaturas progressistas à Presidência. É a defesa da legitimidade de o povo escolher nas urnas o seu candidato” – Ronaldo Leite (CTB)

“A Força Sindical estará ao lado dos trabalhadores nas manifestações. Eleição sem Lula é fraude” – Sérgio Luiz Leite (Força Sindical)

“Defender Lula é defender a classe trabalhadora, porque a classe patronal quer nos esmagar” – Luiz Gonçalves (NCST)

“O golpe se consolida se o nome de Lula não estiver na cédula eleitoral” – Mauro Ramos (UGT)

“Defender o direito de Lula ser candidato é defender os movimentos sociais e os trabalhadores em sua luta contra o ataque a seus direitos” – Vera Machado (Marcha Mundial de Mulheres)

“Quem decide quem será candidato é a urna, é o eleitor, e não Sérgio Moro ou o TRF-4” – Gabriel Simeone (MTST)

Diário do Centro do Mundo - O juiz Leonardo da Costa Couceiro, da 4ª Vara Federal de Niterói, suspendeu na noite desta segunda-feira a posse da deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ) como ministra do Trabalho. A posse estava marcada para hoje, 09.

“Assim, verificada a presença dos requisitos do artigo 300 do CPC, DEFIRO em caráter cautelar e liminar inaudita altera parte, provimento para SUSPENDER a eficácia do decreto que nomeou a Exma. Deputada Federal Cristiane Brasil Francisco ao cargo de Ministra de Estado do Trabalho, bem como sua posse”, escreveu o juiz.

 A Justiça Federal no Rio de Janeiro e em Magé havia negado as liminares. Advogados trabalhistas entraram com ações nas comarcas de municípios em que atuam para impedir a posse de Cristiane Brasil como ministra do Trabalho.

Eles fazem parte do Movimento dos Advogados Trabalhistas Independentes (Miti) e, entre eles, está o advogado Carlos Alberto Patrício de Souza, que defende um dos motoristas que processou Cristiane Brasil.

— O grupo entrou com várias ações porque representam autores que residem em comarcas diferentes — afirmou o advogado. — O argumento é com base no princípio da moralidade. Se ela infringe as leis trabalhistas, não pode ser ministra do Trabalho.

Rede Brasil Atual - Por volta de meio-dia desta segunda, 8, um grupo de 50 pessoas fez uma manifestação relâmpago em frente à sede do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), em Porto Alegre. O grupo estendeu uma faixa de cerca de 40 metros de comprimento, com a mensagem “TRF4: Interrompa o golpe”. 

A mensagem faz referência ao julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que será realizado pela segunda instância no próximo dia 24. "Os manifestantes deram boas-vindas aos servidores, aos funcionários terceirizados e aos magistrados que estão retornando hoje ao trabalho, após o período de recesso do Judiciário", segundo nota postada na página Com Lula em POA, em rede social

A tentativa de inviabilizar a candidatura do ex-presidente Lula nas eleições deste ano é uma das próximas etapas do golpe institucional que em 2016 retirou Dilma Rousseff da presidência. “De 22 a 24 de janeiro nós vamos fazer uma grande mobilização em Porto Alegre e em Curitiba para que os trabalhadores expressem claramente ao Poder Judiciário que eleição sem Lula é fraude e nós impediremos qualquer retrocesso democrático”, afirma o coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) João Pedro Stédile, em vídeio no Brasil de Fato.

Segundo o líder do MST, em outras capitais do país e municípios onde há representações da Justiça Federal também haverá mobilização contra esse julgamento, que tem um caráter político, para inviabilizar a campanha de Lula.

Os primeiros embarques do ano para a CIPA UO-RIO começam nesta segunda-feira, 08. O diretor Alexandre de Oliveira Vieira embarca para a PRA-1.

Na terça-feira, 09, Francisco José de Oliveira, embarca na P-38; E na quarta-feira, 10, Luiz Carlos Mendonça de Souza embarcará na P-40; Também haverá embarque na P-48, mas ainda será confirmado o diretor que embarcará.

Vale destacar que o embarque na CIPA é uma conquista dos trabalhadores e trabalhadoras. Apesar da tentativa de retirada desse direito, o mesmo foi mantido e garantindo em clausula presente no ACT assinado na última sexta-feira, 05.

Relembre o histórico da campanha salarial 2017 no portal da FUP. http://www.fup.org.br/campanha-reivindicatoria-2017

 

Confira a programação de embarque:  

PRA-1 – 08/01 – Alexandre de Oliveira Vieira

 

09/01

P-38 – Francisco José de Oliveira

 

10/01 -

P-40 – Luiz Carlos Mendonça de Souza

 

O Sindipetro-NF mais uma vez questiona a falta de comprometimento da Petrobras em informar eventos ocorridos com a classe trabalhadora ao Sindicato.

No último dia 23, uma aeronave apresentou perda de um dos dois motores no aeroporto de Cabo Frio e só fomos informados do ocorrido, através de um trabalhador, que entrou em contato com o Sindipetro.

Com a informação, nossos diretores entraram em contato com a Petrobrás, que então passou a ocorrência, mais de dez dias após o fato ocorrido. Atitudes como essa dificultam uma cobrança mais energética em prol dos trabalhadores por parte do sindicato.

O Sindipetro-NF também pede que trabalhadores e trabalhadoras denunciem qualquer tipo de problema identificado em seus setores, visando mudar esse cenário e lutar para que a segurança seja colocada em primeiro lugar.

As denuncias podem ser enviadas através do e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. .

 

Sobre a ocorrência - A aeronave que estava iniciando o procedimento de decolagem no aeroporto de Cabo Frio apresentou perda de um dos dois motores (pane prevista em manual). Com isso, o comandante abortou decolagem e retornou para o solo seguindo o procedimento de emergência de forma correta. Emergência foi acionada pela empresa operadora.

Durante o desembarque, dois passageiros se sentiram mal, devido ao susto. Uma enfermeira prestou primeiro atendimento aos passageiros na sala de briefing, em seguida foram para enfermaria. Por precaução a enfermeira decidiu encaminhá-los ao hospital com a ambulância.

ão houve quebra de palhetas do rotor principal e ressaltamos que não houve pessoas feridos nesta ocorrência.

Diário do Centro do Mundo - O acordo de US$ 2,95 bilhões fechado pela Petrobras dias atrás com investidores americanos, que a processava por perdas relacionadas à Lava-Jato, e entusiasticamente comemorado pela estatal, pode sofrer um revés nos próximos dias.

Há ministros do TCU considerando que houve açodamento e estudam uma reação.

Preocupado com o TCU, Pedro Parente telefonou para os ministros da Corte já na quinta-feira, dia em que o acordo foi anunciado, para justificar sua importância para a empresa.

Para alguns, disse que era necessário acabar logo com o processo, inclusive porque eram escassas as chances de vitória da Petrobras nas Cortes superiores dos EUA.

 

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