Foto arquivo Petrobrás
Foto arquivo Petrobrás

A Diretoria do Sindipetro-NF tem recebido diversos depoimentos acerca das condições precárias as quais os petroleiros e petroleiras da Plataforma 63 estão submetidos há algum tempo, inclusive nesse exato momento.

A falta de comunicação já noticiada por aqui ontem, se somou a casos recorrentes de falta no controle eficaz de temperatura da água - situação que fazem os companheiros e companheiras a bordo tomarem banho gelado - e problemas no ar condicionado que está tornando o ambiente no camarote "insuportável" segundo fontes escutadas pela diretoria.

O SindipetroNF considera absurdo um empresa do calão da Petrobrás deixar que ocorra tal situação, na qual as instalações da companhia possam ser comparáveis a de presídios brasileiros, cuja precariedade é, atualmente, destaque em qualquer portal do país.

Para o coordenador do SindipetroNF, Marcos Brêda, "A Petrobrás está seguindo os passos do governo Temer pois neste caso da P-63 com banho gelado, sem comunicação e altas temperaturas trata os petroleiros como presidiários". "O sindicato vai levar o caso a fiscalização pois o anexo II da NR-30 estabelece condições normativas de vivência a bordo que não estão sendo obedecidas", destacou Marcos.

Ademais, Brêda confirma que a direção irá levar o caso não só para as autoridades externas, mas também para o sistema de consequência interna corporis de companhia: "tal situação é inaceitável. Vale lembrar que, na hora que fizemos uma manifestação legítima, a gerência da P-63 correu para punir arbitrariamente todos trabalhadores que, por preocuparem com sua saúde e segurança, utilizaram um ato democrático para que pudessem ser escutados. Agora, essa mesma gerência faz da plataforma um presídio e procura se manter alheia ao erro de sua responsabilidade".

Recomendações do sindicato

A diretoria aconselha os trabalhadores e trabalhadoras embarcadas a fazerem uma reunião extraordinária de CIPA para que possam debater o tema com profundidade. O sindicato ainda se disponibiliza a mandar um representante caso a empresa se disponha a fazer essa discussão com os representantes legítimos dos petroleiros e petroleiras.

Além disso, o NF pede que a empresa faça medição das temperaturas internas do casario e forneça os números ao trabalhadores. Se o ambiente não tiver aceitável a companhia deve providenciar o desembarque dos trabalhadores afetados, sob o risco de descumprir o item 10.5.1.1 do anexo II da NR-30.

Precarização de serviços

A Petrobrás informou que o "TCOM iria transbordar ontem e por questões de voo não conseguiu, a previsão é que ele transbordara (sic) hoje as 8 da manhã". O sindicato argumenta que se houvesse TCOM a bordo da plataforma, as famílias dos petroleiros e petroleiras não estariam passando dificuldades há mais de 48h.

Há tempos o sindipetroNF vem denunciando que a Petrobrás vem precarizando serviços em prol de uma ideologia falida e ultrapassada que já deu errado na década passada. O desrespeito com a escala do PCM, a tentativa de desimplante de Almoxarifes e a redução de efetivos como TCOM e técnicos de enfermagem são, apenas, alguns exemplos dessa política nefasta que o sindicato vem denunciando em todas as esferas e fez questão de debater em ata nos últimos embarques de CIPA.


 



Em resposta ao convite dos cinco sindicatos dissidentes de realização de um Encontro Nacional dos Petroleiros, a FUP enviou nesta sexta-feira, 13, documento reafirmando seu posicionamento já externado anteriormente de unidade entre as entidades nas lutas comuns que permeiam a categoria, como a defesa do Sistema Petrobrás, do Pré-Sal e dos empregos.

“Estamos abertos a sentar e discutir estratégias de atuação contra o desmonte da Petrobrás, com todos os setores que, como a FUP e seus sindicatos, defendem a democracia, a soberania nacional e nossos direitos”, destaca a FUP, propondo reuniões para discutir mobilizações contra o esquartejamento da empresa com representantes de todos os sindicatos que foram contrários ao golpe.

“As direções sindicais que foram contrárias ao golpe demonstrando maturidade de se unirem nessa hora de desmonte da Petrobrás serão mais um estímulo para a categoria aderir à luta”, reitera a FUP no documento. 

 

 

 

 

A diretoria do NF foi informada por um familiar de um petroleiro de P-63 que estava tentando contato com a unidade há 48 horas sem nenhuma resposta. O Sindipetro-NF entrou em contato com o RH da Bacia de Campos que a plataforma perdeu uma das torres de transmissão e está fazendo um link através da sala de rádio da 61. Segundo a empresa, um técnico da Tecom ( Técnico de Telecomunicação) foi mobilizado e a previsão é de normalizar amanhã. 

O NF critica a postura da empresa em não adotar mais a política de manter um Tecom a bordo das unidades marítimas, porque em casos como esse, o técnico poderia já ter restabelecido a comunicação com terra. "Cada dia que passa fica comprovado que a empresa está errada em manter essa prática. Pedimos que voltem a escala dos Tecons" - diz o diretor do NF, Tezeu Bezerra.

Imprensa da FUP - A Petrobrás enviou à FUP nesta sexta-feira, 13, documento agendando nova reunião de negociação do Termo Aditivo do Acordo Coletivo 2015/2017 na próxima quarta-feira, 18 de janeiro, às 10h, no Rio de Janeiro.

No último dia 05, as direções sindicais apresentaram ao RH da empresa os pontos elencados pelo Conselho Deliberativo da FUP para o fechamento do Termo Aditivo:

  • Prorrogação do atual Acordo Coletivo de Trabalho até 31/08/2018.
  • Reposição da inflação.
  • Cumprimento do pagamento do ATS para trabalhadores da Araucária Nitrogenados.
  • Remeter para Comissão de Regime de Trabalho as discussões sobre redução de jornada do administrativo com redução de salário, bem como o número de horas extras gerenciáveis na companhia.
 

Diário do Centro do Mundo - Digite no Google o nome das empresas estrangeiras convidadas pela Petrobras para disputar a licitação de sua maior obra nos próximos anos – a construção da Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN), que vai receber o gás natural produzido a partir de 2020 no pré-sal da Bacia de Santos. 

Acrescente na barra de pesquisa a palavra corruption e virão na tela links com denúncias de pagamento de propina, superfaturamento e sonegação envolvendo essas empresas em canteiros de obra ao redor do mundo, muitos instalados em campos de exploração de petróleo.

A lista é por ordem alfabética. No topo da relação, está a empresa Acciona, da Espanha, acusada por uma empresa alemã por fraude na aquisição de uma estatal de gás natural.

A número 2, a inglesa Amec Foster Wheeler, foi acusada pelo Comitê de Proteção do Petróleo do Azerbaijão, onde atua desde maio de 2001, de operar “com violações da lei”. A acusação principal é a de não respeitar regras trabalhistas no país e sonegar impostos.

A número 3, a Areva, da França, foi alvo de um processo movido pela ONG anticorrupção Sherpa por pagamento de propina em negócios de mineração na África do Sul, Namíbia e República Centro-Africana.

Em dezembro de 2014, segundo nota publicada no site do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, a empresa norte-americana Bechtel Corporation, a quarta por ordem alfabética da lista da Petrobras, se declarou culpada num processo por corrupção.

O então vice-presidente foi condenado a 42 meses de prisão, por ter pago 5,2 milhões de dólares em propinas para manipular o processo de licitação para contratos de energia com uma estatal do Egito.

Depois da condenação, o procurador de Justiça Leslie R. Caldwell, da Divisão Criminal do Departamento de Justiça, disse: “A corrupção externa é um flagelo internacional, e vamos perseguir aqueles que aceitam subornos, sejam eles funcionários do governo ou altos executivos corporativos. Toda condenação por corrupção é um passo rumo à erradicação e dissuasão deste problema global”.

Mesmo com a condenação de um dos mais importantes executivos, a empresa Bechtel Corporation continuou operando nos Estados Unidos e ao redor do mundo e é por isso que participará da disputa desse contrato da Petrobras, que pode chegar a 1,5 bilhões de reais.

Como mostra o episódio, os americanos, ao contrário dos juízes, procuradores e promotores brasileiros, protegem suas empresas. Prendem corruptos, não acabam com as empresas.

A quinta da lista da Petrobras é outra empresa americana, a Chicago Bridge & Iron Company, apresentado pelo jornal El Espectador, da Colômbia, como o principal elemento no olho da tempestade em que se transformou um contrato com a Reficar, a segunda maior refinaria de petróleo do país, localizada próxima à cidade costeira de Cartagena.

“A empresa (a colombiana Reficar) descobriu recentemente excesso de gastos e operações questionáveis”, destacou o jornal. A mesma empresa americana, a Chicago Bridge, se viu envolvida em outro escândalo na Colômbia, desta vez com a Ecopetrol, a maior empresa de petróleo do país, contratada a preços considerados excessivos para serviços em que não tinha experiência.

A sexta empresa na lista da Petrobras é a chinesa subsidiária da Chalco, estatal de alumínio daquele país. Recentemente, o principal executivo da Chalco renunciou depois de ter o nome envolvido em um caso de corrupção na própria China.

A lista segue. Nenhuma busca no Google de nome da empresa acompanhada da palavra corrupção vem sem resultado. Até a alemã ThyssenKrupp, que havia adotado rigorosos sistemas de controle anticorrupção em 2011, se viu recentemente alvo de uma investigação pela suspeita de subornar autoridades turcas.

Para o diretor da Associação dos Engenheiros da Petrobras (AEPET), Herbert Teixeira, a substituição de empresas nacionais por estrangeiras nas grandes obras “obedece a um padrão recente de entrega das riquezas e serviços da empresa”.

E não protege a estatal da corrupção, como mostra o levantamento das empresas que a Petrobras quer trazer ao país.

Negócios envolvendo petróleo registram o maior número de casos envolvendo corrupção no mundo.

De acordo com um relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que analisou 427 casos de suborno em negócios internacionais, as empresas de extração mineral concentram 19% dos casos comprovados de corrupção. Está no topo do ranking, à frente do setor da construção, transporte e comunicação.

Em entrevista ao DCM, Herbert disse que, se quisesse mesmo enfrentar a corrupção, a Petrobras mudaria o modelo de contratação das empresas e não apenas nacionalidade dos fornecedores.

“A Lava Jato mostrou que a corrupção era facilitada pela forma como a Petrobras contratava, no sistema EPC. E esse modelo continua intacto, assim como os dirigentes da empresa abaixo do novo presidente”, disse.

EPC é a sigla em inglês para Engineering, Procurement e Construction, que significa Engenharia, Aquisição e Construção. Ao contratar por esse modelo, a empresa transfere à contratada a responsabilidade por todo o projeto de engenharia, pela compra de material e pela obra completa.

“Só as grandes empresas, apoiadas por bancos, têm condição de assumir um contrato como este”, afirma.

A Associação dos Engenheiros foi criada em 1961, quando vozes conservadoras ainda gritavam contra o que seria desperdício de dinheiro público manter a Petrobras. “Por que, se podemos comprar gasolina barata da Texaco ou do Esso, sem gastar o dinheiro dos impostos?”, questionava, por exemplo, o economista Roberto Campos.

Assim como, 56 anos atrás, os engenheiros da Petrobras se organizaram para manter a campanha O Petróleo É Nosso, a Associação continua ativa hoje, com o trabalho voluntário (não remunerado) de seus diretores.

Antes da Petrobras divulgar a relação das empresas estrangeiras convidadas para atuar no Brasil, a Associação enviou carta à direção da estatal, sugerindo a mudança do modelo de contratação. “Não defendemos empresas corruptas ou cartéis, mas queremos extrair a raiz do problema”, observa.

Para ele, a Petrobras precisa se manter no controle do processo, contratando por itens, o que pode ser feito até pela internet, de forma transparente.

“Primeiro se cria o projeto básico de engenharia, relaciona o material e o serviço necessários, abre licitação e realiza as compras. Assim você pode saber, por exemplo, quantos tubos irá precisar e quantas soldas necessitará. Com certeza, reduz o custo e diminui o risco de cartelização”, afirma.

A Petrobras trabalhava dessa forma (contratando por itens) entre as décadas de 70 e início da década de 80. “Foi nesse sistema que construímos várias refinarias no Brasil, como a de Paulínia e a do Rio Grande do Sul”.

Na década de 90, a partir do governo Collor, o sistema de contratação mudou e só houve espaço para grandes empresas. Até o início dos anos 2000, em geral as estrangeiras ficavam com os principais contratos.

No início da década passada, ainda no governo de Fernando Henrique Cardoso, houve o início dos incentivos para conteúdo nacional. “Foi uma medida para enfrentar o desemprego, muito alto na época, e a Petrobras sempre foi indutora de empregos no Brasil”, afirma.

Na relação cada vez mais estreita com a estatal, as empresas nacionais cresceram e formaram cartéis, como admitiram agora na operação Lava Jato.

“O que estamos vendo agora é o risco de continuidade dos cartéis, só que nas mãos de estrangeiros. Quando for contratada a empresa que vai assumir este contrato bilionário, o emprego que seria gerado aqui será gerado no Japão, Estados Unidos ou China, dependendo de quem ganhar. Por isso é que nós da AEPET defendemos que o modelo permita a participação de empresas médias e pequenas. É possível, mas precisa ser uma opção política”, afirma.

Mas, para ele, com a atual direção da Petrobras, é muito difícil. “Nada mudou na empresa, exceto os diretores apanhados em flagrante”, acrescenta.

“Quem é o atual diretor da Produção e Tecnologia? Roberto Moro (por coincidência, tem o mesmo sobrenome que o juiz da Lava Jato). E quem Roberto Moro era antes? Ocupava uma das gerências nas diretorias de Renato Duque (preso por corrupção). Quem é o atual diretor de Refino e Gás Natural? Jorge Celestino Ramos. E que cargo ele ocupava antes? Gerente executivo na diretoria de Paulo Roberto Costa (que também foi preso).

“O pessoal que participou decisivamente da criação do ambiente que favoreceu a corrupção continua lá. Por isso, é que o modelo de contratação não mudou. Só estão mudando o cartel de empresas”, afirma Herbert Teixeira.

No Brasil, quem foi escolhido no governo Temer para ser maestro dessa orquestra altamente suscetível a desvios?

Pedro Parente, que foi presidente do Conselho de Administração da Petrobras, em 2001, no governo de Fernando Henrique Cardoso, quando foi feito um dos piores negócios da história da empresa.

A Petrobras comprou a petroleira argentina Perez Companc, controlada pela espanhola Repsol, a preço superfaturado, que teria provocado prejuízo de R$ 790 milhões à época (2,4 bilhões em valores corrigidos).

Desde 2001, Pedro Parente é réu em ação popular por conta desta compra escandalosa, que na época provocou queda expressiva no preço das ações da Petrobras, mas até ainda não houve julgamento.

Recentemente, o ex-diretor da empresa Nestor Cerveró, em delação premiada ao juiz Sérgio Moro, disse que esse negócio gerou o pagamento de propina no valor de 100 milhões de dólares a integrantes do governo de Fernando Henrique Cardoso.

Esse item da delação não teve nenhum efeito prático na Vara do juiz Sérgio Moro, e Pedro Parente pode assumir a presidência da empresa, assinando agora contratos que entregam reservas de pré-sal a petroleiras de outros países a preço de banana, segundo a AEPEC, e favorecendo empresas estrangeiras no contrato de obras e serviços.

“E eles estão fazendo tudo isso muito depressa. Começou no dia seguinte à autorização do impeachment. Estão comprometendo o futuro deste País”, desabava o engenheiro. “Mais do que nunca, precisamos retomar a bandeira: O Petróleo É Nosso.”

 

VIA Portal Vermelho

 

 

Nesta quinta-feira (12), a Exame, da editora Abril, divulgou a capa de sua edição dessa semana. O cantor britânico Mick Jagger, líder dos Rolling Stones, aparece em destaque com a seguinte afirmação: “O que você e ele tem em comum”. Para a revista, o trabalhador e o artista terão de “trabalhar velhice adentro.”

A publicação afirma que “trabalhar para sempre” é possível e “sem drama”. Imediatamente, a Exame foi parar entre os temas mais comentados do Brasil no Twitter, com publicações ironizando a audácia da capa.

A edição se adianta na defesa da Reforma da Previdência, que foi proposta pelo governo ilegítimo de Michel Temer e que dificultará muito a aposentadoria dos trabalhadores brasileiros. O secretário de Comunicação da CUT, Roni Anderson Barbosa, criticou a publicação.

“A Exame, com essa capa, ignora os preceitos jornalísticos e brinca com a tragédia da classe trabalhadora brasileira. Supor que um trabalhador trabalhará o resto da vida em condições de igualdade com um dos homens mais ricos do cenário musical mundial chega a ser bizarro e mostra o compromisso da mídia comercial com o governo golpista”, afirmou o dirigente.

Rede Brasil Atual- A devolução, pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), de R$ 100 bilhões ao Tesouro Nacional, que, segundo o governo Temer, vai reduzir a dívida pública bruta em 1,6 ponto percentual do Produto Interno Bruto, "é uma forma de desqualificar o banco", na medida em ajuda a tirar dele o potencial de oferecer financiamento de longo prazo.

"No fundo é isso. É também uma jogada, supõe-se que vai melhorar as condições fiscais e financeiras do Estado. Mas esses recursos entregues pelo BNDES ao governo poderiam estar sendo utilizados justamente para o investimento e o crescimento", diz Jorge Mattoso, professor aposentado do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e presidente da Caixa Econômica Federal no primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva.

Mattoso lembra que o BNDES, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil tiveram papel fundamental no investimento, sobretudo de longo prazo, durante os governo petistas de Lula e Dilma Rousseff. Basicamente porque os bancos privados não oferecem crédito barato e financiamento de longo prazo. "Esse papel foi muito importante para o avanço da economia, para o investimento das empresas e o crescimento econômico. Além disso, quando houve crise, você tinha  o BNDES, junto com BB e Caixa, que faziam políticas anticíclicas. Mas eles foram muito importantes mesmo nos momentos de expansão, para garantir o crescimento que houve  ao longo desses anos."

Hoje, segundo Mattoso, existe uma visão que menospreza e desqualifica os bancos públicos. "Agora o BNDES está oferecendo crédito para capital de giro. Nunca vi uma coisa dessa. Para isso não precisa do BNDES e bancos públicos, porque crédito de curto prazo para o cotidiano das empresas os bancos privados fazem. Chega a ser até ridículo."  Em agosto, o governo anunciou a abertura de linhas de crédito, via BNDES, para "ajudar" empresas que precisam de capital de giro.

Na opinião do economista, o governo mostra claramente que quer a diminuição do papel do BNDES e dos outros bancos públicos como protagonistas de políticas de incentivo ao crescimento. "Acham que os bancos privados vão dar conta. Nunca deram, no caso brasileiro. E quem vai financiar o investimento, que necessariamente é feito com financiamento de longo prazo, de 15, 20, 30 anos, sobretudo num momento de profunda desconfiança dos atores econômicos? Ninguém quer investir, ninguém acredita nessa política, essa é que é a verdade. Eles deram um golpe com o discurso de que iriam mudar o Brasil e então haveria investimentos. Estamos há oito meses do fato e a economia continua indo para baixo."

Para Mattoso, a operação envolvendo o BNDES faz parte do processo de arrocho do governo Temer. O conjunto das políticas mostra que a intenção é manter o arrocho e o desemprego. "Tem até economistas que dizem que o desemprego vai trazer vantagens econômicas. Não consigo ver isso. Estamos caminhando para mais desemprego, aumento da desigualdade e queda dos salários, graças a um conjunto de políticas que tem levado, mais do que à recessão, à depressão."

Em entrevista à RBA publicada ontem (10), o economista Luiz Gonzaga Belluzzo comentou  a tese que tem sido defendida por alguns economistas, segundo a qual o desemprego seria menor se houvesse um ajuste pelo lado do emprego informal. "É ilusão dizer que, se o salário real caísse mais rapidamente, o combate à inflação seria mais rápido e a recessão seria menor. Francamente, isso não encontra guarida na lógica", disse.

Em artigo publicado na revista CartaCapital há duas semanas, Belluzzo comentou estudo da Fiesp para mostrar que, ironicamente, "as empresas brasileiras estão pagando o pato" da crise pós-impeachment. O estudo esclarece que "a expectativa de crescimento do PIB está caindo, tanto para este ano quanto para o próximo". A expectativa de crescimento do PIB em 2017 passou de 1,34% para 0,96%”. 

O estudo aponta outros indicadores: "desempenho ainda muito ruim de variáveis como vendas no varejo, com queda de 6,6% nos 12 meses encerrados em setembro, e produção industrial, que diminuiu 7,9%, nos 12 meses encerrados em outubro”. Já a "derrocada nas vendas do comércio" é atribuída ao desempenho ainda muito ruim de variáveis como a taxa real de juros básica, "que passou de 3,5% ao ano em janeiro para mais de 9% em novembro".

A diretoria do Sindipetro-NF se solidariza aos servidores estaduais ativos e inativos e pensionistas que estão sofrendo desde o mês de novembro com a falta de pagamento de seus salários. Parte está sem receber desde novembro e também não ganhou o décimo terceiro. Uma parcela de R$ 314 foi paga no início do mês a eles. O governo do Estado diz que outras parcelas estão previstas para quitar a folha de pagamento até o dia 17 de janeiro, mas até o momento não há nenhuma resposta concreta.

Por conta dessa situação, muitos servidores estão fazendo dívidas para quitar suas contas. Outros, que não tem essa possibilidade por conta do nome no SPC estão vivendo da ajuda de amigos e parentes. O Sindipetro-NF, solidário ao problema dos servidores, doou 50 cestas básicas para o Sepe de Campos e agora doa mais 50 para o Sepe de Macaé, na tentativa de ajudar os professores que estão sem pagamento. O sindicato relembra, ainda, que na greve de 1995 quanto a categoria petroleria teve os contracheques zerados, os movimentos sociais se juntaram para ajudar no fornecimento de cestas básicas para os petroleiros e petroleiras.

Por fim, o Sindipetro-NF argumenta que é inaceitável que os servidores sejam obrigados a pagar a conta da incompetência e corrupção do Governo Estadual do PMDB que deveira gerir os recursos com o mínimo de responsabilidade para não que colocar o Estado do Rio em estado de calamidade. O NF apoia e apoiará, incondicionalmente, a luta dos servidores estaduais.

Brasil Atual- Depois da reforma trabalhista do governo Temer, apresentada no final do ano, que pretende alterar a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e retirar direitos dos trabalhadores, uma nova proposta ainda mais grave pretende alterar direitos trabalhistas inscritos na Constituição Federal. De autoria do deputado federal Mauro Lopes (PMDB-MG), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 300/2016 altera o artigo 7º, que traz 34 leis trabalhistas, e prevê, entre outras medidas, a ampliação da jornada de trabalho diária de oito para 10 horas, sem ultrapassar as 44 horas semanais. 

Outras determinações são a redução do aviso prévio de 90 para 30 dias, acabando com a proporcionalidade por tempo de serviço; a prevalência sobre a legislação das disposições previstas em convenções ou acordos coletivos – atualmente nenhum acordo pode determinar menos do que assegura a legislação; e a redução do prazo de prescrição das ações trabalhistas. Pela proposta o trabalhador teria apenas três meses para entrar com a ação, e só poderia reclamar os dois anos anteriores. Hoje, o trabalhador tem até dois anos para fazer a reclamação trabalhista e pode cobrar dívidas dos últimos cinco anos.

"É de uma ousadia que a reforma trabalhista proposta pelo governo Temer não teve. Todos os direitos que são suprimidos ou revistos pela PEC 300 visam a, pura e simplesmente, o massacre de alguns direitos historicamente conquistados pelos trabalhadores", afirma o advogado trabalhista Ricardo Quintas, em entrevista à repórter Vanessa Nakasato, para o Seu Jornal, da TVT.

Na justificação da proposta, o deputado Mauro Lopes afirma que os direitos trabalhistas garantidos na Constituição de 1988 eliminam postos de trabalho, e que a proteção constitucional ao trabalhador é exagerada e atrapalha o dinamismo da atividade econômica.

O deputado também afirma que o objetivo da PEC é aumentar a competitividade das empresas às custas dos direitos dos trabalhadores e que as mudanças são supostamente uma exigência da sociedade. "É baseada no ódio de classe. Não é possível que uma PEC possa ser baseado na retórica e da hipocrisia", contesta o advogado Ricardo Quintas. 

Já o presidente da CTB, Adílson Araújo, lembra que se, em vez de aumentar, a jornada de trabalho fosse reduzida das atuais 44 horas semanais para 40 horas, 3 milhões de postos de trabalho poderiam ser abertos, citando estudo do Dieese.

Apresentada nas vésperas do natal, a PEC 300 ainda é pouco conhecida. A proposta será examinada pela Comissão de Constituição e Justiça, onde terá a constitucionalidade aferida. Se passar na CCJ será apreciada por comissão especial, que analisa o mérito do texto. "Na medida que a sociedade de se esclarecer, ela certamente irá repudiar, e eu penso que a reclamação vai dar sentido à nossa causa", ressalta o presidente da CTB, que comenta ainda sobre a possibilidade de realização de uma greve geral para conter as ameaças de retirada de direitos. 

                A diretoria colegiada do Sindipetro-NF está reunida nesta sexta-feira, 13, em Campos para deliberar sobre temas da categoria petroleira. Em função da reunião, diretores da entidade não participam hoje dos contatos com a categoria nos aeroportos e de reuniões setoriais em bases de terra. As atividades retornam normalmente na segunda.

 

O Sindipetro-NF tem recebido inúmeras denúncias sobre a falta de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual). O problema não é pontual como foi denunciado pela P52, na segunda-feira, mas sim crônico e atinge várias plataformas.

Vale lembrar que a falta desses equipamentos é um problema grave, que atinge diretamente a segurança do trabalhador e descumpre a NR6, que define que o uso do equipamento é obrigatório pelos trabalhadores e deve ser fornecido por parte da empresa.

Outro problema grave é que segundo as informações obtidas, não estão ocorrendo mais processos de licitações para a compra desses equipamento. Cada gerencia está fazendo a compra direta (compra de rua), o que na visão do Sindipetro-NF é uma porta aberta para corrupção.

Pedimos aos companheiros e companheiras que estejam cientes do descumprimento das normas de segurança em suas unidades que denunciem através do e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. para que o sindicato tenha as evidencias necessárias para tomar as devidas providencias contra esse abuso.

Diante desta situação, o Sindipetro-NF aproveita para questionar: Esses gestores que foram responsáveis pela falta de EPIs serão punidos como os trabalhadores que fizeram mobilização e receberam punição injusta? Será que a política de punição da empresa vale para ambos os lados? 

Apesar da denúncia feita há aproximadamente dois meses atrás pelo Sindipetro-NF, sobre o atraso no pagamento da interinidade aos trabalhadores da P-51, que estão substituindo supervisores, o problema continua ocorrendo.

Para que o caso seja levado ao Ministério do Trabalho e demais setores responsáveis, o Sindipetro-NF pede que os trabalhadores e trabalhadores enviem evidencias que comprovem o problema, pelo e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Durante a operação Ouro Negro realizada na P-51 o problema foi denunciado, mas a Petrobras insistiu em dizer que esse problema não existia, informação que claramente não vai de encontro a realidade dos trabalhadores.

 

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