O Sindipetro-NF prorrogou o prazo de realização de assembleias da Falcão Bauer. Os trabalhadores em unidades marítimas podem fazê-las até quinta-feira a noite e enviar as atas até às 12h do dia 17/02.  As atas devem ser enviadas via fax no número 22 27659550 ou pelos emails  O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.  e  O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. .

Para os trabalhadores e trabalhadoras lotados em terra ou que estejam de folga a assembleia ocorrerá hoje, 15/02, com primeira convocação as 17h30, com quórum minimo de 50% + um de participação ou com qualquer quórum a partir de 18h, na sede do Sindicato em Macaé ( Rua Tenente Rui Lopes Ribeiro, 257 - Centro - Macaé).
 
"O indicativo da Diretoria do Sindipetro-NF é de rejeição da proposta, visto que os salários merecem melhores reajustes e a proposta não contempla os anseios da categoria" - explica o Coordenador do Departamento do setor Privado, Leonardo Ferreira.
 
Para tirar dúvidas e esclarecimentos os trabalhadores podem ligar para os telefones de contato dos diretores abaixo. A chamada pode ser a cobrar.
 
- Léo Ferreira (22) 98114-2949
- Antonio Carlos Bahia (22) 98159-7777

Operação da Petrobras em alto-mar na região da Bacia de Campos

 

O sindicato dos petroleiros do Norte Fluminense alerta para a falta de manutenção das operações decorrente do baixo efetivo da Petrobras

DCI /São Paulo - O Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF) alerta para os riscos decorrentes da falta de efetivo para manutenção, após denúncia de vazamento de óleo da P-40, na Bacia de Campos.

"O principal motivo desse vazamento é a falta de efetivo. O programa de demissão voluntária da empresa deixou áreas-chave como operação e manutenção deficientes", afirma o diretor do Sindipetro-NF, Marcelo Nunes.

Localizada a cerca de 140 quilômetros de Macaé (RJ), na Bacia de Campos, a P-40 já foi considerada a maior plataforma em operação no País, de acordo com Nunes.

"Nos últimos anos, a empresa reduziu consideravelmente o número de funcionários na plataforma, principalmente nas áreas de produção e manutenção."

Segundo ele, a P-40 deveria produzir, atualmente, cerca de 150 mil barris por dia (bpd) de petróleo, mas a estimativa é que esse volume gire em torno de 50 mil a 70 mil (bpd).

O Sindipetro-NF informou que a Marinha interditou as operações da P-40 na sexta-feira (10), após detectar irregularidades. Nunes ressalta que o nível de óleo na superfície da água estava fora dos padrões.

"O problema ocorreu justamente na área de tratamento de água a ser descartada no mar. O teor de óleo estava muito acima do permitido", esclarece o dirigente.

A Petrobras informou por e-mail que, após vistoria da Marinha, a P-40 teve aval ontem para voltar a operar. Com isso, teria ficado pouco mais de três dias seguidos parada.

"Esse tipo de plataforma opera 24 horas ininterruptamente", acrescenta Nunes.

Em operação há cerca de 15 anos, a P-40 é considerada uma plataforma de idade média, que ainda possui vida útil considerável. De grande porte, já chegou a ter cerca de 215 funcionários a bordo, índice conhecido na área como People On Board (POB).

"Atualmente, esse número é bem menor", declara Nunes, que trabalhou na P-40 por aproximadamente nove anos.

Demissão voluntária

Em 2014 e em 2016, a Petrobras implementou o chamado Programa de Incentivo ao Desligamento Voluntário (PIDV), com o objetivo de reduzir custos e atingir as metas do plano de gestão da companhia.

Conforme o diretor do Sindipetro-NF, essa medida pode colocar em risco as operações. "Há 13 anos a Petrobras não abre concurso público e ao mesmo tempo vem reduzindo o seu efetivo. O risco de acidentes de maior proporção é considerável", pontua Nunes.

Em e-mail ao DCI, a estatal "reitera seu compromisso com a segurança dos trabalhadores e a preservação do meio ambiente e de suas instalações."

 

Jornalista: Juliana Estigarríbia

Foto: Operação da Petrobras em alto-mar na região da Bacia de Campos
agência petrobras

Em janeiro de 2017, o custo médio da cesta básica em Macaé registrou uma diminuição de 0,86% em relação a dezembro de 2016, ao atingir R$ 391,84, segundo a pesquisa mensal realizada pelo DIEESE em parceria com o SINDIPETRO-NF. Essa foi a quinta queda mensal consecutiva, embora o valor da cesta básica ainda esteja num patamar 0,75% superior ao observado em fevereiro de 2016. No entanto, em relação a janeiro de 2016, a cesta básica apresentou um custo 1,15% menor, o que indica a grande oscilação dos preços de alimentos ao longo de 2016.

TABELA 1

Gasto, variações mensal e anual e tempo de trabalho necessário

Macaé-RJ – Janeiro de 2017

Produtos

 

Quantidades

 

Gasto mensal (R$)

 

Variação (%)

Tempo de Trabalho

   

Janeiro

Dezembro

 

mensal

em 12 meses

Janeiro

Dezembro

 

 

2017

2016

 

2017

2016

Carne

 

6 kg

 

117,00

117,96

 

-0,81

0,21

27h28m

29h29m

Leite

 

7,5 l

 

26,40

26,85

 

-1,68

6,32

6h12m

6h43m

Feijão

 

4,5 kg

 

32,45

33,48

 

-3,08

80,28

7h37m

8h22m

Arroz

 

3 kg

 

10,80

10,95

 

-1,37

17,65

2h32m

2h44m

Farinha

 

1,5 kg

 

4,76

4,88

 

-2,46

2,59

1h07m

1h13m

Batata

 

6 kg

 

13,98

15

 

-6,80

-32,46

3h17m

3h45m

Tomate

 

9 kg

 

28,62

32,76

 

-12,64

-62,46

6h43m

8h11m

Pão

 

6 kg

 

57,48

55,68

 

3,23

8,86

13h30m

13h55m

Café

 

600 g

 

13,11

12,87

 

1,86

26,91

3h05m

3h13m

Banana

 

7,5 dz

 

42,83

40,35

 

6,15

40,29

10h04m

10h05m

Açúcar

 

3 kg

 

11,73

11,76

 

-0,26

29,47

2h45m

2h56m

Óleo

 

900 ml

 

4,69

4,19

 

11,93

25,40

1h06m

1h03m

Manteiga

 

750 g

 

27,99

28,49

 

-1,76

42,88

6h34m

7h07m

Total da Cesta

 

391,84

395,22

 

-0,86

-1,15

92h00m

98h49m

Pesquisa Nacional da Cesta Básica

Fonte: DIEESE

 

Na comparação mensal – entre dezembro de 2016 e janeiro de 2017 – nove dos treze produtos pesquisados registraram redução do preço médio, sendo dois com quedas expressivas: o tomate (-12,64%) e a batata (-6,80%). Somente quatro itens apresentaram aumentos em seu preço médio, a saber: óleo, banana, café e pão. A maior elevação de preço ocorreu no óleo (11,93%), seguido da banana (6,15%).

Na comparação com a capital, o custo da cesta básica de Macaé representou 89,02% do valor apurado no município do Rio de Janeiro (R$ 440,16) no mês de janeiro. Durante este mês, treze das 27 capitais pesquisadas apresentaram uma queda da inflação dos itens da cesta básica em percentual superior à variação em Macaé, a saber: Rio Branco, Cuiabá, Boa Vista, Campo Grande, Curitiba, Florianópolis, Palmas, Macapá, Belo Horizonte, Porto Alegre, Porto Velho, Belém e Vitória, nessa ordem.

O trabalhador que reside em Macaé com rendimento equivalente a um salário mínimo de R$ 937,00 necessitou cumprir uma jornada de 92 horas para adquirir os itens alimentícios que compõem uma cesta básica individual. O valor gasto com essa cesta representou, em janeiro, 45,45% do salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto de 8% da Previdência Social. Em dezembro, ele havia comprometido 48,82% da remuneração. A queda de preços diante em paralelo ao reajuste do salário mínimo em janeiro de 2017 contribuiu para a redução do tempo de trabalho necessário para aquisição da cesta básica.

A partir da cesta básica mais cara, que neste mês foi verificada na cidade de Porto Alegre (R$ 453,67), o DIEESE calcula o Salário Mínimo Necessário, ou seja, a quantia necessária para suprir as despesas de uma família composta de quatro membros (dois adultos e duas crianças) com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, conforme estabelece a Constituição Federal. O valor calculado para o mês de dezembro foi de R$ 3.811,29 (4,07 vezes o salário mínimo vigente).

 

 

 

Imprensa da FUP - A FUP ingressou nesta segunda-feira, 13, com uma Ação Civil Pública na Justiça Federal, cobrando a anulação da venda da participação da Petrobrás no Campo de Carcará (Bloco BM-S-8) e a suspensão de todos os efeitos decorrentes desta negociação. Os petroleiros consideram a entrega de um reservatório tão estratégico como este um atentado contra os interesses públicos e “clara afronta à Constituição”.

Estudos preliminares apontam que o ativo vendido contenha pelo menos 6 bilhões de barris recuperáveis de óleo e gás, podendo chegar a uma quantidade muito superior a esta, se levarmos em conta a área adjacente.  O campo, no entanto, foi vendido para a petrolífera norueguesa Statoil por um preço aquém do seu real valor: US$ 2,5 bilhões, metade a vista e o restante a ser pago quando for concluído o processo de unitização.

Como a Petrobrás tinha 66% de participação no Campo de Carcará e um volume de reserva estimado em 858 milhões de barris, o valor arrecadado com a venda equivale a míseros US$ 0,70 por barril!

Além de notória lesão ao patrimônio público, a entrega de um ativo tão importante a preço de banana soa como mais uma sabotagem da gestão Pedro Parente, que de tudo tem feito para enfraquecer a empresa e, assim, facilitar a sua privatização. Logo que o Conselho de Administração aprovou a venda de Carcará, em 28 de julho de 2016, o presidente da Petrobrás chegou a declarar que o campo “tem algumas características que não são interessantes” e mais tarde ainda desdenhou do Pré-Sal, alegando que há um “endeusamento” destas reservas.

Na Ação, a FUP destaca que a administração Pedro Parente é pioneira no setor, já que “a Petrobrás é a única petrolífera do mundo a abrir mão de suas melhores jazidas”. “A venda de um ativo extremamente valioso, em um momento de notória baixa no mercado, não pode ser interpretada de outra forma se não como avidez dos gestores da Petrobrás em depredar o patrimônio público e enfraquecer ao máximo a companhia para uma futura privatização”, afirma a FUP.

Outro fato questionado pelos petroleiros na Ação Civil Pública é a falta de transparência dos gestores, que, além de terem feito tudo na surdina, sem debates com a sociedade e tampouco explicações sobre a real necessidade da Petrobrás abrir mão de um campo tão promissor, como Carcará, “em momento algum apresentou um estudo acerca dos verdadeiros impactos financeiros oriundos da venda do bloco e como ela contribuiria para sanear as finanças da empresa”. Soma-se a isso, o fato da atual gestão não ter feito ou divulgado sequer um levantamento preliminar sobre a potencialidade do campo.

Por isso, além de cobrar a suspensão da venda de Carcará, a FUP exige também que a Petrobrás apresente todos os estudos e documentações referentes ao Campo, inclusive as atas das reuniões do Conselho de Administração que trataram sobre o tema, bem como um levantamento dos impactos econômicos que a venda desse ativo estratégico causará para as finanças da empresa.  A ação da FUP corre sob o número 0015983-74.2017.4.02.5101 na seção judiciária do Rio de Janeiro da Justiça Federal.

 

Na manhã desta quarta, 15, diretores do Sindipetro-NF realizaram uma mobilização nos portões da Baker/BJ localizada no Lagomar. Carros do sindicato e faixas foram posicionados na empresa por mais de duas horas. Cerca de 200 petroleiros participaram da atividade que exige a reposição da inflação do período. Essa decisão de intensificar as mobilizações na porta da empresa foi deliberada em assembleia da categoria. Segundo o diretor do Sindipetro-NF, Leonardo Ferreira, a gestão da empresa está agindo de má-fé e desrespeitando a categoria, ao insistir em não avançar na reposição da inflação de Maio de 2016 que é de 9,3%, segundo o ICV-Dieese.

Diretores do Sindipetro-NF estão negociando desde setembro de 2016 o Acordo Coletivo dos trabalhadores da Baker, já aconteceram cinco mesas de negociação e até o momento não chegaram a um consenso. Na penúltima reunião, o sindicato e a Federação Única dos Petroleiros (FUP) propuseram que a validade do Acordo passasse para  dois anos, de maio/2016 a maio/ 2018, com o intuito de ampliar as possibilidades de avanços que caminhassem para o fechamento das negociações. 

"Essa estratégia iria garantir a manutenção de todas as cláusulas, aceitando o reajuste de 7,5% que a empresa oferece agora para salários e benefícios, com efeitos retroativos. Além disso, em Maio de 2017, com a previsão do ICV/Dieese girando em torno de 4,5%, a empresa se comprometia em compensar a perda da inflação dessa data que era de 1,7%" - explica Ferreira.

Os trabalhadores reagiram positivamente a essa saída oferecida pelas entidades sindicais, mas a empresa não aceitou a proposta. Em contrapartida, a Baker oferece um reajuste de 7,5%, que não repõe a perda de 2016 e limita em 5% o reajuste de Maio de 2017, podendo ainda ser menor que isso, a depender da inflação.

“Não aceitaremos que a empresa trate os acionistas com prioridade, recomprando U$ 750 Milhões em ações na bolsa de valores e jogue essa conta nos ombros de quem com seu suor, e as vezes até com sua vida, constrói os resultados da empresa no dia a dia” - comenta o diretor Sindipetro-NF, João Paulo Rangel.

Diretores do Sindipetro-NF estiveram em todas os aeroportos e bases de terra, realizando atos pelo Dia Nacional de Luta contra a Privatização do Sistema Petrobrás. A data foi escolhida pela FUP porque nesse dia, há dois anos, acontecia o acidente com o navio-plataforma Cidade de São Mateus, da norueguesa BW Offshore e afretado à Petrobras, que deixou nove mortos e 26 feridos.

Durante a atividade, diretores conversaram com a categoria e panfletaram um boletim especial produzido pela Federação para marcar a data. Veja uma parte que explica porque privatizar a empresa é prejudicial ao país.

Privatizar não é solução

A história da Petrobrás é marcada por superações. Tem sido assim desde a sua criação nos anos 50. Da barreira tecnológica para exploração em águas ultra profundas às crises internacionais do petróleo, a empresa enfrentou várias dificuldades em sua trajetória. Sobreviveu aos mais diversos planos econômicos e resistiu às políticas neoliberais dos anos 80 e 90.

Mais uma vez, a Petrobrás está no olho do furacão. Além da atual crise internacional que derrubou os preços do petróleo, a empresa enfrenta as consequências de uma disputa política que a colocou no centro de um golpe de Estado, articulado para, entre outros objetivos, entregar o Pré-Sal e os ativos nobres da companhia ao capital estrangeiro.

Em todas as grandes crises que a Petrobrás enfrentou, os petroleiros foram determinantes para impedir as tentativas de privatização da empresa. Resistência que, mais do que nunca, se faz necessária agora.  A greve de novembro de 2015 apontou para a sociedade que os trabalhadores têm propostas e alternativas para a recuperação da companhia e que a saída da crise não é através da privatização.

A Pauta pelo Brasil, cujo debate com os gestores da Petrobrás foi garantido na greve, mostrou que é possível superar os problemas financeiros da empresa sem que seja necessário vender ativos ou cortar investimentos estratégicos. A FUP e seus sindicatos apresentaram alternativas para o financiamento da dívida da companhia, de forma a preservar empregos, a integração do Sistema e, assim, retomar a sua função desenvolvimentista.

Algumas das propostas apresentadas chegaram a ser implementadas, como o alongamento da dívida e a realização de acordos de financiamento com estatais chinesas em trocas de barris de petróleo. A Petrobrás, no entanto, continua sendo gerida para atender ao mercado financeiro e às multinacionais. A ordem é cortar investimentos e vender ativos lucrativos a preço de banana para engordar o caixa dos banqueiros.

Só com mobilização os petroleiros conseguirão barrar esse desmonte. A greve de 2015 deu a senha. É chegada a hora da juventude assumir o legado de luta herdado das gerações anteriores e provar que está preparada para embates maiores.

 

Estava agendada uma reunião na manhã de hoje,14, na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE) entre o Sindipetro-NF e a gerência de P-55, a Petrobrás não enviou representantes. Na reunião seria debatido um projeto de, entre outras coisas, coloca mais camas nos camarotes da unidade.

Para os diretores presentes, Sergio Borges e Tadeu Porto, a  atitude da empresa foi um ato de total desrespeito institucional, tanto com a SRTE quanto com o sindicato, que estavam dispostos a debater esse projeto de fundamental importância no futuro da P-55. A proposta já gerou, entre outras coisas, um manifesto da categoria a bordo e discussões sobre o assunto na reunião de CIPA.

"Saímos frustrados da reunião, pois parece que a empresa trata com negligência um item que versa diretamente sobre o futuro de todos petroleiros e petroleiras da P-55. Essa não é a postura que se espera de gestão que diz ter um projeto que vai melhorar a vida dos trabalhadores e trabalhadoras a bordo. A próxima reunião é no dia 9 de Março e o sindicato reitera que só aceita algum projeto que traga avanços para os petroleiros e que seja apoiado por ampla maioria dos residentes" - afirma Tadeu Porto.

Gerente de Segurança pede "paciência" ao Sindicato

Um representante da Petrobrás que esteve na SRTE para finalizar tratamentos sobre a operação Ouro Negro da P-51 comunicou aos presentes a falta dos prepostos da P-55 e, ao escutar dos diretores presentes na reunião que isso era uma falta de respeito, pediu "paciência" ao sindicato.

A diretoria do Sindipetro-NF sempre esteve disposta a ter essa paciência no tratamento institucional, e vai seguir com essa postura. A atual gestão da Petrobrás que anda demonstrando não ter paciência ao punir e assediar a categoria petroleira de todos locais de trabalho.

"O representante da empresa fala em paciência e esquece que a empresa divulgou outro dia um sistema de consequência, que busca punir com rigor os erros procurando responsabilizar claramente o chão de fábrica. Hoje é um dia nacional de Lutas Contra a Privatização e o NF fez um grande esforço para deslocar dois diretores para tentar resolver essa questão que incomoda, e muito, os residentes da P-55, sendo assim, não comparecer a reunião sem aviso prévio é um desrespeito institucional que fere, inclusive, o item 2.6 do código de Ética da empresa. Portanto, a gente espera que a Petrobrás avalie a "gravidade" desse caso e a "circunstância" para definir a melhor sansão que o gerente faltante poderá receber por esse ato de desídia com suas funções. Se não ocorrer nenhum tipo de punição, infelizmente, daremos mais um passo para provar que o sistema de consequência da empresa não passa de ferramenta institucional de assédio moral."- conclui o Coordenador do NF, Marcos Breda.

Aberto ontem o prazo de inscrições para a eleição de representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Transpetro, com mandato de um ano. O processo está sendo questionado pelas entidades sindicais, que criticam o aumento das restrições à possibilidade de que empregados sejam candidatos.

"O edital foi montado pela empresa, com exigências que são até mesmo maiores do que a legislação, para impedir que o trabalhador do chão de fábrica participe. O que estamos vendo é uma eleição feita sob medida para manter apenas pessoas afinadas com a gestão no Conselho", afirma Cláudio Nunes, diretor do Sindipetro-NF.

No último dia 9, na reunião que aprovou, sempre por margem apertada e com votos contrários dos trabalhadores (por seis votos a cinco), os ítens que compõem o edital, o representante da FUP (Federação Única dos Petroleiros), Leandro Baesso, fez críticas às barreiras criadas para dificultar candidaturas e cobrou a realização de um levantamento do percentual de empregados teriam condições de elegibilidade, o que foi negado.

Entre as restrições, estão a de que empregados que não tenham títulos acadêmicos, não tenham ocupado cargos de chefia ou de gestão, não sejam docentes ou pesquisadores, tenham que ter ao menos dez anos de vínculo com a empresa para serem candidatos — para os demais que atendem às condições citadas, o tempo de vínculo exigido é de quatro anos. Também não podem ser candidatos os detentores de cargos de direção sindical.

"A empresa aproveitou o momento de golpe do país para dificultar o acesso do peão ao Conselho ", critica Nunes, destacando ainda que faz muita falta uma voz no CA que de fato represente os trabalhadores.

"Na Petrobrás, por exemplo, nos momentos em que tivemos representantes afinados com as nossas lutas, conseguimos antecipar vários cenários, interferir nos debates e dar mais transparência às decisões, o que não conseguimos em momento nenhum até hoje na Transpetro", afirma o diretor do NF.

Por isso, mesmo com todas as restrições, explica o sindicalista, o movimento sindical busca candidaturas que atendam aos critérios do edital e, ao mesmo tempo, aos interesses dos trabalhadores.

Para Cláudio Nunes, o direito a uma vaga no Conselho de Administração é uma conquista histórica e não pode ser abandonada, mesmo com todas as dificuldades. "Os verdadeiros trabalhadores têm que participar, temos que encontrar aqueles que têm afinidade com as nossas lutas e temos que votar, não podemos nos omitir, pois a omissão seria justamente o que a empresa quer", afirma.

De acordo com o edital, as inscrições seguem até o próximo dia 17. A previsão de votação em primeiro turno é para o prazo de 8 a 16 de março. Se necessário, o segundo turno acontecerá de 25 de março a 2 de abril.

 

FUP

Rede Brasil Atual - Para a FUP, supostos malfeitos da gestão anterior servem apenas para tentar justificar a venda de ativos da Petrobras

São Paulo – Trabalhadores da Petrobras fazem na manhã de hoje (14) mais um dia nacional de mobilização contra a privatização na empresa, em protesto contra o que chamam de desmontes promovidos pelo atual presidente da estatal, Pedro Parente, nomeado pelo governo Temer. A mobilização, que prevê panfletagem e diálogo nas portas de refinarias e terminais de embarque por todo o país, é organizada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP). 

Segundo o coordenador da entidade, José Maria Rangel, a mobilização visa a alertar os petroleiros sobre as falsas justificativas alegadas pela gestão de Parente para executar a venda de ativos da companhia, que vão desde venda de campos de petróleo a refinarias, passando pela BR Distribuidora, um dos setores mais lucrativos do chamado sistema Petrobras – decisões de venda de patrimônio vêm sendo contestadas na Justiça. 

"O objetivo é tentar passar para a categoria que esse processo de venda de ativos que está sendo levado adiante pela gestão de Pedro Parente não tem nada a ver com o que ele alardeia, os supostos malfeitos do governo passado. É porque está no DNA dele vender patrimônio público. Por todas as empresas que passou ele fez isso", diz o dirigente.

Ele afirma que essa etapa de conscientização dos petroleiros deve anteceder debates mais amplos a serem realizados com o restante da sociedade sobre os prejuízos acarretados por esse processo de desmonte da estatal. Outra ação essencial, segundo Rangel, é estabelecer o devido diálogo com a classe política, também no mesmo sentido. 

Além de mostrar que a venda de ativos traz prejuízos para a própria empresa, para os trabalhadores, e para a soberania nacional, como um todo, Zé Maria afirma que o cenário internacional não está atraente para seguir adiante com as vendas planejadas por Parente e Temer, devido ao excesso de oferta, que faz com que os preços recuem. Esse movimento também se relaciona com os baixos patamares do preço do petróleo registrados nos últimos anos, que ameaça a tímida recuperação do setor.

"Além de ideologicamente sermos contra, hoje, as grandes operadoras do mundo estão se desfazendo de grande parte dos seus ativos. Os especialistas dizem que há no mundo ofertas em ativos que somam cerca de US$ 1 trilhão", diz o coordenador da FUP. 

O Sindipetro-NF convoca os trabalhadores e trabalhadoras da Falcão Bauer que atuam nas plataformas da Bacia de Campos (UO-RIO, UO-BC e demais) a realizar assembleias a partir de hoje, 13, às 19h.

As assembleias nas unidades marítimas acontecem nos dias 13 e 14/02, com prazo para retorno das atas até as 12h do dia 15/02. As atas devem ser enviadas via fax no número 22 27659550 ou pelos emails  O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.  e  O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. .
 
Para os trabalhadores e trabalhadoras lotados em terra ou que estejam de folga a assembleia ocorrerá no dia 15/02, com primeira convocação as 17h30, com quórum minimo de 50% + um de participação ou com qualquer quórum a partir de 18h, na sede do Sindicato em Macaé ( Rua Tenente Rui Lopes Ribeiro, 257 - Centro - Macaé).
 
"O indicativo da Diretoria do Sindipetro-NF é de rejeição da proposta, visto que os salários merecem melhores reajustes e a proposta não contempla os anseios da categoria" - explica o Coordenador do Departamento do setor Privado, Leonardo Ferreira.
 
Para tirar dúvidas e esclarecimentos os trabalhadores podem ligar para os telefones de contato dos diretores abaixo. A chamada pode ser a cobrar.
 
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Após cobrar da Petrobrás em reunião no dia 9 de fevereiro, a FUP garantiu às lactantes o direito de implementação imediata do abono de 2 horas. A empresa enviou documento assegurando que, a partir desta segunda-feira, dia 13 de fevereiro, a opção de abono entra em vigor. Uma vitória da FUP para os trabalhadores!

 

Imprensa Sindipetro-BA - O Conselheiro Deliberativo eleito na Petros, Paulo César, alerta que ainda há vários assistidos (aposentados e pensionistas) que, apesar de terem direito a receber o pagamento dos níveis de 2004, 2005 e 2006 e de não terem ingressado na justiça, estão impedidos de fazer o Acordo administrativo com a Petros, para poderem receber esse pagamento.

Isso acontece porque o prazo de adesão ao Acordo administrativo se encerrou em 31/10/2015 e, até a presente data, a direção da nossa Fundação ainda não estabeleceu um novo prazo de adesão.

Por esse motivo, Paulo César vem cobrando da direção da Petros que seja aberto um novo prazo de adesão para esse Acordo administrativo.

Além desses assistidos, Paulo César defende que todos os participantes e assistidos que ingressaram na justiça e perderam suas ações referentes ao pagamento dos níveis, também possam aderir a esse acordo administrativo. Entretanto, nesses casos, teriam direito somente à revisão do seu benefício, sem o pagamento de valores atrasados.

Para o Conselheiro eleito, “não é justo que num plano mutualista e solidário, como o Plano Petros, esses assistidos não possam ter, pelo menos, a revisão dos seus benefícios”. “Além do mais”, diz Paulo César, “quando o equacionamento do déficit do plano for cobrado, todos os assistidos serão chamados para pagar essa conta, desta forma, não é correto que esses assistidos, que não tiveram pelo menos a revisão dos seus benefícios, paguem essa conta também”.    

Até o encerramento do prazo de adesão, a Petros recebeu 19.736 TTI`s (Termos de Transação Individual). Desse total, 17.615 assistidos já receberam os seus pagamentos e tiveram seus benefícios revisados, restando apenas 41 para serem pagos. Os demais processos, 2.039, foram indeferidos. Desta forma, do total de 17.656 TTI’s deferidos, 99,77% já receberam o pagamento dos níveis e tiveram seus benefícios revisados. 

 

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