A apuração dos votos das eleições para Diretoria e Conselho Fiscal, mandato 2017/2020, do Sindipetro-NF acontece neste sábado, 20, a partir das 9h no Ginásio Poliesportivo do Tênis Clube de Macaé. Em uma reunião realizada no dia 15 de janeiro, a Junta Eleitoral definiu os procedimentos da apuração.

O acesso às instalações do Clube será controlado com detector de metais, mas o público poderá entrar sem credenciamento e assistirá a apuração através de um telão. Nas arquibancadas só poderão permanecer 20 candidatos indicados e dez convidados por cada chapa.

Já na quadra, onde acontecerá a apuração, só poderão ficar os fiscais de apuração, escrutinadores, integrantes da Junta, funcionários do Sindipetro-NF, prestadores de serviços de apoio e assessores jurídicos. Em caso necessário, os mesários poderão esclarecer dúvidas sobre a votação, caso a Junta convoque. Dez mesas serão espalhadas pela quadra e uma mesa totalizadora será instalada no local.

Para agilizar os trabalhos foi acordado entre os representantes das chapas que a checagem dos votos em separado e da duplicidade tivesse início nesta sexta, 19, a partir das 9h. Segundo o presidente da Junta Eleitoral, Marcelo Abrahão, "a expectativa é que a apuração aconteça de forma tranquila, da mesma forma como se deu o processo eleitoral no NF".

 

A Comissão Estadual do Benzeno (CEBz-RJ) está reunida hoje, no Rio, na sede da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE). Entre os pontos em discussão estão a reativação da Subcomissão da CEBz-RJ da UTGCAB (Cabiúnas) e a criação de uma Subcomissão para as plataformas (privadas e da Petrobrás).

O diretor do Sindipetro-NF, Cláudio Nunes, que é lotado em Cabiúnas e é coordenador da Bancada dos Trabalhadores na comissão, participa da reunião. 

A primeira parte do encontro, no início da manhã, foi com a bancada de trabalhadores. Em seguida, todas as bancadas — trabalhadores, empresas e governo — se reúnem. A previsão é a de que o evento dure até às 13h.

Além dos casos de Cabiúnas e plataformas, a reunião tem como pauta informes sobre os acontecimentos estaduais e nacionais na área, participações dos grupos de trabalho e das Cipas, visita técnica na Braskem ou na CSN, encontro de grupos de trabalho e Cipas e apresentação da Cipa da CSN.

 

Do boletim Nascente - Termina hoje o período de votação nas eleições para Diretoria e Conselho Fiscal da entidade para o mandato 2017/20. Aeroportos, sedes do Sindipetro-NF, Medical Center em Campos e bases operacionais de terra em Macaé estão entre os locais que continuam com urnas em funcionamento na região.

O Sindipetro-NF mantém o seu chamado para que a categoria participe de modo massivo da votação, como forma de demonstrar organização e disposição para a movimentos reivindicatórios, especialmente neste momento grave da vida nacional, de intensos cortes de direitos e desmonte da Petrobrás.

Nas bases administrativas, o funcionamento das urnas terminou no último dia 12, mas os petroleiros e petroleiras destas bases que não votaram ainda podem votar em qualquer uma das urnas em funcionamento.

Confira ao lado os locais de votação que estão disponíveis

1. Sede Sindipetro-NF
Macaé - De 8h às 18h.

2. Sindipetro-NF
Campos - De 8h às 17h.

3. Medical Center
Campos - De 8h às 17h.

12. Aeroporto Macaé
Saguão de entrada
- Das 6h às 17h30.

13. Aeroporto Macaé
Saguão Principal
- Das 6h às 17h30.

14. UTGCAB – Saída do refeitório - Das 7h às 17h30.

15. Aeroporto Farol
Tenda 01 - Das 6h às 17h30.

16. Aeroporto Farol – Tenda 02
Das 6h às 17:30h.
17. Aeroporto Farol
Tenda 03 - Das 6h às 17h30.

18. Aeroporto de Campos Tenda 01 - Das 6h às 17h30.

19. Aeroporto de Campos Tenda 02 - Das 6h às 17h30.

20. Aeroporto Cabo Frio Tenda 01 Das 6h às 17h30.

21. Aeroporto Cabo Frio
Tenda 02 Das 6h às 17h30.

22. Itinerante 01 Turnos onshore:
Roteiro 01: Porto/220/207/CCO/Sertel-ETA/Turno-PT – a partir de 7h. Roteiro 02: Porto (Pier); SCR-CCO; PT - a partir de 19h.

25. Cepe
Cavaleiros - Das 11h às 20h.

 

O desmanche da farsa do governo golpista é uma oportunidade para os trabalhadores, a mais importante desde que o país foi tomado pela quadrilha patronal que destituiu uma presidenta eleita para empreender, em curtíssimo tempo, os maiores ataques a direitos trabalhistas e sociais da história do País, em retrocesso jamais visto. Agora é a hora de partir para cima.

E quis o destino que esta reviravolta nacional encontrasse o Sindipetro-NF em um momento especial para qualquer organização dos movimentos sociais, em vibrante processo eleitoral. Portanto, uma das formas de seguir na luta, e fazer crescer a nossa força para enfrentar todo este turbulento cenário, é não abrir mão do seu direito de votar nas eleições da sua entidade. 

Uma eleição sindical com grande participação dos trabalhadores e trabalhadoras é um recado enfático que qualquer categoria poder dar aos patrões, aos gestores, aos assediadores, aos entreguistas, a todos aqueles que vivem da exploração do trabalho alheio. 

Hoje termina o prazo de votação, aberto no dia 29 de abril. E, mesmo com 26 urnas disponíveis na maior parte desse período de 21 dias, cobrindo todas as trocas de grupos possíveis nas plataformas e horários dos turnos e administrativos nas bases de terra, ainda há milhares de trabalhadores e trabalhadoras que ainda não exerceram o direito do voto — embora não se desconsidere que é motivo de celebração o fato de tantos outros milhares o fizeram.

O movimento dos trabalhadores e suas entidades são resultado de um processo histórico de empoderamento dos trabalhadores por meio da consciência de classe, e, ao mesmo tempo em que é forte em suas raízes, não é imune à ação das pragas do desleixo, da tentação do individualismo, da pressão da rotina que puxa cada um para os seus afazeres privados e os afastam dos temas coletivos.

Seu sindicato não existe sem você. Essa responsabilidade não é do outro. É sua. Não deixe de votar e vem para a rua gritar Fora Temer e Fora Parente!

 

[Nascente 992]

Luiz Carvalho / Da Imprensa da CUT - Em coletiva nesta quinta-feira (18), em São Paulo, o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, deixou claro que os movimentos sindical e sociais que compõem as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo não aceitarão qualquer saída ao governo ilegítimo de Michel Temer (PMDB) fora das eleições diretas.

Para as organizações, ainda que protele a decisão, o cambaleante Temer (PMDB) já sabe que não tem condições políticas, governamentais e moral para se manter como presidente da República.

A questão agora é discutir o que ou quem o sucederá e acertaram que o eixo “Fora Temer, Diretas Já e pela retirada imediata das reformas Trabalhista e Previdenciária” norteará a luta.

“Entendemos que ele deve renunciar imediatamente à presidência e não aceitaremos o golpe dentro do golpe. O que se está construindo é a saída dele e a indicação por via indireta de outro qualquer nas hostes da república e que tem implicação nesta crise tanto quanto ele. Só não tem gravação. Ainda”, lembrou Vagner.

Segundo ele, a ascensão ao cargo sem consulta ao povo só aprofundará a crise, seja o escolhido da Câmara, Senado ou do Supremo Tribunal Federal (STF).

“(Se isso acontecer) nós vamos continuar fazendo a campanha pelas Diretas Já que vamos denunciar internacionalmente que os mesmos que construíram a crise continuam no poder, só trocando de nome. A crise é uma oportunidade para que o Brasil possa convocar eleições direitas elegendo um governo com credibilidade para propor mudanças econômicas necessárias para o Brasil sair da crise”, defendeu Vagner.

Calendário de lutas

Para o presidente da CUT, as ruas mostrarão nos próximos dias que o país não quer mais conviver com um governo marcado pela sujeira e a incompetência.

Em diversas cidades do país acontecem manifestações. Em São Paulo, houve mobilização ontem na Avenida Paulista, às 19h, no vão livre do MASP.

No próximo dia 21, mais uma vez o povo vai às ruas em todo o Brasil pelo “Fora Temer” e dia 24 haverá ato centralizado em Brasília. Mas outras cidades também promoverão manifestações.

“A hora é de lutarmos para sair da crise e pelo retorno do desenvolvimento econômico, da credibilidade e pelo fim da bandalheira”, convocou Vagner.

Temer no lixo

Líder do MTST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Teto), Guilherme Boulos, garantiu que sem eleições diretas não haverá paz. “Enquanto não houver eleições, não saíramos das ruas. Os mesmos que há um ano entraram pelas portas dos fundos sairão agora pela lata de lixo da história. A questão é o que vem depois. O Temer se agarra de maneira desesperada, inconsequente e patética como fez hoje, mas isso não dura”, apostou.

Coordenador Nacional do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), Gilmar Mauro, acrescentou que, além das eleições para presidente, os movimentos cobraram um novo pleito também para o Congresso.

“Temos de conclamar todos, inclusive setores que apoiaram o impeachment por conta da ilusão construída pelos meios de comunicação e que agora se dão conta de que o golpe é político, mas também com retrocessos sociais votados por esse Congresso.”

Também nesse sentido, o coordenador da CMP (Central de Movimentos Populares), Raimundo Bonfim, disse que é hora de ampliar o diálogo. “Não nos identificamos com os movimentos de direita, mas isso não significa que não queremos dialogar com a base que dizem representar.”

Negação da agenda – Presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes), Carina Vitral, definiu como uma aberração entregar às mãos de quem aprofundou a crise o comando do Brasil.

“O programa escolhido nas eleições de 2014 é diametralmente distante do aplicado pelo Temer, esse programa dos juros altos, da reforma da Previdência, do ensino médio. As eleições diretas são única saída para devolver a soberania do volto popular e devolver para mãos do povo a decisão sobre os rumos do país. O Congresso aprofundou a crise política e não vamos confiar a ele os rumos do país”, ressaltou.

 

[Foto: Roberto Parizotti]

 

 

Joana Tavares / Do Brasil de Fato - João Pedro Stedile, dirigente do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e da Frente Brasil Popular, analisa em entrevista o cenário político brasileiro, o papel da Globo, as divisões no campo golpista e fala sobre a necessidade de construção de um governo de transição e da construção de um projeto popular para o Brasil.

Brasil de Fato - Qual o interesse da Globo em divulgar esses áudios e por que eles insistem em eleições indiretas?

João Pedro Stedile - A Rede Globo se transformou no principal partido da burguesia brasileira. Ela cuida dos interesses do capital, utilizando sua força de manipulação da opinião pública e articulando os setores ideológicos da burguesia, que inclui o poder judiciário, alguns procuradores, a imprensa em geral, etc. Eles sabem que o Brasil (e o mundo) vive uma grave crise econômica, social e ambiental, causada pelo modus operandi do capitalismo. E isso aqui no Brasil se transformou numa crise política, porque a burguesia precisava ter hegemonia no Congresso e no governo federal para poder aplicar um plano de jogar todo peso da saída da crise sobre a classe trabalhadora. Portanto, a Globo é a mentora e gestora do golpe.

Porém, a saída Temer, depois do impeachment da Dilma, foi um tiro no pé, já que a sua turma - como revelou o próprio Eduardo Cunha - era um bando de lúmpens, oportunistas e corruptos, que não estavam preocupados com um projeto burguês de país, mas apenas com seus bolsos.

A Operação Carne Fraca foi um tiro no pé, que ajudou a desacreditar essa turma do PMDB, pois vários deles estavam envolvidos e provocaram um setor da burguesia agroexportadora. Agora, eles precisam construir uma alternativa ao Temer. A forma como ele vai sair se decidirá nas próximas horas e dias, se por renúncia, se cassam no TSE ou mesmo aceleram o pedido de impeachment no Congresso. E nas próximas semanas se decidirá quem colocar no lugar.

Muitos fatores incidirão e o resultado não será algum plano maquiavélico de algum setor, mesmo da Globo, mas será resultado da luta de classes real, de como as classes se comportarão nas próximas horas, dias e semanas.

Como se organiza o campo golpista?

O campo golpista está dividido desde 2014. E isso nos ajuda. Porque nos golpes anteriores, de 1964, e depois no período do governo FHC de 1994, a burguesia estava unida, tinha um comando único, tinha um projeto de país e tinha uma retaguarda importante no capital estadunidense. Agora, eles não têm projeto para o país. Perderam a retaguarda gringa pois se alinhavam com a Hilary Clinton. Querem salvar apenas seus interesses econômicos particulares. Como disse o sociólogo tucano José de Souza Martins, "as reformas da previdência e trabalhistas são medidas capitalistas, que aumentam a exploração dos trabalhadores, mas são contraditórias com um projeto capitalista de país".

Eles não têm comando único. Estão divididos entre o poder econômico ([Henrique] Meireles, JBS, etc); o grupo dos lúmpens do PMDB ([Romero] Jucá, [Eliseu] Padilha, [Michel] Temer, Moreira Franco…), que tem o poder das leis, e começam a ter fissuras, como o caso do Renan Calheiros. E há também o grupo ideológico, composto pela Globo e pelo Poder Judiciário. Há muitas contradições internas entre eles.

E por isso também eles não têm claro, agora, quem colocar no lugar do Temer. O ideal para eles seria inviabilizar o Lula, ter um governo de transição, que fosse aceito pela maioria da população, que poderia até ser a ministra Cármen Lúcia, até outubro de 2018, e aí tentar ganhar as eleições.

Porém, essa divisão aparece também nas candidaturas deles, pois ainda não conseguiram construir um FHC, um Collor. Estão tateando para opinião pública, apresentando o [João] Doria, o [Luciano] Hulk, etc. Mas eles sabem, pelas pesquisas de opinião pública, que são inviáveis e só adiariam ainda mais a crise política.

O que os trabalhadores e organizações populares podem fazer neste momento?

Estamos debatendo, desde o ano passado, no âmbito dos mais de 80 movimentos populares e organizações políticas que fazem parte da Frente Brasil Popular, de que as saídas que interessam para classe trabalhadora são um conjunto de medidas complementares. Primeiro afastar os golpistas, e suspender todas as medidas legislativas que eles vêm tomando contra o povo. Depois ter um governo de transição, que convoque as eleições presidenciais para outubro de 2017. E que se discuta uma forma de termos uma reforma política imediata, que garanta a vontade do povo, e se eleja um novo Congresso. E que o novo governo assuma o compromisso, já em campanha, de convocar para 2018 uma Assembleia Constituinte Exclusiva, à parte do Congresso, para construir um novo modelo democrático de regime político-eleitoral no país.

Paralelamente a isso, construímos um “Plano Popular de Emergência”, que elencou mais de 70 medidas de emergência que o governo de transição e o novo governo deveriam implementar, que na nossa opinião, tirariam o país da crise econômica, social e política.

E depois, durante a campanha eleitoral, é preciso discutir um novo projeto de país, que tome em conta a necessidade de reformas estruturais de médio e longo prazo, como a reforma tributária, a reforma dos meios de comunicação, a reforma agrária, as mudanças no pagamento dos juros e do superávit primário e a própria reforma do poder judiciário.

Mas para que tudo isso aconteça, os trabalhadores, as massas, precisam urgentemente ganhar as ruas. A força do povo só se exerce nas ruas, nas mobilizações, ocupações e pressão de massa. Acredito que nas próximas horas e dias, haverá várias plenárias para debater calendários concretos de mobilização. De nossa parte, achamos que a semana que vem é decisiva. Precisamos acampar no STF, para garantir a renúncia dos golpistas e prisões dos corruptos denunciados pelo Joesley Batista. Precisamos realizar amplas mobilizações em todas as capitais e grandes cidades, dia 21 próximo, domingo. Precisamos transformar o dia 24 de maio não só em mobilização em Brasília, mas em todo país, ocupando as assembleias legislativas, as estradas… enfim, o povo precisa entrar em campo, e pressionar para acelerar as mudanças necessárias.

Na sua avaliação, eleições diretas podem trazer avanços para o país? Como? Quem seriam os candidatos?

Claro, as eleições diretas para presidente e para um novo Congresso são uma necessidade democrática, para tirarmos o país da crise política. Ou seja, só as urnas podem repactuar um governo que represente os interesses da maioria e para ter legitimidade de realizar mudanças a favor do povo, para sairmos da crise econômica. Porque a crise econômica é a base de toda crise social e política.

Da classe trabalhadora, o Lula é ainda o que representa as amplas maiorias do povo brasileiro e que pode se comprometer com um projeto de mudanças e com nosso plano de emergência.

Provavelmente, teremos muitos outros candidatos, como Bolsonaro, na extrema direita, Marina Silva, tentando ocupar um eleitorado de centro, mas sua base real é apenas a Igreja Assembleia de Deus. E entre o tucanato, eles estão em crise, porque Alkmin esta arrolado em várias denúncias. Doria é um playboy de quinta-categoria. E a Globo não teve tempo ainda de construir uma alternativa, como foi o Collor em 1989.

Qual a saída para impedir os retrocessos da agenda golpista?

Mobilizar, lutar, não sair das ruas. E trabalhar nos próximos dias na perspectiva de uma greve geral por tempo indeterminado. Toda nossa militância social e os leitores de nosso Brasil de Fato devem ficar alertas, que os próximos dias serão de batalhas decisivas para definir os rumos dos próximos anos. E a força da classe trabalhadora só se expressa nas mobilizações.

 

[Foto: Valter Campanato/ABr]

Da Imprensa da CUT - A Central Única dos Trabalhadores divulgou nota para orientar a atuação de sua base e dos sindicatos, federações e confederações após divulgação das graves denúncias contra o presidente Temer e o senador Aécio Neves. A seguir, a íntegra do texto.

FORA TEMER, RETIRADA DAS REFORMAS E DIRETAS JÁ!

A Direção da CUT considera de extrema gravidade as denúncias, fartamente documentadas com provas consistentes e divulgadas ontem nos meios de comunicação envolvendo o presidente ilegítimo Michel Temer no pagamento de propina, oriundas da empresa JBS, a Eduardo Cunha com o objetivo de mantê-lo calado em relação a crimes de corrupção envolvendo o próprio Michel Temer e o núcleo do seu governo. As denúncias atingem também um dos expoentes das forças que lhe dão sustentação política e parlamentar, o presidente do PSDB, senador Aécio Neves, que teria recebido recursos igualmente ilícitos de Joesley Batista, dono da JBS e que chegou a dizer, ao se referir a um de seus colaboradores: “Tem que ser um que a gente mata ele antes de fazer a delação” .

Além da clara intenção de obstruir o trabalho da Justiça, os fatos tornam público, de forma irrefutável, a natureza criminosa da quadrilha que assaltou o poder ao promover o golpe contra a Presidenta Dilma. Ao mesmo tempo, os fatos tornam insustentável a continuidade do governo golpista.

Neste momento crucial de aprofundamento da crise política, a CUT soma-se ao conjunto de forças democrático-populares para exigir Fora Temer, a retirada dos projetos da reforma da previdência e da reforma trabalhista da pauta do Congresso e a convocação e eleições diretas para eleger um novo Presidente e um novo Parlamento, com atribuições de poder constituinte. Deverá ser devolvido ao povo o direito soberano de escolher seus representantes para pavimentar o caminho para as mudanças estruturais necessárias para restaurar e consolidar a Democracia e promover um novo ciclo de desenvolvimento.

A CUT e os movimentos sociais representados pela Frente Brasil Popular e pela Frente Povo Sem Medo têm tido um papel fundamental na resistência ao governo golpista e a sua agenda neoliberal e regressiva, desencadeando um processo crescente de mobilizações nas capitais e cidades do interior nos dias 8, 15 e 31 de março e que culminaram na histórica greve geral do dia 28 de abril que envolveu mais de 40 milhões de trabalhadores/as. O recado foi dado: só a luta popular será capaz de derrotar o governo golpista e ilegítimo e de impedir que sejam retirados direitos fundamentais da classe trabalhadora. Apesar de termos isolado o governo golpista, que conta com baixíssimo índice de aprovação, ele insiste em manter as reformas criminosas contra a classe trabalhadora.

Diante da gravidade do momento, a CUT orienta suas bases a permanecerem em estado permanente de mobilização, e as conclama a saírem às ruas das capitais e cidades do interior no próximo domingo, dia 21, e a ocuparem Brasília no dia 24 de maio para exigir:

 

QUE O CONGRESSO RETIRE DA PAUTA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA E A REFORMA TRABALHISTA

FORA TEMER!

DIRETAS JÁ!

Direção Executiva da CUT Nacional

Brasil 247 - A Federação Única dos Petroleiros lançou a campanha "Sem Temer, sem Parente"; o objetivo é anular todos os atos de Pedro Parente na presidência da Petrobras, agora que o Brasil e o mundo sabem que o golpe de 2016 instalou criminosos no poder

A Federação Única dos Petroleiros lançou a campanha "Sem Temer, sem Parente".

O objetivo é anular todos os atos de Pedro Parente na presidência da Petrobras, agora que o Brasil e o mundo sabem que o golpe de 2016 instalou criminosos no poder.

Leia, abaixo, editorial da FUP:

Petrobrás para o mercado ou para os brasileiros?

http://www.fup.org.br/ultimas-noticias/item/21068-petrobras-para-o-mercado-ou-para-os-brasileiros

 Desde que a Petrobrás anunciou os resultados positivos do primeiro trimestre – decorrentes, principalmente, dos investimentos que recebeu no passado e das mudanças no cenário macroeconômico, como o aumento do preço do barril de petróleo e a desvalorização cambial - a velha mídia vem enaltecendo a gestão privatista da companhia. Não podia ser diferente, dada a conivência que a imprensa brasileira tem com o projeto de desmonte da Petrobrás. O jornal Estado de São Paulo, por exemplo, defende expressamente as medidas da atual administração “voltada para objetivos típicos do mundo empresarial, em busca de eficiência, de geração de caixa, de saúde financeira e de lucros para seus acionistas”, como afirmou no editorial de domingo (15/05).

A Petrobrás que a mídia aplaude está sendo dilapidada em praça pública por uma gestão que só se preocupa em saciar a fome do mercado e dos acionistas, às custas do desenvolvimento nacional e da soberania.  As opções imediatistas de Pedro Parente para reduzir em tempo recorde o endividamento da empresa, vendendo ativos sem necessidade e cortando investimentos estratégicos, ao contrário do que pregam as aves de rapina, não são indicadores que apontam para a “recuperação” da Petrobrás.

 A melhoria nos resultados financeiros da empresa é decorrente da expansão das receitas, oriundas da onda anterior de ampliação de investimentos e das mudanças macroeconômicas que não estão sob governabilidade dos gestores, como o aumento do preço do barril de petróleo e a desvalorização cambial. Soma-se a isso a interrupção dos impairments, superestimação proposital das perdas contábeis que afetaram de forma expressiva os resultados financeiros dos últimos anos, criando a falsa ideia de que a Petrobrás estava imersa em uma crise financeira estrutural.

“Essa estratégia, na verdade, foi o instrumento contábil que deu legitimidade à desenfreada venda de ativos como a única alternativa possível para resolver os problemas financeiros. Uma falácia contábil”, destaca estudo recente do Grupo da FUP de Estudos Estratégicos e Propostas para o Setor de Petróleo e Energia (GEEP).

“A ampliação de investimentos feita pela Petrobrás no período anterior foi tão acertada que seus frutos podem ser colhidos ainda hoje, daí a importância do fortalecimento da natureza pública e estratégica da estatal contra as defesas do Estado mínimo e de empresa enxuta, como vem sendo feito pela grande imprensa”, alerta William Nozaki, um dos economistas do GEEP.

A visão de curto prazo e focada no mercado financeiro com que Pedro Parente vem conduzindo os negócios da Petrobrás está comprometendo a empresa a médio e a longo prazos, com perdas de receitas futuras, decorrentes dos desinvestimentos e vendas de ativos, e redução do papel da companhia no projeto de desenvolvimento econômico e industrial do país.

A Petrobrás já está se tornando uma empresa voltada para a exportação de petróleo, em detrimento da função estratégica que sempre teve na economia nacional. Os ganhos imediatos obtidos com o aumento das exportações e a melhora nos preços internacionais do petróleo tendem a ter um efeito colateral a médio prazo. A empresa aumentou em 72% suas exportações, enviando para fora do país cerca de 782 mil barris de óleo por dia, o que já equivale a um terço da sua produção. Um volume que está acima até mesmo de alguns países da OPEP.

“Com isso, a produção brasileira começa a afetar, marginalmente, o preço mundial do petróleo. O que poderia parecer um acerto empresarial de curto prazo, pode significar um erro setorial e estratégico de longo prazo, já que a ampliação da oferta brasileira pode contribuir para a desaceleração do aumento internacional do preço do barril. Caminhamos na contramão dos esforços geoeconômicos e geopolíticos da Rússia e de alguns países da própria OPEP”, alertam os economistas que assessoram a FUP.  

Isso significa que os resultados da Petrobrás passam a depender cada vez mais das variações da taxa de câmbio e dos preços internacionais do petróleo. Uma mudança drástica no perfil da empresa, cuja exposição às flutuações internacionais poderá causar impactos graves sobre o mercado interno, afetando os consumidores, comprometendo o abastecimento do país e ampliando os riscos da “doença holandesa”.

 

Nunca foi tão necessário resgatar o papel estratégico da Petrobrás de empresa pública, protagonista de políticas de desenvolvimento industrial, setorial e tecnológicas. Só assim garantiremos que os recursos gerados pelo petróleo sejam de fato investidos em benefício do nosso país e não dos grupos econômicos que financiaram o golpe, sob a batuta da mídia. 

 

 
Paulista

Manifestantes ocuparam parte da Avenida Paulista na noite desta quarta-feira (17)

Cresce pressão por diretas. Manifestações programadas para esta quinta em várias capitais, e para domingo em São Paulo, esquentam "Ocupa Brasília" marcado para a próxima quarta-feira (24)
 
Rede Brasil Atual – Primeiro a Globo inflou manifestações para acabar com governo Dilma. Protegeu Eduardo Cunha, protegeu Aécio Neves, protegeu Michel Temer e protegeu o juiz de Curitiba que disse que as perguntas que Cunha endereçou a Michel Temer não vinham ao caso. O poder econômico representado pela Globo está tentando entregar os anéis para não perder os dedos. Convocou seus colunistas para defender a eleição indireta – chamada de “constitucional” –, para o caso do afastamento de Temer.

A Globo é parte determinante do golpe. O comentarista de política do telejornal noturno da emissora disse que a situação em Brasília mudou, “e para pior”. Para quem?

Não há outra saída para a reconstrução da democracia e dos direitos do povo brasileiro que não sejam eleições diretas já.

“O governo acabou. O Congresso precisa parar o que está fazendo e cumprir a sua primeira missão, que é a de cassar o mandato de Michel Temer e, em seguida, o Brasil precisa de eleições diretas”, afirmou o deputado Alessandro Molon (Rede-RJ), ao defendeu o protocolo de pedido de impeachment de Temer na Câmara. "O mais estarrecedor do áudio é a sugestão do presidente do PSDB para matar o recebedor da propina antes que haja uma delação", postou o deputado Paulo Pimenta (PT-RS).

Em nota, o Psol manifestou apoio ao pedido de impeachment, ao levantamento do sigilo do processo que corre no Supremo Tribunal Federal (STF) e defendeu a interrupção "imediata" do trâmite das reformas. "O momento exige o afastamento imediato do presidente Temer", reforçou o deputado Paulo Teixeira (PT-SP).

A realização de eleições diretas, como meio de reconstituir a ordem democrática e tirar o país da paralisia, há tempos vem sendo a bandeira das organizações populares. As frentes Brasil Popular e Povo sem Medo estão convocando manifestações em todo o país a partir desta quinta-feira (18), em várias capitais, e para domingo (21), em São Paulo. Na próxima semana, "ocupação" de Brasília convocada por centrais e movimentos sociais contra reformas trabalhista e da Previdência ganham força.

#ForaTemer #DiretasJá

18 – Quinta-feira

15h – João Pessoa – Lyceu Paraibano

16h – Uberlândia – Praça Do Fórum
https://www.facebook.com/events/1150667141745145/

16h —Aracaju – Praça Camerino
https://www.facebook.com/events/1733520940274548/

17h – Rio de Janeiro –Candelária
https://www.facebook.com/events/1884290895165073

17h – Belo Horizonte – Praça Sete de Setembro
https://www.facebook.com/events/1215265338596126

17h – Florianópolis – Ticen Centro Florianópolis
https://www.facebook.com/events/210807596098910

17h – Brasília – Rodoviária do Plano Piloto
https://www.facebook.com/events/304198336689215

18h – Vitória – Em frente a Ufes

18h – Porto Alegre – Esquina Democrática
https://www.facebook.com/events/1320630614711455

18h30 – Curitiba – Praça da Mulher Nua
https://www.facebook.com/events/2034164110148561

16h – Goiás – Praça dos Bandeirantes

21 – Domingo

15h – São Paulo – Masp
https://www.facebook.com/events/676196092590168/

 

Pela Constituição, serão convocadas eleições indiretas, mas pressão popular é por 'Diretas já'

por Camila Rodrigues da Silva publicado 18/05/2017 09h21, última modificação 18/05/2017 09h28
 
AGÊNCIA BRASIL
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Dono da JBS gravou Temer dando aval para comprar silêncio de Cunha

Brasil de Fato – Segundo a Constituição, se o vice-presidente for deposto – por consequência da delação premiada dos donos da JBS, publicada nesta quarta-feira (17) no jornal O Globo – quem o substitui é o presidente da Câmara; em seguida, o do Senado; e, por fim, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF).

O problema é que o atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tornou-se alvo de inquérito aberto pelo ministro do STF Edson Fachin, após a chamada "delação do fim do mundo", feita por executivos da empreiteira Odebrecht no âmbito da operação Lava Jato. Segundo despacho do ministro, Maia pediu R$ 350 mil para financiamento de campanha. Ou seja, há um risco iminente de ele se tornar réu, o que o impediria de assumir o cargo. 

Caso similar ocorre com o atual presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), que assumiu nesta posição em 1 de fevereiro e que é citado em três delações da operação Lava Jato.

Segundo o advogado e membro da Consulta Popular Ricardo Gebrim, se isso ocorrer, o Supremo pode impedi-los de fazer parte da linha sucessória, assim como fez com o ex-presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), no último 7 de dezembro.

Após denúncia do partido Rede, baseada em jurisprudência do afastamento do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a maioria dos ministros do STF decidiu a favor de manter Renan na presidência do Senado, com a ressalva de que ele fique impedido de substituir Michel Temer. 

Assim, a mais provável sucessora ao cargo máximo da República seria Cármen Lúcia, presidenta do Supremo. Ela assumiria interinamente e convocaria eleições indiretas no prazo de 30 dias. Ou seja, quem escolheria o substituto de Temer seria o Congresso Nacional, conforme previsto no artigo 81 da Constituição para casos em que o presidente ou o vice saem do cargo após dois anos de mandato.

Diretas?

Nas eleições indiretas, qualquer partido pode apresentar seu candidato dentro do prazo legal estabelecido, e quem votaria seriam deputados federais e senadores. No entanto, a oposição do Congresso Nacional, composta por parlamentares do PT, do PC do B, do PSOL, do PDT e do PSB, está com uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que propõe eleições diretas imediatamente.

O problema é que a tramitação de uma PEC é feita em dois turnos em cada uma das Casas do Congresso Nacional. "Isso teria que ser feito em regime de urgência, os parlamentares não teriam recesso em julho e precisariam paralisar a votação da reforma da Previdência", explica Gebrim.

Cientes das dificuldades, os movimentos populares apostam no crescimento da pauta das "Diretas Já". "Nós, da Frente Brasil Popular e da Frente Povo Sem Medo, defendemos que se mude a Constituição em caráter de urgência e que não aconteçam eleições indiretas", afirma Raimundo Bonfim, coordenador geral da Central de Movimentos Populares (CMP).

"Nossa manifestação do dia 24 de maio e a bandeira de ‘Diretas Já’ agora ganha maior relevância", observa o advogado popular.

Para Gebrim, a delação desta quarta faz parte de um roteiro suspeito. Ele lembra que Cármen Lúcia se reuniu a portas fechadas, no último dia 9, com um grupo de 13 empresários, três deles são membros do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o chamado Conselhão, formado em novembro do ano passado por Temer. São empresários pertencentes a setores variados da economia, como bancos, telecomunicações, hotéis, companhias aéreas, incorporação imobiliária, papel e celulose.

"Essa gravação provavelmente já era de conhecimento da Cármen Lúcia quando ela se reuniu com o PIB brasileiro na semana passada", indicou.

A professora de Direito Carol Proner, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), também desconfia do apoio da Rede Globo às denúncias e alerta:

"A denúncia contra Michel Temer é contundente e, num país sério, é significativa para a derrubada do governo, sim. Porém, da forma como está sendo transmitida e comemorada, unindo a Rede Globo de televisão, o STF, a PGE [Procuradoria Geral do Estado] (…); considerando que o Supremo Tribunal Federal recém organizou uma reunião com empresários para pensar o país, sendo muitos dos empresários formuladores do golpe de 64 além do de 2016, é algo que exige cautela".

Para ela, os movimentos têm de tomar as ruas, mas "a transição para o Estado Democrático de Direito deve ser feita pelos legítimos prejudicados, que são os trabalhadores e os movimentos sociais. E não por um novo golpe. A população está atenta, está com muita cautela, porque não permitiremos que novamente sejam usurpados os direitos constitucionais por aqueles que pretendem a reforma da Previdência, a reforma trabalhista e o retrocesso de mais de um século das garantias e dos direitos no Brasil".

Segundo o jornal Valor Econômico, o propósito da ministra Cármen Lúcia, ao se reunir com empresários e altos executivos da iniciativa privada, era "ouvir deles sugestões de temas que estão paralisados no STF ou que tenham interpretações diferentes das instâncias judiciais, com possibilidade de serem desbloqueados por decisão da Suprema Corte".

Da área do Conselhão, participaram do encontro com a ministra Chieko Aoki, presidente da rede Blue Tree Hotels; Luiza Trajano, dona da rede Magazine Luiza; e Pedro Wongtschowski, presidente do Instituo de Estudos para Desenvolvimento Industrial (Iedi). Os demais participantes foram Betania Tanure, consultora da BTA; Candido Bracher, presidente do Itaú Unibanco; Carlos Schroder, diretor-geral da Rede Globo; Décio da Silva, presidente do conselho da WEG; Flavio Rocha, dono das lojas Riachuelo; Jefferson de Paula, CEO da ArcelorMittal Aços Longos; Paulo Kakinoff, presidente da Gol; Rubens Menin, fundador e presidente do conselho de administração da MRV Engenharia; Walter Schalka, presidente da Suzano Papel e Celulose; e Wilson Ferreira, presidente da Eletrobras.

Diante das provas cabais que comprovam que o presidente Michel Temer tentou comprar o silêncio de Eduardo Cunha na prisão, seu governo, que já não tinha legitimidade nem apoio popular, acabou. É insustentável sua permanência no comando do país. As centrais sindicais e movimentos sociais convocam a população para ocupar as ruas de todo o país, reivindicando eleições diretas já.

A Petrobrás, que vem sendo dilapidada por um golpe após o outro, não pode continuar à mercê da gestão Pedro Parente, que foi indicado por Temer para executar o programa de desmonte da empresa e entrega do petróleo brasileiro aos grupos econômicos que financiaram o golpe. A FUP vem a público cobrar a saída imediata de Pedro Parente e de sua diretoria, bem como a anulação de todos os atos de sua gestão.

Federação Única dos Petroleiros

O departamento financeiro do Sindipetro-NF informou que por motivos de falta de energia elétrica, o link do Imposto Sindical ficará temporariamente fora do ar. A previsão de retorno é às 15h30 de hoje.

O prazo para solicitação da devolução do Imposto Sindical começou em 13 de abril e dura 60 dias. O NF segue orientação e princípio da CUT e devolve a parte que lhe caberia do imposto sindical, que é 60% do que é recolhido do trabalhador. A entidade acredita que toda forma de contribuição deve ser espontânea e aprovada em assembleia.

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