O site da CUT Nacional está fazendo uma transmissão direta de Brasília sobre o movimento #Ocupa Brasília que acontece hoje, 24. O movimento é contra as reformas trabalhistas e da previdência, Fora Temer e por eleições diretas já. A todo instante chegam delegações de todo o país para o movimento. A concentração ocorre no Estádio Mané Garrincha.

A categoria petroleira participa das atividades também com a bandeira de luta em defesa da Petrobrás. Segundo os organizadores, mais de 60 mil pessoas se encontram no Distrito Federal.

Clique aqui e acompanhe o movimento.

Rede Brasil Atual - Discussões entre oposicionistas e base do governo sobre reforma trabalhista, com interferência de pessoas que acompanhavam trabalhos, aumentaram de temperatura. Surpresa foi declaração de Renan

Senado

Senadores da oposição se rebelam contra tentativa de Ferraço de tratorar tramitação de projeto que reduz direitos

Brasília – Apesar de Senado e Câmara estarem em pleno período de trabalho, cada um de um lado do Congresso, desde as 16h vários deputados estão no Senado, para onde correram na tentativa de acalmar os ânimos de senadores e manifestantes que acompanhavam a leitura do relatório da proposta de reforma trabalhista, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Embora seja comum em dias tensos como hoje (23) a troca de farpas e agressões verbais entre os parlamentares, o ambiente esquentou ao máximo em função dos gritos dos cidadãos que ocupavam a CAE em frases como “Fora Temer”, “Ou param as reformas ou paramos o Brasil”, “Queremos Jucá preso e “Golpistas”, além de discussões entre os próprios parlamentares – o que levou a sessão a ser suspensa.

O relator da reforma, Ricardo Ferraço (PSDB-ES), foi aconselhado pelo líder do governo no Congresso, Romero Jucá (PMDB-RR), a deixar a sala e aguardar numa sala em anexo à CAE, enquanto tentam apaziguar a confusão, mas oposicionistas dizem que não tem jeito: vão obstruir a votação. Jucá, por sua vez, tenta recorrer aos aliados pela continuidade dos trabalhos.

O ponto forte do embate foi a briga entre os senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Ataídes Oliveira (PSDB-TO), que só não se esmurraram porque foram impedidos por colegas. “Bandido”. “Bandido é você, moleque” – esse foi o "diálogo" observado entre os dois.

Fator Renan

Numa cena que surpreendeu, o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), que já tinha se manifestado há meses contra as reformas, mas vinha abordando a crise política de forma discreta, manifestou-se ao lado dos oposicionistas de forma contundente. Renan afirmou que considera “inadmissível um governo que possui tamanha rejeição fazer uma reforma com características tão unilaterais”. Acrescentou que atual proposta foi feita, a seu ver, “para os empresários e não para os brasileiros”.

Renan também criticou o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Disse que Meirelles passou para o mercado a impressão de que, mesmo com a saída de Temer, as reformas teriam tramitação continuada no Congresso. “Esse ministro deveria ter sido demitido por isso, se fosse eu o presidente. Foi uma declaração que passou do ponto”, ressaltou. Apesar disso, o senador destacou ser contrário ao impeachment de Temer por achar que será “mais um desgaste para o país”. Ele defendeu a busca por “uma solução constitucional” para a crise política.

Lindbergh Farias (PT-RJ), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e Gleisi Hoffmann (PT-PR) argumentaram que, apesar de terem sido vencidos na apreciação de um requerimento que pediu o adiamento da votação do relatório de Ferraço, consideram necessário que a comissão vote todos os outros requerimentos protocolados na mesa, com o mesmo propósito. Isso porque, de acordo com eles, cada um menciona motivos diferentes.

Gleisi lembrou a importância de serem respeitadas regras regimentais e Farias disse que não foi honesto o relator da matéria, depois de ter anunciado na última semana a suspensão dos trabalhos, resolver apresentar o relatório sem ter conversado com os líderes. “Não é assim que se trabalha neste Congresso. Exigimos respeito”, reclamou.

Sem trégua

Embora a situação esteja aparentemente mais calma, a discussão continua, porque os dois grupos insistem em suas colocações e não abrem trégua. A base que dá sustentação ao governo tenta garantir a retomada da sessão da CAE para a votação do relatório ainda hoje. A oposição diz que não irá permitir.

“Daqui a pouco vão queimar pneus aqui dentro”, reclamou Jucá para os jornalistas, ao falar sobre a tensão que impera na Casa. “Argumentem da forma que quiserem, deem as desculpas que quiserem. O que eles desejam, que é validar essa reforma diante de um ambiente de instabilidade desse presidente ilegítimo, não vai acontecer dessa forma. Até ser formalizado o pedido de impeachment do senhor Michel Temer os trabalhos ficarão obstruídos”, provocou Lindbergh Farias.

Relatório é 'dado como lido', e oposição contesta

O relatório da "reforma trabalhista" não foi apresentado formalmente, mas a bancada governista considerou o texto "dado como lido", o que provocou contestação dos oposicionistas. O relator, Ricardo Ferraço (PSDB-ES), não apresentou mudanças, apenas sugeriu alguns vetos, para evitar que o projeto tivesse de retornar à Câmara. Tumultuada, a sessão da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) foi encerrada sem que o texto fosse lido.

A confusão começou depois que a CAE rejeitou requerimento do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) pedindo que o relatório não fosse lido, alegando questões do regimento interno. A votação foi apertada: 13 votos a 11. Em seguida, Ferraço não conseguiu apresentar seu parecer. Alguns parlamentares trocaram empurrões.

"Não quero crer que aquele relatório foi lido. Não existe essa figura no regimento interno da Casa", afirmou, já em sessão no plenário, a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM). "O que o Parlamento não pode fazer é tentar fazer de conta que não tem problema nenhum e que a Casa está trabalhando normalmente."

Os governistas querem manter a tramitação das reformas, apesar da crise que atingiu frontalmente o governo na semana passada, com a divulgação de denúncias vindas de executivos da JBS. A oposição alega que não há clima político para discutir temas dessa complexidade. Também no plenário, Humberto Costa (PT-PE) pediu que o presidente do Senado convoque uma reunião de líderes. "Não creio que o melhor caminho, antes da solução da crise, seja fazer a votação dessas reformas", afirmou, dizendo que o Congresso vive uma situação sui generis.


"Vocês não vão tirar direitos dos trabalhadores na mão grande, não", reagiu Gleisi Hoffmann (PT-PR). "O que temos de fazer aqui é ter espírito público e antecipar as eleições de 2018."

Entre os pontos em que Ferraço sugeriu vetos presidenciais, estão a regulamentação do trabalho intermitente e a possibilidade de acordos individuais fixarem jornada de 12 por 36 horas. Além disso, está o dispositivo que permite a gestantes e lactantes trabalharem em locais insalubres e o item que acabava com descanso de 15 minutos para as mulheres antes de iniciar um período de horas extras. (Vitor Nuzzi)

Diretores de Sindicatos Petroleiros de todo país participam hoje, 23, em Brasília do Conselho Deliberativo da FUP. Representam o Sindipetro-NF os diretores Tezeu Bezerra, Raimundo Telles, Wilson reis, Antônio Alves da Silva, Francisco Antônio da Silva, Francisco José e Zé Maria.

No dia 24 participarão das manifestações das Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, exigindo eleições diretas e a retirada de pauta das reformas trabalhista e previdenciária. É o "Ocupa Brasília", que pretende reunir mais de cem mil pessoas na capital federal, em uma grande manifestação Fora Temer e por Diretas Já.

Nem a turbulência em Brasília com o cai-não-cai do presidente Michel Temer fez os planos do Ministério de Minas e Energia mudarem de rota. O secretário de petróleo e gás natural da pasta, Márcio Félix, foi à Nova York apresentar as oportunidades no Brasil com os próximos leilões de áreas exploratórias previstos para este ano, com destaque para duas rodadas incluindo blocos do pré-sal, e volta de lá ainda hoje, para retomar a agenda normal em Brasília nos próximos dias.

Félix se reuniu com investidores e representantes do setor na segunda-feira (22) e nesta terça (23), para detalhar o plano de leilões, as mudanças nas regras e as benesses que o governo tem tentado oferecer para novos interessados em aplicar recursos no Brasil. No entanto, ainda não se sabe qual foi a recepção, já que o Brasil está novamente mergulhado em uma crise política sem horizonte claro, após as revelações feitas pelo empresário Joesley Batista, da JBS, que colocaram Temer – e toda sua política – na linha de tiro, a poucos passos de uma queda iminente, seja por renúncia (o que ele já negou), pelo TSE ou por afastamento após se tornar réu no STF.

Um dos fatores mais criticados com as mudanças trazidas pelo governo atual, sob a influência das companhias de petróleo, foi a quebra do conteúdo local, que será muito reduzido para as próximas rodadas, deixando de lado a maior parte da indústria fornecedora de bens no Brasil.

Com as novas regras, a terceira rodada do pré-sal e a 14ª rodada de concessões terão exigências muito menores do que nos últimos anos, com a obrigação de contratarem no Brasil apenas 18% na fase de exploração, 25% nas atividades relativas à construção de poço; 40% para os sistemas de coleta e escoamento; e 25% para as unidades estacionárias de produção (plataformas). No caso de blocos em terra (para a 14ª rodada), as exigências ficam em 50% tanto na fase de exploração quanto na de produção.

Já para o segundo leilão do pré-sal, que vai ofertar áreas unitizáveis (reservas que se estendem para além dos limites de blocos já em exploração), foram mantidos os mesmos índices previstos nos contratos das áreas contíguas, com já era esperado.

Com isso, nas áreas adjacentes a Carcará e Sapinhoá, o conteúdo local mínimo ficará em 35% na fase de exploração e de 30% na etapa de desenvolvimento da produção; para a área adjacente a Gato do Mato, em 38% na fase de exploração e em 60% na etapa de desenvolvimento da produção; enquanto que para a área adjacente a Tartaruga Verde, o mínimo da fase de exploração é de 55% e o da etapa de desenvolvimento da produção é de 65%.

Fonte: Petronotícias

 

 

Rede Brasil Atual - Organizações colocam a necessidade de se implementar, imediatamente, o Plano Popular de Emergência

As organizações sociais ligadas à Frente Brasil Popular divulgaram, na sexta-feira (19), a proposta de um plano emergencial para que o Brasil possa sair da crise política e econômica em que está mergulhado desde o impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff.

Chamado de Plano Popular de Emergência, a ideia é debater e apresentar uma saída factível à sociedade brasileira para o restabelecimento da ordem democrática no país e buscar soluções concretas que ajudem o Brasil a sair da crise econômica e ampliar os direitos sociais e trabalhistas.

O objetivo, segundo as organizações que compõem a Frente, é o restabelecimento da “ordem constitucional democrática, defender a soberania nacional, enfrentar a crise econômica, reverter o desmonte do Estado e salvar as conquistas históricas do povo trabalhador”, diz parte do texto.

Para a Frente Brasil Popular, o primeiro passo para que o programa se realize é a saída do presidente golpista, Michel Temer (PMDB) e a antecipação das eleições presidenciais para 2017, para que a própria população possa escolher seu representante no Poder Executivo.

As organizações também ressaltam a necessidade de convocar uma Assembleia Nacional Constituinte para refundar o Estado de direito e estabelecer reformas estruturais que garantam uma maior participação popular no sistema político brasileiro.

“Trata-se de implementar um projeto nacional de desenvolvimento que vise a fortalecer a economia nacional, o desenvolvimento autônomo e soberano, enfrentar a desigualdade de renda, de fortuna e de patrimônio como veios fundamentais para a reconstrução da economia brasileira, para a recomposição do mercado interno de massas, da indústria nacional, da saúde financeira do Estado e da soberania nacional, um modelo social baseado no bem-estar e na democracia”, destaca outra parte do texto.

O documento também aponta a necessidade da implementação imediata desse plano de emergência que, entre outros pontos também coloca a urgente necessidade de se reformar o sistema tributário, retomada de políticas ligadas à reforma agrária, a garantia e o aperfeiçoamento do direito à saúde, educação, cultura e moradia e a retomada de uma política externa baseada na soberania nacional.

Clique aqui para conferir o Plano Popular de emergência na íntegra.

 

O Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) e entidades diversas realizam amanhã (23), a partir das 14h, um ato de denúncia que pretende chamar a atenção para a ameaça de perda de direitos e para o aumento da violência no campo. A manifestação será realizada no Memorial do Ministério Público Federal (MPF), em Brasília. 

"Por meio de dados que revelam o aumento da violência no último ano e de depoimentos de trabalhadores e trabalhadoras rurais, indígenas, quilombolas, pescadores artesanais e defensores e defensoras de direitos humanos, vítimas ou ameaçadas, o ato vai denunciar a omissão do Estado diante do aumento da violência no campo, bem como sua contribuição para o aumento e manutenção deste quadro, por meio da criminalização dos movimentos sociais, da atuação desproporcional das polícias e da aprovação de medidas que agravam os processos de concentração, privatização e estrangeirização das terras brasileiras", diz texto sobre o ato.

Os organizadores citam levantamento da Comissão Pastoral da Terra (CPT), mostrando que em 2016 houve número recorde de 61 assassinatos de trabalhadores rurais, o dobro de casos em relação à média dos últimos 10 anos, e 1.536 conflitos, envolvendo 909.843 famílias.

"O ano de 2017 já revela que os conflitos serão intensificados. Nos primeiros cinco meses deste ano foram registrados pela CPT 25 assassinatos em decorrência dos conflitos agrários no Brasil, o dobro dos assassinatos do ano passado para o mesmo período. Outros seis estão sob investigação e ainda não foram inseridos no banco de dados da Pastoral", informam as entidades.

Além de impunidade aos responsáveis pelos crimes, elas apontam "relação direta" entre o aumento de conflitos e o "desmonte do Estado brasileiro e da política agrária, como a extinção do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), a desestruturação da Fundação Nacional do Índio (Funai) e a paralisação das ações de reforma agrária e da demarcação e reconhecimento das  terras indígenas e quilombolas".

O modelo atual, acrescentam, "prioriza o agronegócio voltado à monocultura para exportação em detrimento da agricultura familiar e camponesa, real responsável pela alimentação da população brasileira", e "também contribui para o acirramento e manutenção dos conflitos no campo".

"Em vez de buscar progresso e bem estar social com inclusão, tal modelo reforça a lógica de concentração da terra, do trabalho escravo, da devastação das florestas e do ataque aos direitos de trabalhadores e trabalhadoras rurais e de comunidades tradicionais, sobretudo o direito à terra e aos territórios."

 

Luiz Carvalho, Vanessa Ramos e Rafael Silva / Da Imprensa da CUT - Nunca foi fácil e não seria agora. Se não dava pra ver os milhares de rostos escondidos sob os guarda-chuvas na Avenida Paulista na tarde deste domingo (21), era fácil descobrir o que queriam as mais de 20 mil pessoas que enfrentaram a forte chuva: ‘Diretas Já’ foi o grito que tomou conta da principal avenida de São Paulo.

Por todo o Brasil, ocorreram atos organizados pelas entidades que compõem as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, entre elas a CUT. As mobilizações surgiram após delações dos executivos da JBS divulgadas nesta semana que colocam o ilegítimo Michel Temer (PMDB) no centro de um milionário esquema de corrupção.

Presidente da CUT Nacional, Vagner Freitas lembrou que a Globo está repetindo o que fez com o ex-presidente Fernando Collor ao tentar derrubar quem colocou no poder. Mas, novamente, não se trata de nenhum compromisso com os interesses nacionais. "Querem tirar Temer porque ele não consegue entregar o produto, fazer as reformas (da Previdência e Trabalhista). Mas querem tirar um golpista pra colocar outro", afirmou.

Vagner reforçou que os movimentos não aceitarão 'gambiarras' ou qualquer saída que não seja a saída de Temer e eleições diretas. Falou da mobilização para o dia 24, quando centrais sindicais e movimentos sociais estarão em Brasília pedindo eleições diretas com votação do povo – e não eleição indireta, com a decisão nas mãos do Congresso, como querem a velha mídia e a parte conservadora dos parlamentares –, além do fim das reformas Trabalhista e Previdenciária que atacam a classe trabalhadora.

“Vamos ocupar Brasília e não nos venham com propostas golpistas. Eles querem entregar o pacote das reformas, nós queremos uma Constituinte. O povo não pode ser relegado a segundo plano. O povo tem direito de votar e não vamos aceitar que nossos direitos sejam retirados”, disse.

Fora quem vier sem eleição direta

Presidente da CUT-SP, Douglas Izzo, apontou que as mobilizações deste domingo são apenas o princípio de uma luta para a retomada da democracia. “Mesmo debaixo de chuva, o povo permaneceu até o final. Esse é só o começo da luta. Permaneceremos nas ruas até conseguirmos derrubar este governo golpista e a CUT-SP estará junto na ocupação de Brasília.”

Guilherme Boulos, coordenador do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), falou que uma eleição indireta irá colocar no poder outro presidente ilegítimo. “Hoje estamos gritando ‘Fora Temer’, mas se colocarem o Rodrigo Maia (presidente da Câmara) vamos gritar ‘Fora Maia’, e se entrar Cármen Lúcia (presidenta do STF), a mesma coisa.”.

Dirigente nacional do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Teto), João Paulo, apontou que os próximos dias serão fundamentais para colocar fim ao governo golpista. "Essa semana é decisiva para nós porque além de lutas por diretas, temos que apresentar alternativa pra classe trabalhadora que não aguenta mais conviver com governo golpista de reformas. Por isso é extremamente importante ocupar Brasília dia 24".

Liderança da Intersindical, Edson Carneiro, o Índio, alertou que a direita pode estar dividida no método, mas tem unidade no objetivo. "A direita e o grande capital estão divididos: uns querer Temer pra acabar com diretos trabalhar e a Previdência, outros querem eleições indiretas para acabar com a Previdência e os direitos trabalhistas”.

Para o coordenador da Central de Movimentos Populares (CMP) e da Frente Brasil Popular SP, Raimundo Bonfim, o Brasil assiste a uma das crises da maior gravidade. “É um quadrilha golpista no poder enquanto Eduardo Cunha (ex-presidente da Câmara) ganha sua mesada. Eles argumentam que não podem alterar a Constituição Federal, mas desrespeitando as leis foi que eles deram um golpe. Não permitiremos que o golpe continue”, apontou.

Pedidos de impeachment

Desde que o caso de Temer veio à tona, importantes entidades do Brasil divulgaram posicionamentos cobrando explicações de Temer e pedindo sua renúncia, como a CUT e a CNBB. Na madrugada deste domingo (21), foi a vez da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) decidir, em comissão especial, pela abertura de processo de impeachment contra o presidente Temer por crime de responsabilidade. O ilegítimo já coleciona outros nove pedidos na Câmara ingressados desde quarta-feira.

O governo golpista também tem enfrentado diariamente manifestações em diferentes pontos do Brasil. Inclusive atividades culturais acabaram ganhando peso político por parte do público. No sábado e na manhã de domingo (21), houve intervenções durante a Virada Cultural, em São Paulo, quando artistas como Daniela Mercury e a dupla As Bahias e a Cozinha Mineira pediram a saída de Temer. Na plateia, vários cartazes cobram o fim do governo Temer e eleições diretas.

 

[Em ato na Paulista, movimentos convocam ocupação de Brasília para próximo dia 24 e defendem eleições Diretas Já - Foto: Roberto Parizotti]

Da Imprensa da FUP - Diante da gravidade da delação premiada de Joesley Batista, sócio proprietário da JBS, acusando dois ex-presidentes da Petros de terem obtido vantagens pessoais ao intermediarem operações financeiras com o fundo de pensão em benefício da empresa, o diretor da FUP, Paulo César Martin, conselheiro deliberativo da Petros, eleito pelos trabalhadores, solicitou esclarecimentos urgentes da Fundação. Em documento enviado a Hugo Repsold, presidente do Conselho Deliberativo da Petros, ele cobra a convocação de uma reunião extraordinária, em caráter de emergência, com a presença de todas as áreas envolvidas nos investimentos da JBS, para que expliquem detalhadamente o histórico das operações citadas por Joesley.

O conselheiro eleito, Paulo César Martin, exige também esclarecimentos públicos da diretoria da Petros, o ressarcimento de eventuais danos ou perdas que possam ter ocorridos à Fundação e seus participantes e assistidos, bem como a responsabilização dos ex-presidentes da entidade, caso seja comprovada a veracidade dos fatos relatados pela JBS.

Leia a íntegra do documento enviado por Paulo César à Presidência do Conselho Deliberativo da Petros:

Prezado presidente deste Conselho Deliberativo, Hugo Repsold,

Diante da delação premiada do empresário Joesley Batista, sócio proprietário da JBS, referente ao suposto pagamento de vantagens financeiras indevidas (propina) para dois ex-presidentes da PETROS, os Senhores Vagner Pinheiro e Luís Carlos Afonso, devido aos investimentos que a PETROS fez com a JBS, através da compra de ações da própria empresa e a compra de cotas no FIP Florestal, em parceria com essa mesma empresa, e considerando toda a repercussão que essa delação trará para a imagem da nossa Fundação, num momento tão delicado como o atual, lquando o seu maior Plano administrado por ela, o Plano PETROS, brevemente terá suas Demonstrações Contábeis aprovadas e divulgadas com um deficit de mais de R$ 26 bilhões, solicito, em caráter de urgência, que seja realizada uma reunião extraordinária do Conselho Deliberativo para que todas as áreas envolvidas nesses investimentos possam fazer uma apresentação detalhada aos Conselheiros, sobre todo o histórico desses dois investimentos, incluindo todos os seus respectivos processos decisórios, todos os pareceres técnicos que subsidiaram as decisões desses investimentos, toda a documentação referente à aprovação e administração desses investimentos principalmente das Gerencias e da própria Diretoria de Investimentos, do Comitê de Investimentos - COMIN, da Direção Executiva, do Conselho Fiscal e do próprio Conselho Deliberativo.

Nessa reunião, a atual Diretoria Executiva da Petros deverá apresentar, para nosso conhecimento e ou deliberação, todas as ações necessárias, para manter nossos participantes bem informados sobre esse assunto, bem como esclarecer e responder a grande imprensa, da melhor forma possível, visando garantir a imagem da nossa Fundação e quais ações políticas, jurídicas e institucionais serão adotadas para ressarcir eventuais danos ou perdas para a entidade e seus participantes e assistidos, sem prejuizo a adoção de ações civis ou criminais contra os ex-presidentes da PETROS citados, caso seja confirmado que houve dolo ou ma fé de de um dos dois ou de ambos,

Da mesma forma todas essa documentação deverá estar pronta para ser disponibilizada a Policia Federal, ao Ministério Público e a Justiça Federal assim que for solicitada.

Nesse sentido, aguardo em breve uma resposta às minhas solicitações.

Atenciosamente

Paulo Cesar.C. Martin

Conselheiro Deliberativo

 

Em entrevista à Rádio NF nesta manhã, o coordenador geral eleito do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra, falou sobre a prioridade da nova gestão, que é manter o enfrentamento ao corte de direitos dos trabalhadores e o desmonte da Petrobrás.

Antes de seguir para Brasília, onde se juntará a milhares de outros sindicalistas e militantes dos movimentos sociais nos protestos pela saída de Michel Temer da Presidência da República, Tezeu conversou com o locutor Álvaro Marcos.

Ele destacou a renovação da diretoria, que reflete a renovação da própria categoria petroleira, e os desafios para petroleiros da Petrobrás, do setor privado e aposentados e pensionistas.

Confira a entrevista:

Rádio NF - Quais são os novos projetos para o sindicato?

Tezeu Bezerra - Primeiro quero agradecer a todos que participaram do pleito eleitoral, sem dúvida é um momento que marca a democracia, o reconhecimento do trabalho da diretoria atual, que manteve alguns diretores, estão vindo alguns diretores novos aí para dar uma renovada, é importante essa renovação. Agradecer também à Chapa 2, que participou do processo. Naturalmente sempre tem um problema ou outro, coisas normais de qualquer eleição. Nossa eleição é muito grande, de magnitude maior que a de muitos municípios do Brasil em número de eleitores, são 11 mil eleitores. Uma eleição muito grande, muito extensa, muito cansativa, com 21 dias de eleição, mas isso tudo para garantir o processo mais democrático e transparente possível, para o máximo de pessoas votarem. Sem dúvida os desafios são enormes. A gente está em um cenário totalmente adverso. O canalha-mor, Michel Temer, está lá, disse que não ia sair sem que o derrubassem, falou isso em uma entrevista ontem, no jornal Folha de São Paulo, e deixou a entender que iria continuar com os projetos que estão colocados para destruir a nossa previdência, para destruir a nossa CLT, sem dúvida destruir a nossa Petrobrás, então o principal objetivo nosso é fazer com que todos os trabalhadores estejam conscientes do momento que nós estamos passando para que possamos fazer juntos esse combate a toda destruição que está colocada para a classe trabalhadora. Quando a gente falava que o golpe era contra o trabalhador, está a cada dia mais claro, é contra o trabalhador e o patrimônio nacional. É isso que a gente pode prometer aos trabalhadores, que aqui no Norte Fluminense, sem dúvida, temos repetido isso, somos referência, ponta de lança, nessa luta em defesa da Petrobrás e dos direitos dos trabalhadores.

Rádio NF - Você falou no início da entrevista que há uma certa renovação entre a diretoria que vai sair e a que vai entrar, que é capitaneada por você, qual expectativa você tem em relação a essa troca? É oxigenar mais? Dar mais voz a esses trabalhadores que estão chegando na Petrobrás?

Tezeu Bezerra - Com certeza, a própria indicação minha, apesar de já estar há 11 anos na Petrobrás, passei no concurso muito cedo, com 18 anos, sem dúvida sempre estive nessa caminhada, desde quando entrei na Luminor, em defesa do que é certo, do que é justo, injustiças acontecem a todo momento contra os trabalhadores, e a minha geração, de uma certa forma, não foi fácil. A gente fez a greve de 2015 que mostrou que a minha geração não está para brincadeira, tem consciência, tem muita capacidade de estar mobilizando, de estar fazendo a greve. Esse momento que a gente vive teve uma saída muito grande trabalhadores, 20 mil trabalhadores no sistema Petrobrás saíram, eram pessoas, mais de 90%, da década de 80, que se aposentaram. Naturalmente, também neste período, houve aposentadorias também na diretoria do sindicato. Claro, todo mundo, uma certa hora, quer dar uma descansada, e diretores que acharam que deram a sua parcela de contribuição estão saindo para deixar essa galera nova que está chegando, companheiros que, assim, tenho muita esperança de que eles vão fazer um trabalho tão bom quanto os que estão deixando a diretoria, com muito comprometimento, muita seriedade nessa luta.

Rádio NF - Quais são os principais projetos para os terceirizados e aposentados e pensionistas?

Tezeu Bezerra - A gente tem um desafio muito grande, já colocado no curto prazo, que é o déficit da Petros. E olha que o Joesley, da JBS, delatou dois ex-presidentes da Petros. O nosso conselheiro eleito, o Paulo César Martin, já se mostrou, muito firmemente na defesa do nosso patrimônio, pediu esclarecimentos, que a Petros afastasse todas as pessoas que estão envolvidas, abrisse internamente um trabalho de esclarecimento e divulgação de dados. Vai desde o patrimônio das pessoas que foram citadas até, de fato, uma investigação mais profunda para saber o que teve de corrupção, o que prejudicou o nosso patrimônio. Esse momento vai ser para fazer esse embate de forma muito certa, por que, para variar, querem colocar a conta para o aposentado e a pensionista pagarem. É injusto. Quem se beneficiou nesse processo vai ter que pagar para a gente não ficar com o ônus desse problema todo. Então, para a Petros, tem esse desafio já lançado de forma muito acentuada. E em relação aos nossos petroleiros companheiros do setor privado, o momento é de mais desafio ainda. A Petrobrás, que é a empresa mãe, que sustenta essas empresas, sem a Petrobrás quase todas essas terceirizadas fecham, a nossa defesa maior é em relação à Petrobrás porque ela faz que todas as outras sobrevivam. Ao mesmo tempo a gente sabe que, especialmente nesse momento de reforma trabalhista que está aí, os companheiros terceirizados ficam muito mais expostos. Então, sem dúvida, é desafiador esse momento também para o setor privado. Tem dois companheiros novos que estão chegando para o setor privado, Jancileide e o Eider, que certamente vão contribuir muito fortemente, junto com o Bahia e o Leo. A gente vai fazer esse embate, sem dúvida, em defesa dos trabalhadores do setor privado.

Rádio NF - Obrigado, Tezeu, e parabéns pela vitória.

Tezeu Bezerra - Obrigado a todos. Parabéns à democracia e à classe petroleira do Norte Fluminense, que participou e demonstrou que está entendendo o momento, que é de golpe, e essa foi a nossa defesa porque não há democracia sem luta.

 

[Tezeu em entrevista a Álvaro Marcos, nesta manhã, no estúdio da Rádio NF / Foto: Vitor Menezes]

A Junta Eleitoral realiza hoje, no ginásio do Tênis Clube de Macaé, a apuração dos votos nas eleições para a diretoria e conselho fiscal do Sindipetro-NF, para a gestão 2017-2020. Em entrevista ao vivo à TV NF, os candidatos à coordenação geral das duas chapas em disputa, Tezeu Bezerra e Ana Paula Aramuni, destacaram o caráter democrático do pleito.

De acordo com Bezerra, da Chapa 1 (Democracia e Luta), a expectativa é a de que "a apuração aconteça com tranquilidade, assim como foi a eleição, em respeito à vontade da categoria, mantendo a ordem e prevalecendo a democracia".

Aramuni, coordenadora da Chapa 2 (Chapa da Categoria - Vamos mudar o Sindipetro-NF) afirmou que as chapas são representativas da categoria, formadas por lideranças, e também  espera que a apuração ocorra com normalidade. "A categoria no final será vitoriosa, vamos respeitar a decisão que ela tomar" , disse a candidata.

A presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) defendeu hoje (19) mudanças no modo de fazer política no país, manifestando-se em relação à grave crise que acomete o governo de Michel Temer com as denúncias do dono da JBS, Joesley Batista. "Urge um novo modo de fazer política, alicerçado nos valores da honestidade e da justiça social", afirma a nota da CNBB.

"Lembramos a afirmação da Assembleia Geral da CNBB: 'O desprezo da ética leva a uma relação promíscua entre os interesses públicos e privados, razão primeira dos escândalos da corrupção'", afirma ainda a nota da entidade.

Leia a íntegra da nota:

Pela Ética na Política
Nota da CNBB sobre o Momento Nacional

“O fruto da justiça é semeado na paz” (Tg 3,18)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, por meio de sua Presidência, unida aos bispos e às comunidades de todo o país, acompanha, com espanto e indignação, as graves denúncias de corrupção política acolhidas pelo Supremo Tribunal Federal. Segundo a Constituição, Art. 37, é dever de todo servidor público, principalmente os que detêm elevadas funções, manter conduta íntegra, sob pena de não poder exercer o cargo que ocupa.

Tais denúncias exigem rigorosa apuração, obedecendo-se sempre as garantias constitucionais. Apurados os fatos, os autores dos atos ilícitos devem ser responsabilizados. A vigilância e a participação política das nossas comunidades, dos movimentos sociais e da sociedade, como um todo, muito podem contribuir para elucidação dos fatos e defesa da ética, da justiça e do bem comum.

A superação da grave crise vivida no Brasil exige o resgate da ética na política que desempenha papel fundamental na sociedade democrática. Urge um novo modo de fazer política, alicerçado nos valores da honestidade e da justiça social. Lembramos a afirmação da Assembleia Geral da CNBB: “O desprezo da ética leva a uma relação promíscua entre os interesses públicos e privados, razão primeira dos escândalos da corrupção”.

Recordamos também as palavras do Papa Francisco: “Na vida pública, na política, se não houver a ética, uma ética de referimento, tudo é possível e tudo se pode fazer” (Roma, maio de 2013). Além disso, é necessário que saídas para a atual crise respeitem e fortaleçam o Estado democrático de direito.

Pedimos às nossas comunidades que participem responsável e pacificamente da vida política, contribuam para a realização da justiça e da paz e rezem pelo Brasil.

Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, nos ajude a caminhar com esperança construindo uma nova sociedade.

Cardeal Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília
Presidente da CNBB

Dom Murilo S. Ramos Krieger
Arcebispo de São Salvador da Bahia
Vice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB

A cada instante, torna-se mais insustentável a permanência de Michel Temer na Presidência do país. Após usurpar o cargo da presidenta Dilma Rousseff, através de um golpe parlamentar forjado com a mídia e os empresários, com a conivência do judiciário, Temer já é o responsável pelo maior escândalo da história da República. Seus crimes amplificam a crise politica e institucional, deixando o país ainda mais exposto a graves ataques contra a democracia. 

Os petroleiros estarão em Brasília a partir do dia 22, onde realizarão o Conselho Deliberativo da FUP, na terça-feira, 23, e participarão no dia 24 das manifestações das Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, exigindo eleições diretas e a retirada de pauta das reformas trabalhista e previdenciária. É o "Ocupa Brasília", que pretende reunir mais de cem mil pessoas na capital federal, em uma grande manifestação Fora Temer e por Diretas Já.

"Um Congresso golpista e corrupto, que é continuidade desse governo criminoso, que terceirizou o país para as grandes corporações, não tem a menor condição de promover eleição indireta. Seria o golpe dentro do golpe", afirma o coordenador da FUP, José Maria Rangel, defendendo que a população defina os rumos do país, democraticamente, através do voto. 

Desde as primeiras revelações que desmascararam o esquema criminoso do governo golpista, a FUP e seus sindicatos vêm exigindo a saída dos gestores que estão no comando da Petrobrás executando o programa de desmonte da empresa e a entrega do petróleo brasileiro aos grupos econômicos que financiaram o golpe. 

Pedro Parente assumiu a estatal pelas mãos de Michel Temer e, assim como ele, não tem legitimidade alguma para continuar à frente da companhia. A FUP exige que o presidente da Petrobras e sua diretoria entreguem seus cargos e anulem todas as medidas que tomaram contra o patrimônio da companhia, ao colocarem à venda ativos estratégicos e aprovarem um plano de desinvestimentos que está fazendo a petrolífera e o país retrocederem décadas.

Nem a Petrobrás, nem o Brasil podem continuar à mercê de golpistas, que já provaram a que vieram.

#ForaTemer #ForaParente #DiretasJá

 

Pagina 3 de 677

Sede MacaéMacaé

Rua Tenente Rui Lopes Ribeiro, 257 Centro - CEP 27910-330 Telefone: (22) 2765-9550

Sede CamposCampos

Av. 28 de Março, 485 Centro - CEP 28.020-740 Telefone: (22) 2737-4700