Da Rede Brasil Atual - O PT e as frentes que compõem o acampamento Lula Livre, em Curitiba, lançaram nesta quarta-feira (11) uma plataforma online para arrecadar doações aos manifestantes que estão na vigília de apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O acampamento tem contado com a solidariedade de apoiadores e moradores, que têm aberto suas casas para ajudar os militantes, e espera que o dinheiro arrecadado ajude a comprar alimentos, água, energia, internet e remédios.

"É importante envolver as pessoas na sustentação material do acampamento, que tem recebido lideranças do Brasil inteiro. As pessoas que estão lá saíram das suas casas para se juntar à luta em solidariedade ao ex-presidente", afirma a integrante da Frente Brasil Popular Ana Flávia Marx.

Por meio do site, é possível fazer uma doação única, em valores que variam entre R$ 25 e R$ 2 mil. Segundo Ana Flávia, os recursos serão administrados coletivamente.

Ela também conta que antes do site ir ao ar diversas pessoas estavam procurando formas de ajudar, e o novo site canaliza esse esforço. "Antes da plataforma havia muita gente disposta a ajudar e surgiram várias campanhas de doação, por isso queremos concentrar em uma só. Com a plataforma, em vez de as pessoas comprarem alimentos e enviarem para Curitiba, o dinheiro ajuda a comprar lá", conta.

 

 

Rosely Rocha / Da Imprensa da CUT - Há dois anos viviam em extrema pobreza 13,34 milhões de pessoas. Em 2017, esse número pulou para 14,84 milhões – 11,2% a mais do que no ano anterior. Em apenas um ano, mais de um milhão de brasileiros estão vivendo na miséria.

Em 2016, a população brasileira que vivia na miséria era 6,5%. Este índice subiu para 7,2%, no ano passado.

A crise econômica, o desemprego e a reforma trabalhista, que precarizou as relações de emprego, diminuindo a formalização e aumentando a informalidade são as causas do aumento da extrema pobreza, segundo a LCA Consultores, que analisou a pesquisa PNAD Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A pesquisa mostra que o número de pessoas que tiveram renda de trabalho em 2017 foi 310 mil menor do que em 2016 – o recuo é de 1,36%.

A renda dos brasileiros mais pobres caiu em todo o país, em especial na Região Nordeste, onde estão concentrados 55% dos brasileiros mais pobres do país. Só em 2017, cerca de 800 mil nordestinos passaram a viver na pobreza extrema – no total, 8,1 milhões estão na miséria, principalmente, nos estados da Bahia e Pernambuco.

No Sudeste não foi diferente. O índice de extrema pobreza na Região cresceu 13,8% - já são quase 4 milhões de pessoas na miséria. A crise econômica atingiu, principalmente, os estados de São Paulo e Rio de Janeiro, que viram sua população empobrecer ainda mais do que as de Minas Gerais e Espírito Santo.

Concentração de renda

A parte mais pobre da população brasileira viveu no ano passado com R$ 40 por mês. Em 2016, o valor era de R$ 49 - uma perda de 18% nos rendimentos.

Já a parcela 1% mais rica da população vive com ganhos acima de R$ 15 mil mensais e perdeu menos ( 2,3%).

A minoria super-rica, formada por apenas 10% dos brasileiros, concentra 43,3% da renda total do país, enquanto os 10% mais pobres sobraram apenas 0,7% da renda total.

Como é feito o cálculo

O cálculo da pobreza extrema considera todas as fontes de renda – trabalho, Previdência, pensão, programas sociais, aluguéis e outras fontes.

A Consultoria LCA levou em consideração a linha de corte do Banco Mundial para países, como os da América Latina, de US$ 1,90 de renda domiciliar per capita por dia, o equivalente a R$ 133,72 mensais em 2016, e atualizada para R$ 136 em 2017.

 

A diretoria do Sindipetro-NF se reúne na próxima segunda 16 com representantes da Oiltanking Serviços e da Logística para negociar o Acordo Coletivo dos Trabalhadores, cuja data base é janeiro. A pauta foi construída com base nas sugestões da categoria que participou de reuniões setoriais com o sindicato.

Conheça as principais propostas: 

VIGÊNCIA - De 01º de janeiro de 2018 a 31 de dezembro de 2018 e a data-base da categoria em 01º de janeiro.

PISO - R$ 3.682,67

REAJUSTE - reajuste do ICV/DIEESE acrescido de ganho real de 3%

VALE ALIMENTAÇÃO - R$ 700,00 (setecentos reais) por mês, mediante crédito efetivado diretamente em cartão magnético de cada empregado.

REFEIÇÃO - valor de R$ 33,00 (trinta e três reais).

CESTA DE NATAL - valor aproximado de R$ 250,00 (duzentos e cinquenta reais) no mês de dezembro e sem ônus para os empregados

TRANSPORTE - Será incluído o trajeto de Cajueiro a Portaria Toil na hora in itinere dos empregados da OILTANKING AÇU SERVIÇOS LTDA e OILTANKING LOGÍSTICA BRASIL LTDA.

PLANO DE SAÚDE E ODONTOLÓGICO - implantação de planos de saúde e odontológico em favor de seus empregados em atividade, por empregado, na modalidade definidas pelas EMPRESAS e por elas custeadas.

ESTABILIDADE DO EMPREGADO EM VIAS DE APOSENTADORIA - Fica assegurada a estabilidade no emprego, quando faltar ao empregado 01 (um) ano para obtenção de sua aposentadoria integral por tempo de contribuição. Decorrido o prazo da aposentadoria e não tendo o empregado feito uso desse direito, o empregado perderá a estabilidade aqui tratada.

TURNO - Os empregados mantidos no turno ininterrupto de revezamento, farão jus a um adicional de 2% (dois por cento) sobre o salário base a título de adicional de semi turno, bem como as horas noturnas efetivamente trabalhadas, conforme o artigo 73 da CLT.

TURNOS DE REVEZAMENTO - Durante a vigência do presente Acordo, será pago, mensalmente, aos trabalhadores em turnos ininterruptos de revezamento (quando assim houver), um percentual fixo de 32,5% (trinta e dois vírgula cinco por cento), sobre o salário-base do mês em vigência.

ABONO - abono mensal de 1 % ( hum por cento) retroativo a janeiro de 2017, para compensar o reajuste salarial não concedido no ano de 2016.

PLANO DE CARREIRA - implementar plano de carreira, onde cada nível que será estabelecido, observando um reajuste mínimo de 30 % sobre o salário base.

AUXÍLIO ACADEMIA - valor de R$ 120,00 reais.

CURSO DE INGLÊS - valor máximo de 200,00 (duzentos reais).

AUXÍLIO EDUCAÇÃO - para seus empregados durante a vigência desse acordo, para custeio de cursos universitários de seus empregados.

AUXÍLIO MATERIAL ESCOLAR - para os dependentes dos empregados no valor máximo de R$ 200,00 (duzentos reais), no mês de fevereiro.

PRESENTE DE CASAMENTO - valor mínimo de R$300,00 (trezentos reais).

AUXÍLIO FRALDA - R$ 300,00(trezentos reais) no primeiro mês dos filhos dos seus empregados.

PLR - independentemente de haver ou não lucro, equivalente a 150% (cento e cinquenta por cento) dos salários-base respectivos, isto é, a 1 salário base e meio (1,5) de cada empregado.

 

 

Marize Muniz e Tatiana Melim / Da Imprensa da CUT - Em resposta ao Sindicato dos Delegados de Polícia Federal, que encaminhou um ofício nesta quarta-feira (11) para a Superintendência da PF do estado do Paraná, solicitando a transferência imediata do ex-presidente Lula da sede da PF, em Curitiba, por causa dos ''transtornos e riscos à população e aos funcionários da corporação'', a presidenta do PT, senadora Gleisi Hoffman, disse que a segurança dos policiais e dos moradores nas imediações da PF nunca esteve em risco.

“Isso nunca aconteceu. Na realidade, o que está em jogo é a liberdade do presidente Lula”, disse Gleisi em vídeo onde afirma que Lula só sairá da sede da PF se sua transferência for negociada com seriedade pelos seus advogados.

“Queremos afirmar que qualquer situação envolvendo o presidente Lula, inclusive de transferência de local, só vai ser feita a partir de uma negociação detalhada e responsável com os seus representantes jurídicos. Fora disso não há nenhuma possibilidade”.

Em nota, os responsáveis pelo acampamento reforçam a fala da presidenta do PT. Segundo eles, os argumentos da PF são usados com “má-fé” para desviar o foco central, que é o arbítrio representado pela prisão de Lula.

“No que se refere ao acampamento, estamos instalados pacificamente em área pública. É notória a recepção dos moradores, que ajudam diariamente com água, energia elétrica, rede de internet”, diz a nota.

Segundo eles, foi até escrita uma carta aos moradores, pedindo desculpas pelo transtorno e esclarecendo que eles não são responsáveis “pelas violações, pela violência de sábado, nem pelas arbitrariedades que estão sendo cometidas contra o presidente Lula”.

Aos delegados incomodados com a presença de trabalhadores e trabalhadoras de várias partes do Brasil, que estão em Curitiba para prestar apoio e solidariedade ao ex-presidente, e de lá só sairão quanto Lula for solto, Gleisi mandou um recado contundente.

“Eu queria falar a esses delegados da PF que se nós estamos nas imediações da PF é porque levaram Lula para aí. Nós não queríamos estar aí. Nós queríamos que o presidente Lula estivesse em liberdade, até porque essa prisão é injusta e ilegal e não tem base constitucional. Lula é um preso político”, disse Gleisi.

Segundo a senadora, em uma reunião realizada nesta quarta-feira (11), em Brasília, com o comando político da campanha pela liberdade de Lula, composto pelo PT, PC do B, PSOL, CUT, MST, MTST e demais movimentos das frentes Brasil Popular e Povo sem Medo, foi decidido pela continuidade das vigílias democráticas em favor de Lula tanto em Curitiba quanto em Brasília, onde a vigília está sendo instalada hoje.

“Nós não vamos sair de perto do presidente Lula e, também, não vamos deixar de lutar até que a Justiça e o Supremo Tribunal Federal restabeleçam a Constituição Federal, sendo o seu guardião”, disse Gleisi.

A presidenta do PT disse, ainda, que será realizada uma reunião com os partidos políticos de esquerda para formar a Frente pela Democracia, Soberania e Direitos do Povo Brasileiro, e que um desses direitos é a liberdade do presidente Lula.

“Nos não vamos desistir. Nós estamos com Lula. E enquanto ele estiver em Curitiba, nós estaremos lá”, disse Gleisi, que encerrou o vídeo mandando um recado a Lula: “Presidente, nós queremos a sua liberdade e o Brasil está lutando e torcendo por isso”.

 

Confira a íntegra da nota dos organizadores do acampamento:

NOTA DO ACAMPAMENTO LULA LIVRE

Sobre o ofício e as declarações do sindicato dos delegados da Polícia Federal, as organizações à frente do acampamento Lula Livre, instalado nas imediações da Superintendência da Polícia Federal, afirmam que:

Seguimos em resistência no acampamento, exigindo a liberdade para o ex-presidente Lula. E estaremos onde se mantiver a condenação injusta e sem provas, no contexto de nossa resistência pacífica.

O tema dos moradores está sendo usado com má-fé, por pessoas e grupos que querem desviar o tema central, que é o arbítrio da prisão de Lula.

No que se refere ao acampamento, estamos instalados pacificamente em área pública. É notória a recepção dos moradores, que ajudam diariamente com água, energia elétrica, rede de internet. Muitos participam das atividades do acampamento, prestigiam nossas cozinhas e espaços culturais. A cada dia a imprensa presente pode verificar a melhoria na organização. A relação também é boa com o comércio.

Cumprimos os acordos coletivos de silêncio depois das 22h às 7h. Cerca de 80 pessoas da equipe de limpeza recolhem o lixo e fazem a limpeza todas as manhãs. E estamos sempre apontando melhorias na estrutura de banheiros.

Realizamos uma carta aos moradores, onde reafirmamos nosso pedido de desculpas pelo transtorno, mas não somos responsáveis pelas violações, pela violência de sábado, esta sim precipitada pela Polícia Federal, nem pela arbitrariedades que estão sendo cometidas contra Presidente Lula.

Atenciosamente,
Curitiba, 11 de abril de 2018



Rede Brasil Atual - As seis centrais sindicais formalmente reconhecidas farão, pela primeira vez, um ato conjunto de 1º de Maio, e exatamente em Curitiba, onde desde sábado (7) está preso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Será uma manifestação de solidariedade, de denúncia internacional – várias entidades serão convidadas – e de apresentação de uma pauta conjunta de reivindicações, a ser inserida no debate eleitoral deste ano.

A decisão saiu em uma reunião realizada hoje (11), em São Paulo, e deverá ser formalizada durante novo encontro amanhã, também na capital paulista, e anunciada em entrevista coletiva na próxima segunda-feira (16). A manifestação envolve CSB, CTB, CUT, Força Sindical, Nova Central e UGT. Todas manterão eventos já programados no período da manhã. À tarde, dirigentes seguirão para a capital paranaense, onde haverá um ato previsto para as 17h.

Segundo o secretário-geral da CTB, Wagner Gomes, será um ato em solidariedade ao ex-presidente e também para discutir as reivindicações dos trabalhadores, contrários à proposta do governo de "reforma" da Previdência, e pela revogação da "reforma" trabalhista. Representantes das centrais já vêm se reunindo para elaborar uma agenda comum

"É simbólico", observou o secretário-geral da Força, João Carlos Gonçalves, o Juruna, sobre o ato unificado. "A ideia é prestar solidariedade ao ex-presidente e demonstrar a importância da unidade", afirmou o dirigente, acrescentando que durante o governo Lula ocorreram "mudanças sociais que trouxeram benefício à maioria". Sobre o 1º de Maio, ele informou que as centrais já estão em contato com direções estaduais no Paraná para organizar a manifestação inédita.

 

Trabalhadores denunciaram ao sindicato que a Petrobrás está exigindo que os cursos sejam feitos obrigatoriamente na folga, sem negociação. Em caso de não comparecimento, o trabalhador leva falta. Para o  Sindipetro-NF essa exigência deve ser negociada, já que o período de folga deve ser utilizada para descanso, lazer e convívio com a família.

O NF chegou a questionar a empresa, mas a resposta foi de que se tratava de um caso pontual e que não existe uma orientação corporativa no sentido de obrigar o trabalhador em fazer o curso na folga.

Para demonstrar que existem mais casos na Bacia, é importante que a categoria envie seus relatos para O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. .

O Sindipetro-NF recebeu denúncia dos trabalhadores de SS-88 de que os técnicos de segurança do trabalho estão sendo colocados para trabalhar em turno, sem receber por isso. De acordo com os relatos, isso é uma exigência do gerente de SMS, através de DIP (Documento Interno Petrobrás) e essa prática vem sendo adotada a algum tempo.

O diretor Wilson Reis, que recebeu as denúncia, disse que o NF vai questionar a empresa porque isso está acontecendo. A unidade é afretada da Petrobrás e está próxima à P-61.

Em meio a um cenário político denso, após a prisão do ex-presidente Lula (PT) e do assassinato da vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco (PSOL), a abertura do Seminário de SMS foi recheada de falas em defesa da democracia. A abertura aconteceu às 19h, de terça 10, no teatro do Sindipetro-NF em Macaé.

A mesa foi composta pelo Coordenador do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra, o diretor da FUP, Tadeu Porto e os representantes do INEEP, Rodrigo Leão; da CUT-RIO, Duda Quiroga; do Movimento Estudantil UFF, Camile Fonseca  e pelo vereador do PT, Marcel Silvano e coordenada pelo Diretor do Sindipetro-NF, Sérgio Borges.

Tezeu Bezerra afirmou que "a prisão do Lula foi pelos direitos dados à classe trabalhadora e pelos avanços que ele permitiu ao povo mais pobre do país, pelo enfrentamento feito ao capital nesse país". Lembrou da necessidade de afirmamos onde estivermos que não é só a pessoa do Lula, de defendemos, mas o que ela representa para a classe trabalhadora.

"Se não fossem os governos do PT, a Petrobrás tinha sido fechada! Ele denunciou que mais de 100 bilhões de reais já foram privatizados por esse governo golpista na Petrobrás de forma mascarada. Desde campos de petróleo como o de Carcará , que era a maior coluna de óleo do pré-sal entregue a preço de banana para a  Statoil, até toda a malha de gasodutos do sudeste que foi privatizada.

Tadeu Porto reafirmou que  categoria tem a responsabilidade de lutar por uma Petrobrás forte e que priorize a saúde do trabalhador. O representante do INEEP, Rodrigo Leão, fez um resgate histórico do golpe que está em curso no país e explicou os últimos ocorridos. "O que está colocado é a defesa da "casa grande" do seu status quo. Lula representa a "senzala" que não pode voltar ao poder" - explicou.

Para Marcel Silvano é preciso estar na luta de forma organizada, unida e fazendo a todo momento a leitura da conjuntura. "Discutir a saúde, meio  ambiente e segurança do trabalhador é discutir os ataques que estamos sofrendo nesse golpe. A região Norte Fluminense por conta da Petrobrás, virou uma região fora do padrão do resto do povo brasileiro, por ser muito cara. A Dubai brasileira gerou uma elite que criminaliza os movimentos sociais. Essa realidade mudou e nos últimos anos, só em Macaé, 35 mil postos de trabalho foram fechados, pessoas que estão sem salário para sustentar suas famílias".

Duda Quiroga fechou os discursos lembrando que temos uma grande tarefa que é a disputa de narrativa do golpe através das redes sociais e veículos de comunicação.

Na terça, 10, três trabalhadores da Halliburton que participaram da greve de 2017 foram demitidos pela empresa. Segundo informações, dois trabalhadores do setor de WP  (Wireline & Perforating) e um de outra linha. Essas demissões descumprem um acordo feito entre o sindicato e a empresa de que não haveria demissões enquanto estivessem sendo negociados os pagamentos das folgas suprimidas.

"A empresa está rompendo um acordo feito em mesa e nós não podemos aceitar isso. Ainda mais que a empresa está demitindo e contratando outros para substituir" - comenta o Coordenador do Setor Privado, Wilson Reis.  

O Sindipetro-NF, a Federação Única dos Petroleiros, acompanhados da assessoria jurídica vão cobrar à Halliburton, o motivo das demissões e do descumprimento do acordo.

As demissões acontecem no meio de um processo de criação de um Grupo de Trabalho que tem 120 dias para buscar uma solução para a questão das folgas suprimidas, motivo da greve de 2017.

A greve

Os trabalhadores do setor de WP da Halliburton, realizaram 12 dias de greve em 2017. Entre as principais reivindicações estavam o pagamento do Dia de Desembarque, compra de 10% de dias acumulados, fim do banco de horas, reajuste/revisão anual do bônus, alteração na nomenclatura do bônus e promoções, que a categoria não recebe há cinco anos.

 

Representantes de partidos políticos de esquerda, sindicatos, movimentos sociais e estudantil realizaram hoje, 11, pela manhã,  a interrupção do tráfego na BR-356 que liga o município de Campos dos Goytacazes ao município de São João da Barra e ao Porto do Açu, no movimento que é nacional pelo "dia de luta pela democracia Lula Livre". 

O movimento, que é nacional, faz parte do calendário de mobilização organizado pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo e da Central Única dos Trabalhadores (CUT) em defesa da democracia e pela liberdade de Lula.

Durante a atividade, foi distribuído um panfleto que explicava os motivos do movimento. "A manifestação é um veemente repúdio à condenação e prisão de Lula, com acusações inverídicas e sem provas, sem garantir o efetivo direito de defesa, desconsiderando os mais elementares direitos assegurados pela nossa Constituição. Lula foi preso por uma questão de luta de classes. Para se tentar sequestrar a ideia de um país justo e democrático. A sistemática perseguição política a Lula e sua condenação e prisão visam retirá-lo da disputa para presidente da República, porque Lula lidera com folga todas as pesquisas eleitorais. Querem impedir que o povo reconduza Lula à presidência da República porque não querem que o povo volte a ocupar papel de destaque na economia, com emprego e oportunidade para todos e todas" - descreve o documento.

Por volta das 7h, a Polícia Militar chegou e dialogou com os manifestantes e tentando liberar o trânsito, mas os manifestantes seguiram na pista.

A manifestação na BR-356 aconteceu até às 7h42 na localidade de Martins Lages e segundo informações, o congestionamento passou dos 6 km nos dois sentidos. 

Após inspeção surpresa realizada na semana passada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, saiu hoje a interdição de algumas áreas na Unidade de Tratamento de Gás de Cabiúnas. 

A inspeção teve como base denúncias encaminhadas pelo NF na área de saúde e segurança e foi acompanhada pelo dirigente sindical, Antônio Carlos Bahia.

Áreas interditadas:

- A unidade 301 foi interditada por causa da falha de sensores e não confiabilidade das bombas de incêndio, que estão com a manutenção preventiva atrasada. 

- Interdição da unidade de abastecimento de Diesel para os compressores de ar. 

- Áreas que possuem drenagem inadequada de placas de orifício, que causaram o acidente de uma operadora.

É com pesar que o SINDIPETRO-RS recebeu a informação nessa terça-feira, 10, da morte de mais um trabalhador do Sistema Petrobrás. José Altamir Ozorio, 63 anos, faleceu no começo da noite de ontem (09), vítima de um acidente de trabalho no Terminal de Osório da Transpetro (TEDUT). Ele trabalhava para a contratada Cross&Freitas, responsável pelos serviços de corte de grama, no cargo de operador de roçadeira.

Segundo as informações que chegaram até agora, o acidente aconteceu por volta das 16h de ontem. José Altamir operava um trator de pequeno porte com caçamba para recolhimento de resíduos de roçagem, quando, ao passar por um desnível do terreno, sofreu uma queda e foi atropelado pela carretinha que estava sendo puxada pelo trator. O trabalhador chegou a ser levado para o hospital de Tramandaí, com fratura da pélvis no lado direito, onde foi submetido a uma cirurgia às 17h, mas não resistiu aos ferimentos, entrando em óbito duas horas depois. O Sindicato está acompanhado de perto a análise do acidente.

O SINDIPETRO-RS lamenta e se solidariza aos familiares de mais uma vítima da precarização das condições de trabalho e segurança no Sistema Petrobrás. Este acidente soma-se a uma série de outras tragédias, que absurdamente, demonstram que mais de 80% das vítimas, em acidentes fatais, são trabalhadores terceirizados.

Atualizaremos os nossos boletins assim que chegar novas informações.

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