Diretores do Sindipetro-NF e assessoria jurídica têm reunião nesta quarta, 13, às 11h30, com representantes da empresa Oiltanking, que atua no Porto do Açu. A reunião será realizada na sede do sindicato em Campos dos Goytacazes.

Em assembleia realizada em 21 de maio a categoria rejeitou proposta da empresa para o Acordo Coletivo. O sindicato quer avanços nas negociações para atender aos pleitos dos trabalhadores e trabalhadoras.

 

Da Imprensa da FUP - Em comunicado aos trabalhadores da Petrobrás, o coordenador da FUP, Simão Zanardi Filho, desmente a gestão da empresa, que vem tentando imputar às organizações sindicais a responsabilidade pelo não pagamento da Participação nos Resultados (PR) referente ao exercício de 2017. Ao contrário do que as gerências vêm divulgando, o acordo de pagamento da PR em 2015 foi para todos os trabalhadores do Sistema, incluindo a Araucária Nitrogenados.

Agora, a empresa insiste em excluir os trabalhadores da Fafen Paraná, num claro descumprimento do que prevê o Acordo de Regramento da PLR e, portanto, não pode ser aceito pela categoria, ainda mais nesse momento em que todo o Sistema está sob ataque. Se hoje a gestão da Petrobrás diferencia direitos dos companheiros da Araucária, amanhã pode fazer o mesmo com qualquer outra unidade da empresa.

A FUP assinará o Acordo da PR tão logo a Petrobrás cumpra o que foi acordado com as organizações sindicais, garantindo o pagamento para todos os trabalhadores, inclusive da Fafen-PR.

 

Em razão da realização, hoje, da reunião do Conselho Deliberativo da FUP, em Curitiba, onde um dos itens em discussão é o plano de equalização do Petros1 e possíveis alternativas, o Departamento de Aposentados e Pensionistas do Sindipetro-NF informa que não serão realizadas as reuniões da categoria em Campos dos Goytacazes (nesta quarta-feira) e em Macaé (na quinta-feira), como ocorre habitualmente.

Os dirigentes do Sindipetro-NF participam da discussão da equalização do Plano Petros, no Conselho Deliberativo, e trarão para as próximas reuniões os informes sobre o andamento desta luta. 

 

Nesta terça-feira, 12, os diretores do Sindipetro-NF participam, junto a outros sindicatos, do Conselho Deliberativo da FUP, realizado em Curitiba. A categoria também aproveitou o momento para realizar um ato na Vigilia Lula Livre.

O CD tem como objetivo definir os próximos passos de enfrentamento da categoria petroleira pela redução dos preços dos combustíveis e contra a privatização do Sistema Petrobrás.

A luta ganhou a sociedade na recente greve de advertência de 72 horas, que resultou na demissão de Pedro Parente. Agora, as direções sindicais voltam a se reunir para dar continuidade à construção da greve por tempo indeterminado, que foi aprovada pelos petroleiros nas assembleias.

 

Reunião com aposentados e pensionistas

O Sindipetro informa que devido a esse encontro, onde também será discutido o plano de equalização do Petros1 e possíveis alternativas, as reuniões com os Aposentad@s e Pensionistas, que seriam realizadas nesta quarta-feira, 12, em Campos e quinta-feira,13, em Macaé, precisaram ser adiadas.

Na manhã desta terça-feira, 12, o coordenador do Departamento dos Trabalhadores do Setor Petróleo Privado, Wilson Reis, esteve com trabalhadores e trabalhadoras da Champiom.

O encontro serviu para que fosse iniciada a discussão do ACT atual e novas propostas, além de tratar sobre a conjuntura atual e o desdobramento da retirada de direitos dos trabalhadores com a contra reforma trabalhista.

Na noite desta segunda-feira, 11, trabalhadores e trabalhadoras da Halliburton participaram de uma assembleia, realizada na sede de Macaé do Sindipetro-NF para a eleição do delegado de base, que terá como papel o de ser responsável pela interlocução mais próxima entre os trabalhadores e o sindicato, conforme cláusula do acordo coletivo em vigor.

O nome eleito pelos presentes foi do companheiro  João César de Souza, que trabalha na linha de cimentação da empresa.

Para o coordenador do Departamento dos Trabalhadores do Setor Petróleo Privado, Wilson Reis, é muito importante a escolha de um delegado para a categoria.

"Este representante não substitui o contato direto e cotidiano que continuaremos a ter com a base, mas institucionaliza e torna mais sólida a relação, como prevê o nosso estatuto, contribuindo em discussões como a do Acordo Coletivo e de outros temas de interesse da categoria", explica Reis.

FUP - A FUP e seus sindicatos se reúnem nesta terça-feira, 12, em Curitiba, para definir os próximos passos de enfrentamento da categoria petroleira pela redução dos preços dos combustíveis e contra a privatização do Sistema Petrobrás. A luta ganhou a sociedade na recente greve de advertência de 72 horas, que resultou na demissão de Pedro Parente. Agora, as direções sindicais voltam a se reunir para dar continuidade à construção da greve por tempo indeterminado, que foi aprovada pelos petroleiros nas assembleias.

A entrega do comando da Petrobrás a Ivan Monteiro, braço direito de Parente e um dos principais articuladores das privatizações e dos desinvestimentos, reforça a necessidade de ampliação da resistência em defesa da estatal. Nesta terça, o Conselho Deliberativo da FUP discutirá a continuidade dessa luta. 

Audiência Pública no Senado

Também nesta terça, 12, os petroleiros estarão em Brasília, participando de Audiência Pública realizada pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado para debater a política de preços dos combustíveis. Entre os convidados para o debate, estão o ex-coordenador geral da FUP, José Maria Rangel, e o ex-diretor do Sindipetro Bahia, Radiovaldo Costa, além do diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Décio Oddone, do presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Mato Grosso (SindiPetróleo-MT), Aldo Locatelli, e representantes do Ministério de Minas e Energia, da Petrobras e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

A audiência terá início às 09h, na sala 6 da Ala Senador Nilo Coelho, no Senado, e terá caráter interativo, com participação popular. Clique aqui para acompanhar o debate

CUT - Aumento real para os salários e demais verbas, defesa da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) com todos os direitos para todos os trabalhadores da categoria; manutenção da mesa única de negociações entre bancos públicos e privados; dos empregos, com a proibição das demissões em massa. E garantir que nenhum bancário receba PLR menor em 2018.

Essas são algumas das principais reivindicações definidas, no domingo 10, pelos 627 delegados e delegadas eleitos em todo o Brasil, durante a 20ª Conferência Nacional da categoria.

Reação contra o golpe
A pauta da Campanha Nacional Unificada 2018 será entregue à federação dos bancos (Fenaban) na quarta-feira 13. O Comando Nacional dos Bancários levará à Fenaban um pré-acordo para garantir a manutenção de todos os direitos da CCT e dos acordos específicos até a definição das negociações deste ano.

Esta será a primeira campanha da categoria após o golpe, já que em 2016 os trabalhadores garantiram um acordo de dois anos contra a retirada de direitos autorizada pela reforma trabalhista do governo golpista de Michel Temer. Esse acordo é válido até 31 de agosto de 2018. 

Para se defender dessa lei em vigor desde 11 de novembro de 2017, os bancários querem incluir cláusula determinando que contratos de trabalho intermitente, parcial, autônomo, terceirizado, só podem ocorrer se for acordado com o Comando Nacional dos Bancários. O mesmo em relação à contratação de banco de horas ou compensação que deverá ser feita via negociação coletiva.

Também que as homologações realizadas nos sindicatos como forma de defender que os bancários recebam tudo que lhes é devido em caso de demissão.

A pauta também garante que o acordo valha para o trabalhador hipersuficiente. De acordo com nova lei pós-golpe, empregados com nível superior e remuneração acima de duas vezes o teto de benefícios do INSS (que hoje corresponderia a R$ 11.291) negociariam direto com o patrão, correndo o risco de perder direitos como a PLR.

Bancos e a desigualdade
A categoria conta com 485.719 trabalhadores (de acordo com dados da Rais de dezembro de 2016), mas dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, o Caged do Ministério do Trabalho, indicam que mais de 40 mil postos de trabalho foram extintos pelos bancos após o golpe.

Isso em instituições que viram o lucro líquido crescer R$ 20,6 bilhões no primeiro trimestre de 2018, crescimento de 20,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Em 2017, esses cinco maiores (BB, Caixa, Itaú, Bradesco e Santander) lucraram R$ 77,4 bilhões, alta de 33,5% em 12 meses.

“Isso mostra a centralidade da Campanha Nacional dos Bancários para o país. Os bancos continuam lucrando como sempre, numa das piores crises já vividas pelo Brasil. Um setor que ganha tanto não pode colaborar com o empobrecimento da população brasileira, desempregando tantos trabalhadores, cobrando juros tão altos que inviabilizam o investimento no desenvolvimento nacional”, afirma a presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, uma das coordenadoras do Comando.

A dirigente lembra que entre 2016 e 2017, mais de 444 mil pessoas voltaram à condição de pobreza, com renda familiar per capita menor que US$ 5,5/dia, entre 2016 e 2017. Mais de 1,5 milhões de pessoas estão na condição de pobreza extrema, com renda familiar per capita inferior a US$ 1,9/dia. “Essa desigualdade é inadmissível!”

Trabalhadores e a sociedade
Diante do quadro pós-golpe, os trabalhadores definiram como pontos centrais da Campanha Nacional Unificada 2018 a defesa dos bancos públicos como BB, Caixa, BNDES, BNB, Basa e das demais estatais (como Petrobras e Eletrobras).

Foram aprovadas resoluções em defesa dessas instituições, a luta em defesa da democracia e das eleições 2018, pela liberdade de Lula que é preso político e seu direito de ser candidato, como pontos estratégicos para os trabalhadores. 

“Será nas urnas, por meio da democracia, que o povo trabalhador poderá alterar os rumos que estão levando o Brasil à ruína desde o golpe. Por isso, orientamos o voto em candidatos a presidente, governadores, senadores, deputados federais e estaduais que se comprometam com a defesa dos bancos públicos, a revogação da reforma trabalhista, da PEC da Morte que congelou investimentos em saúde e educação por 20 anos, da terceirização ilimitada, da reforma da Previdência que acaba com o direito à aposentadoria”, ressalta Juvandia. “O movimento sindical bancário sempre esteve à frente da luta em defesa da democracia e de uma sociedade mais justa e igualitária. Este ano não será diferente. Estaremos junto com outros trabalhadores e com movimentos sociais em defesa desse país soberano que está sendo vendido e desmontado. Vamos para as ruas e para os locais de trabalho debater a importância do voto para devolver o Brasil aos brasileiros e ao desenvolvimento com crescimento e justiça social.”

Os bancários aprovaram durante a Conferência, a participação no Dia Nacional de Luta, convocado pelas centrais sindicais para 10 de agosto. Será o Dia do Basta ao desemprego, ao desmonte do Brasil.

Representantes de órgãos de defesa do consumidor, dos trabalhadores eletricitários, petroleiros participaram da 20ª Conferência Nacional. “Vamos fazer parcerias, luta conjunta contra a retirada de direitos, contra as demissões. Os trabalhadores não podem ficar no isolamento.” 

Contribuição negocial 
Estará na pauta que os bancários entregarão aos bancos a cobrança da contribuição negocial como cláusula da CCT para todos, como mecanismo de participação dos trabalhadores na sustentabilidade dos sindicatos, federações, confederação e central sindical. 

“A luta e toda a estrutura das entidades sindicais precisam de recursos para serem mantidas. Desde os departamentos de comunicação, saúde, jurídico, até a organização e mobilização da base durante as campanhas, nada disso se faz sem recursos financeiros. Diante do fim de todas as outras formas de financiamento, com a lei trabalhista do pós-golpe, os delegados aprovaram a inclusão na pauta de reivindicações da categoria de cláusula prevendo a contribuição negocial. Uma única contribuição por um ano de lutas e conquistas”, ressalta Juvandia.

Rede Brasil Atual - Vários dirigentes ligados à CUT se afastaram do cargo na semana passada para concorrer a cargos de deputado federal ou estadual, na tentativa de compor bancadas parlamentares mais afinadas com direitos sociais e trabalhistas e "para impedir os retrocessos apresentados e aprovados por bancadas de empresários, ruralistas e outros segmentos mais identificados com pautas conservadoras". Na eleição de 2014, o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) já apontava o Congresso Nacional como o mais conservador desde a redemocratização.

"Em 2014, levantamento do Diap mostrou que a frente sindical, por exemplo, foi reduzida quase à metade: de 83 para 46 parlamentares", diz a CUT.

A central lembra que dois anos depois essa "bancada reacionária" aliou-se ao candidato perdedor, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), a Michel Temer, então vice de Dilma Rousseff, e, com apoio de empresários, parte da mídia e do Poder Judiciário destituíram a presidenta legitimamente eleita, deram um golpe e agora vêm implementando uma pauta de retrocessos, fim de direitos trabalhistas e extinção de programas sociais".

Os sindicalistas que se afastaram do mandato cumpriram exigência legal de se desincompatibilizar quatro meses antes da eleição. O primeiro turno está marcado para 7 de outubro. O segundo, se necessário, para o dia 28.

Durante a discussão das "reformas" trabalhista (que se tornou a Lei 13.467) e da Previdência, a CUT lançou a campanha #QuemVotarNãoVolta, a fim de alertar os parlamentares: quem apoiasse aqueles medidas não seria reeleito. "E reforçou a importância de seus dirigentes disputarem os cargos, conquistar uma bancada representativa e fazer a disputa por direitos no Congresso Nacional."

Vários decidiram concorrer e se licenciaram na última quinta-feira (7). "Todos se licenciaram da CUT nesta quinta com o compromisso de representar as propostas da Plataforma da CUT para as eleições 2018 em suas campanhas eleitorais, entre elas, a revogação das medidas tomadas depois do golpe, como a aprovação da reforma trabalhista e eleições livres e democráticas", afirma a central. 

Na semana passada, representantes de centrais sindicais lançaram uma "agenda prioritária" da classe trabalhadora, com propostas que serão encaminhadas aos candidatos à Presidência da República.

 

Confira a lista de dirigentes que serão candidatos.

 

Deputado federal

- Alessandra Lunas, direção nacional da CUT (Rondônia)

- Ângela Maria de Melo, dirigente executiva da CUT (Sergipe)

- Carlos Veras, presidente da CUT de Pernambuco

- Claudir Nespolo, presidente da CUT do Rio Grande do Sul

- Elisângela Santos Araujo, dirigente executiva nacional da CUT (Bahia)

- Gilberto Rosas, presidente da CUT de Roraima

- José Maria Rangel, coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros, FUP (Rio de Janeiro)

- Neveraldo da Silva Oliboni, secretário de Administração e Finanças da CUT do Paraná 

- Paula Francinete Costa Leite, secretária de Finanças da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam) e da direção nacional da CUT (São Paulo)

 

Deputado estadual

- Beatriz Cerqueira,  presidenta da CUT de Minas Gerais

- Danilo Libarino Assunção – secretário do Meio Ambiente da CUT Bahia

- Edilson José Gabriel, - vice-presidente CUT Paraná 

- Maria Izabel de Azevedo Noronha, Bebel – presidenta do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) e dirigente executiva nacional da CUT 

- Mauro Rubem, presidente CUT Goiás

- Luzenira Linhares Alves – secretária da Mulher Trabalhadora da CUT Paraíba

- Ivaneia Souza Alves, direção nacional da CUT (Amapá)

- Rosana Sousa do Nascimento, presidenta da CUT Acre

- Rodrigo Brito, presidente da CUT-DF, candidato a deputado  distrital 

FUP - Pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira, 11, revela que 68% dos brasileiros são contra à política de reajustes de combustíveis utilizada atualmente pela Petrobras, que atrela os valores à variação internacional do barril de petróleo e ao dólar.

Essa parcela da população acredita que "o governo deve controlar a Petrobras e baixar os preços dos combustíveis e do gás, mesmo que (a estatal) possa ter prejuízo", enquanto 26% consideram que o governo deveria deixar a Petrobras "livre para definir o preço dos seus produtos e buscar lucro como outras empresas".

A alta no preço do diesel devido à política de preços da Petrobras foi a principal causa da paralisação de caminhoneiros no mês passado, que durou mais de 10 dias e só terminou após o governo atender a uma série de demandas, inclusive redução no preço do combustível, gerando elevado custo fiscal.

Responsável por implantar a política de reajuste de preços atrelado ao barril do petróleo no mercado internacional, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, pediu demissão do cargo após a decisão do governo de reduzir o preço do diesel.

A pesquisa Datafolha também apontou que 69% dos entrevistados consideram que a greve trouxe mais prejuízos do que benefícios para o país, enquanto 20% apontam o inverso, afirmando terem visto mais ganhos do que perdas.

Durante a paralisação, o Datafolha fez uma pesquisa por telefone sobre a greve dos caminhoneiros que apontou apoio de 87% à greve. No entanto, o instituto ressaltou que não é possível fazer uma comparação entre os números devido à metodologia diferente.

O levantamento também apontou que 72% da população acreditam que a situação econômica do país se deteriorou nos últimos meses, contra apenas 6% que viram melhora. Em abril, 52% dos brasileiros consideravam que havia ocorrido piora no ambiente econômico.

A pesquisa Datafolha ouviu 2.824 pessoas em 174 municípios nos dias 6 e 7 de junho, e a margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Da Imprensa da FUP - A Federação Única dos Petroleiros junto dos seus 13 sindicatos filiados vem por meio desta carta declarar total apoio aos trabalhadores e trabalhadoras eletricitários brasileiros, que convocaram uma greve por 72 horas a partir do dia 11/06 em defesa da Eletrobrás pública e contra todas as tentativas do governo golpista em privatizá-la.

Assim como os petroleiros realizaram uma greve de advertência no início deste mês, também por 72 horas em defesa da Petrobrás 100% pública e contra sua entrega para o mercado internacional, a luta dos eletricitários soma-se a luta de toda a população brasileira por empregos, preços justos dos combustíveis e do gás de cozinha, contra a retirada dos direitos, tanto trabalhista quanto previdenciários, e contra o golpe que está em curso no país.

A FUP faz parte da Plataforma Operária e Camponesa da Água e Energia, uma articulação nacional que reúne os movimentos sociais e sindicais, e que certamente estarão se somando ao apoio e mobilização por uma Eletrobrás pública, do povo brasileiro. Água e energia não são mercadorias!

Composta por empresas de distribuição, geração e transmissão de energia, em conjunto com a Petrobrás, o sistema Eletrobrás está no foco do golpe empresarial no Brasil, que querem entregar todo esse patrimônio, e nossa soberania energética, às mãos do setor privado.

Todo apoio à luta dos companheiros e companheiras eletricitários. O que é público deve permanecer público, pois é de todos e para todos os brasileiros. Defender a Petrobrás e Eletrobrás, é defender o Brasil.

[FUP]

Rosely Rocha / Especial para Portal CUT - O Portal CUT foi ouvir uma filósofa, uma historiadora e uma economista para saber o que explica o fenômeno Luiz Inácio Lula da Silva, que, mesmo mantido como preso político há dois meses na sede da Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba (PR), mantém a liderança isolada em todas as pesquisas de intenção de voto para Presidência da República.

Marcia Tiburi, Maria Aparecida de Aquino e Leda Paulini foram unânimes ao afirmar que o povo brasileiro não esquece o período de desenvolvimento econômico e bem-estar social, com políticas de combate a miséria e a fome e a geração de emprego e renda, promovidos pelo governo Lula. Para muitos, o melhor presidente que o Brasil já teve.

Para a filósofa Marcia Tiburi, Lula continua à frente das pesquisas porque a população sabe diferenciar o momento que está vivendo e o que vivia durante os governos Lula e Dilma.

“Esses dois governos foram bons para todas as classes sociais porque se preocuparam com a ideia de desenvolvimento e com uma política econômica voltada para diminuir a desigualdade social”, diz a filósofa.

Essa mesma tese é defendida pela professora de história da USP e pós-doutora, Maria Aparecida de Aquino.

“Mesmo que não tenham [Lula e Dilma] conseguido realizar a inclusão social de todos os brasileiros, houve um início acelerado desse processo que beneficiou milhões de pessoas, que viviam na pobreza e na miséria”, diz a historiadora.

A população percebe esse período positivo e, mesmo com Lula preso, se identifica com ele e lembra seus atos em prol de um Brasil melhor

Para a professora do Departamento de Economia e da pós-graduação em Economia da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da FEA/USP, e ex- secretária municipal de planejamento, orçamento e gestão da Prefeitura de São Paulo, na gestão de Fernando Haddad (PT), Leda Paulini, os números traduzem a diferença entre os últimos governos liberais e o de Lula.

Ela lembra que o governo Lula foi ortodoxo do ponto de vista da política econômica tanto como os governos anteriores. A diferença, ressalta, foram as políticas sociais de alto impacto.

“O Bolsa Família, que recebia outro nome do governo FHC, atingia uma pequena parte da população com valores irrisórios. Já com Lula esse valor foi triplicado e passou a atingir cerca de 14 milhões de pessoas”.

Outra política de sucesso foi a valorização do salário mínimo, que descontada a inflação teve nos governos Lula e Dilma, um aumento de 85%.

“São mais de 21 milhões de pessoas que vivem com um salário mínimo, pessoas que recebem, por exemplo, a aposentadoria rural, que agora querem acabar”, ressalta a economista.

Segundo ela, o alto impacto desses programas, especialmente nos estados do nordeste, dobrou praticamente a renda da população que vivia numa situação miserável. Com isso, a região como um todo se desenvolveu.

“Se multiplicarmos por 3,6 pessoas – o tamanho médio da família brasileira, que depende de um salário mínimo - temos cerca de 70 milhões de pessoas beneficiadas direta ou indiretamente com a valorização do salário mínimo”, avalia.

“Não é à toa que Lula é adorado no nordeste; não porque ele seja pernambucano, mas porque impactou na melhora de vida da população local”, afirma Paulani.

A população percebe esse período positivo e, mesmo com Lula preso, se identifica com ele e lembra seus atos em prol de um Brasil melhor.

Sentimento este que a Marcia Tiburi reforça. Segundo ela, as pessoas perceberam que caíram numa armadilha criada pela mídia, que afirmava que a corrupção só acontecia no PT.

“Isto não quer dizer que o Partido não tenha cometido alguns erros, na minha avaliação, mas esses possíveis erros foram potencializados pela mídia e, quando eu converso com taxistas, camelôs, com pessoas nas ruas em geral, há uma percepção de que elas sabem que foram manipuladas, que os meios de comunicação mentem”, diz a filósofa.

Márcia e a historiadora Maria de Aquino concordam num ponto - o senso de justiça do brasileiro tem vindo à tona após o povo começar a perceber os jogos de poder cada mais escancarados.

“Os discursos anticorrupção e a “espetacularização” do judiciário tem sido percebidos como uma injustiça ao ex-presidente Lula”, diz Tiburi.

O carisma de Lula

Tanto para ela como para Aquino, independentemente do que acontecer com Lula, ele sempre será lembrado pelos seus atos, principalmente por seu carisma.

“Lula tinha de algo de heróico e agora está ficando mítico. Se para uns Bolsonaro é mito, para outros Lula é santo. O povo mais pobre olha para Lula e o vê como um santo”, declara Marcia Tiburi.

“Mesmo em um auditório lotado e negativo a Lula, ele é capaz de reverter o posicionamento de quem o ouve. Lula tem uma condição de liderança inata, desde o início da construção de sua vida política como líder sindical”, destaca a historiadora Maria de Aquino.

O golpe do capital

Mas setores do capital nacional e internacional, por interesses econômicos escusos não perdoaram o Partido dos Trabalhadores (PT) e Lula por mostrarem ao povo que é possível fazer políticas públicas voltadas aos mais pobres e deram o golpe de 2016, depondo a presidenta Dilma Rousseff, democraticamente eleita com 54 milhões de votos.

Ricos não perdoaram melhora de vida do povo

Nos governos Lula e Dilma, foram inúmeros programas sociais: Minha Casa, Minha Vida, Bolsa Família, Luz para Todos, Fies, e a utilização dos bancos estatais como Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e BNDES para financiar obras e empréstimos com taxas menores do que as cobradas por instituições financeiras particulares, além de uma política de fortalecimento da Petrobras e da Eletrobras.

“O grande capital nunca confiou no governo Lula por ele ser de esquerda. Lula foi tolerado, nunca aceito por ser nordestino e todo tipo de preconceito, além dele ser do PT, um partido que nasceu do movimento sindical”, diz a economista Leda Paulini.

Lula e o Congresso Nacional

Um dos problemas que Lula pode enfrentar, após uma possível vitória nas urnas é a relação com um novo Congresso Nacional, que prevêem os analistas, que pode ser ainda mais conservador.

Mas esta possibilidade é rechaçada pela historiadora. Maria de Aquino lembra a habilidade política do ex-presidente.

“Se há um candidato progressista com possibilidade de reverter essa situação é o presidente Lula”

A professora da USP diz ainda que o povo brasileiro há de se lembrar do espetáculo grotesco que foi o impeachment da presidenta Dilma e as consequências do golpe como a reforma trabalhista, o desemprego e a crise econômica.

“Não sou pessimista com o novo Congresso a ser eleito – é importante conservar o espectro da eleição e acredito que a população tenha em mente o aspecto mais degradante que foi o impeachment da Dilma. Creio que há uma oportunidade de renovar o Congresso e as pessoas serão mais cuidadosas na hora de escolher os candidatos”.

Lula pode reverter retrocessos

Maria de Aquino diz ainda que “nem o regime militar ousou mexer na CLT e só Lula é capaz de reverter essa malfada reforma trabalhista. O povo também não esquecerá a tentativa de mexer na previdência e na aposentadoria”.

Outro ponto destacado pela historiadora é a tentativa do golpista e ilegítimo Michel Temer (MDB-SP) de realizar privatizações em setores importantes da nossa economia como Petrobras, Eletrobras e bancos.

“Se voltarmos ao governo Fernando Henrique Cardoso (FHC), vamos lembrar que foi um governo, que apesar de aspectos positivos, foi um governo de grandes privatizações”.

Segundo ela, Lula soube reverter essa sangria e dilapidação do bem público.

“Lula poderá reverter toda essa sangria; acabar com a farsa da reforma trabalhista, jamais fará uma reforma previdenciária dilapidadora”.

“Hoje, a mídia massacra a ideia de um Estado mínimo. A crise dos caminhoneiros expôs isso. O governo foi pra TV dizer que não haveria uma intervenção no preço do petróleo. Qual o problema?”, questiona, e acrescenta “a Petrobras é estatal, a intervenção do estado em setores fundamentais não é negativa, é extremamente positiva”, declara.

Para a historiadora e professora da USP, com Lula o Brasil terá um estímulo de crescimento, uma política de desenvolvimento , ao contrário de um estado neoliberal e sim, um Estado desenvolvimentista, de bem estar social.

 

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