RBA - O governo Temer e os empresários que apoiaram a reforma trabalhista garantem que a modalidade de contrato intermitente vai criar novos empregos e trazer vantagens ao trabalhador. Mas diversos especialistas discordam, e alegam que essa modalidade beneficia o empregador porque transfere todos os riscos para o empregado. "O contrato intermitente é a extensão do chamado boia-fria, do campo, para o meio urbano", afirma Clemente Ganz Lúcio, diretor técnico do Dieese.

Nesse tipo de contrato, o trabalhador fica à disposição da empresa, mas só trabalha quando é chamado e ganha pelas horas ou dias trabalhados, podendo prestar serviços para mais de um contratante. O empregador deverá convocar o trabalhador com três dias de antecedência e com um informe sobre a jornada a ser cumprida. O funcionário terá um dia útil para responder. Se aceitar e não comparecer, terá que pagar multa de 50% da remuneração a que teria direito.

Ao fim da jornada de trabalho, o empregado receberá o pagamento, incluindo férias proporcionais com acréscimo de um terço, 13º salário proporcional, repouso semanal remunerado e demais adicionais legais. A nova lei determina ainda que o valor da hora de trabalho não pode ser inferior ao valor da hora do salário mínimo, ou menor do que é pago aos empregados que exercem a mesma função.

Clemente destaca que o trabalhador vai ter que se empenhar em gerir esses diversos contratos, sem nenhuma certeza de que será acionado e, portanto, sem garantia de um rendimento mínimo. 

"Ele pode ter dez empresas que o contrataram e, se ninguém o chamar, ele não terá nenhuma remuneração, portanto, é um ônus no qual todo o risco fica por conta do trabalhador", explica o diretor do Dieese, em entrevista à repórter Ana Flávia Quitério, para o Seu Jornal, da TVT.

O contrato intermitente passa a ser permitido em todos os setores da economia. Para Clemente, sua aplicação deverá ser mais intensiva no setor de serviços, como nas áreas de festas e eventos e turismo, por exemplo, que oscilam em função do calendário. 

Silvia Barbara, diretora do Sindicato dos Professores de São Paulo (Sinpro-SP), teme a aplicação do contrato intermitente na educação. Segundo ela, essa mudança na lei poderá fazer com que o professor permaneça o ano todo à disposição da instituição, mas seja remunerado apenas nos meses em que efetivamente tiver sido convocado a dar aulas. 

 

Entre os dias 20 e 30 de julho, os petroleiros da Transpetro terão novamente a chance de elegerem um conselheiro que de fato represente os interesses dos trabalhadores no Conselho de Administração da empresa. O processo eleitoral foi originalmente iniciado em março, mas acabou sendo interrompido pela subsidiária no dia 04 de abril, quando teve início o segundo turno, após uma série de denúncias dos trabalhadores comprovando a vulnerabilidade do sistema eletrônico de votação.

O Conselho Deliberativo da FUP aprovou por unanimidade o apoio à candidatura do petroleiro Felipe Homero Pontes, 35 anos, Técnico de Operação da Transpetro no Espírito Santo e diretor do Sindipetro-ES. Defensor aguerrido da subsidiária, ele exerceu papel de destaque durante a greve de 2015, quando ocupava a função de supervisor no Terminal Aquaviário de Barra do Riacho (TABR) e entregou o cargo para se juntar à luta dos trabalhadores contra a privatização e desmonte do Sistema Petrobrás.

A FUP e seus sindicatos convidam os companheiros da Transpetro a votarem na chapa 3031 e elegerem pela primeira vez um trabalhador que representa a nova geração das bases terrestres da subsidiária, comprometido com as lutas e reivindicações da categoria. Acompanhe a campanha de Homero pelo facebook: https://www.facebook.com/Homero3031/#

Vaga dos trabalhadores é estratégica na luta contra a privatização da Transpetro

Ao todo, 17 candidatos disputam a vaga dos trabalhadores no CA da Transpetro. O Conselho é formado por seis membros: quatro escolhidos pela gestão da Petrobrás, um indicado pelo Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão e o representante dos trabalhadores, cuja vaga foi conquistada no final do governo Lula, através da Lei 12.353/10, fruto de uma intensa luta do movimento sindical petroleiro.

O Conselho de Administração é o principal fórum de deliberação da empresa, o que faz da vaga dos trabalhadores um importante instrumento de luta contra a privatização da subsidiária. “O conselheiro eleito deve ser a ponte entre a administração e os trabalhadores, apresentando e debatendo as demandas dos petroleiros, aumentando a participação da categoria no dia-a-dia da empresa”, destaca Homero, em seu material de campanha.

Votação é exclusiva pelo CAEL

A eleição terá início à zero hora do dia 20 e prosseguirá até às 23h59 do dia 30. A votação ocorrerá exclusivamente pelo sistema CAEL, que o petroleiro poderá acessar pela rede Petrobras, através da chave pessoal e senha Intranet, ou pela internet aberta, utilizando a chave pessoal e a senha Extranet. O acesso é pelo site https://cael.petrobras.com.br

A apuração dos votos será feita no dia 31, às 14h, e o resultado final será divulgado no dia 04 de agosto, às 10h. Caso nenhum dos candidatos obtenha maioria simples (metade mais um voto dos votos válidos), será convocado um segundo turno da votação, a partir do dia 10 de agosto.

FUP

 

 

Uma Festa da Cultura Camponesa está sendo organizada para comemorar 20 anos do assentamento Zumbi dos Palmares em Campos dos Goytacazes e o Dia do Trabalhador e da Trabalhadora Rural. A programação envolve culto ecumênico, relatos de conquistas e desafios, danças e comidas típicas camponesas. O evento que acontece dia 22 terá início às 18h no Zumbi 4, em Campelo.

Fundado em 1997 após a desapropriação da Fazenda São José no município de Campos dos Goytacazes, o Assentamento Zumbi dos Palmares foi a primeira conquista do MST na região Norte do Rio de Janeiro. O assentamento tem 8,5 mil hectares e nele vivem cerca de 500 famílias. A área se estende de Campos até São Francisco de Itabapoana e é dividida em cinco núcleos.

No dia 30 de julho acontecerá a III Marcha das Mulheres Negras do Estado do Rio de Janeiro, a partir das 9 no Posto 4 em Copacabana – Rio de Janeiro. Segundo as organizadoras. nesse dia  estarão celebrando o dia Internacional da Mulher Negra Latina Americana e Caribenha e a conquista deste dia como dada oficial no Estado do Rio de Janeiro.

O Sindipetro-NF organizará a participação das mulheres da região na Marcha. Interessadas e interessados devem entrar contato pelo telefone (22) 2765-9550 ou O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. . Veja abaixo o documento oficial de convocação da Marcha:


VIVA 10 ANOS DA LEI 5071 - DIA DA MULHER NEGRA LATINA AMERICANA E CARIBENHA

Lutando contra o preconceito, discriminação racial, racismo, lesbofobia, homofobia, transfobia, contra o genocídio da juventude negra, contra a reforma trabalhista, contra a reforma da previdência.
Lutando por liberdade e respeito à: tradições das religiões de matrizes africanas, reconhecimento das comunidades quilombolas, defesa da cultura afro-brasileira, e proteção da juventude negra contra todas as formas de violência. 
Lutando pelos direitos das Mulheres Negras à: Educação de qualidades, saúde com serviços adequados e com dignidade, convívio em comunidade em segurança, pleno acesso a ao mercado de trabalho, apoio ao empreendedorismo e às habilidades das mulheres negras, entre outros direitos essenciais à elas devidos.
Nos preparando por melhorar políticas públicas para Mulheres Negras e celebrar em 2018, os 30 anos do Primeiro Encontro Nacional de Mulheres Negras realizado, na cidade de Valença/RJ em 1988.


Vem marchar com a gente por direitos, dignidade e história!

Mulheres Negras do Rio de Janeiro no Centro do Mundo.

Copacabana neste dia é sua também. 

RBA - Boletim divulgado pelo Dieese aponta inexistência de dados que "sinalizem melhora do desempenho econômico e do mercado de trabalho". Em contraposição a analistas que falam em retomada, seguindo o discurso do governo, o instituto não vê sinais nesse sentido. "Diante do observado na economia e da crise política, espera-se, no máximo, a estagnação econômica, com baixo nível de produção e de emprego, este ainda em condições bastante desestruturadas, com redução da contratação formal e aumento das inserções mais precarizadas", afirma.

O Dieese cita como agravante "as disputas em torno" das reformas trabalhista e previdenciária. "A primeira, já aprovada no Congresso, certamente intensificará o quadro de precarização da inserção laboral no país."

crescimento de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre, em relação aos três meses imediatamente anteriores, primeiro resultado positivo em oito trimestres, "não significa que haverá melhora expressiva no desempenho da economia", observa o instituto, ao lembrar que a principal contribuição veio da agropecuária (expansão de 13,4%), com impulso das exportações. "O resultado, no entanto, é tipicamente sazonal. Mudando a base temporal de comparação, primeiro trimestre do ano contra o mesmo período do ano anterior, e o acumulado nos quatro trimestres, os resultados ainda são predominantemente negativos."

Ao notar alguma melhora da indústria e estabilidade nos serviços, o Dieese lembra também que o consumo das famílias e os investimentos, "que poderiam estimular a atividade econômica e, portanto, a ocupação, continuam em queda". Como o desempenho da economia está "atrelado" aos efeitos da crise política, a recuperação deverá ser lenta, com resultado próximo da estagnação. "Emprego e renda continuam comprometidos", acrescenta.

A Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), do Dieese e da Fundação Seade, mostra taxa de desemprego relativamente estável em maio, mas em nível alto. Na região metropolitana de São Paulo, os desempregados levavam em média 43 semanas (mais de 10 meses) na procura por trabalho.

O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, mostra melhoria este ano, mas com o contratado ganhando menos que o demitido. "O salário médio de admissão corresponde a 87% do salário médio de um trabalhador desligado, ou seja, o trabalhador é contratado ganhando, em média, 13% menos do que aquele que foi desligado no período."

Imprensa da FUP - Uma das estratégias da FUP e seus sindicatos para barrar os cortes de postos de trabalho nas refinarias é a aplicação de um questionário para que os petroleiros relatem se os gestores das unidades estão cumprindo os procedimentos de SMS e a NR-20, que trata da Segurança e Saúde no Trabalho com Inflamáveis e Combustíveis. 
 
O formulário com 11 questões está sendo respondido pelos trabalhadores das áreas operacionais em todas as unidades de refino da Petrobrás nas bases da FUP. O preenchimento do questionário é mais um instrumento de mobilização da categoria na luta em defesa da vida e contra a redução dos postos de trabalho.

Nesta terça-feira, 18, o coordenador da FUP, José Maria Rangel, esteve na tenda da resistência, montada pelo Sindipetro-PE/PB em frente à Refinaria Abreu e Lima, onde os trabalhadores estão em permanente mobilização para barrar o corte nos efetivos operacionais. Cerca de 130 questionários foram preenchidos e servirão de base jurídica para denunciar o descumprimento das normas de segurança e os riscos que a redução dos postos de trabalho trazem para os trabalhadores e as comunidades vizinhas.

FUP

A Petrobrás foi condenada pela Vara de Trabalho de Macaé a convocar os concursados de 2014, em uma ação impetrada pelo Sindipetro-NF. Por enquanto a decisão vale para algumas funções e alguns candidatos aprovados já estão sendo convocados através de telegrama para se apresentarem para admissão. Caso não cumpra a decisão a empresa pagará multa diária de R$100 mil até um limite de R$ 5 milhões.

"É uma vitória para a categoria e para o sindicato que vem lutando há anos pelo reconhecimento do direito dos aprovados e pela recomposição do efetivo" - comenta o diretor Rafael Crespo.

A empresa também foi condenada a pagar uma multa de R$ 2 milhões a a título de indenização por danos morais coletivos, que serão destinados à das ONGs da Macaé, a Pestalozzi e o Centro de Recuperação da Vida - CERVI.

A Justiça do Trabalho de Macaé também decidiu pela suspensão de realização de novos concursos, para os cargos relacionados ao concurso de 2014, até a efetiva contratação de todos os aprovados.

 

No início do mês de julho, o Sindipetro-NF recebeu denúncia que um Geplat de P-56 estava assediando trabalhadores com atos que não condizem com seu cargo. Segundo relatos, durante um almoço de domingo, um dia em que os trabalhadores ficam mais a vontade devido ao churrasco que é servido no refeitório, o Geplat ficou em pé em frente aos empregados próprios e contratados, observando o tempo que cada um levava para almoçar e solicitou providências de seus coordenadores, devido a "suposta demora".

Em outro momento, trabalhadores contam que o Geplat mandou desembarcar sem explicação dois funcionários da empresa ACTEMIUM, que realiza trabalhos a quente na unidade. Utilizou como argumento o fato de ter ocorrido princípios de incêndio na plataforma querendo culpabilizar os trabalhadores.

Segundo o Coordenador do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra, o sindicato pediu esclarecimentos e está verificando o que aconteceu junto ao RH da UO-RIO. "Não aceitaremos assédio moral contra nenhum trabalhador! Todos os casos devem ser denunciados ao NF. Se for preciso encaminharemos denúncia aos órgãos competentes como a justiça do trabalho, Ministério Público do Trabalho e Ministério do Trabalho e Emprego" - afirmou Bezerra.

 

Sindipetro Caxias - A Refinaria Duque de Caxias está com uma grande Parada de Manutenção, que teve início no dia 03 de julho e deve ser concluída no dia 02 de agosto, com o objetivo de fazer uma manutenção mínima nas seguintes unidades: U-1210, U-3400, U-3500 e U-2600.

Os trabalhadores tercerizados estão com salários reduzidos, em condições precárias de treinamento e muitos vieram de outros estados e não têm acomodações adequadas fornecidas pelas empresas contratadas.

Todas estas condições, aliadas à falta de efetivo de Técnicos de Operação e de Técnicos de Manutenção, fazem o risco de acidentes serem potencializados.

A Parada de Manutenção da U-1210 já começou causando um grande incêndio no pipeway, resultado de uma mistura perfeita de erros: falta de Análise de Risco e irresponsabilidade de gerentes de Manutenção e Operação que burlam a Inspeção de Equipamentos.

1. No pipeway, em frente à CCL da área Intermediária, existia uma linha de escoamento de óleo combustível (bunker) que tinha uma abraçadeira em determinado ponto, colocada por causa de um vazamento, sem qualquer conhecimento ou autorização da Inspeção de Equipamentos. Esta abraçadeira já vinha apresentando sinais de vazamento, mas até então nenhuma fonte de ignição oferecia riscos.

2. Durante a parada de manutenção da U-1210, foi solicitado pela Segurança Industrial ao TE/MC o fechamento de um hidrante que abastecia um canhão de água embaixo do pontilhão, para aumentar a pressão da água na Rede de Incêndio. Cabe destacar que este canhão fazia a prevenção de uma linha de vapor de alta pressão que estava furada a fim de evitar um incêndio, fato que ocorreu há 6 meses atrás neste local.

3. Ao fechar o hidrante que abastecia a prevenção da linha de vapor, houve um superaquecimento que levou o óleo que vazava para a ignição, provocando um incêndio dentro do pipeway de grandes proporções.

O Sindipetro Caxias está participando do Grupo de Trabalho que analisa as causas do incêndio e que fará suas recomendações. Mas desde já, o Sindicato questionará o IBP sobre o indicativo de certificar a refinaria para obter o SPIE, pois esta situação é inusitada: A Manutenção coloca uma abraçadeira numa linha sem autorização da Inspeção de Equipamentos. Se foi feito uma vez, deve ter feito outras. Então, quantas linhas estão furadas com abraçadeiras na REDUC?

A Comissão Pastoral da Terra emitiu no dia 14 de julho uma nota pública denunciando os golpes que os trabalhadores sofreram nos últimos dias, com a Reforma Trabalhista e a MP da Grilagem e o perigo para as populações do campo. Veja abaixo a íntegra da nota:

A cada dia mais direitos usurpados

O povo brasileiro recebeu, no mesmo dia, 11 de julho, dois golpes fatais contra os diretos e a democracia em nosso país: o presidente ilegítimo Michel Temer (PMDB) sancionou o PLV 12/2017, até então Medida Provisória (MP) 759/2016, tida como a “MP da Grilagem”, e o Senado aprovou a Reforma Trabalhista. No dia seguinte, para desviar o foco do cenário de horrores de tais reformas, o juiz Sérgio Moro condenou, sem provas, o ex-presidente Lula a nove anos e meio de prisão.

A Comissão Pastoral da Terra (CPT) já denunciou, em Nota do dia 06 de junho de 2017, o grave perigo que a MP 759 significa para as populações do campo. Neste mesmo sentido, a aprovação da Reforma Trabalhista e a rápida sanção presidencial dela demostram um esquema ágil e articulado de usurpação total de direitos do povo brasileiro, o que vai expor a população às mais diversas e cruéis violências sociais.

Todo este projeto de desmonte de direitos dos cidadãos e cidadãs significa um pesadelo sem prazo para acabar e que resultará em muitos e graves retrocessos e perdas: regularização de terras griladas e entrega de terras a estrangeiros, com o consequente aumento da grilagem; desmonte e abandono dos assentamentos rurais, provocando o êxodo; violência agravada na cidade e no campo – a CPT já registrou em 2017, até o momento, 48 assassinatos de camponeses em conflitos no campo; aumento do desemprego, precarização da saúde e da educação, recessão econômica, domínio da terceirização e outros males. A elite política e econômica perdeu o pudor e, descaradamente, sem nenhum escrúpulo, joga num poço de lama a população e suas perspectivas e possibilidades de melhoria de vida, tudo isso para garantir seus privilégios escandalosos.

A crise sem precedentes que vivemos é uma demonstração da total subordinação dos poderes da República aos interesses do capital. Para isso, sacrificam-se, sem cerimônias, os direitos dos mais pobres, duramente conquistados.

No âmbito do Judiciário, a postura do juiz Sérgio Moro em relação a Lula já era esperada e revela uma atuação política, não independente, parcial, que tende a dominar os tribunais brasileiros, num judicialismo antirrepublicano. Como se não bastasse, o “leilão” promovido por Temer para “comprar” com dinheiro público e cargos os votos dos deputados da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) a seu favor, pela rejeição da denúncia contra ele por corrupção passiva, enterra de vez a credibilidade da República brasileira.

A esperança está nas ruas. Não se pode tolerar que uma classe política tão corrompida decida os destinos de um povo tão diverso e com tantas potencialidades.

Junto com o povo exigimos Eleições Diretas Já e a revogação de todas as reformas feitas contra os trabalhadores e os mais pobres.
Com o profeta Miqueias dizemos: “Ai dos que vivem maquinando a maldade, planejando seus golpes, deitados na cama. É só o dia amanhecer e o executam porque está a seu alcance” (Mq 2,1).


Goiânia, 14 de julho de 2017.


Coordenação Executiva Nacional da Comissão Pastoral da Terra

Petroleiros e petroleiras da Perbrás estão assinando, nas bases, documento onde reafirmam a intenção de manterem a sua representação sindical feita pelo Sindipetro-NF. O movimento acontece em razão de ter sido publicado recentemente, por outro sindicato, um edital que convoca a categoria para uma assembleia, em manobra simultânea a uma retirada da empresa da mesa de negociações com o NF.

Os trabalhadores da Perbrás atuam em diversas plataformas da região e em áreas operacionais do Parque de Tubos, em Macaé.

"Nós empregados da Perbrás - Empresa Brasileira de Perfurações - rechaçamos a tentativa da empresa de abandonar a mesa de negociação com o Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense - Sindipetro-NF -, legítimo representante dos trabalhadores e empregados da Perbrás que exercem as atividades relacionadas com o artigo 1º da Lei nº 5811/72, integrando a categoria dos petroleiros do Norte Fluminense", afirma o documento.

A declaração coletiva destaca ainda que "o Sindipetro-NF firmou todos os acordos coletivos com a empresa nos últimos anos, defendendo os interesses da categoria. Desta maneira entendemos nula e sem efeito qualquer tratativa ou assembleia realizada com entidade de classe diversa do Sindipetro-NF que não representa os trabalhadores e empregados da Perbrás".

Clique aqui para baixar o documento para ser assinado nas bases.

 

Postada nas redes sociais do Sindipetro-NF no último sábado, a edição 16 do programa Questão de Base traz entrevista com cientista social Roberto Dutra, professor do Laboratório de Gestão e Políticas Públicas da Universidade Estadual do Norte Fluminense. Ele aborda a relação das esquerdas com o eleitorado evangélico, demonstrando como nem sempre a valorização do indivíduo é bem compreendida por movimentos políticos referenciados pela noção de classe social.

Ele identifica a existência do que tem sido chamado "liberalismo popular", que não se confunde com o neoliberalismo, mas valoriza as iniciativas individuais que buscam melhorias de qualidade de vida, com ênfase no esforço pessoal e no empreendedorismo, comportamento que costuma não ser bem assimilado pela noção mais coletivista dos movimentos de esquerda, o que dificulta a aproximação com este público.

Ainda de acordo com o professor, pesquisas mostram que não há uma relação direta de representação da população evangélica pelas chamadas bancadas evangélicas.

"Não há uma correspondência direta entre o comportamento dos parlamentares evangélicos e os diferentes segmentos de fiéis e eleitores evangélicos. O comportamento político dos parlamentares evangélicos obedece a uma lógica de leituras de chances de poder, como acontece com todo comportamento político profissional. O uso das pautas conservadoras, das pautas morais, como tem sido feito cada vez mais forte nos últimos tempos, é uma estratégia dos parlamentares evangélicos, e alguns até católicos também, de apostar em um conservadorismo evangélico popular", afirma.

Os programas podem ser acompanhados no Youtube e no Facebook pela #questãodebase.

Confira abaixo as edições veiculadas:

Programa #16
Tema: A relação entre esquerda e eleitorado evangélico
Entrevistado: Roberto Dutra - Professor da UENF
Doutor em Sociologia pela Humboldt Universität, de Berlin, Roberto Dutra é professor do Laboratório de Gestão e Políticas Públicas da Universidade Estadual do Norte Fluminense. Nesta conversa, ele aborda a relação das esquerdas com o eleitorado evangélico, demonstrando como nem sempre a valorização do indivíduo é bem compreendida por movimentos políticos mais referenciados pela noção de classe social.
Assistir: https://business.facebook.com/sindipetronf/videos/1412195955500893/

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Programa #15
Tema: A militância segundo Letícia Sabatella
Entrevistada: Letícia Sabatella - Atriz e cantora
Letícia Sabatella é atriz e cantora que tem a sua trajetória marcada pela militância social. Para ela, não faz sentido viver apenas em busca de satisfação pessoal ou dos familiares mais próximos. O comportamento ético impõe um compromisso com as causas coletivas. Nesta entrevista, ela denuncia o agronegócio e o descaso com a demarcação das terras indígenas no Brasil.
Assistir: https://www.facebook.com/sindipetronf/videos/1382970361756786/

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Programa #14
Tema: A conjuntura política brasileira
Entrevistado: George Gomes Coutinho - Professor da UFF
Professor de Ciência Política da Universidade Federal Fluminense, George Gomes Coutinho atua em pesquisas sobre democracia, globalização e teoria política e social brasileira. Nesta conversa, ele aborda o quadro político do país e avalia que a tendência de polarização entre as forças políticas será mantida, em um cenário de proeminência do capital financeiro na cobrança por reformas que mantenham os seus ganhos.
Assistir: https://www.facebook.com/sindipetronf/videos/1370928092961013/

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Programa #13
Tema: A força do racismo no Brasil e o seu combate
Entrevistada: Maria Clareth Gonçalves Reis - Professora da UENF
Doutora em Educação pela Universidade Federal Fluminense e professora da Universidade Estadual do Norte Fluminense, Maria Clareth Gonçalves Reis, coordena o Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas da Uenf, que realiza pesquisas em temas como relações étnico-raciais, identidade negra e educação escolar quilombola. Nessa entrevista, ela expõe o modo como o racismo ainda é presente na sociedade brasileira e como tem sido danosos os recuos em políticas públicas para o seu combate.
Assistir: https://www.facebook.com/sindipetronf/videos/1355385797848576/

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Programa #12
Tema: Cenário atual e debates sobre a questão de gênero
Entrevistada: Sana Gimenes Alvarenga Domingues - Professora do Curso de Direito do Uniflu
Sana Gimenes é advogada, professora e socióloga, doutora em Sociologia Política pela Universidade Estadual do Norte Fluminense. Suas pesquisas envolvem estudos de gênero, direitos humanos e cidadania. Nesta entrevista, ela conversa sobre os debates atuais sobre o feminismo e aborda o modo como, até mesmo entre movimentos sociais e de esquerda, a questão de gênero não é devidamente priorizada.
Assistir: https://business.facebook.com/sindipetronf/videos/1338055969581559/

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Programa #11
Tema: As muitas formas de envelhecer no Brasil
Entrevistado: Carlos Eugênio Soares - Professor da UFF
Doutor em Sociologia pela UFRJ, o professor da Universidade Federal Fluminense, Carlos Eugênio Soares, conversa neste programa sobre o idoso no Brasil, tema de suas pesquisas que envolvem questões socioantropológicas sobre o envelhecimento humano. Para ele, ainda há muito a conhecer sobre este segmento da população, que não pode ser compreendido fora de recortes como os de classe, gênero ou raça.
Assistir: https://business.facebook.com/sindipetronf/videos/1321014191285737/

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Programa #10
Tema: Desmonte da proteção social no Brasil
Entrevistado: Miguel Rossetto - Ex-ministro da Previdência Social
O ex-ministro doTrabalho, Emprego e Previdência, Miguel Rosseto, que comandou a pasta governo Dilma Rousseff, afirma nesta entrevista ao Questão de Base que não existe rombo na Previdência. Ele também firma que as mudanças que pretendia fazer na área eram muito diferentes das propostas atualmente, mais centradas no aumento da arrecadação do que no corte de direitos dos trabalhadores.
Assistir: https://business.facebook.com/sindipetronf/videos/1309748675745622/

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Programa #09
Tema: Pertencimento de Classe e combate ao machismo
Entrevistada: Guiomar Valdez - Professora aposentada do IFF
Mestre em Educação pela Universidade Federal Fluminense, com especializações em História Moderna e Contemporânea e em História do Brasil, a professora Guiomar Valdez conversa neste programa sobre a relação entre as lutas feministas e a consciência de pertencimento à classe trabalhadora. Militante de movimentos sociais, ela argumenta que o combate ao machismo também deve passar pelo combate ao capitalismo.
Assistir: https://business.facebook.com/sindipetronf/videos/1288933667827123/

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Programa #08
Tema: Petrobrás privatizada aos pedaços
Entrevistado: Roberto Moraes - Professor do IFF
Professor e engenheiro do Instituto Federal Fluminense e pesquisador do Programa de Políticas Públicas e Formação Humana da UERJ, Roberto Moraes se dedica ao estudo dos arranjos da cadeia produtiva do petróleo. Neste programa, ele conversa sobre o processo de venda de ativos da Petrobrás, denunciado por sindicalistas como sendo, na prática, uma privatização aos pedaços.
Assistir: https://business.facebook.com/sindipetronf/videos/1270867942967029/

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Programa #07
Tema: O discurso parcial da imprensa
Entrevistado: Sérgio Arruda de Moura - Professor da UENF
Professor e pesquisador do Centro de Ciências do Homem, da Universidade Estadual do Norte Fluminense, Sérgio Arruda de Moura conversa nessa entrevista sobre impossibilidade de isenção no conteúdo da imprensa. Especialista em análise do discurso na literatura e no jornalismo, ele critica o modo como a mídia brasileira não admite a sua parcialidade, especialmente na cobertura política.
Assistir: https://business.facebook.com/sindipetronf/videos/1203586843028473/

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Programa #06
Tema: Raízes do autoritarismo brasileiro
Entrevistado: José Luis Vianna da Cruz - Professor da UFF
José Luis Vianna da Cruz é sociólogo, professor da Universidade Federal Fluminense, e conversa nesta entrevista sobre as raízes do autoritarismo brasileiro. O pesquisador fala sobre o modo como traços violentos da cultura do país têm relação com a nossa formação histórica e impactam na política, no mundo do trabalho e nos costumes.
Assistir: https://business.facebook.com/sindipetronf/videos/1183097668410724/

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Programa #05
Tema: Impactos da Nanotecnologia
Entrevistado: Paulo Roberto Martins - Coordenador da Renanosoma
Doutor em ciências sociais pelo Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp, Paulo Roberto Martins é coordenador da Rede de Pesquisa em Nanotecnologia, sociedade e meio ambiente. Nesta entrevista, ele fala sobre como os reais impactos da tecnologia nano ainda são desconhecidos e sobre a falta de recursos para a pesquisa na área.
Assistir: https://business.facebook.com/sindipetronf/videos/1166275630092928/

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Programa #04
Tema: Militância nas redes sociais
Entrevistada: Maria Goretti Nagime - Advogada e professora
Maria Goretti Nagime é uma advogada e professora, mestranda em Sociologia Política, que ganhou visibilidade pelo modo como usa seu perfil no Facebook para discutir a conjuntura do País. Nesta conversa ela fala sobre essa forma horizontal de participação na vida pública e defende que o Brasil vive um período de exceção, que será reconhecido pela história como golpe.
Assistir: https://business.facebook.com/sindipetronf/videos/1152695121450979/

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Programa #03
Tema: Exposição e riscos do benzeno
Entrevistada: Arline Sydneia Abel Arcuri - Doutora em ciências pela USP
Doutora em ciências pela Universidade de São Paulo, Arline Sydneia Abel Arcuri, tem se dedicado a pesquisas sobre os impactos de agentes químicos na saúde dos trabalhadores e no meio ambiente. Neste programa, ela conversa sobre a exposição e os danos do benzeno, presente na cadeia produtiva do petróleo e em diversos outros ambientes de trabalho.
Assistir: https://business.facebook.com/sindipetronf/videos/1136221889764969/

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Programa #02
Tema: O futuro da esquerda
Entrevistado: Leonardo Boff - Teólogo, filósofo e escritor
Teólogo, filósofo e escritor, Leonardo Boff é uma das principais referências dos humanistas brasileiros e de dezenas de outros países que publicam suas obras. Neste programa, ele conversa sobre o futuro das esquerdas e dos movimentos sociais, em tempos de retomada de teses conservadoras na política, nos costumes e na religião.
Assistir: https://business.facebook.com/sindipetronf/videos/1126963577357467/

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Programa #01
Tema: Medicina em Cuba
Entrevistada: Beatriz Silva do Nascimento - Estudante brasileira de medicina em Cuba
Beatriz Silva do Nascimento é uma universitária brasileira em Cuba. Integrante de um programa do MST que envia assentados para a Escola Latino Americana de Medicina, ela conversa neste programa sobre a formação humanística dos médicos no país, treinados desde cedo para estarem mais próximos da população.
Assistir: https://business.facebook.com/sindipetronf/videos/1112340122153146/

 

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