A Junta Eleitoral reuniu-se na tarde da quinta, 27 e aprovou um edital aditivo para estabelecer que a urna que será instalada na saída do refeitório do UTGCab (Urna 14) funcionará em todo o período de votação das 7h às 17h30 do dia 29 de abril ao dia 19 de maio e  a Itinerante dos turnos onshore (Urna 22) mantém sua data de instalação no dia 2 e segue até do dia 19 de maio.

 

[Atualizada às 17:37 de 02/05/17 para correção no número de uma das urnas que tiveram o horário ampliado]

(última atualização 14:06)

A greve no Sistema Petrobrás segue forte, com adesão total dos trabalhadores de norte a sul do país. Desde ontem à noite, os ônibus fretados pela empresa estão chegando vazios às refinarias e terminais. A paralisação é de 24 horas e teve início nos primeiros minutos desta sexta-feira, 28, em diversas unidades operacionais, com novas adesões hoje pela manhã.

Todas as 11 refinarias das bases da FUP estão sem troca de turno, assim como terminais da Transpetro, usinas de biodiesel, termoelétricas, fábricas de fertilizantes da Bahia e do Paraná, plataformas da Bacia de Campos, do Espírito Santo e do Rio Grande do Norte e campos de produção terrestre do nordeste do país e norte capixaba.

Na Bacia de Campos, trabalhadores de 30 plataformas interromperam suas atividades e entregaram a produção para os gerentes. Só estão realizando procedimentos essenciais para garantir a segurança nas unidades.

Não está havendo troca de turnos na grande maioria das unidades operacionais do Sistema Petrobrás, com ampla adesão dos trabalhadores próprios e terceirizados.  A participação da categoria na paralisação desta sexta-feira reflete os resultados das assembleias, onde mais de 90% dos petroleiros aprovaram a adesão à greve geral, deixando claro que não permitirão o desmonte que o governo ilegítimo de Michel Temer vem promovendo no pais.

Bases da FUP que estão na greve geral:

Exploração e produção: plataformas da Bacia de Campos (29), do Espírito Santo e do Rio Grande do Norte, campos terrestres da Bahia, Rio Grande do Norte e Norte Capixaba

Refinarias: Manaus (Reman), Rio Grande do Norte (RPCC), Pernambuco (Abreu e Lima), Ceará (Lubnor), Bahia (Rlam), Duque de Caxias (Reduc), Minas Gerais (Regap), Mauá/SP (Recap), Campinas/SP (Replan), Paraná (Repar), Rio Grande do Sul (Refap).

Terminais: Cabiúnas (Macaé), Suape (Pernambuco), Guararema (SP), Guarulhos (SP), Barueri (SP), São Caetano (SP), Senador Canedo (GO), Uberlândia (MG), Uberaba (MG), Brasília, Temadre (BA), Tedut (RS), Tenit (RS), Terig (RS), Tejaí (PR), Aquaviário de Vitória (ES).

Usinas termoelétricas de Jesus Soares Pereira (RN), Três Lagoas (MS), Governador Leonel Brizola (Duque de Caxias), Aureliano Chaves (MG), Canoas (RS), Arembepe (BA), Muricy (BA), Bahia 1 (BA), Celso Furtado (BA), Rômulo Almeida (BA), além das fábricas de fertilizantes da Bahia e do Paraná, de usinas de biodiesel da Bahia e de Montes Claros (MG), bases administrativas e da Transpetro.

#PetroleirosNaGreveGeral
#GreveGeral
#BrasilEmGreve

 

 

Imprensa da FUP - As imagens das ruas do #BrasilEmGreve mostraram a vitoriosa #GreveGeral deste dia 28.

Segundo dirigentes da CUT Nacional, foi a maior greve dos últimos 100 anos e agora o objetivo é rever os votos dos senadores com a Reforma Trabalhista que já passou na Câmara e retirar da pauta dos deputados a Reforma da Previdência nos próximos dias.

Na tarde do dia 26, dia da Greve Geral, a Revista Veja abriu uma enquete em seu site com a seguinte pergunta: “você concorda com a greve geral desta sexta-feira?” Até às 16h do dia 28, 755.260 mil (96%) pessoas se disseram favoráveis a paralisação. Outras 28.716 mil (3,66%) se mostraram contrárias. Coincidentemente, o porcentual de pessoas contra a greve são exatamente o mesmo porcentual de aprovação do governo Temer (4%), conforme a pesquisa realizada pela consultoria Ipsos e publicada na BBC Brasil.

Essa é a maior greve trabalhista já realizada no país e foi comparada ao movimento de 1989, quando 35 milhões de trabalhadores paralisaram os trabalhos. “Ainda não há estimativa, mas a Central vai ultrapassar esse número”, disse o presidente Nacional da CUT, Vagner Freitas para o Congresso em Foco.

Todas as categorias e todos os Estados participaram da Greve Geral e de atos contra as Reformas de Temer e seus aliados.

“A população apoiou a greve, a população fez greve! Nós ganhamos a opinião na disputa política.  Agora tem que ganhar o que? Os votos dos caras congressistas. Quer se reeleger em 2018? Não vote com as reformas de Temer!”, disse Freitas. “Agora o Senado vai ter oportunidade de legislar com a opinião pública”, completa.

A Reforma Trabalhista foi aprovada por 296 votos a 177 e foi agora pro Senado. A proposta de rasgar a CLT pode ser recebida de forma diferente pelos senadores. Para Vagner Freitas, a Greve Geral dá condição de reverter à situação.

“É mentira que a Reforma Trabalhista vai gerar emprego. É mentira que a Previdência está quebrada. É uma greve extramente pacifica com apoio da população brasileira, sinal de que o povo entendeu que as duas reformas, tanto da Previdência quanto da trabalhista, são desastrosas para o país”, afirmou o Secretário Geral da CUT Nacional, Sérgio Nobre.

Sérgio disse que o que tem que fazer agora é continuar a mobilização. “Nós marcamos um gol, mas o mais importante é lutar até que as reformas sejam retiradas “e é por isso que a população tem que continuar organizada e seguindo orientações dos movimentos sociais e das centrais sindicais e eu tenho certeza que a população brasileira vai derrotar essas reformas”.

Os sindicalistas fazem questão de frisar que o grande ganho da Greve Geral foi a consciência da sociedade.

“A sociedade hoje decretou que é contra as reformas do Temer. Que é contra o governo Temer. Governo Temer que já estava capengando, hoje é sepultado. Ele tem 5% de credibilidade com a greve geral do jeito que ela foi colocada, diminui ainda hoje!”, finalizou o presidente da CUT.

Saiba mais:

Carta Capital entrevista presidente da CUT nacional, Vagner Freitas.

A chuva não espantou a população que compareceu em peso aos atos realizados hoje em Macaé e Campos.  Na manhã parte da manhã, o ato público ocorrido em Macaé reuniu cerca de mil pessoas. A concentração teve início às 10h e depois seguiu em passeata pela Av Rui Barbosa, fez uma parada em frente à sede da prefeitura e seguiu até o Terminal onde terminou por volta das 13h30. 

O Coordenador da FUP, José Maria Rangel, participou do ato em Macaé e mandou um recado na porta da prefeitura ao Dr. Aluizio. " Se a cidade de Macaé está do jeito que está a culpa é dele. Ficava com discurso de que vamos atrair mais empresas privadas para investimento no país, mas a realidade é outra! O setor está aberto há 20 anos e pergunto qual foi o investimento feito pelas multinacionais? Não criaram uma refinaria, um terminal, nada! Se não fosse o investimento público e a Petrobrás o setor de óleo e gás não andaria. Ele (Dr. Aluizio) é um lobista. foi para Brasília fazer lobby para o fim da exclusividade da Petrobrás. Isso temos que denunciar" - disse Rangel.

Nesta tarde acontece desde às 15h, outro ato no Calçadão de Campos dos Goytacazes, no Pelourinho, que reúne mais de 800 pessoas. A adesão de categorias profissionais, instituições, estudantes e movimentos sociais. foi grande nos dois atos fizeram parte da greve geral nacional contra os cortes nos direitos trabalhistas e previdenciários. 

Petroleiros

Em Macaé, os petroleiros e petroleiras das bases administrativas não entraram para trabalhar e form chamados pelo sindicato à participação no ato da Praça Veríssimo de Melo. Por conta do mal tempo, não aconteceram voos nos principais aeroportos da região. No Farol de São Thomé cerca de 20 aeronaves não saíram do solo. Em Cabiúnas hoje corte de rendição e diversos ônibus chegaram vazios ao terminal.

Trinta plataformas aderiram ao movimento e entregaram a produção, em alguma delas a produção teve que ser parada porque os prepostos da empresas não tinham como dar continuidade ao trabalho. 

 

Um militante da Frente Brasil Popular, que segurava uma faixa na entrada do Edinc, uma das bases administrativas da Petrobrás em Macaé, foi atropelado na manhã de hoje por um carro dirigido por um empregado da companhia, que tentou entrar à força no local. 

A vítima é o professor de história e geografia da rede municipal de ensino de Macaé, Fabiano Emmerick, de 40 anos, que depois de atingido foi para a delegacia do município para registrar a ocorrência e fazer exames físicos. O motorista agressor não foi identificado.

O Sindipetro-NF condena de modo veemente a agressão. A manifestação nas entradas das bases é uma estratégia clássica do movimento operário, que neste caso específico contou com aprovação dos próprios trabalhadores do Edinc, e de modo algum pode ser maculada pelo sentimento autoritário e individualista de um fura greve.

 

A base de Cabiúnas, em Macaé, participa de modo intenso da greve geral desta sexta-feira, com o corte de rendição desde às 23h de ontem. Na manhã de hoje, os ônibus que trazem os trabalhadores chegaram vazios ao terminal.

De acordo com o diretor do Sindipetro-NF, Claudio Nunes, que é lotado na base, a gerência da empresa não aceitou assumir o controle da operação na noite de ontem. Os trabalhadores, então, decidiram ficar nas instalações para garantir a segurança.

No horário seguinte de troca de turno, às 7h, houve atraso na passagem de serviço mas a empresa acabou aceitando assumir a operação por meio dos seus prepostos, às 7h35.

Os trabalhadores da base que chegaram a ir para o terminal foram encaminhados para a atividade sindical no portão da Praia Campista, em Imbetiba, e depois participarão do ato das 10h na Praça Veríssimo de Melo.

 

Dois grandes atos públicos estão programados para a região neste dia de greve geral nacional contra os cortes nos direitos trabalhistas e previdenciários. O primeiro, às 10h, será realizado na Praça Veríssimo de Melo, em Macaé. O segundo, às 15h, será no Calçadão de Campos dos Goytacazes, no Pelourinho.

A expectativa é de grande participação dos trabalhadores. Nas duas maiores cidades do Norte Fluminense é grande a adesão de categorias profissionais, instituições e movimentos sociais.

Em Macaé, os petroleiros e petroleiras das bases administrativas não entraram para trabalhar e estão sendo chamados pelo sindicato à participação no ato da Praça Veríssimo de Melo. A categoria que está em Campos também deve participar do protesto da tarde.

 

Em entrevista à Rádio NF nesta manhã, o diretor do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra, deu informes sobre a participação petroleira na greve geral de hoje. Falando ao vivo do Heliporto do Farol, o sindicalista afirmou que 29 plataformas estão no movimento, não houve corte de rendição em Cabiúnas às 23h de ontem e, nas bases de terra em Macaé, os petroleiros não estão entrando para trabalhar.

Em razão da chuva desta manhã na região, não há voos para as plataformas na Bacia de Campos, o que também contribui para que os saguões se tornem locais de diálogo com a direção sindical sobre a realidade do País.

"São Pedro está a favor dos trabalhadores e os aeroportos estão fechados.", brincou Bezerra.

Segundo ele, o movimento está forte e os trabalhadores estão conscientes de que este é um momento diferente no País, que é preciso ir à luta.

Piquete na SIT

Em outra frente de atuação nesta madrugada, o diretor sindical Alessandro Trindade participou de piquete no portão da empresa de ônibus SIT, em Macaé, junto ao movimento estudantil do município. Os manifestantes conseguiram a adesão dos trabalhadores e os ônibus não saíram da garagem.

Adesão ainda pode ser feita

As plataformas que não realizaram assembleias ainda podem entrar no movimento. A aprovação da maioria ampara a adesão, mesmo que não seja feita uma assembleia de adesão a bordo, basta comunicar a entrega da produção à empresa, de acordo com as orientações do Sindipetro-NF.

 

[Foto: Piquete na SIT nesta madrugada, com atuação de petroleiros e estudantes]

 

Não obstante à forte adesão das bases de Terra e da UTGCab, as plataformas confirmam a força da Greve Geral e, na reta final, aumentam a participação no movimento, fazendo com que 26 unidades façam parte desse dia histórico para o país (número bem superior à médias de mobilizações de um dia chamadas pelos SindipetroNF).

Veja também: orientações para plataformas, bases de terra e Cabiuínas.

Diversas categorias em todo o país aderiram ao movimento, que visa barrar os retrocessos nas leis trabalhistas e previdênciarias do Brasil, além de dar o recado para o governo ilegítimo de Michel Temer que a classe trabalhadora não aceitará retrocesso algum.

Confira o quadro atualizado de plataformas: 

1 - Apr. Estado Assemb. Permanente     02 - Aprov. Doc. FUP s/condição segurança     03 - Real. De greve 24 horas 28-04
Plataforma Favor Contra Abstenção     Plataforma Favor Contra Abstenção     Plataforma Favor Contra Abstenção
Cabiunas 84 0 13     Cabiunas 78 0 18     Cabiunas 77 3 21
Edinc 56 0 4     Edinc 46 0 14     Edinc 55 4 1
Imbetiba 80 3 3     Imbet
iba
62 0 24     Imbetiba 84 1 1
PT 43 0 0     PT 40 0 3     PT 42 0 1
PCE-1 21 1 0     PCE-1 22 0 0     PCE-1 19 2 1
PGP-1           PGP-1           PGP-1      
PRA-1           PRA-1           PRA-1      
PPM-1           PPM-1           PPM-1      
PPG-1           PPG-1           PPG-1      
PNA-1           PNA-1           PNA-1      
PNA-2 21 0 0     PNA-2 21 0 0     PNA-2 21 0 0
PCH-1 16 0 1     PCH-1 17 0 0     PCH-1 16 1 0
PCH-2 14 0 0     PCH-2 14 0 0     PCH-2 14 0 0
PCP 1/3 8 0 0     PCP 1/3 8 0 0     PCP 1/3 8 0 0
PCP 2           PCP 2           PCP 2      
PVM-1           PVM-1           PVM-1      
PVM-2           PVM-2           PVM-2      
PVM-3           PVM-3           PVM-3      
P-07           P-07           P-07      
P-08 27 0 0     P-08 27 0 0     P-08 24 2 1
P-09           P-09           P-09      
P-12 7 0 0     P-12 7 0 0     P-12 7 0 0
P-15 13 0 0     P-15 10 0 3     P-15 12 0 1
P-18           P-18           P-18      
P-19 26 0 0     P-19 12 1 13     P-19 14 12 0
P-20 21 0 0     P-20 20 0 1     P-20 21 0 2
P-25 23 1 0     P-25 24 0 0     P-25 3 18 3
P-26           P-26           P-26      
P-31           P-31           P-31      
P-32 25 0 0     P-32 0 0 0     P-32 25 0 0
P-33           P-33           P-33      
P-35 21 0 0     P-35 21 0 0     P-35 18 1 2
P-37 20 0 1     P-37 20 0 1     P-37 20 0 1
P-38 8 0 0     P-38 8 0 0     P-38 8 0 0
P-40 22 0 0     P-40 22 0 0     P-40 22 0 0
P-43           P-43           P-43      
P-47 9 3 1     P-47 12 0 1     P-47 1 10 2
P-48 29 0 2     P-48 27 0 4     P-48 28 0 3
P-50 29 0 0     P-50 28 0 1     P-50 28 1 0
P-51 12 2 0     P-51 14 0 0     P-51 8 3 3
P-52           P-52           P-52      
P-53           P-53           P-53      
P-54 17 1 5     P-54 17 1 5     P-54 17 1 5
P-55 28 0 0     P-55 16 1 11     P-55 24 1 3
P-56 23 0 0     P-56 23 0 0     P-56 21 1 1
P-61 17 0 0     P-61 17 0 0     P-61 16 1 0
P-62 31 0 0     P-62 31 0 0     P-62 28 3 0
P-63 28 0 0     P-63 14 0 14     P-63 17 1 10
P-65 6 1 0     P-65 6 0 1     P-65 6 1 0
Total 785 12 30     Total 684 3 114     Total 704 67 62

O sindicato orienta os trabalhadores que estão previstos para largar às 23h desta quinta, 27, no UTGCab, caso não sejam rendidos nos seus postos de trabalho, para permanecerem guarnecendo seus postos de trabalho até a rendição, realizando somente as atividades que impactam a segurança e as condições de vivência da unidade. Nesse tipo de greve aprovada nas assembleias não haverá corte ou redução da produção. Também não haverá trabalho para retomar a produção ou religar equipamentos que por ventura tenham desligado e não sejam necessários à segurança dos trabalhadores e à vivência da unidade nas 24 horas da greve.

O sindicato alerta para que os trabalhadores não aceitem provocações dos prepostos da Petrobras e respondam a qualquer solicitação diferente do que está sendo orientado que quem negocia com a empresa é o sindicato.

Os diretores do sindicato estão em Plantão nas sedes da entidade e disponíveis nos celulares para esclarecer dúvidas.

Sede Macaé - 27659550

Aos companheiros e companheiras da Bacia de Campos

 

Ainda tem alguém aí que não vai fazer a greve? É você?

 

O Ministério Público do trabalho, Juízes do Trabalho, a CNBB e outros movimentos religiosos, centenas de categorias de trabalhadores — algumas delas altamente estratégicas, como rodoviários, metroviários, correios e bancários — e até algumas instituições de ensino particulares estão aderindo ao movimento contra o corte de direitos trabalhistas e previdenciários, que tem como um grande grito este o de amanhã, dia de greve geral no País.

Diante de toda essa crescente adesão, você, justo você, trabalhador ou trabalhadora da categoria petroleira, uma das que aprovou a adesão, não vai ficar de fora, não é mesmo?

E por que justo você?

Porque você faz parte de uma categoria que tem a sua história confundida com a história das lutas populares no Brasil.

Porque a Petrobrás só existe — e, portanto, o seu emprego — em razão de inúmeras lutas, que vão desde a campanha "O petróleo é nosso" até à Greve de 2015, um brado contra a privatização da companhia, passando pela histórica greve de 1995, pelo mesmo motivo.

Porque você faz parte de uma das mais organizadas categorias do Brasil, e se você, que tem essa força, não se mobilizar, estará contribuindo para reduzir a potência da voz de milhões de outros trabalhadores, que eventualmente nem empregos têm, muito menos sindicatos fortes para representá-los.

Porque você aprendeu, na luta e no dia a dia, que ninguém é uma ilha. Que todo o trabalho, em qualquer setor, é resultado de uma ação coletiva, e que, portanto, é coletivamente que o trabalhador deve se compreender como agente político.

E porque você, ainda que não tenha se atentado, e ainda que não queira pensar coletivamente a questão, será diretamente prejudicado pelo conjunto de ataques urdidos contra os direitos trabalhistas e previdenciários (Pode acreditar, vai sim. Vide a abertura para a terceirização da atividade fim, por exemplo).

No futuro, tenha direito de cravar nas suas redes sociais: "#28A, eu fiz".

Não fique de fora.

O Brasil vai parar.

 

Macaé, 27 de Abril de 2017

Diretoria do Sindipetro-NF

 

A comissão eleitoral da Cipa (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) offshore da Bacia de Campos, que envolve a UO-BC e a UO-RIO, decidiu prorrogar o prazo para inscrições de candidatos a cipista do calendário 2017/2018. Em reunião ontem, quando foi tomada a decisão, os representantes da Petrobrás alegaram que 20 plataformas não atingiram o quórum mínimo de cinco candidatos.

Para o coordenador do Departamento de Saúde do Sindipetro-NF, Sérgio Borges, a dificuldade em atingir o quórum para as comissões tem relação direta com a volta de velhas práticas da alta administração da companhia, que desestimulam a participação dos empregados.

"São perseguições, punições, transferências arbitrárias e assédios a cipistas atuantes. Isso tem se tornado frequente em todas as instalações da Petrobrás", afirma o sindicalista.

Para ele, o “Sistema de Consequências”, onde a gestão minuciosamente procura erros em processos, "é utilizado para punir trabalhadores de chão de fábrica, e não para adquirir conhecimento que melhore as condições de segurança das unidades". 

Borges adverte ainda que "esse mesmo sistema não é aplicado quando a falha é do gestor, como quando há falta de EPIs, a implementação do operador mantenedor, ou o adiamento de manutenções e inspeções de equipamentos críticos que são constantemente denunciados pelo sindicato".

O PIDV (Programa de Incentivo ao Desligamento Voluntário), aliado à redução de efetivo, é outro ponto que preocupa toda diretoria do sindicato. Para a entidade, o enxugamento de quadro também afeta diretamente as Cipas, pois, além de diminuir a quantidade de pessoas a bordo, se desfaz de empregados extremamente experientes em atuar na segurança das instalações. 

“Os gestores da Petrobrás devem rever imediatamente suas posições com relação ao enxugamento de efetivo, ou serão responsáveis por uma nova tragédia na história da empresa”, advertiu Borges.

Novo prazo

O novo prazo para inscrições de candidaturas às Cipas offshore vai até o dia 11 de maio. A direção do Sindipetro-NF indica que os trabalhadores participem do processo eleitoral, candidatando-se ou votando em candidatos que representem de fato os trabalhadores.

O sindicato lembra que a Cipa é um dos principais instrumentos de prevenção de acidentes, e que, nela, os empregados têm oportunidade paritária de lutar por uma política de SMS que verdadeiramente coloque em primeiro lugar a saúde e a segurança dos trabalhadores.

 

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