A atual política de preços da Petrobras colocada em prática pelo governo golpista e ilegítimo de Michel Temer (MDB-SP) é um dos motivos da paralisação por 72 horas anunciada pelos petroleiros. A partir da zero hora da próxima quarta-feira (30), os trabalhadores e trabalhadoras cruzarão os braços nas refinarias, plataformas e prédios administrativos da estatal. Uma greve por tempo indeterminado deverá ser convocada em assembleia da categoria marcada para o dia 12 de junho.

Segundo José Maria Rangel, coordenador da Frente Única dos Petroleiros (FUP), a greve de advertência faz parte do calendário de mobilizações da categoria que já vinha sendo construída em atos, audiências públicas, manifestações e assembleias, antes mesmo da mobilização dos caminhoneiros.

“A paralisação dos caminhoneiros jogou luz num assunto que para nós é preocupante há muito tempo, que é a política de preços adotada pelo presidente da Petrobras, Pedro Parente. Por isso, uma das reivindicações da categoria é justamente a sua demissão”, diz Rangel, destacando que os petroleiros podem deflagrar greve por tempo indeterminado se o governo ilegítimo de Temer insistir em manter Pedro Parente no comando da estatal e continuar com a atual política que tem destruído a Petrobras.

A paralisação, segundo ele, tem como objetivo a redução dos preços dos combustíveis e do gás de cozinha; a manutenção dos empregos e retomada da produção interna de combustíveis; o fim das importações da gasolina e outros derivados de petróleo; contra as privatizações e desmonte do Sistema Petrobras; e a demissão de Pedro Parente da presidência da empresa.

Aumento da importação agravou política de preços

Segundo o secretário Nacional de Comunicação da CUT, Roni Barbosa, a Petrobras tem capacidade para refinar quase todo o combustível que o Brasil consome. Porém, com a orientação do golpista Temer, a direção da empresa reduziu a capacidade de refino no País em 30%, o que abriu o mercado para as grandes importadoras, principalmente dos Estados Unidos.

"As refinarias têm capacidade de refinar 2,4 milhões de barris/dia, mas estão operando com apenas 68% dessa capacidade. Esse é um dos fatores que tem contribuído para encarecer ainda mais o preço dos derivados do petróleo", denuncia Roni, que também é petroleiro e dirigente da FUP.

A Petrobras está investindo na exportação de petróleo cru e, com isso, aumentando a importação do produto refinado. "O que é absolutamente desnecessário e vai contra os interesses do povo brasileiro, contra qualquer política de soberania nacional. O Brasil tem petróleo, refino e distribuição, não precisa aumentar a importação como vem fazendo”, critica Roni.

“A Petrobras pode produzir a US$ 7 o barril no pré-sal e cobra da população US$ 75. Mesmo com os custos de refino e transporte é um valor abusivo. Essa política tem de mudar.”

Nos últimos dois anos, desde que Parente adotou preços internacionais, onerando o consumidor brasileiro para garantir o lucro do mercado, o número de importadoras de derivados quadruplicou no País. Em 2017, o Brasil foi inundado com mais de 200 milhões de barris de combustíveis importados.

Segundo dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP), hoje existem 392 empresas autorizadas a realizar importações de derivados no país. Dessas, 129 (33%) foram cadastradas depois do golpe de 2016. 

Para piorar a situação, diz Roni, o ilegítimo Temer ainda propõe vender as refinarias Rlam e Fafen, na Bahia; Abreu e Lima, em Pernambuco; Repar e Araucária Nitrogenados, no Paraná; e Refap, no Rio Grande do Sul.

“Negócio da China”

Com a mobilização dos caminhoneiros, o governo federal decidiu subsidiar o diesel importado. Além de pagar à Petrobras para compensar sua redução de R$ 0,23 no litro do diesel, Temer ainda vai bancar com dinheiro do Tesouro Nacional (de todos os contribuintes) o diesel que vem de outros países. Essa medida vai custar R$ 9,5 bilhões até o final do ano, informou o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia.

“É um negócio da China. É uma política de preços para o mercado internacional. De um ano pra cá, o reajuste chegou a 26% enquanto a inflação oficial gira em torno de 1,5%. Há tempos já avisávamos que a sociedade brasileira pagaria a conta. Estão querendo colocar a Petrobras de joelhos perante o mercado internacional”, critica o coordenador da FUP, José Maria Rangel.

O dirigente diz ainda que os golpistas construíram a narrativa de que a Petrobras teve prejuízos com os desvios e corrupção da empresa. “Mas o que eles não dizem é que o suposto prejuízo de R$ 6 bilhões representa apenas 0,1% do que a empresa faturou”, esclarece Rangel.

Segundo ele, somente no ano passado, a Petrobras pagou aos bancos R$ 137 bilhões. “Isso não acontece com uma empresa que dizem estar quebrada. Não podemos combater a corrupção destruindo um patrimônio nacional.”

FUP - Mesmo tendo sido responsável por dois apagões no Brasil – o da energia elétrica, em 2001, e o do desabastecimento gerado pela alta desenfreada dos preços dos combustíveis – o presidente da Petrobrás ainda pensa que pode convencer os trabalhadores e a sociedade de suas “boas intenções”.

Por mais que ele o governo a que serve queiram concretizar o projeto de privatização da petrolífera brasileira, a Petrobrás ainda é uma empresa pública. Ficou claro para a população que a escalada dos preços dos combustíveis a níveis jamais vistos no país é consequência de uma política de gestão voltada unicamente para o mercado.

O povo está sendo sacrificado pelas escolhas que a atual administração da Petrobrás fez. O botijão de gás de cozinha disparou, levando as famílias brasileiras a voltarem a cozinhar com lenha e carvão. Pagamos uma das gasolinas mais caras do planeta e importamos cada vez mais diesel dos Estados Unidos. Mas, nada disso sensibiliza Pedro Parente. Pelo contrário. Ele continua seguindo à risca o que mandam o mercado financeiro e os investidores estrangeiros, seus patrões de fato e de direito.

Por sua determinação, a Petrobrás reduziu as cargas das refinarias e abriu mão do mercado nacional de derivados para que as importadoras tomassem conta. Parente quer que a empresa se concentre na exportação de óleo cru. Enquanto isso, o povo paga a conta da política de preços de derivados indexada ao dólar e ao barril de petróleo, que beneficia diretamente as importadoras. Se antes tínhamos cerca de 50 empresas desse tipo no Brasil, agora temos mais de 200.

O “grande gestor” que o mercado e a mídia defendem está levando o Brasil à bancarrota. Em oito dias de protestos dos caminhoneiros, a Petrobrás já perdeu R$ 126 bilhões em valor de mercado. A teimosia de Parente em manter a atual política de preços de derivados de petróleo custará ao país pelo menos R$ 10 bilhões em ajustes fiscais. Adivinhe quem pagará de novo a conta de mais esse apagão?

Não satisfeito em mergulhar o país em uma crise sem precedentes, o presidente da Petrobrás ainda tem a cara de pau de provocar os trabalhadores da empresa com uma carta dissimulada, que tenta transferir para a categoria petroleira a responsabilidade das escolhas que ele tomou.

Quer saber de fato, Pedro Parente, “como a Petrobrás e a sua força de trabalho podem melhor ajudar o Brasil neste momento?”.

Suspendendo a privatização das refinarias, das fábricas de fertilizantes, dos terminais, dos oleodutos e dos gasodutos, das plataformas e dos campos terrestres de produção, das termoelétricas, da BR Distribuidora e de todos os ativos estratégicos que estão em vias de serem entregues.

Proíba seus diretores e gerentes executivos de ameaçarem os trabalhadores de demissão, nas reuniões e “apresentações” que vêm fazendo pelo país afora, tentando justificar a venda das unidades.

Retome a produção a plena carga nas nossas refinarias para que o povo brasileiro não fique refém das importadoras e volte a ter combustíveis a preços condizentes com o nosso custo de produção, que é muito mais barato do que comprar derivados fora do país.

Volte a investir no Brasil, construindo plataformas, navios e equipamentos aqui e não na Ásia. Gere valor agregado para a indústria nacional, criando empregos e renda no país, em vez do exterior.

Por isso, Pedro Parente, é SIM “com paralisações e com pressões para redução” dos preços do gás de cozinha e dos combustíveis que os petroleiros seguirão em luta, denunciando os prejuízos que a sua gestão tem causado ao Brasil. Nossa greve é para reafirmar que o maior acionista da Petrobrás ainda é o povo brasileiro e não o mercado.

Por isso, Pedro Parente, peça pra sair e deixe os petroleiros trabalharem!

Defender a Petrobrás e defender o Brasil.

Os diretores do Sindipetro-NF estiveram reunidos hoje, 28, às 13h, com o Gerente Geral da Bacia de Campos, Marcos Guerra, para tratar do caso de assédio sexual ocorrido na Bacia com uma trabalhadora embarcada.

Foi exposto o caso para o GG, apresentadas provas do assédio e mostrada a posição do sindicato de que casos como esse são inadimissíveis. A empresa se comprometeu em ter rigor na apuração do caso.

O NF garantiu na reunião que a trabalhadora continuará embarcando, pediram uma campanha contra assédio moral e sexual, e os representantes da empresa falaram que já estava agendada uma palestra para os gerentes sobre esse tema e violência no trabalho.

Também solicitaram a participação na Comissão de Investigação que irá apurar a denúncia e o GG garantiu essa participação.

"Acreditamos que o objetivo dess reunião foi conseguido e lembramos a todos que o Sindipetro-NF está aberto para receber denúncias através do nosso canal denú O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. " - afirmou o Coordenador do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra que esteve na reunião.

Além de Tezeu, participaram da reunião as diretoras, Jancileide Morgado, Rosângela Buzanelli, Conceição de Maria, acompanhadas da Assistente Social, Maria das Graças Rocha.

A reunião da diretoria Executiva do Sindipetro-NF que começou na tarde desta segunda, 28, continuará na tarde desta terça, 29, quando será definido o formato da greve marcada para iniciar a partir de 0h desta quarta-feira.

Às 22h do mesmo dia a direção realiza uma interação ao vivo, pelo Facebook, com a categoria e com a sociedade, momentos antes do início da greve de 72 horas que petroleiros e petroleiras vão realizar, em todo o País.

A greve de advertência de 72 horas foi anunciada pela FUP (Federação Única dos Petroleiros) e seus sindicatos filiados, entre eles o Sindipetro-NF, no último sábado, 26. A categoria, que já estava com indicativo de greve aprovado, vai intensificar as mobilizações e paralisações para denunciar os ataques à soberania nacional e aos direitos dos trabalhadores.

 

A Frente Brasil Popular, que reúne cerca de 80 movimentos sindical e sociais do campo e da cidade, organiza um ato nesta segunda-feira (28), às 18h, em frente ao prédio da Petrobras, na Avenida Paulista, 901.  

Os movimentos são contra a privatização e as altas consecutivas dos preços do diesel, da gasolina, do etanol e do gás. Da mesma forma, as entidades combatem a atuação do Exército brasileiro para intimidar as paralisações e a postura de alguns setores que exigem intervenção militar, na perspectiva de um novo golpe.

Secretária de Administração e Finanças da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Cibele Vieira explica que a luta dos petroleiros neste momento se dá em torno da unidade. “Nossa luta se une à paralisação dos caminhoneiros e é contra esta política de preço que a Petrobras vem aplicando, que leva à alta dos preços dos derivados como, por exemplo, da gasolina e do gás de cozinha”, afirma a dirigente, que também faz parte da direção da CUT-SP.

Divulgação Cibele em 3 de junho no auditório da Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) na nstauração da Frente Parlamentar em Defesa da Petrobrás

Cibele responsabiliza Michel Temer (MDB) e o tucano Pedro Parente, atual presidente da Petrobras, pela política brasileira de preços flutuantes em paridade com os ajustes internacionais.

“Temos o petróleo, o refino e a distribuição. É tudo com custo nacional. Antes os preços eram pensados e voltados para o país, mas Parente, a mando de Temer, aumentou no último período em 59,32% o preço do diesel, entre outros aumentos promovidos. Não tem porque continuarmos aceitando essa política de preço voltada ao lucro das grandes empresas estrangeiras e não para as necessidades do povo brasileiro”, ressalta.

Além das questões apontadas por Cibele, os movimentos reforçam a luta contra a privatização da empresa. A Petrobras, além de ter importante papel na soberania energética, é a maior empresa nacional e responsável por metade dos investimentos públicos.

O protesto desta segunda-feira (28) em São Paulo é um dos muitos previstos para a semana já que os petroleiros anunciam greve de 72 horas a partir da próxima quarta-feira (30).

[Via CUT]

[CUT] Levantamento realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostra que as propostas de isenção de impostos apresentadas pelo governo ilegítimo de Michel Temer (MDB-SP) não resolvem os verdadeiros problemas dos aumentos do diesel, da gasolina e do gás de cozinha.

De acordo com o Dieese, a escalada nos preços dos derivados do petróleo no Brasil está diretamente relacionada com a nova política implementada pelo presidente da Petrobras, Pedro Parente: os preços dos combustíveis acompanham as flutuações do dólar e do barril de petróleo no mercado internacional. Essas medidas, adotadas pelo governo golpista de Temer, abrem espaço para o aumento da participação de empresas privadas no setor e a entrada de capital estrangeiro.

Por isso, a ampla maioria dos petroleiros de todo o país aprovou uma greve de advertência de 72 horas para exigir mudanças na política da Petrobras, a redução do valor da gasolina, do diesel e do gás de cozinha, a manutenção dos empregos e a retomada da produção interna de combustíveis.

 

Proposta de Temer não resolve 

Segundo análise técnica do Dieese, os cortes na Cide (Contribuição de Intervenção de Domínio Econômico), no PIS/Cofins ou no ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) são medidas paliativas. Se não houver uma mudança na política do setor de petróleo no Brasil que transforme, de forma estrutural, a política de preços adotada por Pedro Parente desde que assumiu o comando da estatal, o problema não será solucionado.

"Nesse momento de baixa arrecadação e déficit público, em que o financiamento de políticas públicas já está comprometido, essa solução [isenção de impostos] compromete mais ainda a capacidade de ação do Estado brasileiro", diz trecho do documento.

O estudo, divulgado neste sábado (26), informa que a Petrobras reajustou o preço da gasolina e do diesel nas refinarias por 16 vezes entre 22 de abril e 22 de maio. O preço da gasolina passou de R$ 1,74 para R$ 2,09, o que representa um aumento de 20%. Já o diesel foi de R$ 2,00 para R$ 2,37, alta de 18%.

Os preços médios do litro da gasolina nas bombas de combustíveis subiram de R$ 3,40 para R$ 5,00, um crescimento de 47%. O litro do diesel passou de R$ 2,89 para R$ 4,00, alta de 38,4%.

"Assim, a partir de outubro de 2016, os preços começaram a sofrer variações mais frequentes e, a partir de julho de 2017, as correções passaram a ser diárias."

A análise do Dieese diz, ainda, que a paridade internacional de preços veio acompanhada de outras duas decisões que impactaram também nos preços praticados nas refinarias e ao consumidor final: "a redução da produção nas refinarias próprias da empresa e o anúncio da venda de outras quatro no Brasil.

A Petrobras, mesmo batendo recordes de produção, está aumentando a exportação de petróleo cru e diminuindo a utilização de suas refinarias, o que está afetando também a política de preços final ao consumidor.

"As refinarias da empresa possuem capacidade de refinar 2,4 milhões de barris/dia, mas estão utilizando apenas 68% dessa capacidade", denuncia a nota técnica.

"O Brasil tem petróleo, refino e distribuição. Ė absolutamente desnecessário o aumento das importações de derivados", denuncia o coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros, José Maria Rangel.

Segundo dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP), hoje existem 392 empresas autorizadas a realizar importações de derivados no país. Dessas empresas, 129 (33%) foram cadastradas depois do golpe de 2016, que colocou o usurpador Temer no poder sem votos.

Para o Dieese, a solução para reverter este quadro é recuar da política de paridade internacional nos preços dos derivados e aumentar o volume de petróleo refinado em refinarias próprias, que tem capacidade de refinar 2,4 milhões de barris/dia e atender a demanda interna (com cerca de 2,2 milhões/dia).

> Confira aqui a nota técnica na íntegra. 

Imprensa do Sindipetro-MG - Mobilizados contra a venda Petrobrás e pela mudança na política de preços dos combustíveis no Brasil, os petroleiros da Refinaria Gabriel Passos (Regap) e da Termelétrica Aureliano Chaves fizeram um grande ato na manhã desta segunda-feira (28) na portaria da Regap, em Betim (MG).

A categoria está realizando paralisações desde a semana passada denunciando a responsabilidade do governo de Michel Temer e da política de preços adotada por Pedro Parente na Petrobrás no aumento dos preços dos combustíveis e do gás de cozinha no Brasil.

Também estão ocorrendo atos e paralisações em todo o País. Além disso, a categoria petroleira já havia aprovado uma greve no início do mês e realizará uma paralisação de 72 horas a partir da próxima quarta-feira (30).

A mobilização dos petroleiros teve início quando a direção da Petrobrás anunciou a venda das refinarias Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco; Landulpho Alves (RLAM), na Bahia; Alberto Pasqualini (Refap), no Rio Grande do Sul, e Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná.

O anúncio de mais essa privatização está diretamente ligado ao aumento dos preços dos combustíveis no País. Isso porque, ao indexar o mercado brasileiro ao preço do barril de petróleo, a Petrobrás torna suas refinarias mais atrativas aos olhos de investidores estrangeiros.

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Além disso, a política de preços da Petrobrás sob regulação do governo federal permite que o Executivo baixe o preço da gasolina, do diesel e do gás de cozinha para atender as necessidades do povo brasileiro – o que muitas vezes inviabiliza o interesse de empresas estrangeiras cuja única preocupação é a geração de lucros.

“Hoje, nós temos capacidade de produzir 2,4 bilhões de barris de petróleo por dia, o que supre toda a demanda interna por combustíveis que e de 2,2 bilhões por dia. No entanto, a atual direção da Petrobrás, ao atrelar o preço dos combustíveis ao barril de petróleo, reduziu a produção das refinarias para 68% de sua capacidade máxima e entregou parte do mercado interno para empresas estrangeiras. Com isso, o Brasil hoje importa cerca de 600 milhões de barris de petróleo refinado por dia a um custo mais alto, enquanto as refinarias da Petrobrás operam com carga baixa”, denuncia o coordenador do Sindipetro/MG, Anselmo Braga.

Apoio

A manifestação também teve participação do deputado estadual Rogério Correia (PT); da presidente da CUT Minas, Beatriz Cerqueira; do secretario geral da CUT Minas, Jairo Nogueira Filho; do presidente da Federação Interestadual dos Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil (Fitmetal), Marcelino Rocha; além de representantes do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), do Sindicato dos Eletricitários de Minas Gerais (Sindieletro-MG), do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas (SindUTE-MG) e de diversos outros movimentos sociais.

[Via Sindipetro-MG]

A diretoria do Sindipetro-NF realiza interação ao vivo, pelo Facebook, com a categoria e com a sociedade, nesta terça-feira, 29, às 22h, momentos antes do início da greve de 72 horas que petroleiros e petroleiras vão realizar, em todo o País, a partir de 0h desta quarta-feira. Na tarde desta segunda, 28, a diretoria do NF estará reunida para definir o formato da greve.

No "Face to Face", com o tema " Greve dos Petroleiros", os sindicalistas vão dialogar sobre as pautas do movimento, que inclui o combate à privatização da Petrobrás e à política que tem gerado aumento nos combustíveis para atendimento aos interesses dos acionistas e do mercado financeiro.

A greve de advertência de 72 horas foi anunciada pela FUP (Federação Única dos Petroleiros) e seus sindicatos filiados, entre eles o Sindipetro-NF, no último sábado, 26. A categoria, que já estava com indicativo de greve aprovado, vai intensificar as mobilizações e paralisações para denunciar os ataques à soberania nacional e aos direitos dos trabalhadores.

"Os trabalhadores do Sistema Petrobrás iniciarão o movimento a partir do primeiro minuto de quarta-feira, 30 de maio, para baixar os preços do gás de cozinha e dos combustíveis, contra a privatização da empresa e pela saída imediata do presidente Pedro Parente, que, com o aval do governo Michel Temer, mergulhou o país numa crise sem precedentes", anunciou a FUP.

 

Desde o início da paralisação dos caminhoneiros, o Sindipetro-NF monitora os impactos do movimento sobre os voos para a Bacia de Campos e as condições de habitabilidade e segurança dos petroleiros e petroleiras a bordo das plataformas da região. Nesta manhã, a entidade recebeu informações de que a Petrobrás começa a promover desembarques em razão da restrição no acesso a alimentos em algumas unidades, entre elas a P-25, a P-35, a P-37 e a P-08.

"Solicitamos desde o começo o desembarque dos trabalhadores que estivessem passando por problemas de habitabilidade e segurança nas plataformas. Os representantes da empresa começaram a atender, o que segundo eles já estava no plano de contingência", explica o coordenador geral do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra.

O sindicalista também afirma que a entidade tem recebido informações de que estão ocorrendo restrições nos cardápios em muitas plataformas. A empresa tem garantido à entidade, no entanto, que o equilíbrio nutricional está sendo mantido.

Bezerra reafirma a orientação do sindicato: os trabalhadores e trabalhadoras devem manter a entidade informada sobre as suas condições de habitabilidade e segurança ( O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ). O NF vai continuar a cobrar da Petrobrás os desembarques dos locais onde não houver condições de manter a categoria.

"Não vamos aceitar a produção sendo feita a qualquer custo, com sacrifício humano", afirma.

Nos aeroportos da região, as informações de hoje são de que houve fornecimento de querosene de aviação e os voos estão mantidos.

 

 

Militantes sociais, lideranças sindicais e representantes de partidos políticos participaram no sábado, 26, na UFF (Universidade Federal Fluminense), em Campos dos Goytacazes, da etapa Norte Fluminense do Congresso do Povo Brasileiro. O coordenador geral da FUP (Federação Única dos Petroleiros), José Maria Rangel, também diretor do Sindipetro-NF, foi um dos expositores do evento e chamou a todos a manter a resistência.

"Estamos em um processo de acumulação de forças. Vai demorar, mas podemos virar esse jogo, temos que acreditar nisso. Esse ano é fundamental para nós", disse José Maria.

O sindicalista avaliou que é preciso "manter a conversa olho no olho com a população", mas não apenas apontando problemas. "Não tem que chegar ao povo para contar desgraça. Porque o povo não aguenta mais desgraça. Voltou a miséria, voltou a fome, voltou o desemprego. Nós temos é que dar esperança ao povo, o que significa dizer o que nós já fizemos nesse país", afirmou.

José Maria também lembrou a situação da Petrobrás, que está sendo desmontada por meio "da entrega de refinarias e terminais". "Chegamos ao cúmulo de ver a Petrobrás comemorar o lançamento da [plataforma] P-75 lá na China", disse, em contraponto ao período recente em que o Brasil voltou a produzir as suas plataformas com conteúdo nacional, gerando empregos nos estaleiros e na indústria brasileira.

 

Do Brasil de Fato - No contexto da paralisação nacional dos caminhoneiros, a Frente Brasil Popular e a Frente Povo Sem Medo, duas das principais articulações de movimentos populares e organizações políticas do país, divulgaram nesta sexta-feira (25) nota em conjunto denunciando a política de preços dos combustíveis adotada pelo governo federal nos últimos anos como a principal responsável para o aumento do custo de vida da população brasileira, em especial dos alimentos e transportes.

Para os movimentos populares, "os responsáveis diretos são Pedro Parente e Michel Temer que, desde 2016, iniciaram a nova política de preços tendo como um dos eixos a paridade com os preços internacionais, o que na prática abriu a possibilidade de ajustes diários".

A nota repudia, também, o uso do exército como solução para a crise. "Não é papel das forças armadas corrigir os erros de um governo sem legitimidade", afirmam.

A declaração se encerra exigindo a imediata troca de comando da Petrobras. "Não podemos aceitar que essa política de preços que penaliza a população mais pobre seja mantida. Não podemos aceitar que Pedro Parente continue à frente da Petrobras", conclamam.

Leia a nota na íntegra:

Há 5 dias, a paralisação nacional dos caminhoneiros tem mostrado o desastre que é a política de preços dos combustíveis. Desde julho de 2017, o preço da gasolina já subiu 50,04%, o do diesel 52,15% e o gás de cozinha 67,8%. Os efeitos estão sendo sentidos por várias camadas da população. Mais de um milhão de domicílios voltaram a cozinhar à lenha ou carvão e, em muitas regiões do Brasil, o preço da gasolina já ultrapassa os R$ 5,00. Esta medida tem potencial para aumentar, ainda mais, o preço dos alimentos e das tarifas dos transportes, deteriorando ainda mais a qualidade de vida das famílias brasileiras.

Os responsáveis diretos são Pedro Parente e Michel Temer que, desde 2016, iniciaram a nova política de preços tendo como um dos eixos a paridade com os preços internacionais, o que na prática abriu a possibilidade de ajustes diários. Além disso, a diminuição da produção e a abertura do mercado nacional para a importação reforçam o objetivo claro de desmonte e privatização da Petrobras. Não à toa, no último mês, foi anunciado o plano de venda de quatro refinarias e doze terminais da Transpetro.

Após uma tentativa de acordo com as direções das mobilizações dos caminhoneiros, não aceito pela base do movimento, Temer vem a público para apresentar o uso do exército como a solução para mais essa crise no país. Não é papel das forças armadas corrigir os erros de um governo sem legitimidade. Ao optar pelo uso da força, Temer mais uma vez demonstra sua incapacidade de responder aos anseios da população.

Não podemos aceitar que o lucro dos acionistas internacionais esteja acima dos interesses do povo brasileiro. Não podemos aceitar que essa política de preços que penaliza a população mais pobre seja mantida. Não podemos aceitar que Pedro Parente continue à frente da Petrobras.

25 de Maio de 2018

Frente Brasil Popular

Frente Povo Sem Medo

 

Do Sindipetro Unificado-SP - Os trabalhadores da Replan, em Paulínia, e da Recap, em Mauá, bases do Sindipetro Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro Unificado-SP), vão cruzar os braços nesta segunda-feira (28/05), em solidariedade ao movimento dos caminhoneiros e contra a política de reajuste diário do preço dos combustíveis, imposta pelo presidente da empresa, Pedro Parente. Essa política favorece o mercado internacional e prejudica o povo brasileiro.

A paralisação acontece no início dos turnos da manhã, com o corte de rendição, ou seja, o grupo de petroleiros que começa a jornada na noite deste domingo (27) permanecerá dentro da refinaria até o fim do protesto, que poderá durar até oito horas. O Sindicato também espera a adesão em massa do pessoal do setor administrativo, que inicia o expediente de manhã.

Redução do preço dos combustíveis

Os petroleiros exigem a redução do valor da gasolina, do diesel e do gás de cozinha, a manutenção dos empregos e a retomada da produção interna de combustíveis. O Brasil tem petróleo, refino e distribuição, sendo absolutamente desnecessário o aumento das importações de derivados, como tem feito Parente, desde que implantou a nova política de preços. Desde o ano passado, as importações do país cresceram cerca de 25%.

A categoria também protesta contra o desmonte e a privatização do Sistema Petrobrás. Em abril, Parente anunciou a venda de refinarias no Paraná, em Pernambuco, na Bahia e no Rio Grande do Sul, além de dutos e terminais da Transpetro, subsidiária de transporte e logística de combustíveis. “Não aceitamos essa entrega. As quatro refinarias devem permanecer sob o controle da companhia”, declara o coordenador do Unificado, Juliano Deptula.

Greve Nacional

A Federação Única dos Petroleiros já convocou uma greve nacional de advertência a partir da meia-noite desta quarta-feira, dia 30 de maio. Serão 72 horas de paralisação de trabalhadores do Sistema Petrobrás, em todo o país, reivindicando a queda nos preços dos combustíveis e do gás de cozinha, o fim da entrega da companhia e a saída imediata do presidente da estatal Pedro Parente, que, com o aval do governo Michel Temer, mergulhou o país em uma crise sem precedentes.

 

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