O Sindipetro-NF recebeu denúncia de um vazamento de óleo, depois verificado que foi de água oleosa em P-35 que sujou todo o convés principal da unidade -  turret , sistemas de dreno, mas não chegou à praça de máquinas e casa de bombas. Por conta de um problema antigo na unidade a água está contaminada com óleo. Nenhum petroleiro se feriu.

Os trabalhadores contam que por conta de um furo interno no permutador de água e gás, esse gás passou pela água quente e fez a pressão disparar. As válvulas atuaram mas não foram suficientes para conter a água oleosa. Nesse processo, a válvula de alívio abriu e provavelmente jogou essa água oleosa no mar.

Segundo os trabalhadores a bordo o alarme de emergência não tocou e continuou acontecendo serviço à quente da unidade, o que poderia colocar em risco a plataforma.

O NF questionou a Petrobrás que relatou como ocorrido um retorno pelo sistema de drenagem de água oleosa. A produção da plataforma está parada e a empresa avaliará a causa. O sindicato continuará acompanhando o caso.

"Uma categoria que luta pela vida, saúde e segurança está de luto pela morte dos três petroleiros que faleceram no acidente em NS-32" . Assim teve início o 13º Congresso Regional dos Petroleiros e Petroleiras do Norte Fluminense  na noite desta segunda, 26 de junho, com um minuto de silêncio em memória desses trabalhadores.

Em seguida, o clima mudou e possibilitou momentos de alegria com a apresentação empolgante do Coral dos Petroleiros com músicas que permeiam a luta do povo brasileiro como o Canto das Três Raças, Maria Solidária e Roda Viva.

Que depois passaram a contagiar o público com discursos de luta feitos pelos representantes das entidades que compuseram a mesa de abertura - Sindipetro-NF, Federação Única dos Petroleiros, Confederação do Ramo Químico, Central Única dos Trabalhadores,  Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras Brasileiros, União Nacional dos Estudantes, Movimento dos Trabalhadores Sem Terra , Frente Brasil Popular e secundaristas de Macaé.

Todos os discursos foram pautados pela necessidade de diretas já e da retirada de Mishell Temer do poder.

A primeira a falar foi a estudante secundarista, Emily Isabel, que  fez uma saudação ao congresso dos petroleiros e apresentou o Coletivo Só Podia ser Preto que foi construído para dar apoio a negros e negras das periferias e conta com suporte do Sindipetro-NF em projetos sociais.

Rosana Freitas da Frente Brasil Popular apresentou os dez pontos emergenciais tirados pela Frente e falou da necessidade de unidade em busca da concretização desses pontos. Dara Inácio da UNE reafirmou a garra da juventude ao lado da categoria petroleira. "Estamos ao lado dos petroleiros para tocar tudo que vier para que os retrocessos não passem. Por isso esse espaço é importante. Para construir alternativas de luta!" - disse Dara.

A aliança continuidade e fortalecimento da união operária e camponesa foi reforçada por Nívea Silva do MST. "Agora temos pautas emergenciais como Fora Temer e por Diretas, mas nossa briga deve ser cotidiana em defesa dos interesses da classe trabalhadora" - reafirmou.

Pela CNQ, Itamar Sanches, salientou que a conjuntura é extremamente difícil, mas que é nessa hora que temos que saber dar resposta às forças contrárias ao movimentos. Sanches falou das agendas dos petroleiros e da CUT para os próximos meses que incluem vários momentos de discussão e formação que precisam chegar a toda classe trabalhadora.

Ressaltou também que na Petrobrás os petroleiros estão sofrendo com as investidas de Parente com a venda de ativos e o retrocesso da redução de efetivos. "Temos uma greve do refino marcada para o mesmo dia da greve geral que precisa dar uma resposta ao Parente"  - lembrou.

Paulo Farias da CTB lembrou que no movimento sindical nossas diferenças são poucas, nosso adversário é um só e temos unidades em nossas pautas, que precisam ser incorporadas pelo nosso povo. "É  preciso ir além das nossas bandeiras com diálogo com as bases e a classe trabalhadora nos seus locais de moradia. Envolvendo todos para ir às ruas".

O presidente da CUT/RJ, Marcelo Rodrigues, falou da importância da classe trabalhadora construir uma greve geral forte no dia 30. E disse que para isso tem que fazer o debate nas ruas, no botequim, nas igrejas, nas casas. "Estamos vendo o futuro repetir o passado. Vamos mostrar o poder de mobilização da classe trabalhadora e barrar essas reformas!" - comentou.

"O golpe vem para aniquilar os movimentos sociais, não se enganem a respeito disso! Não é para acabar só com o PT ou PCdoB. Temos responsabilidade de convencer corações e mentes do que está colocado contra nós e levar o povo às ruas" - disse o Coordenador da FUP, José Maria Rangel.

O Coordenador do Sindipetro-NF fechou os discursos da abertura, lembrando que a saída está na união da classe trabalhadora com estudantes, movimentos indígenas e camponeses. "Só venceremos pelo viés da luta. Temos muita responsabilidade esse ano, dentro e fora da Petrobrás e só conseguiremos conquistar alguma coisa fazendo um bom combate" - finalizou Breda.

A Transpetro foi condenada pela 1a Vara do Trabalho de Macaé ao pagamento de indenização aos trabalhadores do Grupo C que sofreram perseguições e punições devido a adesão à paralisação do dia 24 de julho de 2015 (Processo referente: 0011866-43.2015.5.01.0481).  

O Sindipetro-NF foi intimado a fornecer, no prazo de 30 dias, uma listagem com o rol de beneficiários, por isso solicita aos trabalhadores do GRUPO C que sofreram punições em decorrência dessa paralisação que encaminhem para o email: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. , os seguintes dados:

- Nome;
- CPF; e
- Matrícula.

O jurídico lembra também que esses dados deverão ser encaminhados impreterivelmente até o dia 03 de julho e que  o processo ainda não transitou em julgado, ou seja, cabe recurso da Transpetro. Os valores devidos serão apurados em execuções individuais, como foi definido pelo juiz responsável pela decisão.

 

 

O Sindipetro-NF comunica à categoria petroleira que já comunicou à Petrobrás sobre a realização da Greve Geral no dia 30 de junho quando as Centrais Sindicais vão parar o Brasil contra a reforma trabalhista, em defesa dos direitos e da aposentadoria. Vale lembrar que os petroleiros estão em Estado de Assembleia Permanente desde o final de Abril, quando foi aprovada a primeira greve geral.

Poucas plataformas enviaram atas e por esse motivo o NF está estendendo o prazo para realização de assembleias até a próxima quinta, 29.

A greve do dia 30 segue o modelo utilizado pela categoria na greve do dia 28 de Abril, com entrega da produção ou parada nas plataformas (caso a gestão não assuma o controle), corte de rendição em Cabiúnas e não entrada no trabalho nas bases administrativas.

Para o Sindipetro-NF, a greve geral do próximo dia 30 é essencial para enterrar de vez o pacote de golpes contra os trabalhadores, nas chamadas reformas trabalhista e previdenciária, além de defender a Petrobrás do desmonte empreendido por Mishell Temer e Pedro Parente.

Desconto da greve do dia 28 de abril

A diretoria do NF solicita que os petroleiros enviem detalhes sobre o desconto do dia 28 de abril, data da última greve, realizado pela Petrobrás É importante que a categoria envie um e-mail com os contracheques onde conste o desconto, folha de frequência, dia que embarcaria e desembarcaria para que o sindicato prepare uma ação jurídica.

No próximo fórum com o RH da empresa, o NF pautará o debate sobre o desconto indevido desse dia.

 

Leia mais sobre a Greve Geral em http://www.cut.org.br/noticias/vamos-parar-o-brasil-contra-as-reformas-444d/

 

No próximo dia 4 de julho acontece em Macaé uma reunião com as lideranças da Frente Evangélica pelo Estado de Direito, às 18h na sede do sindicato em Macaé. O diretor do Sindipetro-NF, Cláudio Nunes que integra a Frente convida todos os petroleiros evangélicos a participar da reunião. movimento  pretende romper com a visão de que os protestantes estão quase sempre associados ao retrocesso e à intolerância.

A Frente Evangélica pelo Estado de Direito faz parte de um movimento presente em 25 estados brasileiros, que lançou um manifesto de evangélicos em defesa do Estado Democrático e de Direito. O documento, apontou críticas sobre procedimentos adotados na Operação Lava Jato, foi protocolado no Congresso Nacional e encaminhado também para o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) no início desse ano.

 

O Leia o manifesto na íntegra:

Manifesto de Evangélicos pelo Estado de Direito – Iniciativa do Missão na Íntegra

 

Nestas últimas semanas, a nação brasileira tem vivido momentos de aflição, angústia e ódio. A ausência de serenidade e cautela, nesta hora crítica, tem despertado muita preocupação e tememos que o acirramento provocado venha custar vidas humanas.

Conquanto tenhamos entre os membros de nosso movimento, como em todo o universo evangélico, as mais diversas opiniões políticas, ideológicas e opções partidárias, há em comum a pregação da tolerância, da paz e da justiça, conforme a orientação das Escrituras Sagradas. Desejamos, neste manifesto, nos posicionar a respeito desses acontecimentos.

 

Todos os signatários deste manifesto declaram que:

• como cristãos, rejeitamos e denunciamos com veemência a corrupção, a iniquidade, a impunidade e o ataque ao Estado Democrático de Direito. Esses desvios fazem com que o pão não esteja na mesa do pobre, e deixem os enfermos e os órfãos desamparados.

• entendemos que a corrupção e a impunidade têm sido problemas endêmicos na sociedade brasileira. E que a indignação de todos nós contra isso é justa e profética. Contudo, rejeitamos igualmente toda indignação pecaminosa que suplante o ordenamento jurídico, que aja com parcialidade e dissemine o ódio e o desejo de vingança entre os brasileiros.

• somos favoráveis a que todos, em quaisquer posições que ocupem ou de quaisquer camadas da sociedade, denunciados na forma da lei por possíveis crimes, sejam investigados e julgados. Porém, só se faz justiça civil pela aplicação rigorosa e exclusiva da lei. Não concordamos que os ritos necessários para o juízo legal sejam adulterados apenas para atender ao clamor público.

• rejeitamos a postura midiática tendenciosa com divulgações editadas dos processos investigativos. Essa prática irrefletida apenas tem promovido dias de aflição e angústia para os brasileiros, além de propagar o ódio e a intolerância com quem pensa de forma diferente sobre a condução dos processos. Por isso, nós pedimos à nação, e em especial aos nossos irmãos em Cristo, muita cautela e serenidade, e que o desejo de justiça não nos torne injustos.

• sabemos que os gritos de “crucifica-o” são motivados, muitas vezes, por gente mal intencionada e isso pode nos trair e nos levar a julgamentos precipitados. Entendemos que condenar alguém, antes que todo o processo investigativo seja concluso, antes que se dê amplo direito de defesa, e antes que um tribunal dê sua sentença final, constitui um perigoso precedente para que quaisquer poderes, seja o Executivo, o Legislativo ou o Judiciário, excedam os seus limites constitucionais.

• exigimos respeito ao voto. Toda eleição é uma convocação e um embate entre eleitores, e o voto é o suporte da legitimidade. Se a escolha dos eleitores corre o risco de ser invalidada, tem de haver um processo segundo o ordenamento jurídico, logo, isso tem de ocorrer de forma isenta e sob o império da Lei. O mandato outorgado pelo povo, por meio do voto, não pode ser levianamente questionado.

• rejeitamos todo ódio. O ódio, constatado muitas vezes nos discursos de figuras públicas, incita a violência e isso, segundo a nossa fé, é diabólico e não pode ser admitido entre os que constituem a Igreja do Senhor Jesus em solo brasileiro. Cabe a todo cristão a tarefa de ter paz com todos, seja em serviço ao próximo, seja em tolerância com quem pensa diferente, sendo capaz de amar e interceder por seu oponente. Intercessão que, rogamos, seja feita por nossa nação.

• defendemos que as investigações devam continuar, que as provas sejam coletadas e os responsáveis sejam arguidos pelos tribunais, conforme o estabelecido nas leis brasileiras. Que não haja privilégios para qualquer pessoa investigada, independente de posição ou partido político.

• defendemos a democracia como valor inexorável da Nação e não aceitaremos que nada possa interferir no Estado de Direito. Queremos que a institucionalização seja observada e que prevaleça a serenidade necessária para que o estado democrático seja preservado.

• reiteramos que “a voz” das ruas deve ser ouvida, mas o limite é a Constituição Brasileira. Cremos que todos devem ser investigados, mas dentro das garantias constitucionais. Que o voto e a escolha da maioria devem ser honrados, como reza a lei. Cabem às instituições, designadas democraticamente para tal, a garantia do Estado de Direito, a fim de que quaisquer cidadãos tenham seus direitos respeitados.

Para tanto permaneceremos em vigília e em orações.

Que o Senhor nos faça instrumentos da sua paz e da sua justiça.

O Sindipetro-NF começa a disponibilizar nesta terça, 27, nas sedes de Campos e de Macaé, convites para a posse da Diretoria e do Conselho Fiscal da entidade para o mandato 2017/20. O evento será realizado no próximo domingo, 2 de julho, às 11h, no Espaço Hangar (Rodovia Amaral Peixoto, número 7.905, em Macaé).

Somente associados ao sindicato poderão retirar os convites. Cada convite dá direito a duas pulseiras de acesso ao evento.

Para a entidade, mais do que celebração, a posse terá um caráter político, em um momento estratégico para o enfrentamento de sucessivos golpes contra os trabalhadores e as trabalhadoras.

A nova diretoria do Sindipetro-NF será coordenada por Tezeu Bezerra, atual coordenador do Departamento Financeiro. Confira abaixo a relação dos integrantes da nova Diretoria e do Conselho Fiscal.

Coordenação Geral

Tezeu Freitas Bezerra

Departamento Administrativo

Alessandro de Souza Trindade
Francisco José de Oliveira
Benes Oliveira Neves Junior
Rosangela Buzanelli Torres

Departamento Aposentados

Antonio Alves da Silva
Antônio Carlos Manhães de Abreu
Francisco Antônio de Oliveira Santos da Silva

Departamento de Comunicação

Tadeu de Brito Oliveira Porto
Marcelo Nunes Coutinho
Alexandre de Oliveira Vieira

Departamento Cultural

Wilson de Oliveira Reis
Guilherme Cordeiro Fonseca
Ewerson Cardoso Junior

Departamento Financeiro

Flávio de Carvalho Borges
José Maria Ferreira Rangel
Rafael Crespo Rangel Barcellos

Departamento de Formação

Conceição de Maria Pereira Alves Rosa
Luiz Carlos Mendonça de Souza
André de Lima Coutinho

Departamento Jurídico

Valdick Sousa de Oliveira
Claudio Rodrigues Nunes
Ricardo da Silva Barbosa Júnior

Departamento de Saúde

Norton Cardoso Almeida
Antônio Raimundo Teles Santos
Sergio Borges Cordeiro

Departamento do Setor Privado

Leonardo da Silva Ferreira
Antonio Carlos Pereira
Jancileide Rocha Morgado 
Eider Cotrim Moreira de Siqueira 

Conselho Fiscal

Titulares
1) Magnus Fonseca de Souza
2) Wilson Roberto Fernandes dos Santos
3) Marcos Frederico Dias Breda
4) José Carlos da Silva
5) Samuel Henrique Pereira dos Santos

Suplentes
1) Leny Martins Passos
2) Jorge Tadeu Alcântara da Costa
3) Vitor Luiz Silva Carvalho
4) Marlene do Rosário
5) Mucio Scevola Ferreira Jardim

 

Começa hoje e segue até a quarta, 28, o 13º Congresso Regional dos Petroleiros e Petroleiras do Norte Fluminense. Neste ano, o Congrenf tem como tema "Diretas por Direitos", que marca a necessidade de restabelecimento da normalidade democrática no País e do fim dos ataques aos direitos sociais e trabalhistas que estão em curso.

O congresso é realizado na sede do Sindipetro-NF (Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense), em Macaé, e vai reunir 106 delegados e delegadas, assim como diretores sindicais. Os representantes das bases foram eleitos em assembleias nas bases petroleiras de terra e unidades marítimas da região.

Os trabalhos começam às 10h, com abertura do período de credenciamento dos participantes. As atividades no plenário começam às 18h, com apresentações artísticas, mesa com representantes das forças políticas da categoria e debate com o tema "Conjuntura Política: Diretas já e Greve Geral para derrotar o Golpe", com Junéia Batista (CUT) e Ricardo Gebrim (Frente Brasil Popular). A programação completa está disponível aqui.

O Congrenf terá transmissão das mesas de debates ao vivo, da Rádio NF e TV NF, nas redes sociais do Sindipetro-NF.

 

[Da Imprensa da CUT] A CUT repudiou o anúncio, feito na tarde desta sexta-feira (23) pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, de que o governo golpista de Michel Temer estuda usar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para substituir o seguro-desemprego.

Para a direção da CUT, a medida é uma das maiores perversidades já anunciadas pelos golpistas. Segundo a central, a medida é “um assalto a um direito do trabalhador”.

Segundo divulgado, o governo pensa liberar parte do saldo do FGTS em três parcelas, para substituir durante três meses o seguro desemprego.

Assim, em vez de receber recursos públicos, o trabalhador receberia valores que já são dele. Somente depois de três meses, caso permaneça desempregado, o trabalhador poderia requerer o seguro desemprego.

“Existem discussões na área econômica do governo, seja no Ministério da Fazenda, seja no Ministério do Planejamento, seja em outras áreas em diversos níveis, sobre diversas coisas que possam induzir o país a voltar a crescer” disse Meirelles, depois de participar de um evento em São Paulo.

Veja a seguir na íntegra a nota oficial da CUT sobre o assunto.

NOTA OFICIAL

Para a CUT, reter parte do FGTS e a multa de 40% do fundo dos trabalhadores demitidos sem justa causa é uma das maiores perversidades do governo ilegitimo e golpista de Temer.

Esse dinheiro não é do governo. É dos trabalhadores.

Um país com mais de 14 milhões de desempregados tem de pensar em formas de geração de emprego e renda, de proteção ao trabalhador no momento em que este está mais desesperado e, não, confiscar o FGTS.

A CUT tomará todas as medidas de mobilização e legais cabíveis para impedir este novo assalto a um direito do trabalhador.

Executiva Nacional da CUT

No fim da tarde da sexta, 23, a gestão da UO-BC publicou nota negando que existam irregularidades na plataforma P-63. A nota mente ao dizer que não foram identificadas situações que ameacem a segurança das pessoas ou instalações. Os trabalhadores já apontaram diversas situações que estão registradas e que são de conhecimentos da gestão. O Sindipetro-NF divulgou nota sobre manifesto dos trabalhadores denunciando exatamente sobre estes riscos a bordo e por um problema no site do sindicato não foi anexada a integra do manifesto que anexamos nesta nota. A leitura do manifesto, cujos itens são de amplo conhecimento da gestão, deixa claro que o desmentido da UO-BC não condiz com a realidade.

Na mesma nota é contestada a denuncia de vazamento de água sobre motor elétrico. Novamente, a gestão mente ao dizer que o vazamento foi identificado no dia 21, quando o mesmo iniciou na quinta, 15. Tomar conhecimento do vazamento uma semana depois do seu início, seria confessar incompetência. Além disso, a proteção que a nota classifica como "devida" é uma lona plástica improvisada que restringe a ventilação do motor em funcionamento, e que coloca em risco de aquecimento o equipamento.

O Sindipetro-NF vai encaminhar o manifesto dos trabalhadores aos órgãos de fiscalização para que uma auditoria constate as situações denunciadas e negadas na nota dos gestores.

Leia a nota da UO-BC e o Manifesto dos Trabalhadores.

 

DIA 30 DE JUNHO - VAMOS PARAR O BRASIL CONTRA A REFORMA TRABALHISTA, EM DEFESA DOS DIREITOS E DA APOSENTADORIA

As Centrais Sindicais têm acompanhado cotidianamente os desdobramentos da crise econômica, política e social, bem como a mais ampla e profunda tentativa de retirada dos direitos dos trabalhadores, através da tramitação das Reformas Trabalhista e da Previdência no Congresso Nacional.
A ação unitária das Centrais Sindicais tem resultado em uma grande mobilização em todos os cantos do país, como vimos nos dias 08 de março, 15 de março, na Greve Geral de 28 de abril e no Ocupa Brasília em 24 de maio. Como resultado do amplo debate com a sociedade e das mobilizações, conseguimos frear a tramitação da Reforma da Previdência e tivemos uma primeira vitória na Reforma trabalhista, com a reprovação na CAS (Comissão de Assuntos Econômicos do Senado).

Mas ainda não enterramos essas duas reformas, e por esse motivo, continuamos em luta.
Nesse contexto, as Centrais Sindicais reunidas no dia de hoje conclamam todas as entidades de trabalhadores a construir o dia 30 de junho de 2017 e o seguinte calendário de luta:

• 27 de junho: audiência dos Presidentes das Centrais Sindicais no Senado;
• 27 a 29 de junho: atividades nos aeroportos, nas bases dos senadores e no senado federal;
• 30 de junho: Vamos parar o Brasil contra a reforma trabalhista, em defesa dos direitos e da aposentadoria.
• No dia da Votação da Reforma Trabalhista no Senado: mobilização em Brasília

Estamos certos de que a unidade de ação é crucial na luta sindical sobretudo em momentos conturbados como o que atravessamos.

CGTB – Central Geral dos Trabalhadores do Brasil
CSB – Central dos Sindicatos Brasileiros
CSP Conlutas – Central Sindical e Popular
CTB – Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Brasil
CUT – Central Única dos Trabalhares
Força Sindical
Intersindical – Central da Classe Trabalhadora
NCST – Nova Central Sindical de Trabalhadores
UGT – União Geral dos Trabalhadores

Na manhã desta sexta-feira, 23, por volta das 10h35, foi registrada a segunda emergência, somente nesta semana, na RLAM, na Bahia, colocando em risco a vida dos trabalhadores e trabalhadoras.

Como se não bastasse o episódio ocorrido na última quarta-feira, 21, que queimou um operador da U-6. Dessa vez, apesar da unidade estar normal, ocorreu vazamento na bateria dos trocadores C-901(nafta petróleo) que fica situada no terceiro piso da unidade (vale à pena ressaltar que são trocadores de grande porte e suas manobras requerem a presença de pelo menos 3 operadores). Foi um vazamento considerável de petróleo pelo flange de um desses trocadores de calor na linha de chegada do petróleo na U-09.

Existem seis ramais de trocadores e um ramal vazou e foi bloqueado pela operação, somente, porque ocorreu em horário administrativo, quando há três operadores e um CTO na refinaria. Mas, antes, o vazamento desceu até o piso inferior, ocorrendo a ignição na bomba de RAT, a J-903 que opera com temperatura de 350° C.

Vale ainda salientar que esta bomba, em que aconteceu o sinistro, fica situada abaixo da bateria de trocadores C-918 (nafta X ar), um combustível de difícil combate ao incêndio. Caso esta emergência tivesse acontecido à noite, quando a unidade fica menos guarnecida de pessoas o resultado, com certeza, seria outro.

A brigada foi para o combate incompleta, com apenas 9 brigadistas de um total de 18, ou seja, apenas 50% estavam presentes, pois o efetivo bastante reduzido das unidades de processo não permite que as pessoas saiam de seus locais de trabalho para arriscarem suas vidas e de colegas de trabalho. Há unidades em que o efetivo foi reduzido para apenas 1 operador, sendo este também brigadista, o que obviamente o impede de integrar a brigada.

Os nove brigadistas estavam em apoio aos competentes Técnicos de Segurança da Segurança Industrial, que, também, está com o quadro bastante reduzido por causa das saída da metade do seu efetivo (27 técnicos de segurança), devido ao PIDV.

Infelizmente, já soubemos que até técnico de segurança terceirizado querem colocar na Segurança Industrial para atuar no combate a emergências, através de empresas de corpo de bombeiro civil ou seja, terceirizando por completo a segurança industrial, colocando em risco as pessoas e as instalações da Petrobrás. Não podemos permitir que terceirizados atendam às chamadas de emergência nem atuem como brigadistas, pois estes não têm conhecimento das unidades de processo, além dessa ser uma atividade específica que deve ser feita por técnicos de segurança próprios/concursados!

O Sindipetro-NF se sensibiliza com o ocorrido e presta apoio à categoria. Vamos lutar juntos por melhores condições de trabalho.

 

A diretoria do Sindipetro-NF divulga hoje, 23, um conjunto de orientações aos petroleiros e petroleiras que realizarão a greve de 24 horas no próximo dia 30. O movimento será aprovado em assembleias, que começaram a ser realizadas pelo Sindipetro-NF, nesta sexta-feira, 23, e seguem até segunda-feira, 26.

Estão disponíveis abaixo os modelos de documentos necessários para a entrega da plataforma e para responder à convocação de trabalho, caso seja feita pela Petrobrás (Termo de Responsabilidade pela Integridade das Instalações e Resposta a Convocação da Petrobrás)

Em caso de dúvida, o sindicato orienta que o trabalhador entre em contato pelo email  O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. , ou diretamente com os diretores da entidade pelos celulares (link com celulares dos diretores do sindicato).

 

GREVE GERAL DIA 30

 Confira as orientações para a greve do dia 30 e os modelos de documentos:

1 – A partir das 20h do dia 29 de junho os petroleiros realizarão reunião para organização da mobilização;

2 - A partir das 23h do mesmo dia os trabalhadores (dos dois grupos) se manterão reunidos em plenária, inicialmente na sala de controle, para a entrega aos prepostos da Petrobras; Após a entrega, devem se concentrar em local público e amplo da unidade (cinema, quadra, etc.);

3 - O objetivo é manter os trabalhadores unidos e reduzir a possibilidade de serem assediados de forma isolada; Todos os assédios ocorridos antes e durante a mobilização devem ser denunciados, imediatamente, ao Sindicato, se possível por e-mail, informando o nome e a função do responsável, e descrevendo a ocorrência; Os trabalhadores devem estar preparados para as tentativas da empresa de desgastá-los com represálias e punições, corte de comunicações, ameaças a familiares, etc;

4 - Os petroleiros também enviarão para o Sindicato o nome e função de todos os que estiverem a bordo, fora de sua turma, ou que não embarcam normalmente na plataforma para furar a greve.

5 - Cada unidade deverá eleger uma comissão de mobilização para representar os trabalhadores nos contatos com os representantes da empresa, e conduzir as discussões na plenária; Essa comissão deve ser composta pelo número de membros que for conveniente, podendo haver rodízio, pelo número de horas que for estabelecido pelos trabalhadores; Em hipótese alguma membros da comissão deverão se reunir com gerentes da Petrobrás sozinhos!.

6 - No momento da entrega, primeiro minuto do dia 30 de junho de 2017, os trabalhadores deverão cobrar dos prepostos da Petrobrás que assinem o documento divulgado pelo Sindipetro-NF, declarando que possuem condições técnicas para dar continuidade à operação segura da unidade; A partir daí os trabalhadores devem seguir as recomendações abaixo, conforme cada uma das situações:

 

Situação 1: Caso os prepostos da empresa se neguem a assinar o documento - Os trabalhadores devem registrar a situação; Todos servirão de testemunha deste fato, assinando embaixo do registro; Isso não impedirá que a unidade seja considerada entregue pelos trabalhadores;

 

Situação 2: No momento da entrega, se os prepostos alegarem não ter condições técnicas e entenderem necessária a parada para preservar a segurança - Os trabalhadores devem se colocar à disposição para realizar a parada segura da unidade; A greve é com entrega da operação e a decisão de parar, se acontecer, é sempre da Empresa nesse tipo de mobilização; Nesse momento, decidida a parada pelo preposto da empresa, deverá ser avaliada pelos grevistas envolvidos diretamente com a atividade da plataforma a condição de parada de cada um dos poços produtores e injetores, bem como a situação de intervenção de cada poço, as manobras de transferências e outras atividades sendo realizadas, de modo a levar para uma condição segura que garanta o retorno das atividades no fim da greve;

 

Situação 3: Se os prepostos decidirem dar continuidade às operações e, mais tarde, resolverem parar a unidade - Os trabalhadores não vão participar e os prepostos terão que realizar, eles próprios, a parada;

 

7 - Após a entrega, os trabalhadores do grupo de folga retornarão ao descanso e os trabalhadores do grupo que estaria em serviço permanecerão reunidos em plenária no local pré-definido; Sairão deste local para realizar somente as atividades que impactem em saúde, segurança e habitabilidade das 24 horas da mobilização; No caso de queda da geração da unidade, a manutenção da energia elétrica para garantir a habitabilidade, a ventilação e o ar condicionado do casario são itens necessários e devem ser restabelecidos, além de outros sistemas necessários definidos pelos trabalhadores; Não serão tomadas iniciativas para retorno da geração que atenda unicamente à atividade fim da plataforma;

 

8 - Quaisquer atividades ou PT´s programadas, que forem solicitadas pelos prepostos da empresa e gerem dúvidas sobre o impacto à saúde, segurança e habitabilidade, serão analisadas pela comissão e, se necessário, pelo conjunto dos trabalhadores; Se ainda assim as dúvidas permanecerem, o sindicato deverá esclarecer;

 

9 - Os trabalhadores não vão participar de cursos ou treinamentos no dia da mobilização;

 

10 – Os trabalhadores continuarão integrando as equipes de brigada, abandono e resgate, já que estas impactam na segurança da plataforma;

 

11 – Todos os fatos anormais ocorridos deverão ser relatados ao sindicato; Devem ser denunciadas todas as situações que atentem contra a segurança e dignidade das pessoas a bordo; Esse relato também se aplica a incidentes, acidentes, e ocorrências anormais quaisquer, compreendendo mesmo eventuais erros operacionais que ocorram.

 

Modelos de documentos

 

RESPOSTA A CONVOCAÇÃO DA PETROBRÁS

 

Em resposta à convocação que me foi endereçada, datada de ......., e assinada por ...(nome e cargo)..., venho informar à Petrobrás o seguinte:

 

1 – Como aderi à Greve deliberada para 30 de junho de 2017, e informada a esta empresa no prazo legal, meu contrato de trabalho estará suspenso no referido período;

 

2 – Desta forma, também estão suspensas minhas obrigações contratuais, pelo que devo desconsiderar a convocação a mim dirigida, aproveitando para registrar que a mesma é contrária a lei,  na forma do Artigo 6o da Lei 7.783/89 (Lei de Greve);

 

3 – Informo ainda que as obrigações previstas nos Artigos 9o, 10 e 11 da mesma Lei são tanto da Empresa como do Sindicato, e não de minha pessoa, individualmente; Nesse sentido, recomendo a Vossas Senhorias que se dirijam a quem de direito, tendo em vista que a FUP e os Sindicatos diversas vezes encaminhou de regulamentação da Greve, a qual, nunca houve resposta da Empresa.

 Por último, sugerimos que Vossas Senhorias concentrem esforços na superação do impasse negocial que resultou no movimento paredista em questão.

 

Respeitosamente

 

...(Local e data)...

 

Assinatura, nome legível e matrícula”

 

- - - - - -

 

 

 

TERMO DE ENTREGA DA PLATAFORMA

 

Termo de Entrega da Plataforma _______ para os prepostos da Petrobras

 

Nós, empregados da Petrobras da plataforma ________ declaramos, para os devidos fins, que esta unidade encontra-se operando dentro da normalidade, com o que concordam os prepostos da empresa.

 

Pelo presente instrumento, entregamos a operação da unidade, durante as vinte e quatro horas da mobilização, com início previsto para zero hora do dia 30 de junho de dois mil e dezesete, aos prepostos da Petrobras que por esse termo assumem total responsabilidade e atestam que tem condições seguras de dar continuidade as operações.

 

No momento da entrega, os trabalhadores ofereceram participar da parada segura da unidade caso fosse essa a decisão dos prepostos da empresa.

 

Declaramos que permaneceremos uniformizados e disponíveis para realizar as tarefas que impactem diretamente na saúde, segurança e habitabilidade das 24 horas da mobilização e estaremos reunidos em (escrever o local). Uma vez sendo necessária nossa atuação nesses termos, os prepostos deverão submeter solicitação à comissão de mobilização.

 

Data, hora, assinatura de todos os presentes e do representante da empresa

 

No caso de os prepostos não assinarem escrever: Atestamos que os prepostos da Petrobras não quiseram assinar o termo de entrega da Plataforma e consideramos entregue.

Pagina 10 de 695

Sede MacaéMacaé

Rua Tenente Rui Lopes Ribeiro, 257 Centro - CEP 27910-330 Telefone: (22) 2765-9550

Sede CamposCampos

Av. 28 de Março, 485 Centro - CEP 28.020-740 Telefone: (22) 2737-4700