Natal foi de luta e resistência

Dezembro 26, 2016 10:21

 Imprensa da FUP - Paralisações se ampliaram em todos os sindicatos filiados à FUP. Os trabalhadores lutam contra a proposta da Petrobrás para o Termo Aditivo ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2015/2017 e contra o desmonte da estatal. No sábado, dia 24 de dezembro, véspera do Natal, o movimento continuou firme, seguindo as deliberações das assembleias.

                Em São Paulo, o clima foi de tensão, com a gerência pressionando e assediando os trabalhadores, com ameaça de abandono de emprego. Diante da intransigência da empresa e da falta de condições dos trabalhadores de continuarem a jornada, o Sindicato registrou um boletim de ocorrência. Além disso, na Replan, os trabalhadores do turno encontravam-se há mais de 40 horas em cárcere privado, exaustos e sem condições de continuar a operação na refinaria. Sem sucesso, o Sindicato tentou negociar com a gerência da empresa a saída desses trabalhadores. A direção do Sindicato protocolou um pedido de troca dos trabalhadores por uma equipe de contingência da empresa e, simultaneamente, entrou com um pedido de habeas corpus, em tramitação na Justiça do Trabalho, para garantir a saída do pessoal. A resposta da Replan foi uma carta padronizada e esdrúxula, estabelecendo que o Sindicato se responsabilizasse pela indicação dos nomes dos petroleiros contingentes, que ficariam sob a supervisão da empresa. 0 Sindicato não aceitou a condição absurda imposta pela empresa.

                No Rio Grande do Norte, a adesão ao movimento no Polo Industrial de Guamaré (RPCC, Tranpetro e UTPF) e no Mar foi de 95% dos embarcados. Os trabalhadores estavam com o controle destas unidades. Em Guamaré, a categoria estava paralisada desde às 13h da sexta-feira, 23 de dezembro, e permaneceu até a segunda-feira, 26 de dezembro. Os petroleiros também formaram uma equipe de emergência para avaliar e executar,  ou não, atividades que visam a garantia da integridade física dos trabalhadores e das instalações. Nesta unidade, todos os trabalhos ficaram parados e qualquer atividade só era realizada após avaliação e liberação desta equipe de emergência, formada e orientada pelo sindicato. Já nas plataformas marítimas, os trabalhadores cruzaram os braços desde às 18h de sexta, até às 18h deste sábado, dia 24. 

                Em Caxias, a rendição foi cortada na tarde deste sábado, iniciando uma ciranda de 48 horas. Na Reduc, a contingência foi retirada, para que não fosse beneficiada com hora extra, enquanto os trabalhadores que aderiram ao movimento são descontados por falta. O turno foi dobrado, com paralisação no local de trabalho, e as emissões de trabalho não foram emitidas, a não ser em casos de risco iminente.

A paralisação também ocorreu no Paraná. Segundo o Sindiquímica-PR, a produção da unidade da FAFEN-PR parou nas primeiras horas do dia 24. O movimento atingiu a Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) e a Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen-PR), ambas em Araucária; a Usina do Xisto (SIX), em São Mateus do Sul; e o Terminal Transpetro de Paranaguá (Tepar).

No Amazonas, a REMAN também encontrava-se em greve desde sexta, assim como as plataformas e unidades no estado do Ceará.

                No Norte Fluminense há eminência de greve. A entidade reforça o chamado para que todos permaneçam atentos aos informes sindicais por meio dos seus canais oficiais. O sindicato segue monitorando os passos da Petrobrás, com informações da categoria sobre o embarque dos pelegos das equipes de contingência, para decidir o momento exato do início da paralisação. Já na Bahia, as ações começaram na sexta, com militantes e petroleiros paralisando a área conhecida como Menino Jesus (Candeias - BR 324) e Alagoinhas, cortando a rendição das turmas de turno de revezamento e parando atividades com o pessoal do regime administrativo de diversas unidades.

                Durante o período de festas de fim de ano, a batalha continua. Os petroleiros e militantes estão juntos contra o desmonte da Petrobrás, na luta pelos direitos trabalhistas e contra a proposta da empresa para o Termo Aditivo ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2015/2017. O Natal de 2016 será uma data de resistência e união de toda categoria.

Foto: Trabalhadores da Reduc em apoio à Fafen.

 

Petroleiros e petroleiras,

Primeiro queremos parabenizar todos e todas que participaram ativamente das mobilizações convocadas pela nossa Federação.

Neste momento em que os nossos direitos estão sendo atacados e a classe trabalhadora tem sofrido com o golpe que foi instalado em nosso país, uma categoria se mobilizar em pleno Natal é algo inédito dentro do cenário do mundo do trabalho de nosso país.

A Federação Única dos Petroleiros está orgulhosa de todos vocês. Queremos dizer que estamos suspendendo o movimento na manhã desta segunda-feira, para fazermos uma avaliação das nossas estratégias, e tenho certeza que esse movimento que passou vai servir muito para a grande greve que está vindo por aí, não só pela garantia dos nossos direitos, como pela preservação da nossa empresa contra esses entreguistas de plantão.

 

FUP

 

 

A greve está suspensa e não começará hoje, 26. Porém não está cancelada e pode começar a qualquer momento.

Na transmissão de hoje a diretoria informou que temos que manter a possibilidade de iniciar a greve a qualquer momento e nos manter mobilizados.

Na terça, 27, a diretoria do Sindipetro-NF estará reunida para definir os próximos passos.

 

 

 

Depois dos resultados das assembleias dos sindicatos filiados à FUP indicarem paralisações a partir desta sexta-feira, 23 de dezembro, o dia já começou com protestos por todo Brasil. O movimento protesta contra a proposta da Petrobrás para o Termo Aditivo ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2015/2017 e contra o desmonte da estatal.

 

 

Na Bahia, a categoria paralisou a área conhecida como Menino Jesus (Candeias - BR 324) e Alagoinhas, cortando a rendição das turmas de turno de revezamento e parando atividades com o pessoal do regime administrativo de diversas unidades, como RLAM, UO-BA, TRANSPETRO, PBIO e TERMELÉTRICAS. Os diretores do Sindipetro Bahia falaram sobre a conjuntura nacional e a intransigência da gestão golpista da Petrobrás em não mais querer negociar com as entidades sindicais, com a tentativa de judicializar no TST a negociação coletiva. No Ceará, as mobilizações começaram nesta sexta-feira, por volta das 6h.

 

 

Em São Paulo, a Refinaria de Paulínea, a Replan, cortou a rendição à meia-noite. Desta forma, os empregados que deveriam pegar serviço à meia-noite para render os demais, não entraram nas unidades da Petrobrás. Na Refinaria de Capuava, a Recap, também houve corte de rendição, às 7h. No Edisp ocorreu um atraso de duas horas, além de corte de rendição com o turno e com os trabalhadores do setor administrativo. Também houve corte de rendição no estado do Amazonas, onde a greve começou nesta sexta-feira.

 

 

 

No Norte Fluminense, as manifestações também já começaram, e os diretores intensificaram contato com a categoria, em aeroportos de Campos, Macaé, dentre outros. Também nesta sexta-feira, haverá uma reunião em Campos para decidir os novos direcionamentos da categoria. Já em Duque de Caxias, as paralisações começaram antes, na quinta-feira, 22 de dezembro, com a setorial do turno. Os petroleiros e militantes realizaram um atraso com os trabalhadores do administrativo e as paralisações nas refinarias. Os representantes do sindicato orientaram a todos os trabalhadores a não fazerem troca, e a usarem o crachá sempre em local visível. Todas as permissões de trabalho estão suspensas. As paralisações também já estão ocorrendo no Rio Grande do Norte. Todas as atividades rotineiras do Pólo Industrial de Guamaré estão vedadas, assim como os serviços programados. Foi formada uma equipe de contingência apenas para eventualidade de segurança das pessoas e instalações. Já os trabalhadores das plataformas marítimas estão suspendendo suas atividades por 24 horas, a partir das 18h desta sexta-feira. Todos os trabalhos estão suspensos por tempo indeterminado, e na próxima segunda-feira, dia 26, haverá uma reunião de avaliação.

No Paraná, os trabalhadores da Refinaria Presidente Getúlio Vargas, em Araucária, decidiram deflagrar greve à zero hora desta sexta-feira, 23 de dezembro. Assim, à meia-noite houve o corte da rendição do turno ininterrupto de revezamento. No entanto, a gestão da refinaria conduziu o cárcere privado de trabalhadores, que deveriam ter deixado o local de trabalho no horário da manifestação, mas foram obrigados a permanecer nas instalações industriais por ordem da chefia. O Sindipetro PR/SC denunciou a irresponsabilidade do gestor, o risco que a ação representa para os trabalhadores e protocolou pedido de mediação com urgência no Ministério Público do Trabalho do Paraná (MPT-PR). Já na FAFEN-PR, como não há o problema de contingência e a fábrica já ficou parada por mais de 100 dias, os trabalhadores optaram por atrasos e atos surpresas que ocorrerão durante as festas de final de ano. Também houve corte de permissão de trabalho (PT). O Sindiquímica PR relata que os gerentes e supervisores já se encontram em polvorosa.

A FUP e seus sindicatos mantêm a greve por tempo indeterminado e continuarão na luta pelos direitos trabalhistas, contra o desmonte da Petrobrás e contra a proposta da empresa para o Termo Aditivo ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2015/2017.

 

FU

Caindo a máscara do efetivo

Dezembro 24, 2016 15:17

Há mais de 40 horas em cárcere privado na Replan, os trabalhadores do turno encontram-se exaustos e sem condições de continuar a operação da refinaria. O grupo iniciou o expediente às 15 horas da quinta-feira (22). Desde a manhã de ontem, o Sindicato tenta negociar com a gerência da empresa a saída desses trabalhadores, sem sucesso.

A direção do Sindicato protocolou um pedido de troca dos trabalhadores por uma equipe de contingência da empresa e, simultaneamente, entrou com um pedido de habeas corpus, que está em tramitação na Justiça do Trabalho, para garantir a saída do pessoal. A resposta da Replan foi uma carta padronizada e esdrúxula, estabelecendo que o Sindicato se responsabilizasse pela indicação dos nomes dos petroleiros contingentes, que ficariam sob a supervisão da empresa. O Sindicato não aceitou a condição absurda imposta pela empresa.

Cansados, os petroleiros se recusam a continuar no trabalho e solicitaram ao Sindicato que fizesse a intermediação da saída deles de forma segura. Chegaram a propor a liberação parcial do grupo até, no máximo ao meio-dia. Os companheiros afirmam que já existem membros da equipe de contingência dentro da refinaria, só não sabem se em número suficiente para assumir a operação.

A gerência pressiona e assedia os trabalhadores, com a ameaça de abandono de emprego. Do ponto de vista dos advogados do Unificado, entretanto, os trabalhadores têm direito à recusa, pois existe um risco iminente à segurança de quem está trabalhando há tantas horas seguidas e alertam que a responsabilidade pela contingência e situação é da Petrobrás.

Diante da intransigência da empresa e da falta de condições dos trabalhadores de continuarem a jornada, o Sindicato registrou nesta manhã (24) um boletim de ocorrência, relatando a situação dos trabalhadores e a tentativa de acordo, sem êxito, com a refinaria.

O Sindicato, junto com o seu departamento jurídico, está tomando todas as medidas possíveis e necessárias para retirar o trabalhadores de dentro da Replan e não cederá às pressões e assédio da empresa, que tenta acabar, de uma forma sutil, com o movimento de paralisação da categoria.

Fonte: Sindipetro Unificado dos Petroleiros de São Paulo

A diretoria do Sindipetro-NF fará uma transmissão ao vivo pelo página oficial facebook, site e pela rádioNF (www.radionf.org.br). Durante a transmissão os diretores repassarão à categoria as definições sobre a greve que pode ser deflagrada a qualquer momento.A participação da categoria é fundamental para que não fiquem dúvidas em relação ao movimento.

Os trabalhadores de P-50 denunciaram ao Sindipetro-NF que a sala de controle remoto está desligada e estão impedidos de entrar. Para a direção sindical, essa atitude arbitrária põe em risco a unidade que em caso de qualquer situação grave precisa quem assume são as equipes a bordo.

Uma das orientações do sindicato para a greve é desligar a sala de controle remoto e a plataforma parar a produção por lá, assumindo controle da unidade.

Os petroleiros do Norte Fluminense podem entrar em greve a qualquer momento, por isso é importante à categoria ficar alerta e acompanhando as transmissões ao vivo e encaminhamentos repassados pelos veículos de comunicação do NF.

 

     Após um dia de contatos intens os com a categoria nas bases e aeroportos e de adesões ao movimento iminente de greve, a diretoria do Sindipetro-NF voltou a participar, no final da noite de ontém,23, de uma transmissão ao vivo pela Facebook, site da entidade e da rádio para interagir com os trabalhadores e dar orientações sobre a greve.

     A entidade reforça o chamado para que todos permaneçam atentos aos informes sindicais por meio dos seus canais oficiais. O sindicato segue monitorando os passos da Petrobrás, com informações da categoria sobre o embarque dos pelegos das equipes de contingência, para decidir o momento exato do início da paralisação.

    A orientação geral é de manutenção de muita unidade, serenidade e firmeza, em sintonia fina com o sindicato. Quem tem razões para estar apreensivos são os gestores da companhia, não os trabalhadores.

     Os diretores do NF também lembraram a importância de ampliar a adesão ao indicativo de paralisação, que já está bastante forte e pode ficar ainda mais robusto, com a demonstração de grande disposição de luta da categoria. Na quarta, 22, as plataformas P-40 e P-43 enviaram atas com adesões ao movimento.
     

     O sindicato também esclareceu as dúvidas dos petroleiros sobre a tentativa da Petrobrás em envolver o TST nas negociações. O NF considera pertinente o entendimento da FUP de que, neste momento, não é possível confiar em uma moderação do TST, e que este movimento da companhia é apenas uma forma de buscar levar o jogo para o campo dela.
     

     A Federação e os sindicatos cobram da empresa é respeito aos trabalhadores, que só chegaram a adotar a medida extrema de aprovar uma greve em razão do comportamento da gestão da companhia nas negociações. Os trabalhadores não aceitam o descumprimento de acordo, o rebaixamento de salários e a continuidade dessa política de desmonte privatizante e entreguista.

Plataforma_P-52_FUP

Blog O Cafezinho - Na "guerra" entre governo e organizações sindicais pela aprovação de medidas que retiram direitos dos trabalhadores, como, por exemplo, a mini reforma trabalhista, a FUP declarou seu posicionamento e prometeu fazer "jogo duro" nas negociações. Em publicada no site dos petroleiros, a categoria afirma: "Em jogo que vale "gol de mão", a FUP não entra!".

Na FUP

FUP não irá ao TST

Às 7h da manhã de hoje a Petrobrás anunciou que na quinta-feira, 22, protocolou um "pedido de mediação" no Tribunal Superior do Trabalho.

O Pedro, Parente de FHC, tenta se explicar. Alega ser uma tentativa de continuar as negociações, com a intermediação do presidente do TST, ministro Ives Gandra Filho.

O que ocorreria se a FUP aceitasse essa "mediação"?

Independentemente de filiação partidária, Pedrinho é quadro orgânico do PSDB.

E o ministro Ives também.

A tentativa de chamar a FUP à mediação vem no momento em que o golpista Temer anuncia o maior assalto aos direitos trabalhistas, desde 1967.

Assalto centrado na proposta de fazer prevalecer o resultado de qualquer negociação sobre a lei. Proposta esta que tem como autor intelectual o ministro Ives.

Não por acaso, o golpista Temer cogita chamar o Parente de FHC para cargo chave no Planalto. E, não por acaso, o ministro Ives correu aos jornais para elogiar o assalto, e o golpista Temer.

Trata-se de um jogo combinado. A FUP iria para ouvir a ameaça de um dissídio coletivo. Algo como o que o ministro Ives já anunciou no dissídio da RMNR, que aguarda julgamento para Fevereiro: "Vocês estão ganhando, mas podem perder aos 48 do 2° tempo, com um gol de mão".

Jogo combinado, preparado, pronto para ser encenado. Em jogo que vale "gol de mão", a FUP não entra!

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A diretoria do Sindipetro-NF realizará mais uma transmissão ao vivo nesta sexta, 23, às 23h pela sua página oficial no facebook, site da entidade e pela Rádio NF (www.radionf.org.br). Durante a transmissão os diretores repassarão à categoria as definições sobre a greve que pode ser deflagrada a qualquer momento a partir de hoje, 23.

A transmissão de quinta, 22, atingiu mais de 11 mil pessoas de todo país e teve grande participação da categoria petroleira na página do facebook. Essa participação é fundamental para que não fiquem dúvidas em relação ao movimento e deve continuar hoje.

No dia 20 de dezembro, às 14h, o Sindipetro-NF esteve reunido com representantes da CETCO para debater o Acordo Coletivo dos trabalhadores. Essa foi a segunda mesa de negociação realizada. A data base dos trabalhadores é setembro e o índice de reajuste para o período é 8,57% segundo ICV do Dieese.

Uma próxima negociação será agendada em janeiro. "Nós estamos trabalhando de forma vigorosa no intuito de que não haja perdas salariais e nem de direitos para os trabalhadores" - afirma o diretor do Sindipetro-NF, Antônio Carlos Bahia.

Imprensa da FUP

Rio Grande do Norte

Depois de realizadas 14 sessões deliberativas, nas principais bases administrativas e operacionais, a categoria petroleira norte-rio-grandense decidiu dar um sonoro “NÃO” à quarta contraproposta de Aditivo ao Acordo Coletivo de Trabalho - ACT 2015/2017 apresentada pela Petrobrás. E, atendendo à indicação do Conselho Deliberativo da Federação Única dos Petroleiros - FUP, os trabalhadores e trabalhadoras participantes também aprovaram a realização de paralisações, a partir da zero hora desta sexta-feira, 23 de dezembro.

O resultado das votações demonstra o grau de insatisfação da categoria petroleira. Submetida à apreciação de centenas de trabalhadores e trabalhadoras, a última contraproposta apresentada pela Petrobrás foi rejeitada por 95,4% dos consultados, com 2,7% de abstenções e míseros 1,9% de aceitação. Já, o indicativo de paralisação obteve a aprovação de 78,3%, com 10,2% de votos contrários e 11,5% de abstenções.

Norte Fluminense

Os trabalhadores rejeitaram a proposta de Termo Aditivo ao ACT e aprovaram a greve.Na região, as assembleias foram realizadas da sexta, 16, à quarta, 21. Trinta e oito plataformas, o Terminal de Cabiúnas e as bases administrativas avaliaram os indicativos. Votaram a favor da rejeição da proposta 1416 trabalhadores, contra 531 e 36 abstenções. Aprovaram a greve 895 trabalhadores, contra 842 e 181 abstenções, mesmo com a presença de gestores nas assembleias que buscou coagir os trabalhadores a votarem contra os indicativos do sindicato e, em algumas bases, esse movimento antissindical da empresa influenciou o resultado.

A proposta foi rejeitada porque a Petrobrás insiste pautar a redução de jornada com redução de salário, mas que para a FUP deve ser tratada na Comissão de Regime de Trabalho, assim como a redução do número de horas extras realizado na companhia. Outro ponto é o descumprimento do termo aditivo do ACT 2015/2017, com uma proposta onde não há nenhuma resolução sobre o ATS da Fafen, o que os petroleiros não concordam, pois acordo assinado é para ser cumprido.

Para os petroleiros do Norte Fluminense, as mobilizações indicadas também terão o caráter de protestar contra a venda de ativos e as privatizações.

Caxias

Depois de 6 dias seguidos e 19 assembleias realizadas em todas as bases do Sindipetro Caxias, mais uma vez a proposta da Petrobrás para o Termo Aditivo ao Acordo Coletivo foi rejeitada pela categoria. 

Seguindo o encaminhamento do Conselho Deliberativo da FUP que aconteceu na terça-feira, 13 de dezembro, as assembleias aconteceram entre os dias 16 a 21 de dezembro na REDUC, UTE-GLB, TECAM e ECOMP/Arapeí. 

Também foram aprovados, em votação separada, o indicativo da FUP de paralisação a partir do dia 23 de dezembro. 

83,79% Rejeitaram a proposta da Petrobrás

65,14% Aprovam as paralisações a partir do dia 23/12/2016

Bahia

Os petroleiros da Bahia encerraram nesta quarta (21\12) o calendário de assembleias em todas as unidades do Sistema Petrobrás, reafirmando a rejeição à proposta da Petrobrás e aprovando paralisação a partir  do dia 23/12.  Em todas as unidades, a maioria da categoria não aceita assinar o termo aditivo do ACT, com reajuste inferior ao índice da inflação do período.

Os trabalhadores também se manifestaram contra a discussão de assuntos que não fazem parte do termo aditivo, como a redução da jornada de trabalho com redução salarial e perdas de direitos.

O resultado final confirma 934 votos a favor do indicativo da FUP de rejeição da proposta da empresa, 39 contra e 35 abstenções. Com relação à paralisação a partir do dia 23/12, votaram a favor 670 trabalhadores, 154 contra e 90 abstenções.

Paraná e Santa Catarina

Encerrou a série de 19 assembleias realizadas nas unidades do Sistema Petrobrás nos estados do Paraná e Santa Catarina. Mesmo com os apelos da direção da empresa e o assédio dos gestores locais, a proposta da Petrobrás foi amplamente rechaçada, com 397 votos pela aprovação do indicativo de rejeição da FUP e sindicatos. Foram registrados apenas 15 votos contrários ao indicativo e 27 abstenções.

O segundo ponto de pauta das assembleias, paralisações a qualquer momento a partir do dia 23, também foi aprovado por expressiva maioria: 345 favoráveis, 38 contrários e 57 abstenções. No total, 439 petroleiros participaram das assembleias.

Com esses resultados, as assembleias reafirmam a resistência da categoria petroleira frente aos desmandos dessa gestão ilegítima da estatal, cujas ações se resumem a arrochar salários, retirar direitos e vender importantes ativos, ou seja, tenta destruir a Petrobrás, empresa que é patrimônio de todo o povo brasileiro.     

Unificado São Paulo

Resultado final dos votos validos: 81% rejeição da Proposta e 67% paralisações a partir de hoje.

Após meses de campanha e sucessivas rejeições das propostas apresentadas pela empresa, bateu o desespero na gestão da Petrobrás e vemos as práticas de manipulação à opinião dos trabalhadores chegar a um novo patamar. Como as cartinhas do Pedro já não fazem o mesmo efeito, inovaram mais uma vez. Além de usar os tais “cargos de confiança”, e representante no CA, agora obrigam os trabalhadores terceirizados a disseminar, por meio da panfletagem de um material mentiroso, a visão de uma gestão privatistas da empresa. 

Realizamos assembleias e setoriais a cada etapa da campanha. Enquanto a empresa usa gerentes e panfletos frios, nós dialogamos diretamente com os trabalhadores e decidimos coletivamente cada passo. Mais uma vez a gestão dá um tiro no pé e demonstra a pressa para fechar um termo aditivo ao ACT com itens que não estão completamente esclarecidos. 

As ameaças sobre nossos direitos são a porta de entrada da privatização da empresa, que, se ocorrer, vai gerar milhares de demissões, perda irreversível de direitos e entrega de nossa principal riqueza à iniciativa privada internacional.

 

 

 

 

 
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