Brasil 247 - Michel Temer decidiu que irá sancionar o projeto da terceirização aprovado pela Câmara dos Deputados na semana passada, que na prática acaba com a CLT e com todos os direitos trabalhistas.

O texto libera a terceirização geral e irrestrita no País, para atividades-meio e atividades-fim, no setor público e privado, precarizando os direitos trabalhistas. O objetivo, de acordo com empresários e outros defensores da ideia, é criar mais empregos, mas a oposição atesta que isso não deve acontecer, uma vez que esse não foi o resultado em países que adotaram as mesmas regras.

A ideia inicial do Planalto era aguardar o projeto que será votado pelo Senado - mais moderno e mais brando do que o da Câmara -, mas depois de um encontro com empresários e banqueiros na última quinta-feira, Temer foi convencido a aprovar o primeiro texto, mais duro para os trabalhadores.

O governo fala agora em incluir as salvaguardas defendidas pelas centrais sindicais no projeto da reforma trabalhista, que está em tramitação na Câmara. Nesse caso, o texto do Senado será engavetado, como defendem os empresários. "As centrais sindicais tem muita penetração nas redes sociais e portanto, há risco de que o projeto da terceirização seja desfigurado no Senado", disse um interlocutor do Planalto, segundo reportagem do Globo.

 

A plataforma P-35 passou na semana passada (22 a 24/03) por auditoria do SGSO (Sistema de Gerenciamento da Segurança Operacional), que contou com acompanhamento do sindicato, representado por Tadeu Porto. 
 
Assim como tem feito em todos os fóruns que tem participado, durante a auditoria, o NF chamou a atenção da ANP em relação ao baixo efetivo, principalmente depois do PIDV, quando saíram muitos trabalhadores e a implantação do operador mantenedor nas unidades marítimas como forma de maquiar essa questão.
 
Foi identificado por Tadeu Porto durante a auditoria que o ar condicionado estava soltando fuligem tipo limalha e que havia problema no sistema VAC (de ventilação do ar).
 
Mas na avaliação do NF, um fato mais grave aconteceu durante a fiscalização e que comprova a fala do sindicato de que aquilo que a Petrobrás escreve em seus procedimentos não é o que acontece na prática. 
 
Durante o teste no sistema de detecção de fogo da unidade, aconteceu uma tentativa sem sucesso de acionamento dos sensores de infravermelho com duas lanternas. A liderança da Petrobras acendeu um isqueiro dentro de uma área classificada, junto aos tanques de produtos químicos, na chegada dos poços no turret. 
 
Essa atitude colocou em risco toda plataforma, porque o gestor abriu chama sem Permissão para o Trabalho e sem planejamento. 
 
"Apesar de termos tomado conhecimento que a liderança foi  punida, essa atitude é uma demonstração de que o discurso da empresa de compromisso da gestão com a segurança é bem diferente de sua prática" - alerta o Coordenador Geral do NF, Marcos Breda.

Rede Brasil Atual - Sindicalistas querem realizar movimento ainda mais amplo do que o realizado no último dia 15. CUT já tem protestos marcados para a próxima sexta-feira (31)

 
PAULO PINTO/AGPT
ricardo patah2.jpg

Patah: governo recuou "porque não imaginava que podia haver o dia 15". Centrais reconquistaram confiança

São Paulo – As centrais sindicais definiram na tarde de hoje (27) o dia 28 de abril para um novo movimento nacional de protestos e paralisações contra as reformas do governo Temer, incluindo Previdência, legislação trabalhista e terceirização. "Vamos parar o Brasil" é o tema da mobilização, que ocorrerá às vésperas do 1º de Maio e pretende influenciar nas propostas em discussão no Congresso, algumas com votação prevista para o mês que vem. Na próxima sexta-feira (31), a CUT já prevê um dia de protesto, considerado uma preparação para o 28 de abril, quando as centrais esperam ampliar a manifestação do último dia 15.

O acordo ocorreu em reunião na sede da UGT, em São Paulo, com representantes de nove centrais (CGTB, CSB, CSP-ConlutasCTB, CUT, Força Sindical, Intersindical, Nova Central e a anfitriã), além do Dieese, incluindo seu diretor técnico, Clemente Ganz Lúcio. Não houve acordo para o uso do termo "greve geral", como a maior parte dos dirigentes defendia. Mas a avaliação unânime foi de que a data nacional de paralisação, no dia 15, superou as expectativas e fez o governo repensar sua estratégia. Os sindicalistas consideram que o noticiário sobre negociação relativa a contribuições sindicais representou uma tentativa de "dividir" o movimento.

Para o presidente da UGT, Ricardo Patah, o governo recuou "porque não imaginava que podia haver o dia 15". Ele avalia que as centrais reconquistaram confiança diante de uma série de propostas "açodadas" por parte do Executivo.

Em nota elaborada pelas centrais, as entidades "conclamam" sindicatos filiados a convocar suas bases a fim de paralisar atividades em 28 de abril, "como alerta ao governo" de que a sociedade e os trabalhadores não aceitam as propostas de reforma que o governo pretende impor ao país. Para os dirigentes, trata-se de "desmonte" da Previdência e de retirada de direitos garantidos pela CLT. Eles também criticam a aprovação do Projeto de Lei 4.302, de terceirização, na semana passada.

Enquanto trabalham para a mobilização de 28 de abril, algumas categorias já preparam manifestações contra as reformas. Trabalhadores do setor de transporte devem se reunir no dia 6, para discutir formas de participação. As manifestações de 15 de março tiveram a presença de motoristas urbanos e metroviários de São Paulo.

Na Câmara, as comissões especiais que analisam a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287, de reforma da Previdência, e o PL 6.787, de reforma trabalhista, continuam se reunindo. Na semana passada, o presidente da Casa, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), estimou que o 6.787 deve ser votado em 30 ou 40 dias. As centrais tentam barrar as propostas do governo.

Termina nesta quarta, 29, o prazo para inscrição de chapas que concorrerão às eleições para nova Diretoria Colegiada e  novo Conselho Fiscal da entidade, para o mandato 2017/2020. A junta eleitoral está de plantão na sede de Macaé até às 18h.

O Sindipetro-NF conseguiu hoje derrubar a multa de R$ 500 mil que havia sido imposta à entidade durante a greve de 2015. O Tribunal Regional do Trabalho reformou decisão do juízo da 3ª Vara do Trabalho de Macaé nos autos de um Interdito Proibitório proposto pela Petrobrás.

"O TRT reformou corretamente a decisão extinguindo a multa aplicada, o que reforça o sentimento de conquista oriundo da greve", avalia o advogado Carlos Eduardo Pimenta, assessor jurídico do sindicato.

Para o coordenador geral do Sindipetro-NF, Marcos Breda, "o Interdito Proibitório é uma ferramenta autoritária e uma vitória contra ele é uma conquista de todos os trabalhadores, não apenas dos petroleiros".

"Mas, para os petroleiros, tem um significado especial, por se tratar de estar em questão a greve de 2015, que teve como pauta a luta contra o desmonte da Petrobrás e a defesa da soberania nacional. Seria absurdo não considerar a legitimidade de um pleito que busca proteger os interesses de todos os brasileiros", complementou o sindicalista.

 

[Atualizado às 14:46]

 

O debate sobre a terceirização voltou com força esta semana.

Isso porque a Câmara Federal aprovou na última quarta-feira (22) um projeto de lei que libera essa modalidade de contratação de forma ilimitada.

Mas a medida é motivo de fortes críticas por parte de especialistas, que anunciam uma piora nas relações de trabalho.

Para o juiz Luiz Colussi, da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho, ela desprotege ainda mais o empregado terceirizado.

“Comprovadamente, há um pagamento de salário inferior aos terceirizados, o número de acidentes de trabalho e doenças profissionais também é maior e eles não têm a proteção ampla do mundo sindical. Todos esses aspectos acabam envolvendo uma precarização”, apontou.

A avaliação do magistrado encontra justificativa nos números.

O salário médio dos terceirizados é cerca de trinta por cento menor.

Eles também trabalham mais e ainda estão sujeitos a um mercado mais rotativo, com média de pouco mais de dois anos e meio no emprego.

Enquanto isso, os trabalhadores que são contratados diretamente registram média de quase seis anos.

Além disso, oito em cada dez casos de acidentes de trabalho ocorrem com terceirizados.

A advogada trabalhista Camila Gomes alerta que o fenômeno da terceirização compromete os princípios que orientam as relações entre patrões e empregados.

“A ideia da terceirização em si é uma subversão, é um desrespeito a princípios muito basilares da proteção do direito do trabalhador porque ela quebra alguns eixos sobre os quais estão articulados vários direitos”, avaliou.

O entendimento do Tribunal Superior do Trabalho (TST) em relação ao tema é de que as empresas só podem contratar terceirizados para atividades que servem de apoio ao trabalho principal da instituição, como serviços de limpeza e segurança.

Para o deputado federal Wadih Damous (PT-RJ), que é advogado trabalhista e membro da comissão que avalia a reforma trabalhista na Câmara Federal, o país precisaria resguardar as garantias já conquistadas e barrar o fenômeno da terceirização.

“Ela é a própria fraude ao contrato de trabalho. O emprego como conhecemos hoje no Brasil, que é protegido com garantias legais e jurídicas, vai acabar”, declarou.

Vale ressaltar que essa é, junto com a reforma da Previdência, uma das principais medidas de austeridade que o atual governo vem tentando emplacar.

 

VIA Brasil de Fato

Cristiane Sampaio

A diretoria do Sindipetro-NF convoca os trabalhadores da Falcão Bauer, lotados nas plataformas da Bacia e de Campos e navios afretados, a realizar assembleias para avaliar o indicativo do sindicato de aprovação da proposta da empresa apresentada no dia 24 de março (veja abaixo). As assembleias devem ter início a zero hora do dia 28 e término a meia noite do dia 29, com retorno das atas até o meio dia do dia 30 de março.

O sindicato indica a aceitação da proposta por entender que os avanços conquistados são consideráveis e não houve retirada de direitos já garantidos nos acordos anteriores.
 
Principais pontos da proposta apresentada no dia 24 de março pela empresa:
  • Reajuste no salario: 5% em novembro de 2016, 1,5% em Março de 2017 e mais 1,5 % em Julho de 2017.
  • Ticket Alimentação: R$320,00 garantido o pagamento do mesmo nas férias.
  • Ticket Refeição: R$ 33,00.
  • Sistema de compensação de folgas em que a categoria não seja prejudicada quando não houve embarque por motivos que não são da vontade do trabalhador.
  • PLR de R$ 1050.
  • Manutenção da seguinte proporção de classificação do quadro técnico: 70% junior, 15% Pleno e 15% Senior.
 
O modelo de ata anexo deve ser enviado para os emails  O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.  e  O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. .
 
Os trabalhadores da base de terra farão assembleia no dia 29 de março, com primeira chamada às 7h30 e segunda chamada às 8h, no portão da empresa.

 

O Sindipetro-NF promove palestra nesta quinta, 30, às 19h, com o ex-ministro do Trabalho e Previdência Social, Miguel Rosseto. Ele ocupou a pasta entre 2015 e 2016, no governo da presidenta Dilma Rousseff.

Ex-dirigente sindical, tendo integrado a direção nacional da CUT, Rosseto vai falar sobre "O golpe e o fim da aposentadoria".

Formado em ciências sociais, o palestrante também foi ministro do Desenvolvimento Agrário e da Secretaria Geral da Presidência da República.

A palestra é aberta ao público, com entrada franca, e será realizada no Teatro do Sindipetro-NF, em Macaé.

 

Fania Rodrigues - Do Jornal Brasil de Fato - Com prejuízo de R$ 14,8 bilhões em 2016 e dívida de R$ 314 bilhões, 20% menor que em 2015, a Petrobras apresentou essa semana um rigoroso plano para reduzir a dívida de forma acelerada, com medidas de desinvestimento e venda de ativos, que envolvem empresas subsidiárias e até campos do pré sal.

A medida foi criticada pela comissão econômica criada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) para acompanhar a gestão da estatal e o setor como um todo. Composta pelo coordenador da FUP, José Maria Rangel, e os economistas Cloviomar Cararine (técnico do Dieese), Rodrigo Leão e Eduardo Costa Pinto (professor de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro), a comissão fez uma análise do balaço anual apresentado pela companhia na última terça-feira (23). A avaliação da FUP e dos economistas é que as decisões administrativas da atual gestão da Petrobras podem comprometer o seu futuro.

“Não dá para entender porque a Petrobras está vendendo algo que outras companhias do mundo querem comprar. Tanto que a Shell (EUA) e a Total (França) estão vendendo em outros países para comprar no Brasil”, afirma José Maria.

Para entender porque a Petrobras decidiu diminuir os investimentos e vender subsidiárias e outros ativos, é preciso antes compreender algumas questões técnicas. A atual gestão da Petrobras usou um cálculo contábil conhecido como “impairments” para estabelecer metas que serão adotadas. A companhia avalia periodicamente o valor dos ativos (tudo o que é de propriedade da empresa) que geram lucros antes de contabilizá-los no balanço. Cada vez que se verificar que um ativo esteja avaliado por um rendimento menor no futuro, ou seja, toda vez que houver uma projeção de geração de caixa inferior ao montante pelo qual o ativo comprado ou construído, a companhia terá que fazer baixa (venda). Isso significa dizer que se a projeção de lucro da Petrobras Distribuidora for menor que aquela calculada pela empresa para recuperar o valor investido ela então terá que ser vendida.

“No entanto, essas projeções futuras da Petrobras são mais rigorosas que aquelas apresentadas por outras companhias internacionais. O mercado do petróleo passa por dificuldades momentâneas, que a Petrobras trata como se fosse uma crise estrutural”, afirma o professor da UFRJ, Eduardo Pinto.

A crise que afeta o mercado do petróleo, com baixo valor do barril, provocou prejuízos nas mais importantes empresas do setor. Em 2016 o barril de petróleo foi vendido a um valor 17% inferior ao ano de 2015.

Porém, companhias internacionais como a Exxon (EUA) e a Chevron (EUA), realizaram “impairments” menor que os utilizados pela Petrobras. Entre 2014 e 2016, o desinvestimento dessas duas multinacionais foi de US$ 2 bilhões cada uma. Enquanto a Petrobras reduziu US$ 39,48 bilhões. Todas as gigantes do petróleo tiveram números menos conservadores. A Shell US$ 17 bi, a BP (Reino Unido) US$ 12 bi e a Total foi de US$ 8,6 bi.

Além disso, o balanço apresentado essa semana pelo presidente da Petrobras, Pedro Parente, apontou cortes de 32% nos investimentos da empresa e novos ajustes contábeis que reduziram os preços de seus ativos em R$ 21 bilhões, os chamados “impairments”.

“Esse não é o momento de vender. Os preços estão baixos e a crise é temporária. Além disso, o governo Temer quer vender subsidiárias que sempre geraram lucro para a Petrobras, como é o caso da BR Distribuidora. Outro absurdo é a venda de campos do pré sal, nossa riqueza que o mundo inteiro está de olho. E quer fazer isso porque sempre foi do interesse desse governo atrair capital estrangeiro”, ressalta o coordenador da FUP, José Maria Rangel.

Ele explica ainda que Federação Única de Petroleiros reivindicou junto a alguns deputados federais a convocação de uma audiência pública no Congresso, onde os representantes sindicais dos empregados da Petrobras possam debater essas medidas com os diretores e conselheiros da companhia. “A diretoria da Petrobras vai ter explicar porque quer vender ativos a preço de banana. Essa é uma política entreguista”, critica José Maria.

A Shell é uma das principais empresas estrangeiras que busca investir no setor de petróleo do Brasil. Recentemente ela anunciou a venda de ativos no Mar do Norte britânico no valor de US$ 3, 8 bilhões e comunicou investimento de US$ 10 bilhões no mercado brasileiro.

“Só vamos saber de fato qual o prejuízo da companhia na venda desses ativos quando as compradoras apresentarem seu balanço. Aí vamos ver quando a Petrobras deixou de lucrar”, diz o economista Rodrigo Leão.

Número positivos da Petrobras

Hoje o pré-sal representa mais de 50% da produção de petróleo da Petrobras, de acordo com dados da empresa. Para a comissão econômica da FUP, os investimentos realizados entre 2007 e 2013 foram fundamentais para alcançar esse resultado. Além disso, o custo de produção é inferior a outras reservas. No pré sal esse valor é de 8 dólares por barril. No passado, esse valor já foi de 35 dólares.

Além disso, a Petrobras teve produção recorde de 2,94 milhões de barris diários de petróleo no final de dezembro e registrou um aumento de 4% na geração de seu caixa operacional.

A produção dos campos do pré-sal aumentou consideravelmente a participação do óleo nacional na carga processada pelas refinarias (92% em 2016), reduzindo as importações e melhorando a qualidade e o rendimento da gasolina e dos demais derivados. “Tudo isso só foi possível em função dos investimentos feitos entre 2003 e 2013, o que coloca em xeque a política da atual gestão de reduzir drasticamente os investimentos e vender ativos”, destacou o técnico do Dieese, Cloviomar Cararine.

Diante da possibilidade de um desmonte da empresa, o coordenador da FUP faz um alerta à sociedade. “A crise que a Petrobras sofre é a mesma crise que as outras empresas do setor sofrem, em função da queda dos preços do barril do petróleo. Sob a falácia de combate à corrupção, a direção da Petrobras está levando a nossa empresa para um caminho sem volta. Estão sendo paralisadas atividades que são vitais para a companhia, como é o caso da perfuração. Os estragos que estão sendo feitos são algo que vamos levar anos para recuperar. É bom que toda a sociedade saiba disso. A direção da empresa tem que vir a público explicar o porquê de estar na contramão do mundo. Por que ela não quer o pré-sal quando o mundo inteiro quer?”, questiona José Maria Rangel.

 

Da Imprensa da FUP - Durante participação no seminário “O que a Lava Jato tem feito pelo Brasil”, realizado pelo Partido dos Trabalhadores em São Paulo, nesta sexta-feira (24), o coordenador da FUP, José Maria Rangel, afirmou que, sob a falsa premissa de combate à corrupção, a operação comandada pelo Juiz Sérgio Moro age para quebrar a Petrobrás e criminalizar o partido que ousou mudar os rumos do país. "A corrupção tem que ser combatida por todos. Se a Lava Jato se prestasse somente para isso, teríamos que aplaudir de pé. Mas o que estamos vendo, infelizmente, não é isso. Estamos vendo uma operação deliberada para quebrar as empresas nacionais, começando pela maior delas", criticou o petroleiro.

O seminário contou com a participação de juristas, jornalistas, economistas, engenheiros e outros especialistas que analisaram os efeitos da Lava Jato no país, ao longo destes três anos da operação. O ex-presidente Lula também participou dos debates, acompanhado por parlamentares e militantes do partido.

Após a Lava Jato, os investimentos da Petrobrás despencaram de R$ 104 bilhões para R$ 53 bilhões, impactando nas reservas da companhia, que retrocederam aos níveis de 2001, e fazendo o PIB despencar em 2,5%. Os resultados imediatos na economia do país se refletem no desemprego de mais de 2 milhões de brasileiros que atuavam no cadeia produtiva que gira em torno do setor petróleo e que está sendo devastada, afetando também a economia dos estados e municípios. Só em royaties, houve uma perda de cerca de R$ 10 bilhões, após o desmonte provocado pela Lava Jato.

Efeitos da Lava Jato no setor petróleo


Durante sua apresentação, o coordenador da FUP destacou a importância do Pré-Sal para o país e como essas reservas influenciaram a geopolítica mundial, colocando o petróleo brasileiro no centro do golpe que retirou do poder a presidenta Dilma. “Com a descoberta do Pré-Sal, nós tínhamos toda a capacidade de sermos um dos países com condição de alterar o mercado mundial de petróleo, ditando o ritmo da produção, bem como influenciando nos preços do barril. E nós só descobrirmos estas reservas porque tivemos um governo que priorizou o desenvolvimento do Estado brasileiro”, afirmou.

José Maria também ressaltou o protagonismo da Petrobrás, que, com os investimentos que recebeu nos governos Lula, teve a capacidade de descobrir o Pré-Sal, que hoje já responde por mais de 50% da produção da empresa. “E ainda há vozes que dizem que nós endeusamos muito o Pré-Sal”, comentou o petroleiro, referindo-se a declaração feita pelo presidente da Petrobrás, Pedro Parente.

O coordenador da FUP denunciou a política de “impairments” que sangra a companhia, através de ajustes contábeis que reduziram os valores dos ativos em R$ 112 bilhões, entre 2014 e 2016. Só com essas depreciações, a Petrobrás amargou perdas que equivalem a 17 vezes o valor que declarou ter perdido com os crimes investigados pela Lava Jato. “É um movimento que nenhuma petrolífera no mundo está fazendo”, afirmou Zé Maria, cobrando dos parlamentarem que convoquem a direção da Petrobrás para que preste contas ao país do porquê de estar indo na contramão das outras empresas, depreciando tão absurdamente o seu patrimônio.

Ele também denunciou o feirão feito por Pedro Parente, que está colocando à venda diversos ativos a preço de banana e só na sua gestão já cortou 32% dos investimentos da companhia.“Esse caminho em curto prazo vai levar a Petrobrás a uma situação bastante complicada”, revelou Zé Maria, que também criticou duramente os ataques do atual governo e dos gestores da estatal à política de conteúdo local. "Nosso país precisa voltar a ter engenharia, precisamos gerar emprego aqui e desenvolver a nossa indústria. O fim do conteúdo local será um prejuízo difícil de recuperar", afirmou.

José Maria se contrapôs a afirmação massificada pela mídia e pela Lava Jato de que os governos do PT quebraram a Petrobrás e de que a Petrobrás é uma empresa corrupta. “Basta compararmos a situação do país e da empresa antes, durante e depois dos governos do PT. Os números provam que essa falácia não se sustenta”, declarou, apresentando diversos indicadores e ressaltando que, durante o governo Lula, a Petrobrás atingiu o patamar de maior empresa de capital aberto do mundo em produção de óleo.

O coordenador da FUP também apresentou um estudo da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) que aponta que o setor de mineração e extração é o mais suscetível a corrupção no mundo, justamente porque envolve altos investimentos. “Corrupção não se combate do jeito que estão fazendo na Petrobrás, cortando investimentos e privatizando a empresa. Temos vários exemplos na Shell, Statoil e outras petrolíferas do mundo, como na Líbia e na Nigéria, que também tiveram problemas com corrupção e aumentaram os seus investimentos”, afirmou, citando que, após passarem por crises de corrupção, a Shell aumentou em 24% os seus investimentos e a Statoil em 158%.

 

 

Da Imprensa da CUT - Contra a retirada de direitos da classe trabalhadora, a CUT e demais centrais sindicais anunciaram um conjunto de ações para o próximo dia 31 de março. O “Dia Nacional de Mobilização” servirá para organizar a classe trabalhadora para a greve geral, que deve ocorrer em abril.

“Estaremos na rua contra a Reforma da Previdência, a Reforma Trabalhistas e contra esse absurdo da aprovação da terceirização. Por tudo isso, todo a classe trabalhadora tem motivo para ir às ruas no dia 31 de março. Na semana que vem, as centrais irão se reunir e anunciar uma data, ainda em abril, para a greve geral. O dia 31 de março vai ser uma etapa dessa construção”, afirma Sérgio Nobre, secretário geral da CUT.

As mobilizações do dia 31, assim como ocorreu nos dias 8 e 15 de março, Dia Internacional das Mulheres e Dia Nacional de Paralisação, respectivamente, deverá tomar as ruas de todo o país. Paralisações de categorias, manifestações, trancamento de avenidas e rodovias são algumas das ações previstas.

“Nós queremos fazer dessa data, um dia de conscientização da sociedade brasileira sobre a importância de uma greve geral”, afirmou Nobre, que criticou a postura do governo atual, comandado por Michel Temer, que ascendeu ao poder após um golpe parlamentar.

“Nós temos um governo sem legitimidade, que não foi eleito pelo povo. Portanto, seu programa não representa a vontade da maioria. A CUT não se nega a negociar, mas pra sentar na mesa com a CUT tem que legitimidade e credibilidade e esse governo não tem. A única coisa que reverte a tragédia que está em curso no Brasil é promover uma grande greve geral”, alerta o secretário geral da Central.

 

 

Da Imprensa da CUT - O jornal Folha de S. Paulo afirma, em sua principal manchete de capa deste sábado (25): “Por mais verba, centrais podem apoiar Temer em reformas”. O presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Vagner Freitas, reagiu com indignação e afirmou nas redes sociais que o jornal “induz o leitor a erro”. Ele assegurou, enfaticamente: – “A CUT não está negociando com o governo ilegítimo e golpista de Temer a volta de qualquer tipo de imposto em troca do fim da aposentadoria e da CLT”.

O truque da matéria da Folha é que faz parecer ao leitor que ela trata de todas as centrais sindicais. Mas isso é falso. Na verdade, a matéria é um exemplo de “jornalismo-panfleto”. Apesar de ser assinada por dois repórteres, um de São Paulo e outro de Brasília, ela identifica uma única fonte: o secretário geral da Força Sindical.

Com base exclusivamente nesse sindicalista, o jornal afirma: “Centrais sindicais ofereceram ao presidente Michel Temer a abertura de negociações para apoiar as reformas da Previdência e trabalhista em troca de ajuda do governo para retomar a cobrança da contribuição assistencial —taxa paga por trabalhadores para financiar a atividade dos sindicatos”.

Para afirmar essa distorção, o jornal finge não existir a CUT, a maior de todas as centrais. Por isso a resposta de Vagner Freitas: “A CUT não negocia direitos conquistados com muita mobilização, luta, enfrentamentos com a polícia política dos governantes antidemocráticos por nenhuma negociata feita em gabinetes”.

Além disso, o jornal, negando regras básicas de jornalismo, afirma: “A Força diz ter o apoio da União Geral dos Trabalhadores (UGT), da Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST) e da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) para as negociações. As quatro entidades representam 37% dos trabalhadores do país”.

Há dois problemas graves nesse trecho: o primeiro é que a Folha diz que UGT, NCST e CSB apoiam a negociata com Temer, mas não ouviu nenhum representante dessas centrais! O jornal não ouviu o "outro lado" e ignorou até o resto do "mesmo lado". O segundo problema é que a matéria afirma que a Força Sindical mais as outras três centrais representariam apenas um terço dos sindicatos. Como então pode fazer uma manchete como se um dirigente da Força estivesse falando em nome de todas as centrais? A própria matéria prova que isso é uma grande distorção.

Para terminar, uma confusão grave na divulgação da matéria na internet: a Folha juntou ao texto do jornal impresso uma foto dos protestos de 15/3 em que o grande destaque são as bandeiras da CUT. É óbvio que quem só lê a manchete e vê a foto pensa que a CUT está fazendo acertos espúrios com Temer. Após protestos dos leitores contra essa deturpação, o jornal trocou a foto por uma em que se destacam jalecos e bandeiras da Força Sindical.

 

 

 

Nota de Vagner Freitas, presidente da CUT, nas redes sociais

Leia a seguir a íntegra da resposta de Vagner Freitas à matéria da Folha.

“A CUT não está negociando com o governo ilegítimo e golpista de Temer a volta de qualquer tipo de imposto em troca do fim da aposentadoria e da CLT.
A Folha de S Paulo deste sábado induz o leitor a erro.
Ao afirmar na manchete que "Por volta de contribuição, centrais oferecem oposição menor a reforma", o jornal inclui todas as centrais brasileiras em uma suposta negociação contrária aos interesses da classe trabalhadora.
A leitura da matéria prova a distorção do jornal que, sempre que possível, busca desqualificar a luta da CUT em defesa dos direitos da classe trabalhadora.
A CUT não negocia direitos conquistados com muita mobilização, luta, enfrentamentos com a polícia política dos governantes antidemocráticos por nenhuma negociata feita em gabinetes.
A luta da CUT é em defesa da classe trabalhadora. Colocamos um milhão de pessoas nas ruas contra os desmontes de Temer no último dia 15 e no próximo dia 31 vamos parar o Brasil contra a terceirização, contra o fim da aposentadoria e da CLT”.

 

A matéria da Folha de S.Paulo:

"Por volta de contribuição, centrais oferecem oposição menor a reforma

BRUNO BOGHOSSIAN, DE BRASÍLIA / PAULO GAMA, DE SÃO PAULO

25/03/2017 02h00

Centrais sindicais ofereceram ao presidente Michel Temer a abertura de negociações para apoiar as reformas da Previdência e trabalhista em troca de ajuda do governo para retomar a cobrança da contribuição assistencial —taxa paga por trabalhadores para financiar a atividade dos sindicatos.

Dirigentes da Força Sindical, comandada pelo deputado Paulinho da Força (SD-SP), se reuniram na terça (21) com Temer e com o ministro Ronaldo Nogueira (Trabalho) para apresentar a proposta.

Os sindicalistas pediram que o presidente edite uma medida provisória ou apoie a aprovação no Congresso de um projeto que regulamente a cobrança da contribuição.

Em troca, as centrais aceitariam reduzir suas resistências às propostas de Temer para alterar regras previdenciárias e trabalhistas.

A contribuição assistencial é descontada pelos sindicatos dos trabalhadores da categoria que representam, mesmo dos não filiados. Em fevereiro, o STF proibiu a cobrança da taxa de trabalhadores não sindicalizados.

O valor da contribuição é decidido por cada entidade em assembleias e convenções coletivas e usado para financiar as atividades sindicais. Além dessa taxa, as entidades cobram a contribuição sindical, que é obrigatória e equivale a um dia de trabalho.

Centrais, sindicatos, federações e confederações arrecadaram R$ 3,5 bilhões com a contribuição sindical em 2016. Estimam que a taxa assistencial, cobrada à parte, representa até 80% do orçamento de algumas entidades.

A Força diz ter o apoio da União Geral dos Trabalhadores (UGT), da Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST) e da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) para as negociações. As quatro entidades representam 37% dos trabalhadores do país.

"Se não houver a legalização da contribuição, os sindicatos fecham", disse o secretário-geral da Força, João Carlos Gonçalves.

Temer deve voltar a discutir o assunto com auxiliares nos próximos dias. O ministro do Trabalho disse ao presidente que o acordo com as centrais seria um passo importante para reduzir manifestações contra as reformas.

A Força convocou protestos e paralisações para 28 de abril, mas indicou ao Planalto que está disposta a suspender os atos caso haja acordo.

Auxiliares de Temer tratam a aproximação com cautela. Acreditam que o apoio das centrais aos dois projetos é inalcançável e que, ao ajudar na retomada da cobrança da taxa assistencial, o Planalto ajudaria a financiar opositores das reformas."

Pagina 1 de 658

Sede MacaéMacaé

Rua Tenente Rui Lopes Ribeiro, 257 Centro - CEP 27910-330 Telefone: (22) 2765-9550

Sede CamposCampos

Av. 28 de Março, 485 Centro - CEP 28.020-740 Telefone: (22) 2737-4700