A cidade estará mobilizada para receber as diversas atividades que serão realizadas no campus Ondina da Universidade Federal da Bahia, no Parque do Abaeté, em Itapuã, no Parque São Bartolomeu, no subúrbio, e em vários outros locais da capital.

O FSM 2018 foi organizado para contribuir e ampliar a mobilização e a articulação das resistências entre si, com eixos temáticos eleitos em consultas nacionais e internacionais, entre eles “Comunicação e Mídia Livre”, “Migrações” e “Vidas Negras Importam”. As inscrições para coletivos e organizações pode ser feita até o dia 10 de março no site www.fsm2018.org.  

Como em todas as edições do Fórum, a FUP e seus sindicatos estarão presentes e participarão de uma mesa de debates sobre o tema petróleo e soberania, que será realizada no dia 16 de março, em parceria com a Plataforma Operária e Camponesa de Energia.

Histórico

O Fórum Social Mundial nasceu em 2001 por iniciativa de organizações e movimentos sociais que, a partir de uma proposta inicial, se auto-convocaram e mobilizaram para um grande encontro em Porto Alegre, em contraposição ao neoliberalismo representado pelo Fórum Econômico Mundial, que ocorria ao mesmo tempo em Davos, na Suiça.

Os acontecimentos mundiais que sucederam ao primeiro FSM chocaram-se com os anseios de paz da humanidade. No mesmo ano 2001 vieram abaixo as Torres Gêmeas. 

E em nome de combater o terrorismo, o Ocidente capitaneado pelos EUA passou a justificar novas guerras e semear novas formas de terror, a estigmatizar povos inteiros por suas etnias e culturas e a perseguir violentamente os imigrantes. Armou-se sem hesitar para combater justamente a diversidade que o FSM nasceu para celebrar.

Contra tudo isso, as lutas reunidas no FSM conseguiram impulsionar mudanças e apontar caminhos. hoje seriamente ameaçados. Na América Latina, em especial, foram possíveis experiências mais democráticas, de ascensão de forças populares, de indígenas e trabalhadores, ou mais progressistas, aos governos. E contra as quais também se organizaram todas as forças conservadoras.

Com as primeiras edições em Porto Alegre (2001, 2002, 2003 e 2005), o FSM percorreu o mundo com encontros em Mumbai, Caracas, Karashi, Bamako, Nairobi, Belém, Dacar, Tunis e Montreal. Além de edições temáticas, regionais, continentais.

Ao norte da África, a construção de duas edições mundiais foi parte dos acontecimentos da chamada Primavera Árabe. No Canadá, teve pela primeira vez sua realização em um país do norte, com forte protagonismo da juventude.

O FSM volta ao Brasil após uma fase de intensos debates sobre o futuro das lutas sociais e do próprio processo FSM, com a perspectiva de servir aos movimentos de resistência contra o avanço das forças neoliberais e suas investidas contra as jovens democracias na América Latina.

Com informações do Vermelho

Imprensa da CUT - 

Faltou trabalho para cerca de 26,4 milhões de brasileiros e brasileiras em 2017, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) trimestral, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (23).

Desse total, 12,3 milhões estavam desempregados e 6,5 milhões subocupados - pessoas que trabalharam menos de 40 horas por semana porque foram as únicas oportunidades no mercado de trabalho que encontraram.

No Brasil do desemprego, sobra desalento: 4,3 milhões de trabalhadores e trabalhadoras estão desestimulados a procurar emprego. Elas podem, querem e precisam trabalhar, mas não procuraram emprego nos últimos 30 dias, desanimaram porque não conseguiram. Se tivessem conseguido trabalho, estariam disponíveis para assumir a vaga.

Para a secretária de Relações do Trabalho da CUT, Graça Costa, esse desalento entre os trabalhadores desempregados é o reflexo mais natural do abandono em que o Brasil se encontra.

"Com a economia em recessão e a aprovação da reforma Trabalhista, as poucas vagas que são oferecidas são de empregos muito precários. Os poucos que conseguem trabalho têm de se submeter a baixos salários, sem direitos garantidos e completamente desprotegidos", explica. 

O Nordeste é a região com o maior número de desalentados – 59,7% do total nacional. A Bahia, com 663 mil, e o Maranhão, com 410 mil, são os estados campeões.

Segundo o IBGE, este é o maior contingente de desalentados já registrado desde 2012, quando começou a série histórica feita pelo Instituto. No primeiro trimestre de 2012, esse número correspondia a 1,9 milhão de pessoas.

Uma das razões para o desalento pode ser o aumento na demora para conseguir emprego nos últimos meses. Pesquisa feita pelo SPC e CNDL apontou que os brasileiros estão demorando, em média, um ano e dois meses para conseguir emprego no Brasil.

"Não bastasse isso, com o congelamento do orçamento e a queda da arrecadação, os serviços públicos estão ficando cada vez mais sucateados e o trabalhador fica doente e não tem atendimento, não tem escola decente para os filhos, o transporte é ruim e caro e a violência toma conta das periferias das grandes e pequenas cidades", critica Graça Costa.

"É difícil para os trabalhadores e trabalhadoras encontrarem esperanças e forças para continuar buscando saídas, é muita coisa ruim ao mesmo tempo", completou a secretária de Relações do Trabalho da CUT.

Segundo o pesquisador Cimar Azeredo, do IBGE, se os desalentados começassem a procurar emprego, a taxa de desocupação aumentaria. Isso porque, o IBGE considera como desocupado aquele trabalhador que procurou emprego, mas não conseguiu.

Ele disse, ainda, que “as políticas para o mercado de trabalho têm de olhar para os 26,4 milhões de brasileiros que estão sem trabalho”.

Do total de mais de 26 milhões sem trabalho, 3,3 milhões de trabalhadores e trabalhadoras, apesar de considerados força de trabalho em potencial, não estavam disponíveis para trabalhar.

Por Tatiana Melim, da CUT - A política do governo golpista e ilegítimo de Michel Temer (MDB-SP) de reajustar os preços da gasolina e do diesel diariamente e de elevar os impostos sobre os combustíveis está pesando no bolso não apenas de quem precisa abastecer o carro ou a moto nos postos.

Quem não tem carro também sente os efeitos dos aumentos em tudo o que consome. O preço do gás de cozinha, que teve aumentos sucessivos no último período, e o transporte público mais caro são exemplos de como a atual política de Temer compromete o orçamento de toda a população brasileira.

Desde julho de 2017, quando a Petrobras passou a reajustar os preços dos combustíveis quase todo dia e o governo aumentou em quase 30% as alíquotas de PIS/Cofins sobre os combustíveis, o preço da gasolina subiu cerca de 22% para o consumidor final e o gás de cozinha chegou a custar R$ 75,19 em novembro de 2017. 

Outras consequências dessa política, que tem impacto direto na inflação e no custo de vida dos brasileiros, são as altas nos preços dos fretes rodoviários, dos alimentos, das roupas e calçados, pois todos fazem parte da cadeia produtiva que depende dos derivados de petróleo, seja por causa do aumento nos preços dos transportes ou o uso dos combustíveis na produção dos produtos.

“É evidente que essa política tem encarecido o preço dos produtos ao consumidor final e tem feito com que a Petrobras perca mercado”, diz o coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), José Maria Rangel.

“Nos governos Lula e Dilma, as nossas refinarias estavam a plena carga, com condições de suprir o mercado interno e praticar preços acessíveis à população. Agora, por uma decisão do governo, reduzimos drasticamente a carga processada em nossas refinarias e aumentamos a importação”, denunciou o coordenador-geral da FUP.

“Temer diminuiu o papel do Estado e passou a incentivar o investimento privado. É um grande retrocesso e uma clara tentativa de atrair o capital estrangeiro para privatizar o setor de refino do Brasil”, criticou Rangel.

Em 2017, foram importados mais de 200 milhões de barris de derivados de petróleo, número recorde da série histórica da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Dados do Ministério de Minas e Energia mostram que cinco refinarias da Petrobras (Rlam, Reman, Reduc, Refap e Rpcc) já operam com capacidade inferior a 75%.

“Esse é o resultado desastroso da gestão do golpista Temer desde que colocou Pedro Parente, o seu representante direto, no comando da Petrobras. Temer e Parente são unha e carne”, ironizou Rangel.

Segunda gasolina mais cara do mundo

Outro resultado desastroso da atual política de Temer para o setor é o fato de que o Brasil passou a ter a segunda gasolina mais cara dentre os maiores produtores de petróleo do mundo, conforme apontou levantamento da consultoria Air-Inc, que consolida estatísticas globais de custo de vida e mobilidade. 

Em 2017, o Brasil foi o maior produtor de petróleo da América Latina, superando o México e a Venezuela. Mesmo assim, o preço da gasolina ao consumidor final bateu recordes de aumento.

O técnico do Dieese na subseção da FUP, Cloviomar Cararine, explica que a contradição entre o fato de o Brasil ser um grande produtor e praticar preços altíssimos é fruto de uma decisão política do governo e da atual gestão da Petrobras que privilegia o mercado externo e não o nacional.

Ele explica que o governo voltou a praticar os reajustes dos preços de acordo com as oscilações do petróleo no mercado internacional, como era feito no governo do tucano FHC – 1995 a 2002 . “Aumenta o preço do barril de petróleo lá fora, aumenta aqui também”, explica o técnico do Dieese.

Para se ter uma ideia de como funciona essa variação, basta analisar as alterações no valor da gasolina da semana passada para cá. Nesta segunda-feira (19), a gasolina passou a ser vendida pela estatal a R$ 1,5148 o litro, uma alta de 1,82% em relação ao preço vigente na sexta-feira (16). Já o diesel teve um aumento de 1,5%.

“Em uma semana, podemos ter até dois realinhamentos de preços. O que acontece na prática é que o valor nunca diminui”, conclui Cloviomar.

Era Temer e a volta da instabilidade

O coordenador-geral da FUP, José Maria Rangel, critica os aumentos diários nos preços, sem transparência e sem o controle do consumidor.  

“Da forma como está, isso significa que, se a OPEP resolver fechar as torneiras amanhã, os consumidores brasileiros é que vão pagar o preço e não saberão disso”, explica, relembrando diversos momentos da história em que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) interferiu na economia mundial ao tentar controlar o valor do barril de petróleo.

Rangel recorda-se, por exemplo, que, entre outubro de 1973 e março de 1974, o preço do petróleo aumentou 400%, desestabilizando a economia por todo o mundo.

“Essa política de Temer e Parente deixará o Brasil de novo completamente vulnerável a qualquer problema internacional”, lamenta.

Via CUT, ilustração de Alex Capuano

 

 

Na última quarta-feira, (21), o conselheiro da Petros, Northon Almeida, esteve reunido com aposentados, pensionistas e alguns ativos da Petros.

Na ocasião foi possível dialogar com os trabalhadores, além de tirar as principais duvidas da categoria.

O Sindipetro-NF expôs as estratégias utilizadas para tentar fazer com que o plano de equacionamento seja revisitado, eventualmente até adiado. "Foi colocado com muita transparência todas as dificuldades com relação a situação do Petros 1", garantiu Northon.

Os trabalhadores também foram informado sobre a próxima reunião extraordinária marcada para terça-feira, (27).

Durante o encontro também foi tratado sobre o retorno dos trabalhos do GT, que começaram no dia 20, e do agendamento de uma reunião para o dia 28, onde será tratado com a Petrobras e com a Petros sobre a Petros 1.  

Em assembleia realizada na manhã desta sexta-feira, 23, os trabalhadores e trabalhadoras da Superior decidiram aprovar a proposta apresentada pela empresa sobre o Act 2017/2018.

 Foram 62 votos a favor e zero votos contra ou abstenções. 

Da Rede Brasil Atual - Derrotada a reforma da Previdência, a privatização da Eletrobras é a nova prioridade do governo Temer, que quer realizar a venda do sistema elétrico ainda neste semestre. No início da semana, a Câmara dos Deputados criou uma comissão especial para analisar a proposta.

Já os trabalhadores do sistema elétrico e políticos contrários à venda da estatal realizaram nesta quarta-feira (21) reunião da Frente Parlamentar em Defesa do Setor Elétrico Brasileiro e defenderam a necessidade de um referendo popular para que a população decida a questão. O proposta de referendo já conta com a assinatura de 260 deputados e senadores.

Para os integrantes da frente, a privatização do sistema elétrico deve acarretar demissões de trabalhadores e a "conta" da privatização vai cair no colo do consumidor, com aumento de até seis vezes no valor cobrado pela energia. "Nós já temos experiência em Pernambuco, no Maranhão e demais localidades, onde a iniciativa privada entrou. A primeira coisa que eles fazem é demitir", disse o diretor da Federação Regional dos Urbanitários do Nordeste (Frune), Fernando Neves ao repórter Uélson Kalinoviski, da TVT.

Segundo a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), o governo acelera o desmonte do sistema elétrico com a venda de distribuidoras do norte e nordeste, cada uma delas com lance mínimo de R$ 50 mil reais. As companhias estaduais do Piauí, Alagoas, Acre, Amazonas, Rondônia e Roraima seriam as que estariam em processo de privatização mais avançado.

Outra preocupação demonstrada pela senadora é com a soberania sobre os recursos hídricos. "Privatizar energia não significa só privatizar a geração e a distribuição, o que é muito grave, porque tira do Estado brasileiro a capacidade de planejamento e de combate às desigualdades regionais, e do próprio desenvolvimento nacional. Tira também a sua autonomia e soberania diante dos recursos naturais", afirmou, referindo-se sobretudo à consequente privatização da água dos rios que movem as hidrelétricas.

 

Brasil de Fato - Dados divulgados nesta semana expõem o aumento da desigualdade social nos últimos anos, com a crise econômica e política vivida no país. Um estudo realizado pelo SPC Brasil, o Serviço de Proteção ao Crédito, nesta quarta-feira (21), mostra que os mais pobres são maioria dos desempregados no país.

Em contraponto a esse cenário, um documento da Receita Federal publicado nesta semana revela que a parte mais rica da população teve crescimento de renda nos últimos anos.

A pesquisa "O desemprego e a busca por recolocação profissional no Brasil", feita SPC Brasil, em parceria com Confederação Nacional dos Lojistas (CNDL), mostra que 95% dos trabalhadores e trabalhadoras desempregados há mais de um ano pertencem às classes C, D e E, sendo que 54%  desses têm nível de escolaridade somente até o ensino médio. Além disso, 59%, ou seja, a maioria, é do sexo feminino.

O estudo mostra também que os desempregados demoram, em média, um ano e dois meses para conseguir emprego. De acordo com Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país tem atualmente 12, 3 milhões de pessoas desempregadas.

Por sua vez, os dados do Imposto de Renda da Pessoa Física da Receita Federal indicam possível aumento na concentração de renda. O documento mostra que a renda per capita do conjunto geral de contribuintes caiu 3,3% em termos reais entre 2014 e 2016, durante o início da recessão econômica do país. Porém, o segmento mais rico da população, formado por pessoas que ganham mais de 160 salários-mínimos por mês, lucrou com a crise: a renda per capita desse grupo cresceu 7,5%.O documento também reforça a conclusão de que os mais ricos pagam pouco Imposto de Renda no Brasil. 

A diretoria do Sindipetro-NF parabeniza os petroleiros e petroleiras da P-56 pela realização da assembleia do movimento de 48 horas pela Greve Geral do dia 19 de Fevereiro, chamada por todas as centrais do país, somada à retirada de direitos da categoria petroleira representada pela ação rescisória absurda da RSR da Bacia de Campos.

Contudo,  os diretores e diretoras do NF discordam de parte da análise apresentada pelos companheiros e companheiras da plataforma, reiterando o respeito pelo manifesto apresentado e pelas opiniões diversas tanto dos petroleiros presentes, quanto de todos a categoria que a expressa de melhor forma possível.

Primeiramente, com relação à frustração geral da categoria com a direção no último ano, temos a impressão diferente dos companheiros não só pelos debates que temos diariamente nas bases, mas também pelos resultados que temos em nossas ações e que citamos: 1) um congresso regional (CONGRENF) com número recorde de delegados e delegadas; 2) uma participação massiva na maior greve geral da história do país, dia 28 de Abril de 2017; 3) alta participação em todas as assembleias do acordo coletivo 2017/2019 e 4) por fim, na própria vitória da nossa chapa, com quase 65% dos votos, numa eleição que é maior que o pleito eleitoral de diversas cidades do país. Na nossa opinião, uma instituição sólida como a nossa, um sindicato referência no país, não conseguiria tais resultados com um sentimento de frustração geral, portanto, chamamos essa reflexão aos companheiros e companheiras que corroboram com esse manifesto.

Em segundo lugar, sobre as estratégias de greve, mais uma vez pensamos que os números dizem ao contrário do que o manifesto expressa, até por serem sempre montadas com a participação da categoria nos nossos seminários de greve que são abertos para todos os filiados que elegem os delegados em cada uma das bases. No total, em torno de 30 plataformas participaram da greve, número bem superior às mobilizações locais dos últimos anos e da história do sindicato (24 plataformas participaram do dia 28 de Abril de 2017; 18 plataformas 31 de Agosto e 1 de setembro de 2016 e 20 plataformas no dia 29 de Maio de 2015 ). E sobre a citação a Federação Única dos Petroleiros também pensamos que não é um pensamento verossímil, afinal, nossa Federação esteve a frente das principais batalhas da categoria nas duas últimas décadas e diversas conquistas que temos (Anexo II da NR-30; Avanço de níveis independente do GD(por antiguidade); Direito de Recusa; Gratificação de Férias e Benefício educacional; Anuênio para funcionários a partir do ano de 2002; etc), e que todos petroleiros e petroleiras fazem uso, foram direcionadas pela luta dessa Federação.

Em terceiro lugar, sobre as negociações de Acordo Coletivo, consideramos fortemente quatro cláusulas de proteção contra a contrarreforma trabalhista como ganhos reais da categoria, assim como a manutenção dos nossos direitos. Se não tivéssemos acordo, por exemplo, a resolução 23 já teria destruído boa parte da nossa AMS. Se não tivéssemos a cláusula 42, estaríamos todos desprotegidos pela decisão do presidente do TST de liberar as demissões em massa dias depois que fechamos nosso ACT. Vale ressaltar, ainda, que essas construções não saíram "do nada" e que o sindicato, juntamente com a Federação e Central, investiu forte nos entendimentos da conjuntura e dos ataques do governo que nos chegaram a proteção inédita no Acordo que pouquíssimas categorias (talvez nenhuma) tem atualmente. E sobre tentar ou não rumos diferentes do que o sindicato aponta, comentado no manifesto por "algo melhor", quem define as ações principais de acordo são as assembleias e o sindicato consultou toda base, inclusive a P-56, que aprovou o indicativo da direção. Foram mais de 1500 votos e, obviamente, temos todo o respeito por cada um deles e seu resultado, que foi pela assinatura do acordo. Lembrando que houveram muitas mentiras espalhadas pelos opositores da FUP sobre vários pontos do nosso acordo.

Por fim, ressaltamos a história de luta da P-56 e, mais uma vez, repetimos nosso respeito à história da plataforma e ao manifesto produzido pela assembleia. Sabemos que nossa categoria, com essa plataforma inclusa, não se furtará jamais da luta. Ressaltamos, inclusive, que a recente Greve do Norte Fluminense foi vanguarda em todo o país, comentada e disseminada em todos os meios - da mídia tradicional à progressista - e, nesse sentido, chamamos a reflexão dos companheiros e companheiras sobre a necessidade de se fazer esse tipo de comentário nessa conjuntura tão desfavorável para a classe trabalhadora (elucidada inclusive no documento enviado a direção) e, no qual, precisamos do máximo da unidade possível.

A Diretoria do Sindipetro-NF

A intervenção militar no estado Rio de Janeiro foi aprovada na Câmara Federal na última terça-feira (20), pela maioria dos parlamentares, com a justificativa de conter a crise da segurança pública no estado. No entanto, no primeiro dia de ação o que se observa são cenas de violação aos direitos dos mais pobres e uma prova da "falência da política" do país.

Estampada na primeira página da Folha de São Paulo dessa quarta (21), a foto de uma menina negra observando um soldado do exército com um fuzil, enquanto as bolsas de crianças são revistadas é uma prova disso.

Acreditamos que o problema não só do Estado do Rio de Janeiro como de todo o país vai muito além e que essa intervenção está longe de ser a solução para crise.

O que o país precisa é da boas práticas de políticas públicas. Precisamos de incentivo ao emprego, educação de qualidade, incentivo a juventude, entre tantas outras ações que reduzam a desigualdade social.

"Infelizmente, a democracia não logrou tratar a segurança como tema social, continuou sendo caso de polícia", observou o sociólogo Sérgio Adorno programa Entre Vistas, da TVT, comandado pelo jornalista Juca Kfouri, apontando necessidade de "reforçar laços com os cidadãos", protegendo desde o nascimento. "O grande problema é que não se conseguiu construir para a opinião pública a ideia é de que temos pensar segurança de uma maneira inovadora: papel da escola, papel da vizinhança, oportunidade de trabalho para adolescentes. No brasil, essa imaginação não contaminou a nossa classe política, os nossos governantes e sobretudo os nossos planejadores, que continuam contabilizando política social como custo."

Na ocasião, o sociólogo ressaltou ainda que a intervenção no Rio de Janeiro é um sinal de "falência da política", que ocorre, segundo sua análise, quando um governante abdica de governar. Sem estar convencido da necessidade da medida, ainda que prevista constitucionalmente, ele observa que outros estados "começaram a entrar na fila" para pedir tropas.

 Intervenção afeta moradores de favela

 Em matéria publicada na FUP moradores das favelas e áreas de conflito da capital, que tiveram experiências anteriores com operações das forças armadas, afirmam que medida significa violação de direitos para os mais pobres.

Para a moradora da Maré, Gizele Martins, a presença do exército oprime e modifica o cotidiano dos moradores das favelas. “A gente sabe que quando tem uma intervenção como essa, as interrupções das nossas vidas passam a ser diárias, perdemos o direito de ir e vir. E a violência continua. Em 2016, tivemos pessoas assassinadas, nossas casas invadidas e até casos de estupros na Maré. Vamos sofrer tudo de novo”, afirma.

Como relembra Gizele, as forças armadas participaram de diversas operações militares no Rio outras vezes, como na ocupação do Complexo do Alemão e da Maré, em 2007, 2010 e 2016, e também durante a Copa e as Olimpíadas. Mas essa é a primeira intervenção militar decretada pelo governo federal desde 1988. Com ela, até dezembro deste ano, o general do exército Walter Souza Braga Netto terá o comando da Secretaria de Segurança, Polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros e do sistema carcerário no estado do Rio.

 

Estão abertas as inscrições para a palestra de lançamento do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra (INEEP), que acontecerá na noite de primeiro de março, no Rio de Janeiro. “Geopolítica, estratégia e petróleo: uma nova agenda de pesquisa”, o tema da palestra, sintetiza a proposta central do Instituto, uma iniciativa da FUP, que tem por objetivo fomentar debates e propostas para o setor de óleo e gás.

A criação do INEEP foi aprovada por unanimidade pela categoria petroleira durante o XVII Congresso Nacional da FUP, realizado em agosto do ano passado em Salvador. O Instituto abriga técnicos e acadêmicos que já vêm debatendo a geopolítica do petróleo com a sociedade e assessorando os petroleiros, através do Grupo de Estudos Estratégicos e Propostas para o Setor de Óleo e Gás (GEEP), que foi incorporado pelo INEEP.

Para o coordenador da FUP, José Maria Rangel, o nome do Instituto é uma “justa homenagem ao Senador que teve a sensibilidade de criar um projeto de lei que anistiou as pesadas multas que nós petroleiros tivemos durante a greve de 1995”, lembrando que José Eduardo Dutra também foi o responsável pela “retomada da Petrobrás como uma empresa do Estado”, quando presidiu a companhia entre 02 de janeiro de 2003 e 22 de julho de 2005. “Através do instituto, esperamos poder intensificar o debate com a sociedade brasileira para que a Petrobrás volte a ser a grande indutora do desenvolvimento do país”, explicou Zé Maria.

A palestra de lançamento do INEEP contará com a participação dos economistas José Luís Fori, Márcio Pochmann e José Sérgio Gabrielli.

Confira as informações abaixo:

Serviço:

Lançamento do INEEP e palestra “Geopolítica, estratégia e petróleo: uma nova agenda de pesquisa”

Quando: 01/03/2018

Hora: 17h30

Onde: Auditório do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro – Av. Presidente Vargas, 502, 21º andar, Centro

Inscrições: até 26 de fevereiro, através do e-mail  O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

 

A cesta básica no município de Macaé registrou aumento no mês de janeiro em relação a dezembro, de 6,86%, passando a custar R$ 387,24. Comparada com janeiro de 2017, o custo da cesta apresentou queda no preço médio, com retração de 1,17%.

 

TABELA 1

Gasto, variações mensal e anual e tempo de trabalho necessário

Macaé-RJ – Janeirode 2018

Produtos

Quantidades

Gasto mensal (R$)

Variação (%)

Tempo de trabalho

Janeiro

2018

Dezembro2017

Mensal

Em 12 meses

Janeiro

2018

Dezembro2017

Carne

6 kg

112,62

107,76

4,51

-3,74

25h58m

25h18m

Leite

7,5 l

27,98

26,48

5,66

5,98

6h27m

6h13m

Feijão

4,5 kg

25,02

22,95

9,02

-22,90

5h46m

5h23m

Arroz

3 kg

10,29

10,02

2,69

-4,72

2h22m

2h21m

Farinha

1,5 kg

4,47

4,23

5,67

-6,09

1h02m

0h59m

Batata

6 kg

12,78

13,14

-2,74

-8,58

2h57m

3h05m

Tomate

9 kg

42,30

27,90

51,61

47,80

9h45m

6h33m

Pão

6 kg

58,92

56,40

4,47

2,51

13h35m

13h14m

Café

600 g

14,66

14,33

2,30

11,82

3h23m

3h22m

Banana

7,5 dz

32,63

32,03

1,87

-23,82

7h31m

7h31m

Açúcar

3 kg

10,11

9,60

5,31

-13,81

2h20m

2h15m

Óleo

900 ml

4,06

4,04

0,50

-13,43

0h56m

0h57m

Manteiga

750 g

31,40

33,50

-6,27

12,18

7h14m

7h52m

Total da Cesta

 

387,24

362,38

6,86

-1,17

89h18m

85h05m

Pesquisa Nacional da Cesta Básica

Fonte: DIEESE

Na comparação mensal, entre janeiro 2018 e dezembrode 2017, apenas dois itens sofreram queda nos preços médios, a manteiga (-6,27%) e a batata (-2,74%). Os produtos que obtiveram maiores aumentos foram o tomate(51,61 %),o feijão(9,02 %), farinha(5,67 %), o leite(5,66 %), o açúcar(5,31 %) e o pão (4,47%).

Dos produtos que obtiveram aumento, o tomate merece destaque, devido ao seu forte aumento em todas as cidades pesquisadas no país. As variações oscilaram entre 6,94%, em Goiânia, e 94,03%, em João Pessoa.A menor oferta devido à redução da área plantada e às chuvas, que influenciaram na qualidade do fruto, foram os fatores que explicaram a alta no varejo.

No acumulado em doze meses, o preço médio da cesta básica macaense registrou queda de 1,17%.Dentre os itens que apresentaram redução dos preços médios, destacaram-se a banana(-23,82%), o açúcar (-13,81%), o óleo (-13,43%), a batata (-8,58%) e a farinha (-6,09%). Por outro lado, entre aqueles que registraram aumento nos preços, o destaque vai para o tomate (47,80%), a manteiga (12,18%) e o café (11,82%).

Em janeiro de 2018, com o reajuste de apenas 1,81% no salário mínimo nacional, o menor em 24 anos, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica para o trabalhador que reside em Macaé foi de 89 horas e 18 minutos. Em dezembro de 2017, quando o salário mínimo era de R$ 937,00, a jornada necessária foi calculada em 85 horas e 05 minutos. Em janeiro de 2017, o tempo era de 92 horas.

O valor gasto com essa cesta representou 44,12% do salário mínimo líquido, ou seja, após os descontos da Previdência Social.O custo da cesta básica de Macaé representou 87,25% do valor apurado no município do Rio de Janeiro (R$ 443,81) no mês de janeiro.

            Em janeiro, o custo da cesta básica aumentou nas 20 capitais em que o DIEESE realiza mensalmente a pesquisa. As altas mais expressivas ocorreram em João Pessoa (11,91%), Brasília (9,67%), Natal (8,85%), Vitória (8,45%) e Recife (7,32%). As menores taxas positivas foram anotadas nas cidades de Goiânia (0,42%) e Manaus (2,59%). A cesta mais cara foi a de Porto Alegre (R$ 446,69), seguida do Rio de Janeiro (R$ 443,81) e São Paulo (R$ 439,20). Os menores valores médios foram observados em Salvador (R$ 333,98) e Aracaju (R$ 349,97).

Com base na cesta mais cara, que, em janeiro, foi a de Porto Alegre, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o DIEESE estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário. Em janeiro de 2018, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.752,65, ou 3,93 vezes o mínimo, já reajustado abaixo da inflação, no valor de R$ 954,00. Em 2017, o salário mínimo era de R$ 937,00 e o piso mínimo necessário correspondeu a R$ 3.811,29 (ou 4,07 vezes o mínimo então em vigor) em janeiro e a R$ 3.585,05 (ou 3,83 vezes o piso vigente) em dezembro.

RBA - Com mais 19 atividades, o Ministério do Trabalho atualizou nesta segunda-feira (19) a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), uma relação usada para estatísticas e implementação de políticas públicas. Agora, o total de ocupações reconhecidas chega a 2.685.

Entre as novas atividades, estão algumas ligadas às áreas de televisão (assistente de direção e continuísta) e espetáculos (diretor de programação e de produção), segurança (polícia legislativa). Também se inclui o chamado lobista, sob o nome profissional de relações institucionais e governamentais (confira a lista ao final do texto).

"As atualizações da CBO atendem a demandas da sociedade, entidades governamentais, conselhos federais, associações, sindicatos, empresas, instituições de ensino e trabalhadores autônomos", diz o ministério. "Quem melhor pode falar sobre uma ocupação é quem desempenha a função”, afirma a coordenadora da CBO, Cláudia Maria Virgílio de Carvalho.

Ainda na segunda-feira, foi feita uma atualização de conteúdo na "família" de porteiros e vigias. "O objetivo foi readequar o texto de acordo com as atividades desses profissionais." As ocupações incluem porteiros de hotel, de edifícios, de locais de diversão, vigias (de rua e noturno) e fiscais de loja.

Confira as novas ocupações da CBO:

* Engenheiro de logística

* Registrador de câncer

* Amarrador e desamarrador de embarcações

* Polícia Legislativa

* Instalador de sistemas fotovoltaicos (reparação de linhas de cabos) 

* Rejuntador cerâmico

* Profissionais de relações governamentais e institucionais

* Assistente de direção (TV)

* Diretor de imagem (TV)

* Continuísta

* Diretores de programação

* Diretores de produção

* Diretor artístico

* Coordenador de programação (registros sonoros/audiovisuais)

* Assistente de operações

* Supervisor de operações (mídias audiovisuais)

* Supervisor técnico (mídias audiovisuais)

* Sonoplasta

* Analista musical

Pagina 1 de 753

Sede MacaéMacaé

Rua Tenente Rui Lopes Ribeiro, 257 Centro - CEP 27910-330 Telefone: (22) 2765-9550

Sede CamposCampos

Av. 28 de Março, 485 Centro - CEP 28.020-740 Telefone: (22) 2737-4700