Trabalhadores do setor de WP da Halliburton seguem a
por mais de 24 horas em greve, conforme deliberado em assembleia pela categoria. A greve tem como pleito, entre as reivindicações, o cumprimento de um acordo firmado em 2011, que garantiu, também num movimento grevista, o aumento do valor de bônus e a compra de dias de folgas suprimidas. A empresa decidiu, unilateralmente, não cumprir este último item a partir de abril de 2016.
"A greve entra forte no segundo dia, com o numero de adesões crescendo. Estamos travando uma batalha justa e honesta junto a estes trabalhadores que tiveram seus direitos surrupiados pela gestão da empresa", comentou Leonardo Ferreira, Coordenador do Setor Privado.
Na quinta, 25, após o início do movimento, representantes do NF e da empresa reuniram-se para tentar chegar a um consenso que atenda os anseios de ambas as partes. A empresa solicitou um prazo de vinte e quatro horas para analisar as demandas informadas pelo sindicato, se comprometendo a trazer soluções, algo que foi registrado em ata, mas acabou não sendo cumprido pela empresa na reunião desta sexta, 26.
"Lamentavelmente a gestão da Halliburton e sua assessoria jurídica não estão tratando de forma séria o pleito desses trabalhadores que são expostos a regimes de escala de embarque que não respeitam a lei 5811/72 nem a 605/49. Para cada dia de embarque deve haver um dia de folga. E quando o mesmo for suprimido deve ser pago em dobro. A Halliburton não paga corretamente nem deixa que, tempestivamente, a folga seja cumprida, impondo a estes petroleiros situações que ferem não só as leis acima citadas, mas também o princípio da dignidade humana, aquele mesmo que norteou a construção da Carta Magna desse país. É por isso que a greve vai continuar até que a empresa se apresente novamente de forma respeitosa na mesa de negociações, atendendo as premissas que já lhe foram colocadas", completou o Coordenador Geral da entidade, Marcos Breda.

Parente e Temer

FUP: 'Derrubada de Temer e renúncia de Pedro Parente mobilizam categoria nas ruas e nas nossas lutas diárias'

RBA – A Federação Única dos Petroleiros (FUP) enviou uma carta ao presidente da Petrobras, Pedro Parente, nesta quarta-feira (24), na qual exige sua renúncia do cargo. A entidade também quer que todos os integrantes do Conselho de Administração e da Diretoria Executiva da empresa renunciem. A carta foi aprovada um dia antes, por unanimidade, pelo Conselho Deliberativo da federação, formado por representantes dos 13 sindicatos filiados.

Os petroleiros consideram que há três razões para a renúncia de Parente: ilegitimidade na origem, destruição do patrimônio público e interesses escusos. “Não bastasse o sentido ilegítimo dessa administração, com o superficial pretexto de conter o endividamento da Petrobras, esse coletivo vem agindo com a clara intenção de destruir a empresa”, afirma o documento, que aponta para "a incapacitação técnica" da gestão de Parente e a responsabiliza pela "alienação patrimonial por preços irrisórios" e pela estratégia de "apequenamento da Petrobras".

No documento, a FUP afirma que “o entendimento dos petroleiros é de que a luta contra a privatização da Petrobras está diretamente ligada à derrubada de Temer e à renúncia do presidente da empresa, Pedro Parente”. Essas são as bandeiras que mobilizam a categoria, ressalta a entidade, “tanto nas ruas, como nas nossas lutas diárias, buscando o apoio da sociedade para que aconteça nos próximos dias”, diz o coordenador José Maria Rangel.  

A entidade destacou ainda os interesses por trás da gestão de Parente à frente da estatal. “As recentes revelações, à luz da crise atravessada pelos que tomaram o Executivo de assalto, demonstram que toda a gestão, desde o Golpe de 2016, foi empreendida no favorecimento dos grupos econômicos.” Segundo o documento, as corporações “com desfaçatez no relacionamento histórico com os ocupantes da atual gestão determinam a política da administração da Petrobras”.

O Conselho Deliberativo da FUP aprovou ainda um calendário de ações de vanguarda para barrar a privatização em curso na empresa. “As mobilizações serão implementadas nas próximas semanas e divulgadas pelas direções sindicais à medida que forem realizadas”, diz a entidade.

Na segunda-feira (23), a FUP divulgou nota denunciando que, “enquanto Temer agoniza em praça pública, Parente segue vendendo a Petrobrás”. Em menos de uma semana, a gestão de Parente colocou à venda dois grandes campos de gás natural no Amazonas, que já estão sendo negociados com empresas estrangeiras: o Campo de Azulão, na Bacia do Amazonas, cuja venda foi anunciada pela direção da estatal no último dia 16, e o Campo de Juruá, na Bacia do Solimões, que a companhia anunciou ao mercado nesta segunda-feira, 22.

No início do mês, por meio de seu presidente, a Petrobras anunciou que a estatal vai vender a refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, e sua participação na Petrobras Oil & Gas B.V., na África.

Parente “está saindo pelo mundo e vendendo a companhia”, já havia dito José Maria Rangel à RBA em março. Segundo o coordenador da FUP, a meta dos atuais gestores para venda de ativos era de US$ 16 bilhões até 2016, mas já chegam a quase US$ 50 bilhões. Até agora, Parente entregou parcelas preciosas de Carcará, Iara e Lapa, áreas do pré-sal que foram adquiridas pela norueguesa Statoil e pela francesa Total “a preço de banana”, denuncia a entidade. Segundo a FUP, “o desmonte é tamanho que mais de 60% das sondas de perfuração que a Petrobras tinha em 2013 já foram paralisadas, fazendo as reservas da empresa voltarem aos níveis de 15 anos atrás”.

A Pública – O presidente do Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH), Darci Frigo, contestou a versão apresentada pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) do Pará sobre a morte de dez posseiros na fazenda Santa Lúcia, em de Pau D’Arco (PA), na última quarta-feira (24). "A pergunta que a gente se faz é se não foi uma ação de vingança tendo em vista a morte do segurança da fazenda há poucos dias no local", disse Frigo em entrevista à Pública ontem (25).

Ele se refere à morte do segurança Marcos Batista Montenegro, baleado no último dia 30 de abril quando patrulhava a fazenda ocupada. Os tiros teriam sido disparados pelos posseiros. No dia da chacina, os policiais civis e militares, liderados pela Delegacia de Conflitos Agrários (Deca) de Redenção, foram à ocupação para cumprir 16 mandados de prisão e de busca e apreensão relacionados ao assassinato do segurança. Segundo a Segup, eles teriam sido recebidos a tiros pelos posseiros. Dos dez mortos, sete eram da mesma família: o casal Jane Julia de Oliveira e Antonio Pereira Milhomem, seus três filhos e dois sobrinhos.

Familiares de nove vítimas prestaram depoimentos ao Ministério Público do Estado do Pará até a noite de ontem. Sobreviventes do massacre também estão sendo ouvidos. Relatos ouvidos por Frigo dão conta que cerca de 150 pessoas estavam no local no momento do crime. Um deles relatou ao MP que a polícia chegou à ocupação abrindo fogo. A Polícia Civil apresentou dez armas supostamente apreendidas com os posseiros. O CNDH também deve continuar a oitiva de testemunhas nos próximos dias.

Um velório coletivo foi feito nesta madrugada no município de Redenção. Segundo relatos, os corpos chegaram do Instituto Médico Legal (IML) em estágio avançado de putrefação, o que revoltou as famílias. Para Frigo, houve destruição da cena do crime, obstrução das investigações e há risco de coação das testemunhas. O CNDH e a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC) pediram o afastamento dos policiais envolvidos nos crimes.

 
Repressão em Brasília

"O governo Temer utilizou as Forças Armadas e o Estado contra o povo brasileiro", denunciam deputados em carta dirigida à ONU

Sul 21 – Na tarde desta quinta-feira (25), as deputadas federais Maria do Rosário (PT-RS), Luiza Erundina (PSOL-SP) e o deputado federal Paulão (PT-AL) entregaram ao coordenador residente do Sistema das Nações Unidas (ONU) no Brasil, Niki Fabiancic, documento que relata violações de direitos humanos ocorridas no governo Temer.

A carta-denúncia centra-se nas repressões ocorridas no ato em Brasília, no Decreto autorizando o uso das Forças Armadas – revogado, posteriormente – e na chacina do sul do Pará, ambos os casos ocorridos na última quarta-feira (24). O texto assinado por parlamentares, artistas, entidades e sociedade civil pede que a ONU envie observadores internacionais para averiguação dos fatos.

 

REPRODUÇÃODeputados denúncia ONU
Deputados encaminharam denúncia à ONU

"O governo Temer utilizou as Forças Armadas e o Estado contra o povo brasileiro, a liberdade de manifestação, de organização e de expressão de um povo”, afirmou Maria do Rosário, deputada federal (PT-RS) e ex-ministra dos Direitos Humanos. Segunda ela, no plano da denúncia internacional este é apenas o primeiro passo.

O coordenador da ONU no Brasil se comprometeu em enviar o documento para o Alto Comissariado das Nações Unidas em Genebra para que sejam investigadas as violações de Direitos Humanos. A carta, endossada por sindicatos, movimentos sociais, artistas e intelectuais, estará disponível na internet para que brasileiros e brasileiras possam assinar. O processo de coleta de assinaturas ainda está em aberto.

Confira íntegra do documento:

Ao Alto Comissariado das Nações Unidas, Comissão Interamericana de Direitos Humanos, e entidades defensoras de Direitos Humanos do Brasil e do mundo

Considerando que os direitos à vida, à liberdade, à segurança e à integridade física e mental são constitutivos do sistema nacional e internacional de proteção aos Direitos Humanos e se situam em posição hierárquica suprema no rol dos direitos fundamentais, servindo como alicerce a todos os demais direitos;

Considerando o disposto na Declaração Universal dos Direitos Humanos, no Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos, promulgado no Brasil pelo Decreto nº 594, de 6 de julho de 1992, especificamente em seus Arts. 6º, 7º e 19º, e na Convenção Contra a Tortura e outros Tratamentos ou Penas Cruéis, Desumanos ou Degradantes, promulgada pelo Decreto nº 40, de 15 de fevereiro de 1991;

Considerando a Constituição Federal em seu art. 5º, incisos IV, IX, XVI, que asseguram os direitos humanos de reunião e de livre manifestação do pensamento a todas as pessoas pelos órgãos e entidades da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios;

Considerando a Resolução 06 de 2013 do Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) que dispõe sobre recomendações para garantia de direitos humanos e aplicação do princípio da não violência no contexto de manifestações e eventos públicos, bem como na execução de mandados judiciais de manutenção e reintegração de posse;

Destacando a nota de repúdio emitida em 24 de maio de 2017 pelo Conselho Nacional de Direitos Humanos do Brasil (em anexo), relatamos o que segue;

Cidadãs e cidadãos brasileiros de várias faixas etárias e de todo o território nacional, integrantes de movimentos sociais e sindicatos de todo Brasil se reuniram durante a manhã de 24 de maio em frente ao estádio Mané Garrincha e seguiram em uma marcha pacífica rumo à Esplanada dos Ministérios, centro do poder político do país. Esta manifestação, convocada contra as reformas previdenciária e trabalhista em curso no Congresso Nacional, e que recentemente inseriu dentre suas reivindicações as eleições diretas para a Presidência da República, foi duramente reprimida como há tempos não se via num Estado que se afirma democrático.

A marcha transcorria pacificamente, com bandeiras multicoloridas, músicas e expressões criativas da cultura brasileira, até que policiais do Governo do Distrito Federal e da Força Nacional, com um aparato gigantesco e jamais visto no período pós-ditadura, impediram a instalação do ato.

As agressões indiscriminadas aos manifestantes, inclusive contra mulheres, crianças e idosos se deram de diversas formas, desde cassetetes, uso da cavalaria, spray de pimenta, bombas de gás lacrimogêneo, de efeito moral, balas de borracha, helicópteros e até mesmo o emprego de armas de fogo.
Atitude criminosa que resultou em 49 feridos notificados em atendimento hospitalar. Ao agirem indiscriminadamente e sem controle, as forças de segurança feriram pessoas que exerciam seu direito de expressão e manifestação, ou trabalhavam na cobertura dos atos, como jornalistas e cinegrafistas.

Deputadas (os) federais e senadoras (es) que participaram do ato também foram alvo da repressão e tiveram obstruída sua atribuição constitucional, não sendo ouvidos pelo comando das forças repressivas no local para que cessassem a violência.

Após a lamentável atuação dos agentes do Estado, o presidente Michel Temer editou o Decreto de 24 de maio de 2017, que instituiu a GLO (Garantia da Lei e da Ordem), autorizando às Forças Armadas atuarem na repressão à liberdade de manifestação em Brasília.

Além disso, a decisão é arbitrária por não observar pressupostos legais para uso da medida, como a necessária comprovação do esgotamento de todos os instrumentos destinados à preservação da ordem pública, e não informou ao governador do Distrito Federal sua decisão, estabelecendo que durante oito dias, ficaria à cargo do Ministério da Defesa definir a área de atuação das Forças Armadas.

Os relatos de violações de Direitos Humanos se multiplicam no Brasil. No mesmo dia em que a barbárie foi praticada por agentes do Estado em Brasília, dez trabalhadores rurais foram mortos no município de Redenção, no Pará, também em uma ação da Polícia Militar, totalizando 36 pessoas assassinadas em conflitos fundiários no campo apenas em 2017.

Em paralelo, observamos um desmonte progressivo das estruturas do Estado responsáveis pela mediação de conflitos no campo e de apoio aos trabalhadores rurais e minorias, como por exemplo, na extinção da Ouvidoria Agrária, recriada posteriormente com estrutura precarizada.

Este cenário de intensificação nas violações de Direitos Humanos no Brasil é de conhecimento da comunidade internacional. Em maio deste ano, durante sessão do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas, na apresentação do relatório do governo brasileiro para a Revisão Periódica Universal, 119 países fizeram mais de 200 recomendações sobre temas relacionados aos Direitos Humanos no Brasil.

Desta maneira, apresentamos esta denúncia e conclamamos a Organização das Nações Unidas, a Organização dos Estados Americanos e a comunidade internacional a repudiar a postura autoritária e desmedida do Governo Brasileiro, encaminhando ao país os Relatores Especiais do Conselho de Direitos Humanos da ONU nos temas relacionados ao objeto dessa denúncia.

Solicitamos ao Alto Comissariado da ONU, uma visita in loco para análise das graves violações dos direitos humanos.

Assinam:
Maria do Rosário, deputada federal (PT-RS) e ex-Ministra Chefe da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República
Luiza Erundina de Sousa – deputada federal (PSOL-SP)
Paulão, deputado federal (PT-AL)
Aly Muritiba – cineasta
Ana Júlia Ribeiro – estudante secundarista
Ana Moser – empreendedora social
Ana Petta- Atriz
Ana Paula Siqueira – RP e social media 
Andréa Castello Branco – jornalista 
Andrea Nathan – jornalista
Bernardo Cotrin – Fórum 21
Bianca Comparato – atriz
Breno Bergson – advogado
Bruno Garcia – ator
Bruno Monteiro – jornalista, produtor e ativista de Direitos Humanos
Bruno Trezena – jornalista 
Carlos Zarattini, líder da bancada de deputados federais do PT (PT-SP)
Carolina Kasting – atriz
Central de Movimentos Populares (CMP)
Central dos Trabalhadores do Brasil 
Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil 
Central Única dos Trabalhadores
Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé
Chico Alencar, deputado federal (PSOL-RJ)
Coletivo Juntos
Dandara Tonantzin – Enegrecer
Danielle Freitas Kattah – produtora
Daniel Filho – produtor e diretor de cinema
Danilo Moreira – Gestor Público
David Miranda- Jornalista Vereador
Débora Lamm – atriz
Edmilson Rodrigues, deputado federal (PSOL-PA)
Efraim Neto – Jornalista
Fabio Malini – professor Labic/Ufes
Fátima Bezerra, senadora (PT-RN)
Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj)
Fernanda Takai – cantora
Fernando Sato – ativista e jornalista
Flávia Lacerda – direção audiovisual
Flávia Gianini – jornalista 
Flávio Renegado – Músico
Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito
Fora do Eixo
Gabriella Gualberto – jornalista 
Glauber Braga, deputado federal (PSOL-RJ)
Glória Médici – professora Ifes
Guta Nascimento – jornalista
Helena Petta – médica
Henrique Fontana – Deputado Federal 
Herson Capri – ator
Hugo Cesar – Ativista
Iriny Lopes, ex-Ministra da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres da Presidência da República
Ivan Valente, deputado federal (PSOL-SP)
Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social
Jandira Feghali, deputada federal (PCdoB-RJ)
Jean Wyllys, deputado federal (PSOL-RJ)
Joanna Maranhão (atleta)
Kátia A.S.Brenicci – advogada
Laís Bodanzky – cineasta
Léo Casalinho – ativista
Leoni – músico
Leonardo Boff – teólogo
Levante Popular da Juventude
Lucia Helena – psicóloga
Luiz Couto – deputado federal (PT-PB)
Macaé Evaristo – professora
Maeve Jinkings – atriz
Manno Góes – músico
Manuela Davila – jornalista, Deputada Estadual
Marcia Miranda – professora e fundadora do Centro de Defesa dos Direitos Humanos de Petrópolis
Márcio Jerry – Jornalista, presidente PCdoB MA, Secretário Estado Comunicação/Maranhão
Margarida Barbosa – professora
Margarida Salomão – deputada federal (PT-MG)
Maria de Fátima Mendonça- Enfermeira
Maria do Pilar Lacerda – educadora
Marilena Garcia- educadora
Marcia Tiburi – professora de filosofia
Maximiliano Nagl Garcez – advogado sindical 
Mônica Martelli – atriz
Monique Prada – trabalhadora sexual, escritora, CUTS
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST)
Movimento Quero Prévias
Naná Rizinni – musicista e produtora musical
Olivia Byington – cantora
Orã Figueiredo – ator
Padre João, deputado federal (PT-MG)
Patricia Pillar – Atriz
Paulo Paim – senador (PT-RS)
Paulo Pimenta – jornalista e deputado federal
Pedro Henrique França – jornalista e roteirista
Pedro Tourinho – médico, vereador em Campinas
Pepe Vargas – deputado federal (PT-RS) e ex-Ministro da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República
Rafael Dragaud – Diretor
Renan Quinalha – advogado
Roberta Calza – atriz
Rodrigo Cebrian – diretor
Rosana Maris- Atriz e Produtora Cultural
Sâmia Bonfim – vereadora em São Paulo 
Sérgio Mamberti, ator
Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais
Tamara Naiz – Pesquisadora e Presidente da ANPG
Thadeu de Mello e Silva – advogado
Thássia Alves – jornalista
Tico Santa Cruz – artivista
União da Juventude Socialista (UJS)
União Nacional dos Estudantes (UNE)
União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES)
Vanessa Grazziotin, senadora (PCdoB-AM)
Vinicius Cascone – Advogado
Wadih Damous, deputado federal (PT-RJ)
Wallace Ruy – Atriz
Wagner Moura – ator 
Warley Alves – ativista e produtor cultural
Wolney Queiroz – Deputado Federal PDT-PE
Zé Geraldo, deputado federal (PT-PA)
Zélia Duncan – cantora

A diretoria do Sindipetro-NF recebeu denúncia que na tarde desta quinta, por volta das 17h40, ocorreu  um princípio de incêndio "grave" (com alto potencial para evento de maiores proporções) no Turbo Gerador B da P-50, Campo de Albacora Leste, na Bacia de Campos. O incêndio teve início na Power Turbine do Turbo Gerador-B, onde foram registradas  temperaturas anormais, na casa dos 1000°C, com labaredas e fumaça.

Segundo os trabalhadores a bordo, o problema pode  ter relação com o vazamento de diesel combustível do mesmo Turbo Gerador, ocorrido entre a noite de quinta, 25, e a manhã de hoje, 26.

Apesar de desfalcada, a brigada de incêndio combateu o incêndio. Dos nove membros, apenas quatro  se apresentaram no ponto de reunião.

Segundo a Petrobrás, "os brigadistas foram acionados após detectado um superaquecimento. O equipamento foi parado e imediatamente resfriado. Não houve vítimas nem impacto à produção e ao meio ambiente".

A companhia informou que fez comunicação do fato à Marinha do Brasil e à Agencia Nacional do Petróleo (ANP) e irá investigar as causas do incidente.

Esse é o segundo incêndio ocorrido em unidades da Petrobras em menos de uma semana,. Para o Sindipetro-NF estes acidentes estão relacionados diretamente com o baixo efetivo nas unidades que se agravaram após o PIDV e a política de sucateamento da empresa, orquestrada por Mishell Temer e realizada por Pedro Parente.

A diretoria do Sindipetro-NF alerta à sociedade para a possibilidade de ocorrência de uma grande tragédia na empresa  e responsabiliza a atual gestão caso aconteça. A tragédia da P-36 é um exemplo do que a política neoliberal faz com a empresa.

O Sindipetro-NF está denunciando o fato aos órgãos competentes e cobrando da empresa uma solução definitiva dos problemas

O Sindipetro-NF  publicou em seu site ontem, 25, uma denúncia de incêndio na P-33 com informações repassadas pela categoria. A empresa foi contactada mas se limitou a negar as informações . Só após a veiculação da matéria, que a Petrobrás entrou em contato com o sindicato solicitando a publicação de sua versão.

De acordo com o SMS da UO-BC os fatos seguiram a seguinte ordem cronológica:

Apareceu uma fumaça preta na descarga do gerador que foi carregada para o casario em função do vento.  Alguns trabalhadores que assistiam um jogo no casario ficaram assustados por não identificarem a origem da fumaça e comunicaram aos operadores.

O alarme manual de incêndio foi acionado pelos operadores que ainda não tinham identificado a origem da fumaça, assim como o plano de emergência.

Ao identificar o problema, foi feita a substituição do gerador que estava com defeito por um outro e,  durante a mudança, a plataforma ficou sem energia elétrica (apagão) por um período que não sabem precisar.

Ao averiguar o caso, o Geplat informou a todos os fatos ocorridos ainda de ponto de reunião

O SMS da empresa afirma que não houve incêndio e que não teve nenhum sensor "bypassado".

A diretoria do Sindipetro-NF questiona a cultura de subnotificação que acidentes que  gera a descrença na gestão da empresa e reafirma que para o sindicato a informação repassada pela categoria é de grande importância. A empresa deve rever sua postura de demora no repasse das informações para o sindicato.

"Continuaremos a denunciar e a informar a sociedade sempre que ocorrer qualquer tipo de acidente. A empresa se negou a repassar informações e só o fez depois de pressionada pela matéria publicada em nosso site" - conclui o Coordenador do Departamento de Saúde, Sergio Borges.

Dos 5.570 municípios brasileiros, 3.232 têm menos de 11 mil eleitores. Justamente este foi o colégio eleitoral do Sindipetro-NF, no pleito encerrado no último sábado, 20, com a apuração das 26 urnas do processo que durou 21 dias, em todas as bases da região e até em alguns estados fora do Rio de Janeiro. Do total de 11.074 filiados aptos a votar, 5.639 exerceram o direito, participando de um momento vigoroso da vida democrática da entidade.

Os números são parte do que pode ser utilizado para mostrar o peso da categoria petroleira na construção da sua organização sindical. Outro indicador é a participação de diferentes correntes políticas do movimento petroleiro, a disputa democrática de chapas e ideias, e a total transparência em todo o processo, inclusive com transmissão da apuração ao vivo pelas mídias do sindicato.

Um feito como este não pode ser banalizado, especialmente em tempos de ataques violentos às organizações dos trabalhadores. É uma vitória da categoria e deve ser valorizada. Foi um trabalho intenso da Junta Eleitoral, dos mesários, dos funcionários do Sindipetro-NF e também dos 80 integrantes de ambas as chapas em disputa, que tanto atuaram na fiscalização do processo quanto na busca por votos.

Um sindicato que nasceu, há quase 21 anos, da demanda local por uma melhor representação da base em suas reivindicações, e em consequência do peso da Bacia de Campos no cenário nacional, tem motivos de se orgulhar de chegar a essa maturidade com tamanha força institucional, capaz de fazer frente às grandes dificuldades que a realidade política do país impõe.

O NF está lado a lado com todos os sindicatos de luta deste país, está solidário a todos os movimentos sociais e lutadores do povo, atua tanto nas reivindicações específicas da categoria quanto nas causas que visam a justiça social, a distribuição de renda e a defesa do patrimônio nacional. É uma obra formidável de cada um dos filiados, cada um dos votantes desta eleição e de cada um dos que participaram de pleitos anteriores, entre outros momentos decisivos da vida sindical.

Vida longa ao Sindipetro-NF e às demais organizações dos trabalhadores. A vitória foi de todos.

 

[Nascente 993]

 

 

Da Imprensa da CUT - Como aconteceu em abril de 1984, quando o Comício por Eleições Diretas no Brasil uniu um milhão de pessoas, o Rio de Janeiro volta a ser palco da luta pela democracia. No próximo domingo, a partir das 11h, na Praia de Copacabana, a capital carioca promove um ato em defesa da democracia, por Diretas Já e pela saída do ilegítimo Michel Temer (PMDB).

Artistas como Caetano Veloso, Mano Brown, Criolo, Teresa Cristina, Mart´nália e BNegão vão cantar em defesa das eleições diretas e para impedir que um acordo entre parlamentares e o Judiciário escolha o novo presidente. O povo quer votar e não abre mão desse direito!

A convocatória já une nomes como os atores Wagner Moura, Gregório Duvivier e Lúcio Mauro Filho. Confira aqui.

 

[Foto: Mídia Ninja]

 

A base do Norte Fluminense participa com 40 representantes no Congresso Nacional da Anapar (Associação Nacional dos Participantes de Fundos de Pensão), que inclui a Assembleia Geral Ordinária da entidade. Os debates começaram ontem e seguem até hoje, em Brasília.

Os diretores do Sindipetro-NF, Francisco Antônio de Oliveira, Antônio Alves da Silva e Antônio Carlos Manhães estão entre os representantes da região.

Estão em discussão as "as ameaças que estão colocando em risco o futuro da previdência pública e complementar", como divulgado pela organização do evento.

Especialistas discutem "o contexto social, político e econômico brasileiro. Um time de economistas, sociólogos, jornalistas e técnicos previdenciários vão esclarecer o que está por trás das propostas do governo em reformar a previdência, bem como das alterações que estão sendo feitas nos fundos de pensão", afirmou a Anapar.

A Assembleia Geral Ordinária acontece hoje, a partir das 13h30, quando haverá avaliação e votação das contas, do balanço e do relatório de atividades de 2016, além do orçamento e o plano de ação da diretoria.

 

Tiago Macambira / Do Jornalistas Livres - Mesmo com a repressão e a violência policial, mais de 200 mil trabalhadores de todo o país ocuparam a capital federal nesta quarta-feira (24) para pressionar o Congresso Nacional a paralisar a tramitação das reformas Trabalhista e da Previdência.

O ato convocado pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo refletiu dentro do Congresso e a bancada de oposição ao ilegítimo Michel Temer (PMDB) chegou a ocupar a mesa da presidência da Câmara dos Deputados.

Já nas imediações do Congresso, o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, apontou essa como a maior marcha sobre a capital federal e destacou que mais uma Greve Geral deve vir por aí.

“Deram um golpe e não conseguem completar, o que significa fazer as reformas Trabalhista e da Previdência. Esse é o passo inicial da maior guerra que faremos contra esses golpistas para derrubar essas reformas, vamos fazer uma greve geral maior do que fizemos no dia 28”, disse.

O dirigente ressaltou ainda a importância da CUT neste cenário e a necessidade da unidade da classe trabalhadora contra os retrocessos. “Se não conseguem entregar nossos direitos e discutir uma ditadura no Brasil é porque tem a CUT e seus sindicatos fazendo a luta. Essa foi a maior marcha da história dos trabalhadores no Brasil, trouxemos mais de 200 mil por Diretas Já e precisamos levar essa luta para o cotidiano do país”, apontou.

Temer nas cordas

Incapaz de responder democraticamente às mobilizações e sem respaldo moral e político, o golpista Temer baixou uma AGA (Ação de Garantia da Ordem) autorizando o Exército a fazer a segurança do Distrito Federal até o dia 31 de maio, provável dia da votação da Reforma Trabalhista, em episódio que remonta aos tempos obscuros da ditadura militar.

 

 

O Sindipetro-NF está realizando greve no setor de WP da Halliburton e os trabalhadores deflagraram a greve por tempo indeterminado desde às 12h de hoje, 25. A decisão foi tirada em assembleia que também aprovou o Estado de Assembleia Permanente. Os trabalhadores reivindicam o pagamento do Dia de Desembarque, compra de 10% de dias acumulados, compra de 50% do banco de horas; reajuste/revisão anual do bônus, alteração na nomenclatura do bônus e promoções, o que a categoria não recebe há cinco anos.

Diretores do sindicato estiveram reunidos com representantes da empresa na tarde de hoje. A empresa se comprometeu, na mesa de negociação, a responder os pontos destacados pelo sindicato em nova reunião amanhã, 26, 16h 30.

A greve é forte e continua até novo indicativo do sindicato.

O Sindipetro-NF recebeu denúncia de que um princípio de incêndio no gerador de energia da plataforma P-33, na Bacia de Campos, deixou a unidade totalmente sem iluminação em um período da noite de ontem. O princípio de incêndio foi debelado pelos trabalhadores do setor, sem acionamento da brigada.

De acordo com a denúncia, o sensor de incêndio estava desligado e o princípio de incêndio demorou a ser identificado, pois havia apenas um operador na área no momento. Para o sindicato, este é mais um reflexo da falta de efetivo na Petrobrás. Em situação normal, este setor teria ao menos quatro operadores.

O corte na energia causou grande apreensão entre os trabalhadores, pois as luzes de emergência não funcionou e o gerador reserva demorou para entrar em operação.

O Sindipetro-NF entrou em contato com a Petrobrás para cobrar explicações sobre a ocorrência. A empresa se limitou a dizer que não houve incêndio e que não há sensor desligado na plataforma.

A entidade solicita aos trabalhadores que permaneçam atentos e que enviem mais informações sobre caso para o sindicato ( O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ).

 

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