O Sindipetro-NF recebeu informação neste final de tarde de que houve o rompimento de um duto de produção da plataforma P-19, na Bacia de Campos. Há vazamento de óleo no mar, mas a extensão dos danos ainda não é conhecida.

O sindicato está em contato com a área de segurança da Petrobrás, que confirmou o acidente, mas não tem mais detalhes.

Barcos de apoio e de controle de emergência estão mobilizados para seguirem para o local. Será feita uma análise das consequências ambientais.

Os diretores sindicais continuam a acompanhar o caso e solicitam dos trabalhadores que enviem informações adicionais para a entidade, pelo e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. .

 

 

Da Imprensa da CUT - O secretário da Previdência, Marcelo Caetano, foi denunciado à Comissão de Ética da Presidência por conflito de interesses. A denúncia foi protocalada na manhã desta quinta-feira (23) em Brasília e será encaminhada também ao Ministério Público Federal do Distrito Federal (MPF-DF).

Caetano é conselheiro da Brasilprev, empresa que atua no setor da previdência, o que constitui conflito de interesse na atuação do ministro, que se tornou o principal articulador da Reforma da Previdência proposta pelo governo ilegítimo de Michel Temer.

A Lei 12.813, de 2013, é utilizada como base para a denúncia. De acordo com o texto da norma, representantes de governos, em qualquer esfera, ficam impedidos de exercer “atividade que implique a prestação de serviços ou a manutenção de relação de negócio com pessoa física ou jurídica que tenha interesse em decisão do agente público ou de colegiado do qual este participe.”

Na proposta de Reforma da Previdência, os servidores públicos terão a opção de aderir aos planos de previdência privada oferecidos por empresas como a Brasilprev.

 

[Foto: ABr]

Parece estar ultrapassada a máxima de que, no Brasil, o ano começa depois do Carnaval. Na verdade, este 2017 não só já começou com uma agenda pesada de ataques aos trabalhadores e ao patrimônio público, como se mostra cada vez mais uma espécie de continuação funesta de 2016. 

Nesta semana, enquanto a alegria resiliente do brasileiro começou a ganhar as ruas carnavalescas país afora, os abutres do governo e do Senado trabalhavam com afinco no projeto de direitização das nossas instituições, aprovando a indicação para o Supremo Tribunal Federal de um reacionário tosco de extensa folha corrida.

Também enquanto a folia esquenta, uma intervenção oficiosa do governo federal no Rio força a entrega da Cedae, com a cumplicidade criminosa da maioria dos deputados estaduais. Os movimentos sociais resistem e buscam a realização de um plebiscito sobre o tema.

“São tempos difíceis para os sonhadores”, como preconiza um dos diálogos do filme “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain”.

Por outro lado, a expectativa é de aumento dos protestos de rua a partir de março, com paralisação nacional prevista para o dia 15. E todo o esforço precisa ser feito para acordar a população sobre a necessidade de reagir. Uma das formas é centrar fogo em um grande trabalho de esclarecimento sobre alguns dos principais golpes do Golpe em curso, abrigados nas reformas da Previdência e Trabalhista.

Não será fácil. Toda a pauta na mídia está direcionada para construir um cenário de recuperação econômica e de eficiência do governo Mishell em “arrumar a casa”. Há muitos brasileiros acreditando nisso e reverter essa tendência é uma tarefa urgente da militância.

Mas, quando foi fácil para a classe trabalhadora? Não há outro caminho possível fora da luta.

 

Do Boletim Nascente - Lançado site para pressionar a presidência da Alerj a acatar pedido de 29 parlamentares pela realização de plebiscito sobre a venda da Cedae.

A decisão está nas mãos do presidente da Casa, Jorge Picciani (PMDB), que precisa publicar a proposta no Diário Oficial para ir à votação. Todos podem participar e ajudar a divulgar em www.plebiscitodacedae.meurio.org.br.

 

 

 

Do Boletim Nascente - O representante da FUP na comissão eleitoral do Conselho de Administração da Transpetro, Leandro Baesso, protocolou no último dia 17 documento que solicita a suspensão temporária da eleição para a representação dos trabalhadores no CA da empresa.

De acordo com Baesso, o processo eleitoral precisa ser suspenso para que se adeque a uma “mudança no entendimento da lei que serviu de parâmetro para a confecção do edital de convocação para candidatura e eleição do representante dos empregados no conselho de administração”.

A nova interpretação alteraria a previsão do edital de que dirigentes sindicais não poderiam ser candidatos à vaga. “Os empregados de nível médio que tenham curso superior e 10 anos ou mais de empresa poderiam ser candidatar, bem como o empregado dirigente sindical, que atenda esses requisitos poderão participar do processo eleitoral e se for eleito, antes da posse, deverá entregar o cargo de dirigente sindical”, reivindica o documento protocolado por Baesso.

A FUP também defendeu realização de reunião da comissão eleitoral para avaliar este entendimento, reelaborar o edital e estabelecer novo prazo para divulgação das eleições, para democratizar a participação dos trabalhadores. “Essa nova interpretação não foi amplamente divulgada o que prejudica o processo eleitoral, pois deveria constar no edital bem detalhado”, pontuou o sindicalista.

 

O diretor do Sindipetro-NF, Claudio Nunes, irá representar o sindicato na Comissão de Investigação do vazamento de Gás Liquefeito de Petróleo - GLP que aconteceu domingo, 19, na UTGCAB. O ofício já foi encaminhado pelo sindicato e a primeira reunião da Comissão acontece amanhã, 23.

Em reunião extraordinária de CIPA ocorrida nesta quarta, 22, o sindicato, através de Nunes, cobrou da gestão o porque de não ter sido enviado um alerta de SMS para a base e a falta de ações paliativas, enquanto não sai o resultado do relatório do vazamento. Para Nunes, "esse acidente é uma consequência da política de SMS predatória que se arrasta há anos em Cabiúnas".

O acidente

Segundo informações averiguadas pelo SindipetroNF, por volta de 04h30 ocorreu um vazamento de Gás Liquefeito de Petróleo na Unidade de Tratamento Cáustico. Ainda segundo essas informações, o vazamento durou, aproximadamente, 15 min e chegou a atingir uma distância num raio de 80m a 100m.

Até onde o sindicato pode apurar, uma série de falhas na gestão operacional ocasionou o acidente. Válvulas automáticas fora de funcionamento e sem a devida sinalização, gestão operacional altamente prejudicada pelo baixo efetivo e PSV descalibradas podem ter sido cruciais para a ocorrência do sinistro.

Além disso, chegaram ao sindicato denúncias gravíssimas de que os canhões de incêndio remoto e os alarmes do local não funcionaram automaticamente. Segundo foi verificado pelo NF, um trabalhador encontrou o vazamento e comunicou à Sala de Controle que foi responsável por acionar as proteções pertinentes. Vale ressaltar que esse é um problema reincidente no Terminal, uma vez que outro grande vazamento na UTGCab também apresentou problemas com o combate automático de sinistro.

A lógica perversa da política de SMS da Petrobrás, que transfere para o trabalhador a responsabilidade pela segurança, punindo as vítimas e protegendo os gestores, atingiu o máximo da crueldade. Ao contestar a ação do filho de Luis Augusto Cabral, o técnico de operação da Reduc que morreu em 31 de janeiro de 2016, ao cair dentro de um tanque com óleo a uma temperatura de 75 graus, a empresa teve o desplante de culpar o petroleiro pelo acidente, que, comprovadamente, foi causado pela negligência e omissão da gerência da refinaria.

Contrariando todos os relatórios dos órgãos fiscalizadores que investigaram o acidente, a Petrobrás negou qualquer envolvimento na morte do operador e, pior, transferiu para ele toda a responsabilidade pelo ocorrido. A empresa chegou ao cúmulo de afirmar que desconhecia o que Cabral fazia no teto do tanque, que, apesar de estar totalmente corroído pela ferrugem e condenado pelos fiscais do Ministério do Trabalho, só foi interditado pela Reduc, após a morte do operador.

Mais do que absurda, a inversão de papéis feita pela Petrobrás é um desrespeito não só à família de Cabral, mas a todos os trabalhadores. Cinicamente, a empresa tenta desqualificar um operador experiente, que era referência em Transferência e Estocagem na Reduc e acabou perdendo a vida em um acidente que poderia ter sido evitado, se os gestores cumprissem sua função de garantirem a segurança. O que fizeram, no entanto, foi exatamente o oposto.  Além de terceirizarem as inspeções de equipamentos próprios, ainda foram coniventes com uma série de fraudes cometidas na refinaria, inclusive na inspeção do tanque que causou a morte de Cabral.  O descalabro foi tamanho que a Reduc teve o certificado de Spie cassado pela Comcer. 

Como a FUP e seus sindicatos denunciam há anos, o modus operandi dos gestores é burlar as normas e procedimentos de segurança para depois tirarem o corpo fora, culpando e punindo os trabalhadores, como fez a Petrobrás ao contestar a ação em que o filho de Cabral responsabiliza a empresa pela morte do pai.  Só falta a empresa querer processar por improbidade administrativa os técnicos que, anos antes do acidente, já haviam condenado a corrosão do tanque.

Mais do que nunca, é preciso denunciar as arbitrariedades de um sistema de consequências que tem por foco a punição e não a prevenção. Por isso, é fundamental que os trabalhadores utilizem o “Formulário de Não Conformidade”, que a FUP e seus sindicatos estão distribuindo em todas as unidades do Sistema Petrobrás, mais um instrumento de luta, que, junto com o Direito e Recusa, deve ser priorizada pela categoria na busca por condições seguras de trabalho. 

Acesse https://goo.gl/LRmn7t , assista ao vídeo que explica como preencher o “Formulário de Não Conformidade” e ajude a divulgar essa importante ferramenta para denunciar as arbitrariedades e desvios cometidos pela Petrobrás. É preciso que deixemos claro para os gestores que colocar vidas em risco não é acidente e sim crime.

FUP

Calculadora da aposentadoria demonstra que a classe trabalhadora será prejudicada se Reforma da Previdência passar no Congresso

Nesta terça-feira (21), a CUT lançou o “Aposentômetro”, uma calculadora que ajudará trabalhadores e trabalhadoras a descobrir com qual idade se aposentarão, caso seja aprovada a Reforma da Previdência proposta pelo governo ilegítimo de Michel Temer. O projeto de Temer aumenta a idade mínima para 65 anos, tanto para homens quanto para mulhres, do campo e da cidade; e aumenta o tempo de contribuição de 15 anos para 25 anos. O conjunto de medidas impõe tantas dificuldades e restrições que praticamente inviabiliza que amplas parcelas de trabalhadores e trabalhadoras consigam se aposentar.

Como disse o presidente da CUT, Vagner Freitas, "Temer não quer reformar a Previdência, quer acabar com a aposentadoria dos/as trabalhadores/as".

Com o mote “Reaja agora ou morra trabalhando”, a CUT deu inicio a um movimento que pretende tomar as ruas do país pela preservação da aposentadoria, um direito histórico da classe trabalhadora. O “Aposentômetro” é uma das ações que contribuirão para dar aos trabalhadores argumentos para combater essa reforma e foi elaborado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos).

Utilizar a calculadora é muito fácil, basta informar o gênero, a data de nascimento e o tempo de contribuição para o INSS.

O "Aposentômetro" irá informar ao trabalhador quanto tempo lhe resta de trabalho até a aposentadoria nas regras atuais e como ficará se a proposta de Reforma da Previdência do governo for aprovada pelo Congresso Nacional.

Para acessar a calculadora, clique aqui.

Um petroleiro da Baker Hughes morreu ontem a bordo da embarcação Normand Maximus, que atua a serviço da empresa Saipem na Bacia de Santos. De acordo com a Petrobrás, o acidente, que também deixou quatro petroleiros feridos, ocorreu durante a instalação de gasoduto submarino no campo de Lula Extremo Sul, "quando houve rompimento de componente em sistema de alta pressão", atingindo os cinco trabalhadores.

As empresas não divulgaram o nome do petroleiro morto. Os quatro feridos, que também não tiveram as identidades divulgadas, foram atendidos em um hospital no Rio de Janeiro e, segundo a Petrobrás, apresentam quadro estável e estão fora de risco.

O movimento sindical petroleiro denuncia permanentemente a insegurança nas áreas operacionais do setor petróleo. No último domingo, o Sindipetro-NF denunciou a ocorrência de um vazamento de GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) no Terminal de Cabiúnas, em Macaé, que poderia ter se tornado uma grande tragédia se não fosse controlado pelos trabalhadores.

 

Da Imprensa da FUP - Dando sequência à luta contra o desmonte do Sistema Petrobrás, a FUP retomou sua agenda em Brasília com uma série de atividades em defesa da política de conteúdo nacional e na construção de ações para barrar a liquidação de ativos imposta por Pedro Parente.

No último dia 16, a convite da Frente parlamentar em defesa da Engenharia e Infraestrutura, a FUP esteve presente à reunião que as associações e federações de empresários tiveram com o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha. Os petroleiros criticaram duramente as medidas do governo para acabar com a obrigatoriedade de conteúdo local no setor de óleo e gás.

A FUP condenou os desinvestimentos feitos pela Petrobrás, cujos gestores vêm abrindo mão de ativos estratégicos, tentando acabar com a integração da empresa e, consequentemente, impactando a indústria nacional, ao cortar investimentos e priorizar contratações de embarcações, equipamentos e serviços no exterior.

Os petroleiros defenderam o fortalecimento e a ampliação das exigências de conteúdo local nas contratações da Petrobrás e demais empresas petrolíferas, ressaltando a importância desse setor para o desenvolvimento da indústria brasileira. Um dos exemplos citados foi a construção naval, que, em função das encomendas da Petrobrás, se reestruturou, saltando de três mil trabalhadores, no início dos anos 2000, para 85 mil, em 2014. O mesmo se deu com a engenharia, que, com os investimentos decorrentes dos programas de conteúdo local, pode desenvolver tecnologias de ponta, potencializando a indústria nacional.

O debate foi positivo e obrigou o governo a rever sua postura de índice zero e a postergar a decisão sobre as novas regras de conteúdo local.

A FUP também participou de reuniões com o senador Lindbergh Farias (PT/RJ) para articular agendas conjuntas de ações que visam barrar a venda dos ativos do Sistema Petrobrás.

 

 

Imprensa da FUP - Em 11 de fevereiro de 2015 ocorreu uma explosão no FPSO Cidade São Mateus que matou 9 trabalhadores, deixou outros 26 com lesões aparentes e mais 39 com lesões que só o tempo vai poder (ou não) curar. Cabe lembrar, que a BW OffShore, empresa norueguesa operadora do FPSO, com as bênçãos da Petrobrás, só emitiu 35 CATs, o que caracteriza uma subnotificação descarada. 

"O principal fator causal identificado pela ANP, remete a uma alteração de uso do FPSO CDSM feita ainda na fase de projeto da conversão da instalação. Inicialmente, o FPSO CDSM só estocaria condensado caso armazenasse óleo. Todavia, durante as discussões do projeto, a Petrobrás requisitou à PROSAFE que avaliasse se o condensado estaria estabilizado para ser armazenado sem ser misturado ao óleo. Ao concordar com essa alternativa e sem o devido gerenciamento de riscos introduzidos por esta alteração, iniciou-se uma cadeia de eventos que culminou no presente acidente." Este trecho está na página 160 do relatório elaborado pela ANP, que é público e demostra como a Petrobrás de fato trata as questões relativas à segurança dos trabalhadores: produção acima da segurança.

No final do ano passado, a Petrobrás foi condenada por decisão de 1ª instância administrativa a pagar multa no valor de R$ 68.350.000,00 referente às 50 infrações identificadas durante o processo de investigação realizado pela ANP, a gestão da empresa preferiu não recorrer da decisão e foi agraciada com um desconto de 30% (previsto na legislação), pagando então uma multa de R$ 47.845.000,00. Para a Petrobrás e demais empresas do setor, burlar normas, procedimentos de segurança dos órgãos de fiscalização e até mesmo os seus, é uma estratégia irresponsável de jogar para a torcida quando o assunto é saúde e segurança, pois as consequências de uma tragédia como a do FPSO CDSM só são doídas para familiares e amigos das vítimas.

A FUP e seus sindicatos, continuam na luta em defesa da vida, do direito ao trabalho seguro e combatem a irresponsabilidade gerencial que mata, mutila e adoece trabalhadores e trabalhadoras. Acabamos de disponibilizar formulários de denúncia de não conformidades de SMS, na busca por melhores condições de trabalho.

 

 

A principal pauta das mulheres no 8 de março será denunciar os graves prejuízos desse projeto na vida das mulheres

Sul21

A luta contra a Reforma da Previdência Social será a pauta prioritária nas manifestações das mulheres do próximo 8 de Março, Dia Internacional da Mulher. Elas ocuparão as ruas em todo o país para denunciar o desmonte da aposentadoria e os prejuízos que esta reforma poderá trazer especialmente para a vida das mulheres.  A reforma pretende igualar as condições de homens e mulheres para se aposentar e quer ampliar o tempo de contribuição sem levar em consideração as diferenças sociais entre os gêneros. Assim, no caso das mulheres, a idade mínima para aposentar passaria  dos atuais 60 para 65 anos, somada ao tempo mínimo de contribuição, que sobe de 15 para 25 anos.

O governo ilegítimo de Temer e seus aliados argumentam que as mulheres vivem, na média,  mais tempo que os homens e que elas já ocupam igualmente os postos de trabalho. Por isso, afirmam que as mulheres devem se aposentar mais tarde e com regras iguais aos dos homens. Para a economista da UNICAMP, Marilane Teixeira esses argumentos são contraditórios com a realidade e, caso concretizados, aumentarão a desigualdade. Ela afirma que essa proposta da Reforma da Previdência, na verdade, significa estender o período de vida laboral das trabalhadoras, retardar a solicitação do benefício e diminuir o valor do beneficio quando conquistado.  “O erro do projeto é de igualar realidades tão distintas porque o Brasil é muito diverso e muito  desigual para comparar condições de vida, de moradia e regionais entre mulheres e homens. Então, este projeto cria uma média igual que não é real”, comenta Marilane.

Como elas conseguiriam trabalhar 49 anos interruptos com no mínimo 65 anos, se são elas a grande maioria entre os desempregados no país? Como elas conseguiriam ter contribuído 25 anos ao completarem 65 anos, se elas precisam fazer o trabalho reprodutivo e de cuidados, parando para serem mães ou para cuidar de seus filhos? São questões levantadas por Marilane, que lembra como toda essa desigualdade social entre os trabalhadores e trabalhadoras impacta na conquista da aposentadoria das mulheres.  Ela exemplifica. “Uma mulher do campo que vive em média 50 anos e começou a trabalhar na roça com 10 anos, na chuva, no sol, dificilmente vai ultrapassar os 65 anos.  Agora uma profissional liberal, que mora na região Sudeste, que começou a trabalhar depois dos 20 anos e tem babá, a expectativa de vida dela, certamente, será de 80 anos”, compara.

As diferenças não acabam por ai. As mulheres têm salários de até 50% menores ao dos homens e são as primeiras a serem demitidas em momentos de crise. A maioria delas vive com um salário mínimo, trabalha 300 horas a mais que os homens por ano e são, na maioria das vezes, arrimos de família. “Como ser igual numa sociedade desigual”, questiona a secretária da Mulher Trabalhadora na CUT, Junéia Martins Batista. “É hora de ir pra rua contra esta reforma e todos estes retrocessos desse governo golpista, mas também não podemos deixar de denunciar a violência praticada contra as mulheres e a luta pela descriminalização do aborto, temas tão caros pra as mulheres”, alega Juneia.

Para a dirigente, a pauta unificou todas as mulheres que lutam por igualdade. “As mulheres do mundo todo não suportam mais as desigualdades e não ficarão mais caladas. Elas estão nas ruas, nas redes, nos programas de TV, nos espaços políticos, no meio artístico para dizer que basta”. Segundo ela, que também é presidenta do Comitê Mundial de Mulheres na Internacional de Serviços Público (ISP), o 8 de março será uma data que ficará para a história. “Teremos um levante das mulheres no mundo todo. Está sendo chamada uma paralisação internacional das mulheres nos países da América Latina e nos Estados Unidos as mulheres vão às ruas contra a política xenófoba e misógina do Presidente eleito, Donald Trump. Não nos calarão!”, finaliza.

 

 

Mulheres da CUT chamam assembleias contra a Reforma da Previdência

Segundo orientações da CUT Nacional, as mulheres CUTistas no estados farão assembleias antes dos atos unificados das trabalhadoras, dos movimentos sociais e feministas no próximo 8 de março.“ No período de concentração, que cada estado orientará,  a ideia é que façamos cartazes com palavras de ordem, panfletagem e agitação para barrar esse desmonte na aposentadoria. Será um momento de formação sobre a Reforma da Previdência”, explica Junéia. 

 

Serviço

Em breve iremos divulgar os pontos de concentração nos estados.

 

Campanha da CUT contra a reforma da Previdência

Visualize esse conteúdo do site da CUT http://s.cut.org.br/2lsRDjw

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