25 de maio de 2013   |   11:39

Sindipetro NF



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Revista Imagem


Revista Imagem

A Revista Imagem é uma publicação trimestral do Sindipetro NF (Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense). Opiniões emitidas em textos assinados não refletem, necessariamente, a opinião do sindicato.

Tiragem
6000 exemplares

Depto de Comunicação
Marcos Breda, Gédson de Almeida, Fernanda Viseu, Vítor Menezes, e Glauber Barreto.

Edição e Redação
Fernanda Viseu (DRT 17877)

Foto de Capa
Luiz Bispo

Sindipetro NF

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Diretoria Colegiada
Aldir de Souza Vieira, Antonio Alves da Silva (Tonhão), Antonio Carlos M. de Abreu (Tonico), Armando Pinto de Freitas, Cairo Correia Garcia, Cláudio Alberto de Souza, Cristina de Araujo Couto, Dimas Francisco de Moraes, Doney Corteletti Stinguel, Francisco Antônio de O. Santos da Silva, Francisco Célio Tojeiro de Souza, Gabriel Araújo Carvalhaes, Gédson de Almeida Ferreira, Hélio Marques Guerra, Ilma de Sousa, José Maria Ferreira Rangel, Júlio Máximo de Medeiros Neto, Luiz Carlos de Souza Mendonça, Marcelo Abrahão de Mattos, Marcelo Bie Monteiro Teixeira de Mello, Marcio Ferreira dos Santos, Marcos Frederico Dias Brêda, Norton Cardoso de Almeida, Thiago Magnus da Silva, Valdick Souza de Oliveira, Valter de Oliveira Silva Filho, Vicente de Castro Marques, Vitor Luiz Silva Carvalho, Vitor Pereira e Pádua, Wilson de Oliveira Reis.

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O gargalo das bicicletas

Paulo César Oliveira


Uma forma inteligente de se locomover que serve também como atividade física. Andar de bicicleta pode ser ainda uma terapia para evitar o trânsito cada vez mais confuso das grandes cidades. A adoção de ciclovias pelos municípios também está diretamente ligada à melhoria da qualidade de vida da população.
Campos não foge à regra. Apesar de ser uma planície, existe pouca estrutura para garantir o vai e vem dos ciclistas com segurança. São pouco mais de 15 quilômetros de pistas, que em sua maioria não possui ligação uma com a outra.
Entre os adeptos do uso da bicicleta, estava o jovem belga Hadrien Thys de 18, que morreu atropelado na Avenida Arthur Bernardes, no dia 15 de março deste ano. Ele estava no Brasil há nove meses, participando de um intercâmbio para estudantes. Na página pessoal no facebook, que ainda permanece ativa, é fácil perceber o amor do jovem pelos esportes. Em Campos dedicava parte do tempo livre ao rúgbi e ao ciclismo. Ele integrava também a equipe de triatlon da cidade, e foi exatamente treinando para uma disputa, que perdeu a vida.
Na cidade todos os dias uma multidão faz das “magrelas” uma opção a mais de transporte para chegar ao trabalho, fazer um simples passeio ou praticar esportes. E são eles os maiores representantes das estatísticas de atropelamentos. De acordo com a Empresa Municipal de Transportes (EMUT), em 2011 foram registrados 470 atropelamentos, desse total, pelo menos metade envolveu ciclistas.
Para os representantes do poder público municipal a cidade tem boas condições para o uso das bicicletas, mas destaca: “Nós temos uma cidade plana aonde já existe a prática do ciclismo, que não é só para o lazer. A grande maioria utiliza a bicicleta para o trabalho. As ciclovias são de vital importância na interligação dos sistemas e para o deslocamento das pessoas de suas casas para o trabalho e vice-versa. Hoje está aparecendo a bicicleta motorizada, um costume que está crescendo neste setor. Mas muito ainda tem de ser feito”, afirma o secretário municipal de Obras e Urbanismo, Edilson Peixoto.
A previsão é que ainda este ano, a cidade passe a ter 28,5 quilômetros totalmente trafegáveis, porém regiões como a central não possuem nenhum metro de ciclovia para que os campistas façam da bicicleta meio de transporte seguro. É necessário dividir as ruas com os veículos motorizados, já que a cidade possui um elevado número de ciclistas.
As opções para quem busca espaço adequado na cidade estão nas Avenidas 28 de Março, Felipe Uébe, Alberto Lamego, Arthur Bernardes e José Alves de Azevedo (Nova Beira-Valão). As que estão em fase de implantação ficam na Avenida José Carlos Pereira Pinto, que terá 1,5 quilômetros e na RJ-216 (Campos-Farol), que terá 10 quilômetros.

Bons exemplos pelo mundo

Algumas cidades são reconhecidas por priorizar a utilização de bicicletas beneficiando as ciclovias. Copenhague, na Dinamarca, Bogotá, na Colômbia e Amsterdam na Holanda, são alguns exemplos. Desde 1998, a cidade de Bogotá vem desenvolvendo medidas e melhorando seu planejamento urbano para aumentar a quantidade de ciclovias e bicicletas nas ruas. Bogotá é a única cidade sul-americana que está entre as cidades mundiais que contam com um bom número de ciclovias: implantou 340 quilômetros.

A maior concentração de bicicletas no mundo existe na cidade de Amsterdam. Lá as crianças aprendem na escola a importância da educação no trânsito. Através de uma rede de ciclovias, as pessoas podem chegar aos principais pontos da cidade, que também contam com estacionamentos e passarelas exclusivas para as bicicletas. O objetivo é deixar o local mais humano, sociável, além de diminuir a poluição e preservar o meio ambiente. A Holanda possui 34 mil quilômetros de ciclovias.

Um em cada três habitantes de Copenhague utiliza este meio de transporte diariamente. É comum ver nas ruas da capital da Dinamarca pessoas indo de bicicleta ao trabalho e à universidade. Isso porque a cidade oferece boa infra-estrutura para uso de bicicletas. Outras cidades pelo mundo incentivam o uso da bicicleta associada a outros meios de transporte. Em Barcelona, na Espanha, o cidadão pode comprar um ticket para o metrô com direito a pegar uma bicicleta na saída da estação para se locomover até seu destino.

Segundo dados publicados na Revista Estudos de Problemas Brasileiros, de outubro de 2009. O Brasil possuía na época 60 milhões de bicicletas, sendo que 53% delas utilizadas como transporte, para ir e voltar do trabalho ou da escola. Em 2008, pouco mais de 2,5 mil quilômetros de ciclovias encontravam-se distribuídos por 279 cidades. As cidades do Rio de Janeiro (com 160 quilômetros) e Curitiba (com 122 quilômetros) eram as mais bem servidas por ciclovias. No caso de São Paulo, a cidade possuia apenas 23,5 quilômetros destinados às bicicletas.

 

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